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Base do PT pró-Weverton prepara novo movimento em São Luís

Formado pelo diretório municipal do partido na capital maranhense e petistas de todos os 217 municípios – com participação de membros da Fetaema, da CUT, do Sindsep e de outros segmentos sociais –  grupo se mobilizará em defesa da chapa Lula/Weverton nas eleições de outubro

 

Weverton reúne petistas de todo o maranhão e membros de movimentos sociais e sindicais em torno de sua candidatura; e é o preferido de Lula para o governo

O PT de São Luís, presidido pelo ex-vereador Honorato Fernandes, prepara novo evento para consolidar o grupo petista que defende abertamente a  chapa Lula (PT) e Weverton Rocha (PDT).

Com forte base nos movimentos sociais, sindicatos e com ampla base na classe trabalhadora, o movimento petista reúne membros do PT de todo o Maranhão; além disso tem forte participação em entidades como a CUT, a Fetaema, o Sindsep e dezenas de outras entidades da classe trabalhadora.

Um dos primeiros eventos da base do PT pró-Weverton foi realizado no início de março, na sede da Fetaema, no Araçagy, quando reuniu petistas de todos os 217 municípios; o próximo evento será organizado para definir a data de inauguração da sede do comitê “PT com Weverton e Lula”.

Além de Honorato Fernandes, o grupo reúne outros petista de peso, como o ex-secretário de Esportes Márcio Jardim, o professor e sociólogo Paulo Romão, pré-candidato a senador pelo PT, além de vereadores, ex-vereadores, ex-candidatos a prefeitos e dirigentes de diretórios municipais no Maranhão inteiro.

O argumento para defender a candidatura de Weverton, segundo Honorato Fernandes, é a preferência que o próprio Lula já manifestou em relação ao senador, que sempre atuou no campo progressista, inclusive, em defesa do próprio Lula.

O comitê de petistas com Lula e Weverton devem apresentar teses no encontro de tática do PT, que definirá os rumos do partido nas eleições de outubro.

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Com articulação popular, Weverton mantém-se à frente das pesquisas, mesmo com pressão do Palácio

Governo-tampão de Carlos Brandão cooptou aliados do pedetista, abriu um gigantesco cabide de empregos no Palácio dos Leões, aliciou setores inteiros da mídia e institutos de pesquisas, mas não conseguiu esvaziar a campanha do seu principal adversário

 

Falando a mesma linguagem do povo simples, Weverton avança nas bases mais populares mesmo diante da pressão do governador-tampão e do Palácio dos Leões

Análise de conjuntura

Há uma explicação lógica para a força que o senador Weverton Rocha (PDT) demonstra na disputa pelo governo, mesmo diante de toda pressão exercida pelo Palácio dos Leões contra sua candidatura: o pedetista tem uma ligação direta com a população comum, a classe trabalhadora e a gente do povo mais humilde, fruto de sua luta histórica no campo progressista.

Essa força de Weverton faz com que – mesmo cooptando lideranças políticas em todo o estado, aliciando imprensa e institutos de pesquisas – o governador-tampão Carlos Brandão (PSB) não consiga superá-lo nas intenções de votos.

O resultado é uma candidatura fortemente vinculada às lutas de classes e à população, que incomoda fortemente o Palácio dos Leões e, sobretudo, o ex-governador Flávio Dino (PSB), principal patrono da candidatura-tampão.

Tanto que, passado quase 1 mês da posse de Brandão, Flávio Dino ainda insiste em tentar convencer Weverton a abrir mão da disputa em favor do seu candidato – mesmo diante de toda perseguição que o próprio Dino orquestrou contra o pedetista.

Weverton Rocha enfrentou seu pior momento durante a janela partidária, quando Dino, Brandão e seus auxiliares jogaram todas as fichas no seu esvaziamento; mesmo assim, o senador manteve-se na liderança da corrida, à frente do próprio Brandão.

Calçado em pesquisas qualitativas quase diárias e em levantamentos contínuos sobre o desempenho dos adversários, Weverton constrói uma candidatura sólida, com certeza de que estará em um segundo turno.

Por outro lado, já com suas munições gastas, agora é o próprio Brandão quem já não tem certeza de que estará lá.

