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Oriente Médio em Chamas: Poder, Imperialismo e a Crise da Ordem Internacional…

Ação dos Estados Unidos contra um regime teocrático e autoritário consolida uma ordem em que a vontade das grandes potências se sobrepõe às regras coletivas

 

Por Marcos Soares, professor, escritor e ativista social

A recente ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel inaugurou um novo e delicado capítulo da instabilidade no Oriente Médio. Neste último fim de semana, autoridades iranianas confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, figura central da República Islâmica desde 1989. O episódio não apenas altera o equilíbrio regional, como simboliza o encerramento de um ciclo político marcado por tensões permanentes, autoritarismo interno e enfrentamento externo.

A morte de Khamenei representa mais do que a perda de uma liderança longeva.

  • ela escancara as fragilidades de um regime fortemente centralizado e aprofunda as incertezas sobre o futuro político do Irã e da região.
  • Trata-se de um fato que exige leitura histórica e política, articulando democracia, direito internacional, fundamentalismo religioso e a política externa das grandes potências.

Em suas análises sobre o Oriente Médio, Leonardo Trevissam aponta para o esgotamento da chamada ordem liberal internacional.

Para ele, o discurso da defesa da democracia e dos direitos humanos tem sido reiteradamente instrumentalizado para legitimar ações militares unilaterais, enquanto normas básicas do direito internacional são relativizadas diante dos interesses estratégicos das superpotências. A guerra deixa de ser exceção e passa a integrar o cotidiano da política externa global.

Essa leitura dialoga com Jayme Brener, autor de “Ferida Aberta: O Oriente Médio e a nova ordem mundial”, ao evidenciar que a região permanece submetida a uma lógica de instabilidade estrutural, produzida por décadas de intervenções externas, disputas geopolíticas e controle de recursos estratégicos.

  • Oriente Médio não é apenas cenário de conflitos, mas elemento central de uma engrenagem internacional marcada pela assimetria de poder.
  • no plano interno iraniano, a obra de Osvaldo Coggiola, “A Revolução Iraniana”, ajuda a compreender os paradoxos do regime.

A revolução de 1979 nasceu como reação ao autoritarismo do xá Reza Pahlevi e ao imperialismo ocidental, mas resultou na consolidação de uma teocracia que restringiu liberdades civis, cerceou a liberdade de expressão e fundiu religião e Estado de forma autoritária. O fundamentalismo religioso, quando convertido em projeto político, tende a sufocar o pluralismo e a criminalizar o dissenso.

A ausência de Khamenei aprofunda essas contradições. Sua liderança simbolizou, simultaneamente, resistência ao domínio externo e repressão interna. O vácuo político que se abre amplia o risco de disputas internas, radicalização e prolongamento da instabilidade, com impactos diretos sobre o Oriente Médio e o sistema internacional.

No plano externo, a atuação norte-americana reafirma um padrão de política externa beligerante.

  • a orientação adotada por Donald Trump expressa uma concepção de mundo baseada no unilateralismo, na imposição da força e no enfraquecimento dos organismos multilaterais;
  • como observa Trevissam, essa prática corrói os fundamentos do direito internacional e consolida uma ordem em que a vontade das potências se impõe sobre regras coletivas.

Os efeitos dessa instabilidade extrapolam o campo político e alcançam a economia global.

O Oriente Médio concentra rotas estratégicas do comércio internacional e parcela significativa da produção e do escoamento de energia. A intensificação do conflito amplia a volatilidade dos mercados, pressiona cadeias logísticas, eleva riscos inflacionários e aprofunda incertezas em um cenário econômico mundial já fragilizado.

Nesse contexto, a posição do Brasil assume relevância.

  • ao condenar os ataques, defender a soberania do Irã e pedir prudência às nações envolvidas, o país reafirma uma tradição diplomática baseada no multilateralismo, na solução pacífica dos conflitos e no respeito ao direito internacional;
  • trata-se de uma postura coerente com os interesses nacionais e com o papel histórico do Brasil como ator moderador em um sistema internacional tensionado pela lógica da força.

O Oriente Médio segue, assim, como uma ferida aberta da política mundial.

Entre fundamentalismos religiosos, autoritarismos internos e interesses imperialistas externos, a população civil continua sendo a principal vítima.

A história demonstra que a força militar não constrói democracia nem estabilidade duradoura. Sem diplomacia, respeito às normas internacionais e compromisso real com a autodeterminação dos povos, a guerra tende a se normalizar como método de organização da ordem global.

Os dois de 2026!!!

