1

Aliado de Brandão, Felipe dos Pneus é afastado por corrupção…

De acordo com a operação realizada nesta quarta-feira, 27, prefeito de Santa Inês comandava esquema que teria desviado cerca de R$ 8,5 milhões envolvendo adesões a atas com recursos da Secretaria de Saúde

 

Ex-membro da base de Flávio Dino na Assembleia, prefeito Felipe dos Pneus é aliado do governador-tampão Carlos Brandão

O prefeito de Santa Inês, Felipe dos Pneus, foi alvo nesta quarta-feira, 27, de operação da Polícia Federal para desbaratar esquema envolvendo recursos da Saúde e que teria desviado cerca de R$ 8,5 milhões.

Aliado do governador-tampão Carlos Brandão (PSB), o prefeito foi imediatamente afastado do cargo, assim como outros membros de sua gestão.

De acordo com a investigação da Polícia Federal – que alcançou também endereços em São Luís, Caxias e Teresina (PI) – Felipe dos Pneus usava adesões a atas de licitações de outros municípios para compra em postos de combustíveis, mesmo com preços superfaturados em mais de 200%.

– A investigação revelou fortes indícios de que grande parte das contratações de Santa Inês eram precedidas de negociações de propina, possivelmente repassadas para os integrantes da organização criminosa, por meio de empresa fictícia, criada para essa finalidade – diz release da Polícia Federal.

Apoiador do governador-tampão Carlos Brandão, Felipe dos Pneus fez parte da base de apoio do ex-governador Flávio Dino (PSB) na Assembleia Legislativa.

Ele foi eleito prefeito em 2020…

3

Compra falsa de respiradores põe Flávio Dino na mira da Polícia Federal

Operação desencadeada nesta terça-feira em quatro estados do Nordeste envolve também o ex-governador maranhense e seu ex-secretário de Saúde, que participaram do escândalo de milhões durante a pandemia

 

Flávio Dino foi um dos mais ativos defensores da compra de respiradores pelos governadores do Nordeste

A operação da Polícia Federal desencadeada nesta terça-feira, 26, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e no Distrito Federal põe o ex-governador Flávio Dino na mira das investigações.

Como governador do maranhão, em 2020, no pico da pandemia de coronavirus, Dino e seu então secretário de Saúde, Carlos Eduardo Lula, participaram do Consórcio Nordeste para a compra de 300 respiradores, que nunca foram entregues.

A operação desta quarta-feira é apenas a primeira de uma série, que deve envolver todos os estados nordestinos.

O escândalo da falsa compra de respiradores se deu no auge da pandemia; os estados nordestinos decidiram comprar, em consórcio, os equipamentos para uso nas UTIs, mas as empresas nunca entregaram a compra.

Só o Maranhão teve um prejuízo R$ 9 de milhões; Flávio Dino nunca se movimentou para recuperar o dinheiro.

Leia também:

Flávio Dino pagou três vezes mais por respiradores que não recebeu…

Empresa que não entregou respiradores quer negociar devolução do dinheiro…

De como o consórcio de governadores causou rombo financeiro ao Nordeste…

Apesar de os órgãos de controle do Maranhão – TCE, Ministério Público e Tribunal de Justiça – ignorarem o escândalo, a Polícia Federal continuou investigando, o que resultou na operação de hoje.

Flávio Dino e o secretário de Saúde têm responsabilidade direta sobre a compra nunca recebida…

14

Bolsonaro desmoraliza evangélicos e militares ao mesmo tempo…

Principais bases eleitorais do atual presidente foram expostas ao ridículo em casos de corrupção que envolvem desde pastores da Assembleia de Deus cobrando propina em ouro puro em troca de verbas da educação até a compra de próteses penianas e viagra para as forças armadas

 

Bolsonaro em oração com os pastores envolvidos em corrupção no seu governo; lideranças evangélicas com acesso irrestrito aos ministérios e muita sede de ouro

Análise da notícia

As recentes denúncias de corrupção envolvendo – ao mesmo tempo – pastores da igreja Assembleia de Deus e chefes das Forças Armadas, é a culminância de um erro histórico que resultou, em 2018, na eleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os militares e os evangélicos formam a principal base eleitoral de Bolsonaro; e são eles os dois principais segmentos sociais de defesa do atual presidente nas redes sociais, igrejas, quartéis e outros setores da sociedade.

A corrupção revelada agora talvez explique a absoluta devoção dos dois segmentos. 

Líderes da igreja Assembleia de Deus desmoralizaram os evangélicos ao serem flagrados em busca de propina no Ministério da Educação em troca da liberação de verbas a prefeitos.

