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Editorial!!! Separando o joio do trigo…

Polêmica em torno da fala do senador Weverton Rocha sobre blogueiros é mais uma oportunidade para todos – políticos, jornalistas e sociedade civil – reafirmar o compromisso com o jornalismo profissional

 

ESTE JORNALISTA MARCO AURÉLIO D’EÇA E OS COLEGAS LINHARES JR. E CARLA LIMA, com a ex-governadora Roseana Sarney, na sabatina criada por ele no jornal O Estado

Editorial 

Tem dado o que falar a declaração do senador Weverton Rocha (PDT) em entrevista ao podcast Café Quente sobre a postura de blogueiros e supostos digitais influencer’s – sobretudo no interior maranhense – na relação com a classe política e com o poder.

“Se você não der certo em nada na sua vida, basta abrir um blog no Maranhão e ameaçar um secretário, vereador, prefeito ou de alguém dele, que começa a ganhar um mensalinho”, foi uma das falas do senador espalhada na mídia.

  • este blog concorda com a opinião de Weverton no que diz respeito a esses blogueiros, sobretudo advindos do interior maranhense;
  • e concorda por que entende que há também uma classe política que transformou mandatos em negócios, atraindo este tipo de gente.

Mas há uma outra fala do senador que não foi divulgada pelos que vestiram a carapuça de suas declarações, na qual ele mesmo separa o joio do trigo.

“Teve um cara no interior que veio com a conversa ‘senador, vamos fazer uma parceria’, e disse: ‘eu sou mais lido que o Marco d’Eça’. É um exemplo. Poderia ter falado do John Cutrim, do Gilberto Léda, do Jorge Aragão, do Leandro Miranda, do Diego Emir (…) Mas esse cara lá, querer se comparar com jornalistas?!? Com esses que falamos aqui, que têm referência?!? Que a gente sabe o que já fizeram, que já foram do impresso, enfim, eles utilizam as ferramentas de comunicação e não utilizam as ferramentas como instrumento de captação…”, explicou Rocha, deixando claro quem é quem na imprensa maranhense. (Veja o vídeo abaixo)

Com 30 anos de jornalismo político e 20 anos de atuação em blog – o mais antigo em atividade no Maranhão – o titular desde blog Marco Aurélio d’Eça, graduado, pós-graduado e mestrando na área de Comunicação, sempre buscou a qualificação intelectual e a aprimoração técnica como base para o desenvolver de suas atividades. (Saiba mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui)

Mais recentemente, este blog Marco Aurélio d’Eça publicou o artigo “A notícia de volta pra casa: o fim da era da informação sem dono…”, da jornalista Carla Ribeiro; trata-se de uma reflexão sobre a exigência de profissionais bem formados, com responsabilidade social e credibilidade para lidar com a notícia.

O episódio envolvendo Weverton Rocha ajuda nessa reflexão, por que é fundamental continuar a separar o joio do trigo.

Tanto no jornalismo quanto na política…

Waldir Maranhão é destaque em comemoração dos 200 anos da Câmara dos Deputados…

Ex-presidente da Casa, maranhense lembrou em discurso a história recente do país, na qual foi protagonista político em pleno golpe contra a presidente Dilma Rousseff

WALDIR MARANHÃO TEVE PARTICIPAÇÃO EFETIVA NA SOLENIDADE DA CÂMARA em um dos momentos mais turbulentos do país

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PT) roubou a cena na solendiade de comemoração dos 200 anos da Câmara dos Deputados, festejkada na última quarta-feira, 6.

Em seu discurso, Maranhão lembrou o momento político vivido por ele, como protagonista, na segunda metade da década passada.

  • Waldir Maranhão assumiu o comando da Câmara em 2016, no auge dos debates sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT);
  • Ele ocupou o cargo interinamente após o afastamento do presidente Eduardo Cunha (MDB), determinado pelo Supremo Tribunal Federal.

“Foi um período marcado por forte instabilidade institucional e intensa pressão política”, lembrou o ex-parlamentar.