Eleitor maranhense tem a oportunidade de mesclar opções de experiências e jovens talentos na disputa pelo Senado Federal, contando com a certeza de que o governador Carlos Brandão fique no cargo até o fim do mandato

 

FORÇA JOVEM. André Fufuca e Pedro Lucas representam a juventude na disputa pelo Senado, na visão de Stênio Rezende

Por Stenio Rezende*

A disputa pelas vagas ao Senado Federal em todo o Brasil é sempre tema que movimenta os bastidores da política de maneira destacada, especialmente pela sua importância nas articulações dos partidos e ou federações partidárias.

No cenário do Maranhão, se apresentam até o momento os senadores investidos em mandato Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD), ambos há quase oito anos nos cargo, além do ex-senador Roberto Rocha (PR).

  • A população acompanha atentamente a movimentação das candidaturas dos jovens deputados André Fufuca (PP) e Pedro Lucas (União Brasil), assim como os nomes do ex-deputado estadual César Pires (Partido Novo) e do ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza).

A VOZ DA EXPERIÊNCIA. Para Rezende, o eleitor maranhense tem opções de nomes experientes na política

A pretensão eleitoral dos concorrentes está bem distribuída, em função da representatividade na vida pública e capacidade de trabalho entre esses nomes, que até agora acenam e articulam para viabilizar suas candidaturas. A lista oferecida até agora ao povo maranhense é de políticos preparados e comprometidos com os interesses do Estado.

  • Cabe destacar, por exemplo, a trajetória do jovem Ministro dos Esportes, André Fufuca, deputado mais jovem da história a assumir a presidência da Câmara dos deputados. Fortemente apoiado pela classe política do Estado, desponta como preferido do eleitorado de Imperatriz, Caxias, Santa Inês, Balsas, Barra do Corda, Lago da Pedra, Santa Luzia e centenas de outras cidades maranhenses.

A eleição para as vagas do Senado em 2026, promete ser bem disputada pelos nomes que se apresentam.

E assim sendo, quem ganha é o eleitor maranhense, que tem a oportunidade de escolha entre vários nomes qualificados ao Senado Federal.

Contando, por óbvio, com a permanência do Governador Carlos Brandão até o último dia do mandato.

Stenio Rezende, médico ex-Deputado Estadual e Agropecuarista

Uma nova lógica política no Maranhão…

As forças progressistas no estado estarão face a uma dificílima opção em 2026: abraçar o candidato de cada um, com todas suas fragilidades, ou assumir como prioridade absoluta o fortalecimento da candidatura do presidente Lula

 

PRIORIDADE NACIONAL. Lula com Brandão e Dino: projetos de cada um não podem sobrepor-se à necessidade de fortalecimento do palanque presidencial

Por Haroldo Saboia

Dois blocos apoiam o governo federal e reivindicam o apoio do Presidente Lula na disputa pelos Leões, em 2026, no Maranhão: um liderado pelo governador Carlos Brandão (PSB), outro aglutinado em torno da anunciada candidatura de Felipe Camarão (PT). Cada um dos grupos com seu dilema:

  • Brandão permanecerá no governo para lançar candidato próprio à sua sucessão?
  • A candidatura de Felipe Camarão terá fôlego para se manter, caso ele não assuma o governo e não dispute as eleições no cargo?
  • Ambos os grupos estariam dispostos a “conceder” ao presidente Lula o “direito” de indicar os nomes dos dois candidatos ao Senado?

Ousaria afirmar que tal equação não é capaz de superar as dificuldades impostas pelo cerco político e midiático ao governo Lula III.

Nas eleições anteriores – em que conquistou a presidência – o apoio de Lula aos candidatos aos governos estaduais (sobretudo no Nordeste) era, em muitos ou na maioria dos casos, suficiente para alçá-los ao segundo turno com maior facilidade. E – lembremos: a candidatura a governador que chegasse em primeiro lugar ao 2º turno, regra geral, já teria elegido seus candidatos ao Senado.

Em 2026, tudo indica, não será assim.

Com o hiper acirramento da disputa presidencial novas lógicas irão exigir novos comportamentos das bases estaduais do Presidente Lula. Estas terão que indicar  candidatos efetivamente competitivos capazes de:

  • 1 – ampliar a força eleitoral do Lula em seus Estados;
  • 2 – levar o candidato a governador ao 2º turno, e em primeiro lugar, condição necessária mas não suficiente para:
  • 3 – eleger os dois candidatos ao Senado.

No caso concreto do Maranhão, quatro candidaturas estão colocadas:

Duas da base do governo Lula, o vice-governador Felipe Camarão e a do sobrinho do governador, secretário Orleans Brandão (MDB);

Uma terceira, bolsonarista, de Lahésio Bonfim (Novo);

E, finalmente, a do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, reeleito em 2024 e recém filiado ao PSD, de Kassab.

