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Título de patrimônio de São Luís sofre ameaça há pelo menos dez anos…

Apesar de a prefeitura – e a própria Unesco – negarem que haja risco à capital maranhense, em pelo menos duas outras ocasiões, a partir de 2008, houve contestação do tratamento dado ao acervo histórico

 

Boa parte do acervo tombado está virando estacionamentos, sem a menor preocupação com a história

Uma mensagem que circulou em grupos de WhatsApp, na última quinta-feira, 26, foi o bastante para mobilizar imprensa e autoridades da Prefeitura de São Luís num desmentido público.

A mensagem dizia que o prefeito Edivaldo Júnior (PDT) havia recebido na terça-feira, 24, uma notificação do Fundo das Nações Unidas para a Educação e a Cultura (Unesco) oficializando a perda do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, dado a São Luís em 1997.

A própria Unesco, segundo a imprensa, negou a história.

Mas não é a primeira vez que essa ameaça vem à tona.

Desde 2008, órgãos como a própria Unesco e o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) criticam a forma como as sucessivas gestões de São Luís tratam o acervo tombado.

A destruição de prédios para construção de estacionamentos no Centro Histórico é o principal fator de degradação do acervo, segundo especialistas.

Primeira ameaça

Em julho de 2008, o site 180 Graus noticiou pela primeira vez a ameaça ao título dado à capital maranhense. A matéria cita o então presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, que afirmou, textualmente.

– Esse patrimônio é a vida da cidade. É a identidade do Brasil. São Luís é uma das cidades mais importantes que contam a história do nosso país, enfim, um Patrimônio da Humanidade. E eu estou aqui para fortalecer essa ação de fiscalização do acervo arquitetônico. Isso é muito importante. São Luís, inclusive, corre o risco de perder o título da Unesco, caso continue esse processo de descaracterização do Centro Histórico – declarou Fernando de Almeida. (Releia a íntegra aqui)

A então governadora Roseana Sarney com o então prefeito Jackson lago e auxiliares na cerimônia de entrega do título: história

A ameaça de 2008 levou, inclusive, a um discurso do então senador Epitácio Cafeteira (PTB) na tribuna do Senado, lamentando o risco de perda do título.

– Lamentável e muito grave esse processo de descaracterização do Centro Histórico de São Luís, reconhecidamente o mais homogêneo conjunto arquitetônico de origem portuguesa na América Latina. É um verdadeiro atentado à história e à própria identidade do povo maranhense, que tem com aquela cidade uma relação de amor e muito orgulho – protestou Cafeteira. (Leia a íntegra aqui)

Criador do “Projeto Reviver”, Cafeteira deu o primeiro passo, ainda na década de 80, no programa de revitalização do Centro Histórico que levaria, no 1º governo Roseana Sarney (1994/2002), à concessão do título de Patrimônio da Humanidade a São Luís.

Nova ameaça

Em 2011 surgiu uma nova ameaça ao título concedido a São Luís.

Em 10 de agosto daquele ano, o site Sua Cidade, vinculado hoje ao R7, noticiou praticamente o mesmo título de 2008: “São Luís pode perder o título de Patrimônio da Humanidade”.

Novamente, os mesmos motivos: “Prédios abandonados ou mal conservados, ruas com o calçamento danificado, problemas que podem resultar para o Brasil, apagar um dos momentos mais importantes da nossa história, a colonização dos portugueses”, dizia o site, que entrevistou o urbanista Frederico Burnett para a matéria. (Relembre aqui)

O fato é que, sendo ou não verdadeira a mensagem da última quinta-feira no WhatsApp, o título de Patrimônio Cultural da Humanidade dado a São Luís por esforço dos governadores vive sob constante ameaça, diante do descaso de prefeitos insensíveis.

Uma ameaça real…

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Enfim, o patrimônio pode avançar na história…

Katia Bogea

Kátia Bogéa: o tempo passou, ela só precisava perceber

Editorial

Foi um Deus-nos-acuda.

O anúncio de que a chefe do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Maranhão, Kátia Bogéa, iria, finalmente deixar o cargo – após mai de 30 anos – mobilizou jornalistas, “intelectuais”, historiadores, pesquisadores, e até instituições como Ufma e Academia Maranhense de Letras.

Coisas do Maranhão patrimonialista.

