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A aproximação entre Brandão e Weverton…

Vice-governador e senador têm se reunido cada vez mais, desde a reunião com o governador Flávio Dino, e buscam juntos o consenso para a escolha do candidato da base governista em 2022

 

Brandão e Weverton em mais uma tentativa de armistício: para muitos, mais uma humilhação de Dino aos dois; para outros, busca de consenso

As imagens que ganharam a imprensa, a blogosfera e as redes sociais no fim de semana foram a confirmação de um fato já consolidado nos bastidores: o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT) têm-se reunido cada vez mais para discutir a sucessão do governador Flávio Dino (PSB)

Desde a reunião do dia 6 de julho, em que Dino estabeleceu os critérios para escolha do seu candidato, os dois principais nomes da base têm conversado constantemente, um tentando convencer o outro de que é a melhor opção do grupo.

Há duas semanas, por exemplo, o vice-governador e o senador reuniram-se em um jantar a sós, em que foram colocados argumentos de convencimento mútuo.

O blog Marco Aurélio D’Eça apurou que, neste jantar, Weverton ofereceu, mais uma vez, apoio a Brandão em uma eventual indicação para o Tribunal de Contas do Estado.

– Se o TCE é tão bom, por que não vai você? – teria respondido Brandão.

Mas, mesmo diante desta “treta”, o clima tem amenizado de lado a lado.

Weverton, por exemplo, deixou de realizar reuniões no interior e de ostentar apoios de partidos, prefeitos e lideranças, embora mantenha suas articulações nos bastidores. 

O senador espera que os termos do Pacto assinado por Flávio Dino e Brandão sejam cumpridos em novembro, quando pretende mostrar o cumprimento de todos os pré-requisitos para ser o candidato da base.

Brandão, por sua vez, também recuou na pressão para que Flávio Dino assuma logo sua preferência por ele. Mas continua realizando reuniões políticas com partidos fora da base, a exemplo do MDB e do PSD, que fazem oposição de Dino.

O vice-governador espera ser indicado em novembro dentro de critérios próprios, como o fato de que assumirá o governo em abril e terá condições de manter as políticas implantadas por Flávio Dino.

Neste clima mais amistoso é que os dois pré-candidatos vão se movimentando neste período de recesso parlamentar.

O clima deve esquentar, porém, a partir de agosto, quando ambos pretendem intensificar as articulações para se consolidar como a melhor opção do grupo.

Mas esta é uma outra história…

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“Processo de escolha do candidato começa agora”, diz Flávio Dino ao convidar partidos…

Em reunião com os presidentes das 17 legendas que compõem sua base, governador vai apresentar os critérios de escolha do seu sucessor, levando em conta as regras que foram estabelecidas em 2012, 2014, 2016 e 2018 – quando o grupo venceu as eleiçoes – e ignoradas na derrota de 2020

 

Dirigentes de aprtidos e pré-candiatos irão discutir com Flávio Dino as regras para esoclha do candiato da base à sucessão de 2022

O governador Flávio Dino (PSB) vai inciar oficialmente nesta segunda-feira, 5, em reunião com os presidentes de partidos e pré-candidatos a governador, o processo de escolha daquele que ganhará o papel de sucessor em sua base.

O nome escolhido deve ser apresentado entre outubro e novembro, exatamente um ano antes do pleito e com as regras eleitorais já definidas no Congresso Nacional.

Na conversa com os dirigentes partidários, Dino repetirá o que tratou na reunião de sábado, com os pré-candidatos Carlos Brandão (PSDB) e Weverton Rocha (PDT): as regras para escolha serão as mesmas usadas em 2012, 2014, 2016 e 2018, quando o grupo teve importantes vitórias em São Luís e no estado.

O governador reconhece, inclusive, que a derrota em São Luís em 2020 se deu exatamente pelo descumprimentos das regras vitoriosas.

É exatamente para reafirmar essas regras que o governador começará a conversar com os 17 partidos da base.

A reunião está marcada para as 17 horas, no Palácio dos Leões…

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Flávio Dino vai reunir partidos, mas sem perspectiva de decisão

Após mais um encontro com o vice-governador Carlos Brandão e com o senador Weverton Rocha – em que nada foi decidido – governador quer ouvir agora os dirigentes partidários

 

Governador entre Weverton e Brandão, após almoço de sábado; nenhuma decisão e campanha seguindo em frente

O governador Flávio Dino (PSB) tem encontro marcado para esta segunda-feira, 5, com os presidentes dos 17 partidos que compõem a sua base de apoio.

