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Merenda escolar, agiotagem, política e Décio Sá…

A polêmica envolvendo a Prefeitura de Bom Jardim, denunciada no programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo, denunciada por falta de merenda escolar, tem, obrigatoriamente, que passar pelo caso Décio Sá – jornalista assassinado em abril de 2012 – e pelo esquema http://2.bp.blogspot.com/-ANlWxKqfMas/TlbrfFJDrMI/AAAAAAAABc0/wDafMEjYm0Y/s400/Merenda-escolar-de-qualidade.jpgde agiotagem que domina, ainda hoje, as prefeituras maranhenses.

Décio foi morto, segundo a polícia e o Ministério Público, por um grupo de agiotas especializado em  extorquir políticos.

Mas esta mesma polícia sentou em cima das investigações sobre a agiotagem no Maranhão.

Este esquema envolve centenas de prefeitos, alguns deputados, vereadores da capital e do interior, e até policiais – estaduais e federais – em uma quadrilha que movimentou milhões de reais nos últimos anos.

Estão presos Gláucio Alencar, José Miranda e Júnior Bolinha, braços desta agiotagem.

Mas seus agentes – na Justiça, na Polícia e na Advocacia – continuam soltos, atuando tranquilamente, inclusive  cobrando aos que ainda são considerados devedores dos próprio Gláucio.

Leia também:

Agiotagem e Miséria no Maranhão…

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As razões da oposição para impedir a CPI da Agiotagem…

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O tripé da agiotagem…

Há muito mais agiotas no Maranhão, encastelados em todos os setores da sociedade, financiando políticos e campanhas eleitorais, dinheiroocupando espaços públicos de poder, indicando aliados a cargos públicos.

A polícia maranhense chegou a abrir o inquérito da agiotagem, abafado por causa da campanha eleitoral. Campanha que elegeu o ex-secretário de Segurança Aluísio Mendes, o mesmo que prometeu desbaratar as quadrilhas de agiotas.

Mendes será deputado federal, outros se elegeram para outros mandatos, muitos vão ocupar espaços de poder nos próximos anos e os prefeitos continuarão a usar dinheiro público em agiotagem.

E as crianças continuarão sem merenda escolar; com ou sem mudança no Maranhão.

É simples assim…

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O que mais está por vir???

noescuroEngana-se quem pensa que jornalista não tem medo.

O medo faz parte da atividade cotidiana na coleta e divulgação da informação. A sensação de insegurança movimenta cada passo em busca dos fatos.

Medo que só aumenta quando se vê a incapacidade diante da covardia, da violência.

Mas o medo não pode prevalecer.

O objetivo de covardias como a que calou Décio Sá é calar toda a imprensa; é um recado também para autoridades.

A sensação é de vazio e de perda do rumo diante de tamanha brutalidade.

A quem pedir ajuda? A quem clamar por segurança?

O que fazer para se proteger?

Não há respostas, e o medo prevalece…

 

Texto publicado originalmente em 24/04/2012, com o título “A sensação é de medo”, por ocasião do assassinato do jornalista Décio Sá, mas que vem bem a calhar, agora, no atual momento político.
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Piauí: Ministério Público vê apenas Bolinha, Jhonatan e Elker Veloso como assassinos de Fábio Brasil…

O promotor João Mendes Benígno Filho, da 1ª Promotoria do Tribunal do Júri do Teresina (PI), adotou no processo da morte do empresário Fábio Brasil, a mesma tese defendida neste blog para a morte do jornalista Décio Sá.

Jhonatan, na simulação do assassinato de Décio

Para o promotor, apenas o assassino Jhonatan de Souza, seu comparsa Elker Veloso, e o empresário Júnior Bolinha podem ser configurados como autores da morte de Brasil – e pronunciados a Júri Popular. (Leia aqui)

Na concepção de Benígno, não há como caracterizar a certeza de que o agiota Gláucio Alencar e seu pai, José Miranda, tenham participado do assassinatos.  Por esta razão, o promotor pediu a impronúncia dos dois.

