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Como transformar nossas sociedades sem EDUCAR o soberano (povo)?!?

A tragédia silenciosa do analfabetismo no Maranhão e a urgência de um pacto republicano pela alfabetização

 

Por Waldir Maranhão

Há tragédias que se anunciam com sirenes, luto público e comoção imediata. Outras atravessam gerações em silêncio, disfarçadas de normalidade, alojadas nas estatísticas, aceitas como se fossem destino. O analfabetismo no Maranhão pertence a essa segunda categoria: não explode em praça pública, mas corrói por dentro a cidadania, a economia, a democracia e a própria noção de futuro.

A pergunta que precisa constranger a política maranhense é simples e brutal: como transformar nossas sociedades sem educar o soberano?

Em uma democracia, o povo é o soberano. Mas que soberania real possui quem foi impedido de ler plenamente o mundo, de interpretar um documento, de compreender uma proposta de governo, de reconhecer uma mentira travestida de notícia ou de defender seus próprios direitos diante da burocracia do Estado?

  • O analfabetismo não é apenas a ausência de letras.
  • É a presença persistente da desigualdade.
  • É uma cerca invisível erguida entre o cidadão e a liberdade.

É a negação prática do direito de participar da vida pública em condições mínimas de autonomia. Quem não lê depende de terceiros para decifrar contratos, remédios, mensagens, editais, benefícios sociais, orientações de saúde, boletos, leis, notícias e promessas eleitorais. Essa dependência fragiliza o cidadão e fortalece intermediários.

A estatística que deveria envergonhar a República
Os números recentes não permitem complacência. Em 2024, a taxa de analfabetismo no Maranhão chegou a 11,3% da população de 15 anos ou mais. Isso significava aproximadamente 619,3 mil jovens e adultos que não sabiam ler e escrever no estado. No mesmo período, a taxa maranhense estava cerca de 6,3 pontos percentuais acima do restante do país, segundo o painel Amazônia Legal em Dados, com base na PNAD Contínua.

No Brasil, houve avanço: em 2025, a taxa nacional caiu para 4,9%, a primeira vez abaixo de 5% na série recente. Mas o próprio IBGE informou que ainda existiam 8,4 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais. Mais da metade desse contingente estava no Nordeste. Ou seja, a queda estatística não autoriza celebração vazia. Ela exige acelerar a correção de uma dívida histórica.

O Plano Nacional de Educação foi claro ao estabelecer a Meta 9: elevar a alfabetização da população de 15 anos ou mais, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir o analfabetismo funcional. O prazo passou, e o país não cumpriu plenamente aquilo que prometeu a si mesmo. Quando a República descumpre uma meta dessa natureza, não falha apenas tecnicamente; falha moralmente.

Analfabetismo é também uma questão de poder
Durante muito tempo, o povo foi chamado às urnas com mais eficiência do que foi chamado à escola. Foi convocado para legitimar governos, mas nem sempre recebeu do Estado as condições para se libertar da dependência política. Essa contradição precisa ser dita sem medo: uma sociedade que aceita conviver com analfabetismo em massa aceita também uma forma sofisticada de exclusão democrática.

  • Onde a leitura não chega, a manipulação entra com facilidade.
  • Onde a escola falha, o favor ocupa o lugar do direito.
  • Onde falta cidadania educada, o clientelismo encontra terreno fértil.

Um povo alfabetizado pergunta, compara, fiscaliza, exige orçamento, cobra resultado e não se contenta com espetáculo. Um povo alfabetizado entende que política pública não é generosidade de governante, mas obrigação do Estado.

Por isso, alfabetizar não é uma pauta técnica reservada a secretarias. Alfabetizar é uma decisão política central. É democratizar o poder. É retirar o cidadão da condição de dependência e colocá-lo na condição de sujeito. É permitir que a pessoa deixe de apenas ouvir a história contada pelos outros e passe a escrever a própria história.

