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Estranha reviravolta nas liminares para o curso de Medicina da Uema de Caxias

Após denúncia e abertura de investigação de um suposto esquema de transferência de alunos – até de escolas particulares – começam a sair novas liminares, desta vez revogando as anteriores

 

Se já era motivo para investigação rigorosa – mesmo num Maranhão onde os rigores da lei só atingem adversários do “rei” – as denúncias de venda de liminares para o curso de Medicina da Uema de Caxias ganharam novos desdobramentos.

O jornalista Gilberto Léda tratou em seu blog, na tarde desta quarta-feira, 04, de uma série decisões do juiz Sidarta Gautama (ele mesmo!!!) revogando as liminares anteriores concedidas por ele próprio. (Entenda aqui)

As decisões, que cancelam as liminares de transferência, atingem agora alunos que já estão prestes à formatura.

E a estranheza das decisões de Gautama só amplificaram as suspeitas de uma indústria de liminares para favorecer candidatos ao curso de Uema.

Sidarta Gautama é assíduo frequentador de notícias negativas do Judiciário maranhense, como se pode ver nos post abaixo:

Declaração de Othelino Neto deve sepultar CPI da Uema de Caxias…

Uma antiga conversa de Gláucio Alencar na corregedoria de Justiça…

Blogueiro depõe em inquérito contra Sidarta Gautama na CGJ…

Histórias de agiotagem…

E a atuação do juiz – quase que perpetua no município de Caxias – sem transferência para qualquer instância, desde que lá chegou, levanta ainda mais suspeitas de sua atuação.

Mas esta é uma outra história…

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Polícia Civil começa a ouvir envolvidos em esquema de pirâmide…

Acusados de crimes financeiros devem ser indiciados após conclusão do inquérito, que conta, inclusive, com dispositivo da delação premiada

O ESQUEMA DE PIRÂMIDE FINANCEIRA MOVIMENTOU R$ 30 MILHÕES NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS envolvendo figurões de São Luís

A Polícia Civil está prestes a concluir o inquérito envolvendo figurões que operavam no esquema de pirâmide financeira em São Luís.

Já foram ouvidos supostos “empresários” do setor e gente que apostava alto na ciranda. 

O esquema – que envolve médicos, advogados, empresários e funcionários dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo – movimentou algo em torno de R$ 30 milhões nos últimos três anos. (Entenda aqui)

UM DOS CHAMADOS FARAÓS DAS PIRÂMIDES EM SÃO LUÍS, internado após quebra do seu esquema milionário

Um dos que já foram ouvidos na Superintendência de Investigações Criminais (Seic) contou tudo aos policiais – e pode ser beneficiado com o dispositivo da delação premiada.

Mas todos eles, inclusive o delator, serão indiciados por crimes financeiros…

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Polícia fecha cerco contra grupos de pirâmides financeiras em São Luís

Anúncio da suposta tentativa de suicídio de um coordenador desse esquema de arrecadação de dinheiro abriu o leque de investigações, que podem atingir, inclusive, médicos, empresários, políticos e magistrados

 

O FARAÓ PH SENDO ATENDIDO APÓS SUPOSTA TENTATIVA DE SUICÍDIO; pirâmides financeiras envolvem médicos, empresários, magistrados e políticos

A recente notícia da suposta tentativa de suicídio do homem identificado por Pedro Henrique, ou PH, chamou atenção da polícia para um esquema que pode estar sendo usado até na lavagem de dinheiro em São Luís.

De acordo com noticias vinculadas em blogs, PH tentou se matar após receber pressão por débitos de R$ 20 milhões no sistema de pirâmide financeira.

Trata-se de um esquema de “investimento” em que os primeiros ganham fortunas, enquanto os que chegam por último pagam o prejuízo e perdem milhares de reais.

Após notícia do ato de Pedro Henrique, descobriu-se outro esquema, envolvendo o homem, conhecido por Germano Braga de Oliveira Filho, que seria um dos maiores “faraós” deste esquema em São Luís.

De acordo com o blog de Neto Ferreira, em poder de Oliveira Filho há anotações envolvendo uma série de empresas maranhenses, com movimentação fraudulenta de recursos da ordem de R$ 10 milhões.

A polícia passou a investigar este esquema após denúncia contra outro “faraó” das pirâmides, o médico Abdon Murad Júnior.  (Relembre aqui)

Por isso o esquema envolve outras centenas de médicos maranhenses.

O problema é que, nas investigações, há nomes de deputados, magistrados, altos funcionários públicos e até policiais envolvidos no esquema.

