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O mau momento político do dinismo no Maranhão…

Atropelados politicamente e com seguidos revezes judiciais, remanescentes do governo Flávio Dino têm, como tábua de salvação em 2026, as ações judiciais contra o governo Brandão

 

ESPERANÇA JUDICIAL. Os remanescentes do governo Flávio Dino se apegam ao que pode vir do STF, onde está o próprio Dino

Análise da Notícia

Os remanescentes do governo Flávio Dino vivem atualmente o pior momento político desde a vitória nas urnas, em 2014.

Além de conviver com números de pesquisas que apontam polarização das eleições 2026 entre o secretário Orleans Brandão (MDB) e o prefeito Eduardo Braide (PSD), os dinistas vivem a ansiedade de uma resposta que nunca vem da conversa do governador Carlos Brandão (sem partido) com o presidente Lula (PT).

  • para completar, desde a sexta-feira, 14, foram duas derrotas do PCdoB no Supremo Tribunal Federal;
  • primeiro a ministra Carmem Lúcia jogou no lixo uma nova tentativa contra eleição na Assembleia;
  • em seguida, o ministro Luiz Fux votou a favor de Iracema Vale, ampliando para 9X0 o placar favorável a ela.

Os dinistas têm ainda que amargar posições duras, como a do senador Weverton Rocha (PDT) em Barreirinhas e enfrentar o silêncio de aliados que preferem o desenrolar da guerra com Brandão.

Mas mesmo com revezes judiciais, ainda é no STF que se depositam todas as esperanças dos remanescentes do governo Flávio Dino.

  • para atingir Brandão, eles apostam fortemente em uma decisão sobre o presidente do TCE-MA, Daniel Brandão;
  • há ações nas mãos do ministro Alexandre de Moraes e outras, com Flávio Dino, que podem atingir o conselheiro.

Além dessas ações, Flávio Dino assumiu o controle do processo que trata do assassino do Tech Office, Gilbson Cutrim, e está pronto para tomar decisão sobre o caso.

Mas esta é uma outra história…

Exclusivo!!! Mulher do assassino do Tech Office pediu proteção da PF ao marido…

Lorena Cutrim procurou as autoridades federais para relatar “abandono, acelerado emagrecimento, forte confusão mental e sinais de demência” de Gilbson Cutrim na Penitenciária de Pedrinhas

 

SOB CUSTÓDIA. Gilbson Cutrim segue em presídio federal, em Brasília, desde maio, após estranha transferência determinada pelo STJ

Exclusivo

A dona de casa Lorena Cutrim procurou no final de fevereiro de 2025 representantes do Ministério Público Federal e da Polícia Federal para denunciar uma suspeita: o marido, Gilbson César Soares Cutrim Júnior – assassino confesso do empresário João Bosco Sobrinho Pereira – vinha apresentando sinais de definhamento na Penitenciária de Pedrinhas onde cumpria pena desde dezembro de 2024.

  • Gilbson foi condenado a mais de 13 anos de detenção pelo assassinato do empresário João Bosco Sobrinho Pereira, crime ocorrido em setembro de 2022;
  • o “crime do Tech Office” ganhou notoriedade por envolver o hoje presidente do TCE-MA Daniel Itapary Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão.

 “[Ele apresenta] acelerado emagrecimento, forte confusão mental e sinais de demência”, contou Lorena Cutrim aos procuradores federais e policiais federais, segundo apurou este blog Marco Aurélio d’Eça; a mulher percebeu forte definhamento do marido e o constatou “vomitando sangue” em uma das visitas que fez a Pedrinhas.

No dia 31 de maio de 2025 a Superintendência da Polícia Federal em São Luís encaminhou ao diretor do Complexo Penitenciário de Pedrinhas o Ofício nº 2239717/2025-DELEFAZ/DRPJ/SR/PF/MA, em que comunica a “transferência de preso referência 2025.0060948-SR/PF/MA”.

“Considerando a decisão do excelentíssimo ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça, que determinou à Polícia Federal que procedesse a transferência do custodiado Gilbson César Soares Cutrim Júnior (…) do sistema prisional maranhense (Penitenciária de Pedrinhas) para o Presídio Federal em Brasília, solicito à Vossa Senhoria, com a urgência requerida na decisão, que providencie a entrega do custodiado à Polícia Federal no Estado do Maranhão”, diz o documento da PF.

  • Desde então, Gilbson Cutrim encontra-se em Brasília, sob custódia da Polícia Federal;
  • sua mulher, Lorena, já foi ouvida, por videoconferência, para confirmar informações. 

Todas as demais informações do caso foram tornadas públicas pelo empresário Marcus Brandão, irmão do governador Carlos Brandão e tio de Daniel Itapary, como foi revelado por este blog Marco Aurélio d’Eça no post “Marcus Brandão e a estranha delação de Gilbson Cutrim…”.

Marcus Brandão vê dedos do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, e dos seus aliados no caso.

O inquérito segue em segredo de justiça na Polícia Federal…

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Assassino do Tech Office envolvido em outra execução

Gibson César Soares Cutrim, que matou a queima-roupa o empresário João Bosco Pereira – num crime que envolveu o sobrinho do governador Carlos Brandão – foi contratado pelo empresário Júnior Bolinha para matar um lavrador e seu filho na zona rural de São Luís

 

Imagem dos criminosos Júnor Bolinha e Gibson Cutrim

Pronunciado a Júri Popular pela.morte de Décio Sá, Júnior Bolinha contratou Gibson Cutrim para outro assassinato (imagem: Domingos Costa)

O assassino confesso do empresário João Bosco Pereira Oliveira, Gibson César Soares Cutrim, está sendo investigado pela polícia maranhense por outro assassinato, menos de seis meses depois da execução no Tech Office.

