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“Bolsonaro precisa ser contido”, dizem presidenciáveis…

Em documento conjunto divulgado nesta segunda-feira 30, o governador Flávio Dino e os ex-candidatos a presidente Ciro Gomes, Guilherme Boulos e Fernando Haddad pregaram a necessidade de renúncia do presidente

Para os quatro presidenciáveis, Bolsonaro precisa ser contido em seus crimes contra o povo brasileiro

Os pré-candidatos a presidente da República Flávio Dino (PCdoB), Guilherme Boulos (PSOL), Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) emitiram nota nesta segunda-feira, 30, em que pregam a necessidade de de o presidente Jair Bolsonaro ser contido e,m suia ações contra a população do país.

– Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está cometendo contra nosso povo – afirmam os presidenciáveis.

Na avaliação de Dino, Haddad, Boulos e Gomes, Bolsonaro atrapalha todas as ações no Brasil contra o coronavírus.

– Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas. Atenta contra a saúde pública, desconsiderando determinações técnicas e as experiências de outros países – afirmaram.

Irresponsável, Bolsonaro circulou por Brasília, desrespeitando determinação de quarentena e estimulando bolsomínions à desobediência civil

Para os quatro presidenciáveis, as ações de Bolsonaro forçam o Congresso Nacional a legislar em meio á emergência. Ele pregam também ações conjuntas e coordenadas dos governadores para evitar o caos gerado pela irresponsabilidade do presidente, criticado no mundo inteiro.

Abaixo, a íntegra da nota dos quatro presidenciáveis:

O BRASIL NÃO PODE SER DESTRUÍDO POR BOLSONARO

O Brasil e o mundo enfrentam uma emergência sem precedentes na história moderna, a pandemia do coronavírus, de gravíssimas consequências para a vida humana, a saúde pública e a atividade econômica. Em nosso país a emergência é agravada por um presidente da República irresponsável. Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas.

Atenta contra a saúde pública, desconsiderando determinações técnicas e as experiências de outros países. Antes mesmo da chegada do vírus, os serviços públicos e a economia brasileira já estavam dramaticamente debilitados pela agenda neoliberal que vem sendo imposta ao país. Neste momento é preciso mobilizar, sem limites, todos os recursos públicos necessários para salvar vidas.

Bolsonaro não tem condições de seguir governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a economia. Comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos, aproveitando-se do desespero da população mais vulnerável. Precisamos de união e entendimento para enfrentar a pandemia, não de um presidente que contraria as autoridades de Saúde Pública e submete a vida de todos aos seus interesses políticos autoritários. Basta! Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está cometendo contra nosso povo.

Ao mesmo tempo, ao contrário de seu governo – que anuncia medidas tardias e erráticas – temos compromisso com o Brasil. Por isso chamamos a unidade das forças políticas populares e democráticas em torno de um Plano de Emergência Nacional para implantar as seguintes ações:

– Manter e qualificar as medidas de redução do contato social enquanto forem necessárias, de acordo com critérios científicos;

– Criação de leitos de UTI provisórios e importação massiva de testes e equipamentos de proteção para profissionais e para a população;

– Implementação urgente da Renda Básica permanente para desempregados e trabalhadores informais, de acordo com o PL aprovado pela Câmara dos Deputados, e com olhar especial aos povos indígenas, quilombolas e aos sem-teto, que estão em maior vulnerabilidade;

– Suspensão da cobrança das tarifas de serviços básicos para os mais pobres enquanto dure a crise;

– Proibição de demissões, com auxílio do Estado no pagamento do salário aos setores mais afetados e socorro em forma de financiamento subsidiado, aos médios, pequenos e micro empresários;

– Regulamentação imediata de tributos sobre grandes fortunas, lucros e dividendos; empréstimo compulsório a ser pago pelos bancos privados e utilização do Tesouro Nacional para arcar com os gastos de saúde e seguro social, além da previsão de revisão seletiva e criteriosa das renunciais fiscais, quando a economia for normalizada.

Frente a um governo que aposta irresponsavelmente no caos social, econômico e político, é obrigação do Congresso Nacional legislar na emergência, para proteger o povo e o país da pandemia. É dever de governadores e prefeitos zelarem pela saúde pública, atuando de forma coordenada, como muitos têm feito de forma louvável. É também obrigação do Ministério Público e do Judiciário deter prontamente as iniciativas criminosas de um Executivo que transgride as garantias constitucionais à vida humana. É dever de todos atuar com responsabilidade e patriotismo. 

