“Os melhores anos de São Luís” podem ser com Braide ou com Esmênia…

Interpretada equivocadamente por setores da imprensa, declaração do prefeito de São Luís a eleitores revela apenas que seu segundo mandato pretende ser de excelência, com ele ou com sua vice

 

OS DOIS NA GESTÃO. Braide e Esmênia foram reeleitos, juntos, em 2024, prometendo “os quatro melhores anos da história de São Luís”

Análise da Notícia

Uma declaração do prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) – na última quarta-feira, 24, no Filipinho – levou parte da imprensa política a interpretá-la como um indicativo de que ele não irá disputar as eleições de 2026.

“Eu não sei se alguém lembra a frase que eu assumi o compromisso na minha reeleição: ‘se Deus e vocês me dessem a oportunidade de me reeleger, que São Luís viveria, nos próximos quatro anos, os melhores anos da sua história’. E é isso que nós estamos fazendo, e é isso que nós vamos fazer”. foi esta a frase dita por Braide.

  • mas em nenhum momento ele diz que ficará no mandato até o final, em dezembro de 2028;
  • os “melhores anos da história de São Luís” podem ser com ele ou com a vice Esmênia Miranda.

Há uma evidente ansiedade na base das demais candidaturas a governador em relação ao futuro do prefeito de São Luís; e é óbvio que para alguns candidatos – sobretudo o governista Orleans Brandão (MDB) e o oposicionista Dr. Lahésio Bonfim (Novo), o melhor é que Braide não entre na disputa.

Mas essa ansiedade leva a interpretações equivocadas dos discursos.

Na mesma quarta-feira, 24 em que a imprensa especulou sobre sua frase, ele postou uma sequência de imagens em diversas poses fotográficas que sugerem preparativos para a campanha.

O prefeito só deve tomar decisão sobre candidatura às vésperas da data de desincompatibilização, em 4 de abril, como este blog Marco Aurélio d’Eça já mostrou, no post “Brandão e Braide têm a mesma data-chave em 2026…”.

Até lá, o melhor que os adversários, seus assessores e aliados na imprensa fazem é controlar a ansiedade.

Simples assim…

Brandão e Braide têm a mesma data-chave em 2026…

Tanto o governador quanto o prefeito de São Luís precisam decidir até a meia-noite do dia 4 de abril do ano que vem se deixam ou não o cargo para disputar as eleições

 

PERGUNTAS AINDA SEM RESPOSTA: Braide deixa o cargo se Brandão não deixar? Brandão será candidato a senador?

Pensata

O governador Carlos Brandão (PSB) e o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) vivem uma coincidência ligada às eleições de 2026 que pode influenciar diretamente a sucessão estadual: 

  • os dois precisam decidir, no mesmo dia 4 de abril de 2026 se deixam ou ficam no cargo;
  • mas a decisão de um pode influenciar diretamente a decisão do outro de ser candidato.

Este blog Marco Aurélio d’Eça já abordou este tema de uma outra forma, no post  “O paradoxo de Eduardo Braide…”. 

“Favorito nas pesquisas de intenção de votos, com forte aceitação popular em São Luís e agora controlador do próprio partido, prefeito de São Luís ainda depende da decisão do governador Carlos Brandão para ser candidato”, diz o subtítulo do texto, publicado em 14 de março.

Nestes últimos 20 dias – e agora faltando menos de um ano para a decisão dos dois gestores –  as opiniões sobre a saída de Brnadão e de Braide mudaram consideravelmente.

  • o governador passou a dar mais espaço para o vice-governador Felipe Camarão (PT), sinal de que deve mesmo deixar o cargo;
  • aliados do prefeito, por sua vez, dizem que os números empolgam cada vez mais Braide a ser candidato em qualquer circunstância.

De acordo com esses mais próximos, o prefeito não tem nenhuma preocupação em passar quatro anos fora do poder, caso perca a eleição de 26; com plena confiança na vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD), ele, hoje, mostra-se pronto para concorrer ao governo, mesmo que isso signifique um ostracismo de, pelo menos, quatro anos.

  • isso pode ocorrer por que, renunciando à prefeitura, Braide não poderá concorrer novamente a prefeito em 2028;
  • teria, portanto, que aguardar quatro anos, sem mandato, para ser candidato novamente a governador, em 2030. 

Com relação ao governador Carlos Brandão, este blog Marco Aurélio d’Eça também abordou recentemente as circunstâncias de uma eventual renúncia para concorrer ao Senado, no post “Que peso Brandão terá chegando ao Senado?!?”.

“Ele já é praticamente unanimidade entre os aliados e os que pretendem estar no seu mesmo palanque na sucessão estadual de 2026; toda a classe política, inclusive ex-adversários, defendem publicamente a candidatura do governador Carlos Brandão (PSB) ao Senado.”, afirma o texto, publicado no sábado, 5.

Braide e Brandão têm, portanto, posições estratégicas na sucessão estadual; e o movimento de cada um pode influenciar diretamente o processo.

Mudando diretamente a configuração da disputa…

Auxiliares de Braide podem indicar futuro do prefeito em 2026

Aliados do governador Carlos Brandão estão atentos à saída de secretários da prefeitura neste período que antecede o fim do prazo de desincompatibilização dos que vão disputar as eleições de outubro

 

O secretário David Col Debella é um dos mais cotados para vice de Braide e sua movimentação indicará o desejo do prefeito

A movimentação dos auxiliares de Eduardo Braide (PSD) passaram a ser vistas por aliados do governador Carlos Brandão (PSB) como indicativo do futuro político do prefeito de São Luís.

