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Máfia da venda e aluguel de boxes dificulta reforma de feiras em São Luís

Esquema controlado há anos por feirantes e agiotas impede as obras da Prefeitura de São Luís por quem não quer perder o controle irregular das barracas. No João Paulo, a reforma foi cancelada; na Cohab, resultou na morte do administrador do mercado

 

O ADMINISTRADOR DIMAS FOI EXECUTADO POR FEIRANTE QUE NÃO ACEITAVA PERDER O ESQUEMA no Mercado da Cohab

A morte do administrador da Feira da Cohab, Dimas Garcia de Araújo, na manhã desta quinta-feira, 17, expõe um esquema histórico nas feiras e mercado de São Luís; o controle irregular de boxes,  bancas e barracas por feirantes e agiotas.

Pelas regras de comodato da Secretaria de Abastecimento, cada feirante tem direito a um ponto de venda, mas, na prática, há um verdadeiro esquema milionário de vendas e locação desses pontos.

Dimas morreu porque, após a reforma da Feira da Cohab – que está sendo iniciada pela prefeitura de São Luís – cada feirante ficaria com duas bancas. O assassino – que sequer trabalha na feira – controlava quatro pontos e não aceitava perder este esquema.

NA FEIRA DO JOÃO PAULO, BARRACAS E BOXES SÃO USADOS PARA ALUGUEL COM COBRANÇA DIÁRIA pela máfia dos boxes

A máfia controla todas as feiras.

No João Paulo, a ampla obra de reforma teve que ser cancelada pela prefeitura por que ops ‘donos de boxes” não aceitavam perder o controle dos pontos de aluguel.

No mercado, o maior de São Luís, há “feirante” que controla até 10 pontos – e cobram alugueis diários.

O resultado é uma feira desorganizada, imunda e sem infraestrutura.

Mas controlada pela máfia dos boxes…

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Estado terá de pagar mais de R$ 1,5 milhão à família de Luis Alfredo Guterres

Juiz Marco Aurélio Barreto Marques, da 4ª Vara da Fazenda Pública, determinou ainda pagamento de pensão vitalícia e quase R$ 30 mil à mulher do médico assassinado em novembro de 2014 por um criminoso que havia sido libertado dias antes por decisão judicial

 

LUIS ALFREDO FOI MORTO COVARDEMENTE, EM CASA, EM PLENA MANHÃ DE DOMINGO, por criminoso que havia sido libertado em decisão judicial

O juiz Marco Aurélio Barreto Marques condenou o Estado do Maranhão a pagar indenização de R$ 300 mil, com juros e atualizados, à viúva e a cada um dos filhos do médico Luís Alfredo Netto Guterres Soares Júnior, assassinado em casa, na manhã do dia 14 de novembro de 2014, por um bandido posto dias antes em liberdade por decisão judicial. (Relembre aqui e aqui)

O CRIMINOSO ANDERSON SILVA; SUCESSIVAS PRISÕES POLICIAIS E SUCESSIVAS LIBERDADES JUDICIAIS, mesmo depois de matar o médico

Além da indenização por danos materiais e morais, que supera os R$ 1,5 milhão, o estado terá que pagar também pensão vitalícia, no valor de R$ 29.207,23, à viúva, e mais pagamento anual de R$ 5.713,28, a título de 13º salário que seria do médico.  

Um dos médicos mais renomados do Maranhão, Luís Alfredo foi morto durante assalto à sua casa, pelo criminoso identificado por Anderson Silva Gonçalves, que respondia a vários outros crimes.

O JUIZ MARCO AURÉLIO BARRETO ENTENDEU QUE A ATITUDE DO JUIZ QUE LIBERTOU O ASSASSINO DE GUTERRES PÔS O ESTADO COMO CULPADO da morte do médico

O estado tentou se eximir de responsabilidades na morte do médico, mas o juiz entendeu que os sucessivos alvarás de liberdade, mesmo para um bandido já reconhecido, coloca o estado-juiz responsável pela sentença, como culpado.

Para chegar à indenização, o magistrado levou em consideração o número de trabalhos que o médico exercia em vários hospitais, assim como sua capacidade de trabalho, caso não tivesse a vida interrompida pelo assassino.

