Econométrica insiste em Roseana nas pesquisas para o Senado…

Presença da ex-governadora como opção – mesmo enfrentando forte tratamento contra um câncer – mais do que gerar indefinição, contamina o resultado do levantamento

 

ROSEANA ENFRENTA FORTE TRATAMENTO CONTRA O CÃNCER, mas as pesquisas continuam a incluir seu nome na disputa pelo Senado

Opinião

O Instituto Econométrica trouxe nesta quarta-feira, 21, mais uma pesquisa de intenção de votos para o Senado Federal com a presença da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) entre as opções. A pesquisa foi encomendada e divulgada pelo portal imirante.com.

  • Roseana enfrenta desde 2025 um delicado e doloroso tratamento contra um câncer;
  • nas atuais circunstâncias em que ela encontra-se, é impossível estar em campanha.

Este blog Marco Aurélio d’Eça trouxe na última quinta-feira, 15, a postagem “Estadão crava Roseana  Sarney como candidata ao Senado…”. A reação à postagem nas redes sociais e em grupos de Whatsapp foi extremamente crítica.

A audiência entende como forçação de barra manter Roseana como candidata, quando ela própria já se demonstrou desinteressada do projeto eleitoral.

  • a presença da ex-governadora nas pesquisas contamina o cenário eleitoral para o Senado;
  • sem um quadro real dos verdadeiros possíveis candidatos, fica difícil saber quem é quem.

Na pesquisa desta quarta-feira, 21, Roseana soma 13% das intenções de votos no cenário sem Brandão, em rigoroso empate técnico com Roberto Rocha (Sem partido).

Mas nem ela, nem Brandão deverão estar na disputa…

Grupo Sarney mantém projeto Roseana no Senado em 2026…

Mesmo com a ex-governadora enfrentando duro tratamento de saúde, familiares e aliados ainda trabalham com a hipótese de incluí-la na chapa do Palácio dos Leões

 

DE VOLTA AO PODER. Totalmente alinhado ao projeto de poder do governador Carlos Brandão, o grupo Sarney mostra influência no processo eleitoral

Alinhado ao governo Carlos Brandão (sem partido)  – com intenso apoio político e midiático – o grupo Sarney aposta suas fichas na inclusão da ex-governadora Roseana  Sarney (MDB) na chapa encabeçada pelo secretário de Articulação Municipal Orleans Brandão, em 2026.

  • Roseana enfrenta duro tratamento de saúde – está internada atualmente – mas mantém-se fortemente na mídia; 
  • mesmo diante da doença, seu nome tem sido incluído em pesquisas contratadas pelo grupo midiático da família.

Além de Roseana, há no grupo Brnadão outros dois nomes postos para compor a outra vaga de senador na chapa de Orleans, já que a primeira já está definida para o senador Weverton Rocha (PDT), que concorre à reeleição.

  • a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (PSB) vem ganhando força nas últimas semanas;
  • o ministro do Esporte André Fufuca (PP) seria opção pela força da federação entre PP e União Brasil.  

A expectativa do grupo Sarney é que a ex-governadora tenha alta de seu tratamento de câncer até julho, época das convenções; com forte recall eleitoral e presença natural na memória do eleitor, ela não precisará entrar em uma intensa campanha.

Caso Roseana não consiga se viabilizar pessoalmente para a disputa, o grupo Sarney trabalha com o plano B de ter o empresário Fernando Sarney como opção; neste caso, porém, ele seria o primeiro suplente de um dos nomes escolhidos.

Mas esta é uma outra história…

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Petista prevê votação de Lula acima de 70% com ampla adesão no MA…

Suplente de deputado estadual Zé Inácio entende que o apoio dos diferentes grupos políticos ao presidente pode manter sua votação nos mesmos níveis do que ocorreu em 2022

 

FORÇA ELEITORAL. Zé Inácio vê votação estrondosa de Lula no Maranhão em 2026

O suplente de deputado estadual Zé Inácio (PT) analisou em suas redes sociais a ampla adesão de grupos políticos maranhenses ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vê nas manifestações um forte sinal de que a votação do petista se manterá em níveis acima dos 70% nas eleições de 2026.

