3

Deslumbre na Península: o limite entre requinte e cafonice

Ao achar que podem escolher clientes por padrão social, donos de bares e restaurantes da Ponta D’Areia tentam privatizar a praia, expondo a breguice e a afetação dos “novos ricos”; em resposta, populares ridicularizam a tentativa de segregação social, revelando a diferença entre o ter e o ser numa ilha cercada de miséria

 

O “Pagodão da Península” incomodou moradores e empresários da pretensa área “Triplo A” de São Luís; e a rejeição só expôs a cafonice de gente rica

Ensaio

A área da Ponta D’Areia denominada comercialmente de Península é, de fato, um setor de São Luís de belo aspecto visual, mas que sofre com os mesmos problemas estruturais vividos por ricos e pobres em toda a cidade.

Mesmo assim, tinha tudo para se transformar em área descolada e de requinte, com as construções residenciais de luxo iniciadas na última década.

Esse “refinamento” se perdeu com a ganância brega de empresários do setor de bares e restaurantes, que começaram a proliferar na área nos últimos anos.

Cafonas e elitistas, sem a menor visão de mundo ou noção do que seja premium, “gourmet” ou “cinco estrelas” – termos, aliás, considerados bregas na medida do exagero de suas aplicações – estes empresários querem privatizar a área de praia, em busca do “ouro” dos novos ricos que por lá passaram a habitar.

Mas ao contrário do “requinte” esperado pelos idealizadores, a afetação do autodenominado “Posto A”, por exemplo, passou a afastar quem tem classe.

Além disso, ambientes naturais tendem a atrair gente que gosta de ar livre e disposta a quebrar regras; a juventude descolada propriamente dita.

Incomodados com a “invasão hype”, empresários que montaram versões pretensamente premium de suas lojas, tentam agora fazer seleção natural da espécie que consideram apta a sentar em suas mesas.

E acabaram só piorando as coisas.

A postura kistch apenas mostrou o tamanho da cafonice dessa gente que quer privatizar a Península.

Com ou sem refinamento, bares da Península também desrespeitam a lei; e foram autuados pela força-tarefa que fiscaliza as regras da pandemia

Especialistas em etiqueta e comportamento ensinam que refinamento, finesse e sofisticação não estão à venda em lojas de grifes, mas são aspectos intrínsecos à própria personalidade.

Para esses estudiosos, classe não é algo que se encontra em prateleiras de supermercado e elegância não se constrói com placas e decretos.

Ao tentar forçar um requinte onde há apenas descontração, esses empresários extrapolam a linha do brega, transformando um ambiente que poderia ser de puro charme em exemplo acabado de preconceito sem-berço dos que alcançam poder e dinheiro sem a necessária visão de mundo.

Pior para os moradores, que veem sua habitação perder valor – não pela presença de populares nas areias, mas pela afetação brega dos donos de negócios.

E o que poderia ser ambiente de charme se transforma a cada fim de semana em exposição do ridículo.

Por que, os que tem a simplicidade do refinamento, vão buscar, naturalmente, ambientes menos expostos.

É simples assim…

3

Governo vai endurecer medidas contra bares e restaurantes…

O desrespeito às regras de funcionamento durante a pandemia – com música ao vivo e aglomerações, que já lavaram a atuações, interdições e multas – levou a força-tarefa a ampliar a fiscalização em toda a Grande São Luís

 

O auto-intitulado “Posto A”, na Ponda D’Areia, foi um dos “pontos de bacanas” interditados pela Vigilância Sanitária; mas o desrespeito se dá em toda São Luís

Depois do grande desrespeito às regras de funcionamento durante a pandemia em bares – tanto na chamada área nobre quanto na periferia de São Luís – o Governo do Estado decidiu endurecer a fiscalização.

No fim de semana, houve desrespeito com música ao vivo no restaurante Coco Bambu, pagode na área de “bacanas” da Ponta D’Areia auto-intitulada “Posto A” e festas em bares de bairros e casas noturnas.

