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Lava Jato usou práticas da máfia para garantir investigação, revela escuta…

Então juiz Sérgio Moro, que coordenava a operação, e procuradores que conduziam as investigações chegaram a usar métodos truculentos contra a filha de um acusado para ameaçá-lo a fazer delação, revela The Intercept

 

OS INTOCÁVEIS, CLÁSSICO DO CINEMA, MOSTRA UM GRUPO DE JUSTICEIROS da polícia americana, que agia nos anos 30, sem limites para alcançar seus objetivos

Novos áudios revelados pelo site The Intercept, neta quarta-feira, 11, revelam que o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro – e seu parceiros do Ministério Público – usaram métodos criminosos para alcançar revelações de investigados na operação.

Segundo diálogos que vieram a público, o MPF propôs – e Sérgio Moro concordou – com a pressão truculenta à filha de Raul Schmidt, brasileiro com cidadania portuguesa – para ameaçá-lo.

Detalhe: a filha do empresário – Nathalie Angerami Priante Schmidt Felippe – sequer era investigada pela Lava Jato.

Veja o que propôs o procurador Diogo Castor de Matos em um dos grupos cujas conversas vazaram ao The Inrtercept:

“Prezados, gostaria de submeter à analise de todos a questão da operação na filha do raul schmidt.. basicamente, ela esta envolvida em algumas lavagens por ser beneficiária de uma offshore do pai.. pensamos em fazer uma operação nela para tentar localizá-lo.. oq acham?”

No dia seguinte a esta proposta o MPF pediu a Moro que a filha de Raul Schmidt fosse proibida de deixar o Brasil. Além do passaporte, pediram busca e apreensão na casa de Nathalie, bloqueios em contas bancárias dela e da empresa dela, quebras de sigilo fiscal e do sigilo das mensagens de um número dela no WhatsApp.

O próprio Moro reconheceu que a mulher nada tinha a ver com a investigação.

Mas o então juiz decidiu, mesmo assim, atender ao pedido dos procuradores-mafiosos; e autorizou o constrangimento contra Nathalie.

A própria defesa de Nathalie conta como foi a operação contra ela, em pedido de Habeas Corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região:

“Três agentes da Polícia Federal portando metralhadora ingressaram na residência da paciente de forma truculenta, exigindo, aos berros, que ela revelasse o atual paradeiro do seu genitor, sob ameaça de ‘evitar dor de cabeça para seu filho’, referindo-se à criança dela, um menino então com sete anos”, revelou a defesa, em Habeas Corpous ao TRF-4.

A revelação do The Intercept reafirma as práticas criminosas de membros do Ministério Público para alcançar seus objetivos; e revela a máfia que se instalou no país para influenciar na política brasileira.

 

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Procurador de Justiça vai falar sobre espionagem à comissão da Câmara

Luiz Gonzaga Martins Coelho será ouvido em São Luís sobre as investigações do Ministério Público Estadual das denúncias de espionagem contra o secretário de Segurança, Jefferson Portela

 

LUIZ GONZAGA SERÁ OUVIDO PARA EXPLICAR A COMISSÃO DA CÂMARA a quantas anda sua investigação sobre espionagem do governo Flávio Dino

A Comissão de Segurança Pública da Câmara Federal  aprovou na terça-feira, 20, audiência com o procurador-geral de Justiça do Maranhão, Luiz Gonzaga Martins Coelho.

Ele será ouvido no bojo das investigações contra o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, acusado de espionar autoridades maranhenses.

Luiz Gonzaga vai falar sobre as investigações já abertas pelo Ministério Público maranhense.

Também serão ouvidos os delegados Ney Anderson Gaspar e Thiago Bardal, autores das denúncias contra Jefferson Portela.

Tanto Gaspar quanto Bardal já oram ouvidos em Brasília, mas falarão novamente em São Luís.

Ainda não há definição de datas para as oitivas…

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Fábio Macedo participa de reunião que define ações para o Setembro Amarelo

O deputado estadual Fábio Macedo, a convite da Coordenadora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAOP/DH), promotora Cristiane Lago, participou nesta terça-feira (13), da reunião de organização das ações da campanha do Setembro Amarelo promovida pelo Fórum Estadual de Prevenção da Automutilação e do Suicídio.

