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Os riscos da aposta na supervotação de Roseana

Aliados falam em 200 mil, 300 mil votos à ex-governadora, que disputa vaga na Câmara Federal, meta pouco provável de ser alcançada, sobretudo diante da forma de campanha que ela adotou, quase sem sair de casa

 

Roseana tem força eleitoral para bombar nas eleições de outubro; mas a aposta numa supervotação pode criar sensação de derrota em sua liderança histórica

Análise da notícia

Os aliados da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) estão impondo a ela um risco desnecessário nas eleições de outubro; gente como o ex-senador João Alberto e o ex-candidato a governador Edinho Lobão falam de 200 mil e até 300 mil a votação de Roseana para deputada federal.

Superestimar os votos em Roseana pode causar sensação de esvaziamento do seu nome, caso ela não atinja a supervotação.

Observadores mais atentos da cena política apontam que Roseana deve receber votação bem mais modesta para os padrões de aposta do MDB: algo entre 100 mil e 150 mil votos; esta realidade é bem mais factível, até pelo estilo de campanha que a ex-governadora adotou.

Roseana não tem visitado as bases no interior e tem saído pouco às ruas, mesmo em São Luís, sua principal base eleitoral; ela recebe lideranças em casa, onde conversa sobre apoios e firma parcerias.

A aposta numa votação estrondosa é explicada pela necessidade do MDB de  eleger uma superbancada de deputados federais, o que é pouco provável; e pode esvaziar sua própria liderança histórica se ela ficar atrás de novatos, como Duarte Júnior (PSB), por exemplo.

Mas, se a própria Roseana acredita que vai mesmo “estourar a boca do balão” nas urnas de outubro, precisa se movimentar mais claramente na campanha.

E tem até outubro para fazer isso… 

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Sarney, o oráculo…

Peregrinação de candidatos à presidência da República à casa do ex-presidente mostra que, mesmo afastado da política, já com 92 anos, o maranhense é ainda o maior político da história do Brasil

 

Do alto dos seus 92 anos, Sarney tem prestígio, poder e influência sobre a política nacional, tudo o que qualquer político sonha em ter um dia

O ex-presidente José Sarney (MDSB) tornou-se uma espécie de oráculo nesta fase da pré-campanha que se aproxima da definição oficial dos candidatos.

Já passaram pela sua casa o ex-presidente Lula (PT), o presidente Jair Bolsonaro (PL), a senadora Simone Tebet (MDB), e até o filho do presidente, Flávio Bolsonaro (PL); todos querem ouvir de Sarney opiniões e impressões sobre a sucessão presidencial;.

Mesmo afastado da política e do alto dos seus 92 anos, Sarney é, ainda hoje, a principal referência no que diz respeito a influencias partidárias no país.

O maranhense representa o que todo político gostaria de ter: prestígio, poder e influência entre os poderosos de Brasília.

Se sonha ser como ele, o ex-governador Flávio Dino deveria passar uns dias em sua casa na capital federal…  

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Principais candidatos a deputado pelo MDB rejeitam aliança com Brandão…

Ex-governadora Roseana Sarney e ex-senador Edinho Lobão – que devem puxar a votação do partido à Câmara Federal – têm posição divergente das lideranças mais antigas do partido, que tendem a se alinhar ao vice-governador por sobrevivência política

 

Fortíssimos candidatos a deputado federal, Roseana Sarney e Edinho Lobão tendem a buscar caminhos diferentes do de Carlos Brandão

Ex-sarneysista, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) tem atuado fortemente para atrair ao seu palanque o MDB, maior partido do chamado Grupo Sarney; já conseguiu apoio de lideranças tradicionais, muitos em busca da salvação do próprio mandato eleitoral, como os deputados estaduais Arnaldo Melo e Socorro Waquim.

Mas o sonho de Brandão é ter no palanque nomes de peso do emedebismo maranhense, como a ex-governadora Roseana Sarney e o ex-senador Edinho Lobão, apontados como prováveis campeões de voto entre os candidatos a deputado federal.

É pouco provável, porém, que Brandão consiga ter os dois candidatos em sua campanha.