A força-tarefa composta por Governo do Estado, Prefeitura de São Luís, Vigilância Sanitária, Polícia Militar, Blitz Urbana e secretarias de Saúde interditou casas noturas e bares, fechou o tal “Posto A” e decidiu endurecer ainda mais a fiscalização.

 

Já na sexta-feira, 24, o restaurante Coco Bambu foi flagrado desrespeitando a proibição de música ao vivo foi autuado pelo Governo do Estado

A partir desta quarta-feria, 29, os homens da força-tarefa estarão m toda São Luís e as casas que apresentarem reincidência poderão até receber multas, que chegam a R$ 50 mil.

O endurecimento das regras tem um objetivo: o governo quer evitar ter que voltar a proibir a abertura de toda atividade de bares e restaurantes.

Mas espera contar com a colaboração das próprias casas.

O que não vem ocorrendo em São Luís…

1

Governo impõe medidas e fecha bares da Lagoa e da Península…

Após constatar aglomerações, shows ao vivo e outras irregularidades reveladas pelo blog Marco Aurélio D’Eça, fiscais do Procon e da Vigilância Sanitária interditou algumas casas, notificou outras e decidiu retornar no próximo fim de semana

 

Tida como área de luxo, a Península da Ponta D’Areia recebe bares requintados, que desrespeitam as regras para funcionamento

Fiscais da Vigilância Sanitária e do Procon decidiram interditar o Tapera Bar Temático, na região da Lagoa da Jansen, por descumprimento das regras impostas para funcionamento da Casa.

O governo também notificou os restaurantes BurgerNight, Ada Coley, Itália in Távola e Bistrô Quintalão, na Península da Ponta D’Areia.

O blog Marco Aurélio D’Eça vem mostrando, desde a semana passada, que restaurantes e bares da região considerada mais nobre de São Luís vêm desrespeitando sistematicamente as regras de reabertura deste setor da economia.

Na sexta-feira,17, revelou que bares da Península estavam realizando shows ao vivo, no post “Bares da Península desrespeitam Leis, promovem shows e aglomerações…”

Fiscais do Procom-MA e da Vigilância Sanitária estiveram também em bares e restaurantes da Lagoa da Jansen no fim de semana

Já na segunda-feira, 20, este blog publicou relatório da circulação que fez nas noites de sexta e sábado, e na tarde de domingo, tanto na Lagoa da Jansen e da Península quanto na avenida Litorânea.

A Vigilância Sanitária e o Procon já anunciaram que voltarão aos locais no próximo final de semana…

4

Governo pode liberar apenas “voz e violão” em bares

Proposta da Secretaria de Indústria e Comércio já esta sob avaliação das pastas de Saúde e da Casa Civil do Governo do Estado e faz parte da liberação gradual das atividades noturnas em São Luís

 

O estilo Voz e violão está em estudo do governo para liberação em bares e restaurantes

A proposta da Secretaria de Indústria e Comércio para liberação de musica ao vivo em bares e restaurantes contempla apenas o estilo “voz e violão”.

No entendimento do secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, esta modalidade de música ao vivo garante maior atrativo aos estabelecimentos sem risco de maiores aglomerações, como ocorre com bandas completas.

– A proposta ainda tem que passar pela Casa Civil e pela Saúde – explicou Simplício.

Os bares e restaurantes voltaram a funcionar desde o dia 27 de junho, mas sem música ao vivo; estabelecimentos que tentaram burlar as regras chegaram a ser multados pelo governo.

A ideia de liberar a música ao vivo de forma gradual visa exatamente conter o avanço da coVID-19.

Ainda não há previsão de quando o estilo voz e violão poderá ser utilizado…

1

Vereador contesta proibição de artistas em bares…

Raimundo Penha argumenta que, se o estabelecimento já está com a capacidade máxima definida no próprio decreto de abertura, a presença de música ao vivo não fará nenhuma diferença para efeito de aglomeração

 

Os bares reabriram, mas sem a presença de artistas nos palcos, que ficam vazios desde o último sábado, 27

O vereador Raimundo Penha (PDT) contestou nesta terça-feira, 30, a regra do Governo do Estado que proibiu a realização de música ao vivo nos bares e restaurantes de São Luís.

