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Adversários tentam chamar Braide para briga; ele ignora…

Usando o debate sobre o aumento da passagem de ônibus em São Luís, no fim de semana, Dr. Yglésio e Duarte Júnior responderam com provocações a uma sugestão do deputado federal, que não deu continuidade à questão

 

Duarte e Yglésio responderam a Braide nas redes sociais; ele não alimentou a polarização

Os deputados estaduais  Dr. Yglésio (Pros) e  Duarte Júnior (Republicanos) tentaram polarizar debate com o deputado federal Eduardo Braide (Poemos) nas redes socais, no fim de semana.

Ao criticar o aumento das tarifas, Braide sugeriu que o governador Flávio Dino (PCdoB) reduzisse o ICMS do óleo diesel, reduzindo os custos das empresas de ônibus.

– A retirada dos cobradores, zerar os créditos de passagens e aumentar em 12,5% a tarifa de ônibus é um absurdo! Já que a Prefeitura não teve a capacidade de resolver a situação, é hora de mostrar à população de São Luís que ela e o Governo são parceiros. Basta o governador reduzir o ICMS sobre o diesel do transporte público para diminuir o percentual do reajuste como foi feito em 2015. E aí, vão fazer? – provocou o candidato do Podemos

Tanto Yglésio quanto Duarte Júnior usaram o mesmo argumento,s egundo o qual, Dino já havia reduzido o ICMS do Diesel, desde 2015, primeiro ano de governo.

Yglésio chamou a solução de Braide de Ctlr+C, Ctrl+V.

– Na verdade, já fizeram essa redução há tempos. Antes era de 18%, hoje é de 2%. na dúvida, encaminhe pedido de informações à Sefaz. Melhor procurar outra solução; essa é ctrlc+ctrlv – provocou Yglésio.

Duarte foi ainda mais duro.

– Antes de criticar é preciso estudar para novamente não frustrar e iludir as pessoas com falsas promessas. Eduardo Braide demostra seu total despreparo ao desafiar Flávio Dino a reduzir o ICMS no diesel para empresas de ônibus. Redução já foi realizada em 2015, de 18% para 2% – disse.

Eduardo Braide  não respondeu a nenhum dos dois…

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“Reajuste não contempla as necessidades das empresas de ônibus”, diz dirigente do SET…

Em entrevista exclusiva a este blog, superintendente do sindicato que representa as empresas de ônibus defende tarifas entre R$ 3,85 e R$ 4,16, diz que o transporte urbano está à beira do colapso e alerta que o sistema pode parar

 

Luis Cláudio reclama do arrocho sofrido pelos empresários de ônibus em São Luís

O superintendente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luis, Luis Claudio Siqueira, afirmou que o Contrato de Concessão das Empresas de Transporte Coletivo com a Prefeitura de São Luis completou um ano dia 1º de Setembro, e, desde lá, não houve qualquer posicionamento por parte da gestão municipal sobre o reequilíbrio econômico do Sistema.

Para Luis Cláudio, esse reajuste dado neste sábado, 20 – de R$ 0,20 – não contempla as necessidades das empresas, que vêm sofrendo com reajustes de combustíveis e aumento de salário de funcionários. Abaixo, a entrevista completa com Luis Claudio Siqueira:

Marco Aurélio D’Eça: O sistema de transporte de São Luis pode parar?

Luis Claudio: Infelizmente, pode parar sim. As empresas estão pagando os salários dos funcionários com atraso, e a insatisfação dos trabalhadores é crescente. No último dia 10, três empresas foram paralisadas, e este número tende a aumentar com o agravamento da crise do Sistema de Transporte.

Blog: O que fez com que o sistema de transporte entrasse nesta crise citada por você?

Luis Claudio: Com a licitação do transporte foi feito um investimento gigantesco em ônibus novos, com ar condicionado. Além disso, foram contratados e pagos pelas empresas os serviços de Bilhetagem Eletrônica e de GPS (rastreamento dos ônibus). Soma-se a isso dois aumentos dos motoristas (2016 e 2017), e o diesel, que teve mais de 100 reajustes nos últimos 12 meses. Todos sabem e reconhecem que o sistema de transporte melhorou, e isto tudo tem um preço a ser pago, sob o risco de perdermos todos estes avanços.