A sentença de Marco Aurélio, em forma de Tutela de Urgência, foi publicada nesta segunda-feira, 30…

Post alterado às 13h50 do dia 1º/10/2019 para correção de informação

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“Muita gente me procurou interessado em saber da delação de Mariano”, diz Jorge Arturo

Um dos advogados que conviveram de perto com o médico encontrado morto nega que tenha sido autor da divulgação da carta-denúncia, revela que o vazamento, segundo carta-suicida do próprio médico, se deu por intermédio de um advogado de nome Zé Carlos, conta que sempre se posicionou contra o instituto da delação premiada e atribui a morte do ex-cliente à repercussão de suas denúncias na imprensa

 

Mariano de Castro, encontrado morto após divulgação de carta

O advogado Jorge Arturo, que acompanhou o caso do médico Mariano de Castro e Silva – tido como mentor de um esquema de desvio de R$ 18 milhões dos cofres do governo Flávio Dino (PCdoB) – teve uma dura conversa com o titular deste blog, na tarde deste domingo.

Entre outras coisas, Arturo negou que tenha sido o responsável pelo vazamento da carta-denúncia em que Mariano acusa boa parte do governo comunista de conivência com o esquema de corrupção.

– O Mariano revelou na própria carta de suicídio a quem ele entregou a primeira carta: trata-se de um advogado de nome Zé Carlos. Provavelmente este Zé Carlos pode ter encaminhado o manuscrito à imprensa – revelou Jorge Arturo.

Segundo o advogado, essa informação pode ser confirmada pelos próprios familiares do médico, que tem conhecimento da carta-suicidio em poder da polícia.

Ainda sobre a carta-denúncia, Arturo revelou também que a letra não é a do médico, embora ele tenha reconhecido sua autoria na carta-despedida.

O advogado disse ainda que foi procurado por muita gente interessada na delação premiada de Mariano de Castro, tanto governistas quanto oposicionistas.

– Muita gente queria essa delação, mas eu sempre fui contra. Afinal, não havia nem denúncia contra ele e o Mariano estava prestes a deixar a prisão. O Mariano me dizia o tempo inteiro que essa carta havia sido queimada. Quando eu vi a carta na mídia, questionei dele e ele também ficou surpreso – perguntou ele.

Por fim, o advogado acredita que a divulgação da carta possa ter levado Mariano a uma atitude extrema e que se mantém de consciência tranquila acerca de que nunca teve acesso  a essa carta que foi amplamente divulgada.

E que a informação da carta despedida pode ser confirmada com o delegado Francisco Costa, o Baretta, que investiga o caso.

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O caso Décio, os pesos diferentes para os acusados e a vida que segue…

Cinco anos depois do assassinato do jornalista, apenas Júnior Bolinha permanece preso; com o passar do tempo, as linhas mais lógicas de investigação vão sendo esquecidas e os envolvidos – vítimas colaterais e acusados – voltando à vida normal

 

O tempo passou
Décio Sá está morto a cinco anos; e para muitos, a vida seguiu seu rumo normalmente

O assassinato do jornalista Décio Sá completa cinco anos neste domingo, 23.

Com o passar do tempo, muita gente próxima à vítima já até esqueceu o crime e seguiu sua vida, como se nada tivesse acontecido; outros cumprem pena mesmo sem julgamento – e mesmo diante de evidências que apontam para outro sentido.

Este blog sempre questionou o resultado das investigações que apontaram os supostos mandantes do crime. Entende o blog que a polícia – e o Ministério Público – descartaram linhas de investigações que apontavam caminhos com maior nexo causal.

E até as decisões judiciais sobre os acusados parecem ter dois pesos e duas medidas.

Um exemplo foi a recente liberdade do acusado de ser o mandante do crime, Gláucio Alencar, que foi liberado para aguardar em casa o julgamento – que dificilmente ocorrerá ainda nesta década.

Mas a mesma Justiça negou o mesmo benefício a outro acusado nas mesmas circunstâncias, Júnior Bolinha, tido como agenciador do assassinato.

Pesos diferentes
Dos acusados, apenas Júnior Bolinha segue privado de liberdade, mesmo sem julgamento

Que dizer então das decisões que mantiveram os acusados Fábio Capita e Fábio Buchecha em liberdade, desde os primeiros meses após o crime, mesmo tendo, ambos, sido pronunciados a Júri Popular?

O caso Décio Sá entrou para o histórico do jornalismo policial maranhense como um desses rumorosos crimes em que o único preso é a vítima, que não volta mais.

