1

Esquema que atraiu PF para Ribamar pode envolver deputado federal

Pastor Gyldenemir chegou a negociar com o prefeito Eudes Sampaio recursos de emendas da área da Saúde, indicando o agiota Pacovan como intermediário, num esquema que vem se arrastando há anos na Câmara Federal e envolve parlamentares de vários partidos no estado

Gyldenemir é um dos canais de Josimar de Maranhãozinho na movimentação de emendas parlamentares; ele chegou a Ribamar, onde o agiota Pacovan foi preso por extorsão

No início de 2020, o deputado federal Pastor Gyldenemir (PMN) teve um encontro a sós com o prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio (PTB).

Os dois, que não tinham qualquer tipo de relação, trataram sobre liberação de emendas na área da Saúde para a prefeitura de Ribamar. Mas Gyldemenir fez uma exigência: era preciso tratar a movimentação dos recursos diretamente com o agiota o Josival Cavalcante, o Pacovan.

Estaria aí o fio da meada da operação que levou Pacovan para a cadeia, nesta quinta-feira, 3, sob acusação de chantagem e extorsão a prefeitos, incluindo Eudes Sampaio.

O blog Marco Aurélio D’Eça já tratou do esquema de compra e venda de emendas parlamentares em diversos posts ao longo de 2020; mostrou, por exemplo, como recursos das emendas para combate à coVID-19 estavam sendo desviadas em vários municípios.

E o caso não vem de hoje, como revela post publicado neste blog em julho de 2011, sob o título “Suposta agiotagem de emendas desperta interesse da mídia nacional…”

Gyldenemir é hoje a parte mais frágil desse esquema, que envole outros deputados federais, a maior parte ligada aos partidos PL, Patriotas e Avante, todos controlados pelo controvertido Josimar de Maranhãozinho – ele próprio um dos conhecidos negociadores dessas emendas.

Josimar foi destacado em reportagem de O Estado de S. Paulo como o “Papão de emendas”.

O caso envolvendo Eudes Sampaio pode ser só o primeiro de uma série de ações da PF para coibir a prática de compra e venda de recursos públicos envolvendo agiotas como Pacovan.

Outros parlamentares, inclusive, procuraram o mesmo Eudes Sampaio para tratar do assunto…

4

Dívidas fazem de Wellington vítima de assédio por apoio

Falido e com cobradores à porta, deputado estadual que teve a candidatura a prefeito negada pelo PSDB pode aproveitar a situação para tentar saldar parte dos seus débitos na praça, utilizando o cacife eleitoral que possui

 

Endividado, Wellington tenta usar o que sobrou do seu cacife eleitoral como mercadoria na campanha eleitoral

A candidatura do deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) a prefeito de São Luís era também uma tentativa sua de amortizar parte da dívidas que tem com agiota e financiadores de campanha.

Com a candidatura cassada pelo PSDB, ele passou a ser alvo de assédio aberto por causa do cacife eleitoral – algo em torno de 10% nas intenções de voto.

Segundo já publicou o blog Marco Aurélio D’Eça, Wellington deve algo em torno de R$ 4 milhões e já tem parte dos seus bens postos à venda para saldar dívidas. (Relembre aqui e aqui)

Um dos cheques do deputado estadual que circulam em m~ aso de agiotas no Maranhão: bens postos à venda

Para capitalizá-lo, ainda segundo apurou este blog, há quem esteja disposto a comprar seu apoio

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho vem assediando o parlamentar pelo apoio aos eu candidato, Duarte Júnior (Republicanos).

Só ainda não há informações sobre o valor das negociação…

2

Juiz Sidarta Gautama a caminho de uma “doce punição” no TJ…

Condenação para o juiz maranhense, após tramitação de processos abertos nesta quarta-feira, 1º, é, no máximo,  uma aposentadoria compulsória, o que garantirá a ele a continuidade de algumas das práticas que o denunciaram

 

O Tribunal de Justiça vai começar a investigar Sidarta Gautama por outros dois novos procedimentos heterodoxo como juiz

O Tribunal de Justiça do Maranhão abriu nesta quarta-feira, 1º, dois procedimentos administrativos contra o juiz de Caxias, Sidarta Gautama.

