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Em meio à crise dos ferry boat Brandão anuncia cirurgia que ele mesmo reconhece poderia ser feita depois

Sem solução para o problema da travessia São Luís/Cujupe, governador parece querer se esconder das responsabilidades diante do caos instalado no transporte para a Baixada Maranhense

 

Brandão exalta a miséria do Maranhão com cestas básicas e restaurantes populares, foge dos problemas estruturais causados pelo padrinho Flávio Dino

Causou estranheza até mesmo entre aliados o anúncio – de uma hora para outra – de que o governador-tampão Carlos Brandão (PSB) vai se submeter a cirurgia fora do Maranhão.

A estranheza se deu por três motivos:

1 – ninguém, nem mesmo familiares ou coordenadores da equipe do governador, sabia desta cirurgia;

2 – se a cirurgia é “bem simples”, como disse o próprio Brandão, por que não é feita aqui mesmo no Maranhão?;

3 – se a cirurgia pode esperar, como disse tampão, por que escolher exatamente este momento de grave crise no serviço de ferry boat para fazê-la?

Em meio ao caos para na travessia São Luís/Cujupe/São Luís, Brandão reuniu novamente sua equipe nesta terça-feira, 17, para dizer que só apresentará solução na próxima semana.

E logo em seguida anunciou nas redes sociais a tal cirurgia.

Pode não ser, mas parece que o tampão quer se esconder das responsabilidades.

Então chama Flávio Dino, que criou o problema e também recusa-se a discuti-lo.

Simples assim…

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Em 2017 Flávio Dino anunciou R$ 730 milhões no ferry; para onde foi o dinheiro?

Em divulgação nas suas redes sociais, logo no início daquele ano, então governador disse que os recursos seriam investidos na área do Porto do Itaqui e no serviço de transporte  São Luís/Cujupe; ao que tudo indica, o dinheiro afundou em algum canal da Baía de São Marcos

O anúncio de Flávio Dino nas redes sociais; cinco anos depois, nem sinal de investimentos e postagens apagadas das páginas do ex-governador

Principal responsável pelo caos no serviço de ferry boat entre São Luís e Cujupe, o ex-governador Flávio Dino (PSB) anunciou, ainda em 2017, investimento de R$ 730 milhões no setor portuário.

Era janeiro daquele ano; navegando na popularidade após eleições municipais, Dino saiu-se com essa de investimento no Porto do Itaqui e no serviço de ferry boat.

Passados cinco anos, não há qualquer sinal de nenhum tipo de investimento do governo na área das balsas; pelo contrário, o ex-governador é o responsável pelo caos em que se encontra o serviço.

Foi Dino quem decidiu intervir na área dos ferry boat’s; tomou os serviços das empresas e deu para uma outra, do Pará, que nem embarcações tinha. Desde então, o governo vem tentando sufocar as empresas que prestam serviços para repassá-lo à nova empresa.

O serviço de ferry boats – um dos setores estruturais do transporte no estado – é o símbolo do sucateamento do Maranhão no período de governo comunista.

Que agora segue o mesmo padrão no governo-tampão de Carlos Brandão (PSB).

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Flávio Dino quer impor chapa pronta ao PT, mas enfrenta resistências…

Na tentativa de ter o controle absoluto do partido, ex-governador chegou a cogitar a transformação do encontro de tática em uma mera reunião da Executiva para decidir cartorialmente pelos nomes do governador-tampão Carlos Brandão e do ex-secretário Felipe Camarão

 

Flávio Dino utiliza petistas empregados no Palácio dos Leões para manipular o PT ao seu bel prazer, mas já enfrenta resistência da base

Um movimento chamado “PT de base” tem sido a principal resistência à tentativa de controle cartorial do partido pelo ex-governador Flávio Dino (PSB); esse grupo tenta impedir que Dino comande o encontro de tática marcado para os dias 29 e 30, impondo a chapa pronta com o governador-tampão Carlos Brandão e o ex-secretário Felipe Camarão (PT).

Apesar de filiado ao PT há cerca de seis meses, Camarão não é visto pela militância como orgânico a ponto de ser indicado vice; a base petista prefere o deputado Zé Inácio, que tem história no partido.

Com o controle absoluto dos principais dirigentes petistas no estado – a maioria com nomeações para para si ou para parentes no governo-tampão, Dino quer impor o nome do vice, o suplente de sua chapa e ainda definir a agenda do próprio encontro partidário, que é previsto no estatuto.

