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Flávio Dino prepara-se para cirurgia bariátrica…

Governador vai se submeter ao procedimento de redução de estômago para encarar a campanha de 2022 com menos quilos no corpo; aliados de Brandão pressionam para que ele aproveite a operação para renunciar logo ao mandato

 

Com compulsão para comida e pouco afeito aso exercícios, Dino precisa reduzir o estômago para controlar o peso (compilação de imagens: blog Atual7)

O governador Flávio Dino (PSB) vai se submeter a uma cirurgia de redução de estômago, provavelmente entre os meses de dezembro e janeiro.

Segundo apurou o blog Marco Aurélio D’Eça, Dino quer perder peso rapidamente para enfrentar a campanha pelo Senado – ou mesmo uma vice-presidência – em condições físicas mais favoráveis.

Acima do peso desde que assumiu o governo, Flávio Dino tem compulsão nervosa por comida; e chega a devorar dois bolos de chocolate por dia em momentos de ansiedade, segundo revelam seus aliados mais próximos.

Diante da iminente cirurgia bariátrica do governador, aliados do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) já pressionam para que Dino renuncie logo o mandato, o que daria condições do tucano de viabilizar sua candidatura.

A princípio, Dino deixaria o governo por apenas 60 dias, prazo de recuperação da cirurgia…

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Decreto mal explicado do governo confunde população sobre uso de máscaras

Embora em São Luís e outras 12 cidades o uso de proteção contra a CoVID-19 esteja desobrigado em qualquer ambiente, empresários, cidadãos e até autoridades ainda entendem que a regra vale apenas para ambientes abertos; motivo: a falta de clareza no anúncio de Flávio Dino

 

Em São Luís, cidadãos ainda têm dúvidas se devem ou não usar a máscara, apesar de liberadas pelo governo

Seis dias depois de o governador Flávio Dino (PSB) ter liberado, por decreto, o uso de máscaras em ambientes – tanto abertos quanto fechados – em São Luís e outras 12 cidades, a população ainda se confunde.

Motivo: a falta de clareza nas explicações do próprio Flávio Dino.

De acordo com o decreto, nas cidades que já tenham vacinado mais de 70% da população com duas doses, o uso da máscara passou a ser opcional, tanto em ambientes abertos quanto fechados.

Mas, inseguro quanto à própria decisão – que recebeu críticas de autoridades e especialistas – Flávio Dino fez questão de deixar dúvidas, ao explicar, de forma truncada, que há outras cidades que a máscara continua sendo obrigatória em ambientes fechados.

O resultado é uma confusão de interpretação em lojas, shoppings, supermercados e ambientes públicos, em que ninguém entende exatamente o que fazer.

O fato é: em São Luís, a máscara não é mais obrigatória por força do decreto de Flávio Dio; e tanto faz se a pessoa está em ambiente aberto ou fechado.

E é preciso que a imprensa esclareça de forma mais didática esta questão…

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Aliados de Brandão tentam cooptar lideranças ligadas a Weverton…

Emissários do Palácio dos Leões oferecem de vagas na chapa encabeçada pelo vice-governador a cargos na estrutura do futuro governo em troca do apoio à candidatura do tucano nas eleições de 2022; Eliziane Gama, Othelino Neto, André Fufuca, Pedro Lucas e Cléber Verde foram algumas das lideranças sondadas

 

Flávio Dino começou a fazer força em favor de Brandão para tentar encaixá-lo nos critérios que embasam a escolha do candidato do grupo

A pouco mais de 10 dias do anúncio do candidato do Palácio dos Leões às eleições de 2022, emissários do governador Flávio Dino iniciaram uma forte ofensiva na tentativa de cooptar lideranças em favor do vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

O blog Marco Aurélio D’Eça apurou que foram sondados a senadora Eliziane Gama (Cidadania), o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB) e os deputados federais Pedro Lucas Fernandes (PSL), André Fufuca (PP) e Cléber Verde (PRB), todos aliados do senador  Weverton Rocha (PDT).

Para tentar cooptar essas lideranças, auxiliares de Dino – como o secretário de Comunicação Fábio Capelli – estão oferecendo desde vagas na chapa encabeçada por Brandão até cargos no primeiro escalão do futuro governo a ser iniciado em abril de 2022.