Parentes, amigos, acusados e colegas todos seguiram seu rumo…

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Juiz acolhe denúncia contra Lucas Porto…

Clésio Coelho Cunha, da 4ª Vara do Tribunal do Júri recebeu a peça encaminhada pelo promotor Gilberto Cunha e analisará o autos para decidir se pronuncia ou não o réu a Júri Popular

 

Lucas Porto poderá ser pronunciado a Júri Popular

Lucas Porto poderá ser pronunciado a Júri Popular

O juiz Clésio Coelho Cunha, da 4ª Vara do tribunal do Júri acolheu neta quinta-feira, 1], os termos da denúncia contra o empresário Lucas Ribeiro Porto, acusado de matar a cunhada Mariana Costa.

– Recebo a denúncia formulada pelo Ministério Público Estadual contra LUCAS LEITE RIBEIRO PORTO, pois se encontram presentes os requisitos de admissibilidade, ou seja, indícios de autoria e prova da materialidade do crime – despachou o magistrado.

A denúncia foi formulada pelo promotor Gilberto Câmara França Júnior, com base nas informações da polícia.

Clésio Coelho irá decidir agora se pronuncia o acusado a Júri Popular…

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Polícia quer reconstituir assassinato de Mariana, mesmo após confissão…

Empresário Lucas Porto revelou que matou a cunhada por causa de uma “paixão incontida”, segundo secretário Jefferson Portela

 

Lucas Porto confessou assassinato após evidências

Lucas Porto confessou assassinato após evidências: horário mostra que ele esteve no apartamento

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela revelou na manhã desta quarta-feira, 15, que pretende fazer a reconstituição do assassinato da publicitária Mariana Costa.

Para o secretário, a confissão do assassino Lucas Porto confirma o que já vinha sendo investigado pela policia,  mas é preciso entender as circunstâncias do crime.

– O problema é que só terá o autor. Mas é fundamental entender o que aconteceu no apartamento, até para embasar o processo e a pena – disse Portela.

Após ser ouvido novamente nesta quarta-feira, Lucas Porto confessou que matou Mariana motivado por uma “paixão incontida” e não correspondida por ela.

A polícia espera concluir o inquérito, , com todas as provas técnicas até terça-feira, 22…

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Mariana: um crime, uma vítima, um suspeito e milhares de acusadores e juízes…

Assassinato da sobrinha-neta do ex-presidente José Sarney revela o quão perigosa pode ser a geração “redes sociais” sempre a primeira a divulgar fatos sem a necessária checagem profissional

 

Mariana e Lucas Porto: protagonistas de uma tragédia familiar

Mariana e Lucas Porto: protagonistas de uma tragédia familiar

Por Udes Filho

O crime que teve como vítima a sobrinha-neta do ex-presidente José Sarney, a publicitária Mariana Costa, revelou o comportamento perigoso da “geração facebook” ou “geração twitter”, ou mesmo, “geração redes sociais”. Não sei como classificá-la.

Logo que a morte de Mariana começou a ser noticiada, em primeira mão, através das redes sociais [sem os devidos cuidados de apuração profissional], as especulações proliferaram na rede.

O primeiro passo, foi a busca por culpados, já que se tinha uma vítima. Sem respaldo técnico, algumas pessoas espalharam nas redes sociais que o marido da vítima seria o principal suspeito. Informação que foi derrubada, após divulgação dos primeiros dados de fonte técnica e confiável, apontando o cunhado de Mariana, Lucas Porto, como o real principal suspeito da autoria do crime.

Enquanto não se tinha o suspeito oficial, o marido da vítima [que não deixa de ser, também, uma vítima] foi julgado, xingando e condenado pela “sociedade das redes sociais”, que age ao estilo “detono primeiro; pergunto depois”.

O próprio cunhado, Lucas Porto, que figura como principal suspeito de ter estrangulado e asfixiado a publicitária até a morte, mesmo ainda como suspeito, já recebeu o veredito de culpado, julgado pela “sociedade das redes sociais”.

Bom! Antes de continuar, quero deixar claro que tenho tendência a entender que o principal suspeito, Lucas Porto, de fato, seja o autor do crime, por conta das evidencias preliminares, que já tiveram ampla divulgação. Entretanto, não posso afirmar que seja ele o autor.

