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Oriente Médio em Chamas: Poder, Imperialismo e a Crise da Ordem Internacional…

Ação dos Estados Unidos contra um regime teocrático e autoritário consolida uma ordem em que a vontade das grandes potências se sobrepõe às regras coletivas

 

Por Marcos Soares, professor, escritor e ativista social

A recente ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel inaugurou um novo e delicado capítulo da instabilidade no Oriente Médio. Neste último fim de semana, autoridades iranianas confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, figura central da República Islâmica desde 1989. O episódio não apenas altera o equilíbrio regional, como simboliza o encerramento de um ciclo político marcado por tensões permanentes, autoritarismo interno e enfrentamento externo.

A morte de Khamenei representa mais do que a perda de uma liderança longeva.

  • ela escancara as fragilidades de um regime fortemente centralizado e aprofunda as incertezas sobre o futuro político do Irã e da região.
  • Trata-se de um fato que exige leitura histórica e política, articulando democracia, direito internacional, fundamentalismo religioso e a política externa das grandes potências.

Em suas análises sobre o Oriente Médio, Leonardo Trevissam aponta para o esgotamento da chamada ordem liberal internacional.

Para ele, o discurso da defesa da democracia e dos direitos humanos tem sido reiteradamente instrumentalizado para legitimar ações militares unilaterais, enquanto normas básicas do direito internacional são relativizadas diante dos interesses estratégicos das superpotências. A guerra deixa de ser exceção e passa a integrar o cotidiano da política externa global.

Essa leitura dialoga com Jayme Brener, autor de “Ferida Aberta: O Oriente Médio e a nova ordem mundial”, ao evidenciar que a região permanece submetida a uma lógica de instabilidade estrutural, produzida por décadas de intervenções externas, disputas geopolíticas e controle de recursos estratégicos.

  • Oriente Médio não é apenas cenário de conflitos, mas elemento central de uma engrenagem internacional marcada pela assimetria de poder.
  • no plano interno iraniano, a obra de Osvaldo Coggiola, “A Revolução Iraniana”, ajuda a compreender os paradoxos do regime.

A revolução de 1979 nasceu como reação ao autoritarismo do xá Reza Pahlevi e ao imperialismo ocidental, mas resultou na consolidação de uma teocracia que restringiu liberdades civis, cerceou a liberdade de expressão e fundiu religião e Estado de forma autoritária. O fundamentalismo religioso, quando convertido em projeto político, tende a sufocar o pluralismo e a criminalizar o dissenso.

A ausência de Khamenei aprofunda essas contradições. Sua liderança simbolizou, simultaneamente, resistência ao domínio externo e repressão interna. O vácuo político que se abre amplia o risco de disputas internas, radicalização e prolongamento da instabilidade, com impactos diretos sobre o Oriente Médio e o sistema internacional.

No plano externo, a atuação norte-americana reafirma um padrão de política externa beligerante.

  • a orientação adotada por Donald Trump expressa uma concepção de mundo baseada no unilateralismo, na imposição da força e no enfraquecimento dos organismos multilaterais;
  • como observa Trevissam, essa prática corrói os fundamentos do direito internacional e consolida uma ordem em que a vontade das potências se impõe sobre regras coletivas.

Os efeitos dessa instabilidade extrapolam o campo político e alcançam a economia global.

O Oriente Médio concentra rotas estratégicas do comércio internacional e parcela significativa da produção e do escoamento de energia. A intensificação do conflito amplia a volatilidade dos mercados, pressiona cadeias logísticas, eleva riscos inflacionários e aprofunda incertezas em um cenário econômico mundial já fragilizado.

Nesse contexto, a posição do Brasil assume relevância.

  • ao condenar os ataques, defender a soberania do Irã e pedir prudência às nações envolvidas, o país reafirma uma tradição diplomática baseada no multilateralismo, na solução pacífica dos conflitos e no respeito ao direito internacional;
  • trata-se de uma postura coerente com os interesses nacionais e com o papel histórico do Brasil como ator moderador em um sistema internacional tensionado pela lógica da força.

O Oriente Médio segue, assim, como uma ferida aberta da política mundial.

Entre fundamentalismos religiosos, autoritarismos internos e interesses imperialistas externos, a população civil continua sendo a principal vítima.

A história demonstra que a força militar não constrói democracia nem estabilidade duradoura. Sem diplomacia, respeito às normas internacionais e compromisso real com a autodeterminação dos povos, a guerra tende a se normalizar como método de organização da ordem global.

