4

Batista Matos vê tentativa de censura em ação da PRE contra as igrejas…

Pré-candidato a deputado federal diz que recomendação do Ministério Público para que as igrejas se abstenham de abrigar eventos políticos agride a liberdade de expressão, além de impor tratamento desigual a coisas iguais, como associações, sindicatos e organizações sociais, que continuam livres para ações para as ações políticas

 

LIBERDADE DE CULTO. Roseana, que pode ter até vice evangélico, e Flávio Dino em cultos religiosos: proibição é afronta ao direito de ir e vir

O pré-candidato a deputado federal Batista Matos (PTC), considerou que a decisão tomada ontem pela da Procuradoria Regional Eleitoral do Maranhão, recomendando que igrejas não façam propaganda eleitoral, é, na verdade, uma censura contra este segmento.

“É uma clara censura à liberdade de expressão no ambiente privado que é o espaço interno de uma igreja, como também aos líderes cristãos em qualquer atividade política por terem que se abster ou participar do que possa ser considerado propaganda política. A justiça eleitoral deveria incentivar que mais entidades recebessem e ouvissem as propostas dos candidatos. Igrejas são associações, organização  de pessoas, com propósito espiritual é verdade, mas formadas por cidadãos que pagam impostos, votam e por isso precisam ouvir as propostas dos candidatos”, ponderou o pré-candidato, que é jornalista e evangélico.

Para Batista Matos, se essa decisão tiver de ser seguida, a Ordem dos advogados, conselhos de médicos, engenheiros e outras categorias; sindicatos, associação de moradores e outras entidades classistas também não poderão fazer reuniões e muito menos debates com candidatos a cargos eletivos.

Batista cita que em outras nações, com nível de consciência política maior, as entidades religiosas tem uma atuação política até maior e permitida pela justiça eleitoral.

“Nos EUA e outros países, as igrejas evangélicas e católicas ouvem as propostas dos candidatos e em alguns países, disponibilizam seus espaços físicos até para serem sessões eleitorais. Por que? Porque lá a política é vivida de forma intensa pelos que vivem sua fé e porque a justiça eleitoral compreende que cada fiel é um cidadão com direitos plenos, inclusive políticos”, explica.

LIBERDADE PLENA. Barack Obama em igreja americana durante a campanha. Lá, os órgãos de controle realmente trabalham

Mandado de Segurança

Na avaliação do pré-candidato, a orientação do procurador eleitoral maranhense é, na verdade, uma ação contra as igrejas.

“Essa decisão não foi contra qualquer político, ela é  na verdade contra os fiéis, contra a liberdade dos líderes e membros nas igrejas. Eles são os grandes prejudicados, pois deixarão de ter mais uma oportunidade de conhecerem as propostas de seus candidatos”, explica o jornalista, que estuda entrar com Mandado de Segurança para garantir seu direito de ir e vir – e sua presença nas igrejas – durante a campanha.

“Se não nos impusermos, uma hora seremos proibidos de falar de Deus. Na verdade, já houve uma tentativa, via Senado, com a PEC 122, de proibir que padres e pastores chamassem pecado de pecado dentro da própria igreja”, conclui.

14

Flávio Dino promove farra de capelães na PM e nos Bombeiros…

Governo comunista se utiliza da maioria de que dispõe na Assembleia para aprovar lei que garante a nomeação de religiosos para assumir postos de oficial militar sem concurso, num acordo com as igrejas maranhenses

 

Flávio Dino e sua “renca” de capelães militares, todos nomeados por indicação de líderes religiosos, mesmo sem formação para o posto de oficial PM

Parece agora estar explicado a quase onipresença do governador Flávio Dino (PCdoB) em cultos evangélicos e em reuniões com pastores – sobretudo da Igreja Assembleia de Deus – nas últimas semanas. (Releia aqui)

O comunista sancionou, em 11 de agosto, a Lei nº 10.654/217, que cria na estrutura da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e da Secretaria de Administração Penitenciária o posto de oficial capelão.

São nada menos que  20 novos capelães PM e BM, distribuídos nas várias patentes oficiais – até de Coronel – todos indicados por líderes evangélicos e católicos ou por políticos vinculados a essas religiões.

Eles se juntam aos 14 já existentes nas duas estruturas militares, todos nomeados sem concurso público.

Alguns desses capelães começaram como tenente, mas hoje já têm patente de oficial superior, mesmo sem ter passado por Academia de Polícia alguma.

A distorção criada por Flávio Dino é a mesma tentada no governo Jackson Lago (PDT) – que, influenciado pelo vice, pastor Porto, usou a farra dos capelães para alcançar popularidade nas igrejas evangélicas, sobretudos as mais fisiológicas, como a Assembleia de Deus.

Essa nomeação em massa foi revogada no governo Roseana Sarney (2009/2014), sob pressão do Ministério Público, hoje omisso em relação ao governo Flávio Dino.

O mesmo pastor Porto, hoje auxiliar de Dino, é quem articula a nova nomeação em massa de pastores para a PM e para o Corpo de Bombeiros.

Flávio Dino, de bíblia na mão: relação cada vez mais próxima com líderes reiligiosos

O cargo de capelão é previsto na estrutura das forças armadas, mas no Exército, na Marinha e na Aeronáutica é um posto militar, cujo acesso se dá exclusivamente por concurso.

No Maranhão, o posto é oferecido a líderes religiosos em troca de controle eleitoral do rebanho nas igrejas, quase sempre é desinformado e sem conhecimento o bastante para questionar a picaretagem dos pastores.

E Flávio Dino, esperto que só ele, percebeu logo como adoçar a boca desses líderes…