Mesmo assim, a casa já caiu para alguns destes “faraós”…

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Thiago Bardal participará de audiência na Câmara Federal…

Participação de delegado maranhense em comissão que apura denúncias de espionagem protagonizadas pelo secretário de Segurança Jefferson Portela foi autorizada pelo juiz Ronaldo Maciel

 

BARDAL IRÁ FALAR NA CÂMARA FEDERAL SOBRE AS DENÚNCIAS CONTRA JEFFERSON PORTELA, acusado de espionar autoridades maranhenses

A aposta do governo Flávio Dino (PCdoB) deu errado, e o delegado Thiago Bardal vai mesmo participar da audiência pública na Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados, que apura denúncias contra o secretário Jefferson Portela.

A participação de Bardal, que está preso preventivamente, sob acusação de crimes de quadrilha e contrabando, foi autorizada nesta quarta-feira, 26, pelo titular da 1ª Vara Criminal, juiz Ronaldo Maciel.

Além de Bardal, também depor o delegado Ney Anderson Gaspar.

Os dois acusam Portela de usar a estrutura da pasta para espionar autoridades maranhenses, entre desembargadores, políticos, empresários e até auxiliares do próprio governo.

A audiência está marcada para a terça-feira, 2, em Brasília…

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Temendo repressão de Sérgio Moro, The Intercept espalha áudios por outros meios de comunicação

Site decidiu fazer parceria com outros jornalistas para evitar que o ex-juiz, desmascarado por conversas em aplicativo de mensagem, tente usar a Polícia Federal em perseguição aos que o denunciam

 

O jornalista Gleen Greenwald iniciou nesta quinta-feira, 20, uma estratégia para evitar que o ex-juiz Sérgio Moro – desmascarado em sua imparcialidade em conversas divulgadas pelo site The Intercept – use a estrutura do Ministério da Justiça para persegui-lo.

Trechos inéditos de conversas interceptadas foram divulgadas pelo jornalista Reinaldo Azevedo, em seu blog no Uol, e mostra que Moro mentiu também ao Senado, ao negar que manipulou indevidamente a Força Tarefa da Lava Jato.

Azevedo revelou que conversas entre os procuradores Deltan Dallagnol e Carlos Fernando Lima – após sugestão de Moro de trocar uma das procuradoras da Força Tarefa – mostram que o ex-juiz controlava o Ministério Público.

Ficou claro que a sugestão de Moro foi uma interferência direta na investigação da Lava Jato, que ele mesmo iria julgar. (Leia aqui)

O jornalista do UOL é o primeiro a usar trechos inéditos obtidos pelo The Intercept, que decidiu espalhar novos trechos por outros veículos de comunicação.

Acuado nas revelações que desmascaram sua atuação na Lava Jato, Moro dá sinais de que pode tentar usar a estrutura da Polícia Federal e de outros órgãos de investigação – uma vez que é ministro da Justiça – para perseguir quem revela suas estripulias no comando da operação.

Para Gleen Greenwald, se pensa mesmo em perseguir jornalistas, o ministro terá que montar uma superestrutura.

Já que as conversas serão espalhadas por todo o país…

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Julgamento de Lula precisa ser anulado…

Independentemente de o ex-presidente ser ou não culpado, a decisão do juiz Sérgio Moro – em conluio com o procurador Deltan Dallagnol – está marcada por posicionamento político e esquemas de forja de provas; e tinha um objetivo: tirar o PT das eleições de 2018

 

DELTAN E MORO EM FESTA CONTRA LULA: acusador e julgador com o mesmo objetivo: tirar o ex-presidente das eleições de 2018

Editorial

Não se deve discutir neste momento de convulsão institucional no Brasil se Lula é ou não inocente nos casos julgados pelo juiz Sérgio Moro.

O que deve estar em discussão para tomada de providências é: Sérgio Moro armou para botar o ex-presidente na cadeia.

As conversas divulgadas pelo site The Intercepth é um escândalo de proporções internacionais; e revelam que o tal juiz – agraciado depois com cargo de ministro da Justiça com promessa de ida para o Supremo Tribunal Federal – é um manipulador tão asqueroso quanto todos aqueles que ele dizia combater.

O problema de Moro é a sua influência direta na condução das investigações que ele mesmo iria julgar mais tarde.

A constituição é clara quando impede um juiz de ser, ao mesmo tempo, investigador e julgador de um caso; e Moro foi, no caso de Lula, exatamente isso; um perseguidor e julgador.

O juiz da Lava Jato manipulou informações, ignorou provas e – mais grave – orientou o inseguro Dallagnol sobre como fazer para dar consistência às suas denúncias.