  • Lula alcançou 71,14% dos votos no segundo turno das eleições presidenciais de 2022 no Maranhão;
  • ele contou com o apoio do governador Carlos Brandão, dos Sarney e do senador  Weverton Rocha (PDT).

“Com exceção da ala bolsonarista, praticamente todas as forças políticas maranhenses estarão com Lula em 2026, independentemente de em quais palanques estiverem”, ressalta Inácio.

Lula tem no Maranhão o apoio do governador  Carlos Brandão (sem partido), que reúne em torno da candidatura de Orleans Brandão (MDB) o grupo Sarney, o PDT de Weverton e várias outras lideranças; no outro grupo está o vice-governador Felipe Camarão (PT), que reúne os dinistas, espalhados pelo PSB, PCdoB, Podemos e solidariedade.

O presidente pode ainda ter o apoio do PSD – partido da senadora Eliziane Gama, uma de suas principais aliadas – que pode ter como candidato o prefeito de São Luís Eduardo Braide.

Para Zé Inácio, em poucos lugares do Brasil essa força eleitoral de Lula demonstra tanta consistência…

José Sarney observa o jogo…

Ex-presidente da República tem percebido cada vez mais, segundo aliados mais próximos, as chances de ocupar uma das vagas na disputa pelo Senado nas eleições de 2026

 

COM BRANDÃO AO LADO. José Sarney está cada vez mais atento aos movimentos políticos no Maranhão e em Brasília

Não é à toa a presença da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) em pesquisas de intenção de votos para o Senado Federal, sobretudo as que são contratadas ou divulgadas pelo Grupo Mirante de Comunicação; existe de fato – senão dela, pelo menos por parte do pai, o ex-presidente José Sarney, uma percepção de que há chances para o grupo garantir uma das vagas em disputa nas eleições de 2026.

Este blog Marco Aurélio d’Eça foi, inclusive, o primeiro a noticiar o nome de Roseana como opção em 2026, ainda, em 2024, no post “Um cavalo selado para Roseana…”.

  • Roseana ocupa sempre o segundo lugar quando é incluída, atrás apenas do governador Carlos Brandão (PSB);
  •  Sem Brandão, é a ex-governadora a principal candidata ao Senado, segundo todas as pesquisas já divulgadas.

Este blog Marco Aurélio d’Eça tem conversado com diversos aliados do ex-presidente e membros do chamado grupo Sarney; e o sentimento percebido é de crescente entusiasmo pelas chances de Roseana.

Sarney trabalha com a expectativa de Brandão permanecer até o final do seu mandato para que uma das vagas de candidato a senador acabe beneficiando Roseana; garantida essa premissa, ele próprio deve trabalhar pela indicação da filha.

  • Roseana enfrenta um tratamento de câncer com amplas chances de cura;
  • a expectativa é que até junho do ano que vem ela possa anunciar-se curada.

Se a ex-governadora não tiver condições de enfrentar uma campanha, a opção é pelo empresário Fernando Sarney, com fortes relações no meio político, nome que agrada, inclusive, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De uma forma ou de outra, portanto, os Sarney se movimentam hoje de olhos abertos para as eleições de 2026.

Vai que…. 

Braide se livra de sarneysistas e brandonistas; e abre espaços para dinistas…

Prefeito de São Luís começa a exonerar indicados de ex-aliados que já cerraram fileiras com o governador Carlos Brandão ao mesmo tempo em que os aliados de Flávio Dino dão adeus ao governo

 

ABRINDO ESPAÇOS. Com a saída dos sarneysistas que aderiram a Brandão, prefeito fica livre para tratar diretamente com os dinistas

Análise da Notícia 

Na semana passada, o deputado federal Aluisio Mendes (Republicanos) e o ex-deputado Edilázio Júnior (PSD) confirmaram adesão ao projeto de poder do governador Carlos Brandão (PSB) que tem o secretário de Articulação Municipalista Orleans Brandão (MDB) como pré-candidato a governador.