Ocorre que – sem entrar no mérito de suas qualidades pessoais – Felipe Camarão e Orleans Brandão não possuem, nem um nem outro, força e competitividade para manter e, sobretudo, ampliar a força de Lula no Estado.

Por melhores e mais fortes que sejam seus eventuais candidatos aos Senado, o mais provável é que a debilidade de suas candidaturas “contamine” não apenas o desempenho dos postulantes à Câmara Alta, como a própria performance de Lula.

Eduardo Braide e Lahésio Bonfim, claramente à frente nas mais diversas pesquisas, possuem força política eleitoral difícil de ser contestada e enfrentada.

  • Eduardo Braide reeleito com 70 % dos votos, em 2024, prefeito de São Luís em decorrência de seu desempenho administrativo, tem feito uma carreira política praticamente solo. Sua recente filiação ao PSD o torna objeto do desejo, ainda “inconfessável”, tanto de parcelas dos apoiadores de Camarão como de parte do grupo de Brandão;

  • Já Lahésio Bonfim, ao ultrapassar em 2022 o senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo Governo do Estado, conquistou, além de uma liderança inconteste junto ao eleitorado bolsonarista no Estado, uma posição recorrente de segundo colocado em várias pesquisa de intenção de voto para o próximo ano.

O fato é que as forças progressistas no Estado estarão face a uma dificílima opção: abraçar o candidato do grupo de cada um, com todas suas fragilidades, ou optar por assumir como prioridade absoluta o fortalecimento da candidatura do Presidente Lula no Estado.

  • por exemplo, se o Governador Carlos Brandão conseguir atrair o Prefeito do PSD da Capital e articular uma chapa Braide, governador, e Orleans Brandão, vice;
  • terá muitíssimas chances de vitória já no primeiro turno, e, também, de eleger mais facilmente os dois novos senadores do Maranhão, tão imprescindíveis à governabilidade do governo Lula IV.

Nesse cenário Lula terá uma votação nunca vista no Maranhão.

O governador Brandão estará, assim, ajudando o PT a atrair, nacionalmente, o PSD a apoiar a reeleição de Lula a exemplo da governadora Raquel Lyra, em Pernambuco, e do Ministro Alexandre Silveira, em Minas Gerais.

Compreender essa lógica, e aplicá-la aqui, será uma enorme contribuição do Maranhão na tentativa tão necessária de quebrar a unidade das forças do centrão e dividir o PSD, partido do centro/centro direita que mais cresce no país.

Há que entender que só faremos a maioria do Senado com candidaturas fortes e competitivas aos governos estaduais.

Dar absoluta prioridade à reeleição de Luís Inácio Lula da Silva é o melhor caminho para derrotar a extrema direita bolsonarista e avançar na defesa da Soberania Nacional, no combate as desigualdades e injustiças sociais!

Haroldo Saboia foi deputado federal Constituinte

Em resposta a Márcio Jerry, Yglésio diz que Flávio Dino não soube preparar um novo ciclo

Em artigo encaminhado a este blog Marco Aurélio d’Eça, deputado estadual reconhece os fundamentos da era dinista, mas entende que o grupo do ex-governador se perdeu no caminho e hoje briga por um projeto sem pernas

 

PRESOS AO PASSADO. Dr. Yglésio entende que os dinistas precisam se desconectar das lembranças de um governo que já não existe mais

Em contundente artigo-resposta ao deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), o deputado estadual Dr. Yglésio Moyses (PRTB) fez um apanhado histórico do governo Flávio Dino e chegou à conclusão que essa era “perdeu o vínculo com a população e transformou a máquina pública em palanque permanente de manutenção de cargos, não de ideias”.

“Flávio Dino foi, sem dúvida, um personagem de ruptura em 2014. Mas o tempo passou. A liderança que soube chegar não soube sair, e muito menos preparar um novo ciclo. O que vemos hoje não é um grupo que anda pra frente. É um espólio órfão de rumos, onde a velha guarda tenta empurrar com os ombros um projeto sem pernas” afirmou Yglésio, em artigo intitulado “Pra frente é que se deve andar? – ou a marcha lenta do espólio de Flávio Dino”.

  • para Yglésio, Márcio Jerry e aliados, erram ao não reconhecer os limites do ciclo dinista;
  • reconhecendo os avanços deste tempo, Yglésio diz que é preciso se desamarrar do passado.