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Flávio Dino reúne centrais sindicais em São Paulo

Governador comunista reuniu no mesmo evento representantes da Força Sindical, da CUT e do movimento feminista, em evento para discutir a retomada do crescimento do país

 

Flávio Dino conseguiu lotar no auditório para falar a trabalhadores da Força Sindical e da CUT, em São Paulo

O governador Flávio Dino (PCdoB) deu nesta terça-feira, 3, mais uma demonstração de articulação nacional ao juntar, no mesmo eventos, militantes da Força Sindical e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo.

Flávio Dino discursou sobre a retomada do crescimento no país e reuniu centenas de pessoas.

O encontro articulado com o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força – a pedido do secretário Simplício Araújo, que acompanhou Dino – reuniria, a princípio, apenas militantes da Força; mas a CUT decidiu também participar.

Governador maranhense ao lado de representantes da Confederação Nacional da Mulher, participantes do evento

Também participaram os membros da Confederação Nacional da Mulher, entidade que discute a pauta da equidade de gênero no Brasil.

As centrais sindicais reúnem militantes de esquerda e do Centro, o que se soma ao projeto nacional do governador maranhense, de construir uma coalizão para enfrentar a extrema direita em 2022.

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As duas faces de Flávio Dino e do PCdoB sobre o The Intercept…

Governador que acusa o site de receber financiamento dos EUA – desde que o portal publicou matéria acusando seu governo de ações contra moradores do Cajueiro – é o mesmo que, há menos de um mês, criticava a denúncia contra o editor do mesmo site, Gleen Grenwald, e defendia a liberdade de imprensa

 

Moradores do Cajueiro protestam em frente ao Palácio dos Leões; The Intercept vê negócios do governo maranhense com chineses

O governador Flávio Dino (PCdoB) tem exibido ao mundo, desde a semana passada, as duas faces de sua personalidade política.

Desde que o site The Intercept Brasil – editado pelo premiado jornalista Gleen Grenwald – revelou ações do governo maranhense para favorecer empresários chineses na área do Cajueiro, Dino e seus aliados comunistas passaram a atacar o portal, acusando-o de ser financiado pelos Estados Unidos.

O The Intercept Brasil é o mesmo que revelou no ano passado os esquemas envolvendo o então juiz Sérgio Moro e os procuradores da operação Lava Jato para condenar o ex-presidente Lula.

Até exato um mês atrás Flávio Dino tinha opinião diferente sobre o The Intercept; tanto que saiu em defesa do seu editor, quando este foi denunciado pelo Ministério Público, por vazar as informações da Lava Jato.

– Muito difícil sustentar juridicamente uma ação penal contra direitos constitucionais atinentes ao sigilo de fonte no jornalismo e contra uma liminar do Supremo. Parece mais um terraplanismo jurídico, que está em moda nesses tempos de trevas – afirmou Dino, em seu perfil no twitter.

O próprio PCdoB tinha opinião diferente sobre o site que agora ataca.

Tanto que, em 21 de janeiro, por ocasião da denúncia contra Greenwald, publicou em seu portal a matéria “Comunistas condenam perseguição a Greenwald e defendem imprensa livre”.

Exatamente um mês depois, em 21 de fevereiro, o mesmo site comunista publica nota de Flávio Dino e chama a matéria do The Intercept de “campanha difamatória contra o governo Flávio DIno”.

Greenwald com o ex-presidente Lula: relação com o PT levou às denúncias contra a Lava Jato; e agora contra Flávio Dino

PT no jogo

É claro que as reportagens do The Intercept contra o governo Flávio Dino têm uma razão de ser para além da defesa das comunidades do Cajueiro: seu editor é vinculado no Brasil diretamente ao PT, partido do ex-presidente Lula, que anda incomodado com a ascensão nacional do comunista maranhense.

Tanto que Greenwald ganhou um Título de Cidadão Maranhense concedido por um deputado petista, Zé Inácio, que tenta achar data para fazer a entrega da honraria. (Relembre aqui e aqui)

 As matérias do The Intercept começaram a ser veiculadas após Flávio Dino defender uma frente ampla, para além do PT, nas eleições de 2022 – além de engatar reuniões com Jorge Paulo Lemmann, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luciano Huck, antagonistas do PT.