Costumeiramente denunciado por agiotagem, venda de sentenças e outras práticas não-condizentes ao cargo de magistrado, ele responderá por dois casos distintos.

Num deles, foi denunciado por determinar o sequestro suspeito – e milionário – de contas das multinacionais Microsoft e Yahoo!.

Sidarta Gautama será processado também por transferências suspeitas de alunos de faculdades privadas de outros estados, e até do exterior, para cursos da Uema em Caxias.

O juiz de Caxias é velho conhecido dos leitores do blog Marco Aurélio D’Eça.

Foi protagonista de diversos posts relacionados a agiotagem, inclusive de ligações com um dos figurões do ramo, Gláucio Alencar, pronunciado a Juri Popular pelo assassinato do jornalista Décio Sá. (Relembre aqui, aqui e aqui)

Mesmo assim, se um dia chegar a ser punido, Sidarta Gautama irá, no máximo, para a aposentadoria compulsória.

Neste caso, garantirá salário vitalício de juiz e liberdade para continuar algumas de suas supostas práticas.

Uma doce punição, portanto…

3

Agiotas fazem chantagem a Wellington do Curso…

Supostos cobradores espalham na mídia cópias de cheques sem fundos que teriam sido dados por ele em pagamento de dívidas; e ameaçam aumentar as revelações à medida que a eleição para prefeito se aproximar

 

Cheque de R$ 420 mil, assinado por Wellington do Curso, teria sido usado para pagamento de dívida a agiota e devolvido pelo banco

Agiotas de todos os níveis estão em uma espécie de campanha de pressão contra o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) supostamente devedor de fortunas relacionadas às campanhas passadas.

O blog Marco Aurélio D’Eça já revelou, inclusive, que estas cobranças tendem a tirar o parlamentar a disputa pela Prefeitura de São Luís, em outubro.

Empresário do ramo de cursos preparatórios, Wellington do Curso vem comprometendo o seu patrimônio desde as eleições de 2016, quando candidatou-se a prefeito.

De lá para cá, dá cada vez mais sinais de problemas financeiros; não são poucas as notícias de ameaças de agiotas e outros tipo de credores.

A tendência é que esta pressão aumente à medida que se aproxime o pleito.

Foi a partir do sucesso como dono de cursinho que Wellington chegou a deputado; mas estaria comprometendo seu patrimônio com as sucessivas campanhas eleitorais

Na semana passada, por exemplo, este blog teve acesso a um cheque de R$ 400 mil, assinado pelo deputado – e supostamente devolvido pelo banco – pago a um desses agiotas que cobram dívidas altíssimas.

Esses agiotas apontam dívidas de Wellington na casa dos R$ 4 milhões.

O blog tentou confirmar a autenticidade do documento e a destinação do valor, mas não localizou o parlamentar.

7

Dívidas de R$ 4 milhões devem tirar Wellington da disputa de 2020…

Parlamentar vem enfrentando insolvência financeira desde as eleições de 2016, quando perdeu a disputa pela Prefeitura de São Luís; credores – a maior parte agiota – agora começam a cobrar as faturas

 

Wellington chegou a figurar entre as principais lideranças de São Luís, mas sucumbiu a credores que podem tirá-lo da disputa de 2020

Segundo colocado em praticamente todas as pesquisas de intenção de votos na sucessão do prefeito Edivaldo júnior (PDT), o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) vive um drama que pode afastá-lo da disputa.

Ele deve cerca de R$ 4 milhões a empresários e agiotas, que ameaçam cobrar a fatura de forma mais dura, após inúmeras ações de protesto e de renegociações.

O blog Marco Aurélio D’Eça teve acesso a uma série de cheques em nome do parlamentar e de pessoas ligadas a ele – todos nominais a supostos empresários que teriam emprestado dinheiro em suas campanhas – além de cópias de Registro de Protestos em valores altíssimos, que, superam os R$ 4 milhões.

