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Sobre derrota de Bolsonaro e governadores do Nordeste…

Ausência de qualquer membro do futuro governo na reunião com os gestores em Brasília reforça o distanciamento que o presidente eleito demonstra com a região que o derrotou nas eleições

 

Governadores nordestinos reunidos em Brasília; ninguém do governo Bolsonaro compareceu

Ainda está mal explicada a ausência do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL – e de seus representantes – na reunião dos governadores do Nordeste, nesta quarta-feira, 21.

É bem verdade que não ficou claro também se a chamada para o encontro foi mesmo feita pelo governo Bolsonaro e se foi uma tentativa frustrada dos governantes.

Bolsonaro foi derrotado em todos os estados nordestinos e parece incomodado com a situação.

E como seu perfil é de represália – a julgar pela postura de perseguição a petistas, comunistas e esquerdistas em todos os setores do governo – muito provavelmente sua relação com os nordestinos deverá ser de desprezo.

Agora é esperar 12 de dezembro para amenizar a má impressão.

De lado a lado…

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Filha de pastor que repreendeu Eliziane faz gesto de apoio a Haddad…

Eleita deputada estadual, Mical Damasceno é filha do presidente da Assembleia de Deus no Maranhão, Pedro Aldir Damasceno, que vociferou ódio pela declaração de apoio da senadora eleita ao candidato do PT

 

Mical Damasceno, ao lado de Márcio Jerry, gesto da vitória pró-Haddad condenado pelo pai em outros políticos

O pastor-presidente da Assembleia de Deus no Maranhão, Pedro Aldir Damasceno, vai ter que se explicar aos fieis de sua igreja pela participação da filha, Mical Damasceno, em ato de apoio ao presidenciável Fernando Haddad(PT), organizado pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Logo após o primeiro turno, Damasceno fez circular em redes sociais e grupo de WhatsApp um virulento áudio em que condena a senador eleita Eliziane Gama (PPS) pelo apoio ao petista.

No áudio, o presidente da Assembleia de Deus chega a invocar fake news para repreender o voto em Haddad. (Relembre aqui)

Mas, ontem, sua filha, a deputada estadual eleita pela coligação de Flávio Dino, Mical Damasceno (PSC), era uma das mais entusiasmadas no evento organizado pelo comunista e que culminou com a declaração de apoio a Haddad.

A filha do pastor Damasceno – que tem outros dois filhos empregados no governo Flávio Dino – fez até gestos de vitória quando o locutor pediu pela declaração de apoio ao candidato do PT. (Veja o vídeo)

O áudio divulgado por Pedro Aldir Damasceno no início do mês foi criticado por lideranças evangélicas que condenam as práticas de manipulação de votos por parte de pastores.

Mas agora, com a própria filha mostrando a contradição do líder da AD, a repercussão deve ganhar novos rumos…

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Marina Silva declara apoio a Haddad..

Ex-candidata a presidente reconhece o momento crítico do país, o risco que a democracia corre e, mesmo com críticas ao candidato do PT, reconhece que ele é o melhor caminho para o país se manter livre

 

Marina ao lado de Haddad em um dos debates do primeiro turno: apoio crítico contra a banalização do mal

Na reta final do segundo turno, a ex-candidata a presidente pela Rede Sustentabilidade, Marina Silva, declarou apoio nesta segunda-feira, 22, ao candidato do PT, Fernando Haddad.

Marina faz críticas duras ao PT – sobretudo pela incapacidade de fazer sua mea culpa – mas reconhece que, dentre as opções que estão em jogo, Haddad é infinitamente melhor que a opção pelo autoritarismo e pelo risco à democracia.

– Diante do pior risco iminente de ações que, como diz Hannah Arendt, “destroem sempre que surgem”, “banalizando o mal”, propugnadas pela campanha do candidato Bolsonaro, darei um voto crítico e farei oposição democrática a uma pessoa que, “pelo menos” e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação da minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento das mulheres, negros e pobres, o fim da base legal e das estruturas da proteção ambiental, que é o professor Fernando Haddad – disse Marina, em um longo texto publicado na internet.

Com o apoio de Marina, Haddad reúne três dos candidatos de centro-esquerda que disputaram o primeiro turno.

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De como Flávio Dino aposta na vitória de Bolsonaro…

Reeleito governador e prestes a deixar o nanico PCdoB, comunista maranhense acredita que, com a derrota do PT, emergirá como referência da esquerda no embate com um governo de extrema direita que se desenha fascista e incompetente

 

Flávio Dino sabe que pode ser catapultado á liderança de oposição em um eventual governo Bolsonaro

É óbvio que o governador Flávio Dino (PCdoB) jamais votaria no presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Mas o comunista maranhense torce, em suas entrelinhas políticas, pela vitória de Bolsonaro.

Seus gestos no primeiro e no segundo turnos apontam para isso; ele simplesmente ignorou a campanha de Fernando Haddad (PT) no primeiro turno e jogou flores em eleitores de Bolsonaro que, no fim das contas, também votaram nele. (Entenda aqui)

E neste segundo turno, Dino segue fazendo o contraponto midiático ao candidato do PSL sem, no entanto, mover uma palha pela campanha de Haddad.