Este blog na companhia de Nicolás Maduro no Palácio dos Leões…

Mais antigo em atividade no Maranhão, página assinada pelo jornalista Marco Aurélio d’Eça foi testemunha ocular da história, quando o presidente da Venezuela – hoje sequestrado pelos EUA – esteve no Maranhão, no governo Jackson Lago

 

NICOLÁS MADURO EM REGISTRO DESTE BLOG, em março de 2008, ocasião da passagem de Hugo Chávez pelo Maranhão

História

Criado em setembro de 2006 – poucos dias antes do primeiro turno daquelas eleições, vencidas em primeiro turno pelo pedetista Jackson Lago – este blog Marco Aurélio d’Eça foi um dos poucos ainda em atividade a testemunhar uma passagem histórica do presidente sequestrado da Venezuela, Nicolás Maduro, pelo Maranhão.

Era março de 2008. Jackson Lago estava no poder, mas tinha o mandato questionado na Justiça Eleitoral pela então senadora Roseana Sarney (MDB)), segunda colocada nas eleições de dois anos antes

  • numa espécie de tentativa de reafirmação de sua política, o então governador convidou o então presidente da Venezuela, Hugo Chávez;
  • à época, Chávez era referência na esquerda mundial, por fazer frente ao imperialismo americano e entregar resultados na Venezuela.

“O gesto de Jackson foi considerado uma insanidade em uma época em que os países procuram cada vez mais se integrar, principalmente na área comercial, setor no qual os EUA figuram entre os principais parceiros do Brasil”, opinou o blog do jornalista Daniel Matos, outro dos poucos a registrar pessoalmente a passagem da comitiva venezuelana.

Este blog Marco Aurélio d’Eça voltou a registrar a passagem de Maduro pelo Maranhão por ocasião da morte da Chávez, em 5 de março de 2013, como foi tratado na postagem “Memória: Hugo Chávez no Maranhão…”.

“A visita [de Chávez e Maduro] a Jackson não deu em nada, além dos discursos raivosos contra o imperialismo e contra o grupo Sarney”, destacou este blog, na ocasião.

  • na época da visita ao Maranhão, Nicolás Maduro já era homem-forte de Hugo Chávez;
  • era ele quem cuidada das relações exteriores do regime que dominava a Venezuela.

O presidente venezuelano foi sequestrado pelos Estados Unidos no último sábado, 3, após bombardeio e invasão do país.

E este blog Marco Aurélio d’Eça segue naõ apenas acompanhando, mas analisando a história.

Como faz há quase vinte anos…

Câmara Federal vai homenagear Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão…

Entidade cultural maranhense completa 100 anos neste 2025 e será reconhecida em solenidade  na capital federal, nesta segunda-feira, 8

 

HOMENAGEM. Professor José Augusto, do IHGM, com Hildo Rocha, na Câmara Federal

A Câmara dos Deputados realiza na próxima segunda-feira, 8, sessão solene em homenagem ao Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

  • a entidade completa 100 anos em 2025;
  • ela reúne pensadores públicos do estado.

“O Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, hoje presidido pelo ex-reitor da Uema, professor José Augusto Oliveira, é um dos mais antigos do Brasil. A homenagem é de grande importância para o Maranhão”, disse o deptuado Hildo Rocha, autor da proposta.

A solenidade de homenagem ao IGHM acontece no plenário Ulisses Guimarães, a partir das 11 horas…

Há cinco anos, em 29 de novembro, Flávio Dino assumia o apoio a Carlos Brandão

Decisão do governador em favor de seu vice – em reunião com todos os pré-candidatos – levou, inclusive, a um “reposicionamento” do petista Felipe Camarão

 

LEMBRANÇAS DO FACEBOOK pipocaram das redes sociais de alguns personagens da política este sábado 29 de novembro

Este 29 de novembro marca uma data política importante para o Maranhão, trazida à baila pelas lembranças do Facebook: exatamente nesta data, há quatro anos, em 2021, o então governador Flávio Dino tomava posição em favor do seu vice, Carlos Brandão (hoje sem partido), rumo às eleições de 2022.

Dino anunciou em suas redes sociais que havia se decidido pelo apoio a Brandão, em reunião da qual participaram também os demais pré-candidatos do grupo: o senador Weverton Rocha (PDT), e os então secretários Simplício Araújo (Solidariedade) e Felipe Camarão (PT).