Vaga de vice de Carlos Brandão foi oferecida a Othelino Neto, um dos principais aliados do senador Weverton Rocha

De acordo com o blog de Neto Ferreira, por exemplo, a Othelino Neto foi oferecida a vaga de vice na chapa de Brandão.

Também foi sondado o irmão de Eliziane, pastor Eliel Gama, pré-candidato a deputado federal, a quem foi oferecido o Detran.

Flávio Dino disse que pretende anunciar seu candidato a governador em novembro, mas ressente-se da dificuldade de apoio ao vice-governador Carlos Brandão, que ainda não conseguiu ter nenhuma liderança ou partido em sua base, a não ser os controlados pelo próprio Dino – PSB e PCdoB.

A tentativa de cooptação visa dar um verniz de apoio ao vice, para justificar ao menos um dos critérios que ele precisa atender para ser escolhido candidato.

mas as barreiras e4ncvotnradas nesta cooptação tornam mais difícil a vida do pré-candidato tucano.

E pode forçar Dino a adiar a escolha…

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Os critérios de Flávio Dino e a performance dos candidatos da base

Ao revelar, pela primeira vez, quais são os pré-requisitos que irão nortear a escolha do candidato da base governista nas eleições de 2022, governador põe em xeque o próprio compromisso com o documento assinado em julho

 

Base dinista reunida em julho para definição dos critérios queriam nortear a escolha do candidato a governador; todos concordaram com tudo

Análise de conjuntura

Pela primeira vez desde que assinado, em julho, o governador finalmente revelou, ontem, os três critérios que o candidato a governador deve atender para ser o escolhido candidato da base governista em 2022.

Segundo Dino, o escolhido será aquele que mostrar compromisso com seu legado, agregar o maior número de partidos e lideranças na base e ter potencial eleitoral, ou seja, capacidade de desempenho nas pesquisas.

O blog Marco Aurélio D’Eça mostra abaixo o potencial de cada um dos quatro candidatos dentro dos critérios estabelecidos por Dino; e aponta a dificuldade que ele terá para cumprir o que assinou.

1º Critério: fidelidade ao legado de Dino

Senador Weverton Rocha (PDT): aliado de Flávio Dino desde as eleições de 2006; junto com o governador, ajudou a construir a candidatura de Edivaldo Júnior (PDT) em 2012, a primeira eleição de Dino em 2014, a releição de Edivaldo em 2016 e a reeleição de Dino em 2018; é o único dos pré-candidatos da base que segue desde sempre o mesmo espectro ideológico de Dino, na esquerda.

Vice-governador Carlos Brandão (PSDB): Apesar de não ter estado com Dino em algumas eleições em São Luís e no estado, Brandão se alinhou ao governador nas eleições de 2014; mostrou fidelidade a ponto de ser reconduzido à chapa que se reelegeu em 2018. Conhece o governo por estar nele desde o início.

Secretário Simplício Araújo (Solidariedade): também está no governo Flávio Dino desde o início do mandato e compõe a base dinista no interior. Tem compromisso com o legado de Dino por ter ajudado a construí-lo, embora tenha posição diferente no espectro ideológico.

Secretário Felipe Camarão (PT): é um dos chamados “‘direitoboys”, ex-alunos de Flávio Dino e do desembargador Ney de Barros Belo Filho, que tem forte influência no governo. É considerado o preferido de Dino não apenas para sucedê-lo, mas para qualquer posto majoritário que se apresenta, desde 2016. Era do DEM até se filiar ao PT, no início de agosto.

2º critério: capacidade de agregar a base

Weverton Rocha: tem hoje o maior número de aliados na base de sustentação do governo; tem apoio do DEM, do PDT, do PSL, do PRB, do Cidadania, e do PP. Também reúne em seu palanque a maioria dos prefeitos dos maiores colégios eleitorais, os presidentes da Assembleia, da Famem e da Câmara de São Luís, a senadora Eliziane Gama e cerca de 90 prefeitos.

Carlos Brandão: o vice-governador se ressente de ainda não ter espaço no governo para agregar aliados. Cogita-se para sua composição apenas o PCdoB e o PSB. Seus aliados dizem que, no governo, a partir de abril, ele terá capacidade de cooptar prefeitos importantes e lideranças políticas de peso.