A tese é a mesma adotada neste blog desde o início das investigações do caso Décio Sá.

No caso Décio, não há dúvida de que o assassino foi o mesmo Jhoantan de Souza do caso Fábio Brasil. E que Júnior Bolinha foi o responsável pela sua contratação.

Leia também:

Ministério Público desqualifica tese de quadrilha para acusados do Caso Décio…

Caso Décio: o juízo já está formado…

Mas a partir deles, este blog sempre cobrou uma prova clara da ligação Jhonatan e Bolinha, especificamente para contratar a morte de Décio – e um nexo causal que pudesse levar Gláucio a matar o jornalista.

Acusados da morte de Décio; os mesmos do caso Fábio Brasil

Estes elos nunca apareceram.

Mesmo assim, tanto Gláucio Alencar quanto seu pai, Miranda, e os demais acusados, foram pronunciados a Júri Popular no caso Décio.

O Ministério Público e a Justiça maranhenses levaram em consideração o “clamor popular” para pronunciar todos os acusados a Júri.

Já o promotor piauiense utilizou-se do argumento do Indúbio Pró-Réu, argumento segundo o qual, em caso de dúvida, a posição deve ser favorável ao acusado.

As diferentes opiniões revelam duas faces da mesma moeda na análise dos processos, que têm os mesmos acusados…

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Exclusivo!!! O email que elucidou o caso Décio…

Dois anos depois do assassinato, este blog teve acesso à mensagem eletrônica que levou à prisão de Valdêmio José da Silva, responsável pela revelação dos detalhes que levaram à prisão do executor Jhonatan de Souza e seus comparsas. Valdêmio foi morto um dia antes de a polícia prender os acusados do assassinato, embora seu corpo nunca tenha sido visto

 

exclusivoExatos dois anos e 20 dias depois do assassinato do jornalista Décio Sá, este blog teve acesso, ontem, ao e-mail que, ao que tudo indica, levou à polícia a descobrir o matador do jornalista.

A mensagem eletrônica foi enviada à 10h48 da manhã do dia 24 de abril de 2012, horas depois da execução.

O autor usou o e-mail [email protected] e encaminhou as informações à caixa postal de uma pessoa que preferiu se manter oculta, como se ver nas tarjas do print abaixo:

decio

– A QUADRILHA QUE ASSASSINOU O JORNALISTA NA LITORANIA ESTA LOCALIZADA NA PIRANMIDE (sic) – afirma o tal carlos 1231, para, em seguida, revelar nomes:

– VADENIO JOSE DA SILVA O MANDANTE COM SEUS COMPASSAS (…) QUE JA TEM VARIOS ASSASSINATOS E HOMICIDIOS (…), FABIO TAMBEM TEM VARIOS HOMICIDIOS E UM TAL DE VENHO QUE TAMBEM TEM VARIOS HOMICIDIOS (sic).

A pessoa que recebeu o email o encaminhou às 16h46 à caixa postal de um membro do 3º Batalhão de Polícia Militar, cujo endereço eletrônico também foi preservado.

Horas depois, a polícia anunciou a prisão de Valdêmio como envolvido no caso Décio. O homem identificado por “Venho” nunca foi identificado. E dois “Fábios” foram presos – Fábio Buchecha e Fábio Capita – embora não se possa afirmar, pelas características apresentadas, que um deles possa ser o Fábio apresentado na mensagem.

Valdêmio ficou preso até meados o início do mês de junho de 2012. E pelo que se apurou na época do crime, teria sido ele o responsável pela delação da história que levou à morte do jornalista, inclusive dando nomes de envolvidos.

No dia 12 de junho de 2012, a polícia anunciou a execução de Valdêmio, na Vila Pirâmide – provavelmente na mesma casa relatada na mensagem – mas nunca deu informações sobre os autores.

No dia seguinte, foram presos como envolvidos no assassinato de Décio Jhonatan de Souza, Fábio Buchecha, Fábio Capita, Júnior Bolinha,  Gláucio Alencar e José Miranda.

