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Eleição de São Luís pode se resumir a quatro candidatos…

Pressionados por candidatos a vereador e pela falta de tempo na propaganda, postulantes sem estrutura partidária começaram a ser assediados pelos que têm – sozinhos ou em aliança – tempo suficiente para fazer o horário eleitoral

 

Edivaldo, Eliziane, Wellington e Fábio Câmara são os únicos com tempo suficiente para a propaganda

Edivaldo, Eliziane, Wellington e Fábio Câmara são os únicos com tempo suficiente para a propaganda

A julgar pela movimentação  das últimas horas, desde que começou o período de convenções, a eleição de outubro em São Luís pode se resumir a quatro candidatos: Eliziane Gama (PPS), Edivaldo Júnior (PDT), Wellington do Curso (PP) e Fábio Câmara (PMDB).

Os demais candidatos estão sendo pressionados – ora pelos seus candidatos a vereador, ora pelos candidatos mais estruturados, a abrir mão da disputa.

Estão na linha de assédio Eduardo Braide (PMN), Rose Sales (PMB), João Bentivi (PHS) e Zeluís Lago (PPL). Os dois últimos, inclusive, têm a desistência já  dada como certa tanto pelo comitê de Eliziane Gama quanto pelo de Holandinha.

O principal problema para esses candidatos é a falta de tempo na propaganda eleitoral.

Rose Sales, por exemplo, se conseguir reaver o tempo do seu PMB cassado pela Justiça, algo em torno de 15,5 segundos, acrescido de mais 6 segundos do tempo comum, se a eleição for com 10 candidatos, ficará com meros 21,5 segundos.

Bentivi e o candidato do PSOL, Valdeny Barros, terão cerca de 10,09 segundos no total. Eduardo Braide soma 8,4 segundos.

Outros, como Zeluís Lago e Cláudia Durans, ficariam só com os 6 segundos do tempo comum, já que seus partidos não têm representação na Câmara.

Além do tempo partidário, os candidatos sofrem com a pressão da chapa de vereadores, que precisa de coligação forte para ter garantias de entrar no rateio das vagas na Câmara.

Menor número de candidatos, maior tempo

Outro fator de pressão dos demais candidatos ocorre pelo fato de que, se não servem isolados, esses segundos a mais podem fazer diferença na soma total.

Eliziane Gama, por exemplo, se conseguir a adesão do PMB, de Rose Sales, do PHS de Bentivi e do PPL de Zeluís Lago, somaria mais 22,8 segundos ao seu tempo, que gira hoje em torno de 1,02 minuto, o que elevaria seu programa para a casa dos 1,25 segundos.

Sem falar que, com menos candidatos na disputa, o tempo comum, de 60 segundos, distribuído pela Justiça Eleitoral, será dividido por menos gente, o que garante tempo maior para cada.

No caso de apenas Eliziane Gama, Edivaldo, Wellington e Valdeny participar efetivamente da disputa, cada um ficaria com mais 12 segundos.

Por isso a pressão nos candidatos, que agora estão sem tempo.

Tanto para a propaganda quanto para conseguir aliados…

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Denúncia contra Hélio Soares já havia sido feita por Carioca…

Vereador revelou no período em que esteve na Câmara, que o auxiliar de Edivaldo Júnior faz chantagem com vereadores para que eles votem ou ajam de acordo com os interesses do prefeito, acusação parecida com a feita hoje no blog de Diego Emir

 

Carioca na tribuna da Câmara: denúncia de corpo e presente

Carioca na tribuna da Câmara: denúncia de corpo e presente

O jornalista Diego Emir denunciou em seu blog, nesta quarta-feira, 20, que o ex-deputado Hélio Soares (PR), secretário de Articulação Política de Edivaldo Júnior (PDT) está usando dinheiro para cooptar lideranças e partidos para a coligação do prefeito.

Hélio Soares faz o trabalho de negociação em São Luís que chegam a envolver pagamento de emendas parlamentares e até ofertas financeiras de apoio para a disputa eleitoral. Primeiro em relação aos partidos, existe uma oferta de suporte financeiro que varia de R$100 mil até R$1 milhão de acordo com o peso da legenda. Mas a maioria está recebendo valores que ficam na média de R$500 mil. Já quanto as emendas parlamentares, existe a promessa do pagamento em três parcelas. Alguns vereadores já não querem mais nem saber da oferta, mas outros estão aceitando” afirmou o jornalista. (Leia a íntegra aqui)

Mas denúncia parecida já havia sido feita na tribuna da própria Câmara Municipal, há pouco mais de dois meses, pelo então vereador Paulo Roberto Pinto, o Carioca (PHS).

Segundo Carioca, Soares chantageia vereadores, ameaçando não pagar os interesses deles, caso não votem as coisas do prefeito.

Não tem um projeto que não aprove ali [na Câmara]. Se o Edivaldo pedir manda o secretário Hélio Soares, atual secretário de governo, e ficam pressionando: E aí? se tu não votar eu não pago isso, se tu não votar eu não pago aquilo – denunciou o suplente. (Leia aqui)

O próprio Carioca disse ter sido alvo de tentativa de suborno.

Não tem um projeto que não aprove ali [na Câmara]. Se o Edivaldo pedir manda o secretário Hélio Soares, atual secretário de governo, e ficam pressionando: E aí? se tu não votar eu não pago isso, se tu não votar eu não pago aquilo –  revelou.

Coma  palavra, Hélio Soares…