Simplício Araújo: o secretário de Indústria e Comércio tem muita força na classe empresarial, mas não consegue agregar partidos em torno do seu nome. É forte em algumas regiões do interior e tenta mostrar capacidade de agregamento de lideranças, sobretudo ex-prefeitos e ex-candidatos a prefeito.

Felipe Camarão: o secretário de Educação tem força no interior, onde reúne lideranças partidárias, prefeitos e ex-prefeitos em torno do seu nome. Apesar de ter chegado há pouco tempo no PT, conseguiu apoio de petistas do alto escalão, como os deputados Zé Inácio e Henrique Souza.

3º critério: potencial eleitoral

Weverton Rocha: o senador do PDT lidera todas as pesquisas de intenção de votos entre os candidatos da base governista. É também o único capaz de fazer frente a uma eventual candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Weverton tem potencial eleitoral já medido em pesquisas municipais de várias regiões; e tem números qualitativos que apontam o potencial de crescimento do seu nome.

Carlos Brandão: o vice-governador tucano ainda não conseguiu superar os dois dígitos em nenhuma pesquisa já divulgada; e tem dificuldade em diversas regiões do Maranhão. Seus aliados apostam que ele crescerá a partir de abril, embora alguns entendam faltar tempo hábil para sua viabilização. É pouco conhecido do eleitor, o que pode servir para potencializá-lo ou desacreditá-lo.

Simplício Araújo: o titular da Seinc consegue superar Carlos Brandão, e até Weverton Rocha, em várias regiões do Maranhão. No quadro geral, consegue ser tão forte eleitoralmente quanto o vice-governador. Seus índices em alguns municípios são os maiores dentre todos os candidatos.

Felipe Camarão: o secretário de Educação ainda não teve tempo para ser medido substancialmente nas pesquisas de intenção de votos. Mesmo assim, ele apareceu em condição de empate técnico com o vice-governador em diversos municípios. O PT espera que ele esteja em posição melhor nas pesquisas de dezembro, por isso pregam o adiamento da escolha do governador.

Em entrevista em Imperatriz, Flávio Dino confirma critérios de escolha do candidato

Esta analise mostra como Flávio Dino terá dificuldade se quiser impor uma realidade só sua na escolha do candidato da base, o que pode levar à implosão do governo.

Mas o governador é soberano para fazer o que quiser, sem atribuir culpa a terceiros.

Só precisa arcar com as consequências…

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A incapacidade de Flávio Dino de conviver com divergências…

Ao bloquear em suas redes sociais o sociólogo Paulo Romão – apenas pelo fato de que ele pretende concorrer ao Senado pelo PT – governador reforça sua imagem autoritária e absolutista já conhecida no Maranhão

 

A presença de Paulo Romão como pré-candidato ao Senado no mesmo PT que tem Felipe Camarão como candidato ao governo desagradou Flávio Dino

Ensaio

Repercutiu negativamente em todo o país o bloqueio que o governador Flávio Dino (PSB) impôs em suas redes sociais ao sociólogo Paulo Romão, apenas pelo fato de que este pretende concorrer ao Senado pelo PT.

O assunto ganhou as pautas do noticiário no Maranhão e no país; e reforçou a imagem de autoritário que marca a história do governador desde o início do seu mandato. (Releia aqui, aqui, aqui e aqui)

O próprio titular do blog Marco Aurélio D’Eça – também bloqueado em suas redes sociais desde 2015 – é uma das vítimas da incapacidade de diálogo que o governador manifestou ao longo do seu mandato. 

No Maranhão são diversas as lideranças políticas, pesquisadores, operadores do Direito e profissionais de comunicação sem acesso às redes sociais de Flávio Dino.

Motivo: divergem das suas opiniões político-sociais.

Mas o bloqueio de Paulo Romão foi uma acusação de golpe sem precedentes na política maranhense, uma manifestação clara de insegurança quanto ao seu projeto senatorial.

Dino já estava fragilizado pela forma desonrosa com que praticamente comprou o título de membro da Academia Maranhense de Letras, após pedir as bençãos do ex-presidente José  Sarney.

Mas com o acesso de ódio manifestado contra Romão, acabou expondo ainda mais sua fragilidade.