Já os superiores de Exército, Marinha e Aeronáutica desmoralizam os militares ao serem flagrados com compras superfaturadas de produtos exóticos, como próteses penianas e até viagra para serem usados nas três forças. 

Vista em retrospectiva, não há qualquer dúvida de que os militares e os evangélicos foram os principais responsáveis pela ascensão e chegada ao poder de Bolsonaro, um ex-deputado medíocre, que habitava o baixíssimo clero da Câmara Federal.

Desde sua vitória, figuras como os pastores Silas Malafaia e Valdomiro Santiago passaram a ter forte influência na República, a ponto de indicarem até membros do Supremo Tribunal Federal; agora, a ação de outros pastores, como Gilmar Santos e Arilton Moura mostram que os líderes evangélicos não queriam apenas poder, mas também dinheiro.

E ouro, muito ouro.

Conversas de pé-de-ouvido com generais e compra de produtos exóticos, como viagra e próteses penianas para hospitais das Forças Armadas

Desde a vitória de Bolsonaro militares com aberta defesa de teses autoritárias e antidemocráticas – como o ministro da Defesa, General Braga Neto – passaram a habitar com mais desenvoltura a Praça dos Três Poderes e a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a ponto de mandar recados abertos ao Congresso Nacional e ao STF; e agora se vê que esses líderes militares também gastam, e gastam muito.

E até com coisas exóticas, para não dizer eróticas.

Curiosamente, foi o próprio Braga Neto, quem, no ano passado, às véspera do aniversário do Golpe de 64, juntou no mesmo discurso militares e evangélicos para defender a ditadura, afirmando que estes dois segmentos deram base ao período militar brasileiro, de triste memória.

– Os brasileiros perceberam a emergência e se movimentaram nas ruas, com apoio da imprensa, de lideranças políticas, das igrejas, dos segmentos empresariais, de diversos setores da sociedade organizada e da Forças Armadas – disse Braga Neto. (Relembre aqui)

Felizmente, a descoberta das maracutaias evangélico-militares se deu antes das eleições de outubro, com Bolsonaro já em desgraça nos demais setores sociais e com riscos eleitorais evidentes.

Pelo menos, o Brasil tem a chance de corrigir o seu erro histórico…

1

Investigação do Ministério Público pode envolver Flávio Dino, Bolsonaro e Carlos Brandão com empresa acusada de fraude

Procuradoria da República vai investigar denúncias de favorecimento à construtora maranhense Engefort, acusada de fraudar licitações na Codevasf e que, só no Maranhão, recebeu quase R$ 100 milhões em obras

 

O próprio ex-secretário Clayton Noleto anunciou obras em favor da Engefort, acusada de fraudar licitações em todo o país

O PSOL apresentou à Procuraodria-Geral da República, nesta terça-feira, 12, denúncia contra a empreiteira maranhense Engefort, acusada de fraudar licitações no governo Jair Bolsonaro (PL).

A empresa, que é de Imperatriz, também atuou no governo Flávio Dino/Carlos Brandão (ambos do PSB), onde ganhou obras de mais de R$ 60 milhões, desde 2019.

Segundo denúncia do jornal Folha de S. Paulo, a Engefort usava uma empresa de fachada para fraudar as concorrências no governo Bolsonaro, sobretudo na Codevasf, onde ganhou mais de 70% das licitações, em vários estados.

No Maranhão, a empreiteira atuou na recuperação da MA-020, no trecho Coroatá e Vargem Grande, e na MA-006.

A representação do PSOL pede que sejam investigadas as relações da empreiteira – e seus sócios –  com o presidente Jair Bolsonaro, com o ex-ministro do desenvolvimento Regional, Marcelo Moreira, e com o presidente da Codevasf.

Caberá á PGR decidir se abre ou não investigação…

3

Brandão vai ter que refazer obra entregue há menos de três meses por Flávio Dino

Rodovia MA-315, na região de Paulino Neves, foi feita a toque-de-caixa pelo ex-governador e já gerou um enorme buraco, com riscos de mais buracos ao longo do percurso, num desperdício de dinheiro público que cai no colo do governador-tampão

 

Obra entregue a toque de caixa por Flávio Dino teve que receber intervenção menos de três meses depois para colocação de tubulação

Uma das bombas deixadas pelo ex-governador Flávio Dino (PSB) ao seu sucessor, Carlos Brandão (PSB), vai trazer uma dor de cabeça ao governador-tampão.

A MA-315, entregue por Dino há menos de três meses já tem uma enorme cratera aberta; e outros buracos ameaçam surgir ao longo do percurso.