Para o Palácio dos Leões, mudanças no secretariado nestes próximos 15 dias podem apontar se Braide será candidato ou não a governador nas eleições de 2026, caso seja reeleito prefeito.

Os brandonistas estão de olho em quatro movimentações específicas: as dos secretários de Governo, Márcio Andrade, de Obras, David Col Debella, e de Trânsito, Diego Rodrigues; nesta quinta-feira, 21, já deixou a Secretária de Saúde Joel Nunes, outro auxiliar na mira do governo.

Para a base governista de Brandão, esses secretários são homens de confiança de Braide e um deles será seu vice nestas eleições, caso ele decida concorrer ao Governo do Estado em 2026.

Se algum deles deixar o governo em abril – ou em junho, para casos específicos de quem vai concorrer às eleições majoritárias – significa que o prefeito tem mesmo pretensões de ser candidato nas eleições de 2026, caso se reeleja em 2024.

Caso contrário – e, sobretudo, se a atual vice Esmênia Miranda for mantida no posto – entende-se que Braide, se reeleito, ficará os quatro anos no mandato de prefeito.

E isso tem impacto significativo no projeto do governador Carlos Brandão, seja para concorrer ao Senado, seja para ficar no cargo e eleger um candidato da sua escolha ao governo.

Os movimentos de Braide, portanto, não apenas decidem seu futuro, como também influenciam diretamente o futuro do próprio Brandão.

E neste contexto, a candidatura do deputado Duarte Jr. (PSB) é, para o governo, apenas um detalhe burocrático…

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Helena Duailibe ainda no páreo…

Titular da Secretaria Municipal de Saúde tem a prerrogativa de se desincompatibilizar até o dia 2 de junho para disputar mandato majoritário, categoria em que se inclui, por exemplo, o cargo de vice-prefeita

 

 

Helena Duailibe é a vice dos sonhos de Edivaldo; e ainda há tempo para isso

Helena Duailibe é a vice dos sonhos de Edivaldo; e ainda há tempo para isso

Tem sido comum análises políticas dando conta de que a vereadora e atual titular da Secretaria Municipal de Saúde, Helena Duailibe (PMDB) está fora do páreo da disputa em São Luís.

Equívoco.

A secretária estaria fora, de fato, da disputa por vagas na Câmara. Mas pode ser candidata a prefeita e a vice-prefeita, segundo as regras eleitorais.

De acordo com a regra eleitoral, apenas para os cargos proporcionais – vereadores e deputados – o titular de um cargo público tem que se desincompatibilizar seis meses antes da eleição, no caso, em 2 de abril.

Mas para ser candidato majoritário – prefeito, governador e seus vices – este mesmo secretário pode ficar até 2 de junho, o quatro meses antes do pleito.

Ou seja, Helena Duailbie ainda pode, se quiser, ser candidata a prefeita de São Luís; ou a vice-prefeita.

Ela tem até dia 2 de junho, ou exatamente 30 dias, para se desincompatibilizar.

No PMDB, ainda tem uma corrente que defende a indicação da vereadora para compor uma das chapas em disputa.

Helena Duailibe, portanto, ainda está no páreo…

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Flávio Dino, Clodomir Paz e Júlio França oficialmente fora da eleição…

Dino preferiu esperar 2014...

O presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), e os secretários municipais Clodomir Paz (Trânsito e Transporte) e Julio França (Abastecimento) estão definitivamente fora das eleições de outubro.

O prazo para desincompatibilização daqueles que pretendem disputar as eleições majoritárias terminou nesta quarta-feira, e os três políticos permaneceram em seus cargos.

Dino era cotado para disputar a

Clodomir e França: fora da disputa, mas não da campanha

Prefeitura de São Luís, mas já havia avisado que permaneceria no comando da Embratur.

Clodomir e França, por sua vez, eram cotados para compor a chapa do prefeito João Castelo (PSDB), mas as desavenças no PDT já os havia desestimulado do pleito.

Preferiram continuar na administração castelista.

Pelo menos até o fim do atual mandato do prefeito…

2

Eleições entram na reta final a partir de hoje…

A partir de hoje, são exatamente seis meses até as eleições de outubro.

Começa o período vedado para candidatos assumirem cargos no Poder Executivo – estadual e municipal – sob pena de ficarem inelegíveis.

É também o último dia para aqueles que pretendem disputar as eleições de vereador deixar os eventuais cargos que ocupem na administração pública.

Quem vai concorrer a prefeito e a vice-prefeito pode ficar no cargo até 7 de junho, quatro meses antes do pleito.

A data de 7 de abril é a principal do calendário eleitoral antes do prazo de convenções partidárias, entre os dias 10 e 30 de junho.

É neste período que se definem os candidatos majoritários e proporcionais.

A campanha de rua começa em julho e a do rádio e TV em agosto…

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Pavão Filho de volta ao começo…

 

Pavão Filho em discurso na tribuna da Assembleia

O ex-deputado e atual secretário municipal do Orçamento Participativo, Pavão Filho (PDT), deixou ontem o seu cargo na administração do prefeito João Castelo (PSDB).

Levando em conta a data em que se desincompatibilizou, tudo indica que será candidato a uma vaga na Câmara Municipal, onde começou sua carreira política.

O pedetista se elegeu pela primeira vez em 1988, pelo antigo PL.

Ficou na Câmara até 1994, quando se elegeu deputado estadual, ficando na Assembleia até 2010.

Pavão Filho chegou a exercer interinamente a presidência da Assembleia, mas não teve forças para conseguir o quarto mandato consecutivo.

Agora, tenta retornar para onde tudo começou…