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Agora aliado aos Sarney, Flávio Dino tenta impedir debate sobre “oligarquia”…

Ex-governador tem usado setores da imprensa sarneysista e dinista para minimizar as críticas pela sua união com aliados e familiares do ex-presidente da República, que ele acusava de ter levado o Maranhão à miséria

 

Neto de José Sarney, Adriano Sarney foi o primeiro a subir no palanque de Carlos Brandão, ainda em novembro de 2021

Setores da mídia – tanto os chamados dinistas quanto sarneysistas, todos agora juntos no Palácio dos Leões – começaram a tentar construir uma narrativa de que não existe mais a disputa entre a oposição e o chamado Grupo Sarney no Maranhão, debate que marcou as eleições maranhenses até 2018.

O discurso desta parte da imprensa – alinhada ao projeto de reeleição do governador Carlos Brandão (PSB) – é o mesmo que vem sendo usado pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), desde que ele precisou recorrer ao presidente José Sarney para chegar à Academia Maranhense de Letras.

Orientados pelo chefe da comunicação de Brandão, Ricardo Capelli, os jornalistas tentam impedir que o debate sobre “oligarquia” chegue à campanha eleitoral, por que não interessa nem a Flávio Dino, nem a Brandão.

Familiares de Sarney e aliados do ex-presidente estão todos na campanha de Brandão e muitos apoiam, inclusive, a candidatura de Flávio Dino ao Senado, o que joga por terra o discurso que o ajudou a se eleger e reeleger.

Por isso, a ordem é  abafar este discurso na mídia.

Flávio Dino decidiu esquecer o termo “oligarquia” desde que precisou de José Sarney para chegar à Academia Maranhense de Letras

Flávio Dino foi candidato em 2010, venceu as eleições em 2014 e se reelegeu em 2018 com o discurso de que os Sarney foram responsáveis pela miséria do Maranhão; no poder, Dino viu esta miséria só aumentar, o que destruiu seu discurso.

Agora, aliado dos Sarney, quer esquecer que um dia chamou de oligarquia os apoiadores de Carlos Brandão.

E tem sido ajudado por parte da imprensa neste projeto.

Tanto a imprensa dinista quanto a sarneysista…

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Sem racha na base dinista, oposição fica sem rumo eleitoral

Sarneysistas e bolsonaristas apostavam em um rompimento, sobretudo, do senador Weverton Rocha, para ter uma bandeira eleitoral, o que não ocorreu; agora, precisarão se realinhar em torno de um nome para as eleições de outubro ou aderir em massa ao vice-governador Carlos Brandão, mais identificado historicamente com os dois campos

 

Flávio Dino manteve não apenas as candidaturas de Brandão e Weverton, mas também a de Simplício, dificultando a movimentação da oposição sarneysista e bolsonarista

Análise de Conjuntura

Um dos efeitos mais imediatos da decisão do grupo do governador Flávio Dino (PSB) – de manter três candidatos da base ao governo – foi a completa e irrestrita falta de rumo eleitoral em que ficou a oposição a partir de agora.

Para garantir a empunhadura de uma bandeira em 2022, os antigos sarneysistas e os novatos bolsonaristas apostavam, desde 2019, em um rompimento do senador Weverton Rocha (PDT); mas, além de manter sua candidatura na base do governo – e garantir palanque de candidato a senador ao próprio Flávio Dino – Weverton manteve intacta sua base partidária, o que dificulta negociações de apoios fora do campo governista.

Para sobreviver às eleições os dois grupos políticos terão agora que se realinhar em torno de uma candidatura – ou de candidaturas – que possam agregar partidos ligados ao antigo grupo Sarney ou ao moribundo presidente Jair Bolsonaro.

E há nomes de peso para essa missão.

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) lidera todas as pesquisas de intenção de votos em que seu nome aparece; já entre os bolsonaristas, o senador  Roberto Rocha (ainda no PSDB) mantém uma forte disputa pelo segundo ou terceiro lugar, dependendo do cenário.

Mas se optarem pelo caminho mais fácil, que garanta eleição de bancadas na Câmara Federal ou na Assembleia, a tendência de sarneysistas e bolsonaristas é aderir à campanha do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que já tem, historicamente, maior identificação com estes dois campos políticos.

