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Caldo de cultura levou ao apoio do MDB a Neto…

Por Renato Dionísio

Depois de idas e vindas, expectativas e esperas, finalmente o Movimento Democrático Brasileiro, nome oficial do partido MDB, que em nosso estado, entre milhares de novos e velhos militantes, conta em seus quadros com a ex-governadora Roseana Sarney, João Alberto e os deputados, João Marcelo e Roberto Costa, todos, sobejamente provado, herdeiros e seguidores do pensamento político do imortal José Sarney, o mais longevo político da república e ainda em plena atividade. 

Este importante grupamento político, oscilou entre a possibilidade de apoio a quase todos os candidatos a prefeito nestas vindouras eleições e, quase sem exceção, deles recebeu acenos e afagos. Penso que o pragmatismo e o caldo de cultura político de que são possuidores os levou ao apoio a Neto Evangelista, candidato do DEM e irmão de origem destes, deste os tempos de PFL. 

Com reconhecida militância e importância política em São Luís, cidade que orgulhosamente dirigimos por décadas, disto nos orgulhamos, posto que temos reconhecida contribuição para a transformação, para melhor, da cidade que hoje habitamos e que desejamos ver continuar nos trilhos do desenvolvimento. Para tanto, após profundo debate interno, meu partido, o PDT, reconhecendo os dotes do candidato, resolveu aprovar uma coligação com o DEM, diga-se, fomos o primeiro partido a hipotecar apoio, logo, para nossa satisfação vieram outros, dentre eles o partido de Roseana o que muito nos alegrou. 

Consumado este apoio, incontáveis blogs e sites noticiosos, a maioria deles, legítimos representantes da direita e de seu braço político nacional o Bolsonarismo, numa tentativa de pautar o debate político e constranger os menos avisados, se esmeraram em divulgar que “O PDT SE ALIA A QUEM O DESTROSOU EM 2009”, afirmativa duplamente falaciosa, senão vejamos. 

Para corrigir a prosa, devemos lembrar que o contrário é que se constitui lídima verdade, foi o PDT que derrotou o sarneyismo em 2006, em memorável campanha, que a nós se juntaram milhares que desejavam mudanças nos métodos de governança e governabilidade, derrotando um modelo que já há muito perdurava. Esta faço absoluta questão de ressaltar, foi uma vitória política, conquistada no campo da política, com batalhas no campo e na cidade, em memoráveis contendas pelas ruas e praças deste Maranhão. 

Penso que aqueles que trabalham este torpe argumento, na tentativa de criar desavenças e toldar o ambiente, tem a obrigação de diferenciar 2006 de 2009: a menos que por má vontade não desejem fazê-lo. Uma data se refere a um acontecimento político e o outro a fato jurídico, ocorrido nas salas e antessalas do nosso, cada vez mais desacreditado STF, com interpretações e versões, não deglutidas pela ética que se assente na decência. Fazer esta diferença conceitual é fundamental.

Saibam todos, não foi a política que nos derrotou: foi o tribunal, e neste, e menos ainda, com tribunal, não fazemos aliança. 

A dinamicidade da política e o desenvolvimento da sociedade nos obrigam a permanecer em permanente transformação. A avaliar e reavaliar fatos e passos, uma coisa apenas nos cobra a história, coerência e respeito com nossa construção e antepassados. Isto respeitamos.

Estamos com o DEM e com Neto Evangelista, não pretendemos ser os únicos, nem nos cabe escolher, ou vetar, seus amigos e novos colaboradores. Quem tem a história que este PDT tem, não encontrará motivos para ter vergonha de sua luta. Vamos com o colóquio das ruas e com força de nossa militância rumo a vitória.  

*Poeta, Compositor e Produtor Cultural

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Artigo: imoral e leviano?

Espera-se do Congresso Nacional uma forma que corte também os seus próprios privilégios, sob pena de aprovar uma proposta insana do ponto de vista social

 

Por Renato Dionísio*

Estamos vendo e assistindo, a todo instante, o debate acerca da reforma da previdência nacional. Sabe-se que o presidente Bolsonaro terá que submeter a matéria como emenda constitucional, portanto, com exigência do quórum de 308 votos, não da maioria, como é praxe em matérias comuns.

O que se espera, pelo menos eu, é que o projeto seja de uma REFORMA UNIVERSAL, IGUALITÁRIA E ANTI PRIVILÉGIOS.

Entenda-se como universal, o fato dela sujeitar todos os trabalhadores, sejam civis ou militares, da iniciativa privada ou servidor público, temporários ou eventuais e ainda incorpore os membros das forças armadas nacionais.

Por IGUALITÁRIA o fato de cobrara a mesma contribuição para o mesmo futuro benefício.

E como ANTI PRIVILEGIOS, a premissa de que ponha fim a todas as pensões e aposentadorias especiais, que ainda restam estabelecidas país afora, tais como, as de ex-governadores e as concedidas a filhas de membros das forças armadas não casadas.

Por final, para que tenha autoridade moral de votar este dispositivo, necessário e urgente, nosso Congresso precisa dar exemplo, fazer um gesto, se colocar no nível do que dele espera o trabalhador

Para tanto, precisa pôr um fim a imoral aposentaria de seus membros, que se dá com oito anos de contribuição. 

E assim não procedendo, outro adjetivo não merece, diferente de insano e imoral.

*Poeta, Compositor e Produtor Cultural