E há uma razão política para a postura de Flávio Dino.

O comunista maranhense sabe que, com a derrota de Haddad e do PT, com o naufrágio do PSDB e com o isolamento de Ciro Gomes em seu PDT, será ele, Dino, a principal referência de oposição ao eventual governo bolsomínion.

Pouco importa os resultados disto para o Maranhão.

Quanto mais se indispor com o futuro governo, mais Flávio Dino se transformará em referência nacional, sobretudo diante de um cenário em que Lula continue preso e inelegível.

Para viabilizar este projeto, o comunista deverá deixar sua legenda nos primeiros meses após as eleições – seja antes ou depois da posse dos eleitos.

Buscará uma legenda mais adequada ao seu projeto nacional, que pode ser o próprio PT ou mesmo o PDT, partido que estarão na linha de frente da oposição a um futuro governo bolsonarista.

Com dois senadores aliados no Congresso, Dino terá porta vozes para denunciar a eventual perseguição de um governo bolsomínion e garantirá lugar de fala em Brasília para fazer o contraponto.

E aí, quem sabe, em 2022, ele surja como a opção ao capitão encastelado no Palácio do Planalto…

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Oposição maranhense se posiciona por Bolsonaro, contra Dino…

Embora tenham apresentado argumentos outros para justificar voto no candidato do PSL, o fato é que os oposicionistas não fecharam com Fernando Haddad por causa do governador comunista

 

O apoio de Flávio Dino a Haddad afasta do petista lideranças maranhenses, que fizeram campanha para Lula no primeiro turno

Os oposicionistas  Ricardo Murad (PRP), Roberto Rocha (PSDB) e Adriano Sarney (PV) declararam apoio ao capitão da reserva Jair Bolsonaro (PSL) para a presidência da República.

Obviamente que cada um registrou suas justificativas pessoais, mas, nas entrelinhas fica claro o motivo: Fernando Haddad (T) é apoiado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) no Maranhão.

O Sarney deputado chega a reconhecer não concordar com todas as ideias do presidenciável; mesmo assim, votará nele.

Para Ricardo Murad, a vitória de Bolsonaro “é a única forma de combater o poder totalitário que Flávio Dino implantou no estado”.

Rocha faz exercício de reflexão para se justificar e diz que é hora do PT, e do próprio PSDB, refazer seus destinos.

E o Brasil que se vire…

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O PT deve ter orgulho do seu legado…

Mesmo derrotado em todas as instâncias da Justiça, com seu principal líder preso e desgastado na mídia e na população menos afeita ao debate político, partido resistiu no campo onde deveria resistir e chega ao fim de mais uma eleição como opção clara de poder

 

O PT precisa ter convicção de que venceu o bom combate, respeitou a democracia e lutou contra o autoritarismo

Editorial

As eleições de 2018 produziram uma vítima fatal: o PSDB.

O partido do presidenciável Geraldo Alckimin e do senador Roberto Rocha – que disputou o governo do Maranhão – sai deste pleito totalmente liquidado e sem perspectiva de poder, ainda que vença as eleições de São Paulo e de Minas Gerais.

Indecisos quanto a postura que deveria adotar diante da criminalização imposta à classe política pelo Judiciário e pela imprensa, os tucanos foram a principal vítima da operação Lava Jato .

Por outro lado, o PT, o oposto-espelho do PSDB, resistiu politicamente, jogou o jogo que deveria jogar e chega ao segundo turno como opção clara de poder.

Independentemente do resultado das eleições, o PT se manterá forte politicamente.

Mesmo desgastado junto a parte do eleitorado menos afeita ao debate político, criminalizado por setores do Judiciários que flertam com o autoritarismo e demonizado pela mídia, o PT resistiu em seu campo – não claudicou, como o PSDB – e ousou denunciar ser vítima de perseguição política em todos o níveis.

E é preciso lembrar que o partido esteve quase 15 anos no poder, com a perspectiva de impor-se, mas optou sempre pelo respeito às regras constitucionais e democráticas.

Com uma das maiores bancadas na Câmara Federal, o partido de Lula se manterá no centro do debate, tenha ou não o presidente eleito.

E é esta convicção que os petistas devem levar às ruas neste segundo turno, de peito aberto e gritando, com convicção onde estiver doendo.

Porque, no jogo do poder, o silêncio e a omissão são para os covardes.

Simples assim…

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Senadores eleitos declaram apoio a Haddad…

Os novos senadores do Maranhão Weverton Rocha e Eliziane Gama declararam na tarde desta terça-feira (09), durante reunião na Famem – Federação dos Municípios do Maranhão, apoio ao candidato à presidência Fernando Haddad (PT) para o segundo turno das eleições.

Segundo Eliziane Gama seu apoio a Haddad se dá por entender que ele é o melhor para o Brasil e principalmente para o Maranhão e garantiu que independente disso jamais abrirá mão da defesa dos princípios cristãos.