A ferida maranhense é antiga, mas não é destino
O Maranhão carrega marcas profundas de desigualdade social, concentração de renda, ruralidade desassistida, pobreza persistente e abandono histórico de comunidades inteiras. O analfabetismo é uma das expressões mais duras desse processo. Ele atinge idosos que trabalharam a vida inteira, mulheres que sustentaram famílias, trabalhadores rurais, periferias urbanas, povos tradicionais, pessoas com deficiência e populações que sempre receberam do Estado menos do que lhes era devido.

É preciso ter cuidado para não confundir analfabetismo com incapacidade. Falta letra, não inteligência. Falta oportunidade, não dignidade. Muitos maranhenses que não tiveram acesso à escola dominam saberes da terra, da pesca, da cultura, da fé, da sobrevivência, da família e do trabalho. A tragédia não está neles. A tragédia está em um poder público que demorou demais para garantir o óbvio: ninguém deve atravessar a vida sem o direito de ler e escrever.

  • A alfabetização de adultos, portanto, não pode infantilizar o adulto.
  • Deve reconhecer sua história, sua jornada e sua força.

A Educação de Jovens, Adultos e Idosos precisa ser redesenhada com respeito: horários compatíveis com o trabalho, transporte, alimentação, material adequado, busca ativa, professores valorizados, metodologia própria, acolhimento e ligação com qualificação profissional.

Crianças alfabetizadas: avanço, mas não salvo-conduto
Também é necessário olhar para a infância. O Maranhão registrou avanço recente no Indicador Criança Alfabetizada, alcançando 69% e superando a meta estadual e a média nacional divulgadas para o período. Esse resultado deve ser reconhecido como sinal positivo. Mas ele não pode servir de anestesia. Se 69% representa avanço, também revela que ainda há uma parcela expressiva de crianças que precisa ser alcançada com urgência.

Criança que conclui os anos iniciais sem ler adequadamente não está apenas atrasada na escola; está sendo empurrada para uma sequência de fracassos previsíveis. A alfabetização na idade certa é o primeiro degrau da aprendizagem. Sem ela, matemática vira enigma, ciências vira decoreba, história vira ruído, tecnologia vira barreira, cidadania vira palavra distante.

O combate ao analfabetismo exige duas frentes simultâneas: impedir que novas gerações cheguem à adolescência sem domínio da leitura e resgatar jovens, adultos e idosos que foram deixados para trás. Uma política que escolhe apenas uma dessas frentes será sempre incompleta.

Educação como centro de um novo pacto maranhense
O Maranhão precisa tratar a alfabetização como emergência republicana. Isso significa organizar um grande pacto entre Estado, municípios, União, universidades, igrejas, movimentos sociais, sindicatos, escolas, empresas, sistema de justiça, imprensa e comunidades. A alfabetização não pode ser programa de governo com prazo eleitoral; precisa ser compromisso de Estado com horizonte geracional.

Esse pacto deve ter metas públicas, indicadores transparentes e cobrança permanente. Cada município deve saber quantos jovens e adultos não alfabetizados existem em seu território. Cada escola deve ser centro ativo de busca. Cada comunidade deve ter uma estratégia. Cada gestor deve prestar contas. Cada orçamento deve revelar prioridade. O dinheiro público precisa chegar à sala de aula, ao professor, ao material, à formação, ao transporte e à permanência do estudante.

  • Não basta abrir matrícula; é preciso garantir permanência.
  • Não basta inaugurar programa; é preciso medir aprendizagem.
  • Não basta anunciar números; é preciso transformar vidas.

A política educacional deve sair do gabinete e entrar nas casas, nos povoados, nos bairros, nos quilombos, nas aldeias, nas periferias, nas zonas rurais e nas comunidades ribeirinhas.

O povo não quer tutela; quer instrumentos de liberdade
O povo maranhense não precisa de piedade. Precisa de direitos. Não precisa de tutela. Precisa de instrumentos. Não precisa ser tratado como massa de manobra. Precisa ser reconhecido como soberano. E soberano sem educação é soberano apenas no discurso. A verdadeira soberania popular nasce quando cada cidadão tem condições de compreender, decidir, questionar e construir.

