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Suspensão de shows e eventos depende de reunião com empresários

Inseguro quanto às medidas que precisa tomar para conter o avanço da CoVID-19, governador Flávio Dino já decidiu suspender festas, cultos, missas, shows, reuniões, resenhas, rolês, batucadas, pagodes, forró, samba, raves e afins; mas quer dividir a culpa com os próprios representantes do setor

 

Governador via reunir com a classe empresarial, mas nada fala sobre a classe artística, principal atingida com a suspensão dos eventos no estado

O governador Flávio Dino (PCdoB) decidiu suspender todo tipo de evento cultural, religioso, esportivo ou meramente festivo no Maranhão – mesmo aqueles com até 150 pessoas.

Mas só vai dizer a partir de quando vale sua decisão após reunião com a classe empresarial, nesta terça-feria, 2.

As medidas mais duras de combate à CoVID-19 são cobradas por cientistas e profissionais da área de Saúde – inclusive o titular da pasta no maranhão, Carlos Eduardo Lula – mas Dino parece querer dividir o desgaste da decisão.

Ontem, ele tentou convencer prefeitos e membros do Judiciário, mas todos foram contra o lockdown.

Principal atingida com a suspensão dos eventos, a classe artística parece esquecida pelo poder público na discussão do que fazer contra a pandemia

Agora, quer chamar a classe empresarial para negociar uma forma de suspender os eventos sem prejuízo da atividade comercial, sabe-se lá como ele pretende fazer isso.

Sem os eventos culturais, a classe artística também sofre, sem local para apresentação e sem condições de garantir a sobrevivência.

Mas parece que, para o governo, a classe artística é a que menos importa neste processo.

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Bares não poderão ter música ao vivo na reabertura das atividades

Secretário de Saúde Carlos Lula disse que os estabelecimentos noturnos em São Luís, previstos para reabrir sábado, 27, não terão permissão para promover “atrações culturais que gerem aglomeração”, o que inviabiliza a participação de artistas; há veto também para selfie-service e praças de shoppings

 

Os shows musicais, principais atrações de barzinhos e pub’s não poderão ser usadas nesta retomada das atividades

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Eduardo Lula, e o chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, confirmaram ao blog Marco Aurélio D’Eça, nesta quinta-feira, 25, que bares e restaurantes serão reabertos com fortes restrições de funcionamento, a partir do sábado, 27.

Dentre as principais restrições, estão proibidas atrações culturais que gerem aglomeração, como shows e música ao vivo.

– Tem muita restrição. Vai voltar, mas já não vai voltar como era. Tem distância entre as mesas; a capacidade máxima só vai ser metade; e não vai ser permitida atração cultural que promova aglomeração – afirmou Lula.

Apesar de proposto pelas entidades classistas, shows, musica ao vivo, selfie-service e praças de alimentação em shoppings foram vetadas pela Vigilância Sanitária, segundo Marcelo Tavares.

Alguns bares e PUBs têm nas atrações culturais o seu principal ponto forte; a restrição deixa em situação ainda difícil a classe artística, que sobrevive de eventos em bares e casas noturnas e que já vem sofrendo dificuldades por causa da quarentena. 

Este assunto já foi, inclusive, tratado no blog Marco Aurélio D’Eça, no post “Fechamento de bares gera efeito dominó na noite de São Luís…” 

A mesas de bares e restaurantes terão que ter distanciamento maior entre elas, reduzindo a lotação pela metade

O risco de aglomeração na promoção de eventos como estes, no entanto, é um risco para um debote de coVID-19 na capital maranhense.

Tanto Carlos Lula quanto o chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, confirmaram também que  continuarão proibidas as atividades de selfie-service e as praças de alimentação de shoppings centers.

Lula deu, inclusive, um recado a todo o setor empresarial:

– Se voltarem a aumentar os casos, a gente vai ser obrigado a fechar.