Neste caso, a guerra da oposição será por espaços com a parte do governo que optou pelo nome do ainda tucano…

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“80% são do grupo Sarney”, diz Joaquim Haickel, sobre apoios a Brandão

Ex-deputado, ex-secretário e sócio do grupo Mirante revela em post nas redes sociais que o grupo derrotado pelo governador Flávio Dino está, em sua maioria, apoiando a candidatura do vice-governador tucano

 

O forte abraço de Adriano Sarney em Carlos Brandão simbolizou a presença da família Sarney no mesmo palanque de Flávio Dino

Uma postagem do ex-secretário e ex-deputado Joaquim Haickel em suas redes sociais confirmou, no fim de semana, o apoio em massa do Grupo Sarney ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

– Compareci a uma reunião de apoio à candidatura de Carlos Brandão (…) Olhei em volta e cheguei à conclusão que 80% dos presentes eram provenientes do antigo Grupo Sarney – afirmou Haickel, lembrando que o neto do ex-presidente, Adriano Sarney, declarou apoio a Brandão, o que simboliza a presença da própria família Sarney no palanque do governador Flávio Dino (PSB).

O blog Marco Aurélio D’Eça já mostrou que – algoz do grupo comandado pelo ex-presidente José Sarney – Flávio Dino passou a ter uma simbiose com o mesmo grupo a partir das eleições de 2018. (Relembre aqui, aqui, aqui, aqui e também aqui)

Principal adversária do governador nas últimas três eleições – 2010, 2014 e 2018 – a ex-governadora Roseana Sarney é uma das poucas a resistir aos acenos dinistas.

Mas a maior parte do seu MDB já está cerrando fileiras com Brandão.

O apoio do grupo Sarney a Brandão deve levar muitos sarneysistas ao governo a partir de abril, quando vice tucano assume o comando do estado.

Uma doce volta por cima, sobretudo diante do fracasso da era dinista…

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Apoio a Brandão pode por fim ao que restou do grupo Sarney…

Remanescentes da antiga política, derrotada pelo governador Flávio Dino em 2014, estão, em sua maioria, alinhados ao projeto de poder do vice-governador tucano, que tem o “apoio pessoal” do mesmo Dino, agora lado a lado com eles

 

 

Com Brandão, boa parte da velha guarda sarneysista, liderada pelo deputado Arnaldo Melo: tradicionalismo histórico em busca de sobrevivência na atualidade

Ensaio

Remanescentes do antigo grupo Sarney tentam uma jogada de risco para se manter ativo na política maranhense a partir de 2022: o apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

O apoio a Brandão é natural para a maioria dos ex-sarneysistas pela identificação do tucano com as práticas adotadas pelo grupo até 2014, quando foi derrotado pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

De família tradicional da política do sertão maranhense, o próprio Brandão sempre esteve com os Sarney, até o rompimento do ex-governador José Reinaldo Tavares, de quem é fiel escudeiro.

Tanto que com ele estão outros ícones da velha política, como o ex-presidente da Assembleia Arnaldo Melo, os ex-prefeitos Luiz Fernando Silva e Socorro Waquim (ambos do MDB) e figuras controversas, como os ex-deputados Marcone Farias e Aderson Lago.

É uma questão de sobrevivência para os sarneysistas, uma vez que já não dão as cartas partidárias, hoje sob controle de jovens lideranças mais arrojadas, a maior parte alinhada ao projeto do senador Weverton Rocha (PDT).

Será, portanto, um choque de gerações nas eleições de 2022.

Mas a aposta em Brandão pode levar o que restou do grupo do ex-presidente da República a um fim definitivo.

Uma eventual derrota de Brandão representará para os remanescentes sarneysistas um triplo revés, já que perderam para Flávio Dino em 2014 e 2018 e podem perder ao seu lado em 2022.