A alfabetização é a primeira tecnologia da democracia. Antes do computador, antes da inteligência artificial, antes da economia digital, antes dos discursos sobre inovação, há uma condição elementar: saber ler. Quem ignora isso está construindo futuro sobre areia. Não haverá Maranhão desenvolvido com centenas de milhares de pessoas excluídas da palavra escrita.

Por isso, a tragédia do analfabetismo precisa sair do rodapé dos relatórios e ocupar o centro do debate público. Ela deve ser tema de palanque, de orçamento, de reunião de prefeitos, de assembleias legislativas, de câmaras municipais, de universidades, de conselhos de educação e de famílias. O silêncio é cúmplice da repetição.

A revolução começa pela palavra
O Maranhão tem cultura, juventude, território, biodiversidade, inteligência popular, vocação produtiva e força comunitária. Mas nenhuma riqueza se realiza plenamente quando parte do povo permanece excluída do domínio da leitura. Educar o soberano é libertar o Maranhão de um atraso que não é natural, mas produzido. É romper com a ideia de que pobreza e baixa escolaridade são paisagem inevitável.

Se queremos uma sociedade mais justa, precisamos educar o povo. Se queremos desenvolvimento econômico, precisamos educar o povo. Se queremos democracia forte, precisamos educar o povo. Se queremos vencer a pobreza, precisamos educar o povo. Se queremos acabar com a manipulação, o clientelismo e a dependência, precisamos educar o povo.

A pergunta inicial, portanto, tem resposta: não se transformam sociedades sem educar o soberano. Pode-se administrar a pobreza, distribuir favores, produzir propaganda e simular modernidade. Mas transformar de verdade exige alfabetizar, formar, emancipar e confiar no povo.

Um povo que lê não apenas decifra letras. Decifra promessas. Decifra mentiras. Decifra contratos. Decifra o poder. E quando o povo aprende a ler o mundo, nenhum projeto de dominação permanece confortável por muito tempo.

Educar o soberano é a primeira revolução. O Maranhão não pode esperar outra geração para começá-la de verdade…

Fontes de apoio consultadas para os dados citados:

  • IBGE, Agência de Notícias: PNAD Contínua Educação 2025 — taxa nacional de analfabetismo de 4,9% e 8,4 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais.
  • IBGE, Agência de Notícias: PNAD Contínua Educação 2024 — 9,1 milhões de pessoas analfabetas no Brasil e taxa nacional de 5,3%.
  • • Amazônia Legal em Dados: indicador “Taxa de analfabetismo no Maranhão”, com base na PNAD Contínua — 11,3% em 2024 e cerca de 619,3 mil jovens e adultos analfabetos.
  • • IBGE, Censo Demográfico 2022: alfabetização e desigualdades por região, idade, cor ou raça e porte dos municípios.
  • • Lei nº 13.005/2014, Plano Nacional de Educação, Meta 9 — erradicação do analfabetismo absoluto e redução do analfabetismo funcional.
  • • Secretaria de Estado da Educação do Maranhão: Indicador Criança Alfabetizada, resultado divulgado em 2026, com 69% para o Maranhão.

Waldir Maranhão é ex-presidente da Câmara Federal e ex-reitor da Uema

Roberto Costa leva cultura e emoção a mais de mil alunos da EJA com espetáculo Pão com Ovo

Mais de mil alunos da rede municipal de ensino de Bacabal, matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA), viveram uma noite especial de cultura e diversão na última sexta-feira, 8, durante a apresentação do espetáculo teatral Pão com Ovo. O evento aconteceu na Universidade Federal do Maranhão e reuniu estudantes da sede e da zona rural do município.

  • antes da apresentação, o público foi recepcionado ao som de Rafael do Acordeon;
  • e participou de um jantar preparado especialmente para todos os alunos.