Para isso, tenta transformar o Encontro de Tática  marcado para os dias 29 e 30 de maio em uma mera reunião cartorial da executiva, onde os líderes empregados no Palácio darão chancela à escolha do ex-governador.

Para a base petista, no entanto, a ação de Dino representa intromissão indevida na instância partidária; até por que, há outras teses a serem apresentadas durante o encontro.

Ainda que Flávio Dino submeta os dirigentes petistas no Maranhão, a decisão sobre o futuro do partido será tomada pela executiva nacional, com base no argumento de todas as forças partidárias.

E na Executiva nacional Dino não manda como manda na estadual…

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Dr. Yglésio culpa Capelli por rompimento de Weverton e perda do apoio de Josimar a Brandão

Deputado estadual do PSB chama o chefe da Comunicação do governo-tampão – homem de confiança do próprio ex-governador – de “oligofrênico que faz política de DCE”; e pede o afastamento do desafeto

 

Homem de confiança de Flávio Dino, Ricardo Capelli é visto por dez entre dez políticos como um problema a atrapalhar o governador-tampão Carlos Brandão

As reações à declaração do senador Weverton Rocha (PDT) – de que seu grupo não votará mais no ex-governador Flávio Dino (PSB) para o Senado – ainda repercute intensamente nas redes sociais, em blogs e entre a classe política.

Pancada em cheio no Palácio dos Leões, o reposicionamento do senador é visto como consequência da postura beligerante e agressiva encarnada pelo secretário de Comunicação Ricardo Capelli, homem de confiança do ex-governador Flávio Dino e espécie de cão-de-guarda do governador-tampão Carlos Brandão (PSB).

– Tem algo estranho; queremos alianças, mas quem era para comunicar e ser uma ponte boa de diálogo “tem mais o que fazer”. tem mesmo: passar o dia todo sendo chato, brigando no Twitter, chamando os outros para marchar – acusou o deputado estadual Dr. Yglésio (PSB), aliado de Brandão e ele próprio um dos alvos de Capelli.

Para Yglésio, o “pitbull albino das laranjeiras” é responsável pelo rompimento de Weverton e atrapalha, também, as negociações de aliança entre Brandão e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL).

As manifestações de Dr. Yglésio na internet; deputado não é o único político a ter essas impressões negativas do chefe da comunicação de Carlos Brandão

Yglésio não é o único membro da classe política a comentar e repercutir a decisão de Weverton de não mais votar em Dino.

E todas posições são, no mínimo, de culpa ao próprio Palácio dos Leões; não há, nem mesmo entre os aliados do Palácio dos Leões, quem veja pontos negativos na decisão do senador pedetista.

Para a classe política, a nova postura de Weverton vai encorpar sua campanha e garanti-lo no segundo turno.

E esse foi apenas o primeiro de uma série de fatos políticos envolvendo o senador nas próximas semanas.

Mas esta é uma outra história…

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Declaração de Weverton contra Flávio Dino repercute – positivamente – em todo o MA

Catarse coletiva, que parecia refreada pela circunstâncias políticas, explodiu em São Luís e no interior na tarde desta sexta-feira, 29, após o senador do PDT afirmar, finalmente, que o seu grupo não votará no ex-governador comunista para o Senado

 

Um decidiu largar a mão do outro: após sucessivos ataques, Weverton decidiu que não vai mais pedir votos para Flávio Dino ao Senado

Análise da notícia

Uma explosão de comentários nas redes sociais, em blogs e na imprensa de modo geral, ganhou a internet nesta sexta-feira, 29, após o senador Weverton Rocha (PDT) declarar que ele e o seu grupo não mais votarão no ex-governador Flávio Dino (PSB) para senador da República.

A decisão de Weverton se deu após sucessivos ataques do próprio Flávio Dino a ele – com pressões contra aliados, cooptação de apoios e tentativas de tirá-lo da disputa pelo governo.

– Nós não vamos votar no Flávio Dino, depois e tudo o que ele fez, até de forma agressiva – disse Weverton, em entrevista ao podcast “Sai da Lama”, de Caixas.

Os comentários nas redes sociais foram os mais positivos em favor de Weverton, muitos ressaltando que há tempos ele já deveria ter-se afastado do governador comunista.

A relação de Dino e Weverton vem azedando desde quando o governador decidiu quebrar os princípios de sua aliança com o senador em favor do seu projeto pessoal de poder.