Resultado prático da escolha de que lado estar na história…

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José Reinaldo quer reaproximar Brandão da velha guarda sarneysista

Ex-governador sabe que não terá a base do governo Flávio Dino na campanha do vice-governador; e tem usado a aproximação com o comunista para acenar a deputados, ex-deputados, prefeitos e ex-prefeitos de sua geração, como João Alberto, Hildo Rocha, Arnaldo Melo, Tatá Milhomem, Aderson Lago e Marcone Farias

 

A missão de José Reinaldo é criar uma base partidária para Brandão; como a de Dino está com a juventude, saída é buscar velha guarda, mas identificada com o vice

O vice-governador Carlos Brandão (PSDB) já sabe que não terá o apoio da base do governador Flávio Dino (PCdoB), formada em sua maioria por jovens deputados, prefeitos e vereadores, com dinâmica política diferente da sua.

Este grupo, que tem hoje o controle dos principais partidos no estado, se alinha ao projeto do senador Weverton Rocha (PDT) ou ao do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL); e deve influenciar diretamente a decisão de Dino sobre o candidato da base.

Foi o próprio Flávio Dino quem disse que iria ouvir os “14 ou 15 partidos da base” para decidir sobre candidaturas em 2022.

Brandão tem dificuldade de se aproximar da ala mais jovem dos aliados de Dino por que é, ele próprio, um político de outra geração. (Entenda aqui,  aqui e também aqui)

Para tentar fazer contraponto a esta força, o ex-governador José Reinaldo Tavares entrou em cena, para reaproximar antigas lideranças do chamado grupo Sarney – e a velha guarda da política sarneysista ainda em atividade – com os quais o próprio Brandão conviveu durante décadas.

Por isso buscou a reaproximação entre Flávio Dino e o ex-governador José Reinaldo Tavares.

O vice-governador já conversou com o ex-senador João Alberto, com o ex-secretário Ricardo Murad e já tentou, inclusive, aproximação com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

Ele conta também com políticos da velha guarda sarneysista ainda em atividade, como os deputados Hildo Rocha (MDB), César Pires (PV) e Arnaldo Melo (MDB).

A todos, garante espaço de poder assim que assumir o governo, em abril de 2022.

José Reinaldo trabalha não apenas em aproximar Brandão de sarneysistas, mas busca também seus próprios aliados das antigas, como os ex-deputados Sebastião Madeira, Jaime Santana, Marcone Farias e Aderson Lago.

O próprio Brandão sempre foi mais próximo desses políticos, uma vez que fez parte do grupo Sarney durante anos.

E é com este pessoal que quer governar e viabilizar sua candidatura ao governo…

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De como Flávio Dino usa e descarta sarneysistas de acordo com seus interesses políticos

Bombardeio de auxiliares do comunista e da mídia alugada pelo Palácio dos Leões em cima do deputado Raimundo Cutrim – o que também já ocorreu com José Reinaldo Tavares e com Waldir Maranhão – serve de alerta para lideranças como Gastão Vieira e Luis Fernando Silva

 

Foi o próprio Flávio Dino quem assinou a ficha de Raimundo Cutrim no PCdoB; hoje, o deputado é visto como agente do sarneysismo

O comunista Flávio Dino tem usado uma tática sem escrúpulos para viver o poder político no Maranhão: ele usa descaradamente sarneysistas que aderem ao seu projeto, até quando lhe interessam.

E os descarta sem-cerimônia, quando já não servem aos seus interesses.

É assim que ele vem fazendo com o deputado estadual Raimundo Cutrim (PCdoB). Para fugir às críticas do parlamentar ao sistema de segurança, os comunistas passaram a dizer que Cutrim sempre serviu aos sarneysismo.

Ora, se ele sempre serviu a Sarney, por que Flávio Dino aceitou filiá-lo ao seu PCdoB?

A mesma coisa ocorreu com o deputado federal Waldir Maranhão (PSDB), usado de todas as formas pelo governador e descartado quando foi cobrar a fatura política.

Até o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB), cujo histórico de ações contra o grupo Sarney marcaram os últimos 15 anos da política maranhense foi taxado de agente de Sarney quando percebeu a traição de Flávio Dino e decidiu se afastar.

Gastão Vieira sempre alimentou o sonho de ser do grupo de Flávio Dino; hoje está lá, até ser visto como “cavalo-de-troia”

Flávio Dino, portanto, usou sarneysistas para se eleger e os descartou. Usou sarneysistas para governar e os descartou; E agora, usa outros sarneyistas para tentar se reeleger.