Mas este blog não entende assim.

Para este blog, já passava da hora de uma mudança de métodos, conceitos e práticas no Iphan maranhense.

Bogéa representava o supra-sumo de uma época que já ficou para trás e cujos resultados, no entender deste blog, apenas atravancaram o desenvolvimento urbanístico, sobretudo em São Luís, em nome de uma preservação do nada.

Casarão decrépito no Centro Histórico: símbolo de uma era que já ficou pra trás

Casarão decrépito no Centro Histórico: símbolo de uma era que já ficou para trás

Em qualquer lugar da Europa moderna, patrimônio histórico é visto como mais um motivo para atrair turistas e divisas para as cidades: e devem representar um símbolo do que foi a cidade, e não a cidade como um todo.

Por isso, na Europa, os traços da histórias são cercados de modernidade, conforto, tecnologia, que possam tornar o passeio e a vista confortável ao cidadão.

Infelizmente, Kátia Bogéa entendia diferente, e exigia do Centro Histórico um congelamento no tempo e na história, esforço impossível de ser alcançado na preservação – e com resultado urbanístico, cultural e histórico quase nulo. 

O resultado eram prédios cada vez mais degradados, espaços totalmente destruídos, mas com “o purismo” de seus traços preservados,  ainda que em forma decrépita e fétida.

Mas tinham que estar lá, do jeito que Bogéa e sua equipe imaginavam ser nos séculos XVI, XVII,  XVIII.

Centrro Histórico de Berlim: preservação com tecnologia e vida econômica pujante

Centro Histórico de Berlim: preservação com tecnologia e vida econômica pujante

Ainda que as tecnologias de preservação avançassem, os conceitos dos que cuidavam do patrimônio – Bogéa à frente – permaneciam estacionados 300 anos antes.

Há tempos São Luís já merece uma ponte até Alcântara, impedida pela ideia de preservação do patrimônio.

Há tempos o Centro Histórico já merece a modernização de seus espaços, preservando apenas aquilo que representa o ciclo da história da cidade, mas dando ao nativo e ao visitante condições de estar e de ficar; de ir ir vir.

Mas a ideia de preservação estabelecida no Iphan impedia esse avanço.

Felizmente, a própria Kátia Bogéa compreendeu a passagem do tempo e declarou que vai pedir a sua aposentadoria.

Que ela possa descansar e conhecer os avanços da história no mundo.

Para desespero dos seus defensores saudosistas…

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Blog repetirá série de posts sobre o legado dos prefeitos na capital…

Para lembrar os 403 anos de fundação da capital maranhense, o blog reeditará, por todo o dia 8 de setembro, a série de posts “30  anos de oposição em São Luís”, que faz um balanço da auação dos prefeitos desde a retomada das eleições diretas, em 1985

 

saoluis399Este blog será temático na terça-feira, 8 de setembro.

Para lembrar o aniversário de 403 anos de fundação de São Luís, será reeditada, ao longo de todo o dia, a série de posts “30 anos de oposição em São Luís”.

Trata-se de uma coletânea de artigos com o balanço do que foi feito – ou não – pelos seis prefeitos eleitos pela votação direta – retomada em 1985, com a eleição de Gardênia Gonçalves.

Uma visão particular do titular deste blog, testemunha ocular da história política deste período.

Os posts, publicados originalmente – e aleatoriamente – a partir de 2012, tratam do balanço específico da obra dos prefeitos Gardênia Gonçalves, Jackson Lago, Conceição Andrade, Tadeu Palácio, João Castelo e Edivaldo Júnior; e outro, que mostra as bases plantadas ainda pelos chamados prefeitos biônicos – eleitos por indicação do governador -, além do legado dos governadores na capital.

A série para o aniversário se São Luís tem ainda os adicionais sobre os mandatos da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), uma análise do João Castelo governador e do João Castelo prefeito, e uma luz no que pode ser o legado do atual prefeito, Edivaldo Júnior (PDT).

É uma coletânea – agora enfileirada e sequenciada – fundamentada em fatos concretos e documentais, para análise crítica do leitor.