Na ocasião, foram apresentados os três projetos que hoje são leis e são de autoria do parlamentar pedetista.

“É uma honra poder participar desta reunião que vai definir algumas das ações do dia 10 de Setembro. Hoje trago aqui a bandeira do combate e prevenção à depressão e agradeço a Promotora Cristiane Lago por trazer a este espaço as três leis de nossa autoria para garantir aos maranhenses tratamento adequado para depresao e alcoolismo, problemas de saúde que estão muito ligados ao suícidio, infelizmente. É preciso sensibilizar à nossa sociedade para questões ligadas ao bem estar e saúde mental”, disse Fábio Macedo.

As ações definidas durante a reunião serão realizadas no dia 10 de setembro que marca Dia Mundial de Prevenção o Suicídio. As atividades terão o objetivo de sensibilizar a sociedade maranhenses sobre essa temática tão delicada que é o suicídio e a automutilação através do teatro, rodas de conversa, contação de estórias, espaço para livros,  esporte, música, jogos de mesa e piquenique com lanche compartilhado.

O Fórum Estadual de Prevenção da Automutilação e do Suicídio é formado por instituições públicas e privadas e atualmente coordenado pelo Ministério Público Estadual,

Para o atendimento de pessoas que se encontram em sofrimento psíquico. Participaram ainda da reunião de organização o promotor Nonato Leite, o vereador Honorato Fernandes representando a Câmara de Vereadores e o renomado médico Ruy Palhano.

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O Ministério Público hoje revelado e a história…

Por Marcos Lobo

Quem hoje se surpreende com o Ministério Público revelado pelas mensagens enviadas ao site The Intercept Brasil é porque não conhece a história.

Saulo Ramos conhecia e bem disse do que o Ministério Público já foi capaz e, pelo visto e revelado pelo site The Intercept Brasil, ainda é.

Como disse Saulo, não são todos do Ministério Público que praticaram/praticam irregularidades/ilicitudes contra investigados e acusados, mas que é uma prática histórica e recorrente, parece que não se tem mais dúvidas.

Melhor deixar que Saulo Ramos fale e revele o que sabia. Segue o texto abaixo:

“ARQUIVOS DA DITADURA

Texto de Saulo Ramos

Publicado na Coluna IN VOGA (Revista Jurídica Consulex, ano IX, n° 192, 15 de janeiro de 2005)

Neste abre e não abre os arquivos do governo militar, as entrevistas dos governantes atuais advertindo que os perseguidos, isto é, as vítimas serão mais comprometidas do que os perseguidores, esquerdistas dedos duros, a decisão de um tribunal convocando reunião de ministros e comandantes militares para indicarem onde estão os corpos de guerrilheiros assassinados pelo batalhão Heróis do Jenipapo, pessoas pedindo transferência, militares achando que começou o revanchismo, a lei de anistia foi para os dois lados, gente pedindo paz, deixa disto, já passou, somos irmãos – em toda essa fervura, ninguém diz uma palavra sobre o que mais terrível tivemos naqueles anos de chumbo, segundo definição de um historiador, o Ministério Público.

Quietinho, hoje mais ou menos herói nacional, sem jenipapo, com reais serviços prestados à sociedade e à lei, o Ministério Público não deve desejar que remexam no passado, porque, mais que os militares, seus membros, em grande parte, foram, na época, inquisidores fanáticos, arbitrários, subservientes, submissos à ditadura, terríveis.

Os militares abriam o IPM (Inquérito Policial Militar) e faziam barbaridades sustentadas pelo respaldo jurídico do respectivo Ministério Público. Depois as peças do IPM eram remetidas à Justiça Comum (quando acabaram as auditorias de guerra) e caiam na mão do Ministério Público Estadual, devidamente orientado e instruído pelo militar da área. Denúncias por ter assistido filme da Checoslováquia, por ter lido um livro de conotações esquerdistas, por ser amigo de um primo de um sujeito que era parente de um comunista.

Criaram a doutrina do medo, que até hoje existe de certa forma: ameaçavam os juízes com cassação sem aposentadoria. Atualmente não existe mais a cassação, mas os juízes, por tradição, conservaram o medo. Sobretudo, os federais. Sempre ressalvadas as honrosas exceções.