Segundo a investigação, no dia 12 de janeiro, Gibson foi contratado pelo empresário Júnior Bolinha – acusado pelo assassinato do jornalista Décio Sá – para matar o lavrador Felix da Silva Mendes Filho, mas acabou matando apenas o filho do alvo, Marcelo Mendes Martins.

O crime teria motivação na disputa entre Bolinha e Felix por uma motoniveladora.

Gibson César seria um dos homens que chegou ao Rancho Félix, na Vila Maranhão, para matar o proprietário; houve troca de tiros e a vítima acabou sendo o filho do lavrador.

Pelo mando, a Justiça já decretou a prisão preventiva de Júnior Bolinha, que é considerado foragido; mas não há informações sobre ações contra Gibson César.

Crime do Tech Office

Em 19 de agosto de 2022, Gibson César matou a tiros o empresário João Bosco Pereira Oliveira, após discussão por divisão de propina.

O crime ganhou forte repercussão durante a campanha eleitoral por causa da presença de Daniel Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão (PSB), que esteve com vítima e assassino na mesma mesa, minutos antes da execução.

Pelo assassinato de João Bosco, Gibson Cutrim foi duas vezes preso pela polícia, mas ganhou liberdade por decisão do Tribunal de Justiça.

Além das mortes de Bosco e Marcelo, o matador responde por outro assassinato, também nunca julgado…

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Sobrinho de Brandão chamou assassino para a mesa da vítima no caso Tech Office…

Gibson César Soares, que matou o empresário João Bosco Sobrinho, revelou em depoimento divulgado pelo jornalista Jeisael Marx que foi chamado pelo secretário Daniel Itapary Sobrinho para resolver pendências relacionadas à divisão de recursos da Secretaria de Educação

 

Sobrinho de Carlos Brandão, Daniel Brandão não apenas estava presente na cena do crime como foi o responsável pela ida do assassino ao local

Não foi apenas testemunhal a participação do secretário de Monitoramento das Ações Governamentais, Daniel Brandão – sobrinho do governador Carlos Brandão (PSB) -, no episódio que culminou com a morte do empresário João Bosco Pereira Oliveira, no dia 19 de agosto.

Segundo revelou o blog do jornalista Jeisael Marx, Daniel participou ativamente das negociações sobre divisão de recursos pagos pela Secretaria de Educação do governo do tio; foi ele, inclusive, quem chamou o assassino Gibson César Soares para a mesa do edifício Tech Office, onde estavam João Bosco e o vereador  Beto Castro.

A informação de que foi sobrinho de Branda quem ligou para Gibson consta do depoimento do próprio assassino, segundo Marx.

Em seu depoimento, Gibson revelou que recebeu uma ligação de Daniel Brandão para que ele se reunisse com Beto Castro e João Bosco e resolvesse a situação [da divisão dos recursos].

– Júnior, é melhor tu te reunir com Beto Castro, pois tem um cara aqui com ele (Bosco) que tá totalmente desequilibrado, falando um monte de besteira é que tu tá correndo perigo. É bom vocês sentarem e resolver isso da melhor maneira – disse Daniel, segundo o próprio assassino.

Estranhamente – não se sabe se por decisão da polícia ou do próprio Gibson – o nome Daniel Cutrim foi trocado no depoimento pelo termo “amigo comum”.

A revelação tira o sobrinho de Carlos Brandão da condição de testemunha ocular de uma assassinato para a de envolvido diretamente no esquema de corrupção que resultou em uma morte.

O governo, o próprio Daniel e a polícia têm, agora, ainda mais obrigação de esclarecer os fatos…

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Sobrinho de Brandão testemunha do assassinato da Seduc indicou cúpula da Segurança ao tio

Revelação do blog Marrapá fortalece ainda mais a tese de que os responsáveis pela investigação estão atuando para esconder a participação de Daniel Itapary Brandão no esquema de propina na Secretariad e Educação, que resultou no assassinato do empresário João Bosco Pereira

 

O governador nomeou o sobrinho secretário e o sobrinho indicou a cúpula da Segurança, que agora o protege no caso envolvendo mortes por pagamento de propina na Secretaria de Educação

Nomeado secretário de Monitoramento das Ações Governamentais pelo tio Carlos Brandão (PSB), Daniel Itapary Brandão – que esteve na cena do assassinato do empresário João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho – indicou também a cúpula do sistema de Segurança Pública do atual governo.

Seguindo o blog Marrapá, além de indicar o secretário de Segurança Pública, coronel Sílvio Leite, Daniel Brandão é padrinho também do delegado Jair de Paiva Lima, chefe da Polícia Civil.

A revelação levanta ainda mais suspeitas de que a polícia está tentando abafar a história do assassinato de João Bosco – por envolvimento em esquema de propina na Secretaria de Educação, segundo o próprio assassino, Gibson Soares – para proteger o sobrinho do governador-tampão.

Imagens de câmeras do edifício Tech Office mostram que Daniel Brandão esteve na cena do assassinato de João Bosco, ao lado da própria vítima e do vereador Beto Castro na tarde do dia 19 de agosto; ele presenciou, inclusive, a morte de Bosco, tentando se esconder atrás de balcões de lanchonetes, segundo as imagens.

A polícia tentou dar o caso por encerrado sem ampliar as investigações para a denúncia do próprio assassino, segundo a qual a morte foi motivada por divisão de propina da Seduc.

A revelação de que a cúpula da SSP tem ligações diretas com Daniel Brandão põe o próprio governo Brandão como suspeito.