O ex-governador entregou diversas obras e serviços a toque-de-caixa, deixando diversas bombas com o governador-tampão.

Na MA-315, só agora, depois da erosão causada pelas chuvas, o governo decidiu colocar anilhas de escoamento d’água.

Além de ter que lidar com greves de professores, policiais civis e ameaças de greves de outras categorias, Brandão vai precisar gastar dinheiro público em obras que já foram pagas.

E a população é quem pega conta…

1

Governo Flávio Dino/Brandão tem relação com empreiteira suspeita do governo Bolsonaro

Maranhense Engefort tem vencido todas as licitações do Governo Federal usando empresa de fachada em nome de familiares de seus sócios; e ganhou obras também no governo maranhense, anunciada pelo próprio ex-secretário Clayton Noleto

 

Placa e máquinas da Engefort anunciando obras do governo Flávio Dino na MA-020; empresa é suspeita de fraudar licitações no governo Bolsonaro

 

A empreiteira maranhense Engefort Construtora e Empreendimentos, denunciada nacionalmente por suspeita de fraudes em licitações no governo Jair Bolsonaro (PL), atuou também no governo maranhense, e realizou obras na gestão de Flávio Dino (PSB), que continuam sob a gestão do governador-tampão Carlos Brandão (PSB).

De acordo com denúncia do jornal Folha de S. Paulo, a Engefort já tem garantidos no governo Bolsonaro nada menos que R$ 640 milhões, dinheiro vencido em concorrência única ou na companhia de sua “irmã” de fachada.

No Maranhão, a a empreiteira atuou na obra de recuperação da MA-020, no trecho entre Coroatá e Vargem, Grande, conforme mostra twitter do ex-secretário de Infraestrutura Clayton Noleto.

Clayton Noleto anuncia no Twitter, ainda em 2020, as obras da MA-020 e anuncia licitação de R$ 70 milhões para a MA-006

Na mesma época, respondendo a internautas, Noleto anuncia “Edital de licitação para investimentos de R$ 70 milhões na MA-006”.

A Engefort atua principalmente na Codevasf; das 99 concorrências de pavimentação da Codevasf realizadas em 2021 por meio de um tipo de licitação simplificada chamada pregão eletrônico, que ocorre de forma online, a a empresa venceu 53.

E foi a única que participou de todas as concorrências…

2

Denúncias deste blog embasam relatório contra Josimar no STF

Notícias divulgadas desde o início de 2020 – apontando o deputado federal maranhense como “papão de emendas” no Congresso Nacional – fazem parte do arcabouço sob a responsabilidade do ministro Ricardo Lewandowski, que vazou na semana passada

 

Reportagem da revista Crusoé destaca o “Mercadão das Emendas” e joga luz sobre o deputado maranhense Josimar Maranhãozinho

 

Um conjunto de matérias publicadas pelo blog Marco Aurélio D’Eça ao longo de 2020, compõe o relatório que embasa as denúncias do Ministério Público Federal contra o deputado Josimar Maranhãozinho (PL) no Supremo Tribunal Federal.

O documento – que deveria ser sigiloso – vazou esta semana, e é tema das principais revistas e portais nacionais de notícias.

Mas tudo começou em fevereiro de 2020, a partir deste blog.

Quem conseguiu ter acesso ao documento diz que há nele elencados ao menos 10 posts publicados neste blog ao longo de 2020 e 2021, juntamente com reportagens de outros veículos nacionais.

Em 20 de fevereiro de 2020, o blog Marco Aurélio D’Eça publicou o post “Venda de emendas parlamentares pode virar escândalo nacional”.

Naquela época, o blog já revelava que um único deputado maranhense conseguia comprar até R$ 50 milhões em emendas, inclusive de outros estados.

– Investigado pela Procuradoria-Geral da República, o esquema pode se transformar no maior escândalo do país desde a Operação Lava Jato – vaticinou o post.

Em 15 de junho de 2020, nova denúncia do blog Marco Aurélio D’Eça, com selo de Exclusividade: “Destino das emendas na pandemia pode gerar novas ações da PF…”

– Levantamento do blog Marco Aurélio D’Eça em sites de controle, nos portais de transparência e nas páginas das próprias prefeituras identificou grandes volumes de recursos encaminhados para pequenos municípios – em detrimento de outros, maiores – e até dinheiro de emenda parlamentar a municípios que sequer registraram casos de coVID-19 – dizia o texto.