No caso do assassinato de Wladimir Herzog, nas masmorras do Dói/Codi, o Ministério Público sustentou a tese de suicídio com o maior cinismo. E fez mais: quando foi datilografada a sentença na ação proposta pela viúva, Sra. Clarice Herzog, o Ministério Público requereu mandado de segurança contra o juiz para impedi-lo de ler a sentença no dia marcado. No Tribunal Federal de Recursos um Ministro deu a liminar e me contou, depois, ou a liminar ou a cassação.

A liminar foi mantida até a aposentadoria do juiz, um mês depois. O Procurador da República envolvido ficou uma fera, porque o juiz substituto prolatou a sentença em favor de Dona Clarice. Não teve medo algum.

No caso Panair, o Ministério Público executou a intervenção decretada pelos militares e acabou com a companhia. Praticou todas as ilegalidades possíveis. Quando era muito acintoso o ato contrário à lei vigente, providenciava para que fosse feita outra e os militares baixavam decreto-lei atendendo ao pedido do fiscal da ordem jurídica. Quando a Panair, em processo de falência, demonstrou que seus ativos eram maiores que o passivo, requereu concordata suspensiva para evitar a dilapidação de seu patrimônio entregue ao Ministério Público. A pedido da nobre instituição, o governo baixou o Decreto-Lei n° 669. de 3 de junho de 1969, dispondo que “não podem impetrar concordata as empresas que, pelos seus atos constitutivos, tenham por objeto, exclusivamente ou não, a exploração de serviços aéreos de qualquer natureza ou infra-estrutura aeronáutica”. Na medida exata.

Felizmente as nova geração do Ministério Público, tanto o federal, como dos estaduais, melhorou muito, aprendeu um pouco de democracia, acabou entendendo o que é Estado de Direito, tem se conduzido com austeridade no combate ao crime. Mais ainda cai em tentação política quando abusa de suas competências em ações civis públicas e alguns, poucos é verdade, servem a interesses que nada têm que ver com a defesa da lei. O arquivamento dos casos de abusos de policiais militares, noticiados pela Folha, faz, de certa forma, lembrar os velhos tempos. Pode ser que sim, pode ser que não.

Mas se abrirem os arquivos da ditadura, a surpresa maior para os historiadores e famílias das vítimas será a atuação dos Procuradores da República e dos promotores públicos. Os militares, sobretudo os antigos e velhos, são aquilo que nós conhecemos. Gostavam de golpe legal, chamavam juristas para fundamentar seus atos arbitrários, acreditavam piamente estar defendendo a Pátria contra os comunistas e subversivos, que era ético matar a liberdade em nome da segurança contra a ameaça soviética, tinham a cabeça feita pelos Estados Unidos e queriam que tudo fosse praticado dentro da lei, inclusive a tortura e as mortes, embora não tivéssemos lei que as autorizasse. O Ministério Público interpretava a lei de acordo com esse desejo para que a consciência da ditadura dormisse em paz. Se abrirem os arquivos da ditadura, todos vão ter surpresas, menos nós os velhos advogados.

Saulo Ramos

é advogado, foi consultor-geral da República e Ministro da Justiça”

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Ministério Público vai investigar espionagem ordenada por Portela

Procuradoria-geral de Justiça quer apurar “possível investigação indevida de agentes detentores de foro especial por quem não detém tal autorização”; e já marcou para esta terça-feira, audiência com o delegado Thiago Bardal

 

THIAGO BARDAL VAI SER OUVIDO NO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA FALAR DAS AÇÕES DE JEFFERSON PORTELA à frente da Secretaria de Segurança

O Ministério Público do Maranhão vai ouvir em audiência nesta terça-feira, 6, o delegado Thiago Mattos Bardal, que acusa o secretário de Segurança Jefferson Portela de espionagem contra autoridades maranhenses.

A investigação contra Portela foi determinada pela Procuradoria-Geral de Justiça, com base em Notícia de Fato, protocolada pelo deputado federal Edilázio Júnior (PSD).

O objetivo é apurar “possível investigação indevida de agentes detentores de foro especial or quem não detém tal autorização”, segundo diz a Notificação, assinada pelos promotores Adélia Maria Souza Rodrigues Morais, Ilana Franco Boueres Laender Morais, Marcos Valentim Pinheiro Paixão e Geraulides  Mendonça Castro, todo assessores especiais da PGJ.