  • tanto Aluisio quanto Edilázio eram aliados do prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD);
  • nesta segunda-feira, 7, Braide exonerou o filho de Edilázio de uma assessoria na prefeitura;
  • a pasta de Aluisio na prefeitura é a Secretaria de Ações Sociais, que ainda não foi modificada.

Tanto Aluisio Mendes quanto Edilázio são também sarneysistas, assim como o deputado federal Hildo Rocha (MDB), que era aliado de Braide, mas também já cerra fileiras com Orleans Brandão no interior.

O grupo Sarney é, hoje, o principal sustentáculo do governo Brandão.

Ao mesmo tempo em que se afasta de sarneysistas e brandonistas, Braide mantém diálogo aberto com os remanescentes do grupo do ex-governador  Flávio Dino.

  • o diálogo com os dinistas é feito em nome de Braide pelo deputado estadual Fernando Braide (Solidariedade);
  • o PSD deve ser o partido para onde vai, por exemplo, a senadora Ana Paula Lobato e seu marido, Othelino Neto;
  • outra interlocutora do dinismo com o prefeito de São Luís é a senadora Eliziane Gama, do mesmo partido do prefeito.

“O Braide é uma possibilidade, por que não?!? É construir as condições para o diálogo”, admitiu a este blog Marco Aurélio d’Eça o deputado estadual Carlos Lula (PSB), em conversa sobre as demissões de dinistas que Brandão começou a efetivar no governo.

É preciso lembrar que o próprio Braide já esteve entre os dinistas, quando assumiu a liderança do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa, no primeiro mandato do governador.

O expurgo de Brandão pode ter precipitar a reaproximação…

Roseana Sarney: o plano B de Carlos Brandão…

Governador estimula pesquisas com a presença da ex-governadora por ver no grupo Sarney um canal poderoso na interlocução com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que agrada a aliados, mas não a ela própria

 

PRECISA COMBINAR COM ELA. Brandão vê em Roseana a chave para ter Lula em seu palanque, e não nodo grupo de Flávio Dino; ela nem cogita…

Análise da Notícia

Este blog Marco Aurélio d’Eça publicou na semana passada o post “As três alternativas de Brandão a Lula sobre o Maranhão…”. 

O texto apontava que, dentre as opções do governador maranhense para convencer o presidente petista a estar em seu palanque em 2026 – e não do dos ex-aliados do grupo do ex-governador Flávio Dino – está a que põe a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) como opção ao Senado.

“A alternativa mais ousada inclui a candidatura de Roseana Sarney ao Senado na chapa de Orleans Brandão. Nesta opção, também com ele [Brandão] no mandato até o final, daria a Lula e ao PT a garantia de dois senadores lulistas – Roseana e Weverton – o que faria o grupo Sarney também se envolver no convencimento do presidente; também nesta hipótese há o entendimento de que os dinistas estariam em outro palanque”, revelou a postagem.

  • nesta terça-feira, 24, saiu mais uma pesquisa sobre as eleições de 2026 vinculada ao grupo do governador Carlos Brandão (PSB);
  • no levantamento, Roseana aparece om quase 30% de intenções de votos em um cenário sem o governador como candidato a senador.

Não é de hoje que Brandão articula com o grupo Sarney uma tentativa de convencer Roseana a entrar na disputa pelo Senado; este blog Marco Aurélio d’Eça trata do assunto desde o ano passado, como mostram os posts “Um cavalo selado para Roseana Sarney…” e “No meio de tudo, um cavalo selado para Roseana…”.

  • a explicação é simples: com o grupo Sarney envolvido nas eleições, Brandão acha que neutraliza Flávio Dino com Lula;
  • o ex-presidente José Sarney, inclusive, envolveu-se em favor do governador em recentes episódios em Brasília.

