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Gastão critica PT e MEC e não vê perspectiva de melhoria na educação em curto prazo

Da gazeta do Povo

Com o cerco da comunidade acadêmica e de representantes de esquerda no Legislativo, a alfabetização baseada nos achados da ciência cognitiva da leitura nunca conseguiu prosperar no Brasil. Iniciativas isoladas, que tentavam “avisar” que o país seguia no caminho errado, sofreram boicote.

Como uma de 2003, ocasião em que a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, sob a presidência do deputado Gastão Vieira (PROS), produziu um relatório científico com evidências atualizadas sobre o ensino da leitura e da escrita. O deputado conta que o documento foi “ignorado” pelos educadores, por parlamentares e pela academia no país.

Apenas com a nova Política Nacional de Alfabetização (PNA), de 2019, os pressupostos da ciência foram “tirados do poço” e evidenciados – sob resistência. Apesar do avanço, há quem critique a morosidade para que as ações cheguem até as escolas de fato. Para muitos educadores, o MEC dificulta a interlocução com as redes de ensino estaduais e municipais, o que acaba por impedir a consolidação da alfabetização no país.

Para Vieira, há “indiferença” da parte da equipe do ministério a figuras públicas que desejam colaborar com as ações. Na leitura do parlamentar, a pasta quer ditar a maneira como estados e municípios devem tratar a alfabetização. Para ele, portanto, a lógica de “mais Brasil, menos Brasília” não se reflete na prática.

Em 2003, então presidida pelo senhor, a Comissão de Educação e Cultura lança o relatório “Alfabetização Infantil: Os Novos Caminhos”, fruto do seminário “O Poder Legislativo e a Alfabetização Infantil”. Como surge a iniciativa?

Gastão Vieira: A alfabetização de crianças sempre foi minha grande bandeira. O intuito do seminário internacional era alcançar a resposta para uma pergunta muito singela: “o que países que despontam no processo de alfabetização de crianças – como a Coreia do Sul e a Finlândia – estão fazendo e por que o Brasil não consegue avançar?”.

Entre outras coisas, o documento explica quais são os componentes essenciais para que o processo de alfabetização seja bem-sucedido, a exemplo da consciência fonêmica e do conhecimento do princípio alfabético, adotados pela atual Política Nacional de Alfabetização (PNA). Qual foi a recepção dada ao tema e aos pressupostos apresentados na época? Parlamentares se engajaram e demonstraram abertura para adotar evidências?

Gastão Vieira: Quanto aos parlamentares, havia uma indiferença, em especial, por parte dos deputados do Partido dos Trabalhadores (PT), que “comandavam” a educação na época. Havia oposição forte a qualquer referência a “método fônico”. Minha relação com os parlamentares petistas era ótima, e conseguíamos aprovar todas as propostas enviadas pelo governo na Comissão de Educação, uma vez que elas vinham numa direção correta. Mas absolutamente nenhum desses deputados participou do seminário ou se engajou na discussão do tema. Na verdade, nenhum parlamentar ou membro da equipe do MEC leu o relatório, apesar da conclusão importante por ele dada: a de que o Brasil estava pelo menos 30 anos atrasado com relação à alfabetização de crianças. Entre outras coisas, o documento revelou que o país desconhecia a importância da ciência, dos testes, e da neurociência.

O então ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), não conseguiu vencer a resistência das universidades, onde o construtivismo [tido como oposto às abordagens fônicas] era incontestável e o método fônico era considerado “atrasado”. Além disso, havia boicote por parte da própria equipe do MEC. Foi assim que a alfabetização baseada em evidência caiu no poço. Apenas em Sobral, no Ceará, isso ressuscitou – município que seguiu todas as recomendações apresentadas pelo relatório e teve o sucesso pelo qual é reconhecido.

A nova Política Nacional de Alfabetização (PNA) tem como inspiração, entre outros, o relatório produzido sob o seu comando na Comissão de Educação e Cultura, em 2003. Há algum tipo de colaboração entre o senhor, os especialistas que o produziram, e o MEC?

Gastão Vieira: Não. Inicialmente, frente ao despreparo do então ministro Ricardo Vélez, eu propus que ele lesse alguns dos relatórios produzidos pela Comissão de Educação e Cultura, que continham experiências bem-sucedidas internacionais. Disse ao Vélez que não era preciso inventar a roda. Tudo que era preciso como ponto de partida para uma discussão estava à disposição dele. Mas o ministro logo caiu. Eu fiz, então, a mesma proposta ao ex-ministro Abraham Weintraub, e pedi uma reunião para apresentar alguns especialistas e falar sobre alfabetização baseada em evidências científicas. Foi uma conversa muito “maluca”.