É simples assim…

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Flávio Dino inseguro para indicar Brandão sem atender critérios

Apesar da pressão dos aliados do vice, governador não pretende rasgar os termos da carta-compromisso assinada em julho, o que desrespeitaria a base e liberaria os demais aliados a seguir com suas candidaturas

 

Flávio Dino recebe pressão para indicar Brandão logo, mas sabe que pagará um preço político-eleitoral se rasgar os compromissos assinados com a base

Os principais defensores da escolha do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) como candidato da base única do governo Flávio Dino (PSB) aumentaram a pressão sobre o governador para que a decisão seja tomada em novembro.

Mas Dino ainda demonstra insegurança quanto à escolha de Brandão pelo fato de ele não atender a nenhum dos critérios estabelecidos pelo próprio Dino como pré-requisitos da candidatura na base.

O vice-governador não lidera nenhuma pesquisa – nem mesmo as locais, em seu próprio município, Colinas – não tem apoio da maioria dos partidos e das lideranças do grupo e não demonstra capacidade de unificar a base.

Sua escolha seria, portanto, uma imposição do Palácio dos Leões: decisão “na marra”, como prega o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB).

Mas Flávio Dino sabe que se impuser o nome de Brandão de qualquer forma estará dando liberdade a todos os demais candidatos da base a seguirem com suas candidaturas

Preocupa-se, sobretudo, com o senador Weverton Rocha (PDT), principal candidato  aliado. 

Weverton lidera todas as pesquisas de intenção de votos entre os candidatos da base – inclusive as que são recortes municipais – já recebeu apoio da maioria dos partidos (PDT, DEM, PP, PSL, Cidadania e PRB) e tem apoio das principais lideranças do grupo, como a senadora Eliziane Gama (Cidadania), o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), o presidente da Famem, Erlânio Xavier (PDT) e o presidente da Câmara Municipal de São Luís, Osmar Filho (PDT).

Além, disso, reúne o maior número de deputados federais, estaduais, secretários de estado e cerca de 90 prefeitos, que já participaram dos encontros “Maranhão Mais Feliz”.

Os aliados de Brandão na imprensa chegam ao ponto de revelar que a pré-candidatura do secretário Felipe Camarão seria uma farsa, apenas para evitar que o PT se alinhasse a Weverton, como quer a cúpula nacional do partido.

O próprio Felipe tem criticado esta postura e garante que não é “balão de ensaio” do Palácio dos Leões.

Além destes candidatos, Flávio Dino tem em sua base a pré-candidatura do secretário Simplício Araújo, que chega a superar Brandão em diversas pesquisas e em regiões específicas do Maranhão; e flerta abertamente com a pré-candidatura do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PSD).

Mas o governador terá que tomar uma decisão sobre os candidatos agora em novembro, sendo obrigado a quebrar os ovos do seu omelete.

A menos que adie esta decisão para abril, quando deixar o cargo.

Mas, neste caso, quem ainda dependerá de sua escolha?

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Flávio Dino dá mais um passo no sonho de ser Sarney

Ao constranger a Academia Maranhense de Letras a torná-lo imortal – apenas pelo fato de a cadeira em disputa ter pertencido ao seu pai – governador satisfaz o desejo pessoal, ainda que de forma caricata, de continuar seguindo a trajetória do ex-presidente da República

 

 

Flávio Dino vai movimentando as cordas que o poder lhe permite para construir, artificialmente, a trajetória que Sarney construiu de forma natural

Ensaio

O blog Marco Aurélio D’Eça publicou em 7 de novembro de 2014 – dias depois de o governador Flávio Dino (PSB) ter sido eleito para o primeiro mandato – o post “Flávio Dino cada vez mais Sarney…”.

Tratava-se de mais uma análise sobre o perfil do então comunista, que demonstrava em atos, movimentos, pensamentos e palavras o sonho de ser igualzinho ao ex-presidente, na trajetória, em prestígio político e em poder no Brasil.

Esse desejo de ser Sarney foi alimentado desde a infância, quando, ao lado de outros “herdeiros do poder”, como o senador Roberto Rocha (sem partido), se esbaldava nos corredores do Palácio dos Leões, assim como mostrou o blog Marco Aurélio D’Eça no post “Flávio Dino e sua relação histórica com os Sarney…”.

