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Empresários de Transporte e governo: reajuste de tarifas X reajuste de salários

Atores que tentam exercer protagonismo no movimento grevista dos motoristas de ônibus deveriam propor, além da criação de uma agência reguladora, também o reajuste de servidores públicos, que pagam a conta no final

 

Fábio Câmara conhece o sistema de transporte de São Luís e já propôs mudanças dese quando assumiu mandato de vereador, em 2012

Por Fábio Câmara

Eu tenho uma admiração pelo trabalho parlamentar do deputado Yglésio Moyses e isso não mudou da noite para o dia e nem mesmo de outubro pra novembro!

Entretanto, como diz “o velho deitado”: “- Onde come 1, também comem 2 ou 3!”.

E me propondo a comentar o post do deputado Yglésio, eu quero apenas pôr mais duas pitadas de tempero no caldeirão e meter minha colher para mexer o cozidão da crise paredista no transporte público de São Luís, prestes a completar duas semanas de prejuízos generalizados!
Assim como para Fábio Câmara, também o é para Yglésio Moysés que, de nós para nós os nossos projetos de gestão serão sempre os melhores em razão de que eles são os NOSSOS PROJETOS.

Entretanto, há que se reconhecer e respeitar, sempre, a soberania do voto como manifestação democrática da vontade popular.

Entre Fábio Câmara – 2015 – e Edivaldo de Holanda o povo escolheu E. de H.

E entre Yglésio Moyses e vários outros candidatos – 2020 – o povo escolheu Eduardo Braide como nosso prefeito após rejeitar o candidato da “emenda fake” de 1 milhão por entendê-lo como fanfarrão chapa branca, desrespeitoso para com a vida, a saúde e para com os protocolos sanitários instituídos E VIGORANTES em plena pandemia.

É fato que as tarifas do transporte coletivo resultam de análises de uma planilha de composição de preços! E me parece óbvio que o prefeito Eduardo Braide saiba disso!

Entretanto, o que o Sr. prefeito, eu, o deputado Yglésio e toda a população também sabemos é que essa greve tem motivação e promocionais políticos eleitorais e a manifestação do candidato Jr. do governo à prefeitura de São Luís, tão sofrível quanto atestado de saúde para faltar ao trabalho por febre e dor de barriga ou mesmo de cotovelo, revela isso!

A criação de uma agência reguladora do sistema, com poderes e autonomia de gestão do processo e do sistema é uma das nossas sugestões de médio prazo para aliviar a tenção política do setor, assim como ter um cadastro de reserva de condutores prontos a suprirem uma demanda de emergência como a que se verifica hoje ajudaria bastante.

Porém, resta um desafio que os deputados Yglésio quanto o Jr. deveriam e tem poderes para tanto fazer, a saber, Jr. cobra de Dino e Yglésio cobra de Brandão um reajuste salarial para os servidores públicos do Estado do Maranhão, o que não se vê faz tempo, e que essa medida repercutisse positivamente nos bolsos de quem realmente paga sempre pelos aumentos dos impostos e pela taxas e tarifas que sempre lhe são cobradas.

Fica a dica!

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Máfia da greve do ônibus tenta emparedar prefeitura e Justiça

Aparelhado pelo próprio sindicato dos empresários (SET), Sindicato dos Motoristas cumpre o roteiro histórico de paralisar o serviço, prejudicando milhares de famílias; e ainda recebe apoio de autoridades públicas

 

Ônibus parados, população sem transporte e motoristas usados pelo SET, único a se beneficiar com o movimento

O blog Marco Aurélio D’Eça denuncia, há anos, a máfia comandada pelo Sindicato das Empresas de Transporte (SET) com a participação dos próprios motoristas de ônibus e de setores da política e até da Justiça. (Relembre aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e também aqui)

Esta máfia está em plena atividade com a atual greve dos motoristas, que paralisa a cidade, prejudica trabalhadores e tenta emparedar a prefeitura.

Aliás, a ação da máfia foi alertada pelo blog Marco Aurélio D’Eça ainda em fevereiro, no post “Cobrança de empresários por aumento de passagem é o primeiro desafio de Braide…”

O esquema é o mesmo de sempre: agora o SET quer passagem de R$ 4,80 e usa os motoristas financiados pelas empresas no Sindicato da categoria.

Até mesmo as inconclusivas, inócuas e improdutivas audiências de conciliação na Justiça do Trabalho fazem parte do roteiro histórico deste setor. 

Nem as multas aplicadas aos líderes dos motoristas são pagas, como nunca foram em tempo algum.

Interessados politicamente no assunto, autoridades públicas aparecem aqui e ali dando apoio aos motoristas, que estão, na verdade, a serviço dos empresários.