O que o senhor quer dizer com “muito maluca”, deputado?

Gastão Vieira: O ministro [Weintraub] não falava nada com nada, parecia não entender do que estávamos falando. A proposta era conversar sobre alfabetização, ensino médio e ensino superior. Mas foi um vexame. Ele [Weintraub] não queria ouvir os especialistas.

Mais tarde, no entanto, eu fui convidado a participar do lançamento da Conabe, ocasião na qual fiz um discurso apaixonado e me senti realizado por ver um tema fundamental para o Brasil ser assumido pelo MEC depois de tantos anos.

Apesar disso, no entanto, o senhor se tornou um crítico das ações do MEC, inclusive no âmbito da alfabetização. Por que isso ocorreu?

Gastão Vieira: O MEC discordava ou não considerava propostas levadas por muitos especialistas. Pedimos que, no mínimo, experiências bem-sucedidas que já existiam no Brasil fossem colocadas na mesa, como iniciativas do Todos pela Educação, da Fundação Ayrton Senna e as do município de Sobral.

Mas um dia [em tom de intimidação], perguntaram [equipe do MEC] a mim e aos especialistas “o que é que estávamos querendo”. O episódio me acendeu uma luz vermelha, sinalizando que a equipe não está acostumada a lidar com pessoas de espírito público, as quais, apesar de se tratar de um governo lunático, gostariam de colaborar. Quando o MEC baixou um decreto em que assumia a responsabilidade pela produção de materiais de alfabetização entendemos que o objetivo do governo, na verdade, é controlar o conteúdo.

O senhor é um crítico do conteúdo da Política Nacional de Alfabetização (PNA) em si ou da maneira como as ações que dela decorrem chegam a estados e municípios?

Gastão Vieira: Minha crítica é ao discurso maravilhoso, mas que não reflete na prática. Quem está ajudando crianças e professores a fazer alfabetização a distância, por exemplo? Se tomarmos como base de observação o Maranhão, não está acontecendo absolutamente nada.

Vários levantamentos feitos durante a pandemia revelam que as crianças em fase de alfabetização foram as maiores prejudicadas. Os programas do MEC podem até ser bonitos, mas quem está apoiando o professor? Quem está apoiando a criança, avaliando seu desenvolvimento? Portanto, é um discurso que vai ótimo. Mas lhe garanto, pelo menos aqui no meu estado [Maranhão], nenhum secretário tem notícia dos programas de alfabetização. Há uma desconexão entre as redes. Nunca vi ninguém falar dos programas.

Durante a mais recente participação do ministro da educação, Milton ribeiro, em audiência na Comissão de Educação, o senhor teceu críticas à atual gestão do MEC. Como o senhor avalia a maneira como a pasta vem atuando, especialmente nas questões ligadas à pandemia? O que deveria ser prioridade na Educação em um contexto pós-pandemia?

Gastão Vieira: Trabalhei intensamente com vários ministros de Educação, independentemente de governos. Na época em que Fernando Haddad era ministro, eu era presidente da Comissão de Educação e Cultura, e conseguíamos deliberar por unanimidade a respeito de questões fundamentais relacionadas à educação, mesmo com bastante oposição. O espírito era o seguinte: a educação estava acima das nossas diferenças. No governo Bolsonaro, contudo, isso não tem sido possível, embora eu tenha inclusive me oferecido para tentar fazer essa interlocução.

O presidente Bolsonaro cria seu governo fundamentado em um discurso ideológico, de um lado, e liberal, de outro. Mas não consigo ver o ‘mais Brasil e menos Brasília’ na prática. Na educação, precisamos de políticas focadas e cooperação internacional básica e estupidamente abrangente. Mas não acredito que vá sair alguma coisa desse governo. A pauta não é construir, é apenas priorizar ensino em casa [homeschooling], Escola sem Partido, militarizar escolas.

Para agora, eu lamento, e digo com tristeza, não acredito que se vá para lugar nenhum. Nem o dinheiro que o MEC tem consegue gastar. Infelizmente, meu descrédito é total com relação a qualquer coisa da educação nos próximos dois anos, principalmente nesse ambiente de pandemia. O ministério precisa voltar a se abrir para a sociedade, ouvir especialistas e aumentar a colaboração internacional.