Mas o momento mais marcante da noite foi a emoção estampada no rosto de muitos estudantes que, pela primeira vez, tiveram a oportunidade de assistir a uma peça teatral ao vivo.

Criado pelos atores maranhenses César Boaes e Adeílson Santos, o espetáculo “Pão com Ovo” se tornou um dos maiores fenômenos culturais do Maranhão, conquistando o público com humor popular, sotaque nordestino e histórias do cotidiano maranhense.

  • com 15 anos de sucesso, os artistas destacaram o carinho que recebem em Bacabal ao longo dos anos;
  • Clarisse Milhomem ressaltou a alegria de retornar à cidade e reencontrar o carinho do público.

“É sempre uma felicidade enorme voltar a Bacabal. Essa cidade sempre acolheu muito bem o nosso trabalho e receber esse carinho do povo é emocionante e o Roberto Costa, esse querido, que sempre apoiou o Pão com Ovo desde o começo”, disse Clarice.

“Bacabal sempre recebe a gente de braços abertos. Ver um projeto como esse chegando aos alunos da educação é algo muito bonito e especial. Muito obrigada, Roberto Costa, por abraçar esse projeto que a educação da cidade também agradece”, completou Dijé.

O prefeito Roberto Costa destacou a importância de promover cultura e inclusão para os estudantes da EJA.

“Foi uma noite inesquecível. Muitos desses alunos tiveram a oportunidade de assistir a um espetáculo teatral pela primeira vez, e ver a alegria deles foi algo emocionante. É dessa forma que a gente vai continuar fazendo: priorizando a educação de todos, das crianças aos adultos, porque conhecimento não tem idade para adquirir. Essa é a marca da Nova Bacabal”, frisou o prefeito.

 

Waldir Maranhão toma posse na Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura em Brasília

Ex-reitor da Uema, professor vai ocupar a cadeira número 59, que é patroneada pelo professor Cid Veloso; a academia reúne intelectuais de todo o país

 

LIDERANÇA INDÍGENA LUCIENE KUJAESAGE KAYABI cumprimenta o novo confrade da Abrasci, Waldir Maranhão

Em solenidade realizada no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, o professor e ex-reitor Waldir Maranhão tomou posse como membro titular da ABRASCI. Ocupando a cadeira nº 59, patroneada por Cid Veloso, o novo acadêmico recebeu o Colar do Mérito Cultural em reconhecimento à sua trajetória dedicada à educação e à vida pública.

Para Waldir Maranhão, a chegada à Academia representa não apenas uma honraria pessoal, mas a reafirmação de que a ciência e a cultura são os pilares fundamentais para o desenvolvimento de uma nação soberana.

“Assumir a cadeira nº 59 é um reconhecimento que compartilho com o meu Maranhão e que reforça minha trajetória dedicada à educação e à cultura. Agradeço à ABRASCI por esta distinção. Sigo acreditando que o conhecimento é a base para transformarmos o futuro do nosso país. Um dia marcante que renova as minhas energias”, agradeceu Maranhão.

O evento reuniu autoridades, intelectuais e amigos para celebrar um marco que une o saber acadêmico ao compromisso com a história brasileira.

 

Assembleia convoca secretário de Cultura para esclarecer não liberação de recursos no carnaval…

Yuri Arruda vai ter que explicar atrasos e não pagamentos de recursos prometidos a agremiações carnavalescas; requerimento de Othelino Neto foi aprovado por unanimidade

 

O REQUERIMENTOD E OTHELINO NETO FOI APROVADO POR UNANIMIDADE; secretário Yuri Arruda terá que dar explicações sobre recursos do carnaval

A Assembleia Legislativa aprovou nesta quarta-feira, 4, por unanimidade, Requerimento de autoria do deputado Othelino Neto (PSB), que convoca o secretário de Cultura Yuri Arruda  esclarecer denúncias de não pagamento e atraso nos recursos que deveriam ter sido destinado aos municípios durante o carnaval.

