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Que fase Flávio Dino!!!

Governador chega aos mil dias de governo apenas com obras deixadas pela sua antecessora e com uma coleção de escândalos dignos da atual história política do Brasil

 

As reformas de escolas são dadas por Flávio Dino como grandes ações do seu governo; maioria já tinha projeto definido no governo anterior

O governador Flávio Dino (PCdoB) elegeu-se em 2014 com uma promessa de mudança que encantou o eleitor maranhense muito mais pelo cansaço com o grupo que estava no poder que pela consistência de seu discurso.

Ao chegar aos mil dias de governo – completados nesta terça-feira, 26 – o governador enfrenta a decepção do eleitor sem a capacidade de entregar obras de autoria própria e ainda enfrentando escândalos graves.

Foram vários os escândalos, que resultaram na queda de auxiliares em vários setores do governo.

Dentre os mais recentes, tem até uma igreja evangélica que foi aprovada em concurso para agente penitenciário em Açailândia.

O caso envolvendo a assessora do secretário de Saúde, Carlos Lula Alana Macedo – que recebe quase R$ 10 mil sem trabalhar é um dos mais constrangedores.

O mesmo governo que paga R$ 10 mil à amiga de Lula, nega auxílio de apenas um salário mínimo ao herói Rony, queimado em um dos incêndios criminosos de ônibus às vésperas das eleições de 2014.

No quesito obra, o que se vê são pontes rachando poucos dias depois de entregues, estradas pavimentadas com postes no meio da pista e escolas feitas pela metade.

E muitas, mas muitas – aliás, praticamente todas – as obras que Dino vende como sendo de seus governos, foram, na verdade, licitadas, projetadas ou mesmo iniciadas no governo anterior, de Roseana Sarney (PMDB).

É assim que Dino alcança o seu milésimo dia de governo.

E a mudança não chegou ao Maranhão…

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Parlamentares denunciam “estado policial” de Flávio Dino…

Deputado federal Hildo Rocha e deputada estadual Andrea Murad criticaram a forma como o governador comunista está usando o sistema de Segurança Pública para intimidar candidaturas de adversários nos municípios do interior

 

Hildo Rocha criticou Dino

Hildo Rocha criticou Dino

O governo Flávio Dino capricha no ponto mais forte que é a perseguição política. Por isso que venho aqui declarar o meu repúdio contra esses atos arbitrários praticados pelo governador Flávio Dino. Há muito tempo não víamos no Maranhão tantas ocorrências policiais relacionadas à campanhas eleitorais. Nós temos um governador que não respeita as leis e incentiva a violência. Isso faz com que as pessoas, vendo a atitude do governador, também se achem no direito de praticar atos violentos em todo o Maranhão”, declarou o parlamentar. Atribuo o crescimento da violência, nesta reta final de campanha, ao governador Flávio Dino, por sua irresponsabilidade perseguidora de governar. Vou tomar as  medidas cabíveis para esses casos – Hildo Rocha (PMDB), deputado federal.

Andrea também denunciou Dino

Andrea também denunciou Dino

Diante de tudo que estamos assistindo, dessa perseguição desenfreada, enquanto o Maranhão tá sofrendo a violência, com rebelião no presídio de Pedrinhas, a polícia tá aqui fazendo nada. Ele deslocou 10 viaturas com delegados e investigadores para ficarem aqui passeando. Enquanto a polícia tá aqui, tá tendo rebelião em Pedrinhas e uma pessoa já morreu. É essa perseguição desse governador inconsequente e desse secretário com idade mental de 12 anos que eu acho inadmissível acontecer. Mas essa perseguição é porque Flávio Dino tem medo deste homem bem aqui, de Ricardo Murad, que bate com ele de frente. Ele [Flávio Dino] tá querendo colocar a polícia contra Ricardo Murad, como se fosse o carrasco da polícia. Mas não teve uma pessoa até hoje que tenha valorizado mais a polícia do que Ricardo Murad no Maranhão e a categoria sabe disso – discursou Andrea Murad.

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Grupo sarney em busca de “qualquer um”…

Sem projeto de curto prazo, agrupamento político que reúne alguns dos principais partidos do Maranhão mostra-se dividido, desinteressado e sem rumo para as eleições de 2016

Nenhuma destas lideranças consegue ter um discurso uníssono sobre o futuro do grupo

Desde a derrota nas eleições de 2014 – anunciada, é preciso deixar claro – o chamado Grupo Sarney, reunião de políticos de partidos como PMDB, DEM, PV e PTB, parece ainda não ter assimilado o golpe.

E caminha sem rumo algum para as eleições de 2016.

Sem projeto de curto prazo ou liderança que possa aglutinar as legendas, cada membro do grupo tenta sobreviver como pode, aglutinando-se ou acenando aos novos donos do poder no Maranhão.

Há duas semanas, por exemplo, em entrevista à imprensa, a deputada Eliziane Gama (PPS) revelou que poderia formar aliança com DEM e PV para a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC).

Leia também:

PMDB e aliados ainda sem rumo…

Sarneysistas (ou ex?) em evento de Luis Fernando…

O sarneysismo covarde de Holandinha…

O próprio Holandinha, oriundo do grupo Sarney, conversa com uma parte de suas lideranças; outras, como o presidente regional do PMDB, João Alberto de Sousa, já admitem apoiar o prefeito nas eleições de 2016.

Cortejado por Eliziane Gama, o DEM admite também dar legenda para o ex-prefeito João Castelo, que pode deixar o PSDB  justamente depois da entrada de outro sarneysista, o ex-prefeito Luis Fernando Silva, que tem a simpatia do deputado Pedro Fernandes (PTB) e do ex-deputado Gastão Vieira (Pros), para concorrer em São Luís pelo grupo do governador Flávio Dino (PCdoB).

E é assim, sem rumo e sem perspectivas imediatas, que o grupo vai lambendo as feridas das derrotas de 2014.

Sem nenhum horizonte em 2016 e 2018…