Nesse contexto marcado pela pandemia, as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) devem ser um norteador para recuperar a educação?

Gastão Vieira: Um dos grandes problemas nessa discussão é o PIB direcionado à Educação. Na época em que o PNE estava sendo discutido, a proposta inicial era de 7,6%, mas o pessoal do PT junto a outros movimentos forçaram a barra e o valor acabou em 10%. Além disso, em vez de priorizarmos a alfabetização das crianças e o ensino básico, tudo virou prioritário, do jardim de infância ao ensino superior. Levantamentos de hoje indicam que para cumprirmos as metas do PNE precisaríamos de 17% do PIB.

Evidentemente, foram metas esticadas sem segurança financeira de que isso poderia funcionar na prática. Não houve sequer uma solenidade para sancionar o PNE, sancionado de madrugada. Por quê? Muitos adoram controlar e fazer despesa para outros pagarem – esse é problema do PNE. Ele não penetrou na sociedade, não teve força política, não veio do coração da sociedade. Foi uma imposição de parlamentares e vários partidos que compõem o que chamamos de “esquerda”.

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Juscelino Filho será o relator da LDO 2022

O deputado federal Juscelino Filho (DEM-MA) será o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022. A definição ocorreu nesta quarta-feira (7), durante a instalação e eleição da mesa da Comissão Mista de Orçamento (CMO). O projeto da LDO, que vai dar as diretrizes e ajudar na elaboração do Orçamento Geral da União do ano que vem, foi encaminhado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional no dia 15 de abril.

“Essa é a comissão mais importante do Congresso Nacional. O desafio é grande, porque ela deveria ter sido instalada em abril, maio, mas faremos o possível para apreciar o quanto antes o relatório preliminar e abrir o prazo para as emendas dos parlamentares e das bancadas estaduais. Vamos construir uma LDO do tamanho da expectativa do nosso país nesse momento tão difícil que passamos”, afirmou Juscelino Filho.

O deputado também agradeceu o apoio dos parlamentares. “Nas pessoas do presidente da Câmara, Arthur Lira, e do líder do meu partido Democratas, Efraim Filho, agradeço todos que nos confiaram de coordenar os trabalhos na relatoria da LDO. Quero também me colocar à disposição dos deputados e senadores membros da CMO para que façamos esse trabalho a várias mãos”, disse Juscelino.

Além de apontar os gastos mais importantes e as regras para a próxima Lei Orçamentária Anual (LOA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022 (PLN 3/2021) traz uma série de projeções do governo para o ano que vem. Entre eles, para tens como salário mínimo (R$ 1.147), inflação (3,5%), crescimento do PIB (2,5%) e previsão de rombo nas contas públicas de mais de R$ 170 bilhões.

Comissão de Orçamento

Formada por 30 deputados e 10 senadores titulares, a Comissão Mista de Orçamento é a responsável pela análise prévia das propostas de LOA, LDO e Plano Plurianual (PPA), fundamentais para a previsão de receitas e despesas do governo federal. O deputado Juscelino Filho é um dos membros. A presidência será exercida pela senadora Rose de Freitas (MDB-ES).

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Até quando vamos ignorar a educação no Brasil ???

 

Por Gastão Vieira

Um estudo publicado pelo Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef), em janeiro deste ano, sobre o impacto da reprovação escolar, do abandono escolar e da distorção idade-série em meninas e meninos brasileiros, mostra o abismo educacional no país provocado pela pandemia da Covid-19.

De acordo com os dados, baseados no relatório da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de outubro de 2020, aproximadamente 4,1 milhões de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos tiveram dificuldade de acesso ao ensino remoto no ano passado. E cerca de 1,3 milhão abandonou a escola no primeiro ano da pandemia.

São números preocupantes porque entramos no segundo semestre de 2021 sem a mínima perspectiva para a volta às aulas presenciais. Se antes disso tudo, a desiqualdade entre alunos de escolas públicas e particulares já era quase intransponível, agora, não conseguimos enxergar o fim do túnel que separa esses jovens.

Aulas remotas, ensino híbrido, nada disso vai conseguir apagar esse vácuo na educação brasileira. São milhões de crianças, jovens e até universitários compleamente desestimulados com a falta de um plano de ação das autoridades para retomar o ensino de verdade.