Mesmo depois de impor critérios aos pré-candidatos de sua base – atendidos apenas pelo próprio Weverton – Flávio Dino decidiu, em novembro de 2021, anunciar o seu então vice, Carlos Brandão (PSB), como sua “escolha pessoal” para disputar o governo.

Em janeiro, Dino reafirmou sua escolha, após tentar convencer Weverton, que não desistiu de sua candidatura.

Mesmo diante da posição pessoal de  Flávio Dino, Weverton, por lealdade à aliança formada em 2014 com a nova política, decidiu manter Dino como seu candidato – e do seu grupo – ao Senado; e trabalhou com esta possibilidade desde então, mesmo sofrendo intensa pressão de aliados para tomar outra atitude.

Mas Dino não respeitou sequer a posição diplomática de Weverton e empreendeu verdadeira perseguição ao aliado, com uso da máquina do governo para comprar aliados, manipulação de pesquisas e uso aberto de setores da imprensa, muitos dos quais ele próprio condenava até o ano passado.

Nos últimos dias, o ex-governador repassou ao secretário de Comunicação do governo-tampão de Carlos Brandão (PSB), Ricardo Capelli – seu homem de confiança – a tarefa de atacar Weverton nas redes sociais.

Foi a gota d’água.

Diante da pressão de aliados políticos e lideranças de todo o estado, Weverton decidiu abrir mão de sua opção por Flávio Dino para o Senado; e vai escolher até as convenções um novo candidato a senador para o seu grupo.

A pancada abalou as estruturas do Palácio dos Leões, que ainda tenta reagir.

Mas a decisão já está tomada…

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Isaac Dias Filho abre a porteira e rompe com Brandão em menos de um mês de governo

Liderança política na região da Baixada e Filho do lendário deputado estadual de mesmo nome, advogado diz que “Maranhão  não merece mais voltar a dias sombrios da história, onde apenas famílias  políticas tinham privilégios e a população ficava mais pobre e miserável”

 

Isaac Dias Filho acusou Brandão de promover benefícios a poucas famílias no poder, em detrimento da população

Menos de um mês depois de assumir, o governador-tampão Carlos Brandão (PSB) experimenta a primeira defecção pública em sua base no interior: o advogado Isaac Dias Filho, liderança de oposição em São Bento e na região da Baixada, anunciou rompimento com o governador.

– É impossível fazer parte de um projeto que se diz de todos e na verdade é só de poucos. O Maranhão não merece mais voltar a dias sombrios da história, onde apenas famílias políticas tinham privilégios e a população ficava mais pobre e miserável – afirmou Dias, em nota divulgada nesta sexta-feira, 29.

Isaac é filho do lendário deputado Isaac Dias, uma das mais respeitáveis figuras da histórica oposição maranhense e do PDT, que passou a vida ao lado de Jackson Lago e Neiva Moreira.

Para se afastar de Brandão, ele acusa o secretário de Articulação Política, Rubens Pereira, de estar usando a pasta para viabilizar a reeleição do filho, deputado federal Rubens Júnior (PT).

– Como pode um governador ser tão inábil ao ponto de indicar o pai de um candidato a deputado para uma Secretária de Articulação Política? – questionou o advogado. 

Isaac Dias Filho revelou em sua nota que, apenas neste primeiro mês de mandato, Carlos Brandão já deu mostras de que não tem compromisso nem mesmo com a própria reeleição, e quer usar o governo para beneficiar apenas seus amigos.

– Analisando os fatos atuais e como estão se desenrolando, percebe-se claramente que Brandão tem um único propósito que é eleger um deputado federal, e não ele mesmo, como governador, por que nunca na história do Maranhão se viu tanta inabilidade em um governante que pensava em tentar uma reeleição – frisou.

Ao anunciar seu rompimento, Isaac Dias Filho anunciou que atuará na oposição ao que chamou de desmandos.

– Por não aceitar esse tipo de politicagem,  saio com o dever de lutar e combater esses e outros desmandos que assolam o nosso Maranhão!!! – concluiu o líder baixadeiro.

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Imagem do dia: a ultrapassada cara do governo Brandão…

Governador-tampão reúne como principais generais de sua gestão políticos que já há pelo menos três gerações passadas estavam aposentados por força das urnas e vivem desambientados dos novos tempos da política moderna; a expressão carrancuda da cúpula do governo nesta foto é o símbolo máximo de um governo que já nasce obsoleto

 

Carrancuda, a cúpula do governo-tampão é a imagem acabado dos tempos de outrora, pouco adequada á agilidade da política atual

 

A imagem acima é exatamente a expressão viva do que é o governo-tampão de Carlos Brandão (PSB).

