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Uso de Alcântara está condicionado a regularização de quilombolas

Apesar de aprovado na Comissão de Relações Exteriores da Câmara Federal, acordo com os Estados Unidos só poderá ser implementado após resolver a questão das duas mil famílias que moram na área

 

COMUNIDADES DE ALCÂNTARA SOFRERÃO ALTO IMPACTO COM A CHEGADA DOS AMERICANOS À BASE DE LANÇAMENTOS; PSB quer regulamentar situação das moradias

Há uma meia-verdade na divulgação da aprovação do acordo entre o Brasil e os Estados Unidos para exploração da Base de Lançamentos de Alcântara.

O acordo, assinado em março pelos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, e aprovado quarta-feira, 21, na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, foi comemorado pelos que o defendem.

Mas as notícias não contaram tudo.

No dispositivo aprovado, há um ponto – apresentado pelo PSB e votado em separado – que deixa claro:

– A entrada em vigor do Acordo, obedecidas as cláusulas e condições especificadas neste decreto legislativo, ficará condicionada à conclusão do processo de titulação das terras dos quilombolas radicados no perímetro do Centro de Lançamento ou Centro Espacial de Alcântara, nas suas áreas circunvizinhas, assim como no perímetro previsto para a expansão do Centro – diz o PDL.

Quilombolas

Tratar deste quesito é fundamental no processo porque foi exatamente o descaso com os quilombolas de Alcântara, durante a implantação do Centro de Lançamento, que resultou na quase disseminação das famílias da área.

A estimativa é que duas mil famílias sejam atingidas pela atividades da base sob o comando dos Estados Unidos.

Mesmo porque, em seus acordos, os EUA impõem que a área em que estão seja considerada território americano.

E brasileiros inconvenientes, como se sabem, não têm acesso ao território americano…

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Flávio Dino antecipa campanha presidencial…

Governador tira licença do mandato e sai em articulações com lideranças políticas e partidos de esquerda – e já alcançou o objetivo inicial do seu projeto: a polarização com o presidente Jair Bolsonaro

 

FLÁVIO DINO COM REPRESENTANTES DO PSB EM BRASÍLIA; debate presidencial antecipado pela acusação de golpe de Bolsonaro

O governador Flávio Dino (PCdoB) está em franca campanha pela presidência do Brasil.

O encontro desta quarta-feira, 24, com lideranças do PSB, é mais um ponto da estratégia iniciada semana passada, com declarações de membros do PCdoB em defesa de sua candidatura. (Relembre aqui)

O que Flávio Dino não esperava era que o próprio Bolsonaro antecipasse em mais de três anos o processo eleitoral e mostrasse ao público seu incômodo com o comunista maranhense, exibido na conversa vazada entre ele o ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni sobre o “Paraíba governador do Maranhão”.

O governo federal se voltou contra Dino; seus agentes, ministros e aliados têm se manifestado cada vez mais sobre o comunista, o que só faz crescer a onda em torno do governador.

O efeito colateral desta exposição antecipada é o resultado prático que o comunista tem a apresentar de seu governo, cada vez mais vidraça aos olhos da mídia nacional.

Mas esta é uma outra história…

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PT entre Bira e Duarte Júnior em São Luís…

Caso não prospere a ideia de candidatura própria na legenda, partido do ex-presidente Lula deve discutir alianças apenas com PSB e com PCdoB na disputa de 2020 na capital maranhense

 

ZÉ CARLOS, HONORATO E ZÉ INÁCIO são opções para uma candidatura própria do PT em São Luís

O partido dos Trabalhadores iniciou o seu debate interno para definir nos rumos das eleições municipais, sobretudo em São Luís.

A princípio, os petistas pensam em candidatura própria na capital maranhense, tendo como opções o deputado federal Zé Carlos, o estadual Zé Inácio e o vereador Honorato Fernandes.

Caso não prospere essa hipótese, outras duas são as mais prováveis no PT: aliança com o PCdoB – que tem como candidatos Rubem Júnior e Duarte Júnior – ou com o PSB, do deputado federal Bira do Pindaré.

O PT de São Luís dificilmente discutirá aliança com o PDT; os petistas se ressentem do tratamento que receberam na gestão de Edivaldo Júnior.

Mas ainda faltam pouco mais de um ano para o pleito.

E até lá, muita água vai rolar…

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A estranha estratégia de Roberto Rocha…

Isolado, sem grupo político e sem partidos interessados em alianças com o PSDB, senador tucano aposta suas fichas na imposição dos diretórios nacionais para ter a coligação que espera na disputa pelo governo

 

Roberto Rocha entende que basta ter a legenda para garantir a campanha

De férias do debate político desde dezembro – mesmo diante da frenética articulação dos adversários – o senador Roberto Rocha (PSDB) adota uma estranha estratégia para se viabilizar nas eleições de outubro.

Mas, segundo seus aliados mais próximos, ele tem uma estratégia já montada.

O tucano aposta suas fichas no cenário nacional para fazer valer a imposição dos diretórios centrais nos partidos locais, garantindo uma coligação no estado.