“Nesta segunda, fizemos reunião com os 13 partidos que compõem o nosso governo. A eles manifestei a posição de apoiar a pré-candidatura do vice-governador  Carlos Brnadão ao cargo de governador em 2022. Agora, todos vão debater em busca da máxima unidade”, declarou Flávio Dino em suas redes sociais, logo após a reunião. (Veja prints que ilustram este post)

DE MÃOS DADAS. Brandão foi o candidato escolhido por Dino em 2022, mas hoje os dois nem se falam

A decisão de Dino levou, inclusive, a um reposicionamento de Felipe Camarão.

  • aliado incondicional de Flávio Dino, Camarão decidiu abrir mão da disputa e tornou-se vice de Brandão;
  • esse reposicionamento do petista teria sido fruto de um acordo para torná-lo governador em 2026;
  • este acordo – hoje negado pelo governador – é o motivo do racha entre dinistas e brandonistas.

“Democrática reunião liderada pelo governador Flávio Dino. Seguiremos em busca da união e consenso. De minha parte, continuarei dialogando com nossos aliados, com partidos, com nossa militância e com nossa base. Nossa caminhada continua e será reavaliada em encontro da executiva do PT”, postou Camarão, no mesmo dia da postagem de Dino. 

Weverton Rocha e Simplício Araújo afastaram-se de Dino, romperam com Brandão e seguiram candidato.

Em 2022, Brandão venceu a eleição em primeiro turno, com Felipe de vice e Dino candidato eleito com a maior votação da história do Senado.

O restante da história o Maranhão ainda está vivendo…

PCdoB ainda espera repactuação com Brandão…

Em nota divulgada após encontro do partido em São Luís, comunistas fazem um apanhado histórico da ascensão ao poder e acenam para “gesto grandioso do governador”

 

À ESPERA DE UM MILAGRE. PCdoB ainda espera gesto de Brandão pela repactuação política com os dinistas

O PCdoB, partido que inaugurou o atual ciclo de poder político no Maranhão, em 2014 – com a eleição do governador Flávio Dino e seu vice, Carlos Brandão (sem partido) – manifestou-se publicamente, nesta terça-feira, 25, sobre o processo eleitoral de 2026; em nota, deixou em aberto a possibilidade de reconciliação com o governador.

“Embora cada vez menos factível, somente um gesto grandioso do governador de retomada dos propósitos inaugurados em 2014 com a eleição de Flavio Dino e do cumprimento dos compromissos políticos e programáticos firmados em 2022 seriam capazes de possibilitar uma repactuação política”, diz o documento comunista.

  • sem nenhuma medida concreta, a nota do PCdoB é, na verdade, um compêndio de registros dos últimos anos políticos;
  • em seu item 8, apenas conclama a sua militância a que se “mantenha em permanente mobilização pela democracia”.

Presidido no Maranhão pelo deputado federal Márcio Jerry – principal interlocutor do agora ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, o PCdoB é a única instância política remanescente do governo dinista a manter portas abertas para uma reconciliação com Brandão.

  • os demais organismos do campo progressista já atuam em outras frentes de oposição ao governo;
  • o PSB e a bancada dinista na Assembleia age contra Brandão na política e em diversas ações judiciais.

O próprio Brandão já demonstra claramente desinteresse pela aliança com o que restou do dinismo; tanto que já programou o lançamento da candidatura do secretário Orleans Brandão  (MDB) para esta sexta-feira, 28.

Mas esta é uma outra história…

Abaixo, a íntegra da nota do PCdoB:

Partido Comunista do Brasil – Comitê Estadual do Maranhão

Resolução Política – 24 de novembro de 2025

Reunido em São Luís, o Comitê Estadual do PCdoB Maranhão avaliou o cenário político estadual e aprovou por unanimidade a seguinte resolução:

  • 1. O PCdoB tem exercido papel decisivo no Maranhão, tendo liderado candidaturas majoritárias com Flávio Dino (2010, 2014, 2018) e contribuído diretamente, em 2022, para a vitória da chapa Carlos Brandão–Felipe Camarão, comprometida com a continuidade do ciclo iniciado em 2015.
  • 2. Fiel a esse projeto, o partido sempre defendeu o diálogo como método para superar os impasses surgidos após 2023, visando preservar e fortalecer o processo republicano e democratizante.
  • 3. ⁠Em dezembro de 2024, o PCdoB aprovou resolução conclamando à unidade das forças políticas e sugerindo que o governador conduzisse esse processo, conforme o acordo firmado em 2022.
  • 4. ⁠No entanto, o ambiente político da base governista se deteriorou sem qualquer iniciativa efetiva de recomposição por parte do governador, ao mesmo tempo em que se consolidou um modelo de gestão marcado por interesses familiares e práticas patrimonialistas, rompendo compromissos assumidos com a coalizão vitoriosa e com o legado iniciado em 2015.
  • 5. ⁠O escândalo das escutas clandestinas — ilegais, imorais e politicamente inaceitáveis — envolveu diretamente Carlos Brandão e seu irmão Marcus Brandão – figura oculta do poder – alcançando inclusive parlamentares como Rubens Júnior e Márcio Jerry, ambos vice-líderes do governo Lula, e revelando um nível de degradação institucional sem precedentes.
  • 6. ⁠O PCdoB, ao tempo em que expressa sua crítica e repúdio à ruptura dos compromissos políticos assumidos em 2022 e à lógica de governo familiar, também reafirma o seu propósito de continuar a trilha traçada em 2022 pelas forças políticas que elegeram o atual governador.
  • 7. ⁠Embora cada vez menos factível, somente um gesto grandioso do governador de retomada dos propósitos inaugurados em 2014 com a eleição de Flavio Dino e do cumprimento dos compromissos políticos e programáticos firmados em 2022 seriam capazes de possibilitar uma repactuação política.
  • 8. ⁠Diante desse quadro, o PCdoB conclama a sua militância, seus dirigentes, simpatizantes, apoiadores e aos movimentos sociais, a se manterem em permanente mobilização pela democracia, em apoio ao governo do presidente Lula e de defesa dos ideais do movimento histórico que se expressou na bandeira do Maranhão de Todos Nós !

São Luís, 24 de novembro de 2025
Comitê Estadual do PCdoB Maranhão

Militante histórico do PT analisa movimento político de Brandão…

Mestre em Educação, professor de Sociologia Raimundo Nonato Chocolate faz levantamento histórico para entender como o governador constrói o próprio patrimônio político

 

PARA ENTENDER A LÓGICA. Ao lado de Camarão, Professor Chocolate estuda sociologicamente os movimentos políticos atuais

Militante histórico do PT maranhense, mestre em Educação e professor de Sociologia do Colégio Universitário do Maranhão, Raimundo Nonato Chocolate expôs nesta segunda-feira, 24, em artigo postado em suas redes sociais e distribuído a setores da imprensa digital, as contradições vividas pelo governador Carlos Brandão (sem partido) na construção do seu legado político no Maranhão.

“É nesse cenário que surge a questão provocativa que levanto aqui neste artigo: estaria o governador Carlos Brandão empenhado em constituir seu próprio patrimônio político-familiar, reproduzindo práticas históricas das elites às quais ele próprio se opôs como parte do bloco de renovação?”, questiona Chocolate, ressaltando a chegada do governador ao poder, em 2014, como vice do então candidato Flávio Dino. (Leia aqui a íntegra do artigo)

  • é preciso deixar claro neste ponto: como petista, Nonato Chocolate pertence à ala que defende a candidatura do vice-governador Felipe Camarão;
  • a partir do seu ponto de vista, ele vê no movimento contra a candidatura de Camarão uma contradição à lógica da própria chapa Dino/Brandão.

Para traçar o perfil do atual momento político, o educador faz um resgate histórico da política maranhense, revivendo o sarneysismo, que sobreviveu por décadas reproduzindo os mecanismos de perpetuação política: o patrimonialismo, o clientelismo, a personalização do poder e a sobreposição entre esferas pública e privada.

“A erosão desse arranjo não se deu por acaso, mas pela fissura provocada por um dos principais quadros do próprio grupo: José Reinaldo Tavares, cuja ruptura expôs contradições internas da elite tradicional. Sua dissidência não foi apenas um ato individual, mas um fenômeno sociologicamente compreensível no interior das lógicas das oligarquias: quando o capital político interno já não se converte em ascensão dentro da estrutura, os agentes tendem a reorganizar-se e formar seus próprios polos de poder”, lembra Raimundo Nonato Chocolate.

  • foi a partir desta erosão, destaca ele, que surgiram o hoje ministro do STF Flávio Dino e o próprio Brandão;
  • cada qual trilhando trajetórias distintas na luta pelo monopólio da representação legítima do poder no Estado.