Por, praticamente, delinear o caminho a ser seguido no Maranhão, este é um dos posts que compõem o relatório em poder do STF, 

Foto icônica de Josimar Maranhãozinho, recorrente no blog Marco Aurélio D’Eça: ele, em família, com sua bancada de deputados federais

Naquela época, Josimar Maranhãozinho já era tido no Congresso Nacional por “Papão de Emendas”, pela facilidade que tinha de liberar recursos nos ministérios.

No início de dezembro de 2020, a Polícia Federal desencadeou operação no Maranhão, que resultou na prisão do agiota Josival Cavalcanti, o Pacovan.

Na semana seguinte, exatamente no dia 7 de dezembro, o blog Marco Aurélio D’Eça publica nova postagem com selo de Exclusividade: “Josimar controla emendas de três deputados maranhenses…”.

Neste mesmo post, o blog lembrava que a Polícia Federal se voltava agora para outras emendas maranhenses, em outros canais de indicação.

– Os olhos da PF agora se voltam para outras movimentações tidas por suspeitas, envolvendo grandes volumes de recursos destinados à Codevasf, à UFma, aos Bombeiros e a fundações que controlam hospitais em São Luís e no interior – disse a matéria, linkando textos anteriores sobre o assunto.

Chegou a 2021 e o blog Marco Aurélio D’Eça publica, em 4 de março – também com exclusividade – aquela que seria a chave do processo envolvendo Josimar de Maranhãozinho: “Polícia Federal vai unificar ações que envolvem Josimar de Maranhãozinho…”  

De lá pára cá, o deputado federal vem sofrendo em várias frentes de investigação, que ele atribui à perseguição de adversários, mas que a imprensa vê como um grande escândalo que pode resultar em algo de repercussão nacional.

A exemplo do que traz neste fim de semana a revista Crusoé, com a reportagem “Mercadão das Emendas”.

Que tem Josimar de Maranhãozinho como destaque…

0

“Cumprimos o dever legal”, diz SPP sobre ação contra Josimar

Em Nota distribuída no feriadão, Secretaria de Segurança Pública esclarece todos os detalhes técnicos da operação em endereços ligados ao deputado federal, que é acusado pelo Ministério Público de desviar quase R$ 160 milhões de emendas parlamentares no Maranhão

 

Um dos endereços de Josimar de Maranhão onde foram cumpridos mandatos de busca e apreensão pelo Ministério Público

A Secretaria de Segurança Pública informou, em nota, neste feriadão, todos os detalhes técnicos da operação que resultou em cumprimento de Mandados de Busca e Apreensão em endereços ligados ao deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) e seus parentes.

– A SSP/MA, cumprindo o seu dever legal, deu todo o apoio policial ao Ministério Público do Maranhão, para apurar a movimentação suspeita de R$ 159.745.884,37, dentro dos limites legais estabelecidos na decisão judicial proferida pela Vara de Combate ao Crime Organizado, de acordo com os pedidos formulados pelo Ministério Público Estadual – diz a nota.

Após a operação, Josimar e seus aliados tentaram atribuir a operação à perseguição do governador Flávio Dino (PSB); já os aliados de Dino tentaram jogar o problema no colo do secretário de Segurança, Jefferson Portela.

Nem uma coisa, nem outra.

Josimar é investigado desde 19 de outubro de 2018, pelo Procedimento Investigatório Criminal nº 011660-750/2018, instaurado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

– Esse procedimento originou-se de uma Notícia de Fato instaurada a partir de denúncias envolvendo Josimar Cunha Rodrigues – o deputado Josimar de Maranhãozinho – e as empresas Águia Farma Distribuidora de Medicamentos Ltda e Construtora Madry, ambas ligadas ao parlamentar; Josimar Cunha Rodrigues é, até hoje, sócio da Construtora Madry, junto com sua irmã Irismar Cunha Rodrigues, também investigada. (Fonte: Nota emitida pelo Ministério Público do Estado do Maranhão) – diz a nota da SSP.

Foi o procedimento do Ministério Público que originou a operação “Maranhão Nostrum”, deflagrada na semana passada. Os relatórios apontando a movimentação suspeita de quase R$ 160 milhões por Josimar foram elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF.

– Para o cumprimento das medidas deferidas pela Vara de Combate ao Crime Organizado em treze municípios do Estado do Maranhão e em um município do Estado do Ceará, foi determinado o apoio operacional por parte dos órgãos de Segurança Pública – explicou a nota da Segurança Pública.

A Polícia Civil maranhense, portanto, apenas deu apoio ao Ministério Público.

É, portanto, ao MP, que Josimar Maranhãozinho tem que reclamar.