Vai falar sobre as eleições de 2022, mas sem nenhuma perspectiva de decisão sobre candidaturas.

A reunião – adiada duas vezes, em maio e  em junho – visa buscar a unidade da base para um candidato único ao governo, mas o próprio Flávio Dino não consegue mais impor um nome sem gerar arestas.

No sábado, Flávio Dino almoçou com os dois principais candidatos da base: o senador  Weverton Rocha (PDT), que lidera as pesquisas entre os aliados, e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), cujos aliados dizem ser o preferido do governador.

Nenhuma decisão foi tomada durante o almoço de sábado; tanto Weverton quanto Brandão saíram do almoço direto para compromissos de pré-campanha no interior.

Com a base praticamente já toda posicionada em relação a um ou outro candidato, Flávio Dino vai ficando sem poder de articulação, uma vez que precisa, ele próprio, dos trunfos que têm Weverton e Brandão.

O senador lidera uma forte corrente partidária, que já tem sete partidos e pode chegar a 10 até as convenções; o vice-governador, por sua vez, vai assumir o mandato em abril de 2022, controlando a máquina que Dino precisará.

Diante dessas situações, o governador apenas ouvirá os dirigentes partidários, entre eles os próprios Brandão e Weverton, que comandam seus partidos no estado.

De uma forma ou de outra, reunião servirá para que se tenha ideia de quem é quem na base governista…

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Imagens do dia: o que tanto eles falam entre si?!?

Evento nesta segunda-feira reuniu ninguém menos que o governador Flávio Dino, os dois principais pré-candidatos de sua base ao Governo do Estado – Carlos Brandão e Weverton Rocha – e o secretário de Cidades, Márcio Jerry, mais influente auxiliar do governo no processo de escolha do nome da base nas eleições de 2022

 

A sequência de imagens que ilustram este post poderia servir até para uma história em quadrinhos, ganhando balõeszinhos com as falas dos personagens.

O que estaria dizendo o governador Flávio Dino (PCdoB) aos dois principais pré-candidatos de sua base à sua sucessão de 2022, vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e senador Weverton Rocha (PDT)?!?

Principal e mais influente auxiliar de Dino, Márcio Jerry – mais alinhado ao projeto de Weverton – observa com ar sorridente, ao lado do também secretário Rodrigo Lago, este apoiador de Brandão.

Na segunda imagem, já sem Dino, Weverton faz um comentário a Jerry, certamente sobre o que falou o governador; Brandão, neste momento, deve estar pensando: o que estes tanto cochicham?!?

Logo em seguida o próprio Jerry responde a Weverton, certamente confirmando ou acrescentando algo ao que foi falado entre os dois.

As imagens são tão significativas que o blog abre para os leitores viajarem na criatividade.

Mande suas sugestões…

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O que Flávio Dino dirá aos partidos sobre 2022?!?

Conversa do governador com os dirigentes das “14 ou 15” legendas aliadas está marcada para o dia 31 de maio. A eles, o comunista dirá se prefere o vice-governador Carlos Brandão ou o senador Weverton Rocha. Mas, democraticamente, deve ouvir a opinião de cada um; e adiar a decisão para mais tarde

 

Weverton tem a maioria dos aliados ao seu lado; Brandão pode usar a estrutura do governo; o que fará Flávio Dino ao ouvir os dirigentes partidários?

Na mensagem enviada aos “14 ou 15” dirigentes partidários aliados ao Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino (PCdoB) diz apenas que vai “conversar sobre o assunto partidos”; e marca a conversa para o dia 31 de maio. 

Devem ser chamados os presidentes de PCdoB, PDT, PL, Solidariedade, PT, PTB, DEM, PSB, Republicanos, PROS, Avante, Patriotas, Cidadania, PP e PSL.

Mas o que dirá Flávio Dino a esses partidos?

A maioria deles – PDT, PSB, DEM, PSL, Cidadania e Republicanos já declararam publicamente que apoiam a pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT); se levar este critério em consideração, Dino se decidirá pelo pedetista, uma vez que a base já se posicionou por ele.

A menos, obviamente, que o governador tenha argumentos suficientes para convencer esses aliados de Weverton a mudar de lado e optar pela candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

Mas que argumentos teria o comunista para defender o nome de um tucano?