“Hoje, a Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, um requerimento de minha autoria convocando o secretário de Estado da Cultura, Yuri Almeida, para explicar o calote no Carnaval. O governo Carlos Brandão não pagou os recursos prometidos aos municípios para auxiliar na realização do Carnaval local, enquanto gastou fortunas contratando atrações de outros estados”, declarou o deputado.

  • tanto gestores municipais quanto parlamentares relatam falta de pagamentos de emendas destinadas a municípios;
  • diante da falta de explicações os parlamentares decidiram apoiar o Requerimento, apresentado em 24 de fevereiro.

Yuri Arruda deverá comparecer à Assembleia Legislativa para prestar esclarecimentos aos deputados sobre os critérios adotados pela pasta, a execução dos pagamentos e o cronograma de repasses relacionados ao Carnaval.

Ainda não há data para a audiência com o secretário de Cultura…

Virada São Luís 2026 tem início neste sábado na Praia Grande…

Evento reúne todos os tipos de expressões culturais, com música, diversidade e atrações para toda a família, com atrações ao longo de vários dias

 

A Prefeitura de São Luís dá início à Virada São Luís 2026 neste sábado, 27, na Praia Grande, reunindo atrações nacionais e locais como parte da programação oficial de fim de ano. O evento contará com estrutura planejada para garantir conforto, segurança e acessibilidade ao público.

Com atrações distribuídas ao longo de vários dias, a Virada São Luís 2026 reafirma seu papel como um espaço de convivência, celebração e ocupação do Centro Histórico, promovendo cultura, lazer e movimentação econômica em um dos períodos mais importantes do calendário da cidade.

Atrações

O público poderá conferir apresentações de grandes nomes da música nacional, como Eli Soares, Sorriso Maroto, Dorgival Dantas, Calcinha Preta, Zé Neto e Cristiano e Vitor Fernandes, além de artistas locais, como Feijoada Completa, Argumento e Bonde do Desejo, e DJs: Jonathas, Rogério Mix, Claudinho Polary e Walter Junior, que enriquecem a diversidade cultural do evento.

Programação – Virada São Luís 2026

27.12 (Sábado)

  • 18h – DJ Jonathas (Abertura e Intervalos)
  •  19h – Samuel Eleotério
  •  21h – Eli Soares
  • 23h – Morada

28.12 (Domingo)

  • 17h30 – DJ Rogério Mix (Abertura e Intervalos)
  •  18h – Feijoada Completa (Local/Pagode)
  • 20h – Sorriso Maroto
  • 22h – Argumento (Local/Pagode)

30.12 (Terça)

  • 18h – DJ Claudinho Polary (Abertura e Intervalos)
  • 19h – Bonde do Desejo (Local/Forró)
  • 21h – Dorgival Dantas
  • 23h – Calcinha Preta

31.12 (Quarta)

  • 19h – DJ Walter Junior (Abertura e Intervalos)
  • 19h30 – Silfarley
  • 21h – Thiago Freitas
  • 23h – Zé Neto e Cristiano
  • 2h – Vitor Fernandes

“A Virada São Luís 2026 reafirma o compromisso da Prefeitura com a democratização do acesso à cultura, a ocupação qualificada dos espaços públicos e a celebração do novo ano com responsabilidade, diversidade e inclusão”, destaca o secretário de Cultura, Maurício Itapary. 

Estrutura e segurança

O evento contará com um espaço acessível para pessoas com deficiência, múltiplas saídas de emergência sinalizadas e equipes de segurança atuando de forma integrada, garantindo conforto, mobilidade e proteção ao público.

A região recebeu reforço na iluminação pública e terá apoio de policiais militares, civis, a Guarda Municipal e o Corpo de Bombeiros, além de torres e central de videomonitoramento estrategicamente posicionadas.

Dois postos médicos equipados e ambulâncias estarão disponíveis para atendimentos de emergência, assegurando suporte rápido caso necessário. Na entrada, o público passará por revista, e o consumo de bebidas em garrafas de vidro será proibido, reforçando a proteção durante todo o evento.