O artigo de Márcio Jerry confrontado por Yglésio foi publicado neste blog Marco Aurélio d’Eça em post com o título “O passado derrotado pelo povo não pode ressuscitar…”. Nele, Jerry faz uma espécie de alerta aos brandonistas – e aos próprios dinistas – sobre os riscos da ruptura com o lego do governo Flávio Dino. Sobre isso, Yglésio é duro:

“Jerry lista iniciativas relevantes do período em que Dino foi governador. Algumas dessas ações, de fato, lançaram fundamentos importantes, como a expansão da rede educacional e a interiorização de serviços de saúde. Mas não se pode confundir estrutura com vitalidade. Muito do que foi implantado precisa ser continuamente renovado, e isso só ocorre quando há liderança conectada com o presente – e não presa ao passado”, diz o deputado estadual.

  • Yglésio lembra em seu texto que o discurso dos dinistas segue o mesmo, mas o Maranhão mudou;
  • o erro deles, destaca o parlamentar, foi ter se desconectado da base social e não cultivar lideranças.

Dr. Yglésio conclui apontando que, sob o comando de Carlos Brnadão, o Maranhão avançou em indicadores como emprego, alfabetização e gestão fiscal, mas esses progresso, afirma, nãos e devem à herança estática de 2014. A conclusão do parlamentar, é ainda mais contundente;

“Sim, o Maranhão precisa seguir em frente. Mas talvez isso só seja possível depois que o espólio de Flávio Dino aceitar que já não é mais motor de nada ; é apenas bagagem pesada”.

Leia abaixo a íntegra do artigo de Dr. Yglésio:

 

“Pra frente é que se deve andar?” – ou a marcha lenta do espólio de Flávio Dino

O deputado federal Márcio Jerry, fiel escudeiro de Flávio Dino, publicou recentemente um artigo exaltando o legado do hoje ministro do STF como se ainda estivéssemos em 2014. O texto, impregnado de saudosismo, tenta manter viva uma narrativa que já não dialoga com a realidade política, administrativa e social do Maranhão de 2025. A pergunta que não quer calar: quem é que realmente anda pra frente?

Em vez de reconhecer os limites do ciclo dinista, Jerry tenta resgatar sua mística revolucionária como se estivéssemos às vésperas de uma nova primavera. Ignora, porém, o óbvio: o grupo político liderado por Dino estagnou, perdeu o vínculo com a população e transformou a máquina pública em palanque permanente de manutenção de cargos – e não de ideias.

Flávio Dino foi, sem dúvida, um personagem de ruptura em 2014. Mas o tempo passou. A liderança que soube chegar não soube sair, e muito menos preparar um novo ciclo. O que vemos hoje não é um grupo que anda pra frente. É um espólio órfão de rumos, onde a velha guarda tenta empurrar com os ombros um projeto sem pernas.

Jerry lista iniciativas relevantes do período em que Dino foi governador. Algumas dessas ações, de fato, lançaram fundamentos importantes, como a expansão da rede educacional e a interiorização de serviços de saúde. Mas não se pode confundir estrutura com vitalidade. Muito do que foi implantado precisa ser continuamente renovado, e isso só ocorre quando há liderança conectada com o presente – e não presa ao passado.

Nos últimos anos, o Maranhão avançou em indicadores como emprego, alfabetização e gestão fiscal, especialmente sob o comando do atual governador. Esses progressos, contudo, não se devem à herança estática de 2014, mas à capacidade de adaptar a máquina pública aos desafios atuais – coisa que o espólio político de Dino parece incapaz de fazer.

Pra frente é que se anda, diz Jerry. Mas o que temos visto é justamente o contrário: o grupo que se dizia sinônimo de mudança hoje se comporta como guardião de um legado cada vez mais distante da realidade. O discurso é o mesmo; o Maranhão, não.

Enquanto Jerry e sua turma vivem do passado, o povo clama por um novo futuro. E esse futuro não será construído pelos mesmos que, ao longo dos últimos anos, perderam a capacidade de escutar a base social, cultivar lideranças novas ou renovar o projeto político com autenticidade.

Sim, o Maranhão precisa seguir em frente. Mas talvez isso só seja possível depois que o espólio de Flávio Dino aceitar que já não é mais motor de nada – é apenas bagagem pesada.

Editorial: Brandão para um lado, Camarão pra outro…

Mas ao contrário do que imaginam a classe política, os torcedores de lado a lado e os observadores da cena política, os movimentos de cada um tendem a convergir para o mesmo objetivo em 2026

 

ENCONTROS OU DESENCONTROS?!? O aparente distanciamento entre governador e vice deve convergir para os mesmos interesses em 2026

Editorial

O governador Carlos Brandão protagonizou neste sábado, 26, o Encontro do PSB maranhense, sem a presença do vice-governador Felipe Camarão (PT), que estava em outro evento; na sexta-feira, 25, foi Camarão quem protagonizou encontro de parlamentares do PT, sem a presença de Brandão, que atendia prefeitos em palácio.