A audiência com Bardal está marcada para as 14h desta terça-feira, 6.

Veja abaixo, a notificação do Ministério Público:

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Procurador livra Flávio Dino e Márcio Jerry e inclui Clayton Noleto em processo de Coroatá…

Em parecer encaminhado ao relator do caso, Pedro Henrique Castelo Branco alterou todo o organograma da decisão judicial que cassou o governador para incluir o secretário de  de infraestrutura, que havia sido absolvido em primeira instância

 

MÁRCIO JERRY E FLÁVIO DINO ESCAPARAM AOS OLHOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO, mas podem ter condenação de inelegibilidade confirmada no TRE

O procurador eleitoral Pedro Henrique Castelo Branco fez um verdadeiro malabarismo retórico para livrar o governador Flávio Dino (PCdoB) e seu ex-auxiliar Márcio Jerry do processo que cassou os mandatos dos dois na Justiça Eleitoral de Coroatá.

Em Parecer encaminhado ao recurso que tramita já em segunda instância, no Tribunal Regional Eleitoral, Castelo Branco disse não ver envolvimento de Dino e Jerry no caso.

Mas, curiosamente, incluiu o secretário Clayton Noleto, que nem havia sido julgado pela juíza de Coroatá, Anelise Nogueira Reginato. (Entenda aqui)

No Parecer a que o blog Marco Aurélio D’Eça teve acesso, o procurador eleitoral apresenta uma sequência de argumentos para tentar tirar o peso da condenação de Flávio Dino e Márcio Jerry.

– Nem toda atuação estatal dentro do período de campanha pode ser considerada conduta vedada e/ou abuso de poder político – destacou, lacônico, Castelo Branco.

O processo vai agora para analise do TRE, que pode ou não acatar o parecer do Ministério Público.

De qualquer forma, e qualquer que for a decisão do TRE, o caso ainda vai ter que ser analisado no Tribunal Superior Eleitoral.

Onde Flávio Dino não terá a atuação de Pedro Henrique Castelo Branco…

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Dutra vê animosidade de promotora em Paço do Lumiar…

Em Nota, prefeito diz que Gabriela Tavernad demonstra antipatia pela primeira-dama Núbia Dutra, o que lhe tira a serenidade para conduzir o Ministério Público no município

 

DOMINGOS E NÚBIA DUTRA SÃO ALVOS CONSTANTES DA PROMOTORA GABRIELA TAVERNAD, que representa o Ministério Público em Paço do Lumiar

O prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB), acusou diretamente a promotora de Justiça do município, Gabriela Tavernad, de agir para criar um clima policial em sua gestão.

Dutra t5eve a casa como alvo de mandados de busca e apreensão por parte da polícia, na madrugada de terça-feira, 7, e criticou a ação.

– Estou avaliando as providências a serem adotadas perante os órgãos de controle do Ministério Público e eventuais ações administrativas e judiciais diante de tão desproporcional e temerária conduta da Senhora Gabriela Tavernard, visando coibir ações dessa natureza que revelam nítido cunho político com o claro objetivo de desgastar e desmoralizar, o que contrasta com as finalidades e objetivos buscados pelo Ministério Público – afirmou Dutra.

Abaixo, a íntegra da Nota de Esclarecimento de Domingos Dutra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O prefeito de Paço do Lumiar, DOMINGOS FRANCISCO DUTRA FILHO, tendo em vista as diligências realizadas na madrugada do dia de hoje sob a coordenação da 1ª Promotoria de Justiça de Paço do Lumiar (PJPLU) em sua residência, na residência de servidores e na sede administrativa da Prefeitura de Paço do Lumiar, vem a público esclarecer o seguinte:

Ao longo dos anos de 2017, 2018, e 2019, a 1ª PJPLU expediu aproximadamente 2.000 (dois mil) ofícios, de forma direta ou indireta, requisitando da Administração informações, documentos, cópias de processos, sobretudo, processos de licitação.

Desse montante absurdo de requisições expedidas pela 1ª PJPLU, o município de Paço do Lumiar já atendeu a mais de 90% (noventa por cento) da demanda solicitada, buscando, dessa forma, demonstrar respeito à Instituição do Ministério Público.

