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Polícia Federal vai unificar ações que envolvem Josimar de Maranhãozinho

Deputado é citado nas operações Ágio Final – que envolve também o colega Pastor Gildenemyr, o ex-prefeito de Ribamar, Eudes Sampaio e o agiota Pacovan – e na operação Descalabro, que apreendeu R$ 2 milhões em seus escritórios

 

Josimar de Maranhãozinho é investigado pela Polícia Federal em duas ações que envolvem recursos de emendas parlamentares

A Polícia Federal vai unificar duas investigações que seguiam paralelas,  mas envolvem o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) e a suspeita de desvio de recursos de emendas parlamentares.

As primeira operação, denominada Ágio Final, investiga pagamento de propina de emendas parlamentares e extorsão; e envolve também o deputado federal Pastor Gil (PL), o ex-prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio (PTB), e o agiota Josival Cavalcante, o Pacovan.

A outra operação, denominada Descalabro, tem como alvo direto o próprio Josimar de Maranhãozinho, e resultou na apreensão de R$ 2 milhões em endereços ligados a ele.

Ambas as operações corriam de forma independente, mas depoimentos já obtidos pela Polícia Federal mostraram que tratam do mesmo tema: desvio de recurso de emendas parlamentares.

Com o pedido de compartilhamento de informações, as duas ações da PF ficarão sob a custódia do Supremo Tribunal Federal, que coordena a operação Descalabro, contra Maranhãozinho, esta em segredo de Justiça.

De acordo com as primeiras investigações, só a operação Ágio Final movimentou cerca de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares, com suspeita de pagamento de propina da ordem de R$ 1,6 milhão. 

Os deputados federais ainda não foram ouvidos pela Polícia Federal…

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O poder de fogo de Josimar de Maranhãozinho em São Luís

Deputado federal que foi flagrado pela Polícia Federal com mais de R$ 2 milhões em dinheiro vivo, bancou, praticamente sozinho, toda a campanha de Duarte Júnior, a quem indicou a vice, além de reeleger um vereador e eleger outro

 

Josimar com a sobrinha-vice, Brandão e outro de seus corretores – Hélio Soares – na campanha de Duarte Júnior: R$ 1 milhão em doações para controlar São Luís

Flagrado nesta quarta-feira, 9, pela Polícia Federal, com mais de R$ 2 milhões em dinheiro vivo, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) tinha planos ambiciosos em São Luís.

Apoiador direto do deputado Duarte Júnior (Republicanos) – ao lado do vice-governador Carlos Brandão – Josimar doou, sozinho, cerca de R$ 1 milhão ao candidato, além de indicar uma das sobrinhas como candidata a vice-prefeita.

Seria a partir de uma gestão de Duarte Júnior que o deputado federal tentaria suplantar o próprio Brandão e se viabilizar como candidato a governador nas eleições de 2022, projeto acalentado desde que se elegeu deputado estadual, em 2014.

Josimar já domina um grande grupo de prefeitos no interior maranhense, alguns eleitos diretamente pela sua estrutura de poder; outros com financiamentos de campanha.

Mas precisava construir uma capilaridade na capital e viu no candidato Duarte Júnior o projeto ideal, juntando-se a Carlos Brandão na empreitada.

Duarte não conseguiu se eleger prefeito, mas Josimar reelegeu o sobrinho Aldir Júnior e outro vereador, Daniel Oliveira (ambos do PL), além de vários outros ligados aos seus partidos.

Mas aí veio a Polícia Federal e derrubou o castelo de cartas do deputado-agiota; e agora ele está diretamente na mira da Justiça.

O que praticamente inviabilizou seu sonho dourado de morar no Palácio dos Leões…

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Josimar controla emendas de três deputados maranhenses

Pastor Gyldenemir, Marreca Filho e Júnior Lourenço atuam sob o co,mando do deputado apontado como “papão de emendas” no Congresso, em um esquema que começou a ser desbaratado semana passada pela Polícia Federal

 

Josimar recebe seus pontas-de-lança para café da manhã em família; deputados estaduais e vereadores também fariam parte do “grupo de corretores”,

A prisão na semana passada do agiota Josival Cavalcante, o Pacovan – em uma operação da Polícia Federal envolvendo o prefeito de Ribamar, Eudes Sampaio (PTB) – foi um alerta a um grupo de deputados federais maranhenses que seguem as ordens do colega Josimar de Maranhãozinho (PL).

Dono do PL no Maranhão, Josimar controla outros dois partidos – o Patriota e o Avante – que têm os também deputados federais Marreca Filho (Patriotas) e Júnior Lourenço (Avante) como seus pontas-de-lança.