Nas conversas vazadas, Dallagnol confessa claramente a falta de provas para acusar Lula, momento em que recebe orientação de Moro para fortalecer o processo.

Isso, por si só, independentemente do mérito sobre a culpabilidade de Lula, compromete todo o julgamento.

Há os que dirão: “mas a condenação foi confirmada em segunda instância”.

Para este caso, já ficou evidente a manipulação dos julgadores do TRF-4, admitida por eles próprios.

Este blog trata o caso Lula desde o início como um golpe do Judiciário.

Um golpe para tirá-lo da eleição de 2018 e impedi-lo de voltar a ser presidente da República.

Isso fica evidente nos diálogos adjacentes revelados por The Intercept, que mostram a  preocupação de procuradores coma  influência de Lula nas eleições.

Já se dizia que Sérgio Moro ganhou como prêmio pela perseguição a Lula uma vaga garantida no Supremo Tribunal Federal.

Hoje, deveria era ocupar o lugar do ex-presidente em Curitiba…

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As estranhas coincidências na denúncia de Bardal contra Portela…

Delegado que acusa o secretário de mandar investigar membros do Tribunal de Justiça teve, ele mesmo, pelo menos uma das denúncias contra desembargadores aceitas no Conselho Nacional de Justiça

 

BARDAL TRANSFORMOU-SE EM UMA BOMBA RELÓGIO para o governo Flávio Dino

Há uma estranha coincidência entre a denúncia do ex-titular da Superintendência de Investigações Criminais, delegado Thiago Bardal – de que o chefe da Segurança Pública ordenara a investigação de desembargadores – seus próprios atos na SEIC, e sua prisão, sob acusação de envolvimento com contrabando.

Para lembrar: em depoimento ao juiz titular da 2ª Vara Criminal de São Luís, José Ribamar D’Oliveira Costa Júnior, Bardal revelou que o secretário Jefferson Portela mandou investigar os desembargadores Fróz Sobrinho, Tyrone José Silva, Guerreiro Júnior e Nelma Sarney, como revelou o blog de Neto Ferreira.

Ocorre que, no início de dezembro de 2017, quando ainda comandava a SEIC, o próprio Bardal denunciou os desembargadores Tyrone José e Fróz Sobrinho ao Conselho Nacional de Justiça.

O CNJ acatou pelo menos uma das denúncias, contra Tyrone José Silva, sob acusação de envolvimento com o agiota Pacovan. Froz Sobrinho, junto com Tyrone, foi acusado de favorecer o contrabandista de armas e traficante de drogas Heverton Soares Oliveira.

No dia 14 de dezembro de 2018, o conselheiro do CNJ, João Otávio de Noronha, assina o despacho para que Tyrone desse explicações. (Saiba mais aqui)

Em 22 de fevereiro de 2018, dois meses após a denúncia de Bardal contra os desembargadores, o delegado é exonerado da Seic pelo secretário Jeferson Portela, após ser preso em uma operação contra contrabandistas. (Relembre aqui e aqui)

De lá para cá, começou a guerra de informações entre Bardal e Portela, com a Associação de Delegados (Adepol) se posicionando sempre a favor do delegado preso. (entenda aqui)

O depoimento de Bardal ao juiz criminal, no último dia 12 de fevereiro, apenas refez a linha do tempo desta história cheia de estranhas coincidências.

DESEMBARGADOR TYRONE JOSÉ: pelo menos ele foi denunciado por Thiago Bardal quando este comandada a Seic

O escândalo envolvendo a Secretaria de Segurança do governo Flávio Dino (PCdoB) e Tribunal de Justiça leva a outros casos, como a espionagem da PMMA, o assassinato de Décio Sá e a antiga CPI do Crime Organizado.

E reforça a ideia de que, no Maranhão, o sistema de polícia é só um instrumento de manipulação para acusar e vilipendiar quem contraria os que o controlam.

Enquanto isso, criminosos seguem encastelados com benefícios dos poderes Executivo e Judiciário.

É simples assim…

Veja abaixo o despacho do CNJ por explicações do desembargador Tyrone:

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Judiciário, finalmente, será investigado no Brasil…

CPI da Toga, criada no Senado Federal para investigar conduta de ministros do STF e do STJ mira no alvo necessário para limpeza do país, mas é fundamental que chegue caso tribunais estaduais

 

Senador Alessandro Vieira é autor do requerimento de investigação do Judiciário

Editorial

No dia 6 de janeiro de 2014, o blog Marco Aurélio D’Eça publicou um de seus clássicos, o post “A mãe de todas as corrupções é a corrupção no Judiciário”.