Brandão terá ele próprio estrutura de convencimento com a ascensão ao cargo de governador – e deve usá-la, como prega o ex-governador José Reinaldo Tavares, seu mentor político –  mas isto só a partir de abril de 2022, quando a eleição já estará em pleno andamento.

Flávio Dino pode ainda seguir outro “brilhante” argumento  de Zé Reinaldo, determinando a candidatura de Brandão e ameaçando os aliados: “quem não concordar está fora”.

Pouco provável que o governador faça essa pressão; muito menos neste momento.

Para manter a unidade da base, Flávio Dino tem ainda que convencer os aliados de Josimar de Maranhãozinho, chefes do Avante e Patriotas; e o próprio Josimar, dono do PL.

Como qualquer observador da cena política maranhense percebe, é quase impossível que Flávio Dino decida sozinho, decida agora, decida por imposição ou decida por emoção quem será seu candidato a governador.

A conversa com os presidentes de partido, portanto, tem como objetivo apenas nortear sua decisão, que só deve sair mesmo no final de 2021, goste ou não Brandão e seu padrinho Zé Reinaldo.

Até lá, cada um que busque se viabilizar como puder…

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Maioria da base de Flávio Dino já tem posição definida para 2022 no MA…

Já convocados para reunião em Palácio dos Leões, nove dos “14 ou 15 partidos” governistas se dividem entre as candidaturas do senador Weverton Rocha e do deputado federal Josimar de Maranhãozinho; e deverão fazer este comunicado ao governador, que pode também optar pela orientação de José Reinaldo e impor o vice Carlos Brandão; “e quem discordar está fora”

 

Flávio Dino já começou a chamar os dirigentes partidários para ouvi-los sobre a candidatura governista em 2022

Os “14 ou 15 partidos” da base do governo Flávio Dino (PCdoB) devem se reunir com ele entre o final de maio e o início de junho, quando começarão a ser ouvidos sobre a candidatura governista nas eleições de 2022.

Destes 14 ou 15, pelo menos nove já têm posição definida.

Seis estão fechados com o senador Weverton Rocha: PDT, DEM, PSL, PRB, Cidadania e PSB.

Outros três dirão ao governador que estão com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho: PL, Avante e Patriotas.

Ainda sem definição na base estão o PTB, o PP, o PROS, o PT e o PCdoB, do próprio governador.

Com o vice-governador Carlos Brandão, até o momento, apenas sua própria legenda, o PSDB.

Neste contexto, se levar em conta a posição da maioria, Flávio Dino deve se posicionar pela candidatura de Weverton.

Se, por outro lado, seguir a orientação do ex-governador José Reinaldo Tavares, vai decidir por Brandão.

“E quem não quiser estará fora”, como pregou Tavares. (Entenda aqui)

É claro que, até abril do ano que vem, quando deixará o governo, Dino enfrentará mudanças de contexto que podem corroborar ou não sua decisão; e também a dos partidos.

Todos os dirigentes partidários já foram comunicados da reunião com o governador…

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Zé Reinaldo repete o erro de Brandão em 2020

Ao pregar a escolha, na marra, do vice-governador como candidato da base dinista, ex-governador tenta forçar Flávio Dino ao mesmo gesto que afastou os aliados do Palácio dos Leões ao tentar impor o nome de Duarte Júnior como opção obrigatória da base em São Luís

 

Após anos afastado por causa de suas teses, Zé Reinaldo volta a Flávio Dino; e pode levá-lo a novo erro em 2022

Ensaio

Um dos maiores erros da história política maranhense foi cometido pelo Palácio dos Leões no segundo turno das eleições de 2020, quando o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) acabou convencendo o governador Flávio Dino (PCdoB) a impor – obrigatoriamente – a candidatura do deputado estadual Duarte Júnior (PRB) como opção da base aliada nas eleições de São Luís.

A pressão de Brandão – que chegou a propor expulsão de quem não seguisse a orientação palaciana – acabou entregando no colo dos seus principais adversários internos uma inesperada aliança com o então deputado federal Eduardo Braide (Podemos).

Como se sabe, Braide venceu o pleito, com apoio fundamental do PDT, do DEM, do PTB e do MDB; e a aliança inesperada pode, inclusive, ser fundamental também nas eleições de 2022.