O drama financeiro do deputado começou em 2016, quando ele disputou entre os favoritos a eleição para prefeito de São Luís – e acabou derrotado, em terceiro lugar.

De lá para cá, fechou unidades de sua rede de escolas preparatórias para concursos e foi acumulando dívidas, sobretudo pelo risco de não se reeleger em 2018.

Com as empresas em risco de insolvência, dívidas acumuladas na seara pessoal e sem perspectiva partidária para as eleições de 2020, o mais provável é que Wellington do Curso acabe desistindo da disputa em São Luís.

É aguardar e conferir…

1

Esquema de emendas abre crise entre Prefeitura e Câmara de São Luís…

Investigação do Ministério Público – revelada com exclusividade pelo blog Marco Aurélio D’Eça – levou vereadores a questionar os motivos que levaram a Secretaria Municipal de Governo a encaminhar ao Gaeco informações sobre repasse de recursos

 

A CÂMARA DE SÃO LUÍS É, MAIS UMA VEZ, ALVO DE INVESTIGAÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO; e culpa a prefeitura por fornecer dados

Não é bom o clima entre os principais vereadores da Câmara Municipal de São Luís e o prefeito Edivaldo Júnior (PDT).

Desde que o blog Marco Aurélio D’Eça revelou, em 25 de outubro, com exclusividade, uma investigação do Ministério Público relacionada a pagamento de emendas – e sua destinação prática – começou uma espécie de retaliação ao secretário de Governo, Pablo Rebouças.

De acordo com a denúncia do blog, o Grupo de Combate ao Crime Organizado descobriu que nenhuma das emendas parlamentares de vereadores, nos últimos oito anos, tinha prova de aplicação prática.

E cobrou informações oficiais da Prefeitura de São Luís.

O GAECO DESCOBRIU QUE ATÉ AGIOTAS FORAM BENEFICIADOS COM EMENDAS DE VEREADORES DE SÃO LUÍS, e avança nas investigações e oitivas

De posse dos documentos, os promotores descobriram que até agiotas receberam dinheiro de emendas parlamentares, como pagamento a “investimentos de campanha”.

O Gaeco já esteve na Câmara, onde recolheu documentos, e marcou audiência com beneficiários de emendas e vereadores.

Em represália, os vereadores tentam, agora, convocar o secretário Pablo Rebouças para audiência pública na Casa.

E o clima só azeda à medida que a investigação avança.

Sobretudo pelos riscos de prisões…

1

Estranha reviravolta nas liminares para o curso de Medicina da Uema de Caxias

Após denúncia e abertura de investigação de um suposto esquema de transferência de alunos – até de escolas particulares – começam a sair novas liminares, desta vez revogando as anteriores

 

Se já era motivo para investigação rigorosa – mesmo num Maranhão onde os rigores da lei só atingem adversários do “rei” – as denúncias de venda de liminares para o curso de Medicina da Uema de Caxias ganharam novos desdobramentos.

O jornalista Gilberto Léda tratou em seu blog, na tarde desta quarta-feira, 04, de uma série decisões do juiz Sidarta Gautama (ele mesmo!!!) revogando as liminares anteriores concedidas por ele próprio. (Entenda aqui)

As decisões, que cancelam as liminares de transferência, atingem agora alunos que já estão prestes à formatura.

E a estranheza das decisões de Gautama só amplificaram as suspeitas de uma indústria de liminares para favorecer candidatos ao curso de Uema.

Sidarta Gautama é assíduo frequentador de notícias negativas do Judiciário maranhense, como se pode ver nos post abaixo:

Declaração de Othelino Neto deve sepultar CPI da Uema de Caxias…

Uma antiga conversa de Gláucio Alencar na corregedoria de Justiça…

Blogueiro depõe em inquérito contra Sidarta Gautama na CGJ…

Histórias de agiotagem…

E a atuação do juiz – quase que perpetua no município de Caxias – sem transferência para qualquer instância, desde que lá chegou, levanta ainda mais suspeitas de sua atuação.