  • nos últimos dias, as idas e vindas de governador e vice geraram fortes especulações;
  • torcedores de um e de outro ora mostram otimismo, ora pessimismo sobre 2026.

“É claro que há, de lado a lado, quem não tenha interesse na unidade entre governador e vice – por causa dos próprios interesses pessoais – e  isso é natural; esse jogo de pressão e contrapressão vai existir até o dia da decisão final, gerando angústia e disse-me-disse”, responde o titular deste blog sempre que chamado a resenhar sobre o tema 2026.

Este blog Marco Aurélio d’Eça tem observado há tempos que muito da percepção da base brandonista e camaronista é construída pelas narrativas da mídia, sobretudo a blogosfera – este blog incluído, sem falsa modéstia.

Mas o fato é que, tanto Brandão quanto Camarão estão exercendo perfeitamente os seus papeis institucionais neste período eleitoral.

  • Brandão é o governador e será governador pelo menos até abril de 2026, quando, só então, vai dizer se sai ou não;
  • Camarão é o vice-governador que pode ou não assumir o governo, mas isso não o impede de se movimentar até lá.

“É óbvio que se Brandão disser agora que deixará o governo para ser candidato a senador estará decretando o fim do seu governo; da mesma forma, é bastante óbvio que, se Camarão ficar parado esperando a hora, a onda vai levá-lo – com perdão do trocadilho – por que não haverá tempo de se viabilizar”, é o que entende o titular deste blog em sus conversas.

Assim será até 2026, quando chegar a hora da decisão; lembrando que o jogo de pressão e contrapressão também continuará.

E os que têm coração fraco que lute…

Braide cresce enquanto Brandão patina na indecisão

Sem uma definição clara do governador, a falta de rumo político do seu grupo e a indefinição quanto ter como candidato o vice Felipe Camarão favorece claramente o prefeito de São Luís

 

RISCOS ELEITORAIS. Simplicio Araújo aponta riscos para o governo Brnadão com a presença de Braide na disputa

Por Simplicio Araújo*

Faltando poucos meses para o primeiro turno das eleições de 2026, a corrida pelo governo do Maranhão parece estar em câmera lenta. Oficialmente, apenas o ex-prefeito e médico Lahesio Bonfim (Novo) já se lançou como candidato. Enquanto isso, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, reeleito com folga, evita falar sobre uma possível candidatura ao governo.

Braide, no entanto, se fortalece mesmo sem dizer uma palavra. Sua maior barreira não é a falta de intenção, mas sim o dilema de abandonar a prefeitura da capital, onde vem desempenhando um bom trabalho, para enfrentar a máquina pesada do Palácio dos Leões.

E por que o nome de Braide cresce?

  • Simples: pela completa inércia do governador Carlos Brandão;
  • Até agora, Brandão não deu um rumo claro ao seu grupo político.

Ele não promoveu a reunificação da base que o elegeu e ainda não deixou claro se vai ou não romper com a fórmula que o levou ao poder, ou seja, apoiar seu vice, Felipe Camarão. O resultado? Um vácuo que favorece Braide e abre espaço para o surgimento de outros nomes na disputa pelo governo do Maranhão.

O grupo de Brandão e os remanescentes do governo Flávio Dino já sabem da realidade: divididos, caminham para uma derrota desastrosa.

Não é segredo para ninguém a relação estremecida entre Brandão e Dino. Também não é mistério que o atual governador deseja manter o controle sobre seu sucessor. Mas, se a prioridade fosse a sobrevivência política do grupo, Brandão deveria agir como líder maior, reunificando sua base, em vez de se preocupar com eventuais dissidentes – algo natural em qualquer governo. Flávio Dino, por exemplo, enfrentou três dissidentes dentro do próprio grupo e soube lidar com isso. O foco deveria estar em buscar figuras neutras, sem ambições eleitorais, para construir uma ponte de convergência, e não em apostar em nomes que aprofundem ainda mais as divisões.

O erro de insistir na cisão pode custar caro. A vitória de Brandão em 2022 foi apertada — apenas 51% dos votos no primeiro turno. Um cálculo malfeito pode levar a eleição para o segundo turno, onde o governo perderia completamente o controle do jogo, deixando a população decidir sem qualquer amarra política.

Mais que isso: no cenário atual, já parece inevitável que uma das vagas para o Senado fique com o grupo de Braide, caso ele entre na disputa. Isso significa que boa parte da classe política começa a enxergar nele uma alternativa real de poder, capaz de formar uma bancada estadual e federal expressiva.

Brandão, por sua vez, tenta reagir.

  • Em entrevistas, afirmou que seu governo “vai começar agora”, com anúncios e entregas de obras. Mas esperar tanto para agir pode ter um custo alto;
  • Se demorar demais para definir seu caminho e consolidar alianças, corre o risco de ver sua base política evaporar e perder o controle da sucessão.