É aguardar e conferir…

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“Tudo o que tem nesta cidade é obra do nosso grupo”, diz Adriano…

Deputado do PV enquadra o colega Othelino Neto (PCdoB) ao lembrar que o próprio comunista confessou que São Luís sempre elegeu prefeitos de oposição, e mostrou que, ao longo da história, só os governadores eleitos pelo seu grupo fizeram na capital. Veja o vídeo:

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Hildo Rocha ressalta papel do PMDB na modernização de São Luís…

Ao fazer um resgate histórico, em sessão solene pela passagem dos 403 anos da capital maranhense, deputado destacou a forte participação da ex-governadora Roseana Sarney na transformação da cidade nos últimos 20 anos.

– Urbanização do Espigão Costeiro da Ponta d´Areia; obras estruturantes nas áreas de mobilidade, saúde, educação, segurança, habitação, saneamento e abastecimento de água; construção de Unidades de Pronto-Atendimento (UPAS) e as reformas dos hospitais Tarquínio Lopes Filho e Carlos Macieira, além de mais de 800 unidades habitacionais no PAC-Rio Anil, em parceria com o Governo Federal; a ampliação do sistema de Esgotamento Sanitário; a Via Expressa, a avenida IV Centenário e o Corredor Metropolitano só neste mandato – destacou. (Veja vídeo)

Hildo Rocha nem relacionou as obras dos dois primeiros mandatos da governadora, que inclui os viadutos, a urbanização da Lagoa da Jansen e da avenida Litorânea, as avenidas Ferreira Gular e Luís Eduardo Magalhães e a duplicação das estradas do Araçagy e de São José de Ribamar.

O parlamentar lembrou que fez parte da equipe liderada pela governadora Roseana Sarney (chefiou a Secretaria das Cidades) e também contribuiu com a realização de obras importantes para a melhoria da qualidade de vida da população de São Luis.

– Portanto, o PMDB tem uma grande folha de serviços prestados à capital maranhense – afirmou.

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A São Luís que Roseana construiu…

Em 30 anos de oposição na capital maranhense, nenhum prefeito fez mais pela cidade que a governadora em seus quatro mandatos. Roseana tornou São Luís mais moderna, mais bonita e melhor, mesmo com a oposição ferrenha dos que comandam a prefeitura

 

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Lagoa da Jansén: um marco turístico de SL

Volte ao ano de 1995.

De uma janela imaginária, vislumbre a São Luís de então.

As únicas obras estruturantes de peso – Avenida Litorânea, Viaduto do Outeiro da Cruz, Avenida dos Holandeses – haviam sido construídas pelos governadores Epitácio Cafeteira e Edison Lobão.

A governadora Roseana Sarney assumiu em janeiro daquele ano. E iniciou um trabalho de estruturação incomparável na capital maranhense.

Em seu primeiro mandato – que durou entre 1995 e1998 – ela iniciou a urbanização da Lagoa da Jansén, hoje um cartão postal de São Luís, duplicou a entrada da cidade até a Estiva e recuperou todo o Centro Histórico.

Reeleita em 1998, Roseana concluiu a Lagoa da Jansén, construiu as avenidas Ferreira Gular e Luis Eduardo Magalhães, recuperou a avenida Guajajaras e iniciou a duplicação da Estrada do Aracagy.

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Espigão da Ponta D’Areia: futuro cartão postal

Além disso, fez os viadutos do Calhau, da Cohama, da Cohab e iniciou as obras do viaduto da Ivar Saldanha. Construiu a estrada da Maioba e duplicou a estrada de Ribamar até o Maiobão.

Roseana deixou o governo em 2002.

Leia também:

Os 30 anos de oposição em São Luís…

As bases plantadas por Sarney e seus prefeitos…

Só os governadores fizeram…

Desde então, nada mais foi feito para dar condições estruturantes a São Luís. Nem pelos governos José Reinaldo (PSB) e Jackson Lago (PDT), muito menos pelos prefeitos Tadeu Palácio (PP), João Castelo (PSDB) e Edivaldo Holanda Júnior (PTC).

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Avenida Litorânea: outra beleza ludovicense

Roseana voltou ao governo em 2009.

De lá para cá, construiu o Espigão Costeiro da Ponta D’Areia – que deve se transformar em mais um cartão postal de São Luís – revitalizou a avenida Litorânea e iniciou a Via Expressa e a Avenida do Quarto Centenário, que devem ser entregues até o final do ano.

São 12 anos de mandato, intercalados por um hiato de sete anos.