Acesso e trânsito

O evento tem fácil acesso por transporte coletivo, com funcionamento regular do Terminal de Integração da Praia Grande, garantindo fluidez na chegada e saída do público. A Prefeitura orienta que motoristas e pedestres fiquem atentos às sinalizações e rotas alternativas, garantindo uma circulação tranquila durante toda a programação.

Valorização cultural

Para o secretário municipal de Cultura, Maurício Itapary, a Virada São Luís 2026 representa uma oportunidade de reunir a população no Centro Histórico, celebrar a diversidade cultural e ocupar os espaços públicos com responsabilidade.

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André Campos propõe nova Lei de Incentivo à Cultura de São Luís

Vereador tem objetivo de fomentar e ampliar a participação da iniciativa privada, e fortalecer a produção cultural na capital maranhense

 

PELA CAUSA. Produtor cultural e ativista do folclore maranhense, André Campos fortalece as atividades culturais em São Luís

O vereador André Campos (PP) apresentou à Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 404/2025, que institui um incentivo fiscal destinado a empresas contribuintes do ISS que financiarem projetos culturais aprovados pela Secretaria Municipal de Cultura. A proposta, já em tramitação, promete impulsionar investimentos privados e fortalecer ainda mais o cenário artístico da capital maranhense.

“A cultura movimenta não apenas a identidade do nosso povo, mas também a economia da cidade. Este projeto é um instrumento de fortalecimento mútuo entre sociedade civil, artistas e gestão municipal”, afirmou André Campos.

  • pelo projeto de André Campos, as empresas ganharão benefício fiscal ao apoiar financeiramente as inciativas culturais de São Luís;
  • a proposta amplia as formas e captação para festivais, eventos, grupos artísticos, formação, patrimônio cultural e outras expressões.

FORTALECIMENTO CULTURAL. O projeto de Campos vai beneficiar empresas que apoiem manifestações culturais em todos os seus aspectos na capital

Para o vereador, a medida é estratégica, uma vez que São Luís é reconhecida nacionalmente por manifestações folclóricas, tradições populares e pela força de sua produção artística.

“O incentivo fiscal vai permitir que mais eventos sejam realizados, fomentando novas linguagens culturais e dando visibilidade a artistas de diferentes segmentos, desde os de grande porte até os que atuam nas periferias”, diz o parlamentar.

  • além do impacto cultural, o projeto também pretende aquecer a economia criativa local;
  • a expectativa é que o aumento de eventos e produções gere empregos e estimule o turismo;
  • e favoreça também a cadeia produtiva – artesanato, serviços de produção, comunicação e logística.

André ressalta ainda que a proposta atende a um antigo anseio de profissionais da arte e da cultura, que frequentemente enfrentam dificuldades para captar recursos e viabilizar seus projetos.

A proposta aproxima São Luís de modelos já consolidados em outras capitais brasileiras…

Da Assessoria, com edição do blog

Esquema de emendas desbaratado pela PF movimentou R$ 1,5 milhão em 10 dias…

Saque apreendido com assessora presa na sexta-feira, 17, foi apenas o terceiro de um total de quatro, que seria concluído nesta segunda-feira, 20, beneficiando oito parlamentares

 

OITO DEPUTADOS estão envolvidos no esquema de repasse de emendas ao Boi de Maracanã e à Companhia Catarina Mina

Os R$ 400 mil apreendidos pela Polícia Federal em posse da assessora parlamentar Larissa Rezende Santos, na sexta-feira, 17, foi o terceiro de uma série de quatro saques em espécie, programados entre os dias 7 de outubro e esta segunda-feira, 20. Três desses quatro saques foram efetivados, totalizando R$ 1,5 milhão.

  • no dia 7 de outubro, uma terça-feira, foram sacados R$ 500 mil;
  • em 14 de outubro, outra terça-feira, mais R$ 500 mil foram sacados;
  • na sexta-feira, 17, novo saque, de R$ 500 mil, que levou às prisões pela PF.