Diante desse cenário, fica a pergunta: Braide teria coragem de renunciar à prefeitura para disputar o governo, enfrentando um ambiente onde o apoio político tem sido negociado a preço altíssimo? Ele entraria na corrida apenas para plantar uma semente para o futuro?

E Brandão? Vai “terminar” seu mandato e implodir de vez o que chamava de “nosso governo”? Se continuar adiando uma decisão clara, pode acabar sem governo, sem senador e sem bancada?

Como a política é algo muito dinâmico, muda como o vento, essas perguntas e reflexões servem para o hoje, o amanhã a Deus e as boas decisões pertencem.

*Simplício Araújo é ex-secretário de Indústria e Comércio

Brandão fica?

“Se levarmos em consideração que há agentes políticos naturalmente mais flexíveis, pacientes e dedicados, adaptáveis a situações complexas e aos desafios da vida pública, recrutados a cumprir missão tanto no executivo quanto no legislativo, nos virá a pergunta coletiva e uníssona”

 

Por Stenio Rezende*

O assunto toma cada vez mais amplitude com a proximidade do ano eleitoral.

Os eleitores brasileiros voltarão às urnas em 2026. No próximo pleito, serão escolhidos presidente da República, governadores dos Estados e do Distrito Federal, senadores, deputados federais e deputados estaduais e distritais.

O foco da temática, no plano estadual maranhense recai sobre a disputa ao Senado ou permanência do Governador Carlos Brandão (PSB) no Governo do Estado, cumprindo integralmente seu mandato.

O cenário político, na sucessão estadual, tem se evidenciado mais nítido a partir das ações do governador, liderança que se reveste cada vez mais de influência na política do Estado. Basta se verificar os ganhos nas eleições municipais do ano passado.

O estilo Brandão de seriedade, dedicação e compromisso, selou alianças numa pluralidade de matizes partidárias, inclusive opostas, como destacado pelos órgãos de imprensa: No primeiro turno, os candidatos apoiados por Brandão foram eleitos em 157 municípios. Esse número representa 72% das 217 prefeituras do estado. Além disso, 16 das 20 maiores cidades escolheram prefeitos alinhados à sua base, prova de que o governador vem conduzindo seu mandato de forma municipalista e integrada.

Em semelhante perspectiva e atentos à melhora progressiva da condição de vida dos maranhenses e desenvolvimento do Estado, espera-se que o Maranhão, em 2026, desempenhe um papel ainda mais relevante no Senado Federal, representado por lideranças que priorizem o bem-estar da população, promovam o desenvolvimento sustentável e garantam que o estado esteja cada vez mais integrado ao progresso do país.

Daí então, se levarmos em consideração que há agentes políticos naturalmente mais flexíveis, pacientes e dedicados, adaptáveis a situações complexas e aos desafios da vida pública, recrutados a cumprir missão tanto no executivo quanto no legislativo, nos virá a pergunta coletiva e uníssona: – Brandão fica?

Ex-deputado estadual, médico e agropecuarista

A torcida do contra….

A cada movimento de contraponto entre dinistas e brandonistas surge uma turma nos bastidores para insuflar de lado a lado, o que torna cada vez mais difícil o projeto de pacificação do grupo de Brandão e Flávio Dino

 

TOCANDO FOGO. Enquanto os personagens principais da guerra Dino X Brandão se expõem na mídia, um batalhão fica nos bastidores a insuflar um lado e outro

Quantos na classe política querem o reatamento entre o governador Carlos Brandão (PSB) e o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino?!? Quantos, de fato, torcem para que a paz reine no grupo e todos caminhem juntos para a sucessão de 2026?!?

No atual estágio da querela entre dinistas e brandonistas – em que qualquer gesto é apontado como provocação ou reação – é impossível dizer se há, ainda, de fato, algum interesse na repactuação dos termos de aliança e na ida de mãos dadas para as eleições gerais.

  • É impressionante o número de deputados, secretários, auxiliares e aliados de lado a lado que aponta cada gesto como um ato de guerra;
  • Mais impressionante ainda é perceber que há, entre dinistas e brandonistas, que veem algo a ganhar com a divisão dos dois grupos.

A imprensa – este blog Marco Aurélio d’Eça incluído – tem feito o seu papel na cobertura diária da política do Maranhão, divulgando, analisando e interpretando os fatos políticos que surgem; e eles só podem surgir a partir dos próprios personagens envolvidos no jogo.

  • só nos últimos dois dias teve-se bate-boca entre dinistas e dinistas;
  • teve-se também evasivas de Brandão e “gestos” de Felipe Camarão;
  • e querela entre dinistas de alto coturno e brandonista recém-chegada.