Sonho este reforçado pelo Jornal Pequeno – antes mesmo de ele ser eleito – como mostra artigo publicado em abril de 2014, e analisado pro este blog no post “Jornal alinhado a Flávio Dino orienta o comunista a ser como Sarney”.

O tempo passou, Flávio Dino foi reeleito governador e tentou repetir Sarney em tudo, incluindo o sonho – ainda inatingível – de tornar-se presidente da República.

Mas, se para o ex-presidente este caminho foi natural, Flávio Dino força a barra para percorrê-lo, como a que o tornou nesta quinta-feira, 21, membro da Academia Maranhense de Letras, num movimento tosco de constrangimento dos imortais, forçados a elegerem-no apenas pelo fato de a cadeira 32 ter pertencido ao seu pai, o imortal Sálvio Dino. 

Uma das características de José Sarney era a incapacidade de sentir ódio, que se somava à sua capacidade de converter adversários em aliados.

O próprio Flávio Dino já experimentou desta capacidade, tornando-se, nos últimos anos, sarneysista a ponto de oferecer a vaga de suplente de senador a um indicado do ex-presidente.

Dino ainda precisa percorrer um longo caminho até chegar perto do que Sarney foi: governador, presidente da República, quatro vezes presidente do Senado, maior político da história, escritor renomado e traduzido internacionalmente, membro das academias Maranhense e Brasileira de Letras e doutor honoris causa em diversas universidades mundo afora.

O ex-comunista – agora socialista e imortal postiço – está na estrada, como mostrou o blog Marco Aurélio D’Eça no post lá de 2014.

De qualquer forma, o próprio blog já alertava Flávio Dino, naquela época, do risco de se tornar caricato na tentativa de tornar-se outra pessoa.

E “virar uma mera cópia do que dizia combater”….

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Brandão desconversa sobre apoio a eventual outro candidato…

Vice-governador põe dúvidas sobre a escolha de outro nome da base por Flávio Dino, o que reforça a ideia de que o governador não pretende cumprir a carta-compromisso assinada por ele próprio

 

Brandão aposta suas fichas na decisão do governador Flávio Dino, mesmo sem atender aos critérios da carta-compromisso de julho

O vice-governador  Carlos Brandão (PSDB) desconversou nesta quinta-feira, 21, em entrevista ao jornal O EstadoMartanhão, sobre a possibilidade de apoiar um eventual outro candidato da base escolhido pelo governador Flávio Dino (PSB).

– Eu acho que esse é um assunto que, na realidade, a gente tem que deixar um pouquinho mais para a frente para a gente se manifestar. Vamos aguardar o governador fazer essa análise, fazer essa composição, fazer esse diálogo, para a gente ver – disse Brandão.

Embora tenha dito que, ao assinar a carta todos os pré-candidatos autorizaram Dino a decidir por si mesmo, o vice-governador fala em decisão coerente.

– Eu acho que todos nós vamos seguir essa carta. Já que a gente assinou, nós autorizamos. Eu credito que a decisão dele será coerente, eu prefiro aguardar essa decisão dele – afirmou.

Entre os critérios estabelecidos pelo governador, em comum acordo com os candidatos, estão a melhor posição em pesquisas e o maior poder de agregação entre os partidos da base.

Brandão não atende a nenhum destes critérios.

A entrevista do vice-governador a O Estado reforça a suspeita de que Flávio Dino pretende ignorar a carta assinada em julho na escolha do seu candidato.

O próprio governador já descumpriu os termos do documento ao estimular duas novas candidaturas-amigas, mesmo após a divulgação da carta.

Dino recebeu o ex-prefeito Edivaldo Júnior, pré-candidato do PSD, a quem pediu apoio à sua candidatura de senador; e viu seu secretário de Educação, Felipe Camarão, ser lançado por membros do PT empregados em seu governo.

Nos meios políticos, é dado como certo que o governador vai declarar apoio a Brandão, rasgando os termos da carta.

Mas a tendência é que ele adie para abril esta decisão.