E ninguém pode, neste primeiro momento do caso. Seria de extrema irresponsabilidade tal afirmação. Continue lendo aqui…

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Marido de Mariana foi quem descobriu marcas no pescoço da mulher…

José Marcus Renato chegou ao hospital com a mulher já morta e percebeu sinais de estrangulamento em seu pescoço, ainda não percebidas sequer pela equipe médica que a atendeu

 

O casal Renato e Mariana: tragédia

O casal Renato e Mariana: tragédia

O testemunho de um enfermeiro do Hospital São Domingos revelou à polícia que foi o próprio marido da publicitária Mariana Costa, o empresário José Renato, quem descobriu as marcas de tentativa de estrangulamento no pescoço da mulher, já morta.

– Ele chegou gritando “minha mãe, minha mãe!” (…) e quando entrou, percebeu a marca no pescoço. Nem a gente tinha percebido ainda. Foi aí que ele disse que sua mulher tinha sido matada (sic) e iria contratar o maior investigador, mas iria descobrir o assassino – contou o enfermeiro, segundo apurou o blog.

Foi a partir desta percepção de Renato que a polícia passou a trabalhar na hipótese de assassinato, chegando ao cunhado da vítima, o também empresário Lucas Ribeiro Porto, apontado como o principal suspeito.

A perícia já retirou material orgânico das unhas de Mariana para exames de DNA, que podem confirmar se houve reação dela ao ataque do assassino.

Os primeiros exames devem ser divulgados no fim de semana…

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Relacionamento extraconjugal de Lucas Porto teria motivado assassinato de Mariana Costa…

Programa Brasil Urgente, da Band, diz ter ouvido de fontes policiais que o suspeito estaria mantendo caso homossexual, que foi descoberto pela cunhada e gerado a fatídica discussão entre os dois

 

Lucas e Mariana: tragédia em família

Lucas e Mariana: tragédia em família

A polícia maranhense não divulga publicamente, mas atua em uma linha de raciocínio que aponta um relacionamento extraconjugal do empresário Lucas Porto como motivação do assassinato de sua cunhada, a publicitária Mariana Costa.

Essa versão foi levantada nesta terça-feira, 15, pelo programa Brasil Urgente, da Band, com base em fontes policiais, segundo o apresentador José Luiz Datena.

Este relacionamento, segundo Datena, poderia ser, inclusive, homossexual.

Na versão apresentada no programa, Datena frisou que só não ficou claro se a reação de Mariana foi em defesa da irmã, Carolina – mulher de Lucas – ou se dela própria, que manteria um relacionamento com o cunhado e se irritou com a terceira pessoa no caso.

A polícia maranhense nada fala sobre a relação da vítima com o suposto assassino.

E ainda tenta montar este quebra cabeça…

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Lucas Porto se diz agredido em Pedrinhas e juíza determina corpo de delito…

Alegação do acusado de matar a publicitária Mariana Menezes foi corroborada pelo Ministério Público, que também comunicou suposta violência policial e pediu o novo exame

 

Lucas Porto aguardando a audiência de custódia, já com a cabeça raspada e com roupa de presidiário

Lucas Porto aguardando a audiência de custódia, já com a cabeça raspada e com roupa de presidiário

A juíza da Central de Inquéritos Andrea Maia determinou, em audiência de custódia nesta segunda-feira, 14, que o empresário Lucas Ribeiro Porto seja submetido a novo exame de corpo de delito.

A magistrada atendeu a requerimento do Ministério público, cujo representante na audiência,  Norimar Gomes Nascimento Campos, alegou ter ouvido do acusado relatos de agressão na Central de Triagem, em Pedrinhas.

– Por fim, requer este Órgão Ministerial que o autuado seja submetido a novo exame de Corpo de Delito, porquanto o autuado declarou haver sido agredido fisicamente na Central de Triagem de Pedrinhas, fato ocorrido após a primeira perícia realizada, conforme fundamentação oral registrada em áudio – diz o requerimento do Ministério Público.

Lucas Porto foi preso na manhã de ontem, como principal suspeito de ter matado a publicitária Mariana Costa, crime ocorrido no último domingo, 13.

O empresário nega o crime.

O acusado foi transferido ainda ontem para Pedrinhas, onde teve a cabeça raspada.

Diante do relato do preso e do pedido do Ministério Público, a juíza determinou o novo exame de Corpo de Delito.

– Defiro, ainda, o requerimento ministerial, a fim de encaminhar o autuado para realização de novo Exame de Corpo Delito, diante da afirmação do autuado Lucas Leite Ribeiro Porto de maus tratos quando da sua entrada no Centro de Triagem nesta data – decidiu a juíza, que decretou também a prisão preventiva do acusado.

Lucas Porto deve continuar preso durante toda a duração do inquérito…