Mas, independentemente de ações, reações e intenções, a guerra travada na esquerda, tendo Flávio Dino como protagonista, só mostra como os embates políticos pouco têm de ideológicos.

Para ver isso, basta pisar no calcanhar de um deles…

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Veja mostra o Maranhão que Flávio Dino quer esconder do Brasil

Em ampla reportagem, revista analisa o governo comunista e revela concentração da riqueza, ampliação do desemprego e aumento da miséria no estado; e Dino já admite concorrer ao Senado não à presidência

 

Flávio Dino teve sua gestão maranhense exposta ao Brasil; e já admite concorrer mesmo ao Senado

O governador Flávio Dino (PCdoB) foi definido em reportagem da revista Veja, que já está nas bancas, como “a grande novidade da esquerda para a eleição de 2022”.

Mas a reportagem encontrou, cinco anos depois da eleição do comunista, um estado pior do que era até 2014, quase cinco décadas depois de governos ligados ao grupo do ex-presidente José Sarney.  

De acordo com Veja, estado viu ampliar-se a concentração de renda e o desemprego nos anos de Dino.

– Como se não bastasse, ele conseguiu uma “façanha” às avessas: em sua gestão, a miséria aumentou ainda mais no mais miserável de todos os estados brasileiros. Como “remédio”, o governador vem abrindo de forma temerária os cofres. Nesse aspecto, provou ser um comunista. Os últimos três anos do Maranhão foram no vermelho, com déficits consecutivos – ironizou a reportagem.

Flávio Dino, claro, culpa a crise econômica dos primeiros anos á frente do governo maranhense e o governo Bolsonaro, que acaba de completar apenas o seu primeiro ano.

O perfil de Veja revela dados ainda mais alarmantes em relação ao governo Flávio Dino, informações que não circulam com facilidade nos meios de comunicação maranhenses:

– O estado perdeu a linha de crédito com a União ao cair para a nota C, de mau pagador. Isso porque contraiu um déficit primário de 700 milhões de reais em 2018, com projeção de encerrar 2019 também no vermelho (o número ainda está sendo fechado). Dino foi obrigado a aumentar impostos sobre combustíveis, bens de consumo e prestação de serviços – a arrecadação continua irrisória – revela a revista.

Em sua reportagem, Veja insiste que Dino é uma das estrelas da esquerda na atual conjuntura nacional.

Mas talvez, até pela fragilidade dos resultados do seu governo, o próprio Dino já fala em outras alternativas nas eleições de 2022.

– Uma candidatura à Presidência poderá se colocar se houver um conjunto de forças me apoiando. Se não houver, serei candidato ao Senado – admitiu o governador, pela primeira vez.

A revista Veja com a reportagem sore Flávio Dino começou a circula nesta sexta-feira, 14…

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Flávio Dino atua para isolar Weverton Rocha já em 2020…

Governador tem atuado fortemente para afastar o prefeito Edivaldo Júnior do senador-presidente do PDT, num movimento que visa forçá-lo a abrir mão do projeto de se eleger governador já em 2022

 

Flávio Dino decidiu chamar Edivaldo a estar com Rubens Júnior, mesmo contra o projeto do seu próprio parido, o PDT, presidido por Weverton Rocha

No Maranhão, até os ratos do Centro Histórico sabem que o senador Weverton Rocha (PDT) jamais estaria onde está se dependesse do governador Flávio Dino (PCdoB).

Rocha elegeu-se senador por que criou as próprias condições para que isso ocorresse, forçando Dino a ter que apoiá-lo, diante de uma situação construída a fórceps pelo pedetista.

Flávio Dino também não quer que Weverton seja governador em 2022; aliás, o comunista não cogita, sequer, a candidatura do pedetista à sua sucessão.

Por isso Dino tem trabalhado para que o senador fique isolado nas eleições municipais de São Luís, sem opção de alianças e candidatos; e fora do segundo turno.

Em 21 de janeiro último, o blog Marco Aurélio D’Eça escreveu o post  Edivaldo Júnior entre Weverton Rocha e Flávio Dino.

Mas é preciso analisar também que Flávio Dino não quis, na última década, nenhum projeto encabeçado por Weverton Rocha, inclusive a eleição e reeleição do próprio Edivaldo Júnior (PDT). 

Foi Weverton – e não Dino – quem fez de Edivaldo prefeito eleito e reeleito na capital maranhense.

