Ex-deputado federal e pré-candidato nas eleições de outubro, maranhense viu como ato de coerência a decisão do senador de se afastar do ministério para atuar na campanha de Lula
O ex-deputado federal maranhense Waldir Maranhão (PT) manifestou respeito e admiração pela decisão do senador Wellington Dias, de se afastar do ministério da Integração Regional – mesmo sem precisar concorrer nas eleições de outubro – para atuar diretamente na campanha à reeleição do presidente Lula (PT).
“Ao se licenciar, Wellington Dias evita qualquer sobreposição indevida entre máquina pública e campanha, reforçando a lisura do processo eleitoral. Trata-se, portanto, de uma escolha que não apenas cumpre a lei, mas também respeita o espírito republicano de igualdade de condições entre os candidatos”, afirmou Maranhão.
- o ex-deputado maranhense concorrer às eleições de outubro para tentar voltar à Câmara;
- ele tem no ex-ministro Wellington Dias um dos principais aliados e incentivadores do projeto.
Em artigo publicado no no portal Ucho.com, Waldir Maranhão reconheceu publicamente o gesto de Wellington Dias.
“Ao se afastar do ministério para atuar na campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro não apenas respeita as regras — ele também fortalece o debate democrático, assumindo com clareza o lado em que está. Em cenário de narrativas confusas e interesses disfarçados, isso não é apenas legítimo. É necessário!”, afirmou o ex-parlamentar maranhense.
Além de Wellington Dias, vários ministros se afastaram, mas estes para disputar a eleição de outubro.
Leia abaixo a íntegra do artigo de Waldir Maranhão:
“Compromisso político e coerência: a decisão acertada de Wellington Dias
Em um cenário político frequentemente marcado por ambiguidades e conveniências, a decisão de Wellington Dias de se afastar do ministério para contribuir com a campanha de reeleição do presidente Lula merece ser compreendida como um gesto de coerência — e não de oportunismo.
Ao optar pela licença do cargo, o ministro respeita uma linha fundamental da ética pública: a separação entre o exercício da função de Estado e a atuação político-eleitoral. Diferentemente do que muitos críticos sugerem, não há confusão entre os papéis — há, ao contrário, um esforço claro de delimitá-los.
Política como extensão do projeto de governo: Wellington Dias não é apenas um gestor técnico. É um agente político com trajetória consolidada, cuja atuação no governo está diretamente vinculada a um projeto maior de reconstrução social e econômica liderado por Lula.
Nesse contexto, sua participação na campanha não representa um desvio, mas sim a continuidade de um compromisso. Afinal, defender a permanência de um projeto político que ele próprio ajuda a executar no governo é, antes de tudo, uma atitude de responsabilidade.
A política, nesse sentido, não pode ser tratada como uma atividade secundária ou desconectada da gestão pública. Governar e disputar eleições fazem parte do mesmo ciclo democrático.
Respeito às regras do jogo: Outro ponto essencial é que a decisão ocorre dentro dos limites legais estabelecidos. O afastamento do cargo para atuação em campanha é previsto na legislação eleitoral e constitui prática legítima em regimes democráticos.
Ao se licenciar, Wellington Dias evita qualquer sobreposição indevida entre máquina pública e campanha, reforçando a lisura do processo eleitoral.
Trata-se, portanto, de uma escolha que não apenas cumpre a lei, mas também respeita o espírito republicano de igualdade de condições entre os candidatos.
Liderança e mobilização: A presença de figuras experientes em campanhas eleitorais é determinante para o debate público. Wellington Dias agrega conhecimento, capacidade de articulação e, sobretudo, legitimidade política.
Sua atuação tende a qualificar o debate, especialmente em temas sociais sensíveis, como combate à pobreza e inclusão, áreas em que acumulou experiência direta no governo.
Mais do que um articulador, ele se torna um porta-voz de políticas que impactam milhões de brasileiros.
Coerência em tempos de desconfiança: Em um ambiente de crescente ceticismo em relação à política, atitudes claras e transparentes são fundamentais. Ao assumir publicamente seu papel na campanha, Wellington Dias evita ambiguidades e reafirma sua posição no campo político.
Essa transparência contrasta com práticas mais questionáveis, em que agentes públicos atuam nos bastidores sem se desvincular formalmente de seus cargos.
Conclusão: A decisão de Wellington Dias é acertada porque reafirma princípios básicos da democracia: legalidade, transparência e coerência política.
Ao se afastar do ministério para atuar na campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro não apenas respeita as regras — ele também fortalece o debate democrático, assumindo com clareza o lado em que está.
Em cenário de narrativas confusas e interesses disfarçados, isso não é apenas legítimo.
É necessário!”
Waldir Maranhão é médico veterinário e ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), onde lecionou durante anos, foi deputado federal, 1º vice-presidente e presidente da Câmara dos Deputados.