O post – odiado pelo Judiciário maranhense – foi republicado diversas outras vezes, diante de temas que levantavam a necessidade de se passar o Brasil a limpo.

O Senado finalmente parece querer fazer esta lição de casa ao instalar a CPI da Lava Toga – com apoio dos senadores maranhenses Roberto Rocha (PSDB) e Eliziane Gama (PPS). A comissão vai investigar a conduta de ministros do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça.

Símbolo da Justiça chora, diante da degeneração de seus quadros

Enquanto não se tiver a convicção absoluta da conduta ilibada dos representante da justiça brasileira, não se terá sucesso na luta contra a corrupção.

Enquanto houver juízes corruptos, a corrupção campeará.

Políticos, empresários e criminosos de toda espécie só se utilizam de práticas ilícitas porque, em algum momento, sabem que encontrarão guarida nos corredores e porões dos tribunais.

Fundamental, portanto, é que a CPI chegue também aos tribunais estaduais.

Dali, muita coisa pode vir à tona…

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Assalto em Bacabal rendeu R$ 100 milhões aos criminosos…

Algo em torno de R$ 4 milhões foram deixados de propósito pelos bandidos espalhados dentro e fora do banco, envolvendo a população e confundindo a polícia, que ainda não tem notícias dos assaltantes

 

Abordada por policial, uma das moradoras de Bacabal é obrigada a devolver dinheiro que havia escondido na roupa

Foi estrategicamente planejada a ação da quadrilha que explodiu uma agência do Banco do Brasil em Bacabal, na noite do último domingo, 25.

Sabendo exatamente o que queriam os bandidos arrombaram com maçarico os cofres onde estavam cerca de R$ 100 milhões, embora o secretário Jefferson Portela diga ser especulação este valor.

Do total, cerca de R$ 4 milhões foram espalhados pela agência e até na rua, despertando a cobiça da população e confundindo a polícia. (Entenda aqui)

Do total deixado estrategicamente para trás, a polícia conseguiu recuperar cerca de R$ 3 milhões, mas sabe que ainda há quase R$ 1 milhão escondidos em Bacabal.

Com os bandidos, sumiram mais de R$ 90 milhões.

O maior assalto a banco já realizado no Maranhão mostrou a fragilidade do Sistema de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão.

Parte do dinheiro deixado pelos ladrões espalhados próximo ao banco atraiu a população e atrapalhou a ação policial

Até pela sofisticação da operação – realizada em plena noite de domingo, às vésperas de pagamentos de servidores públicos estaduais e de várias prefeituras – tudo indica que os bandidos vinham há meses estudando a rotina policial e bancária em Bacabal, que serve de polo financeiro para a região.

Nestes casos – pelo que se vê em enredo de filmes – até a baixa de alguns bandidos entra no planejamento, como, de fato, ocorreu em Bacabal.

A polícia maranhense acusa o Banco do Brasil de favorecer a operação criminosa ao não informar a movimentação atípica da quantia milionária na região.

O banco, por sua vez, diz apenas que está colaborando com as investigações.

E até agora nem sinal dos criminosos e da maior parte da fortuna roubada…

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A deliquência diária do chamado “cidadão de bem”…

Ao invadir agências bancárias para saquear dinheiro deixado por bandidos que arrombaram bancos, em Bacabal, moradores da cidade igualam-se aos marginais e dão mau exemplo para o mundo

 

Policial conta dinheiro recuperado após assalto à agência do BB em Bacabal

Editorial

Certamente, alguns deles deveriam estar, meses atrás, gritando palavras de ordem contra políticos corruptos ou a favor da moralização.

Não há dúvidas de que, ao ver matérias com crimes e corrupção nos telejornais, muitos se indignaram ao longo da vida e chegaram a pregar pena de morte a criminosos.

Mas foram estes mesmos “cidadãos de bem” que se aproveitaram da ação de uma quadrilha em Bacabal, para saquear dinheiro das agências bancárias invadidas pelos criminosos.

Moradores da cidade, em meio ao caos deixado pelos bandidos, agiram como tais, levando o dinheiro deixado.

São pessoas que, certamente, gritam contra políticos corruptos enquanto se aproveitam do jeitinho para furar fila ou ter atendimento prioritário onde chegam.

É a deliquência diária do chamado cidadão de bem, que esbraveja contra o crime dos outros, mas não pestaneja para se dar bem no cotidiano.

E o mau exemplo ganhou o mundo em imagens tão chocantes quanto as da ação dos criminosos.

E agora esses “cidadãos de bem” vão ter que responder pela associação criminosa…