E se o MP tem vínculos com o governo Flávio Dino, essa é uma outra história…

22

A propina de R$ 1 bilhão do governo Bolsonaro

Auxiliares do presidente eleito com o discurso da não-corrupção bateram todos os recordes da cretinice ao tentar ganhar fortunas em meio ao luto de milhares de famílias que perderam vidas para a CoVID-19

 

Bolsonaro: doido, incompetente, despreparado, autoritário; e também corrupto

O governo Jair Bolsonaro entraria de qualquer jeito par a história política brasileira por incompetência, despreparo e truculência em todos os setores da gestão.

Agora, entrará para a história, também, pelo recorde da corrupção.

Auxiliares do presidente que se elegeu com o discurso do “pode ser tudo, menos corrupto”, queriam arrancar nada menos que R$ 1 bilhão para garantir vacina contra a CoVID-19 à população brasileira.

Em outras palavas, essas pessoas que auxiliam o presidente queriam roubar de quem mais precisava; e no momento mais difícil do país.

É um escândalo sem precedentes na história política brasileira.

O Brasil já estava estarrecido com a revelação de que o Ministério da Saúde – com o conhecimento do próprio Bolsonaro – pressionou para superfaturar em quase mil porcento o valor de uma vacina indiana.

Agora, sabe-se que agentes do mesmo Ministério da Saúde cobraram propina que chegaria a R$ 1 bilhão para comprar vacinas AstraZêneca.

O próprio governo Bolsonaro sabe da gravidade do escândalo; tanto sabe que demitiu o servidor acusado da negociação de propina menos de 24 horas depois da revelação do escândalo pelo jornal Folha de S.ç Paulo.

E também já havia suspendido o contrato com a representante indiana dias após vir à tona o superfaturamento.

Não há precedentes de corrupção deste tamanho na política brasileira.

Bolsonaro marcará a história do Brasil por ser tudo

Inclusive um governo corrupto…

13

Corrupção quebra última justificativa dos defensores de Bolsonaro…

Tido até agora apenas como boçal, ignorante, despreparado e truculento, presidente recebia defesa de alguns setores por falta de provas de seu envolvimento direto em casos de ladroagem; a história da vacina covaxim joga este argumento por terra

 

Seu despreparo e truculência já eram conhecidos; agora, a corrupção de Bolsonaro também passa a ser melhor observada pelo Brasil

Ensaio

Quem ainda consegue defender o presidente Jair Bolsonaro e seu governo usava até agora o argumento de que ele pode ser truculento, boçal, ignorante e despreparado, mas não corrupto.

Esta justificativa começa a derreter com a denúncia de corrupção direta do presidente na compra de vacinas Covaxim por preços quase mil porcento superfaturados.

O blog Marco Aurélio D’Eça sempre considerou Jair Bolsonaro – e sua família – uns ladrões de galinha.

Eram corruptos que viviam de pequenos golpes no baixo clero do Congresso Nacional, não por serem ingênuos, mas por falta de acesso aos grandes esquemas.

Agora a corrupção campeia em seu governo em alto grau, do Ministério da Saúde ao Ministério do Meio Ambiente – cujo ministro foi demitido ontem – passando por todas as áreas com influência direta ou não do presidente.

Incompetente, despreparado, truculento, autoritário e ignorante, Bolsonaro chegou ao poder com o “pacto das elites”, espécie de trato envolvendo Toga, Capital e Militares, após o golpe de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

No último dia 21 de março, o blog Marco Aurélio D’Eça mostrou que o presidente havia perdido o apoio do mercado e já não tinha o apoio da toga. (Saiba mais aqui)

Mas pelo que a Rede Globo mostrou na última terça-feira, 22 – ao fazer chamada no Jornal Nacional de uma entrevista do vice-presidente Hamilton Mourão dada à Globonews – Bolsonaro já não tem também apoio da Caserna.

E tende a derreter até o final do mandato.

Isso não quer dizer que as elites – Capital, Toga e Militares – já encontraram o nome ideal para comandar o país; essa gente se desencantou com Bolsonaro, mas também não cogita a volta de Lula.

É óbvio que os donos do poder vão buscar um nome alternativo, embora a disputa esteja polarizada entre Bolsonaro e Lula, os dois extremos que resultaram no que se experimenta hoje no Brasil.

Com Bolsonaro agora envolto nas teias da corrupção direta em seu governo – e sendo despreparado, ignorante e truculento – a tendência é que ele nem vá para o segundo turno em 2022.

E Lula deve colocar as barbas de molho com relação à terceira via.

Ela com certeza ainda pode vir por aí…