À época, a ansiedade de Brandão por uma “caça-às-bruxas” na base dinista foi visto como exemplo de desequilíbrio e falta de articulação política; passados seis meses da vitória de Braide, descobre-se agora que a “brilhante” ideia persecutória pode ter tido como pai o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Criador e mentor político de Brandão, Zé Reinaldo – aos 82 anos – vem agora com a mesma tese para as eleições de 2022.

Segundo o ex-governador, que ganhou de volta espaço no governo a pedido de Brandão, Flávio Dino deve escolher, na marra, o atual vice como candidato em 2022.

“E quem discordar”, prega ele, “que saia do governo”.

– “É um jogo de poder; e o jogo de poder não tem essa compreensão. É como rivalidade futebolística, não tem conversa – completou o ex-governador Zé Reinaldo, em entrevista à TV Mirante, semana passada.

Como o Maranhão inteiro sabe, o senador Weverton Rocha (PDT) lidera todas as pesquisas de intenção de votos dentre os candidatos da base de Flávio Dino e tem alianças nos principais colégios eleitorais.

O Maranhão também sabe que Weverton já tem o apoio declarado do DEM, do PSB, do PSL, do Cidadania e do próprio PRB, onde Brandão estava em 2020 e saiu para entrar no PSDB.

É sabido no Maranhão que outro aliado da base, o deputado Josimar de Maranhãozinho, reúne em torno de si três partidos da base – PL, Avante e Patriotas – podendo chegar a cinco, se conseguir PP e PTB.

Pois bem, o que Zé Reinaldo propõe agora é que Flávio Dino mande tudo isso às favas e imponha, “sem conversa”, que Carlos Brandão é o candidato a governador. E ponto. 

E diz mais o ex-governador: o resto, o governo atropela com o seu poder. 

“Desertores”, Weverton Rocha, Neto Evangelista, Othelino Neto, Juscelino Filho, Glalbert Cutrim deram a vitória a Braide em São Luís

A história das eleições de 2020 mostra que Flávio Dino – após os arroubos do vice  – deixou a sensatez falar mais alto diante do fracasso em São Luís, evitando afastar quem não seguiu a ansiedade de Brandão e rearticulando a base para 2022.

Essa rearticulação pode garantir o futuro político do seu grupo e uma eleição relativamente tranquila, sem divisões na base.

Se Brandão e seu mentor Zé Reinaldo discordam disto, o próprio ex-governador já ensinou qual o caminho a seguir.

Simples assim…

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José Reinaldo quer reaproximar Brandão da velha guarda sarneysista

Ex-governador sabe que não terá a base do governo Flávio Dino na campanha do vice-governador; e tem usado a aproximação com o comunista para acenar a deputados, ex-deputados, prefeitos e ex-prefeitos de sua geração, como João Alberto, Hildo Rocha, Arnaldo Melo, Tatá Milhomem, Aderson Lago e Marcone Farias

 

A missão de José Reinaldo é criar uma base partidária para Brandão; como a de Dino está com a juventude, saída é buscar velha guarda, mas identificada com o vice

O vice-governador Carlos Brandão (PSDB) já sabe que não terá o apoio da base do governador Flávio Dino (PCdoB), formada em sua maioria por jovens deputados, prefeitos e vereadores, com dinâmica política diferente da sua.

Este grupo, que tem hoje o controle dos principais partidos no estado, se alinha ao projeto do senador Weverton Rocha (PDT) ou ao do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL); e deve influenciar diretamente a decisão de Dino sobre o candidato da base.

Foi o próprio Flávio Dino quem disse que iria ouvir os “14 ou 15 partidos da base” para decidir sobre candidaturas em 2022.

Brandão tem dificuldade de se aproximar da ala mais jovem dos aliados de Dino por que é, ele próprio, um político de outra geração. (Entenda aqui,  aqui e também aqui)

Para tentar fazer contraponto a esta força, o ex-governador José Reinaldo Tavares entrou em cena, para reaproximar antigas lideranças do chamado grupo Sarney – e a velha guarda da política sarneysista ainda em atividade – com os quais o próprio Brandão conviveu durante décadas.

Por isso buscou a reaproximação entre Flávio Dino e o ex-governador José Reinaldo Tavares.

O vice-governador já conversou com o ex-senador João Alberto, com o ex-secretário Ricardo Murad e já tentou, inclusive, aproximação com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

Ele conta também com políticos da velha guarda sarneysista ainda em atividade, como os deputados Hildo Rocha (MDB), César Pires (PV) e Arnaldo Melo (MDB).