E esta é a história que todos conhecem…

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Dois anos sem Décio Sá; e o que há de Justiça???

deciosNa noite de 23 de abril de 2012, o jornalista Décio Sá foi brutalmente assassinado em um restaurante da Avenida Litorânea. Após forte comoção, dois anos se passaram. E toda a mobilização internacional em torno do caso chegou, a rigor, apenas a lugares-comuns:

1 – a polícia optou por uma linha de investigação que levou 12 suspeitos à cadeia, mas, até hoje, parece faltar a liga entre os mandantes e os supostos agenciadores do crime – além do chamado nexo causal para a execução do jornalista;

2 – a mesma polícia iniciou uma investigação paralela sobre o relacionamento de políticos, empresários e policiais com agiotas no Maranhão, mas nunca apresentou sequer um relatório parcial desta investigação;

3 – o Ministério Público abriu investigação sobre uma outra linha de suspeição, que envolvia empresários e apontava, inclusive, um promotor como suposto alvo da mesma quadrilha que  matara Décio. Mas a investigação corre em segredo de Justiça, sem nenhuma informação pública;

4 – a Polícia Federal começou a investigar o delegado Pedro Meireles, suspeito de envolvimento com o agiota Gláucio Alencar, apontado como mandante da morte de Décio Sá. Já se vão quase dois anos e a PF mantém absoluto silêncio sobre o assunto.

5 – o advogado Ronaldo Ribeiro,  apontado como elo entre o delegado federal Pedro Meireles, o agiota Gláucio Alencar e o jornalista Décio Sá, escapou da pronúncia a Júri Popular e seu processo parece ter emperrado nos corredores da Justiça maranhense;

6 – a Justiça pronunciou a Júri Popular os 12 acusados pela morte de Décio Sá, mas apenas o assassino Jonathan de Souza, e seu cúmplice na execução, Marcos Bruno de Oliveira, foram condenados. Não há nenhuma previsão de julgamento dos demais acusados;

7 – os acusados Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Capita, e Fábio Aurélio do Lago e Silva, o Buchecha, foram soltos menos de um ano após o crime e nunca mais voltaram à cadeira, mesmo pronunciados a Júri, como todos os demais;

8 – a polícia nunca esclareceu as circunstâncias e os autores dos assassinatos de Valdêmio José da Silva e Ricardo Santos Silva, o “Carioca”, duas das testemunhas do caso;

9 – o acusado Shirliano Graciano de Oliveira, o Balão, é o único dos envolvidos que nunca foi localizado pela polícia.

E sobram mais dúvidas do que certezas no episódio…

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Agiotas cobram R$ 5 milhões de Gláucio Alencar em plena cadeia…

Cobradores mandados por um membro do Judiciário foram à cela do agiota acusado pela morte do jornalista Décio Sá para forçá-lo a pagar dívida milionária. E tudo dentro do presídio onde ele se encontra

 

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Alencar deve muito e os cobradores começam a aparecer

https://marcoaureliodeca.com.br/wp-content/uploads/2013/06/exclusivo.jpgEmissários de um membro do Judiciário maranhense com atuação na região dos Caixas estiveram há duas semanas em visita ao agiota Gláucio Alencar, no presídio militar de São Luís.

Motivo: cobrar uma dívida de R$ 5 milhões que ele teria com um membro do Judiciário maranhense.

Alencar está preso desde junho de 2012, sob acusação e ser o mandante da morte do jornalista Décio Sá. A relação com o membro do Judiciário é antiga.

Os cobradores foram até a cela do preso e fizeram ameaças para rceber o dinheiro devido. Segundo apurou o blog, o agiota teria dito que, preso, não tem como levantar o dinheiro devido.

No início das investigações do caso Décio, surgiram informações de que Gláucio Alencar levantava dinheiro com pessoas acima dele para emprestar a prefeitos e políticos maranhenses. E ganhava na cotação dos juros.

Um destes financiadores seria este membro do judiciário.