Roseana tem apontado que prefere ficar neutra, ao menos no primeiro turno das eleições para o governo; Edinho, por sua vez, já declarou apoio à candidatura do senador Weverton Rocha (PDT).

Historicamente vinculado ao sarneysismo, Carlos Brandão se afastou do grupo após traição do ex-governador José Reinaldo Tavares a Roseana, em 2003; nesse meio-tempo, perdeu espaço entre a ala mais jovem do grupo e precisou do próprio Tavares para se realinhar aos mais antigos do grupo, muitos sequer sem mandato eleitoral.

Sem apoio na base dinista – formada em sua maioria por jovens lideranças, hoje à frente dos principais partidos – o vice-governador tenta dar consistência à sua coligação com partidos sarneysistas.

Mas apenas a ala mais tradicionalista, na qual tem mais espaços…

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Com Brandão assediando o MDB, Roseana intensifica críticas a Flávio Dino

Presidente regional do partido, ex-governadora – que disputa vaga na Câmara Federal – tem usado as redes sociais para apontar os fracassos após oito anos de mandato comunosocialista no Maranhão

 

Flávio Dino tenta atrair Roseana para seu candidato, Brandão, mas ela prefere mostrar os fracassos do governo Dino

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) tem se tornado cada vez mais ativa nas redes sociais; e já escolheu o alvo preferido de suas análises políticas: o governo Flávio Dino (PSB).

Enquanto o candidato de Dino, vice-governador Carlos Brandão (PSDB), assedia abertamente o MDB, partido presidido por Roseana, a ex-governadora aponta os fracassos do governo Dino/Brandão em diversos setores.

Na semana passada Roseana apontou problemas graves em pelo menos duas áreas cruciais do governo: maior percentual de jovens do país que não estudam e nem trabalham segundo o PNAD, e o aumento da violência contra pessoas negras no estado.

A ex-governadora classificou a situação de “tragédia”.

Uma das críticas de Roseana aos dados do Maranhão nos últimos oito anos; “tragédias”, que ela pretende mostrar durante a campanha (Grifo do blog)

Tanto Flávio Dino quanto Carlos Brandão têm oferecido espaços de poder ao MDB, o que tem atraído expoentes do sarneysismo; familiares da ex-governadora, como o sobrinho, Adriano Sarney (PV),também já aderiram à candidatura de Brandão. (Saiba mais aqui, aqui e aqui)

Apesar da pressão, Roseana resiste a dividir palanque com Flávio Dino, e deve continuar com as criticas durante toda a campanha.

E ela tem autoridade para comparar o balanço do governo dinista…

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Roseana resiste à aproximação de Flávio Dino e Brandão

Apesar de boa parte dos aliados mais antigos defender que o vice-governador tucano tem histórico de ligações com o sarneysismo, ex-governadora mostra claramente o fracasso do governo Flávio Dino em suas postagens nas redes sociais

 

Apesar dos afagos de Flávio Dino ao grupo que ele tanto criticou, Roseana mantém forte crítica ao governo dinista nas redes sociais, que ela vê como fracassado

Principal referência do chamado Grupo Sarney e a dona dos votos na família, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) não pretende estar no mesmo palanque do governador Flávio Dino (PSB) e do seu vice, o tucano ex-sarneysista Carlos Brandão.

Pelo menos é o que ela mostra em suas redes sociais, com fortes críticas à gestão dinista, mostrando o fracasso do governo em seu principal objetivo: o combate à pobreza.

A aproximação entre o grupo Sarney e Carlos Brandão vem sendo articulada desde o ano passado pelo ex-governador José Reinaldo Tavares, outro foco de resistência de Roseana, que nunca entendeu a traição dele ao ex-presidente José Sarney.

Apesar de alguns membros mais antigos do grupo e militantes do MDB já estarem em campanha por Brandão, Roseana pretende adotar a neutralidade, pelo menos no primeiro turno das eleições de outubro.

Candidata a deputada federal, ela vai focar sua campanha nos números do seu governo e na comparação com o de Flávio Dino, para mostrar que o governador  fracassou.