E não basta apenas retornar às salas de aula, é preciso garantir a segurança sanitária desses alunos. É preciso garantir recursos para que as escolas e universidades façam as adaptações necessárias, como a instalação de pias, a compra de álcool gel e até mesmo o fornecimento de máscaras. Uma maneira de atrair novamente o aluno para dentro da sala de aula de forma segura.

A vacinação está avançando, mas as crianças e jovens em idade escolar ainda não foram imunizados. E isso acaba travando qualquer planejamento na questão educacional, principalmente nos ensinos médio e fundamental. E mais uma vez a educação vai perdendo o foco para as investigações sobre a compra de vacinas, as denúncias de propina, para o aumento no desemprego, para o reajuste da conta de luz, para os velhos problemas de um país que parece estar sem comando.

E onde tudo parece urgente e pra ontem, a educação vai passando despercebida. Não vemos nenhuma iniciativa para trazer os estudantes de volta à realidade escolar. Não estamos entendendo a importância de recuperarmos esse tempo perdido. E essa conta vai chegar.

Aliás, na verdade já chegou, principalmente, quando vemos que as portas do mercado de trabalho têm se fechado na cara dos jovens que, muitas vezes, não terminaram o ensino médio e até mesmo o fundamental. Jovens com capacidade de trabalho, mas sem nenhuma oportunidade de fugir do estigma do subemprego.

Precisamos quebrar esse ciclo vicioso, precisamos abrir os olhos para o que realmente pode fazer diferença no futuro pós-pandemia. Só uma educação de verdade pode criar oportunidades reais de desenvolvimento no país.

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Gastão Vieira destina recursos para Itapecuru-Mirim

Nesta quinta-feira o deputado federal Gastão Vieira esteve em Itapecuru-Mirim  para uma reunião com o prefeito Benedito Coroba, o vice-prefeito Maurício Nascimento e o Secretário de Infraestrutura, Rogério Baiano.

Durante o encontro, Gastão Vieira  confirmou a destinação de R$ 2,5 milhões em emendas parlamentares e recursos do estado para obras de infraestrutura no município.

Os recursos serão usados na pavimentação e calçamento das ruas da zona urbana e também em obras nas estradas vicinais da zona rural de Itapecuru-Mirim.

“Isso é só o começo. Como deputado federal vou continuar lutando por mais benefícios para Itapecuru-Mirim”, garantiu Gastão Vieira.

O prefeito Benedito Coroba agradeceu ao deputado, “Gastão Vieira sempre teve um olhar atento para o nosso município. Continuaremos trabalhando juntos para o progresso de Itapecuru-Mirim”.

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Senado veta projeto da Zema e frustra sonho de Roberto Rocha…

Com nenhuma articulação em plenário, senador maranhense viu ideia que acalenta há quase 20 anos ser derrotada em votação remota; agora terá que lutar por recursos para seus outros projetos virtuais

 

Roberto Rocha e seu contêinerzinho da Zema; o presidente recebeu, mas não deu nem bola para sua votação no Senado

O senador Roberto Rocha (sem partido) acabou frustrado nesta terça-feira, 22, durante votação remota da Medida Provisória que criaria a Zona Livre de Exportação do Maranhão, batizada por ele de Zema.

Sem nenhuma relação política em plenário, sem qualquer articulação partidária e nem mesmo a base do governo Bolsonaro ao seu lado, Rocha não teve a menor chance na votação.

Com página disponível na internet, a Zema é apresentada pelo senador maranhense como “um projeto de lei de incentivo econômico para a promoção do desenvolvimento regional e nacional, a partir da localização geográfica do Complexo Portuário do Itaqui, na ilha de São Luís.”.

Bem montado, o site mostra o que o Maranhão ganharia com a Zema, faz comparações com outros portos e mostra como será o futuro do estado, mas tudo de forma virtual. (Veja aqui)

A única coisa física da Zema é a maquetinha de um contêiner que o senador distribui como souvenir de propaganda do seu projeto

No mês passado, Roberto Rocha ocupou emissoras de rádio, TVs, jornais e blogs para comemorar a aprovação da Zema na Câmara Federal, após quase 20 anos.

Mas não conseguiu convencer os próprios pares da importância deste projeto. 

Agora, a luta é pela aprovação de recursos para outros inusitados projetos no portfólio do senador.

Dentre eles uma réplica da Torre Eiffel na Lagoa da Jansen e outra, da Estátua da Liberdade, no município de Nova Iorque.