Que agora cobra nada menos que R$ 5 milhões do agiota…

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Blog completa 6 meses sob censura da 12ª Vara Cível…

censura

Trecho do despacho judicial com a censura ao blog

can-stock-photo_csp4707657Este blog completou em fevereiro nada menos que seis meses sob censura imposta em agosto de 2013 pelo juiz da 12ª Vara Cível de São Luís, Sebastião Joaquim Lima Bomfim.

O magistrado determinou que o blog retirasse matéria que tratava sobre os desdobramentos do caso Décio – investigados inclusive pelo Ministério Público – e proibiu a citação do nome de um mega-empresário.

A multa diária em caso de descumprimento da decisão é de R$ 500,00.

Os advogados do blog ainda recorreram ao Tribunal de Justiça para tentar derrubar a Liminar que o impedia de tratar do assunto – cujo blog entende ser absoluto interesse público – mas teve o recurso negado pelo desembargador Kléber Carvalho.

Carvalho é o mesmo desembargador que concedeu ao mega-empresário o direito de acesso aos autos da investigação do MP censurada.

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Ministério Público vai ao STF contra acesso de empresário à investigação sobre desdobramentos do caso Décio…

sindjusO Ministério Público do Maranhão recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão do Tribunal de Justiça do estado, que autorizou o acesso de um mega-empresário maranhense às investigações  do órgão resultantes dos desdobramentos da morte do jornalista Décio Sá.

O MP maranhense começou a investigar outras vertentes do assassinato do jornalista quando surgiu a informação de que um membro do próprio MP também seria alvo de assassinato.

E incluiu nas investigações o mega-empresário, baseado nas informações de uma carta assinada pelo agenciador Júnior Bolinha, publicada neste blog e confirmada pelo próprio Bolinha em entrevista ao Jornal Pequeno.

A decisão de investigar o caso foi tomada pela procuradora-geral de Justiça, Regina Rocha, em atitude reconhecida, inclusive, neste blog.

Mas a investigação corria em sigilo para proteção do próprio MP, até que o empresário decidiu ter acesso e ganhou autorização do TJ-MA.

Agora, o Ministério Público recorreu ao Supremo Tribunal Federal, para manter o sigilo das investigações.

Mas é voz corrente na instituição que esta trama será tirada a limpo…

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Três nomes, o mesmo mistério…

http://2.bp.blogspot.com/-gKRnWtONrXo/T4HLxOREkyI/AAAAAAAAALA/cWRSACIoNOE/s1600/sombra1.jpgNome: Valdêmio José da Silva.

Este nome aparece nas primeiras páginas dos autos que apuraram a morte do jornalista Décio Sá.

Homem sem rosto, preso pela polícia logo após a morte de Décio, Valdêmio foi apontado como informante dos detalhes do crime e ficou preso por vários meses.

A polícia anunciou seu assassinato na noite do dia 11 de junho de 2012, em sua casa, na Vila Pirâmide – exatamente um dia antes da prisão daqueles que a mesma polícia apresentou como envolvidos na morte do jornalista.

Mas os assassinos de Valdêmio nunca apareceram. E a polícia nunca disse se concluiu ou arquivou o inquérito sobre este crime.

http://www.luiscardoso.com.br/wp-content/uploads/2013/01/ricardinho-carioca.jpgNome: Ricardo Silva

Também conhecido por Ricardinho ou “Carioca”, era apontado pela polícia como testemunha no caso Décio.

No final de dezembro de 2012, Ricardinho foi alvejado com tiros próximo à sua casa, no Turu.

Levado para o Hospital São Domingos, ele sofreu novo atentado a facadas, em pleno leito, crime negado pelo sistema de Segurança, que, mesmo assim, o transferiu para o Carlos Macieira, alegando falta de condições da família para pagar a conta.

Morreu em 13 de fevereiro de 2013, por complicações dos ferimentos – não se sabe se dos primeiros ou dos ouros.