Ao lado do Pastor Gyldenemir (PL) – citado na operação da PF envolvendo Pacovan – os parlamentares se transformaram no que é chamado nos bastidores da bancada por “corretores de emendas”, com escritórios montados para operacionalizar a compra e venda de “certificados” que garantam a liberação de recursos federais no Maranhão.

Os depoimentos já colhidos pela investigação têm conteúdo explosivo para esses “corretores”. 

Josimar ficou milionário depois que entrou na política, como mostrou o blog Marco Aurélio D’Eça no post “Josimar de Maranhãozinho: R$ 1 milhão em patrimônio a cada ano na política…”

Mas viu seu poder de fogo multiplicar-se após chegar a Câmara Federal, a ponto de ser classificado em matéria o jornal O Estado de S. Paulo, como o ‘papão de emendas” na era Bolsonaro.

Pacovan seria o financiador dessas compras, liberando o dinheiro para prefeitos e parlamentares; e depois cobrando a faturas, como vinha tentando com Eudes Sampaio.

A prisão do agiota – mais uma ao longo dos últimos 10 anos – põe Josimar de Maranhãozinho e seu grupo de  “corretores de emendas” – que pode ser ainda maior, envolvendo, inclusive deputados estaduais e vereadores – em estado de alerta na Polícia Federal.

Por que, ao que tudo indica, o fio da meada começou a ser desenrolado…

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Esquema que atraiu PF para Ribamar pode envolver deputado federal

Pastor Gyldenemir chegou a negociar com o prefeito Eudes Sampaio recursos de emendas da área da Saúde, indicando o agiota Pacovan como intermediário, num esquema que vem se arrastando há anos na Câmara Federal e envolve parlamentares de vários partidos no estado

Gyldenemir é um dos canais de Josimar de Maranhãozinho na movimentação de emendas parlamentares; ele chegou a Ribamar, onde o agiota Pacovan foi preso por extorsão

No início de 2020, o deputado federal Pastor Gyldenemir (PMN) teve um encontro a sós com o prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio (PTB).

Os dois, que não tinham qualquer tipo de relação, trataram sobre liberação de emendas na área da Saúde para a prefeitura de Ribamar. Mas Gyldemenir fez uma exigência: era preciso tratar a movimentação dos recursos diretamente com o agiota o Josival Cavalcante, o Pacovan.

Estaria aí o fio da meada da operação que levou Pacovan para a cadeia, nesta quinta-feira, 3, sob acusação de chantagem e extorsão a prefeitos, incluindo Eudes Sampaio.

O blog Marco Aurélio D’Eça já tratou do esquema de compra e venda de emendas parlamentares em diversos posts ao longo de 2020; mostrou, por exemplo, como recursos das emendas para combate à coVID-19 estavam sendo desviadas em vários municípios.

E o caso não vem de hoje, como revela post publicado neste blog em julho de 2011, sob o título “Suposta agiotagem de emendas desperta interesse da mídia nacional…”

Gyldenemir é hoje a parte mais frágil desse esquema, que envole outros deputados federais, a maior parte ligada aos partidos PL, Patriotas e Avante, todos controlados pelo controvertido Josimar de Maranhãozinho – ele próprio um dos conhecidos negociadores dessas emendas.

Josimar foi destacado em reportagem de O Estado de S. Paulo como o “Papão de emendas”.

O caso envolvendo Eudes Sampaio pode ser só o primeiro de uma série de ações da PF para coibir a prática de compra e venda de recursos públicos envolvendo agiotas como Pacovan.

Outros parlamentares, inclusive, procuraram o mesmo Eudes Sampaio para tratar do assunto…

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Dívidas fazem de Wellington vítima de assédio por apoio

Falido e com cobradores à porta, deputado estadual que teve a candidatura a prefeito negada pelo PSDB pode aproveitar a situação para tentar saldar parte dos seus débitos na praça, utilizando o cacife eleitoral que possui

 

Endividado, Wellington tenta usar o que sobrou do seu cacife eleitoral como mercadoria na campanha eleitoral

A candidatura do deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) a prefeito de São Luís era também uma tentativa sua de amortizar parte da dívidas que tem com agiota e financiadores de campanha.

Com a candidatura cassada pelo PSDB, ele passou a ser alvo de assédio aberto por causa do cacife eleitoral – algo em torno de 10% nas intenções de voto.