Waldir Maranhão assumiu o protagonismo ao tentar anular a sessão que autorizou o prosseguimento do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, que ele entende como um golpe institucional no país, posição compartilhada por este blog Marco Aurélio d’Eça, no post “Não ao golpe!!! Este blog é contra o impeachment de Dilma…”..

A cerimônia reuniu autoridades e ex-dirigentes da Casa para celebrar o bicentenário de uma das instituições centrais do Poder Legislativo brasileiro.

Uma homenagem a O Imparcial…

Completar 100 anos de circulação como jornal impresso é um feito histórico sem precedentes, em uma época onde a “cultura rápida” cria opções cada vez mais pueris ao Jornalismo real

OS ATUAIS RESPONSÁVEIS POR “O IMPARCIAL”. Centenário como história de coragem, resistência e ensinamento

História

Todas as homenagens, todas as honras, todos os louros devem ser jogados ao longo deste 2026 ao jornal O Imparcial; chegar aos 100 anos da forma como o jornal chegou – em meio ao cada vez mais pueril ambiente de notícias no mundo – é um feito não apenas digno de livro de recordes, mas também para ser celebrado por todos os setores do jornalismo real.

A internet trouxe a partir do início dos anos 2000 a “cultura rápida”, a “notícia fugaz”, a “informação pueril”, que dominou a agenda nas duas décadas seguintes e levou ao fim de publicações históricas no mundo inteiro; no Maranhão, sepultou o poderoso jornal O EstadoMaranhão.

  • mas O Imparcial manteve-se vivo, ativo, resistente, empunhando a ideia do que é jornalismo clássico;
  • sofreu, sentiu as dores do envelhecimento e da perda de espaços, mas sobreviveu e continuou ativo;
  • e chega a um período em que a própria notícia clama por um caminho: o jornalismo profissional.

“Quando uma notícia é veiculada por um profissional de trajetória firmada ou por um veículo de comunicação estabelecido, ela carrega um lastro. A credibilidade, que antes parecia diluída na massa de seguidores, volta a ser o ativo mais valioso do mercado”, aponta a jornalista Carla Ribeiro, no artigo “A notícia de volta pra casa: o fim da era da informação sem dono…”, publicado neste blog Marco Aurélio d’Eça.

Assim como Ribeiro, este blog Marco Aurélio d’Eça também vê a Inteligência Artificial como uma ameaça, assim como os primórdios da internet o foram.

Profissional diplomado, com pós-graduação e mestrando na pesquisa jornalística, o titular deste blog Marco Aurélio d’Eça, que construiu praticamente toda a sua trajetória em O EstadoMaranhão, também sentiu o golpe da invasão do jornalismo por quem nunca sequer se preocupou com a pesquisa e com a técnica.

  • mas sobreviveu, assim como o Imparcial, Carla Ribeiro e alguns poucos profissionais da comunicação que ainda fazem jornalismo no Maranhão;
  • É por isso que cada homenagem a O Imparcial deve ser vista como uma vitória do jornalismo, independentemente do contexto atual do que é notícia.

O Imparcial resiste como uma trincheira de leitura para quem quer aprender a fazer jornalismo. Afinal, o fazer jornalístico é ler e escrever.

Por que, como diria Joelmir Betting, “quem não gosta de ler e escrever não sabe falar…”.

Exclusivo!!! História de José Sarney ganha edição em quadrinhos…

Revista que conta a trajetória do ex-presidente da República deve fazer parte do acervo da Fundação da Memória Republicana e de outras instituições em todo o país

 

A CAPA DA EDIÇÃO, AINDA EM ENCADERNAÇÃO PROVISÓRIA; produto inédito e exclusivo em poder deste blog Marco Aurélio d’Eça

Exclusivo

A trajetória do ex-presidente da República José Sarney está prestes a ser contada de uma forma diferente; a revista “A História de José Sarney em Quadrinhos” está em produção e deve compor o acervo da Fundação da Memória Republicana.