Ela reúne na mesma mesa – como a cúpula da gestão – lideranças que estão fora do ambiente político há pelo menos três gerações passadas; e a própria expressão carrancuda de Luiz Fernando Silva, Sebastião Madeira e José Reinaldo Tavares mostra o quão obsoleta nasce a gestão atual do Palácio dos Leões.

José Reinaldo foi levado à política pelas mãos de José Sarney, nos longínquos anos 60; chegou ao governo pelas mãos de Sarney, o traiu e, a partir daí, nunca mais foi nada, vivendo de resenhas e observações pouco adequadas à atual realidade da política.

Sebastião Madeira foi deputado federal e prefeito de Imperatriz. Brilhou nos anos 90, mas desde a segunda metade da década passada não consegue mais se estabelecer como liderança na região tocantina; tanto ele quanto José Reinaldo foram esquecidos nas urnas de 2018.

Inventado pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB) ao final da década de 90, Luiz Fernando tem currículo ainda pior: foi eleito e renunciou duas vezes seguidas à Prefeitura de São José de Ribamar; inventado por Roseana para ser seu sucessor ao governo, também arregou em cima da hora. Com tantos arregos, nem quis mais disputar eleição em 2020.

É com este time já renegado pelas urnas que Brandão pretende dar “a velocidade de Ferrari” ao seu governo, com disse em uma das reuniões no Palácio dos Leões.

Os três juntos refletem exatamente a imagem de Brandão montado como governador no quadro atrás da mesa; a imagem parece aqueles retratos dos anos 70, desenhados a partir de fotos caseiras.

O ex-governador Flávio Dino não queria nem Madeira, nem Zé Reinaldo e muito menos Luiz Fernando em postos-chave do governo-tampão, mas foi ignorado por Brandão.

Talvez por isso, ex e atual estão cada dia mais distantes.

Mas esta é uma outra história… 

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Palácio dos Leões começa a se preocupar com Lahésio Bonfim…

Com a candidatura alavancada pelos próprios aliados do governador-tampão – na tentativa de tirar de um eventual segundo turno o senador Weverton Rocha, líder nas pesquisas – ex-prefeito de São Pedro dos Crentes já é uma ameaça para o próprio Carlos Brandão na disputa pela segunda vaga

 

Alavancado pelo Palácio dos Leões, Dr. Lahésio cresceu e já ameaça o próprio governador-tampão Carlos Brandão

O Palácio dos Leões e a coordenação de campanha do governador-tampão Carlos Brandão (PSB) acenderam a luz amarela em relação à candidatura do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Bonfim (PSC).

O candidato bolsonarista passou a ser ameaça real de tirar o próprio Brandão do segundo turno.

Desde fevereiro, aliados de Brandão passaram a alavancar a candidatura do ex-prefeito – inclusive nas pesquisas alinhadas; o objetivo era forçar uma narrativa para tirar do segundo turno, ora e veja, o líder nas pesquisas, senador Weverton Rocha (PDT).

Esta história foi contada em detalhes pelo blog Marco Aurélio D’Eça, no início de abril, no post “Palácio dos Leões quer usar Dr. Lahésio como laranja às avessas de Carlos Brandão”.

Lahésio cresceu, de fato, mas, ao invés de ameaçar Weverton – consolidado como opção de segundo turno – passou a ameaçar o próprio governador-tampão, que não consegue se sustentar nas pesquisas, mesmo com todo o uso da máquina do governo, manipulação de números e apoio maciço da imprensa dinista e sarneysista. 

Agora, o candidato do PSC passou a ser preocupação do Palácio dos Leões, que busca formas de frear sua ascensão pelo interior.

Tanto que já vão freá-lo nos próximos levantamentos…

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Sem pulso, Brandão enfrenta crises sucessivas entre sua base e secretários

Em menos de 30 dias no posto, governador-tampão viu estourar confusões com secretários e ex-secretários e com os deputados Duarte Junior, Márcio Jerry, Rubens Pereira Junior, Zé Inácio e Dr Yglesio; em todas, um personagem se destaca: o chefe da Comunicação Ricardo Capelli, homem de confiança de Flávio Dino que controla aliados, imprensa e o próprio inquilino do Palácio dos Leões

 

Homem de confiança de Dino, Capelli controla a imprensa alinhada – dinista e sarneysista – enquadra deputados e secretários e tenta se impor sobre o próprio Brandão, gerando crise atrás de crise

Análise da notícia

Em apenas 25 dias de mandato, o governador-tampão Carlos Brandao (PSB) já experimentou crises em sua base envolvendo os deputados Duarte Junior (PSB), Zé Inácio (PT), Rubens Pereira Junior (PT) e Dr. Yglésio (PSB), além da polêmica de supostas demissões em Imperatriz, envolvendo o chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, e aliados do deputado Márcio Jerry (PCdoB).