Segundo já publicou o blog Marco Aurélio D’Eça, Wellington deve algo em torno de R$ 4 milhões e já tem parte dos seus bens postos à venda para saldar dívidas. (Relembre aqui e aqui)

Um dos cheques do deputado estadual que circulam em m~ aso de agiotas no Maranhão: bens postos à venda

Para capitalizá-lo, ainda segundo apurou este blog, há quem esteja disposto a comprar seu apoio

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho vem assediando o parlamentar pelo apoio aos eu candidato, Duarte Júnior (Republicanos).

Só ainda não há informações sobre o valor das negociação…

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Juiz Sidarta Gautama a caminho de uma “doce punição” no TJ…

Condenação para o juiz maranhense, após tramitação de processos abertos nesta quarta-feira, 1º, é, no máximo,  uma aposentadoria compulsória, o que garantirá a ele a continuidade de algumas das práticas que o denunciaram

 

O Tribunal de Justiça vai começar a investigar Sidarta Gautama por outros dois novos procedimentos heterodoxo como juiz

O Tribunal de Justiça do Maranhão abriu nesta quarta-feira, 1º, dois procedimentos administrativos contra o juiz de Caxias, Sidarta Gautama.

Costumeiramente denunciado por agiotagem, venda de sentenças e outras práticas não-condizentes ao cargo de magistrado, ele responderá por dois casos distintos.

Num deles, foi denunciado por determinar o sequestro suspeito – e milionário – de contas das multinacionais Microsoft e Yahoo!.

Sidarta Gautama será processado também por transferências suspeitas de alunos de faculdades privadas de outros estados, e até do exterior, para cursos da Uema em Caxias.

O juiz de Caxias é velho conhecido dos leitores do blog Marco Aurélio D’Eça.

Foi protagonista de diversos posts relacionados a agiotagem, inclusive de ligações com um dos figurões do ramo, Gláucio Alencar, pronunciado a Juri Popular pelo assassinato do jornalista Décio Sá. (Relembre aqui, aqui e aqui)

Mesmo assim, se um dia chegar a ser punido, Sidarta Gautama irá, no máximo, para a aposentadoria compulsória.

Neste caso, garantirá salário vitalício de juiz e liberdade para continuar algumas de suas supostas práticas.

Uma doce punição, portanto…

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Agiotas fazem chantagem a Wellington do Curso…

Supostos cobradores espalham na mídia cópias de cheques sem fundos que teriam sido dados por ele em pagamento de dívidas; e ameaçam aumentar as revelações à medida que a eleição para prefeito se aproximar

 

Cheque de R$ 420 mil, assinado por Wellington do Curso, teria sido usado para pagamento de dívida a agiota e devolvido pelo banco

Agiotas de todos os níveis estão em uma espécie de campanha de pressão contra o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) supostamente devedor de fortunas relacionadas às campanhas passadas.

O blog Marco Aurélio D’Eça já revelou, inclusive, que estas cobranças tendem a tirar o parlamentar a disputa pela Prefeitura de São Luís, em outubro.

Empresário do ramo de cursos preparatórios, Wellington do Curso vem comprometendo o seu patrimônio desde as eleições de 2016, quando candidatou-se a prefeito.

De lá para cá, dá cada vez mais sinais de problemas financeiros; não são poucas as notícias de ameaças de agiotas e outros tipo de credores.

A tendência é que esta pressão aumente à medida que se aproxime o pleito.

Foi a partir do sucesso como dono de cursinho que Wellington chegou a deputado; mas estaria comprometendo seu patrimônio com as sucessivas campanhas eleitorais

Na semana passada, por exemplo, este blog teve acesso a um cheque de R$ 400 mil, assinado pelo deputado – e supostamente devolvido pelo banco – pago a um desses agiotas que cobram dívidas altíssimas.

Esses agiotas apontam dívidas de Wellington na casa dos R$ 4 milhões.

O blog tentou confirmar a autenticidade do documento e a destinação do valor, mas não localizou o parlamentar.

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Estranha reviravolta nas liminares para o curso de Medicina da Uema de Caxias

Após denúncia e abertura de investigação de um suposto esquema de transferência de alunos – até de escolas particulares – começam a sair novas liminares, desta vez revogando as anteriores

 

Se já era motivo para investigação rigorosa – mesmo num Maranhão onde os rigores da lei só atingem adversários do “rei” – as denúncias de venda de liminares para o curso de Medicina da Uema de Caxias ganharam novos desdobramentos.

O jornalista Gilberto Léda tratou em seu blog, na tarde desta quarta-feira, 04, de uma série decisões do juiz Sidarta Gautama (ele mesmo!!!) revogando as liminares anteriores concedidas por ele próprio. (Entenda aqui)

As decisões, que cancelam as liminares de transferência, atingem agora alunos que já estão prestes à formatura.