Este blog Marco Aurélio d’Eça teve acesso exclusivo à peça, antes mesmo de ela entrar em produção; e é o único veículo de mídia do país a dispor de um exemplar inédito.

A edição foi lida em menos de uma hora, e serve de base para a contextualização desta postagem.

  • a revista é produzida pela editora Nádia Nicácio, com ilustrações de Beto Nicácio e Zilson Costa;
  • é organizada pelo cineasta Joaquim Haickel; sai com os selos da Guarnicê Produções e Dupla Criação.

“Sarney não foi apenas um presidente ou senador. Foi um construtor de pontes, um homem de letras, que soube conciliar poder e cultura com elegância e profundidade”, diz Haickel, na dedicatória da publicação.

OS QUADRINHOS RELEMBRAM TODA A TRAJETÓRIA DE SARNEY, ATÉ COMPLETAR 95 ANOS, EM 2025; em 24 abril ele chegará aos 96 anos…

A História de José Sarney em quadrinhos começa com o próprio Sarney em seu escritório, escrevendo as suas “Memórias de Uma Vida”, obra também inédita; na ocasião ele tem lembranças, desde o nascimento, em Pinheiro, no dia 24 de abril de 1930.

O roteiro alcança toda a trajetória do ex-presidente até completar 95 anos, em abril de 2025.

  • ao final da revista há uma galeria de imagens de Sarney, intitulada memórias de uma vida.
  • toda feita em papel couchê, tem excelente encadernação e esmerado primor editorial.

“Ao apresentarmos a vida de José Sarney em formato de HQ, pretendemos alcançar o público jovem, que ainda não teve a oportunidade de saber quem foi este grande personagem da nossa história”, encerra a edição.

A revista em quadrinhos de José Sarney deve ser distribuída também em escolas, museus, academias de letras e bibliotecas de todo Maranhão…

Oriente Médio em Chamas: Poder, Imperialismo e a Crise da Ordem Internacional…

Ação dos Estados Unidos contra um regime teocrático e autoritário consolida uma ordem em que a vontade das grandes potências se sobrepõe às regras coletivas

 

Por Marcos Soares, professor, escritor e ativista social

A recente ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel inaugurou um novo e delicado capítulo da instabilidade no Oriente Médio. Neste último fim de semana, autoridades iranianas confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, figura central da República Islâmica desde 1989. O episódio não apenas altera o equilíbrio regional, como simboliza o encerramento de um ciclo político marcado por tensões permanentes, autoritarismo interno e enfrentamento externo.

A morte de Khamenei representa mais do que a perda de uma liderança longeva.

  • ela escancara as fragilidades de um regime fortemente centralizado e aprofunda as incertezas sobre o futuro político do Irã e da região.
  • Trata-se de um fato que exige leitura histórica e política, articulando democracia, direito internacional, fundamentalismo religioso e a política externa das grandes potências.

Em suas análises sobre o Oriente Médio, Leonardo Trevissam aponta para o esgotamento da chamada ordem liberal internacional.

Para ele, o discurso da defesa da democracia e dos direitos humanos tem sido reiteradamente instrumentalizado para legitimar ações militares unilaterais, enquanto normas básicas do direito internacional são relativizadas diante dos interesses estratégicos das superpotências. A guerra deixa de ser exceção e passa a integrar o cotidiano da política externa global.

Essa leitura dialoga com Jayme Brener, autor de “Ferida Aberta: O Oriente Médio e a nova ordem mundial”, ao evidenciar que a região permanece submetida a uma lógica de instabilidade estrutural, produzida por décadas de intervenções externas, disputas geopolíticas e controle de recursos estratégicos.

  • Oriente Médio não é apenas cenário de conflitos, mas elemento central de uma engrenagem internacional marcada pela assimetria de poder.
  • no plano interno iraniano, a obra de Osvaldo Coggiola, “A Revolução Iraniana”, ajuda a compreender os paradoxos do regime.