Já Weverton Rocha afirmou que como membro da executiva nacional do PDT pedirá durante reunião nacional do partido  que acontece nesta quarta-feira (10),  que seja declarado apoio nacional a Haddad no segundo turno das eleições.

O presidente da Famem e prefeito de Tuntum Tema, também declarou apoio ao candidato e pediu aos prefeitos maranhenses que o apoiem também. Segundo ele a vitória de Haddad fortalecerá não só o Brasil, mas o governo do Maranhão, pois o governador reeleito Flavio Dino terá um presidente aliado aos seu compromisso de desenvolvimento do Estado.

Tema disse ainda que o governo de Haddad será municipalista, a exemplo dos governos do ex-presidente Lula.

Para o deputado Zé Inácio todo apoio a Fernando Haddad já representa uma vitória contra o fascismo e o preconceito. “Não podemos permitir que o Brasil retroceda e seu povo perca direitos conquistados a duras penas. Precisamos nos unir e garantir que o país volte a crescer” , disse o parlamentar.

Estiveram presentes ainda no encontro o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão Othelino Neto e prefeitos de alguns municípios do Estado.

O governador Flavio Dino também já declarou seu apoio ao candidato do PT…

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Por que os capelães da Assembleia de Deus não entregam seus cargos?!?

Ao criticar a deputada Eliziane Gama por apoiar Fernando Haddad e Manuela D’Ávilla, pastor presidente expõe o fisiologismo da Assembleia de Deus, que não aceita apoiar petistas e comunistas, mas aceita se beneficiar da troca de cargos e favores no mesmo governo comunista

 

POSTURA SELETIVA. Pastor Pedro Aldir: revolta com comunista só após eleger a filha deputada no próprio palanque comunista

O discurso visceral, agressivo e virulento do pastor-presidente da convenção estadual das Assembleias de Deus, Pedro Aldir Damasceno, expõe não apenas a truculência de evangélicos enfileirados em torno do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), mas também o jogo de interesses e a troca de favores políticos que marca a liderança desta denominação.

Damasceno expôs seu ódio religioso ao saber de um certo discurso da deputada federal e senadora eleita Eliziane Gama (PPS), de apoio a Fernando Haddad (PT), candidato do governador Flávio Dino (PCdoB).

Nada mais natural que Eliziane tomasse esta atitude, sobretudo diante da inequívoca força dada por Dino à sua eleição, quando poucos acreditavam nesta possibilidade.

Ao proferir palavras de ódio contra a posição da parlamentar, o líder religioso chegou a se utilizar de uma mentira – a de que a vice de Haddad, Manuela D’Ávilla, teria dito que Jesus era gay.

Mas se o pastor se revoltou com esta afirmação – sendo ela mentira ou não – por que o nobre líder religioso não fez este mesmo discurso no primeiro turno, quando sua filha disputava eleição no palanque do próprio Flávio Dino?

Por que o pastor assembleiano não se revoltou com os comunistas também quando eles nomearam uma “renca” de pastores para ser capelão militar sem concurso público?!?

O discurso seletivo e hipócrita do pastor Aldir Damasceno revela a face mais covarde das denominações religiosas, quando trata o fiel como gado, em currais eleitorais – para atender seus interesses – e se mostra indignado quando já com os interesses saciados.

Felizmente, os fiéis evangélicos – pelo menos uma parte deles – já não dá tanta importância para tipos como Pedro Aldir Damasceno.

Mas eles poderão continuar gritando desmedidamente seu ódio e seu proselitismo religioso…

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Flávio Dino quer Haddad com menos votos que ele no Maranhão…

Governador comunista faz “corpo mole” na campanha presidencial para sair-se como “dono da candidatura” em um eventual segundo turno entre o petista o capitão Jair Bolsonaro

 

CORPO MOLE. Flávio Dino quer submeter Fernando Haddad à sua liderança no Maranhão

O silêncio do governador Flávio Dino (PCdoB) sobre a campanha presidencial incomodou petistas que foram com ele nesta quinta-feira, 4, a evento de campanha em Santa Inês.

– Não havia santinhos no comitê nem material de campanha; e Flávio Dino não cita sequer o nome de Haddad em seus comícios – afirmou um petista presente ao evento, incomodado com o silêncio do comunista.

Mas há uma estratégia para o posicionamento do governador.

Além de não se queimar com eleitores do adversário de Haddad, o capitão Jair Bolsonaro (PSL), Flávio Dino espera que o petista tenha menos votos que ele próprio no estado. (Entenda aqui)

Desde 2002, quando Lula se elegeu presidente pela primeira vez, o Maranhão dá votações estratosféricas aos candidatos do PT – e essas votações são sempre muito superiores às dos próprios governadores.

Flávio Dino quer quebrar esta lógica.

Ele espera ver Haddad com votação menor que a sua no primeiro turno para, no segundo, sair-se como pai de uma eventual campanha vitoriosa.

E chegar com respaldo na mesa de negociações de um eventual governo petista…