Simples assim…

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“O povo contra as elites tradicionais”, diz Weverton, sobre eleições de outubro

Ao falar a membros do PT de todo o Maranhão, em evento na quarta-feira, 20, pré-candidato do PDT ao governo destacou que as fotos de encontros dos seus principais adversários mostram que as velhas práticas políticas estão de volta ao estado

 

A classe trabalhadora, os movimentos sociais, sindicatos e representações do campo, da cidade e dos povos negros e indígenas estão ao lado de Weverton contra as elites tradicionais maranhenses

O senador Weverton Rocha (PDT) definiu, na quarta-feira, 20, em encontro com petistas maranhenses, o tom de como será as eleições de outubro, em que a população estará claramente contra a imposição das elites tradicionais maranhenses.

– Antigas elites políticas estão de volta. Basta ver as fotos de quem está comandando o governo, que já nasce fracassado pelas velhas práticas – afirmou Weverton.

Embora não tenha citado nomes, o senador se referia ao governador-tampão Carlos Brandão, que trouxe de volta ao poder figuras já consideradas superadas na política maranhense, como o ex-governador José Reinaldo Tavares, os ex-deputados Anderson Lago, Marcone Farias, Nan Souza, os ex-prefeitos de São José de Ribamar, Luiz Fernando Silva, e de Imperatriz, Sebastião Madeira, além de diversos remanescentes do antigo Grupo Sarney.

Aos petistas e convidados de outros partidos do campo progressista presentes ao encontro do PT, Weverton destacou que essa relação “povo contra elite” fica clara quando se vê sua base de apoio, formada, sobretudo, por segmentos dos trabalhadores, movimentos sociais, sindicais e do campo.

– É a luta do povo contra as elites; e não é apenas uma luta de classes, mas de gerações – afirmou o senador.

A imagem acima mostra a cara do governo-tampão de Carlos Brandão, com a volta de velhas práticas políticas da elite tradicional maranhense, agora encastelada no Palácio dos Leões

Até mesmo o PT, que organizou o encontro com Weverton, mostra-se dividido socialmente nestas eleições.

Do lado de Brandão está a elite do partido, dirigentes com altos caros no Palácio dos Leões para si e para familiares; já com Weverton, estão o que ele chama de petistas-raiz, aqueles da base partidária, que atuam diretamente nas ruas e na luta da classe trabalhadora, no campo, na cidade, nas comunidades quilombolas e terras indígenas em todo o Maranhão.

E a disputa “povo X elite tradicional” se vê também na própria imprensa.

Uma parte da mídia, envelhecida, defende velhas práticas e tenta dar suporte aos antigos grupo que dominaram o governo-tampão; do outro lado, está a parte mais progressista da mídia, que sempre atuou em defesa da sociedade e da inclusão social, tanto nos governos Sarney, quanto Jackson, José Reinaldo ou mesmo Flávio Dino.

Para Weverton, essa união popular e progressista fará a diferença na disputa contra as famílias e grupos tradicionais que voltaram ao poder com Brandão.

Numa batalha de classes e de gerações…

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Qualificar é só o primeiro passo…

Se levado a efeito, o projeto lançado hoje pela governadora Roseana Sarney (PMDB) pode, sim, alavancar o desenvolvimento do Maranhão.

A qualificação de quase 30o mil trabalhadores coloca a mão-de-obra maranhense no ponto de competição com a de outros estados.

E serão 240 mil postos previstos para os próximos cinco anos.

Mas não basta capacitar. O governo precisa impor aos empreendimentos a prioridade na contratação de mão-de-obra local.

E este é o segundo passo.

Refinaria Premium, jazidas de petróleo e gás, extrativismo para celulose e papel, siderurgia, hidrelétricas e portos são alguns dos investimentos previstos para o estado – num total de R$ 100 bilhões.

Treinar a mão-de-obra é fundamental para envolver a classe trabalhadora maranhense no projeto de desenvolvimento econômico.

Mas garantir a empregabilidade deste contingente depende, também, de políticas públicas.

De qualquer forma, o programa “Maranhão Profissional” é um passo nunca dado.

Que pode, de fato, mudar a realidade maranhense…