A revolução de 1979 nasceu como reação ao autoritarismo do xá Reza Pahlevi e ao imperialismo ocidental, mas resultou na consolidação de uma teocracia que restringiu liberdades civis, cerceou a liberdade de expressão e fundiu religião e Estado de forma autoritária. O fundamentalismo religioso, quando convertido em projeto político, tende a sufocar o pluralismo e a criminalizar o dissenso.

A ausência de Khamenei aprofunda essas contradições. Sua liderança simbolizou, simultaneamente, resistência ao domínio externo e repressão interna. O vácuo político que se abre amplia o risco de disputas internas, radicalização e prolongamento da instabilidade, com impactos diretos sobre o Oriente Médio e o sistema internacional.

No plano externo, a atuação norte-americana reafirma um padrão de política externa beligerante.

  • a orientação adotada por Donald Trump expressa uma concepção de mundo baseada no unilateralismo, na imposição da força e no enfraquecimento dos organismos multilaterais;
  • como observa Trevissam, essa prática corrói os fundamentos do direito internacional e consolida uma ordem em que a vontade das potências se impõe sobre regras coletivas.

Os efeitos dessa instabilidade extrapolam o campo político e alcançam a economia global.

O Oriente Médio concentra rotas estratégicas do comércio internacional e parcela significativa da produção e do escoamento de energia. A intensificação do conflito amplia a volatilidade dos mercados, pressiona cadeias logísticas, eleva riscos inflacionários e aprofunda incertezas em um cenário econômico mundial já fragilizado.

Nesse contexto, a posição do Brasil assume relevância.

  • ao condenar os ataques, defender a soberania do Irã e pedir prudência às nações envolvidas, o país reafirma uma tradição diplomática baseada no multilateralismo, na solução pacífica dos conflitos e no respeito ao direito internacional;
  • trata-se de uma postura coerente com os interesses nacionais e com o papel histórico do Brasil como ator moderador em um sistema internacional tensionado pela lógica da força.

O Oriente Médio segue, assim, como uma ferida aberta da política mundial.

Entre fundamentalismos religiosos, autoritarismos internos e interesses imperialistas externos, a população civil continua sendo a principal vítima.

A história demonstra que a força militar não constrói democracia nem estabilidade duradoura. Sem diplomacia, respeito às normas internacionais e compromisso real com a autodeterminação dos povos, a guerra tende a se normalizar como método de organização da ordem global.

Este blog na companhia de Nicolás Maduro no Palácio dos Leões…

Mais antigo em atividade no Maranhão, página assinada pelo jornalista Marco Aurélio d’Eça foi testemunha ocular da história, quando o presidente da Venezuela – hoje sequestrado pelos EUA – esteve no Maranhão, no governo Jackson Lago

 

NICOLÁS MADURO EM REGISTRO DESTE BLOG, em março de 2008, ocasião da passagem de Hugo Chávez pelo Maranhão

História

Criado em setembro de 2006 – poucos dias antes do primeiro turno daquelas eleições, vencidas em primeiro turno pelo pedetista Jackson Lago – este blog Marco Aurélio d’Eça foi um dos poucos ainda em atividade a testemunhar uma passagem histórica do presidente sequestrado da Venezuela, Nicolás Maduro, pelo Maranhão.

Era março de 2008. Jackson Lago estava no poder, mas tinha o mandato questionado na Justiça Eleitoral pela então senadora Roseana Sarney (MDB)), segunda colocada nas eleições de dois anos antes

  • numa espécie de tentativa de reafirmação de sua política, o então governador convidou o então presidente da Venezuela, Hugo Chávez;
  • à época, Chávez era referência na esquerda mundial, por fazer frente ao imperialismo americano e entregar resultados na Venezuela.

“O gesto de Jackson foi considerado uma insanidade em uma época em que os países procuram cada vez mais se integrar, principalmente na área comercial, setor no qual os EUA figuram entre os principais parceiros do Brasil”, opinou o blog do jornalista Daniel Matos, outro dos poucos a registrar pessoalmente a passagem da comitiva venezuelana.