Mas foram suficientes para Roseana dotar São Luís de uma infraestrutura ignorada em 30 anos de gestões oposicionistas na capital.

É Roseana Sarney, portanto, a melhor prefeita que São Luís teve desde Haroldo Tavares.

E não há como contestar…

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Comemorar o quê, Holandinha?!?

EDIVALDO TRISTE

Edivaldo: do nada para lugar algum…

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) chega à segunda comemoração de aniversário de São Luís como prefeito.

E sua gestão nada tem a comemorar.

Já quase na metade do mandato para o qual foi eleito com o discurso da mudança – o mesmo usado por seu padrinho comunista Flávio Dino nas eleições estaduais – Holandinha não tem sequer um projeto que marque a sua gestão.

Em 1 ano e 9 meses de mandato as ações do prefeito se resumem a chororôs e reclamações de que recebera uma cidade sem recursos e cheia de problemas estruturais.

Nada disso justifica sua incompetência gerencial.

O fato é que a população de São Luís foi levada, no ano do seu quarto centenário, a eleger um despreparado para o comando da cidade, iludida pelo discurso da mudança, que fracassou em todas as demais cidades por onde passou.

Que obra pode ser considerada como marca da gestão Holandinha?

Que serviço pode ser considerado de excelência por causa de Holandinha?

O prefeito passa pelo mandato como um nada.

E ainda faltam 861 dias para ele ir embora…

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Os 30 anos de oposição em São Luís: as bases plantadas por Sarney e seus prefeitos…

O que existe em termos de estrutura de transportes, malha viária, mobilidade urbana e saneamento em São Luís foi feito pelos governadores aliados do grupo Sarney ou pelos prefeitos indicados por ele.

Em 30 anos de domínio político da capital, a oposição não teve qualquer participação nestas obras – exceção feita a João Castelo (PSDB), como já dito.

O governador José Sarney lançou as bases da modernização de São Luís, pós-vitorinismo, com a realização de um plantel de obras estruturantes que tirou a capital da era rural em que vivia.

bacanga

Aspecto da construção da Barragem Bacanga, no governo Sarney: São Luís saindo da era rural

Sarney construiu as barragens do Bacanga e do Batatã, a avenida Kennedy, a Ponte do São Francisco – maior do Nordeste, à época – a ponte e a avenida do Ipase, os conjuntos Cohab, Maranhão Novo e Ipase; o Parque do Bom Menino e a estrada para Ribamar, até a Aurora, entre outras obras estruturantes. (Veja vídeo ao lado, na área de banners)

Na época, os prefeitos eram indicados pelos governadores. Aliados de Sarney, os prefeitos Vicente Fialho, Haroldo Tavares e Mauro Fecury deram continuidade à modernização da capital.

O sarneysista Haroldo Tavares: o melhor prefeito de São Luís

Secretário de Obras do próprio Sarney, Tavares é considerado até hoje o melhor prefeito que a Capital já teve – o que mais captou o espírito de Sarney e projetou uma São Luís para o futuro, com abertura de grandes avenidas e corredores para ônibus (Leia aqui).

Fialho ampliou o urbanismo e o saneamento, criando novos bairros, e Mauro Fecury organizou o sistema de transporte.

Mas aí veio as eleições diretas e, impulsionada por um tolo sentimento de rebeldia manipulado pelo blábláblá oposicionista, São Luís passou a ter prefeitos de oposição.

E pararia no tempo se dependesse deles.

De Gardênia Gonçalves a Edivaldo Júnior (PTC), o blábláblá anti-Sarney teve mais importância que o preparo do gestor.

E deu no que deu.

Roseana Sarney e seu hoje pré-candidato ao governo estadual, Luis Fernando, vistoriam obra da Avenida Quarto Centenário. Foto: Divulgação

Roseana e uma de suas obras: há mais de 50 só na capital

Nenhum deles – Gardênia, Jackson Lago (PDT), Conceição Andrade (PSB), Tadeu Palácio (PP) e Holandinha – conseguiu até hoje qualquer  projeto que preparasse São Luís para o futuro.

Exceção, repita-se, de Castelo, que teve obras importantes na questão estrutural.

Parada no tempo do discurso oposicionista, São Luís só continuou o seu caminho de modernização com os governadores, todos alinhados ao próprio Sarney:  João Castelo (então no PDS), Epitácio Cafeteira (PMDB), João Alberto (então no PFL), Edison Lobão (PFL) e Roseana Sarney (PFL/PMDB).