Não há na história do Maranhão nenhum grupo político que rachou desta maneira, com índices estratosféricos de disse-me-disse e geração de fatos para encher páginas e paginas de jornais diariamente.

O fato é que o governador Carlos Brandão precisa do grupo de Flávio Dino para sair ao Senado com a segurança de que não ficará pelo caminho; e o grupo de Flávio Dino precisa de Brandão para dar chances reais a Felipe Camarão (PT) de se eleger governador em 2026.

Se o entorno dessas duas lideranças não compreender essa interdependência, o caminho é um só.

O fracasso será para todos na sucessão estadual.

É simples assim…

A inclusão digital e as big techs…

Em artigo publicado no jornal O Globo, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, defende o debate sobre a taxação das big techs. Recursos seriam usados para ampliar infraestrutura e promover a inclusão digital dos brasileiros

 

Juscelino Filho

Cerca de 23 milhões de brasileiros com mais de 10 anos não usam a internet, redes sociais e aplicativos que aproximam pessoas de oportunidades de trabalho e de meios tecnológicos que levam à cidadania. É um abismo que isola e exclui de forma silenciosa, ampliando o fosso social brasileiro. Não podemos tolerar a perpetuação desse cenário e o presidente Lula estipulou como meta reverter esse quadro no menor tempo possível. No comando do Ministério das Comunicações, mobilizei toda a equipe para atuar na efetiva inclusão digital em nosso país. É minha prioridade absoluta.

O governo Lula tem realizado significativos investimentos para a ampliação da infraestrutura de telecomunicação brasileira. Dentro do novo PAC, está previsto o aporte de R$ 27,9 bilhões em inclusão digital e conectividade nos próximos anos. Esse montante é para aprimorar o acesso da população à banda larga móvel e fixa, proveniente, em sua maioria, do leilão do 5G e do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações), além de recursos próprios da União.

Essa infraestrutura está disponível a todos. Mas é justamente um grupo bem seleto de empresas que mais usa o tráfego de dados. E esses números tendem a crescer cada vez mais, em razão do aumento no consumo de vídeo, música e redes sociais. Para se ter uma ideia, as provedoras de conteúdo digital são responsáveis por 80% de todo o tráfego nas redes móveis no mundo.

Essas big techs se beneficiam diretamente dos investimentos públicos para a melhoria de toda a infraestrutura utilizada e

m sua prestação de serviços, faturam bilhões de dólares com suas operações no Brasil e não pagam por esse uso. No ano passado, as cinco maiores empresas de tecnologia do mundo – Alphabet (Google), Apple, Amazon, Microsoft e Meta (Facebook e Instagram) – bateram recorde de lucro no mundo: 327 bilhões de dólares. Os recursos arrecadados na taxação poderiam ser revertidos para a melhoria da infraestrutura de telecomunicações no país e, principalmente, contribuir para erradicar a exclusão digital.

O debate sobre a taxação dessas gigantes no Brasil começa no momento em que a União Europeia passa a exercer um controle mais rígido sobre as big techs e também em que o grupo de telecomunicações europeu ETNO reforça o pedido para que essas empresas ajudem a financiar a implementação das redes de banda larga e 5G na região. O continente europeu está atrás dos Estados Unidos e da Ásia em redes 5G, computação em nuvem, investimentos e receitas.

Outra discussão essencial é a regulamentação das redes sociais e o combate à disseminação de conteúdo falso na internet, que envolve o governo federal, hoje por meio da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), o Congresso Nacional e a sociedade civil. Um debate que precisa seguir em frente, mas que é diferente da taxação dessas big techs. São propósitos e caminhos distintos.

É necessário separar “questões ideológicas” para criar um ambiente de diálogo construtivo, harmônico e fazer essa pauta avançar com benefícios para as empresas e usuários.

Estamos maduros o suficiente para encarar esses desafios, conectando os brasileiros e unindo o Brasil. E temos uma oportunidade ímpar para levar a internet aos lugares mais longes e à população mais pobre. As big techs devem ser chamadas à sua responsabilidade social de contribuir com o País. A inclusão social passa pela inclusão digital dos cidadãos.

Juscelino Filho é ministro das Comunicações e deputado federal licenciado (União/MA)

“Vem pro Centro”; Qual Centro?!?