Refém das empresas, a prefeitura acaba cedendo e acertando um valor menor para a passagem, exatamente o que espera o SET.

E a população, mais uma vez, é quem acaba pagando a conta.

Simples assim…

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Justiça proíbe greve de motoristas de ônibus em São Luís…

Sindicato da categoria vinha articulando paralisação para esta quinta-feira de carnaval, mas foi impedido por decisão do desembargador do trabalho José Evandro de Souza

 

Motoristas e cobradores estão proibidos de paralisar a frota

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus de São Luís está proibido de realizar qualquer movimento de paralisação do setor de transportes de São Luís.

A proibição foi expedida ontem, em despacho do desembargador federal do Trabalho José Evandro de Souza.

A categoria reclama de atrasos de salários e ameaça paralisar o setor de transportes às vésperas do carnaval.

Em sua decisão, o desembargador determina que, caso queiram, protestar, os motoristas e cobradores podem parar apenas 20% da frota.

Caso contrário, pagarão multa…

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Movimento de motoristas nada tem a ver com aumento de passagens…

É equivocada a especulação segundo a qual a ameaça de greve dos rodoviários vá ensejar reajuste nas tarifas de ônibus de São Luís, o que só deverá ocorrer dentro do prazo estabelecido em contrato e amparado por decisões judiciais

 

DATA-BASE – Motoristas vão exercer direito por salários, mas isso não implica em aumento de passagem

Trata-se de um desserviço à população as especulações surgidas nos últimos dias, tentando vincular o movimento dos motoristas por aumento salarial a um eventual reajuste de tarifa de ônibus.

Uma coisa nada tem a ver com a outra; pelo menos não mais desde a implantação da Licitação dos Transportes em São Luís, ocorrida em 2016.

O que os trabalhadores do setor estão fazendo é a legítima negociação – dentro de sua data-base – com os instrumentos de pressão de que dispõem.

Mas o aumento de passagem, com contrato assinado por todas as empresas, só poderá ser discutido ao fim do primeiro ano de vigência da licitação, o que só ocorrerá partir de setembro.

O contrato da licitação foi garantido também por decisão da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, ainda em 2016; E reafirmado por decisão da desembargadora Ângela Salazar, que indeferiu Agravo de Instrumento da empresa Primor.

Os trabalhadores do setor de transporte estão, portanto,exercendo o legítimo direito de reivindicar aumento de salários, dentro de sua data-base.

Mas isso nada tem a ver com aumento de passagem.

E usar isso para amedrontar a população é uma espécie de terrorismo.

Simples assim…

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Empresas de ônibus reclamam de perdas de 500 mil passagens…

Para o setor empregatício do sistema de transporte de São Luís, ameaça de greve tem relação com a situação criada pelo Bilhete único, e afirma que a prefeitura usa a situação de caos instalado para justificar a licitação no setor

 

As greves são ameaças constantes em um setor marcado pelo caos

As greves são ameaças constantes em um setor marcado pelo caos

Empresários do setor de transportes  disseram ao blog que a greve anunciada pelos motoristas tem ligação direta com uma grave situação provocada pelo bilhete único ou integrado.

Segundo ele, as empresas perderam mais de 500 mil passagens.

Para eles, a situação de caos instalada serve para a  Prefeitura de São Luís justificar a licitação no setor.

– Será uma espécie de tábua de salvação para o sistema de transporte, ou seja, simplesmente fazendo o contrato de linhas para que os reajustes sejam automáticos – disse empresários ouvidos pelo blog.

Os empresários lembram, entretanto, que na recente audiência pública para debater o processo licitatório nada de concreto foi apresentado pela prefeitura.

Segundo eles, a audiência foi transformada apenas em uma palestra.

Informaram quatro lotes e o tipo de licitação, mas não falaram valores de tarifas, quantitativos de ônibus que iriam operar no novo sistema, e se será implantado um sistema sobre trilhos ou BRT.

Para eles, nada importante para os próximos 15 anos.

Eles destacam ainda que na audiência pública não foi apresentado documento tratando sobre a disponibilidade dos estudos preliminares sobre a licitação e que, conforme o empresário, devem existir.

bilhete

O Bilhete Único é visto pelo empresários como perda de índice crescente de receitas

Os empresários citam o artigo 4º, que altera o artigo 10 da Lei 3430 que trata sobre a licitação.

– O projeto básico, que irá integrar o edital como um de seus anexos, compreenderá o conjunto de elementos necessários à caracterização do serviço, compreendendo todas as características essenciais da sua operação, e será elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que demonstrem a viabilidade técnica e econômico-financeiro do projeto – disseram. 