Além da resistência da própria Roseana em disputar novamente as eleições majoritárias, o governador tem outros empecilhos ao seu projeto.

O primeiro é o compromisso – senão formal, pelo menos moral – que ele tem com a senadora Eliziane Gama (PSD) e com o ministro dos Esportes, André Fufuca (PP) – dois candidatos a senador que continuam em sua base aliada.

  • além eles, há o também senador Weverton Rocha (PDT), hoje apoiada pela presidente da Assembleia Iracema Vale (PSB), principal aliada de Brandão.

Brandão usa todas as forças disponíveis – estruturais, políticas e eleitorais – para construir o palanque com o qual pretende conduzir as eleições de 2026; mais cedo ou mais tarde, porém, precisará fazer escolhas.

E são essas escolhas que definirão o futuro desse projeto…

As três alternativas de Brandão a Lula sobre o Maranhão…

Governador espera convencer o presidente a estar em seu palanque nas eleições de 2026 – e não no dos remanescentes do governador Flávio Dino; para isso, já criou várias opções de chapa

 

CONVERSA FRANCA. Brandão tentou falar com Lula sobre eleições durante a viagem à França, mas o presidente quer um cara a cara com ele em Brasília

Em primeira mão

Rechaçado em sua tentativa de tratar sobre a sucessão maranhense com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda durante a viagem à França, o governador Carlos Brandão (PSB) espera com ansiedade a “conversa específica” que Lula quer ter com ele sobre o assunto. 

E já definiu três alternativas para apresentar ao presidente:

  • 1 – Abrir mão do mandato, mas com a condição de que Felipe Camarão também renuncie ao mesmo tempo
  • essa alternativa garantiria ao governador sua candidatura ao Senado e ainda faria de sua aliada Iracema Vale (PSB) a governadora interina. Ela poderia disputar a reeleição, com o secretário Orleans Brandão (MDB) de vice; caberia ao petista Felipe Camarão uma candidatura de senador, o que agradaria a Lula.
  • mas o problema dessa equação é que deixa de fora os senadores Eliziane Gama (PSDS) e Weverton rocha (PDT), além do ministro André Fufuca (PP);
  • 2 – Ter como companheiros de chapa de Orleans Brandão (MDB) os candidatos a senador Weverton Rocha e André Fufuca
  • neste cenário, Brandão permaneceria no mandato, consolidando o rompimento com os dinistas e admitiria a hipótese de candidatura alternativa de Felipe Camarão ou mesmo de aliança dos dinistas com o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD); mas daria a Lula dois senadores e a vice.
  • esta alternativa deixa Lula em situação difícil por que ele precisaria romper com os aliados de Flávio Dino para impedir a candidatura de Camarão no PT. 
  • 3 – A alternativa mais ousada inclui a candidatura de Roseana Sarney ao Senado na chapa de Orleans Brandão
  • nesta opção, também com ele no mandato até o final, Brandão daria a Lula e ao PT a garantia de dois senadores lulistas – Roseana e Weverton – o que faria o grupo Sarney também se envolver no convencimento do presidente; também nesta hipótese há o entendimento de que os dinistas estariam em outro palanque.
  • a opção Roseana já foi, inclusive, abordada neste blog Marco Aurélio d’Eça, mas enfrenta o desinteresse da própria deputada federal.

É com essa planilha de opções que Brandão pretende convencer Lula a abandonar o legado de Flávio Dino no Maranhão.

E seguir com os brandonistas nas eleições de 2026…

E no meio de tudo, um cavalo selado para Roseana…

O fortíssimo bombardeio dos brandonistas às tentativas dos dinistas de se manterem vivos para as eleições de 2026 se dá em meio a insistentes pesquisas apontando as chances reais de a ex-governadora voltar ao Senado

 

ROSEANA PRESENTE. Pesquisas são recorrentes em mostrar a ex-governadora como opção de peso para o Senado; ela nem cogita…

Análise da Notícia

Em 15 de novembro do ano passado, este blog Marco Aurélio d’Eça escreveu o post “Um cavalo selado para Roseana Sarney…”.

