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Polícia Civil começa a ouvir envolvidos em esquema de pirâmide…

Acusados de crimes financeiros devem ser indiciados após conclusão do inquérito, que conta, inclusive, com dispositivo da delação premiada

O ESQUEMA DE PIRÂMIDE FINANCEIRA MOVIMENTOU R$ 30 MILHÕES NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS envolvendo figurões de São Luís

A Polícia Civil está prestes a concluir o inquérito envolvendo figurões que operavam no esquema de pirâmide financeira em São Luís.

Já foram ouvidos supostos “empresários” do setor e gente que apostava alto na ciranda. 

O esquema – que envolve médicos, advogados, empresários e funcionários dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo – movimentou algo em torno de R$ 30 milhões nos últimos três anos. (Entenda aqui)

UM DOS CHAMADOS FARAÓS DAS PIRÂMIDES EM SÃO LUÍS, internado após quebra do seu esquema milionário

Um dos que já foram ouvidos na Superintendência de Investigações Criminais (Seic) contou tudo aos policiais – e pode ser beneficiado com o dispositivo da delação premiada.

Mas todos eles, inclusive o delator, serão indiciados por crimes financeiros…

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Segóvia quer autonomia da Polícia Federal para propor acordo de delações..

Prerrogativa defendida pelo novo diretor geral da instituição garantiria, por exemplo, que a superintendência no Maranhão pudesse propor à ex-secretária Rosângela Curado a contar o que sabe em troca de amenização de punições

 

Segóvia, o ministro da Justiça e o presidente durante a pose nesta manha

Ao tomar posse nesta segunda-feira, 20, na direção-geral da Polícia Federal, o delegado Fernando Segóvia defendeu a prerrogativa da instituição para propor acordos de delações premiadas a envolvidos em crimes.

A PF tenta garantir esta autonomia, mas esbarra no Parecer do Ministério Público Federal, que se posiciona contrário.

Atualmente, apenas o MP pode propor acordos de delações.

Para Segóvia, os acordos de delação estabelecidos na própria fase de investigação diminuiria o tempo do processo, porque garantiria a conclusão dos inquéritos de forma mais rápida.

Com a PF tendo a prerrogativa de propor acordos deste tipo, o caso envolvendo a ex-secretária do governo Flávio Dino (PCdoB), Rosângela Curado, teria desfecho mais rápido, garantindo a punição de outros culpados.

A questão deve ser decidida em breve pelo Supremo Tribunal Federal…

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Delação premiada de Rosângela Curado atormenta governo Dino…

Possibilidade de a ex-secretária resolver falar o que sabe à Polícia Federal tem mexido com os bastidores do Palácio dos Leões desde que ela foi presa na Operação Pegador

 

NEM TANTO ASSIM. Flávio Dino tirou Rosângela do governo, mas a manteve próxima dele

Há um fantasma a rondar o Palácio dos Leões.

O governador Flávio Dino (PCdoB)  – e seus principais assessores e aliados – temem que a ex-secretária-adjunta de Saúde, Rosângela Curado (PDT), não suporte a pressão da prisão e resolva abrir o bico à Polícia Federal.

Rosângela foi presa na última quinta-feira, 16, acusada de ser uma das organizadoras de um esquema que desviou R$ 18 milhões da Secretaria de Saúde, entre 2015 e 2017.

A ex-secretária, que é suplente de deputada federal, está fragilizada desde que foi obrigada a deixar o governo em condições obscuras.

Depois, ela foi alçada à condição de candidata a prefeita do mesmo governo que a expurgou.

Derrotada nas eleições, após divulgação de um vídeo em que aparece embriagada – e que teria sido espalhado pelos próprios aliados do PCdoB – ela ficou ainda mais fragilizada.

Mas continuou a agir nos bastidores do governo, mantendo seu esquema de funcionários fantasmas, até ser presa pela Polícia Federal.

Rosângela Curado tem muito a dizer às autoridades policiais, principalmente pelo fato de ter sido expurgada do governo, mas mantido a influência nesse próprio governo.

E a possibilidade de ela falar atormenta Flávio Dino e seus comunistas…

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O que sobra para 2018?!?

Delação dos executivos da construtora Odebrecht revela que o PSDB é tão ruim quanto o PT para o futuro do país, mostra que o presidente Michel Temer é fruto de um golpe –  apenas isso e nada mais – e que restam poucas opções para a política a partir do ano que vem

 

Quarteto tucano: Alckmin, Serra, FHC e Aécio, juntos, somam quase R$ 100 milhões da Odebrecht

Editorial

O Brasil acabou, revelam as delações dos executivos da Odebrecht, ora sob os holofotes da mídia.

Em termos de corrupção, de ladroagem e de picaretagem em alto grau, não há como diferenciar o PT do PSDB; os dois, aliás, parecem frutos da mesma árvore.

E beberam juntos, até na mesma caneca, na fonte da corrupção corporativa.

Lula (PT), José Serra (PSDB), Geraldo Alckmin (PSDB), José Dirceu (PT), Aécio Neves (PSDB), Jaques Vagner (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) são farinha do mesmo saco.

Cabe à população brasileira expurgá-los da vida pública, juntamente com os “300 picaretas” do Congresso Nacional, para usar uma frase histórica do próprio Lula.

Padilha, o cérebro; Temer, o instrumento; e Renan, o notório: todos no mesmo bolso

A opção Michel Temer (PMDB), é simplesmente nula, uma vez tratar-se de apenas um fruto do golpe contra Dilma Rousseff (PT).

O presidente nada mais é do que isso: um fruto do golpe.

Como opção para 2018, a princípio, sobram figuras do quilate de Jair Bolsonaro (PSC-RJ), Ciro Gomes (PDT-CE) e Flávio Dino (PCdoB-MA).

Mas é preciso lembrar que a delação da Odebrecht só está no começo.

Melhor aguardar um pouco mais…