Este blog Marco Aurélio d’Eça voltou a registrar a passagem de Maduro pelo Maranhão por ocasião da morte da Chávez, em 5 de março de 2013, como foi tratado na postagem “Memória: Hugo Chávez no Maranhão…”.

“A visita [de Chávez e Maduro] a Jackson não deu em nada, além dos discursos raivosos contra o imperialismo e contra o grupo Sarney”, destacou este blog, na ocasião.

  • na época da visita ao Maranhão, Nicolás Maduro já era homem-forte de Hugo Chávez;
  • era ele quem cuidada das relações exteriores do regime que dominava a Venezuela.

O presidente venezuelano foi sequestrado pelos Estados Unidos no último sábado, 3, após bombardeio e invasão do país.

E este blog Marco Aurélio d’Eça segue naõ apenas acompanhando, mas analisando a história.

Como faz há quase vinte anos…

Câmara Federal vai homenagear Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão…

Entidade cultural maranhense completa 100 anos neste 2025 e será reconhecida em solenidade  na capital federal, nesta segunda-feira, 8

 

HOMENAGEM. Professor José Augusto, do IHGM, com Hildo Rocha, na Câmara Federal

A Câmara dos Deputados realiza na próxima segunda-feira, 8, sessão solene em homenagem ao Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

  • a entidade completa 100 anos em 2025;
  • ela reúne pensadores públicos do estado.

“O Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, hoje presidido pelo ex-reitor da Uema, professor José Augusto Oliveira, é um dos mais antigos do Brasil. A homenagem é de grande importância para o Maranhão”, disse o deptuado Hildo Rocha, autor da proposta.

A solenidade de homenagem ao IGHM acontece no plenário Ulisses Guimarães, a partir das 11 horas…

Há cinco anos, em 29 de novembro, Flávio Dino assumia o apoio a Carlos Brandão

Decisão do governador em favor de seu vice – em reunião com todos os pré-candidatos – levou, inclusive, a um “reposicionamento” do petista Felipe Camarão

 

LEMBRANÇAS DO FACEBOOK pipocaram das redes sociais de alguns personagens da política este sábado 29 de novembro

Este 29 de novembro marca uma data política importante para o Maranhão, trazida à baila pelas lembranças do Facebook: exatamente nesta data, há quatro anos, em 2021, o então governador Flávio Dino tomava posição em favor do seu vice, Carlos Brandão (hoje sem partido), rumo às eleições de 2022.

Dino anunciou em suas redes sociais que havia se decidido pelo apoio a Brandão, em reunião da qual participaram também os demais pré-candidatos do grupo: o senador Weverton Rocha (PDT), e os então secretários Simplício Araújo (Solidariedade) e Felipe Camarão (PT).

“Nesta segunda, fizemos reunião com os 13 partidos que compõem o nosso governo. A eles manifestei a posição de apoiar a pré-candidatura do vice-governador  Carlos Brnadão ao cargo de governador em 2022. Agora, todos vão debater em busca da máxima unidade”, declarou Flávio Dino em suas redes sociais, logo após a reunião. (Veja prints que ilustram este post)

DE MÃOS DADAS. Brandão foi o candidato escolhido por Dino em 2022, mas hoje os dois nem se falam

A decisão de Dino levou, inclusive, a um reposicionamento de Felipe Camarão.

  • aliado incondicional de Flávio Dino, Camarão decidiu abrir mão da disputa e tornou-se vice de Brandão;
  • esse reposicionamento do petista teria sido fruto de um acordo para torná-lo governador em 2026;
  • este acordo – hoje negado pelo governador – é o motivo do racha entre dinistas e brandonistas.

“Democrática reunião liderada pelo governador Flávio Dino. Seguiremos em busca da união e consenso. De minha parte, continuarei dialogando com nossos aliados, com partidos, com nossa militância e com nossa base. Nossa caminhada continua e será reavaliada em encontro da executiva do PT”, postou Camarão, no mesmo dia da postagem de Dino. 