Estes estabelecimentos ganharam permissão para voltar a funcionar a partir do último sábado, 27, mas com a proibição de shows e a apresentações artísticas.

– Queria entender o sentido de não ter música ao vivo em bares. Se estes já tem uma capacidade definida, ao m,eu ver, a presença dos artistas não vai alterar em nada – ponderou o parlamentar de São Luís.

O vereador Raimundo Penha contestou em suas redes sociais a proibição dos shows aos vivo nos bares

Na avaliação de Penha, ao contrário de prejudicar, a presença de artistas é uma forma de ajudar no reforço às normas de prevenção e proteção nos próprios estabelecimentos.

O vereador anunciou que vai apresentar requerimento à Prefeitura de São Luís pedindo a liberação imediata dos shows ao vivo nos bares e restaurantes.

1

“Cada um decide o risco que quer correr”, diz Flávio Dino sobre aglomerações

Governador diz que disponibilizou o sistema de segurança e de controle para fazer rondas em todo o estado, mas ressalta que é preciso que cada um cuide de si. “Não sou tutor de cada um; não me cabe isso”, declara; o problema é que cabe ao autor das normas zelar pelo cumprimento delas

 

Flávio Dino praticamente lava as mãos em relação às regras de funcionamento impostas pelo seu próprio governo para bares e restaurantes

Editorial

O governador Flávio Dino (PCdoB) declarou em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 26, que a fiscalização sobre aglomerações e descumprimento de medidas sanitárias em bares e restaurantes caberá às próprias casas e aos clientes.

Dino afirmou que já reuniu com Corpo de Bombeiros e profissionais de vigilância sanitária, já direcionados para as rondas; mas não tem como fiscalizar 7 milhões de maranhenses.

– Nós temos um sistema de fiscalização que já funciona. Eu não sou tutor de cada um. Não me cabe isso. É preciso que cada um cuide de si. É impossível fiscalizar 7 milhões de pessoas – afirmou Dino.

Para ele, valerá o bom senso de cada um em seu objetivo de combater a coVID-19.

– Cada um decide o nível de risco que está disposto a correr. Infelizmente o coronavírus ainda está tirando vidas. Cada pessoa deve saber a que nível de segurança quer submeter-se. Nosso papel são normas – completou.

Há um problema na fala do governador.

A tendência é que, principalmente os bares, levem à aglomeração em suas dependências e fora dela, sobretudo pelo alto consumo de bebidas alcoólicas

De fato, não cabe ao governo fiscalizar a vida pessoal de cada um dos 7 milhões de habitantes no Maranhão; mas a fiscalização de logradouros e estabelecimentos sujeitos às regras das portarias e decretos do governo cabe somente ao próprio governo.

É do governo – e não do povo – a responsabilidade de fiscalizar se bares e restaurantes cumpriram as regras de distanciamento das mesas, disponibilizaram formas de higienização e cumpriram o horário de funcionamento.

Se as normas foram estabelecidas pelo governo, cabe ao governo zelar pelo seu cumprimento. 

É responsabilidade do governo, e não do cidadão, coibir aglomerações em vias e logradouros públicos.

Se Flávio Dino deseja apelar para o bom senso do cidadão, não necessitaria estabelecer regras, normas, portarias e decretos para disciplinar o funcionamento das coisas.

Bastaria a ele liberar tudo e torcer para a consciência do cidadão.

Mas é o próprio governo quem vai ter de arcar com o atendimento em uma eventual segunda onda de contaminação pela coVID-19.

É simples assim…

0

Bares não poderão ter música ao vivo na reabertura das atividades

Secretário de Saúde Carlos Lula disse que os estabelecimentos noturnos em São Luís, previstos para reabrir sábado, 27, não terão permissão para promover “atrações culturais que gerem aglomeração”, o que inviabiliza a participação de artistas; há veto também para selfie-service e praças de shoppings

 

Os shows musicais, principais atrações de barzinhos e pub’s não poderão ser usadas nesta retomada das atividades

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Eduardo Lula, e o chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, confirmaram ao blog Marco Aurélio D’Eça, nesta quinta-feira, 25, que bares e restaurantes serão reabertos com fortes restrições de funcionamento, a partir do sábado, 27.