Em 2012, quando o atual prefeito de São Luís era um deputado federal sem maiores destaques em Brasília, Flávio Dino apostava no ex-prefeito Tadeu Palácio como opção do grupo para disputar a Prefeitura de São Luís.

Foi o atual senador do PDT quem construiu, bancou e segurou a candidatura de Edivaldo, que acabou se elegendo prefeito contra o então favorito João Castelo (PSDB).

Em 2016, Weverton Rocha chegou a vivenciar propostas de Flávio Dino para que Edivaldo Júnior fosse substituído, já que sua rejeição era quase intransponível; resistindo à proposta comunista, o senador vestiu a camisa do prefeito, exortou os aliados e deu a ele uma vitória histórica contra o surpreendente Eduardo Braide (hoje no Podemos). (Relembre aqui, aqui e aqui)

Nem a própria eleição ao Senado, Weverton Rocha deve a Flávio Dino.

O governador comunista tinha outros planos e apostava, até o início de 2018, que o pedetista se contentaria com a reeleição à Câmara. Mas teve que engolir uma candidatura consolidada na base, com centenas de prefeitos, deputado estaduais, prefeitos e vereadores.

O resultado é que Weverton teve quase 2 milhões e votos, mais do que o governador conseguiu na própria reeleição.

Flávio Dino já tem o seu plano eleitoral para 2022, em que Weverton Rocha não está incluído.

Caberá ao próprio senador, agora, saber se construiu um grupo – com aliados incondicionais – ou apenas pensou no próprio umbigo.

E se não fizer essa análise, ficará a ver navios em 2022.

Já a partir de 2020…

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Números de Flávio Dino são excelentes na corrida presidencial…

Minimizar o fato de que o governador maranhense chega até 13% das intenções de votos para presidente é ignorar o peso da disputa em que o presidente Jair Bolsonaro surfa na onda conservadora que tomou conta do país

 

Flávio Dino e Luciano Huck somam juntos 27% das intenções de votos para presidente, hoje, no país, o que representa 1/4 do eleitorado

Qualquer analista lúcido deve ver com olhos pragmáticos o resultado da pesquisa da Consultoria Atlas Político – divulgada nesta quarta-feira, 12 – que aponta o governador Flávio Dino (PCdoB) com até 13% das intenções de votos, dependendo do cenário.

Divulgada pelo jornal El País, a pesquisa tem dois cenários principais.

No primeiro, com a presença do ex-presidente Lula e do ministro Sérgio Moro, o presidente Jair Bolsonaro lidera com 32% das intenções de voto, no limite do empate técnico com Lula. Moro segue atrás, com 20%, à frente do apresentador Luciano Huck (6%), Flávio Dino (3%) e o governador de São Paulo, João Dória (0,6%).

Quando Lula e Moro saem do cenário, Bolsonaro vai a 41%, Huck sobe para 14% e Dino fia logo atrás dele, com 13%. João Dória fica com apensas 2,5%.

Mas o que querem dizer esses números?

A esta altura da disputa, os dados da Consultoria Atlas significam que Lula ainda é o principal adversário de Bolsonaro. Mas é preciso levar em conta que o ex-presidente está inelegível e dificilmente terá a garantia dos direitos políticos em 2022.

Por outro lado, é pouco provável que Sérgio Moro rompa com Bolsonaro para concorrer sozinho; é mais provável que haja uma composição entre eles.

Neste caso, os dados mostram que os índices de Lula e Moro se espalham em três candidaturas principais: Bolsonaro, Luciano Huck e Flávio Dino.

Levando em conta que há a discussão sobre uma composição entre Huck e Dino, os dois somam, juntos, nada menos que 27% no cenário mais provável.

Esse total significa mais que 1/4 do eleitorado brasileiro, um cacife de milhões de brasileiros.

São, portanto, extremamente competitivos.

E análise sem levar em conta esses cenários não é analise.

É mera expressão de desejo…

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Flávio Dino fracassa e miséria no Maranhão só aumenta…

Cinco anos depois de assumir o seu primeiro mandato, governador comunista vê o estado atingir o índice de 20% da sua população vivendo com menos de R$ 145,00 por mês, liderando o ranking da pobreza extrema

 

Flávio Dino em 2015, durante a posse para o primeiro mandato; cinco anos depois, o índice de miséria no Maranhão só aumentou, chegando a 20% da população

O governador Flávio Dino (PCdoB) elegeu-se em 2014 com o discurso de que, em 50 anos, a família Sarney tinha levado a população maranhense à pobreza extrema.