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Edilázio assegura recursos na Funasa para saneamento básico

O deputado federal Edilázio Júnior (PSD) participou de um encontro com o presidente nacional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), coronel Giovanne Gomes da Silva e com o superintendente estadual da fundação no Maranhão, Augusto Ferreira, e assegurou recursos para o saneamento básico no estado.

Edilázio vai destinar recursos de emenda parlamentar para a aplicação em saneamento básico, distribuição de kits sanitários e abastecimento de água em municípios do Maranhão.

Na ocasião, o parlamentar também recebeu informações do comando da Funasa sobre os programas que já são desenvolvidos no estado e que podem ser ampliados.

Dentre os programas e ações da Funasa, Giovanne Gomes e Augusto Ferreira destacaram os sistemas de abastecimento de água; sistema de esgotamento sanitário; manejo de resíduos sólidos; drenagem e manejo ambiental; melhorias sanitárias domiciliares; melhorias habitacionais para o controle da Doença de Chagas; saneamento em áreas rurais e comunidades tradicionais; segurança e qualidade de água para consumo humano, dentre outras.

“Nós discutimos algumas das ações e a necessidade dos municípios maranhenses e assegurei recursos para o saneamento básico no estado. É mais um compromisso assumido na campanha eleitoral sendo cumprido”, destacou.

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Gastão destaca os 40 anos dos Lençóis Maranhenses…

Em discurso na Câmara Federal, deputado ressalta suas ações em favor do parque quando foi ministro do Turismo e a criação do roteiro turístico chamado Rota das Emoções

Durante pronunciamento nesta quarta-feira (2), na Câmara, o deputado federal Gastão Vieira, destacou os 40 anos da criação do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, e das ações por ele implementadas, quando exercia o cargo de Ministro do Turismo, que fortaleceram o turismo na região.

Os 40 anos de criação do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses me remete a um passado não muito distante, quando estive à frente do Ministério do Turismo.
Na época realizamos um estudo que gerou um Plano Estratégico de Desenvolvimento do Turismo Regional incluindo Barreirinhas, portal de entrada do Parque, no roteiro turístico conhecido como Rota das Emoções, que abrange 14 cidades entre os estados do Maranhão, Piauí e Ceará.
Também conseguimos a homologação da Agência Nacional de Aviação (ANAC) do aeroporto de Barreirinhas, o que permitiria integrar Barreirinhas e os Lençóis Maranhenses aos principais destinos turísticos do país.
Como Ministro do Turismo também deixamos empenhados recursos de R$ 2,4 milhões para contratação e execução de obras para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da biodiversidade (ICMBio).
Vamos continuar lutando para garantir não só o incremento, mas também a sustentabilidade do turismo no nosso maior cartão postal. O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses deve ser sempre um grande orgulho de todos nós brasileiros.
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“PSB vai defender uma aliança à esquerda para o governo”, diz Bira

Deputado federal maranhenses fala ao jornal O Globo que a eventual entrada do governador Flávio Dino (PCdoB) não mudará o projeto de alinhamento com os partidos do campo mais alinhado às pautas progressistas

 

O deputado federal Bira do Pindaré deu nesta quinta-feira, 27, mais um encaminhamento da posição do PSB nas eleições estaduais de 2022.

Eme entrevista ao jornal O Globo, ele ressalta o convite ao governador Flávio Dino (PCdoB) para entrada no partido, mas ressalta que a legenda tende a se alinhar à esquerda.

– O convite ao governador está feito, creio que ele está discutindo a transição. O PSB vai defender uma aliança na esquerda – afirmou Bira do Pindaré.

Atual presidente regional do partido, o ex-prefeito Luciano Leitoa já declarou apoio da legenda ao senador  Weverton Rocha (PDT).

O próprio Rocha entende que a eventual entrada de Dino não mudaria o encaminhamento partidário, uma vez que o PDT também está no campo mais à esquerda no espectro político.

E a posição de Bira do Pindaré, único parlamentar da legenda, reforça ainda mais esta possibilidade…

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A ascensão nacional de Eliziane Gama…

Presença constante na grande mídia desde o início do mandato, senadora é a representante maranhense na CPI da CoVID-19, com forte atuação e participação direta nos depoimentos dos principais expoentes do governo Bolsonaro

 

Eliziane confrontou Pazuello na CPI da CoVId-19; senadora é destaque nas intervenções no Senado Federal

Desde que assumiu mandato no senado Federal, a senadora Eliziane Gama (Cidadania) focou suas ações em uma pauta nacional, com postura independente ao governo, embora com postura crítica também em relação à esquerda.