Dentre as principais restrições, estão proibidas atrações culturais que gerem aglomeração, como shows e música ao vivo.

– Tem muita restrição. Vai voltar, mas já não vai voltar como era. Tem distância entre as mesas; a capacidade máxima só vai ser metade; e não vai ser permitida atração cultural que promova aglomeração – afirmou Lula.

Apesar de proposto pelas entidades classistas, shows, musica ao vivo, selfie-service e praças de alimentação em shoppings foram vetadas pela Vigilância Sanitária, segundo Marcelo Tavares.

Alguns bares e PUBs têm nas atrações culturais o seu principal ponto forte; a restrição deixa em situação ainda difícil a classe artística, que sobrevive de eventos em bares e casas noturnas e que já vem sofrendo dificuldades por causa da quarentena. 

Este assunto já foi, inclusive, tratado no blog Marco Aurélio D’Eça, no post “Fechamento de bares gera efeito dominó na noite de São Luís…” 

A mesas de bares e restaurantes terão que ter distanciamento maior entre elas, reduzindo a lotação pela metade

O risco de aglomeração na promoção de eventos como estes, no entanto, é um risco para um debote de coVID-19 na capital maranhense.

Tanto Carlos Lula quanto o chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, confirmaram também que  continuarão proibidas as atividades de selfie-service e as praças de alimentação de shoppings centers.

Lula deu, inclusive, um recado a todo o setor empresarial:

– Se voltarem a aumentar os casos, a gente vai ser obrigado a fechar.

3

Bares e restaurantes terão lotação e horários restritos em São Luís…

O Protocolo Específico para Bares, Restaurantes e Afins, editado pelo Governo do Estado – e que ainda está em fase de adequação – estabelece, além das medidas gerais já divulgadas, redução do número de frequentadores e mesas de quatro lugares com dois metros de distanciamento uma das outras; o funcionamento só pode ir até a 0h00

 

Os bares precisarão seguir restrições quanto à lotação e ao distanciamento entre clientes para voltar a funcionar a partir de sábado, 27

Com autorização para reabrir a partir do próximo sábado, 27, bares, restaurantes e afins em São Luís terão que seguir um protocolo rígido de funcionamento, além das medidas que já vinham sendo adotadas pela população em geral.

Segundo o Pacto de Protocolo Especifico firmado entre o Governo do Estado e os representantes do segmento, além de máscaras pelos clientes será obrigatório o uso de Face Shield (Proteção acrílica) pelos atendentes.

A lotação terá que ser reduzida e as mesas – dispostas a dois metros uma das outras – só poderão comportar quatro pessoas.

– Nós já havíamos fechado o pacto com as entidades do setor, mas houve novas sugestões que foram encaminhadas à Vigilância Sanitária para reavaliação; ainda hoje teremos o protocolo final – explicou ao blog Marco Aurélio D’Eça o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares.

O pacto firmado inicialmente ao qual este blog teve acesso, orienta evitar ao máximo a formação de filas, com adoção de senhas e agendamento para organizar o atendimento;

– Se houver necessidade de filas, o distanciamento precisa ser de 2 metros entre as pessoas, com marcação destacada no chão – diz o documento. (Veja imagens abaixo)

A circulação interna também deve obedecer a distância mínima de dois metros, além das medidas de higiene e proteção já definidas desde o início da pandemia.

Outra modificação se dá quanto ao horário de funcionamento; os bares, lanchonetes e restaurantes deverão seguir os seguintes horários:

Almoço: das 11h às 15h;

Lanches: das 10h às 00h;

Jantar: das 18h às 00h

Já nas padarias o funcionamento se dará entre 6h e 20h.

Não há restrições previstas quanto à adoção de música ao vivo, desde que sigam as recomendações de distanciamento e de lotação.