Chocolate encerra seu artigo com uma pergunta dupla de resposta única: “Brandão está reproduzindo as formas históricas de sucessão política — ou com ousadia está simplesmente respondendo às lógicas de governabilidade que o sistema impõe?”.

As respostas encerrariam, no entender do professor, a explicação do atual momento político maranhense.

Simples assim…

Lahésio Bonfim pretende transformar o Palácio dos Leões em museu…

Na presença do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ato de lançamento da candidatura do partido Novo ao Governo do Estado tornou-se um dos momentos mais simbólicos da pré-campanha

 

O ato de confirmação da pré-candidatura de Lahésio Bonfim ao Governo do Estado ganhou um dos momentos mais fortes e simbólicos da atual pré-campanha. Diante de apoiadores e de lideranças políticas, incluindo o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Lahésio apontou o futuro que pretende para o Palácio dos Leões, sede do governo.

“O Palácio dos Leões não será mais residência de governador. Nós vamos transformar aquele prédio em um Museu da História Política do Maranhão”, afirmou o candidato, enfático.

A fala, direta, ficou ainda carregada de simbolismo pela presença de Zema.

  • em Minas Gerais, Zema tornou-se conhecido por abrir mão de todos os privilégios do cargo;
  • ele reduziu despesas com a máquina pública, cortando custos tradicionais em todos os setores;
  • e escolheu não morar no Palácio da Liberdade, residência oficial dos governadores de Minas Gerais.

Construído sobre o antigo Forte de São Luís, o Palácio dos Leões é uma das maiores expressões da história política maranhense. Porém, ao longo do tempo, o prédio se tornou também um símbolo da distância entre o poder e a população.

O nome “dos Leões”, teve sua origem na década de 1920, quando o jornal O Combate comparou a voracidade do governo da época à de um leão, por causa do peso dos impostos; esta história foi resgatada no discurso de Lahésio, como metáfora da situação atual.

“Esses leões nasceram como crítica à opressão fiscal. Hoje, com a maior carga de ICMS do Brasil, o povo continua sendo o que mais paga e o que menos recebe. Esses leões têm de se aposentar”, provocou Lahésio.

Este blog Marco Aurélio d’Eça ouviu o candidato a governador sobre o tema; e ele reforçou outros compromissos.

  • rever e reduzir a carga tributária e modernizar a gestão;
  • combater desperdícios eliminar gastos supérfluos;
  • transformar símbolos de poder em símbolos do povo.

Lahésio escolheu um dos momentos de maior visibilidade para fazer a declaração ousada; e fez isso diante de um governante reconhecido nacionalmente pela austeridade administrativa, fortalecendo a mensagem de que pretende seguir o mesmo caminho. 

Ele também criticou a prática de pendurar fotos de governadores em repartições públicas

“Foto de governador não resolve nada. O que tem que estar na parede é a bandeira do Maranhão”, afirmou.

Sinal de que o candidato do Novo pretende chegar-chegando em campanha…

Em festa de aniversário de Lagoa Grande, Maura Jorge resgata história de luta pelo município…

Ex-deputada estadual, atual prefeita de Lago da Pedra teve protagonismo na criação do município, criado em 1994 e instalado coma eleição do primeiro prefeito, em 1997

 

HISTÓRIA DE COMPROMISSO. Ao lado de Larissa e Ruy Jorge, Maura Jorge lembra luta pela criação de Lagoa Grande

A prefeita de Lago da Pedra Maura Jorge (PP) participou no último final de semana da festa de aniversário do município de Lagoa Grade, cuja criação teve sua participação efetiva como deputada estadual, nos anos 1990.

  • Maura Jorge foi deputada estadual por vários mandatos e participou dos debates de criação dos novos municípios;
  • autora do projeto de Lei que desmembro Lagoa Grande, ela vem acompanhando o desenvolvimento do município.

“E foi assim, com fé, trabalho e compromisso, que, quando Deputada estadual, fui autora e coautora do projeto de lei que criou o município de Lagoa Grande, tornando realidade um sonho antigo do seu povo”, lembrou a atual prefeita de Lago da Pedra, que participou da festa ao lado de Ruy Jorge filho, pré-candidato a deputado estadual.

Maura Jorge é uma das principais lideranças da região dos lagos e com forte influência em todas as regiões do estado.

“Eu não apenas conto a história; eu escrevo a história”, disse a prefeita, que disputou o Governo do Estado em 2018 e é cotada para as eleições majoritárias de 2026.