Weverton Rocha e Simplício Araújo afastaram-se de Dino, romperam com Brandão e seguiram candidato.

Em 2022, Brandão venceu a eleição em primeiro turno, com Felipe de vice e Dino candidato eleito com a maior votação da história do Senado.

O restante da história o Maranhão ainda está vivendo…

PCdoB ainda espera repactuação com Brandão…

Em nota divulgada após encontro do partido em São Luís, comunistas fazem um apanhado histórico da ascensão ao poder e acenam para “gesto grandioso do governador”

 

À ESPERA DE UM MILAGRE. PCdoB ainda espera gesto de Brandão pela repactuação política com os dinistas

O PCdoB, partido que inaugurou o atual ciclo de poder político no Maranhão, em 2014 – com a eleição do governador Flávio Dino e seu vice, Carlos Brandão (sem partido) – manifestou-se publicamente, nesta terça-feira, 25, sobre o processo eleitoral de 2026; em nota, deixou em aberto a possibilidade de reconciliação com o governador.

“Embora cada vez menos factível, somente um gesto grandioso do governador de retomada dos propósitos inaugurados em 2014 com a eleição de Flavio Dino e do cumprimento dos compromissos políticos e programáticos firmados em 2022 seriam capazes de possibilitar uma repactuação política”, diz o documento comunista.

  • sem nenhuma medida concreta, a nota do PCdoB é, na verdade, um compêndio de registros dos últimos anos políticos;
  • em seu item 8, apenas conclama a sua militância a que se “mantenha em permanente mobilização pela democracia”.

Presidido no Maranhão pelo deputado federal Márcio Jerry – principal interlocutor do agora ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, o PCdoB é a única instância política remanescente do governo dinista a manter portas abertas para uma reconciliação com Brandão.

  • os demais organismos do campo progressista já atuam em outras frentes de oposição ao governo;
  • o PSB e a bancada dinista na Assembleia age contra Brandão na política e em diversas ações judiciais.

O próprio Brandão já demonstra claramente desinteresse pela aliança com o que restou do dinismo; tanto que já programou o lançamento da candidatura do secretário Orleans Brandão  (MDB) para esta sexta-feira, 28.

Mas esta é uma outra história…

Abaixo, a íntegra da nota do PCdoB:

Partido Comunista do Brasil – Comitê Estadual do Maranhão

Resolução Política – 24 de novembro de 2025

Reunido em São Luís, o Comitê Estadual do PCdoB Maranhão avaliou o cenário político estadual e aprovou por unanimidade a seguinte resolução:

  • 1. O PCdoB tem exercido papel decisivo no Maranhão, tendo liderado candidaturas majoritárias com Flávio Dino (2010, 2014, 2018) e contribuído diretamente, em 2022, para a vitória da chapa Carlos Brandão–Felipe Camarão, comprometida com a continuidade do ciclo iniciado em 2015.
  • 2. Fiel a esse projeto, o partido sempre defendeu o diálogo como método para superar os impasses surgidos após 2023, visando preservar e fortalecer o processo republicano e democratizante.
  • 3. ⁠Em dezembro de 2024, o PCdoB aprovou resolução conclamando à unidade das forças políticas e sugerindo que o governador conduzisse esse processo, conforme o acordo firmado em 2022.
  • 4. ⁠No entanto, o ambiente político da base governista se deteriorou sem qualquer iniciativa efetiva de recomposição por parte do governador, ao mesmo tempo em que se consolidou um modelo de gestão marcado por interesses familiares e práticas patrimonialistas, rompendo compromissos assumidos com a coalizão vitoriosa e com o legado iniciado em 2015.
  • 5. ⁠O escândalo das escutas clandestinas — ilegais, imorais e politicamente inaceitáveis — envolveu diretamente Carlos Brandão e seu irmão Marcus Brandão – figura oculta do poder – alcançando inclusive parlamentares como Rubens Júnior e Márcio Jerry, ambos vice-líderes do governo Lula, e revelando um nível de degradação institucional sem precedentes.
  • 6. ⁠O PCdoB, ao tempo em que expressa sua crítica e repúdio à ruptura dos compromissos políticos assumidos em 2022 e à lógica de governo familiar, também reafirma o seu propósito de continuar a trilha traçada em 2022 pelas forças políticas que elegeram o atual governador.
  • 7. ⁠Embora cada vez menos factível, somente um gesto grandioso do governador de retomada dos propósitos inaugurados em 2014 com a eleição de Flavio Dino e do cumprimento dos compromissos políticos e programáticos firmados em 2022 seriam capazes de possibilitar uma repactuação política.
  • 8. ⁠Diante desse quadro, o PCdoB conclama a sua militância, seus dirigentes, simpatizantes, apoiadores e aos movimentos sociais, a se manterem em permanente mobilização pela democracia, em apoio ao governo do presidente Lula e de defesa dos ideais do movimento histórico que se expressou na bandeira do Maranhão de Todos Nós !