Na época, o índice de maranhenses vivendo com renda mensal de menos de R$ 145,00 estava na casa dos 13%.

Entre 2016 e 2018, já com o M,aranhão sob o comando de Dino, este índice subiu nada menos que 17,75%. Mesmo, assim, o comunista conseguiu se reeleger, mantendo o discurso do antisarneysismo.

Hoje, o Maranhão lidera o ranking de miséria do IBGE com praticamente 20% da sua população vivendo com menos de R$ 145 por mês, índice mais de três vezes maior que a média da população brasileira nesta situação.

E é com este passivo que Flávio Dino tenta construir sua candidatura a presidente do Brasil.

Vai conseguir?!?

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Governistas insuflam candidatura de Roseana…

Sem a presença da ex-governadora na disputa em São Luís, o deputado Eduardo Braide amplia as suas chances de vencer as eleições em primeiro turno, possibilidade que assombra o Palácio dos Leões

 

Roseana tem a candidatura insuflada por Flávio Dino para evitar que Eduardo Braide vença a eleição de São Luís em primeiro turno

Nos últimos dias, cada vez mais agentes ligados ao governo Flávio Dino (PCdoB) têm manifestado interesse em uma possível candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) à Prefeitura de São Luís.

Em contato com o blog Marco Aurélio D’Eça, candidatos, lideranças políticas e partidárias, além de jornalistas vinculados ao Palácio dos Leões, apresentam sempre o mesmo questionamento.

– E aí? Roseana vai entrar mesmo?!? – é a pergunta-padrão.

A pergunta se dá pelo fato de que, embora tenha sido lançada pelo MDB e aparecido bem na pesquisas do final de 2019, Roseana manifesta pouco interesse em entrar na corrida pela prefeitura.

E essa decisão da ex-governadora pode ser um desastre para o grupo de Flávio Dino (PCdoB).

Sem ela na disputa, ampliam-se consideravelmente as chances do deputado Eduardo Braide vencer a eleição em primeiro turno. 

Pelo que se vê, portanto, o grupo de Flávio Dino vai continuar a tentar insuflar Roseana candidata…

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Articulação de Dino com Huck passa por todo-poderoso da Ambev…

Todos os encontros entre o governador e o apresentador de TV foram articulados pelo bilionário Jorge Paulo Lemman, que tem o auxílio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; objetivo é chapa com Huck e um nordestino

 

Flávio Dino entre um dos principais articuladores da candidatura de Luciano Huck e o empresário Jorge Paulo Lemman, em evento do RenovaBR

Homem mais rico do Brasil, o bilionário Jorge Paulo Lemman está por trás da aproximação entre o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e o apresentador de TV, Luciano Huck.

Foi Lemman quem articulou – com o auxílio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (Cidadania) – todos os encontros entre os dois candidatáveis.

Dentre outras empresas, Lemman controla no Brasil as operações da Cervejaria Ambev, do Burger King, da Heinz e das Lojas Americanas. 

Mentor de uma bancada de deputados federais formados na fundação que leva o seu nome e abrigados nos coletivos “Renova BR” e “Acredito”, Lemman tentou fazer de Luciano Huck candidato já em 2018.

Antes mesmo das eleições, porém, Lemman ouviu de Fernando Henrique Cardoso a necessidade de ter um nome do Nordeste no movimento.

Foi assim que, em abril de 2018, o bilionário levou Flávio Dino para o evento “Brasil Conference”, promovido pela sua fundação com estudantes brasileiros em Harvard e no MIT, em Massachussets (EUA).

O governador maranhense voltou a Boston também em 2019, em nova palestra da Fundação Jorge Paulo Lemman. (Relembre aqui)

Flávio Dino no evento Brazil Conference, nos Estados Unidos, para onde foi levado por Jorge Paulo Lemman

FHC e Lemman concordam que Huck deva ter um vice do Nordeste em sua chapa de 2022.

O empresário, porém, ainda prefere o governador do Ceará, Camilo Santana, mas está sendo convencido pelo ex-presidente, que vê muito vínculo de Santana com Ciro Gomes (PDT).

Flávio Dino também é apoiado por outro entusiasta do movimento RenovaBR, o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (Cidadania).

Para Hartung, uma chapa Huck/Dino seria imbatível na sucessão de Bolsonaro…