E a estranheza das decisões de Gautama só amplificaram as suspeitas de uma indústria de liminares para favorecer candidatos ao curso de Uema.

Sidarta Gautama é assíduo frequentador de notícias negativas do Judiciário maranhense, como se pode ver nos post abaixo:

Declaração de Othelino Neto deve sepultar CPI da Uema de Caxias…

Uma antiga conversa de Gláucio Alencar na corregedoria de Justiça…

Blogueiro depõe em inquérito contra Sidarta Gautama na CGJ…

Histórias de agiotagem…

E a atuação do juiz – quase que perpetua no município de Caxias – sem transferência para qualquer instância, desde que lá chegou, levanta ainda mais suspeitas de sua atuação.

Mas esta é uma outra história…

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Esquema de pirâmides envolve figurões dos três poderes no MA…

Polícia investiga participação de membros do Executivo, Legislativo e Judiciário no esquema de aplicação financeira ilegal capitaneado pelos empresários Abdon Murad Jr. e Pedro Henrique, o PH

 

 

OS “FARAÓS” ABDON JÚNIOR E PH OPERARAM PIRÂMIDES COM PARTICIPAÇÃO ATÉ DE GENTE QUE DEVERIA INVESTIGÁ-LOS, o que pode levar ao abafa do caso

Investigado pela Polícia Civil maranhense – que já ouviu testemunhas e envolvidos – o esquema de pirâmide financeira que movimentou cera de R$ 30 milhões em dois anos teve a participação de membros do Executivo, Legislativo e Judiciário.

Nas oitivas já colhidas pela Superintendência de Investigações Criminais (SEIC) – inclusive com delações – a polícia constatou participação de juízes, promotores e altos funcionários públicos no esquema, que pode ter funcionado também como lavagem de dinheiro.

A polícia investiga os empresários Abdon Murad Jr. e Pedro Henrique, o PH, responsáveis pelas principais pirâmides operadas no Maranhão.

O problema é o envolvimento de figurões dos três poderes pode levar ao abafa do caso na polícia; até por que, para estes figurões, “a coisa já passou; quem ganhou ou quem perdeu já foi”.

Mas esta é uma outra história…

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Uma antiga conversa de Gláucio Alencar na Corregedoria de Justiça…

Praticamente um ano depois de ter sido preso como mandante do assassinato do jornalista Décio Sá, agiota deixou o presídio e se encontrou com o desembargador Cleones Cunha, então corregedor-geral do TJ-MA, fato repercutido na revista IstoÉ, mas ignorado na imprensa maranhense

 

GLÁUCIO ALENCAR: IDAS E VINDAS do presídio da PM à Corregedoria de Justiça

Este blog aproveita o dia em que se lembra do sétimo ano da morte do jornalista Décio Sá para rememorar um fato curioso envolvendo um dos acusados pelo assassinato.

A revista IstoÉ publicou em 23 de março de 2013 – exatamente um ano após a execução e Décio – um encontro entre o agiota Gláucio Alencar e o então corregedor-geral de Justiça, desembargador Cleones Cunha.

Publicada na coluna “Brasil Confidencial”, assinada pelo jornalista Rudolfo Lago, a nota tratou o assunto exatamente assim:

– Jurisprudência especial: Uma cena incomum em um presídio maranhense. Preso pela morte do jornalista Décio Sá e acusado de comandar esquema de agiotagem envolvendo prefeituras do Maranhão, o empresário Gláucio Alencar deixou o presídio militar, chamado “Manelão”, onde cumpre prisão preventiva, e se dirigiu ao gabinete do corregedor-geral do Tribunal de Justiça maranhense, Cleones Carvalho Cunha. Depois da longa conversa a portas fechadas, voltou para a cela. (Leia a íntegra aqui)

O caso passou despercebido pela grande parte da imprensa maranhense, mas não ao blog Marco Aurélio D’Eça, que questiona as relações não apenas de Alencar, mas de outros envolvidos no caso, com membros do Judiciário. (Relembre aqui)

À época, Cleones Cunha explicou à revista que “chamou o réu para ouvi-lo num processo administrativo sigiloso sem relação com o caso do agiota”.

O colunista fez outras ilações sobre as relações políticas de Gláucio com a família Cunha, que tem também o prefeito Cleomar Tema Cunha, de Tuntum.

E nunca mais se tratou do assunto, agora relembrado por ocasião do aniversário de morte do jornalista.

Apenas os próprios Alencar e Cunha podem dizer do que trataram…