E Brandão é, exatamente, a continuidade deste fracasso…

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Palácio dos Leões ainda teme rejeição à aliança com grupo Sarney…

Apesar da aproximação do governador Flávio Dino com a família do ex-presidente da República – e da ligação histórica do vice-governador Carlos Brandão – números de pesquisas qualitativas apontam riscos na relação política entre os dois grupos

 

Flávio Dino vem tentando aproximação com Sarney desde 2019, mas ainda teme reação do eleitorado já demonstrada nas pesquisas qualitativas

As pesquisas de intenção de votos encomendadas por aliados do Palácio dos Leões começam a testar também, a partir de agora, qual a opinião do eleitor maranhense sobre uma eventual aliança entre o governador Flávio Dino (PSB), seu candidato Carlos Brandão (PSDB), e o chamado grupo Sarney.

Historicamente ligado aos Sarney, Brandão precisa do apoio para dar escopo partidário à sua candidatura que não consegue com os setores mais progesisstas; Flávio Dino, por sua vez, precisa da força de comunicação da família para sua candidatura ao Senado.

Mas ambos sabem dos riscos da aliança, diante da rejeição já registrada nas pesquisas qualitativas.

Hoje aliados, Brandão e Dino têm histórias diferentes em relação ao Grupo Sarney.

Historicamente der direita, o vice-governador sempre foi sarneysista e só se afastou do grupo quando o seu padrinho político, José Reinaldo Tavares, traiu o ex-presidente José Sarney, em 2004; hoje, tanto Brandão quanto Tavares tentam reaproximação com os antigos aliados.

Sarneysistas da velha guarda – como os deputados Gastão Vieira (PROS) e Arnaldo Melo (MDB), o ex-senador João Alberto (MDB) e o ex-deputado Joaquim Haickel – já estão em campanha por Brandão desde 2021.

A ex-governadora Roseana Sarney e o ex-candidato a governador Edinho Lobão (ambos do MDB), no entanto, ainda resistem à aproximação. 

Sarneysista histórico, Carlos Brandão se afastou do grupo após traição do seu padrinho político, José Reinaldo Tavares, ao ex-presidente Sarney, em 2004

Flávio Dino, por sua vez, entrou na política como oposição aos Sarney, aso quais chamava de “oligarcas”.

Foi usando este estereótipo que derrotou o grupo em 2014 e 2018; mas já em 2019 começou a se aproximar do ex-presidente José Sarney, em busca do seu prestígio político para um projeto de construção nacional do seu nome.

Essa relação nunca foi efetivada de fato por que as pesquisas qualitativas mostravam forte rejeição ao sarneysismo, o que incomodava o governador; apesar disso, ele azeitou as relações comerciais do governo com o Grupo Mirante a partir de 2020.

Prestes a assumir o governo, Carlos Brandão já deixou claro não haver preocupação em ter seus ex-aliados históricos em palanque.

Mas Flávio Dino ainda prefere estudar a reação do eleitorado…

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Lula busca reaproximação com Sarney e Roseana…

Ex-presidente quer o MDB em sua aliança eleitoral e entende que as antigas lideranças do partido têm peso para definir os rumos partidários; ex-governadora deve participar de encontro em Brasília

 

Lula esteve com Roseana e José Sarney em São Luís, no ano passado; e agora busca o apoio dos dois no convencimento do MDB nacional

O ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva iniciou tratativas para reaproximação com o também ex-presidente José Sarney e coma  ex-governadora Roseana Sarney.

o petista quer o apoio do MDB e entende que a influência de Sarney é fundamental.

Roseana deve participar nos próximos dias, em Brasília, de uma reunião com o senador  Renan Calheiros, outro aliado histórico de Lula no MDB. 

Lula esteve com Sarney e Roseana em agosto do ano passado, quando visitou o maranhão na pré-campanha eleitoral.

Mas o MDB decidiu lançar a senadora Simone Tebet (MT) candidata a presidente

Em busca de uma aliança de centro-esquerda, Lula quer que os antigos caciques emedebista convença a ala mais distante a desistir da candidatura de Simone.

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Roseana Sarney e o caminho do MDB

Partido precisa da força eleitoral da ex-governadora para impedir o esvaziamento de candidatos nas eleições de outubro, mas ela resiste a encarar nova disputa pelo Governo do Estado

 

Reunidos com Roseana, emedebistas aprovaram manter seu nome como candidata ao governo; pelo menos até as convenções

O MDB precisa manter o nome da ex-governadora como pré-candidato ao Governo do Estado, pelo menos até as convenções.

