Ex-prefeito acusa o golpe da repercussão negativa de uma chapa com forte predominância da direita e diz que quer a campanha no Maranhão sem a polarização nacional

BRAIDE EVITA FALAR DE IDEOLOGIA, MAS ENCHEU A PRÓPRIA CHAPA com aliados do presidenciável Flávio Bolsonaro
Análise da Notícia
O ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) incomodou-se com a repercussão negativa da escolha de sua chapa, que tem predominância de membros da direita bolsonarista; para evitar desgaste, ele prega uma campanha sem nacionalização.
“Há assuntos muito mais urgentes e muito mais importantes a serem discutidos aqui do que direita e esquerda”, declarou o candidato do PSD, em entrevista ao jornal O Globo.
Mas essa postura do ex-prefeito – de negar a própria ideologia – é vista pela presidente do PT maranhense, Patrícia Carlos, como característica dos membros da direita.
- na chapa de Braide, a vice, Elaine Carneiro, é bolsonarista militante, e o candidato a senador Lahésio Bonfim é da extrema direita;
- o outro candidato a senador, André Fufuca (PP), ex-ministro de Lula, não tem conseguido dar à chapa, o equilíbrio do verniz lulista.
Este blog Marco Aurélio d’Eça já havia apontado este viés de direita, em seu perfil no instagram, na postagem “Bolsonarismo ronda cada vez mais a campanha de Braide…”.
A repercussão negativa da escolha de Lahésio Bonfim foi seguida pela adesão do deputado federal conservador Allan Garcês (PP), que viu na aliança com Braide “o fortalecimento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no Maranhão.
“O que as pessoas querem saber, hoje, não é quem está do lado de qual político, mas quem está do lado delas, do povo”, tenta minimizar Braide.
Analistas apontam que Braide decidiu-se por Lahésio orientado por pesquisas, o que pode indicar benefícios com a aliança.
Se é assim, estranha que o próprio Braide se incomode com a pecha de bolsonarista…