Blog: Um site especializado em transporte divulgou que o sistema de São Luis perdeu mais de 10% de passageiros e de receita. Até onde isto é verdade?

Luis Claudio: Perdemos 10,2% da receita, e este fato pode ser confirmado pela própria Prefeitura de São Luis. O grave desequilíbrio vem principalmente dos investimentos feitos pelas empresas que estão descobertos com riscos de apreensões por parte dos credores e devoluções por falta de capacidade de pagamento. A situação é desesperadora.

A frota de São Lujís foi toda modernizada por determinação da licitação

Blog: A prefeitura concedeu reajuste de R$ 0,20. Têm-se comentado que as empresas queriam R$ 0,40…

Luis Claudio: Isso não procede. Um realinhamento de R$ 0,40 não irá equilibrar o sistema de transporte de São Luís. E esse reajuste de R$ 0,20 não contempla as empresas. O que defendemos é uma tarifa ou um subsídio que traga o equilíbrio econômico para as empresas continuarem a prestar um bom serviço.

Blog: E qual seria o valor dessa tarifa?

Luis Claudio: R$ 3,85 para custeio do sistema atual; e R$ 4,16 para manter os investimentos previstos na licitação.

Blog: Mas este valor é inviável para os usuários de transporte… Como chegar a um valor consensual?

Luis Claudio: Infelizmente, algumas atitudes fizeram com que chegássemos ao fundo do poço. Diversas linhas de fora de São Luis foram criadas, muitas delas sem a menor necessidade ou critério técnico, e prejudicaram o sistema de transporte local, que foi licitado sem prever que perderia passageiros. A Prefeitura de São Luis nada fez para impedir este predadorismo; além disso, não foi combatido o transporte clandestino, que há anos vem prejudicando o sistema de transporte, que está transportando, basicamente, as gratuidades e os estudantes. Nem o Bilhete Único teve estudo de impacto econômico, já que foi lançado depois do levantamento de passageiros feito para a Licitação ocorrida em 2016.

Blog: Se as tarifas não forem reajustadas em um percentual pleiteado pelas empresas, o que pode ocorrer?

Luis Claudio: O cenário é o pior possível. Por mais que tentemos, até o último suspiro, manter o transporte em funcionamento, as empresas estão asfixiadas, e o colapso é iminente. Desde 1º de setembro, temos avisado, quase que semanalmente, que a situação tinha se agravado, e que uma atitude rápida precisava ser tomada. Quase todas as capitais reajustaram suas tarifas no início do ano, e, aqui no Maranhão, Imperatriz também o fez, justamente para evitar o colapso do sistema e manter os investimentos, que é exatamente o caso de São Luis.

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Holandinha mentiu à população sobre aumento de passagem…

Em debate da campanha eleitoral, já no segundo turno, prefeito garantiu que não haveria reajuste da tarifa em 2017, mesmo depois de já ter assinado contrato com a Primor garantindo o aumento para julho

 

Além dos crimes eleitorais já relacionados em processos que tramitam na Justiça Eleitoral, o prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PDT) cometeu pelo menos um estelionato contra a população.

Em debate da TV Mirante, no segundo turno, contra o então adversário Eduardo Braide (PMN), Holandinha foi categórico ao afirmar que não haveria aumento de passagem em 2017.

O prefeito respondeu ipsis literis, em uma resposta a Braide:

– A nossa gestão é para a população, Eduardo, é para os usuários de transporte. E quero aqui dizer e assegurar para você que está me ouvindo, que no próximo ano nós não teremos o reajuste da tarifa. (Veja o vídeo acima)

Nesta época, Edivaldo já havia assinado o contrato que garantia ao Consórcio vencedor do Lote 4 da Licitação o reajuste de tarifa – ou do subsídio – a partir de 22 de julho de 2017. (Saiba mais aqui)

Mentiu, portanto, à população de São Luís para se reeleger prefeito.

Um estelionato eleitoral…

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Verde se posiciona contra aumento de passagens…

Júnior Verde criticou tarifas de ônibus em São Luís

Júnior Verde criticou tarifas de ônibus em São Luís

O deputado estadual Júnior Verde (PRB) se posicionou contra o aumento das passagens de transporte coletivo.