Líder nas pesquisas, Roseana tem força para atrair candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, além de impedir defecções no partido, como as anunciadas saídas do deputado federal Hildo Rocha e dos estaduais  Arnaldo Melo e Socorro Waquim.

Mas a ex-governadora não pretende concorrer ao governo, embora a executiva do partido mantenha seu nome como pré-candidata.

Ela sabe que, independente do número de pré-candidatos que a legenda possa ter à Câmara, seu nome,. por si só, é capaz de garantir votos suficientes para se eleger e abrir espaço para a eleição de, pelo menos, mais um deputado federal.

E é com o nome de Roseana em evidência que o MDB pretende administrar o caminho até as eleições…

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Lobão Filho vê polarização entre Brandão e Weverton, enxerga força em Josimar e ignora Edivaldo

Ex-candidato a governador e pré-candidato a deputado federal diz que o momento político no maranhão é de união em favor das vítimas das enchentes e das doenças que infectam o estado

 

Ativo na pré-campanha, Edinho lobão avalia chances dos pré-candidatos a governador

O ex-senador e ex-candidato a governador Lobão Filho (MDB) avaliou nesta quinta-feira, em entrevista ao programa Ponto Final, da Mirante AM, que a disputa pelo governo do Maranhão está polarizada entre o senador  Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador  Carlos Brandão (PSDB).

– Você tem dois candidatos (Brandão e Weverton) e o Josimar que tem força. Ele poderia sim ser uma terceira via, mas por tudo que aconteceu acredito que possa ter se desinteressado –  disse Lobão Filho, ignorando a pré-candidatura do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PSD).

Edinho lobão também não vê possibilidades de uma candidatura da ex-governadora Roseana  Sarney e entende que ela vá mesmo disputar uma vaga na Câmara Federal, assim como ele.

Sobre sua candidatura à Câmara, o ex-senador diz que pode contribuir muito para o Maranhão.

– Eu preciso fazer alguma coisa. É preciso ter uma renovação. Eu me encontro em uma situação de maturidade de idade e penso que posso contribuir demais para o estado – firmou Lobão Filho.

Ao lado de Roseana, Edinho é um dos nomes fortes do MDB na disputa…

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“Minha preferência é pelo melhor”, diz Roseana Sarney…

Ex-governadora deixa claro que, embora no MDB haja pessoas com preferência por Weverton Rocha, Carlos Brandão ou Edivaldo Júnior, o partido – e muito menos ela – ainda não se posicionou sobre apoios nas eleições de 2022

 

Roseana deixou claro à Mirante AM que ainda não tomou nenhuma decisão sobre apoios dela e do MDB nas eleições de 2022

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) mantém sua posição de acompanhar a movimentação política no Maranhão para, só após ouvir as lideranças do MDB e do seu grupo, se posicionar sobre a sucessão do governador  Flávio Dino (PSB).

– Nós estamos conversando com todo mundo. Não há uma predileção, não existe uma preferência agora – disse ela, nesta terça-feira, 28, ao programa Ponto Final, da Mirante AM, duas semanas após o sobrinho Adriano Sarney (PV) tomar a posição pessoal de apoio a Brandão.

Esta avaliação de Roseana deve durar pelo menos até março, quando, só então, o MDB tomará uma posição.

A ex-governadora reconhece que já tenha companhjerios de grupo e de partido se manfiestando aqui e ali por um dos três principais pré-candiatos, mas estas posições não refletem a posição do MDB e muito menos a sua.

– É claro que no MDB você tem umas pessoas que já estão pró-Brandão, pró-Weverton e pró-Edvaldo, mas ainda não tem uma posição fechada o partido. E eu não tenho preferência por nenhum deles, todos estarão na mesa para a gente conversar. A minha preferência é pelo melhor – disse Roseana, segundo o blog do Gilberto Léda.

Roseana lidera todos os cenários para o governo do Estado nos quais aparece nas pesquisas de intenção de votos, mas já manifestou interesse em disputar vaga na Câmara Federal.

Seu apoio pessoal e o apoio do MDB terá forte influência no processo eleitoral…