Tratava-se de uma análise fria sobre pesquisa que apontavam a ex-governadora com índices significativos na disputa pelo Senado, em meio à guerra fratricida entre os aliados do governador Carlos Brandão (PSB) e os remanescentes do grupo do ex-governador Flávio Dino.

“Brandão construiria uma candidatura própria ao governo entre as opções do seu grupo político. Com a força da relação dos Sarney com o presidente Lula (PT), Roseana seria uma das opções ao Senado; o ministro do Esporte André Fufuca, leal aliado do governo, ocuparia a outra vaga na cota do próprio governador”, dizia o texto da época.

  • o tempo passou e Brandão, de fato, construiu uma candidatura ao governo: a do secretário Orleans Brandão (MDB);
  • o ministro André Fufuca mantém-se como aliado de peso, embora tenham surgidos outras alternativas ao Senado;
  • e, por coincidência, a pesquisa Econométrica mostrou nesta terça-feira, 10, Roseana com 29% das intenções ao Senado.

O curioso é que a ex-governadora aparece em segundo lugar – atrás apenas de Weverton Rocha (PDT) – exatamente no cenário que se desenha para 2026, com Brandão abrindo mão da eleição de senador. (Leia aqui)

Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

Mais um cavalo selado passa quanta vezes?!?

Brandão já avança sobre o PT de Camarão…

Palácio dos Leões trabalha com a possibilidade de controlar o partido para negar legenda ao vice-governador; e tem apoio de peso entre os próprios petistas

 

ENCANTANDO OS OLHOS. Cricielle em seu culto de Ação de Graças ofertado pelos Brandão: loas como candidata e perspectiva de poder

O governador Carlos Brandão (PSB) não apenas já decidiu não entregar o cargo ao vice-governador Felipe Camarão como também já trabalha para impedir a candidatura do petista ao governo em 2026; o Palácio dos Leões atua intensamente para que o PT negue legenda a Camarão.

Este blog Marco Aurélio d’Eça, inclusive, vem tratando do assunto desde abril, a exemplo do post “Os petistas contra o PT no Maranhão…”.

“Figuras como os secretários Washington Oliveira e Luiz Henrique Sousa, o suplente de deputado estadual Zé Inácio, e lideranças como Cricielle Muniz, Márcio Jardim, Erionaldson Castro, o atual presidente da legenda Francimar Mello, e ex-presidentes como Raimundo Monteiro e Augusto Lobato compõem esta corrente”, afirmou o texto de abril, posição confirmada depois pelos próprios citados, em uma ou outra conversa.

  • o Palácio tem como moeda de troca os mais diversos cargos de 1º, 2º e 3º escalões ocupados por petistas;
  • o principal trunfo, no entanto, é a oferta da eventual vice na chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB). 

Uma da mais entusiasmadas é a diretora do Instituto de Educação, Cricielle Muniz; muito ligada ao secretário de Representação do governo em Brasília, Washington Oliveira, ela se aproximou da família Brandão e já foi convencida de que pode ser a vice de Orleans.

Aliás, Washington Oliveira também é o homem de Brandão junto à cúpula nacional do PT. E conta com o apoio de agentes do grupo Sarney para convencer petistas em Brasília a somar com o MDB no Maranhão.

Felipe Camarão vem atuando entre os chamados novos petistas, lideranças em ascensão nos diversos núcleos e instâncias de poder do partido do presidente Lula; mas ele tem resistências claras entre os chamados históricos, os que se alternam no poder partidário há anos.