“Narra a Autoridade Policial, no auto de prisão sob análise, que ‘existem fartos elementos informativos indicando que o valor apreendido com os flagranteados é proveniente dos crimes de peculato e corrupção passiva, uma vez que os recursos eram destinados à realização de um evento alusivo ao dia das crianças, em 12/10/2025, o qual não foi realizado, tendo o montante sido indevidamente repartido entre os conduzidos e, possivelmente, outras pessoas ainda não identificadas’”, diz o Auto de Prisão em Flagrante encaminhado pelo Ministério Público ao Tribunal de Justiça.

O dinheiro era sacado pelos representantes da Companhia Catarina Mina, Ivan Jorge Madeira, e do Boi de Maracanã, Maria José de Lima Soares.

O relatório da Polícia Federal monitorou quatro saques em espécie, um deles programado para esta segunda-feira, 20, no valor de R$ 300 mil, e que, provavelmente, será abortado diante da prisão da sexta-feira, 17.

Pelo flagrante da Polícia Federal é possível saber que as duas instituições envolvidas emitiam notas fiscais para receber os valores das emendas – ficando com apenas 10% do total, incluindo recursos para pagamentos de impostos. No total, os dois repassaram à assessora parlamentar exatos R$ 1,2 milhão num intervalo de 10 dias.

  • na peça da PF são citados oito deputados estaduais que, segundo a PF, foram ou seriam beneficiados com os repasses;
  • a investigação pede a quebra dos sigilos bancário e telefônico de todos os envolvidos nas operações com as entidades.

Por envolver parlamentares, com prerrogativa de foro, o processo está sob a supervisão do Tribunal de Justiça do Estado.

Os três presos foram liberados após audiência de custódia, no sábado, 19…

Ponto final no debate sobre a miséria no Maranhão: Flávio Dino fracassou…

Se sabia das limitações históricas e culturais do estado em 2015 – e mesmo assim prometeu tirar “municípios maranhenses da lista dos 100 mais pobres” – o ex-governador falhou nesta questão específica

 

PROMESSA EM PRAÇA PÚBLICA. Flávio Dino no palanque, na posse de 2015: promessa retórica ou erro estratégico?!?

Editorial

Profundo e realista o artigo do deputado estadual Carlos Lula (PSB) – amplamente divulgado na mídia – sobre as questões históricas e culturais que envolvem a miséria do Maranhão. (Leia aqui)  

Este blog Marco Aurélio d’Eça entende, inclusive, tratar-se de um contraponto à análise publicada na terça-feira, 22, sob o título “Dados da pobreza expõem fracasso de Flávio Dino como governador…”.

Mas há um ponto tão óbvio que chega a ser simplório no debate sobre a participação pessoal do ex-governador Flávio Dino na linha do tempo desta da miséria do Maranhão. E qual é esse ponto fundamental no debate?!?

Foi Flávio Dino – e nenhum outro – quem prometeu, ipsis literis:

“Ao fim do meu mandato, nenhum município maranhense estará na lista dos 100 mais pobres”.

  • O ex-governador disse isso no palanque, em sua posse;
  • reafirmou a mesma coisa ao lançar o programa “Mais IDH”;
  • E repetiu de forma categórica ao longo de todo primeiro mandato.

Este blog Marco Aurélio d’Eça foi um dos duros críticos em todo o mandato do agora ministro do Supremo Tribunal Federal, sobretudo neste aspecto específico do combate à miséria, como pode ser relembrado aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, mais aqui, também aqui e aqui.

Hoje, vendo em retrospectiva, é claro que reconhece avanços em vários setores do estado, tanto nos aspectos sociais, quanto culturais e, principalmente, políticos, como reverenciado no post de fevereiro de 2022, intitulado “Eleições devem consolidar transição de gerações no poder no Maranhão…”.

Mas este blog insiste na ideia de que o ex-governador fracassou nesse ponto do combate à miséria. 