Na tentativa de evitar o racha na base…

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Disputa por vaga de imortal do próprio pai constrange Flávio Dino e AML

Manifestações públicas de apoio ao escritor Antonio Guimarães – autor de livros reconhecidos internacionalmente – e a ausência de nexo da candidatura do governador à cadeira de número 32 diminuem o aspecto histórico da própria academia de letras

 

Casa de Antônio Lobo está sendo palco de uma constrangedora disputa entre um intelectual e um político

Repercutiu negativamente a disputa que o governador Flávio Dino (PSB) está tendo que enfrentar na Academia Maranhense de Letras para herdar a cadeira nº 32, que pertenceu ao seu pai, o intelectual Sálvio Dino.

O fato de concorrer com um renomado intelectual, escritor Antonio Guimarães de Oliveira, com reconhecida produção literária, constrange Flávio Dino e diminui o papel histórico da própria AML.

As manifestações de apoio a Guimarães nas redes sociais e nos comentários do post “Academia Maranhense de Letras pode transformar vaga em herança familiar…” deixam tanto os imortais da academia quanto Dino em situação vexatória. (Veja aqui)

O mais grave é que um dos comentaristas revelou que há imortais ligando para o escritor pedindo sua desistência da disputa em favor do governador, o que seria um crime contra a intelectualidade.

A eleição para a Academia Maranhense de Letras está marcada para esta quinta-feria, 21…

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Executiva nacional desconsidera movimento do PT no Maranhão

Posição eleitoral defendida pelos petistas encastelados no Palácio dos Leões – controlados pelo governador Flávio Dino – é vista pela cúpula do partido como “coisa de Capelli”; reunião no Rio de Janeiro reafirmou que “o caminho no estado é totalmente diferente”

 

Lula e membros da Executiva Nacional do PT; absoluta indiferença ao que pensam Augusto Lobato e Chico Gonçalves sobre o Maranhão

Os recentes movimentos do PT maranhense com relação às eleições de 2022 – protagonizados por gente como o presidente regional Augusto Lobato – sequer foram levados em consideração na reunião da Executiva Nacional no início desta semana, no Rio de Janeiro.

Para a cúpula petista, esses movimentos são “coisas de Capelli”.

Ricardo Cappeli é o secretário de Comunicação do governo Flávio Dino (PSB),  que manipula as cordas dos petistas com contracheques no Palácio dos Leões, a  exemplo de Lobato e do secretário de Cidadania, Chico Gonçalves.

O blog Marco Aurélio D’Eça apurou que na reunião do Rio foi reafirmado que “o caminho no Maranhão é totalmente diferente” do que pregam Lobato e Gonçalves.

Ao identificar o dedo de Ricardo Capelli nos movimentos do PT maranhense, a Executiva Nacional mostra ter consciência de que as ações são uma tentativa do governador Flávio Dino (PT) de garantir o apoio do partido ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o que já foi descartado pelo próprio ex-presidente Lula.

 

Os petistas controlados por Flávio Dino; ações desconsideradas pela cúpula nacional do partido

Mas as jogadas de Dino são frutos do seu próprio erro estratégico – ou talvez de sua presunção.

Brandão só está hoje no PSDB por que Flávio Dino apostava que Lula e o PT seriam cartas fora do baralho das eleições de 2022.

Desde 2018, o governador maranhense trabalhava com a ideia de uma frente ampla, envolvendo a esquerda e a centro-esquerda, sem a hegemonia petista. (Relembre aqui, aqui, aqui e aqui)

A ideia era manter o vice no ninho tucano e se transferir para o PSB, tendo também o PCdoB na aliança.

E o PT iria a reboque, sem a força popular de outrora.

Mas eis que o Supremo Tribunal Federal decide anular as condenações de Lula, pondo o ex-presidente de volta ao jogo do poder; e consequentemente fortalecendo o PT.

Com os planos indo para as cucuias, Dino teve que gerar o caos para tentar se reorganizar, inventando possibilidades irreais no PT maranhense a fim de convencer Lula a seguir seu projeto tucano-socialista.

E obviamente que os petistas empregados no governo defendem a tese do governo.

O fato é que o PT já tem para o Maranhão um caminho decidido nacionalmente, pela executiva e por Lula, que será anunciado somente quando o ex-p-residente achar conveniente.

E o que dizem Augusto Lobato, Chico Gonçalves e outros membros do partido controlados por Flávio Dino servem apenas para animar a arraia miúda.

Sem nenhum efeito prático…