Mas os assassinos de Ricardinho nunca foram localizados. E a polícia nunca disse se concluiu ou arquivou o inqúerito.

http://thumbs.dreamstime.com/x/silhueta-do-homem-com-uma-pistola-5092885.jpgNome: Marcos Antonio de Sousa Santos

Conhecido por Neguinho ou Barrão, é o homem que Jonathan de Souza apresentou como seu contato para a morte de Décio Sá, em depoimento à Justiça no dia 5 de junho do ano passado.

Neguinho era o único dos envolvidos no crime que estava foragido da Justiça.  Apesar de alguns setores da imprensa dizerem que ele nunca havia sido citado no caso, a polícia chegou a incluí-lo numa lista de presos, depois corrigida.

No julgamento da última segunda-feira, Jonathan voltou a apontar Neguinho como seu contato.

Foi então que veio a notícia de que ele havia sido assassinado há alguns meses.

Mas os assassinos de Neguinho nunca foram revelados. E a polícia nunca disse se concluiu ou arquivou o inquérito.

São três nomes, três mortos e um mistério:

Do que ele sabiam???

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Caso Décio: o juízo já está formado…

A acusação dos supostos envolvidos foi aceita tão incondicionalmente por Ministério Público, Judiciário, testemunhas e imprensa, que não haverá fato novo capaz de mudar os rumos do julgamento. Mesmo havendo outras vertentes mal explicadas pela investigação, todos os acusados serão condenados. Simplesmente por que assim deseja o tal “clamor popular” 

 

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Bolinha, Buchecha, Miranda e Gláucio; desde o início, outros já haviam escapado do paredão midiático

Este blog sustentou desde o início das investigações o argumento de que faltava um nexo causal capaz de juntar todas as peças do quebra-cabeças que envolve o assassinato do jornalista Décio Sá.

Por isso não vê novidades no que diz agora o assassino Jonathan de Souza.

Para quem não se lembra, em junho do ano passado – quando a mídia se encantava com suas histórias mirabolantes, reforçadas pelo argumento da polícia – este blog elucubrou sobre quem era o homem que matou Décio Sá, no post A Farsa Chamada Jonathan de Souza…

Jonathan já disse tanta coisa, e a polícia tantas outras, que fica difícil saber quando falou a verdade.

Condenado a 26 anos de reclusão, ele é a peça de somenos importância nesta questão toda.

Em outras circunstâncias, as evidências do crime saltariam aos olhos de tão claras, logo na primeira observação de um simples leigo.

http://jornalesp.com/wp-content/uploads/2012/08/jonathan-de-sousa-silva.jpg

Jonathan de Souza: ator de várias interpretações

O blog não vê consistência alguma na acusação que junta no pacote o assassino Jonathan de Souza, o agiota Júnior Bolinha, o capitão PM Fábio Capita, o empresário assassinado Fábio Brasil e os também agiotas Gláucio Alencar e José Miranda.

Pelas circunstâncias da vida de cada um, é até provável que uns com os outros possam ter se cruzado em algum momento da vida.

Mas há outros cruzamentos entre estas e outras pessoas – ainda mais fortes, no entendimento deste blog – que, infelizmente, foram desprezados pela polícia.

Desprezados pela pressa em dar a resposta ou até pelo interesse por montá-la verossímil, sabe-se lá.

Mas isso já não tem mais a menor importância.

O que disse ou repetiu ontem o matador Jonathan de Souza ficou tão banal diante do convencimento dos atores envolvidos no caso que fica fácil até estabelecer os demais veredictos.

O argumento usado pela estrutura de Segurança para anunciar a elucidação do caso Décio foi aceito de forma tão incondicional por Ministério Público, testemunhas, setores da Justiça e imprensa, que não importa mais qualquer fato novo.

A decisão já está tomada.

Apenas Capita – curiosamente o elo entre outras vertentes da história –  ainda pode escapar da condenação; mas por inconsistências na montagem de  sua acusação.

Assim como Jonathan, os agiotas Bolinha, Miranda, Gláucio – e os outros acusados – já estão todos condenados.

Por que é assim que deseja o “clamor popular”…