Estes não hesitam em trocar as chances de ter o primeiro governador eleito pela legenda por um punhado de cargos no poder estatal

Resta saber qual o posicionamento da cúpula nacional e do presidente Lula…

De como dois governadores maranhenses mergulharam a carreira no ocaso…

A história política do Maranhão registra a opção de Luiz Rocha, em 1986, e de José Reinaldo, em 2006, de permanecerem no cargo até o final do mandato em nome de projetos pessoais que os levaram ao ostracismo

 

ESCOLHAS PESSOAIS. Luiz Rocha elegeu um inimigo para atender a um amigo; José Reinaldo usou um inimigo para derrotar o amigo

Se o governador Carlos Brandão (PSB) decidir mesmo permanecer no cargo até o final do mandato, em dezembro de 2026, ele estará cumprindo um curioso ciclo que se repete no Maranhão de 20 em 20 anos, desde a redemocratização do país.

  • em 1986 este “sacrifício” foi feito por Luiz Rocha, mas para atender interesses dos Sarney;
  • em 2006 foi José Reinaldo quem tomou a atitude, por “vingança” contra o grupo Sarney.

A permanência de Luiz Rocha até o final do mandato, foi uma imposição do então presidente da República José Sarney (MDB) para impedir a vitória do ex-governador João Castelo (então no PDS) na disputa contra o então senador Epitácio Cafeteira (MDB).

Quem conta a história é o filho de Luiz Rocha, ex-senador Roberto Rocha:

O vice do meu pai era João Rodolfo, primo de João Castelo. Castelo rompeu com Sarney, e elegeu a esposa, Gardênia, prefeita de São Luís. Se Castelo tivesse a prefeitura de São Luís e o Governo do Estado, seria eleito governador em 1986. Sarney, presidente da República, tinha compromisso com o MDB, que lançou Cafeteira para governador. Meu pai, amigo do Sarney, se sacrificou para ajudar a eleger um inimigo”, diz Rocha.

O sacrifício de Luiz Rocha o levou ao ostracismo, de onde só saiu dez anos depois, ao eleger-se prefeito de Balsas; e pode ter custado, também, a ascensão do filho Roberto, que poderia ter sido governador ainda nos anos 90.

Vinte anos depois, o então governador José Reinaldo Tavares (PFL) – tido como maior aliado de Sarney – decidiu vingar-se do padrinho político e da então senadora Roseana Sarney (MDB) ficando até o final do governo, usando a máquina do estado para eleger o pedetista Jackson Lago.

  • José Reinaldo venceu os Sarney e contribuiu para o início do fim do sarneysismo;
  • mas sua teimosia custou caro, e ele, além de preso, nunca mais teve brilho político.

Diferentemente de Luiz Rocha, que tomou a decisão como aliado do grupo Sarney, José Reinaldo havia rompido com o sarneyismo dois anos antes, em 2004.

Na edição de 26 de julho [de 2004], o JP reproduziu na íntegra a histórica entrevista em que Zé Reinaldo detonou o governo Roseana. Por causa dessa briga, o governador Zé Reinaldo, ex-ministro, ex-secretário e vice no governo de Roseana, deixou de ser amigo e aliado de Sarney. Mandou cortar a publicidade oficial da TV Mirante e do jornal O Estado do Maranhão, dirigidos pelo empresário Fernando Sarney”, conta, em retrospectiva, o portal O Informante, do grupo JP. (Leia aqui)

Em 26 de julho de 2024, este blog Marco Aurélio d’Eça fez o paralelo entre José Reinaldo e Carlos Brandão, no post “20 anos depois, Flávio Dino e Carlos Brandão vivem a mesma situação de Roseana e José Reinado…”. 

  • curiosamente, Carlos Brandão foi fiel escudeiro, chefe de gabinete e da Casa Civil do próprio José Reinaldo;
  • e mais curiosamente ainda foi José Reinaldo quem inaugurou a careira política de Dino, naquele fatídico 2006.  

Faltando menos de um ano meio para a decisão que pode definir o seu futuro político e mudar a vida dele e de outros, Brandão vive o dilema entre ficar no governo ou entregá-lo para o vice, Felipe Camarão (PT), aliado de Flávio Dino.

Mas ele tem agora a história para consultar, antes de tomar sua decisão.

E avaliar todas as consequências políticas e pessoais do seu gesto…