  • se ele sabia haver pontos históricos e culturais que impediriam o combate à miséria, não deveria ter prometido em 2015;
  • se, por outro lado, não sabia desses aspectos, não estudou a história do Maranhão a ponto de fazer a promessa pública.

E se prometeu e não conseguiu, então fracassou.

Esse é o ponto inquestionável no debate sobre a participação de Flávio Dino no combate à miséria maranhense.

Ponto final!!!

Às vésperas do São João, Braide mantém sem comando a Secretaria de Cultura…

Movimento cultural de São Luís cobra um titular para a pasta, que hoje se transformou em uma espécie de apêndice do secretário de Trânsito Maurício Itapary

 

SEM CABEÇA. Assim como faz na Comunicação, Braide mantém a Secretaria de Cultura sob comando remoto de um interino

Representantes do segmento cultural têm feito gestões na Prefeitura de São Luís em busca de informações sobre o futuro da Secretaria de Cultura do município; a menos de dois meses para o início das festas juninas, a pasta segue acéfala, sem comando.

Centralizador, o prefeito Eduardo Braide (PSD) faz com a Cultura o mesmo que fez com a Comunicação, secretaria que segue sem comando desde 2023.

Sem acesso direto ao prefeito, os segmentos culturais do Maranhão têm buscado conversas com a vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD); ela já recebeu representantes do Reggae, do Tambor de Crioula e do Bumba-Boi para tratar do assunto.

Alguns desses representantes propuseram, inclusive, que a própria Esmênia seja nomeada para a pasta.

Mas esta é uma outra história…

Mais uma tolice de redes sociais toma conta da internet no Brasil…

A onda de transformar imagens em desenhos animados – cultura inútil da comunicação pueril surgida a partir da ideia tiktoker – leva até políticos experimentados a cair na esparrela

 

BRAIDE E BRANDÃO EM SUAS VERSÕES ANIMADAS POD IA: deixando-se levar pela onda, ao invés de criar a própria onda

Uma nova dessas modinhas que passaram a tomar conta das redes sociais desde a criação dos canais de vídeos rápidos, como TikTok e Kwai, voltou a dominar o público das redes sociais e dominou até mesmo políticos e líderes sociais; transformar imagens em desenhos animados é a febre dos últimos dias.

  • trata-se de uma cultura inútil, tola e sem objetivo prático algum;
  • uma tolice dessas redes que levaram ao reducionismo da comunicação.

“Estou enojado. Se querem mesmo fazer coisas medonhas, podem ir em frente. Sinto fortemente que isto é um insulto à própria vida”, lamentou o lendário animador japonês Hayao Miyazaki, fundador dos Estúdios Ghibli, usado pela inteligência artificial ChatGPT como base para a transformação das imagens. 

No Maranhão, o governador Carlos Brandão (PSB), o prefeito Eduardo Braide (PSB) e uma infinidade de políticos de todos os cacifes entraram na ondinha ridícula nos últimos dois dias, o que pode, inclusive, gerar uma infinidade de processos por direitos autorais. 

  • as chamadas trends, ferramentas que prometem engajamento em massa, surgiram no Tik Tok e no KWay;
  • hoje, são disponibilizadas também por redes como Instagram e Facebook, na busca de associados. 

À exceção do antigo Twitter, todas as redes sociais focam no público jovem, na cultura rasteira e na desnecessidade intelectual, buscando apenas acesso, cliques, engajamento; por isso é redes como Twitter e Facebook praticamente extinguiram o antigo Feed – ou a linha do tempo – para apostar nos carrosséis chamados Reels.

“Levem os jovens à reflexão. Em vez de reproduzir algo do outro, comece a produzir algo próprio”, ensina o piscólogo Willie David, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Ver a meninada despolitizada, desculturizada e desintelectualizada viver esses momentos pueris das redes chega a ser até inocente em determinado momento; mas quando essas tolices atingem o poder e a classe política, é preciso se preocupar com o futuro do país.

A imbecilidade ronda a todo momento…