Mas esta é uma outra história…

1

Esquema de pirâmides envolve figurões dos três poderes no MA…

Polícia investiga participação de membros do Executivo, Legislativo e Judiciário no esquema de aplicação financeira ilegal capitaneado pelos empresários Abdon Murad Jr. e Pedro Henrique, o PH

 

 

OS “FARAÓS” ABDON JÚNIOR E PH OPERARAM PIRÂMIDES COM PARTICIPAÇÃO ATÉ DE GENTE QUE DEVERIA INVESTIGÁ-LOS, o que pode levar ao abafa do caso

Investigado pela Polícia Civil maranhense – que já ouviu testemunhas e envolvidos – o esquema de pirâmide financeira que movimentou cera de R$ 30 milhões em dois anos teve a participação de membros do Executivo, Legislativo e Judiciário.

Nas oitivas já colhidas pela Superintendência de Investigações Criminais (SEIC) – inclusive com delações – a polícia constatou participação de juízes, promotores e altos funcionários públicos no esquema, que pode ter funcionado também como lavagem de dinheiro.

A polícia investiga os empresários Abdon Murad Jr. e Pedro Henrique, o PH, responsáveis pelas principais pirâmides operadas no Maranhão.

O problema é o envolvimento de figurões dos três poderes pode levar ao abafa do caso na polícia; até por que, para estes figurões, “a coisa já passou; quem ganhou ou quem perdeu já foi”.

Mas esta é uma outra história…

1

Gláucio Alencar e Pedro Meireles de volta ao banco dos réus…

Agiota tido como mandante da morte do jornalista Décio Sá e delegado da Polícia Federal são apontados como chefes de um esquema de achaques a prefeitos, empresários e agiotas no Maranhão

 

Gláucio Alencar e Pedro Meireles são acusados de achaques a prefeitos e empresários

Solto desde o início de dezembro, o agiota Gláucio Alencar – apontado como mandante da morte do jornalista Décio Sá – voltará a sentar no banco dos réus, desta vez na Justiça Federal.

E estará ao lado do delegado da Polícia Federal Pedro Meireles.

Alencar e Meireles respondem a uma Ação Penal como chefes de uma quadrilha responsável por achaques a prefeitos, empresários, deputados e outros agiotas com problemas em órgãos públicos.

O esquema, segundo a Polícia Federal, envolve também o advogado Ronaldo Ribeiro, amigo de infância de Meireles.

Cafeteira e Josimar vão testemunhar contra agiota e delegado da Polícia Federal

A audiência na Justiça Federal está marcada para o dia 9 de fevereiro e terá como testemunhas de acusação os deputados estaduais Josimar de Maranhãozinho (PR) e Rogério Cafeteira (PSB), além do também agiota Josival Cavalcante, o Pacovan.

A audiência será comandada pelo juiz federal Magno Linhares…

5

Crimes políticos marcam período comunista no Maranhão

Em quase 3 anos, foram 12 assassinatos registrados como execução por motivação política, incluindo o do ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o Nenzim

 

Enquanto Flávio Dino e seus homens de segurança posam para fotos, o crime se espalha pelo Maranhão

O Maranhão registrou nos últimos 36 meses nada menos que 12 assassinatos por motivação política.

A morte do ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o Nenzim, foi o último registro desta estatística, na manhã da quarta-feira, 6.

Curiosamente, o período é exatamente o mesmo que o comunista Flávio Dino governa o estado.

Na conta da violência política estão as mortes por execução dos vereadores Esmilston Pereira dos Santos, de Governador Nunes Freira; Evilásio Roque Ramos, o Evilásio do PAM de Caxias; Paulo Baiano, de Cidelândia, César da Farmácia, em Godofredo Viana e Miguel do Gogó, de Anajatuba.

Também foram assassinados com característica de pistolagem os blogueiros Ítalo Eduardo Diniz Barros, executado a tiros no município de Governador Nunes Freire, e Roberto Lano, de Buriticupu. Em 2016, a vítima foi o blogueiro Manoel Bem-hur de Grajaú.

Nenzim, de Barra do Corda, completou a cruel estatística no governo comunista…

Com reportagem de Carla Lima, de O EstadoMaanhão