É por esta via que espera ter em seu palanque o PSB e o PPS, por exemplo.

Do ponto de vista do tempo na propaganda eleitoral, Rocha pode até se dar bem, caso o cenário se desenhe do jeito que ele espera – garantindo a eleição do filho para a Câmara Federal, por exemplo.

Mas será um fracasso do ponto de vista eleitoral porque, mesmo garantindo o tempo partidário, o senador dificilmente terá as lideranças e a militância dessas legendas em sua campanha.

Tanto o PSB quanto o PPS maranhenses estão entranhados, de corpo e alma, no governo Flávio Dino; e nenhuma de suas lideranças cogita – ainda que remotamente – coligar-se a outro partido que não o PCdoB.

Se estiver mesmo contando apenas com essas legendas, Rocha manterá seu isolamento político característico.

E dificilmente deixará a casa do dígito único nas pesquisas eleitorais…

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PSB questiona rapidez da tramitação do processo de Lula…

​​Socialistas se manifestam, em Nota, com críticas ao julgamento do ex-presidente, marcado para esta quarta-feira, 24, em Porto Alegre

 

Siqueira, do PSB, defende Lula e critica julgamento do ex-presidente

O Partido Socialista Brasileiro emitiu Nota Pública nesta terça-feira, 23, com críticas ao julgamento do recurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para esta quarta-feira, 24.

– Notamos que a rapidez da Justiça é um direito que assiste a toda a população, mas superar, no caso específico, a morosidade habitual, terminou por criar um fato político – afirma o documento, assinado pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

O julgamento do recurso de Lula – contra decisão do juiz Sérgio Moro, que o condenou a nove anos de prisão – é um dos fatos políticos marcantes da história mundial neste início de 2018.

E deve ter repercussão internacional, qualquer que seja seu resultado…

Abaixo, a nota do PSB:

Nota a Propósito do Julgamento do Ex-Presidente Lula

O Partido Socialista Brasileiro – PSB, como todas as demais forças políticas instituídas do País, vem sendo chamado a se manifestar sobre o julgamento do ex-presidente Lula, que ocorrerá no próximo dia 24/01.

Nesse contexto, há dois elementos que merecem destaque. Em primeiro lugar, verifica-se certa atipicidade na velocidade com que tramitou o processo em segunda instância.

Quanto a esse aspecto, notamos que a rapidez da Justiça é um direito que assiste a toda a população, mas superar, no caso específico, a morosidade habitual, terminou por criar um fato político.

Em segundo lugar, considera-se que o tribunal político mais adequado em uma democracia é o voto popular, em eleições livres — avaliação essa que é comum, no presente caso, à maioria das forças políticas responsáveis, independentemente de seu espectro ideológico.

Cabe observar, ainda, que uma solução política, por meio das urnas, que se viabilize respeitando de modo estrito a legalidade, é condição necessária para que o País supere a crise política que vivencia há pelo menos três anos.

Brasília-DF, 23 de janeiro de 2018.

CARLOS SIQUEIRA
Presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro – PSB

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José Reinaldo será candidato a senador, mas não por gratidão de Flávio Dino…

Ex-governador conseguiu a liberação do PSB para se filiar ao DEM, que impôs sua candidatura à Câmara Alta como condição para a aliança com o PCdoB

 

José Reinaldo deve ser o outro candidato a senador na chapa de Flávio Dino, ao lado de Weverton Rocha

O ex-governador José Reinaldo Tavares deve anunciar nos próximos dias sua transferência para o DEM

Seu atual partido, o PSB, autorizou sua transferência.

E o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia, já mandou avisar ao governador Flávio Dino (PCdoB): só coliga com os comunistas na condição de Tavares ser o candidato a senador na chapa.

Ontem, Flávio Dino decidiu antecipar sua decisão e declarou que o deputado Weverton Rocha (PDT) será seu primeiro candidato ao Senado.

Agora, terá que fazer o mesmo com José Reinaldo…

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O projeto de Flávio Dino para tirar Márcio Jerry da disputa de 2018…

Governador estimula entrada do deputado Bira do Pindaré na disputa pelas vagas de senador, com o principal auxiliar de suplente; secretário ainda resiste

 

Márcio Jerry ainda resiste em estar numa chapa com Bira…

Principal auxiliar do governador Flávio Dino (PCdoB), o titular da Comunicação e da Articulação Política, Márcio Jerry, é um dos governistas favoritos na disputa por vagas na Câmara Federal em 2018.

Mas se defender de Flávio Dino – que quer tê-lo como coordenador de sua campanha – ele não disputará as eleições proporcionais.

…Mas até quando resistirá a este abraço?!?

O governador estimula uma candidatura do deputado estadual Bira do Pindaré ao Senado, pelo PSB, com a garantia de que Jerry seja seu primeiro suplente.

A candidatura de Jerry tem criado problema para outros membros da base. Além disso, uma candidatura de Bira – amigo íntimo do governador – criaria uma perspectiva para a sucessão do próprio Flávio.