A atuação rendeu forte participação na grande mídia, com destaque quase diário no Jornal Nacional, principal noticiário do país.

Destaque este ressaltado desde o início de sua atuação também no blog Marco Aurélio D’Eça. (Relembre aqui, aqui e aqui)

Esta posição de destaque de Eliziane se consolidou com a instalação da CPI da CoVId-19; ela tem participação efetiva, como a mais destacada representante da bancada feminina e a única representante maranhense.

Mesmo sem ser membro efetivo da comissão, Eliziane tem enquadrado expoentes do governo Bolsonaro, como o general Eduardo Pazuello, responsável por uma das piores gestões do Ministério da Saúde em todos os tempos.

Com sua postura dura e embasada, Eliziane Gama ganhou destaque na prestigiada coluna eletrônica do jornalista Ribamar Corrêa, um dos mais experientes e acreditados do Maranhão.

O blog Marco Aurélio D’Eça republica abaixo diálogo de Eliziane com Pazuello, que foi publico por Corrêa:

Senadora Eliziane Gama – Ministro, o senhor leva a sério o que o presidente da República fala nas redes sociais?

Ex-ministro Eduardo Pazuello – Eu só levo à sério quando as coisas são tratadas pessoalmente comigo, como ministro. Agora, as posições do presidente nas redes sociais, as posições de Twitter, aquilo é a figura política dele. Dali eu não extraio ordens e determinações para nada. 

Eliziane Gama – Ou seja, o senhor não leva à sério. 

Eduardo Pazuello – O termo não é ‘levar à sério’, eu não falei isso. Eu falei que dali eu não extraio ordens.

Eliziane Gama – Porque, ministro, com todo respeito ao senhor, mas a sensação que eu tenho é que parece que o senhor está meio que brincando com a cara da gente na CPI. O senhor já mentiu demais nessa comissão, ministro, mas muito mesmo!

Este diálogo ganhou os meios de comunicação nacional, sobretudo pelo fato de Eliziane estar embasada em provas documentais e mostrar firmeza diante do ex-ministro.

Claro que esta postura despertou revolta entre os bolsonaristas – sobretudo evangélicos – que tentam desqualificar a atuação da senadora.

Mas, se continuar assim, não há dúvidas de que Eliziane marcará sua história no Senado.

E na política brasileira…

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Pedro Lucas e o que ele dirá dia 31: “nosso nome para governo é Weverton”

Deputado federal que acaba de assumir a coordenação da bancada maranhenses e vai assumir o comando do PSL garantiu que, se for consultado pelo governador Flávio Dino, reafirmará a posição do partido

 

Pedro Lucas afirma e reafirma seu apoio ao senador Weverton Rocha para o governo em 2022; e vai dizer isso a Flávio Dino no dia 31

Um dos primeiros chefes partidários a ser convidados pelo governador Flávio Dino para a reunião do dia 31 de maio, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (PSL) já tem sua posição tomada.

– Na reunião que se aproxima, se eu for consultado, direi que nosso nome para o Governo é o Weverton – afirmou Lucas, em entrevista ao programa Ponto Continuando, da rádio Educadora AM. (Leia aqui)

O deputado federal é um dos seis presidentes partidários na pré-coligação de Weverton Rocha.

Além deles, estão fechados com o senador do PDT os presidentes do DEM, Juscelino Filho; do PRB, Cléber Verde; do Cidadania, Eliziane Gama, e do PSB, Luciano Leitoa.

Pedro Lucas justifica seu apoio a Weverton Rocha definindo-o como homem de diálogo.

– Além de ter sido um excelente deputado federal, é um político da minha geração, que possui ótima articulação em Brasília. Prova disso é que já conta, por exemplo, com os apoios públicos dos presidentes da Câmara e do Senado. Além disso, Weverton é um político de diálogo, que já reúne em torno de si um grupo considerável de apoiadores – justificou.

Convocada por Flávio Dino, a reunião do dia 31 tinha por objetivo tentar convencer os presidentes da legenda a apoiar a candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB); Dino, porém, percebeu a consolidação de posições como esta de Pedro Lucas Fernandes e recuou.

A conversa agora se dará apenas sobre a candidatura do próprio Flávio Dino ao Senado, praticamente consenso dos partidos da base.

Este consenso pode levar a base, inclusive, a ter apenas um candidato a senador em vários candidatos a governador.

Mas esta é uma outra história…