Duarte encarnou duas crises: a primeira quando chegou a procurar dirigentes partidários para trocar de partido, insatisfeito por não ter sido atendido em seus pleitos; depois, criticou duramente a bancada federal, sendo respondido por Márcio Jerry e obrigado a se retratar publicamente.

Pouco tempo depois surge o petista Zé Inácio anunciando-se pré-candidato a vice pelo PT, desafiando a autoridade do ex-governador Flávio Dino (PSB) – que impôs o nome de Felipe Camarão (PT) – e e abrindo mais um racha na já rachada base petista.

Rubens Júnior foi alvo de desgaste após ter curtido uma ironia contra o governo Dino/Brandão feita pelo oposicionista Edilázio Júnior (PSD) nas redes sociais.

Por último, veio o Dr. Yglésio, que partiu pra cima do governo cobrando recursos do futebol e acusando diretamente secretários por perseguição.

E a lista e tretas governistas no já enfraquecido governo-tampão nem precisa incluir a indireta pública do ex-secretário Rodrigo Lago, que mostrou insatisfação após não ter conseguido emplacar prepostos na Secretária de Agricultura Familiar. 

No meio ou por trás de praticamente todas essas crises uma figura se destaca: o secretário de Comunicação Ricardo Capelli, ele próprio já envolvido em disputa interna com o chefe da comunicação de campanha de tampão, o sarneysista Sérgio Macedo.

Mantido no cargo por imposição do ex-governador Flávio Dino, o carioca Capelli praticamente comanda o governo: mantém com mão de ferro a relação com a imprensa alinhada ao Palácio dos Leões – dinista e sarneysista – enquadra deputados e outros secretários e tenta influenciar na própria comunicação de campanha.

Homem de confiança de Dino, Capelli tenta se impor sobre o próprio governador-tampão, que se sustenta na resistência dos aliados do palácio, gerando mais crises internas.

O resultado de todo esse imbróglio é um governador fraco, sem pulso e sem comando do próprio governo.

E ele só tem mais 65 dias de governo efetivo, até se tornar candidato.

Se é fraco como governador, como será na pele de candidato?!?

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Rubens Júnior é mais um a mostrar insatisfação com o governo Brandão

Ao curtir comentário provocativo do colega de bancada Edilázio júnior sobre a troca de comando no estado, deputado federal ligado ao ex-governador Flávio Dino expõe – ainda que sem querer – o clima da relação dos ex-governistas com o governo-tampão

 

A postagem de Edilázio e a curtida de Rubens Júnior: recalque com Flávio Dino ou com Carlos Brandão?

É impossível que ele não tenha percebido o teor debochado, irônico e provocativo da postagem do colega Edilázio Júnior (PSDB).

Mas ao curtir, na tarde desta segunda-feira, 25, a publicação do colega parlamentar sobre a transição do governo Flávio Dino (PSB) para o tampão Carlos Brandão (PSB), o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PSB) foi mais um a expor o clima tenso na relação entre os aliados do ex e do atual governador.

Primeiro, que a postagem de Edilázio – coordenador da candidatura do ex-prefeito Edivaldo Júnior (PSD) – foi extremamente debochada, irônica, e refletiu exatamente o que representa o governo-tampão de Brandão.

– Eu não acompanho muito, mas me falaram que a final desse Big Brother Brasil está fraca e que só perde para o governo Flávio Dino aqui no Maranhão, de tão ruim que foi – provocou Edilázio.

A curtição de Rubens Júnior está longe de ser inadvertida; ele mostrou que concorda com Edilázio.

Só não fica claro se ele concorda que o fim do governo foi fraco pelos resultados medíocres apresentados após oito anos, ou se foi fraco por que Dino foi substituído por Carlos Brandão, visto como um poste até por membros do próprio governo.

De qualquer forma, é mais um que expõe nas redes insatisfação após o ciclo dinista de poder…