O descarte de lideranças é uma tônica de Flávio Dino, e serve de alerta para lideranças como os ex-ministro Gastão Vieira (Pros) e o prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB).

Os dois aderiram ao comunismo após as eleições de 2014 e hoje são incensados por Flávio Dino e sua mídia alugada.

Mas podem ser descartados se quiserem mostrar independência…

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A máquina de Flávio Dino e a inoperância dos adversários…

Comunista mostra força eleitoral com aliados do peso de um prefeito de São Luís, dos presidentes da Assembleia e da Famem e da maioria da bancada federal e estadual, enquanto a oposição se mostra letárgica com Roseana Sarney indefinida, Roberto Rocha de férias e Eduardo Braide se omitindo do debate

 

Além de mobilizar partidos, Dino assume, com exclusividade entre os candidatos, a defesa de um Lula cada vez mais popular

Editorial

A batalha começou assim que o ano começou; e pela força demonstrada pelos guerreiros em campo, parece que, assim como em 2014, será desigual.

Diante de adversários absolutamente inseguros do próprio projeto, amedrontados com a possibilidade de perder a eleição e alguns desinteressados do processo, o governador Flávio Dino (PCdoB) vai ocupando todas as trincheiras.

O comunista conseguiu unificar a estratégia de seus generais e tem agora em campo lideranças do peso do prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PDT); do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), e do presidente da Famem, Cleomar Tema Cunha (PSB).

São estes atores que mobilizam a maior parte dos prefeitos, dos deputados federais e estaduais, e das lideranças partidárias em torno do projeto de reeleição do comunista.

No outro lado do campo de batalha estão os adversários, que demonstram certa insegurança quanto ao próprio projeto de poder.

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) ainda não se entusiasmou a ponto de mobilizar a massa de prefeitos oposicionistas; o senador Roberto Rocha (PSB) preferiu curtir as tradicionais férias de início de ano, deixando as questões políticas, como sempre, para depois.

E o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) parece tremer a cada menção de seu nome como opção ao governo.

Neste cenário, apenas o ex-secretário Ricardo Murad mostra-se disposto a enfrentar, de peito nu, e mesmo sem armas, a força comunista que começa a ser montada, em grande parte com meio mundo de sarneysistas desgarrados.

A visão que se tem deste cenário de guerra lembra muito o de 2014, quando o então queridinho do governo, Luis Fernando Silva (hoje ligado a Dino) acovardou-se na hora H e pulou fora do barco, deixando os sarneysistas na mão, em busca de um candidato de última hora.

Resta saber se, em 2018, a agora oposição terá um novo Edinho Lobão para o heroico papel de confrontar com estilingues um verdadeiro um arsenal de guerra.

É aguardar e conferir…

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Ao manipular informações, Flávio Dino revela desejo do reconhecimento dos Sarney…

Mídia controlada pelo Palácio dos Leões editou fala do ministro Sarney Filho para fazer parecer que ele fazia elogios ao comunista, expondo a necessidade que Dino tem de auto-afirmação entre os sarneysistas

 

OLHA A CARA DO JERRY! Flávio Dino diz desprezar o sarneysismo, mas se regozijou com suposta fala de Sarney Filho… vá entender

A manipulação feita pela mídia orientada pelo Palácio dos Leões na fala do ministro Sarney Filho é, além de um crime grave de falsidade ideológica, também uma revelação sentimental do governador Flávio Dino.

No discurso durante a inauguração da BR-135, Sarney Filho falou assim:

– Eu acho que quem quer que seja o governador, ele vai ter que fazer a emenda impositiva para o próximo mandato. Mas como o governador Flávio Dino é um governador democrata, um governador que tem elevado o nível de participação dos políticos no seu governo, eu tenho certeza que essa demonstração, hoje, aqui, concreta, ela vai gerar por parte do governador uma decisão e acredito que seja uma decisão para o fortalecimento da democracia.

Mas os blogs vinculados a Flávio Dino editaram a fala, para parecer que Sarney Filho falou apenas assim:

– Flávio Dino é um governador democrata. É um governador que tem elevado o nível de participação dos políticos no seu governo.

Mais do que um crime de falsidade ideológica, os blogs comunistas revelaram um fato que Flávio Dino não consegue esconder: seu desejo incontido de ter o reconhecimento dos Sarney.