Doe vento em lagoa Grande, também acompanhou Maura Jorge a pré-candidata  deputada federal Larissa DP…

Contrariando paradigmas, Braide avança no interior…

Ao contrário do esperado pelos adversários, prefeito de São Luís pontua bem em todos os municípios, o que pode tornar irreversível sua liderança na disputa pelo governo

 

JOGANBDO PARADO. Sem precisar dizer-se candidato, Braide avança bem nas pesquisas só com os reflexos da Prefeitura de São Luís

Análise da Notícia

A política do Maranhão tem a mania de construir paradigmas sem levar em conta que eles são construídos para ser quebrados. Uma dessas máximas diz que, historicamente, as lideranças de São Luís não conseguem pontuar para além da região metropolitana; ou seja, nunca atravessam o Estreito dos Mosquitos em termos eleitorais.

  • o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) já quebrou há tempos este paradigma;
  • além de chegar perto dos 80% na capital, ele lidera em quase todos os municípios.

Na semana passada foram divulgadas duas pesquisas regionais que deveriam servir de estudo para adversários de Braide, sobretudo os ocupantes do Palácio dos Leões.

Houve festa midiática pelos números, mas eles deveriam ser analisados com a frieza necessária para entender que Braide torna-se cada vez mais um fenômeno eleitoral.

Detalhe: sem sequer declarar-se candidato, ainda.

Com cerca de 70% das intenções de votos na Grande São Luís – que podem chegar a 80%, dependendo do cenário – o prefeito caminha para tornar-se um adversário cada vez mais difícil de ser batido à medida que vai aumentando sua pontuação nos demais municípios.

  • com a força demonstrada na capital, Braide só será derrotado em 2026 se pontuar abaixo de 10% em todos os demais municípios, sem exceção;
  • mas, ao contrário disso, ele não registra menos de 15%, e consegue até liderar na maioria deles, a exemplo de Imperatriz, segundo maior colégio.

Este blog Marco Aurélio d’Eça registrou desde abril esta percepção eleitoral em relação ao prefeito de São Luís, no post “Santa Luzia mostra que Braide já pontua além da Grande São Luís…”. 

Eduardo Braide já é conhecido na Baixada Maranhense, e lidera; já tem força na região Sul do Maranhão e também lidera; chega à região Central, ao Munin e ao Sertão com força política impressionante.

Festejar empate técnico com ele neste momento das eleições chega a ser ingenuidade.

Braide tem essa força toda sem dizer que é candidato.

Imagina quando anunciar sua campanha…

Assembleia Legislativa celebra Reforma Protestante…

Proposta da deputada Mical Damasceno, sessão solene reuniu líderes evangélicos, políticos e populares em um ato de fé cristã

 

FÉ CRISTÃ. Em contrito, Mical Damasceno louva a deus em oração, em homenagem à Reforma Protestante

A Assembleia Legislativa realizou nesta sexta-feira, 31, os 508 anos da Reforma Protestante, movimento que mudou a história do cristianismo no mundo.

“A Reforma Protestante representa fé e transformação. É um lembrete de que a Palavra de Deus é viva e continua guiando milhões de pessoas em todo o mundo. Hoje, celebramos a liberdade de professar nossa fé e o impacto que a Reforma trouxe para a história da humanidade. É um privilégio poder homenagear homens de Deus que continuam levando o evangelho e transformando vidas”, declarou a deputada Mical Damasceno (PSD), autora da homenagem.

  • a Reforma Protestante se deu em 1517, pelo monge Martinho Lutero, numa espécie de rompimento com a igreja Católica;
  • as 95 teses afixadas na porta da Catedral de Wittenberg, na Alemanha estabeleceu os princípios da fé protestante no mundo.

Durante a sessão solene, os pastores Raul Cavalcante, Flávio Carvalho de Araújo, Antônio Costa de Souza Neto, Wilson Dantas Ribeiro, Jefté Lima Cavalcante, José Cutrim Gomes e Raimundo Nonato de Oliveira foram agraciados coma  medalha do Mérito de Manuel Beckman, principal honraria do poder Legislativo.

“Seguiremos firmes, honrando o legado da Reforma e defendendo os valores cristãos na vida pública. Agradeço a Deus por me permitir representar o povo Dele nesta Casa e celebrar, com tanta alegria, essa data tão significativa”, declarou Mical.

O evento foi marcado por momentos de louvor, orações, pregação da palavra e reconhecimento àqueles que dedicam suas vidas ao serviço do Reino de Deus.

Com informações da Assessoria