Todavia, não obstante o imenso apreço demonstrando à Instituição Ministério Público, a Senhora Promotora de Justiça, titular da 1ª PJPLU, Gabriela Tavernard, revelando evidente animosidade à pessoa do Prefeito e, sobretudo, à da sua esposa, Dra. Núbia Dutra, tem tomado atitudes que lhe retiram a serenidade que um cargo dessa natureza exige.

Essa falta de serenidade tem se revelado no excesso do poder de fiscalizar da Senhora Promotora a Administração Municipal, nunca antes vista por qualquer órgão do Ministério Público nesse Estado do Maranhão, criando, assim, inúmeras dificuldades à gestão municipal que tem se obrigado a designar servidores e vários advogados para cuidar tão somente das requisições da 1ª PJPLU.

Não obstante todo o esforço no sentido de melhor atender à Senhora Promotora, o município de Paço do Lumiar foi surpreendido com procedimento de busca e apreensão realizado pelo GAECO, coordenado pela 1ª PJPLU. O procedimento entendemos ter sido inteiramente desnecessário diante do pronto atendimento às centenas de requisições levadas a efeito, o que me leva a concluir que os objetivos da Senhora Promotora vão além do cumprimento de seu dever legal e, sobretudo, do atendimento ao interesse público, para alcançar a desmoralização gratuita da pessoa deste gestor e de sua esposa Núbia Dutra, buscando, dessa forma, desconstruir toda uma vida de luta reconhecida por todo o Estado do Maranhão.

Reforça essa ideia de desmoralização gratuita da minha pessoa e da Dra. Núbia o fato de o procedimento se encontrar sob o manto do segredo de justiça, onde nem os advogados designados para atuarem no caso tiveram acesso ao processo, malgrado toda a imprensa nacional ter divulgado abertamente detalhes da ação levada a efeito, inclusive, com entrevista da Senhora Promotora, divulgando fotos do interior de minha residência e da Dra. Núbia Dutra, colocando a minha família em estado de vulnerabilidade, cuja conduta não se compatibiliza com o objeto da investigação e nem com os objetivos do Ministério Público.

Por fim, estou avaliando as providências a serem adotadas perante os órgãos de controle do Ministério Público e eventuais ações administrativas e judiciais diante de tão desproporcional e temerária conduta da Senhora Gabriela Tavernard, visando coibir ações dessa natureza que revelam nítido cunho político com o claro objetivo de desgastar e desmoralizar, o que contrasta com as finalidades e objetivos buscados pelo Ministério Público.

DOMINGOS FRANCISCO DUTRA FILHO

Prefeito

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Edilázio aciona Ministério Público por irregularidades na MA-315..

Deputado Federal quer que o órgão esclareça as circunstâncias de pagamentos e aditivos à obra, que desmanchou completamente menos de três meses após ser inaugurada

 

O deputado federal Edilázio Júnior (PSD) apresentou ao Ministério Público uma representação sobre a precariedade e o pagamento de aditivos irregulares à obra de construção da MA-315, que liga Barreirinhas ao município de Paulino Neves.

A rodovia, que integra a “Rota das Emoções”, foi inaugurada no início do ano, mas já apresenta sérios problemas estruturais.

Edilázio já havia ingressado com uma ação na Justiça Estadual, no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e no Ministério Público de Contas. O caso agora está no Centro de Apoio de Probidade Administrativa do MP e será analisado pelo promotor Cláudio Alencar.

O parlamentar quer apuração a respeito da liberação de um aditivo de mais R$ 2 milhões à obra, que contraria o que determina o contrato da obra e a apuração a respeito da qualidade dos serviços já efetuados na rodovia.

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O depoimento que mexe com o caso Décio e o abafa dos agentes públicos…

Às vésperas do sétimo aniversário de morte do jornalista, denúncias feitas há mais de um ano pelo ex-empresário Júnior Bolinha voltam a incomodar os bastidores da Polícia e do Ministério Público, que preferem evitar o assunto

 

DEPOIMENTO DE BOLINHA À SEIC ASSOMBRA BASTIDORES DO CASO DÉCIO há mais de um ano; polícia e MP preferem silenciar

Janeiro de 2018. O ex-empresário júnior Bolinha – pronunciado a Júri Popular por envolvimento na morte do jornalista Décio Sá – presta sigiloso depoimento ao Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO) da Superintendência de Investigações Criminais (Seic).