E foi isso que ficou claro na divulgação comunista.

Simples assim…

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Flávio Dino quer transformar eleição em jogo de “cara ou coroa”…

Ao tentar restringir o debate entre ele e a ex-governadora Roseana Sarney, comunista aposta na dicotomia que resultou em sua vitória nas eleições de 2014, oferecendo o eleitor duas faces da mesma moeda

 

Ao restringir o enfrentamento a Roseana, Flávio Dino tenta controlar as opções do eleitor maranhense ao que interessa a ele

Este blog já havia apontado desde a última quarta-feira, 6, a tentativa do governador Flávio Dino (PCdoB) de polarizar a disputa de 2018 entre ele e a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB). (Releia aqui)

O próprio Dino confirmou esta impressão em entrevista à mídia alinhada, durante o feriado; para ele, o pleito será  a de disputa “entre a tentativa de voltar ao passado e a continuidade do nosso projeto”. (Leia mais aqui)

Dino tem uma razão pragmática para tentar transformar a eleição em uma espécie de “cara ou coroa” entre ele e Roseana: na sua lógica, ele entende que a guerra “Sarneysistas X Comunistas” ainda está fresca na memória do eleitor, a ponto de beneficiá-lo com esta dicotomia.

Roberto Rocha, Maura Jorge e Eduardo Braide são opções que apontam para além da dicotomia sarneysistas X comunistas

A estratégia dinista provocou reação imediata do senador Roberto Rocha (PSB ) outro ator definido para o debate de 2018.

– Na verdade, a tentativa é dele [Flávio Dino], de projetar para o passado o cenário eleitoral, na esperança de que a população do Maranhão não enxergue uma perspectiva de futuro diferente e permaneça intimidada com a falsa opção entre duas formas de atraso: o político e o ideológico – declarou Rocha.

Ele tem razão.

Há pelo menos outros quatro campos de perspectiva de futuro para o Maranhão além do embate Sarney X Sarney.

O próprio Rocha representa um desses campos, mas não o único: o eleitor poderá, em 2018, experimentar projetos como o da ex-prefeita Maura Jorge (Podemos) ou do deputado estadual Eduardo Braide (PMN); ou até mesmo o prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo.

Restringir este debate a um jogo de “cara ou coroa” entre sarneysistas e comunistas interessa ao grupo Sarney, que se mantém vivo no debate político, mesmo fora do poder.

Mas interessa, sobretudo, ao próprio Flávio Dino.

E só a ele e aos seus…

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A simbiose de Flávio Dino com o grupo Sarney…

A cada ano que passa, governador comunista vai transformando seu governo em uma espécie de continuidade da história política maranhense, com métodos e gente que ele mesmo prometeu derrotar em 2014

 

Lucas: mais um sarneysista em um governo já repleto deles

O vereador Pedro Lucas Fernandes (PTB) vai desembarcar no governo Flávio Dino (PCdoB) logo após o carnaval, segundo confirmou o próprio comunista nesta quarta-feira, 22.

A entrada do vereador é apenas a oficialização de uma aliança que já existe tacitamente, incluindo também o seu pai, deputado federal Pedro Fernandes (PTB), que já flertava com os comunistas desde a campanha de 2014.

Pedro Lucas é o enésimo sarneysista – ou ex-sarneysista, ou quase sarneysista; ou pelo menos não-dinista – a entrar no governo Flávio Dino desde a sua posse.

Leia também:

Flávio Dino e os refugos do grupo Sarney…

Sarneysistas e dinistas; todos juntos e misturados…

Os sarneysistas de Flávio Dino e o sarneysistas dos outros…

A foto mostra sarneysistas de todos os quilates na campanha de Holandinha, espécie de apêndice do grupo Flávio Dino

E é com esses sarneysistas que o governador  – que prometeu mudar o estado de coisas no Maranhão – vai se transformando em uma espécie de mais do mesmo na política maranhense.

São Fernandes, Ferreiras, Vieiras, Oliveiras, Cafeteiras e afins encastelados no Palácio dos Leões, entra governo e sai governo.

Uma verdadeira simbiose entre dinistas e sarneysistas.

E que venha 2018…