O Governo para agradar alguns proprietários de imóveis transferiu órgãos. Por não oferecer um modal de transporte e trânsito que atendesse os novos tempos, responde pelo esvaziamento. Por adotar uma política burra, que impediu pequenas transformações, construção de garagens, por exemplo, incentivou a mudança de tantos

 

Por Renato Dionísio*

Se detivermos um caprichoso olhar no seu Aurélio, ou em outro pai-dos-burros, qualquer que seja o autor, verificaremos que o léxico centro se refere ao miolo, núcleo, alma, coração de algo ou de alguma questão. Ao ver nesta semana que o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) em parceria com a Prefeitura de São Luís, com o apoio da Associação Comercial do Maranhão e do Sebrae, estão rediscutindo o despovoamento de nosso centro, suas causas e consequências. Corri para opinar, tentando claro, por ser parte, esta é a minha cidade, dar a minha contribuição.

Para início de conversa, precisamos saber que esta porção de nossa cidade, considerada pela Unesco Patrimônio da Humanidade, não sendo geograficamente o centro da ilha de Upaon- Açu, representa que centralidade? Nos acostumamos a chamar de centro esta parte da cidade, e de fato, era o local onde tudo, ou quase, acontecia.

Ali estavam as grandes escolas, públicas e privadas. Área de cuja alma nascia todas as decisões políticas, jurídicas e administrativas. Local onde se concentrava a grande maioria das transações bancárias e comerciais, gerando renda e empregos. Ainda é isto? Não sendo isto, qual a sua importância e por que preservá-la?

Penso que esta porção da ilha que convencionamos chamar de centro da capital, em muitos aspectos, a muito perdeu esta condição.

Os tribunais, quase em sua totalidade, foram deslocados para áreas onde se pode obter estacionamento veicular. Os bancos ou criaram pontos de atendimento, ou se deslocaram para outros locais da cidade. As escolas foram gradativamente se deslocando, acompanhando a mudança do local de residência de seus clientes. O comércio com sua característica fome por mercados acompanhou o crescente e acelerado crescimento da cidade.

Salta aos olhos este crescente esvaziamento, e a consequência mais visível é o afastamento de compradores, visitantes locais, turistas de outras cidades ou países, que até desejam passear, ou mesmo veranear, pelas ruas, ladeiras e praças de nosso mágico e encantado Centro Histórico.

Não o fazem pela insegurança que se agiganta. Pelo consumo desenfreado de drogas. Pela sujeira. Pela inexistência de banheiros públicos de qualidade, pela falta de conservação dos imóveis, culpa em grande monta do poder público e de proprietários e até, de informações de natureza turística.

Claro que somos a favor deste chamamento ao repovoamento do centro, cristalina está que essa tarefa somente terá êxito se o governo, nas três áreas – Federal, Estadual e Municipal-, deste esforço participarem. A iniciativa privada, aí incluso comercio e serviços, estão preocupados em ganhar dinheiro, se isto produzir um bem-estar social, se não for assim, o lucro se justifica, esta é, queiramos ou não, a cristalina verdade.

Claro que conhecemos a importância do título recebido da Unesco, obvio que sabemos que a preservação dele, inclui, entre outras, a ocupação racional, a utilização e fluidez das artérias.

Confessamos, nosso recém terminado São João provou que neste momento o que menos interessa, diante do acelerado crescimento do turismo cultural e de eventos em nossa cidade, é sofrermos qualquer abalo nesta denominação de Patrimônio do Mundo que ajuda a vender este Maranhão de encantos.

A sociedade tem que chamar a ordem o Governo, somente dele depende a solução, foi dele em grande monta a responsabilidade pelo fato.

O Governo para agradar alguns proprietários de imóveis transferiu órgãos. Por não oferecer um modal de transporte e trânsito que atendesse os novos tempos, responde pelo esvaziamento. Por adotar uma política burra, que impediu pequenas transformações, construção de garagens, por exemplo, incentivou a mudança de tantos.

Neste sentido, se o leitor quiser se assustar, basta que façamos um criterioso levantamento dos proprietários de grande parte dos imóveis, tombados ou não, do Centro de São Luís, verificaremos que uma enormidade deles são públicos, seja por força da construção em tempos idos, pela aquisição, ou ainda, por estarem penhorados pelos entes fazendários da república.

Agora mesmo sou informado, que a Prefeitura da capital é condenada pela justiça estadual, após resistir, a reformar em nossa Rua Grande, o prédio de propriedade da municipalidade, onde funcionou por bastante tempo, o Orfanato Santa Luzia. Vejo também o Governo Estadual, por meio da Secid, em parceria com a Semispe Municipal, mostrarem para um grupo de representantes da Prefeitura de Recife o programa Nosso Centro, desenvolvido pelo Estado.

Diante dos fatos, sou obrigado a arrematar dizendo: se a Prefeitura recifense quer aprender a partir do que fizemos, tem ela péssimos professores.

Definitivamente não somos exemplo!

Pelo menos neste particular…

*Historiador, Poeta, Compositor e Produtor Cultural