A todos, garante espaço de poder assim que assumir o governo, em abril de 2022.

José Reinaldo trabalha não apenas em aproximar Brandão de sarneysistas, mas busca também seus próprios aliados das antigas, como os ex-deputados Sebastião Madeira, Jaime Santana, Marcone Farias e Aderson Lago.

O próprio Brandão sempre foi mais próximo desses políticos, uma vez que fez parte do grupo Sarney durante anos.

E é com este pessoal que quer governar e viabilizar sua candidatura ao governo…

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Carlos Brandão ouve mais um não na tentativa de consolidar candidatura

Vice-governador corre contra o tempo na tentativa de viabilizar uma aliança consistente, mas enfrenta resistências, diante da baixa empolgação que desperta entre as lideranças partidárias;  e pode acabar com a menor parte das legendas que compõem a base do governo Flávio Dino

 

Josimar disse não às tentativas de Brandão de ter seu apoio em 2022; é a segunda resposta negativa do vice-governador, que vai ficando sem margem partidária

O governador Flávio Dino (PCdoB) chamou nesta quarta-feira, 28, ao Palácio dos Leões, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL); era mais uma tentativa de o seu vice, Carlos Brandão (PSDB), viabilizar uma coligação consistente para sua candidatura em 2022.

E mais uma vez ouviu um “não!” como resposta.

Josimar disse ao governador que será candidato em 2022; o deputado revelou também ter ouvido do próprio Dino a afirmação de que Brandão será seu candidato.

Brandão corre contra o tempo por que precisa dar à sua candidatura uma aliança consistente para a disputa de 2022.

Há duas semanas, também sob a custódia de Flávio Dino, o vice reuniu-se com o senador Weverton Rocha (PDT) e tentou a mesma estratégia usada com Josimar – ainda que de forma mais sutil – ouvindo também do pedetista a confirmação de candidatura, embora queira o apoio não apenas de Dino, mas do próprio Brandão.

Flávio Dino já disse em entrevista que tem algo em torno de 14 ou 15 partidos em sua base de apoio, com os quais pretende conversar sobre a sua sucessão.

Destes 15 partidos, pelo menos seis já declararam apoio a Weverton Rocha: PDT, PSB, Cidadania, Republicanos, DEM e PSL.

Com Josimar reúnem-se outros três partidos: PL, Patriotas e Avante.

Dentro da base, ainda não se posicionaram o PROS e o PP, que está mais próximo de Weverton. Já o PTB, alinhado ao bolsonarismo, caminha para a oposição.

Caso tenha sido ungido pelo governador, como afirma Maranhãozinho, sobrariam a Brandão seu próprio PSDB, o PCdoB dinista e o PT.

É por isso a pressão, tentando antecipar o jogo da sucessão.

Que ele mesmo tentou adiar…

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Dino confirma critérios que balizarão escolha do candidato que irá sucede-lo

Flávio Dino deixou claro que conduzirá o processo de sua sucessão, usando os pré-requisitos já estabelecidos para a definição do nome, ouvindo dos dois pré-candidatos que não criarão empecilho algum para a definição de quem representará o seu grupo político

 

Brandão e Weverton garantiram a Flávio Dino que aceitarão a escolha do nome do seu sucessor dentro dos critérios já estabelecidos

Do blog de Gláucio Ericeira

O governador Flávio Dino (PCdoB) confirmou ao senador Weverton Rocha (PDT) e ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB), ambos pré-candidatos ao Governo do Maranhão, que utilizará de critérios já estabelecidos pelo seu grupo político em pleitos recentes para definir o nome que irá sucede-lo, em 2022.

O comunista reuniu-se com Weverton e Brandão no início da noite de ontem no Palácio dos Leões.

O editor do Blog conversou com alguns aliados próximos dos dois pré-candidatos com objetivo de obter mais informações acerca do encontro, indo além das declarações públicas feitas pelos três em suas respectivas redes sociais.

A reunião reservada durou cerca de três horas.

Logo no início, Dino, além de ratificar veementemente que conduzirá o processo da sua sucessão, pregou o diálogo; destacou a importância e liderança de Weverton e Brandão dentro do seu grupo político; e, antes de continuar a conversa, perguntou a eles se, de suas partes, haveria algum tipo de empecilho político ou pessoal que prejudicasse o andamento do diálogo.

Os pré-candidatos disseram que não. (Continue lendo aqui…)