Na conversa com a polícia, Bolinha acusa políticos, empresários, a própria polícia e agentes do Ministério Público de atuarem para direcionar as investigações e evitar alcançar outros envolvidos. (Entenda aqui)

Detalhe: o ex-empresário fala do caso respondendo a uma pergunta do próprio chefe do DCCO, delegado Ney Anderson Gaspar, que quis saber se houve direcionamento nas investigações.

Março de 2018. Após o depoimento de Bolinha vir à tona, repercutindo nos meios políticos, empresariais e policiais, Ney Anderson é transferido do seu departamento para uma delegacia de bairro. (Saiba mais aqui)

DELEGADO NEY ANDERSON FOI TRANSFERIDO DA SEIC LOGO APÓS OUVIR BOLINHA; agora está na delegacia de bairro

Um ano depois, agora em março de 2019, estranhamente, esse mesmo depoimento de Bolinha volta a mexer com os bastidores do caso Décio, sem que haja qualquer novidade que posa levar a uma retomada do caso.

E mais uma vez, polícia, justiça e Ministério Público tratam de desconversar ou silenciar sobre o assunto.

Será por quê?!?

Leia também:

Júnior Bolinha desabafa e conta tudo em audiência…

Afinal, quem os protege?!?

Júnior Bolinha cara a cara com empresário na Justiça…

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Prefeitura de Paço do Lumiar se manifesta sobre ação de improbidade do MP…

Nos últimos dias, foi divulgada informação de que o Ministério Público ajuizou Ação de Improbidade Administrativa contra o prefeito Domingos Dutra; o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Pádua Nazareno, além de outros servidores, acusados de desvios de função, em virtude de terem remanejado servidores efetivos para exercerem funções de agentes de trânsito.

A Prefeitura de Paço do Lumiar está cumprindo umadeterminação da 3ª Promotoria de Paço do Lumiar, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que disciplinou e legalizoua atuação dos carros-lotação na cidade, com o intuito de trazer segurança e qualidade de vida para os cidadãos luminenses, diminuindo a ocorrência de acidentes.

De acordo com o secretário Pádua Nazareno, a 1ª Promotoria do Ministério Público de Paço do Lumiar foi informada do concurso público para a contratação de 25 agentes de trânsito que atuarão na cidade.

No que diz respeito à utilização de servidores para exercerem a função temporária de agentes de trânsito, o secretário pontuou que a Prefeitura de Paço do Lumiar se baseia no artigo 280, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que prevê esse tipo de atividade, e também cumpre o TAC assinado junto ao Ministério Público, por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Paço do Lumiar.

“A prefeitura entende que não pode ser indevidamente penalizada por estar cumprindo uma lei federal e ainda obedecendo ao próprio Ministério Público, trazendo para a população benefícios decorrentes da municipalização do trânsito”, explicou o secretário Pádua Nazareno.

O secretário informou ainda que, em virtude desse TAC, a Prefeitura de Paço do Lumiar municipalizou o trânsito do município visando a sua organização e fiscalização, com o objetivo de reduzir acidentes.

“A Prefeitura não apenas respeita, mas considera necessário para a democracia o trabalho do Ministério Público. Porém, entendemos que está havendo um conflito de atribuições no Ministério Público de Paço, em que uma promotoria está tentando punir a Prefeitura por ela estar cumprindo o que foi acordado com outra promotoria”, analisou o secretário de Mobilidade Urbana.

O prefeito Domingos Dutra lamentou a judicialização da política e da administração pública:

“Paço do Lumiar estava há décadas sem gestão. Em 26 meses de governo, colocamos abrigos nas paradas, municipalizamos o trânsito, instalamos semáforos, melhoramos o trânsito no Maiobão, implantamos seis linhas de coletivos novas e, enquanto o concurso não se realizava, treinamos servidores para auxiliar na fiscalização. Infelizmente, a promotora considera esta ação benéfica para população como um ato de improbidade. Vamos contestar e aguardar o pronunciamento da Justiça”, destacou o chefe do executivo municipal.