O parlamentar fez um aparte durante pronunciamento do deputado Edivaldo Holanda (PTC), nesta terça (29), e defendeu celeridade no processo de licitação para contratação das novas empresas.

O edital foi publicado pela Prefeitura de São Luís nesta segunda (28). As tarifas sofreram reajustes de 11,8%, em vigor desde sexta passada.

“Não acredito que seja justo a população pagar essa conta. Não podemos onerar o trabalhador. Hoje, os usuários não contam com um sistema de qualidade, por que têm que suportar um aumento dos serviços prestados, se não têm qualidade?”, questionou o parlamentar.

Verde aproveitou o pronunciamento do deputado Edivaldo Holanda (PTC) no Plenário para externar sua insatisfação com o reajuste, que causou impacto no orçamento de todos os usuários de transportes coletivos. Ele também destacou a importância da publicação do edital de licitação do sistema de transporte urbano em São Luís, nesta segunda-feira.

“Considero esse processo de licitação um grande avanço. Certamente vai permitir que os usuários de ônibus coletivos tenham um transporte de qualidade. Quando as novas empresas estiverem atuando, a população contará com uma frota atualizada e um serviço à altura do nosso povo”, finalizou Júnior Verde.

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E agora, Pedro Lucas e Roberto Júnior?!?

Vereadores que votaram contra ar-condicionado nos ônibus por entender que aumentaria passagem – e viraram símbolos das más condições do transporte público – agora veem a ameaça de aumento, mesmo com os serviços ruins oferecidos pelas empresas

 

Motoristas ameaçam parar a partir da 0h de domingo, 8...

Motoristas ameaçam parar a partir da 0h00 de domingo (8)…

A nota oficial do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte de São Luís e clara: “Em Assembleia geral extraordinária, por unanimidade, deflagrar Greve Geral, em razão do descumprimento da convenção coletiva de trabalho”.

A razão da grave: o Sindicato das Empresas de Transporte alega falta de recursos e agravamento da crise financeira; e adiou o pagamento dos salários para depois do carnaval.

Traduzido: os rodoviários querem melhores salários e pagamento em dia; e as empresas só conseguirão pagar com reajuste no preço dos transportes.

Caso contrário, é greve geral.

Pedro Lucas e Roberto Júnior: defensores de um sistema já caro e ineficiente

Pedro Lucas e Roberto Júnior: defensores de um sistema já caro e ineficiente

E é aí que entram os vereadores Pedro Lucas Fernandes (PTB) e Roberto Rocha Júnior (PSB), dois filhos de políticos tradicionais de São Luís.

Aliados incondicionais do prefeito Edivaldo Júnior (PDT), Lucas e Rocha viraram símbolo do desinteresse da Câmara Municipal pela qualidade nos transportes ao votarem contra projeto do vereador Honorato Fernandes (PT), que obrigava as empresas a equipar pelo menos 50% a frota com ar-condicionado.

Para eles, a obrigatoriedade do equipamento forçaria, fatalmente, aumento nas passagens de ônibus. (Releia aqui)

Ocorre que o aumento das passagens é uma contingência do sistema, que já foi adotada em várias capitais, e terá que ser aceita pelo prefeito de São Luís se quiser evitar o colapso do setor.

E pouco importa se os ônibus tenham ou não ar-condicionado.

Usuário de ônibus praticamente toda a vida, Fábio Câmara sabe que reajustes independem de conforto

Usuário de ônibus praticamente toda a vida, Fábio Câmara sabe que reajustes independem de conforto

Tanto que, ainda em dezembro, o líder da oposição em São Luís, vereador Fábio Câmara (PMDB), deixou claro que o aumento das passagens, viria, com ou sem refrigeração nos ônibus.

– A alegação de que exigir ônibus com ar-condicionado ensejaria aumento de passagem é furada. Basta pensar que, para o ano que vem, com ou sem ar-condicionado, as passagens vão aumentar novamente – destacou Câmara, para provocar os colegas Lucas e Rocha:

– E se o povo for às ruas contra qualquer aumento alegando que lhe foi negado o direito a uma viagem mais confortável, o que alegarão os que sustentam tal tese?

Portanto, os vereadores Pedro Lucas e Roberto Júnior votaram contra um benefício à população usuária de ônibus e, agora, vão acompanhar “de camarote”, o aumento das passagens.

E a população que se dane…