Veja abaixo o Protocolo Específico para Bares, Restaurantes e Afins:

0

Abrasel orienta sobre abertura de bares e restaurantes…

Presidente regional da associação que congrega o setor, Gustavo Araújo se reuniu com representantes do Procon e apresentou as diretrizes já postas em prática pelos estabelecimentos para evitar proliferação do coronavírus

 

Gustavo Araújo apresentou diretrizes já seguidas pelos bares e restaurantes e ouviu orientações do Procon-MA

O presidente regional da Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel), Gustavo Araújo, reuniu-se na tarde desta quinta-feira, 19, com representantes do Procon-MA para discutir o funcionamento do setor neste período de restrições diante da crise do coronavírus.

Araújo, que também é presidente em exercício do Sindicato de Bares e Restaurantes de São Luís, apresentou ao Procon-MA as diretrizes já adotadas pelo setor para evitar eventual proliferação do coronavírus.

Dentre as medidas estão redução de número de mesas e da capacidade de lotação, respeito à distancia de dois metros entre as pessoas, desinfecção contante de móveis, utensílios e equipamentos, disponibilização de álcool gel para clientes e funcionários, além da redução na programação para evitar aglomerações.

– É preciso deixar claro que o Decreto Nº 35.660 não proíbe o funcionamento de bares e restaurantes; o que o documento dá são orientações sobre cuidados, que já estão sendo seguidos pelo setor – explicou Araújo. (Veja vídeo acima)

O próprio governador Flávio Dino (PCdoB), deixou claro, em entrevista à TV Mirante, que não vê necessidade – pelo menos neste momento – de determinar fechamento de comércio, shoppings, bares e restaurantes. (Relembre aqui)

A Abrasel e o Sindibares vão continuar orientando empresas e frequentadores sobre as medidas de segurança, com foco na proteção do indivíduo e na garantia de sobrevivência do setor…

3

Estado repassa fiscalização de eventos para prefeitura e sobrecarrega setor de Meio Ambiente…

Secretaria municipal não tem estrutura para atuar no setor de costumes e diversões públicas, que era feito pela pasta estadual; cobranças de altas taxas também irritam empresários e inibem atividade econômica

 

A fiscalização ambiental garante o funcionamento de bares e restaurantes, mas falta estrutura para vistorias

Mais um golpe no bolso do contribuinte gerador de empregos no Maranhão.

Uma decisão conjunta do Governo do Estado e da Prefeitura de São Luís acabou por gerar um excesso de atividades à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a irritação e de empresário do ramo de diversões públicas e entretenimento.

O governo repassou à responsabilidade da Semmam todo o serviço de fiscalização e licenciamento de casas de eventos, bares e restaurantes com músicas e shows ao vivo. Mas a prefeitura não disponibilizou nenhuma ampliação da estrutura da pasta.

Além disso, a cobrança das taxas praticamente quadruplicou, o que irritou empresários do ramo de entretenimento.

Para se ter ideia do aumento, uma licença de três dias (um fim de semana) para eventos de música ao vivo subiu de R$ 150,00 para duas horas de evento para nada menos que R$ 680,00.

– As licenças da Secretaria de Meio Ambiente servem de base para o licenciamento da Delegacia de Costumes, que também cobra taxas na casa dos R$ 400,00; Resultado: são mais de R$ 1 mil por licença, algumas apenas para o fim de semana, o que torna impraticável a atividade de entretenimento na capital maranhense – reclamou um empresário, que exibiu seu DAM com a alta taxa cobrada.

Antes de passar para o município, as licenças tinham validade de até 1 ano, o que dava segurança jurídica a promotores de eventos e empresas do ramo.

Boleto com taxa quadruplicada para licenciamentos de eventos públicos; turismo e lazer impraticáveis

Os empresários reclamam também na demora nas vistorias para licenças permanentes, o que inviabiliza o negócio.

Em troca da fiscalização no setor de entretenimento, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente tomou para si o controle dos serviços de mineração, que inclui gigantes do setor.

Ou seja, entregou o ônus e ficou apenas com bônus.

E os geradores de emprego que se explodam…