Mas esta é uma outra história dos 30 anos de oposição em São Luís…

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Os 30 anos da oposição em São Luís…

O blog inicia hoje uma série para analisar as três décadas de domínio da oposição na Prefeitura da capital maranhense. Com base em fatos que se podem comprovar a olhos vistos e dados históricos, o blog vai abordar desde os resultados práticos deste domínio, passando pela “obra” de cada um dos oito prefeitos, e discutir como seria São Luís sem o que foi realizado pelos governadores. Abaixo, o primeiro da série de três posts

 

 

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De Gardênia a Holandinha, prefeitura se limita a a tapar-buracos

A oposição maranhense completa neste 2014 nada menos que 30 anos de controle da Prefeitura de São Luís.

À exceção de um curto período de três anos em que coincidiram os mandatos dos governadores José Reinaldo (PSB) e Jackson Lago (PDT) com o do prefeito Tadeu Palácio (ex-PDT, hoje no PP), todos os eleitos na capital maranhense – de Gardênia Gonçalves (antigo PDS) a Edivaldo Júnior (PTC) – fizeram e fazem oposição ao Governo do Estado, e sobretudo ao grupo Sarney.

Mas o resultado prático deste controle oposicionista é quase nulo, em termos de obras estruturantes.

Nenhum dos oito prefeitos fez qualquer obra que pudesse ser considerada como importante para o desenvolvimento futuro da cidade. Nem Jackson Lago, que passou três vezes pela prefeitura.

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Grandes obras, como a Via Expressa, são todas feitas pelos governadores

Tudo o que São Luís tem em obras de mobilidade urbana, melhoramento de trânsito, abertura de avenidas, construção de hospitais e saneamento básico foi feito pelos prefeitos anteriores a estes oposicionistas – aliados exatamente a Sarney – ou pelos governadores José Sarney, João Castelo, Epitácio Cafeteira, Edison Lobão, João Alberto de Souza e Roseana Sarney.

Absolutamente tudo mesmo.

O que os prefeitos fizeram nestes 30 anos, mal e porcamente, foi apenas a manutenção  do que já existia ou do que foi feito pelos governos. A inoperância é tamanha que se vê aberrações como as de Holandinha, que distribui farto material publicitário e de comunicação para anunciar operações tapa-buracos.

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Castelo é a única exceção ente os prefeitos

A honrosa exceção é feita a João Castelo (PSDB), coincidentemente, também um governador realizador.

Ele construiu ou recuperou em quatro anos de mandato, pelo menos quatro importantes avenidas da capital – Santos Dumont, Estrada da Vitória, Mário Andreazza e Santo Antonio do Calhau; também construiu a Avenida Mauro Bezerra e uma outra, que liga, a Santos Dumond à Guajajaras, por dentro do João de Deus.

Além disso, iniciou a recuperação dos canais que cortam São Luís e o prolongamento da avenida Litorânea.

Os demais prefeitos se preocuparam em aperfeiçoar apenas serviços básicos, deixando as grandes e importantes obras apenas para os governadores que eles próprios diziam combater.

Como será mostrado nos próximos posts…

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Ilha Magnética…

http://1.bp.blogspot.com/_t7fuZBmQcsM/TIatkLw8HiI/AAAAAAAACyY/6Hbi8d6eUjE/s320/sao+luis.gifAh, que horizonte belo
De se refletir
Outro dia me disseram
Que o amor nasceu aqui

Saiu de trás do sol com o jeito de guri
Tanto novo como leve o amor nasceu aqui(2 vezes)

Ponta da areia, olho d’água e araçagy
Mesmo estando na Raposa
Eu sempre vou ouvir
A natureza me falando que o amor nasceu aqui(2 vezes)

http://i1.ytimg.com/vi/HThX47i49iA/hqdefault.jpg?feature=ogAh que ilha inexata quando toca o coração,
Eu te toco, tu me tocas
Cá nas cordas do violão
E se um dia eu for embora
Para bem longe deste chão
Eu jamais te esquecerei
São luis do Maranhão
Eu jamais te esquecerei
São luis do Maranhão
Eu jamais te esquecerei
São luis do Maranhão