Com a estratégia, Dino garantiria espaço de poder próprio ao principal aliado – que poderia sonhar com quatro anos no Senado, a partir de 2022 – e ainda manteria o PSB alinhado ao seu projeto.

O problema é que Márcio Jerry tem a ambição pessoal de ser eleito no voto no Maranhão.

Por isso, tem resistido ao projeto do amigo governador.

Até quando? Não há como saber…

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Graça Paz critica ação de aliados de Dino contra Roberto Rocha no PSB…

Parlamentar foi à tribuna da Assembleia para questionar informação do colega Bira do Pindaré, que deu como favas contadas a saída do senador da legenda

 

Graça Paz questionou as ações do PSB contra Roberto Rocha

Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, a deputada estadual Graça Paz (PSL) condenou o anúncio de uma suposta expulsão do senador Roberto Rocha dos quadros do PSB maranhense.

– Será que ele [Roberto Rocha] é um perigo para a candidatura do atual governador em 2018? Será que pensam isso? Eu acho que não tem nenhuma razão de ser. Porque o senador Roberto Rocha, tendo condição de ser candidato a governador, ele será candidato a Governador, nada lhe impede – questionou a parlamentar.

O discurso de Graça Paz foi em resposta a Bira do Pindaré, que anunciou suposta expulsão do senador, tomada em congresso estadual da legenda.

Formado por aliados de Flávio Dino no diretório estadual e municipal de São Luís, o grupo que tenta afastar Rocha tentou gerar um fato no fim de semana. A decisão anunciada por Bira, no entanto, não tem qualquer efeito prático.

Cheio de aliados e auxiliares de Dino, diretórios estadual e de São Luís tentam gerar fatos contra o senador

Em seu discurso, a deputada Graça Paz ressaltou a carreira política de Rocha.

– Ele [Roberto Rocha] não tem o nome sujo. Ele não recebeu duzentos mil, quatrocentos mil de ninguém. Pelo menos até agora nada apareceu contra o senador Roberto Rocha. Então, nada lhe impede. Ele é um eleitor como qualquer um de nós. E temos o direito de nos candidatarmos àquilo que nós quisermos ser. O senador tem um mandato, ainda vários anos de senador, nada ele perde, nada ele vai perder. Agora é um nome respeitado neste Maranhão – completou. 

Mesmo diante da ação de dinistas contra ele, o senador aposta na ascensão do vice-governador de São Paulo, Márcio França, ao comando nacional da legenda.

Neste caso, será Bira e companhia os convidados a se retirar…

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Partidos começam a acelerar definições no Maranhão…

Mudanças podem ocorrer , sobretudo, no PSB, PSDB e PP; e todas elas atingirão diretamente – negativa ou positivamente – o senador Roberto Rocha e o seu projeto de disputar o governo

 

Roberto Rocha entre Bira e Brandão: qualquer movimento deles, beneficia o senador

Três notícias surgiram no feriadão envolvendo diretamente três partidos maranhenses e com ligação direta ao senador Roberto Rocha, pré-candidato do PSB ao Governo do Estado.

Blogs alinhados ao Palácio dos Leões informam que o vice-governador Carlos Brandão está mesmo de saída do PSDB, rumo ao PP, por onde deve disputar vaga de deputado federal.

A notícia beneficia diretamente o senador Roberto Rocha, que pretende ter o PSDB em seu palanque estadual.

Já o PSB anunciou em reunião com a presença do seu presidente nacional Carlos Siqueira, a aprovação da expulsão de Rocha das fileiras do partido, praticamente um dia depois de o senador ser eleito líder da legenda no Senado.

A expulsão, na verdade, é mais uma forçação de barra da ala pernambucana do PSB, que caminha para perder o controle do partido; o vice-governador de São Paulo, Márcio França, deve vencer a disputa pelo controle nacional.

Mais um ponto para Roberto Rocha.

Além disso, a saída de Carlos Brandão fortalece no PSDB o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, principal articulador do apoio à candidatura de Roberto Rocha.

Todos os movimentos, portanto, abrem caminho para uma candidatura tucana contra o atual governo do Maranhão.

E todos beneficiam diretamente o senador do PSB…

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Roberto Rocha com dois caminhos abertos…

Senador, que ainda está no PSB, se fortalece com a consolidação do governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, como candidato do PSDB a presidente; e ainda pode sair vitorioso no PSB, com o paulista Márcio França no comando

 

Rocha com Alckimin: PSDB garantido

A virtual candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckimin (PSDB) – anunciada no fim de semana que passou pela grande mídia – fortalece o projeto do senador Roberto Rocha (PSB) em duas frentes no Maranhão.

Alckimin é muito próximo de Rocha, e dará a ele as garantias do PSDB em 2018, além de construir um forte palanque presidencial como contraponto ao projeto de esquerda capitaneado pelo petista Lula.

Além disso, com a eventual saída de Alckimin do governo paulista, assume Márcio França, que disputa o comando do PSB com os socialistas de Pernambuco.

A vitória de França dará a Roberto Rocha também as garantias de ter o PSB em 2018.

É ilusão, portanto, achar que a questão PSB são favas contadas no Maranhão…