São Luís, 24 de novembro de 2025
Comitê Estadual do PCdoB Maranhão

Militante histórico do PT analisa movimento político de Brandão…

Mestre em Educação, professor de Sociologia Raimundo Nonato Chocolate faz levantamento histórico para entender como o governador constrói o próprio patrimônio político

 

PARA ENTENDER A LÓGICA. Ao lado de Camarão, Professor Chocolate estuda sociologicamente os movimentos políticos atuais

Militante histórico do PT maranhense, mestre em Educação e professor de Sociologia do Colégio Universitário do Maranhão, Raimundo Nonato Chocolate expôs nesta segunda-feira, 24, em artigo postado em suas redes sociais e distribuído a setores da imprensa digital, as contradições vividas pelo governador Carlos Brandão (sem partido) na construção do seu legado político no Maranhão.

“É nesse cenário que surge a questão provocativa que levanto aqui neste artigo: estaria o governador Carlos Brandão empenhado em constituir seu próprio patrimônio político-familiar, reproduzindo práticas históricas das elites às quais ele próprio se opôs como parte do bloco de renovação?”, questiona Chocolate, ressaltando a chegada do governador ao poder, em 2014, como vice do então candidato Flávio Dino. (Leia aqui a íntegra do artigo)

  • é preciso deixar claro neste ponto: como petista, Nonato Chocolate pertence à ala que defende a candidatura do vice-governador Felipe Camarão;
  • a partir do seu ponto de vista, ele vê no movimento contra a candidatura de Camarão uma contradição à lógica da própria chapa Dino/Brandão.

Para traçar o perfil do atual momento político, o educador faz um resgate histórico da política maranhense, revivendo o sarneysismo, que sobreviveu por décadas reproduzindo os mecanismos de perpetuação política: o patrimonialismo, o clientelismo, a personalização do poder e a sobreposição entre esferas pública e privada.

“A erosão desse arranjo não se deu por acaso, mas pela fissura provocada por um dos principais quadros do próprio grupo: José Reinaldo Tavares, cuja ruptura expôs contradições internas da elite tradicional. Sua dissidência não foi apenas um ato individual, mas um fenômeno sociologicamente compreensível no interior das lógicas das oligarquias: quando o capital político interno já não se converte em ascensão dentro da estrutura, os agentes tendem a reorganizar-se e formar seus próprios polos de poder”, lembra Raimundo Nonato Chocolate.

  • foi a partir desta erosão, destaca ele, que surgiram o hoje ministro do STF Flávio Dino e o próprio Brandão;
  • cada qual trilhando trajetórias distintas na luta pelo monopólio da representação legítima do poder no Estado.

Chocolate encerra seu artigo com uma pergunta dupla de resposta única: “Brandão está reproduzindo as formas históricas de sucessão política — ou com ousadia está simplesmente respondendo às lógicas de governabilidade que o sistema impõe?”.

As respostas encerrariam, no entender do professor, a explicação do atual momento político maranhense.

Simples assim…