Para manter os ônibus rodando, motoristas exigem o pagamento do tíquete; e o SET condicionou este pagamento ao repasse integral do subsídio tarifário pela Prefeitura de São Luís
Há uma condicionante da volta dos ônibus às ruas de São Luís que pode fazer com que a greve dos motoristas seja retomada já na próxima terça-feira, 10.
- para fechar acordo com o SET e o Ministério Público, os rodoviários exigiram o pagamento de suas verbas salariais;
- segundo a Ata da Reunião, as empresas se comprometeram a pagar salários até, no máximo, a terça-feira, 10;
- é o pagamento dessas verbas salariais que condiciona a manutenção dos ônibus nas ruas após esta data.
O problema é que, para garantir o pagamento dos tíquetes alimentação a motoristas e fiscais, as empresas de ônibus condicionaram o pagamento do subsídio pela Prefeitura de São Luís. É o que diz o item 2 do termo “Deliberações” constante da Ata de Audiência Extrajudicial patrocinada pelo Ministério Público.
“O SET se compromete a efetuar o pagamento do salário até terça-feira (10/2/2026) e envidará esforços para pagamento do tíquete alimentação na mesma data, com a condição de pagamento pelo Município de São Luís do valor integral do subsídio tarifário devido, sem glosa”, diz o documento assinado pelas partes. (Leia a íntegra aqui)
Dois representantes da prefeitura assinaram o documento que garantiu o fim da greve dos ônibus: o procurador do município Domerval Alves Moreno Neto e o assessor jurídico da Secretaria de Trânsito e Transportes, Marco Aurélio Sousa Rocha.
Mas não há garantia alguma de que o prefeito Eduardo Braide (PSD) repassará o subsídio integral ao SET, condição estabelecida em ata para pagamento dos tíquetes.
A greve, portanto, não está de todo fora das festas carnavalescas…











