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Federação partidária pode deixar candidatos a deputado reféns de partidos

Prazos diferentes para filiação partidária e para definição de alianças dos partidos torna juridicamente insegura a vida de quem pretende concorrer ás vagas da Assembleia Legislativa ou Câmara Federal

 

A definição do Supremo Tribunal Federal para a data final de formação das federações partidárias no Brasil deixou o ambiente eleitoral inseguro para quem pretende concorrer às vagas de deputado federal ou estadual.

O problema ocorre por que os candidatos têm só até 2 de abril para estar filiados a um partido; mas os partidos têm até 31 de maio para formar federações.

Um candidato pode entrar em uma legenda com a garantia de que ela formará federação com outra; mas, depois de filiado, pode vê o partido escolhido desistir da federação, o que inviabiliza sua candidatura.

O mesmo pode ocorrer com quem se filia achando que não haverá federação, mas, depois, a federação acaba se formando, obrigando as legendas a cortar candidatos para se adequar ao total exigido. 

No Brasil, estão discutindo a formação de federações o PT e o PSB, juntamente com o PCdoB e o PV; também discute esta forma de aliança o PSDB e o Cidadania.

No caso do Maranhão, estas federações interessam diretamente aos deputados federais Bira do Pindaré (PSB), Márcio Jerry (PCdoB), Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Zé Carlos (PT) e ao deputado estadual Wellington do Curso (PSDB).

Todos eles precisam estar filiados até o dia 2 de abril; a partir daí, ficarão a mercê dos rumos dos partidos. No caso do PCdoB, por exemplo, se não houver a federação com o PT é quase impossível ter uma chapa de deputados no Maranhão.

É, portanto, uma situação muito difícil para candidatos proporcionais…

 

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Partidos só terão até maio para formalizar alianças…

Com a decisão do Supremo Tribunal Federal, o prazo fica mais apertado para as discussões sobre federações partidárias, que queriam esticar as negociações para o dia 5 de agosto, como previa a lei aprovada no Congresso Nacional

 

A decisão do Supremo Tribunal Federal, de aprovar a formação de federações partidárias, colocou também pressão nos partidos políticos, que terão prazo mais curto para as negociações sobre essas alianças. 

De acordo com a decisão do STF, nesta quarta-feira, 9, os partidos só têm até o dia 31 de março para formalizar as federações; as legendas queriam o prazo esticado para 5 de agosto, como foi aprovado na lei do ano passado.

Diferente das coligações, as federações partidárias obrigam os partidos a se manter unidos mesmo após as eleições, pelo prazo de quatro anos.

Ainda não está claro se as federações serão ou não verticalizadas, ou seja, se valerão para todo o país…

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Eliziane ganha força no PSDB com projeto de federação

Vice-presidente nacional do Cidadania, senadora maranhense passa a figurar como opção tucana com a possibilidade de fusão entre as duas legendas para as eleições de outubro

 

Eliziane e o marido, Inácio Melo, com o presidenciável tucano João Dória; fusão pode dar o PSDB à senadora no Maranhão

Vice-presidente nacional do Cidadania, a senadora Eliziane Gama voltou a ser cotada como possibilidade de comando do PSDB maranhense, após anúncio do projeto de fusão entre as duas legendas.

Aliada do senador  Weverton Rocha (PDT), Eliziane pode, até mesmo, assumir o PSDB, caso o vice-governador  Carlos Brandão decida mesmo deixar o partido, sob ordens do governador Flávio Dino (PSB).

A abertura das conversas para formação de federação partidária entre PSDB e Cidadania foi confirmada nesta quinta-feira, 27, em nota do presidente nacional tucano, Bruno Araújo.

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Carlos Brandão vai ter que escolher entre o PT e o PSDB…

Se aceitar virar “esquerdista” e for aceito no PSB de Flávio Dino, para tentar dar palanque ao ex-presidente Lula, vice-governador terá que abrir mão do PSDB; por outro lado, se decidir ficar no ninho tucano, onde tem raízes ideológicas, ele já sabe que perderá o apoio petista, provavelmente para oi senador Weverton Rocha

 

Brandão comemorou o apoio do Cidadania – sem a senadora Eliziane Gama – mas não disse que terá que ficar no PSDB para manter esta aliança

O vice-governador Carlos Brandão vive nestes meses que antecedem sua posse como governador uma espécie de escolha de Sofia: até abril, ele terá que escolher entre o PT ou o PSDB como seu partido nas eleições de outubro.

E a escolha de um excluirá, automaticamente, o outro de sua base

Para piorar a situação do candidato de Flávio Dino (PSB), qualquer que seja a sua escolha estará, pondo um dos lados no colo do senador Weverton Rocha (PDT), que já lidera as pesquisas de intenção de votos.

No fim de semana, Brandão e seus aliados comemoraram apoio do Cidadania à sua candidatura; mas esconderam na divulgação que esse apoio se dará por causa da federação partidária que o Cidadania está construindo com o PSDB.

Ou seja, o apoio impõe a Brandão que permaneça no PSDB; e permanecendo na federação tucana, perderá automaticamente o PT, que já namora abertamente com o senador  Weverton.

Ocorre que o PT é o sonho de consumo do atual governador  Flávio Dino, que vem forçando uma transferência de Brandão para o seu partido, o PSB, exatamente para poder ter o ex-presidente Lula em seu palanque.

Se Brandão decidir deixar o PSDB para atender Flávio Dino, perderá automaticamente não apenas o controle do ninho maranhense, mas também o próprio Cidadania.

E os dois partidos tendem a desembarcar, automaticamente, no palanque de Weverton.

Embora faça festa a todo momento tentando vender a ideia de articulação política, Brandão sabe que sua situação é uma das mais difíceis do ponto de vista partidário.

Mais cedo ou mais tarde, porém, terá que escolher entre a cruz e a espada…