–  Se a situação está ruim hoje, podemos imaginar o que cai acontecer em maio quando os empresários terão que reajustar os salários dos rodoviários – questiona um empresário.

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“Responsabilidade da greve é do prefeito”, afirma Roberto Costa…

Segundo Costa, Castelo não pode se eximir de responsabilidade na greve

Em mais um dia de greve dos rodoviários, o deputado Roberto Costa (PMDB) subiu à tribuna na manhã desta quarta-feira para cobrar um posicionamento por parte do prefeito de São Luís.
 
O deputado lembrou que mais do que um descumprimento da decisão judicial por parte dos sindicatos, o problema se agrava com a abstenção do prefeito de São Luís.

– A situação se torna mais grave principalmente com a ausência do prefeito João Castelo. Esses dias ele deu uma declaração infeliz de que nada tinha a ver com a greve e de que esse era um problema trabalhista, de patrão e empregado – disse Costa.
 
Agora vejam vocês, se o problema não é do prefeito de São Luís, o problema será então das 700 mil pessoas que estão prejudicadas pela greve? Eu quero saber se a concessão pública do transporte coletivo é autorizada pela população e não pelo senhor João Castelo – indagou Roberto Costa.
 
O parlamentar lembrou também que a paralisação tem afetado diretamente a economia de São Luís e, consequentemente, a do Maranhão.
 
 – Não adianta dizer que vai fazer a Avenida Litorânea, Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), pois isso não vai resolver o caos do transporte público na nossa capital. Os empresários e os rodoviários já declararam que o sistema está falido. Nós, enquanto deputados temos que cobrar o prefeito, que ele assuma as suas responsabilidades – cobrou Roberto Costa.

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Greve de ônibus: tudo dentro do script…

Cansada da farsa, a população começa a reagir

Ainda haverá umas quatro ou cinco reuniões entre as partes até que se decida pelo encerramento da greve dos motoristas e cobradores de ônibus.

Na de ontem, mais uma vez não houve acordo. E não haverá na próxima, e na próxima, e na próxima…

É assim mesmo.

Tudo funciona de acordo com o roteiro montado por empresários do Setor, Sindicato dos Motoristas e Prefeitura de São Luís.

Leia também: “O mesmo esquema outra vez…”

Tudo para enganar a população usuária de ônibus.

A Justiça do Trabalho também faz a sua parte no “programa”, fingindo que media as negociações. Até que decide multar o sindicato e determinar o retorno da frota às ruas.

É tudo bem organizado, como acontece todas as vezes.

Em seguida vem o aumento das passagens e a concessão de alguns benefícios aos trabalhadores.

E o palco é recolhido para uma próxima apresentação.

Provavelmente no ano que vem…

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O deboche à Justiça…

ônibus parados em garagem de São Luís

Tem caído no ridículo as decisões judiciais contra manifestações de trabalhadores.

Primeiro foi o Tribunal de Justiça, que determinou multa de R$ 150 mil aos professores por cada dia de greve após a decretação de sua ilegalidade.

E o Simproessema nem aí.

Além de ficar mais 73 dias paralisada, a categoria ainda impôs ao Governo do Estado que absorvesse, de qualquer forma, a multa imposta pelo desembargador Marcelo Carvalho.

Agora são os moltoristas de ônibus.

Eles já estão multados em R$ 50 mil por dia de multa, desde segunda-feira, por não atender à determinação de manter 80% da frota funcionando.

Não deram nem bola para a decisão da Justiça do Trabalho e param 100%.

Ontem, após tensa reunião no TRT, o Sindicato dos Motoristas prometeu orientar a categoria a retornar hoje ao trabalho.

O dia amanheceu mais uma vez sem ônibus, como se a Justiça nada importasse.

E parece mesmo não importar, diante de tanta ação desconexa…

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Uma coisa é certa: sem ônibus, tudo ficou melhor…

Nos terminais dá até para tirar uma sonequinha...

Não há ônibus circulando em São Luís desde a manhã de segunda-feira.

Só os tolos da Justiça Trabalhista – que vivem fora da realidade – acreditaram na balela de garantia de 80% da frota circulando.

Mas uma coisa tem sido possível comprovar desde ontem: sem ônibus na cidade, o trânsito fica às mil maravilhas.

Não há engarrafamentos quilométricos, não há transtornos causados pela circulação indevida deste tipo de veículo e não há registro, sobretudo, de acidentes graves.

É claro que se trata de uma situação de exceção, mas a ausência dos ônibus mostra que é absolutamente possível viver sem eles.

Os trabalhadores que dependem de transporte se viraram como puderam: moto-taxi, Vans, caronas…

O trânsito na cidade está às mil maravilhas…