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Candidatos mostram desconhecimento de soluções para o transporte…

Principal problema do eleitor em São Luís, a mobilidade urbana tem sido tratada de forma genérica e padronizada pelos principais postulantes à Prefeitura de São Luís, que demonstram pouco conhecimento do assunto

 

Duarte quer transformar os terminais de integração – estruturas caras e ultrapassadas – em espécies de shoppings de serviços, o que pode encarecer ainda mais o sistema, que carece de agilidade

Um dos problemas crônicos de São Luís, a mobilidade urbana, tem sido ignorada pelos principais candidatos a prefeito da capital maranhense.

E os que arriscam a falar do tema o fazem de forma genérica, demonstrando falta de conhecimento sobre o assunto.

O que dizer da proposta de Duarte Júnior (Republicanos), de transformar os terminais de integração em espécie de shoppings de serviços?

Os terminais são estruturas ultrapassadas, já desmobilizadas nas principais capitais do muindo, que apostam agora em serviços que garantam maior agilidade, como o Bilhete Único e novas plataformas de transporte.

Transformá-los em shoppings é encarecer ainda mais o setor.

Usado como exemplo por Eduardo Braide, o transporte em Teresina é um dos pontos críticos da gestão do prefeito Firmino Filho

Eduardo Braide (Podemos), por sua vez, apresentou a gestão da cidade de Teresina (PI) como exemplo do que pretende fazer no setor de transporte na capital maranhense.

O deputado certamente não tem a informação de que a principal crítica da população da capital piauiense à gestão do prefeito se dá no setor de transporte urbano, considerado ruim.

Estrangulada há décadas, a mobilidade urbana na capital vem recebendo medidas paliativas ao longo do tempo.

A maior “inovação” em 25 anos – desde a instalação do primeiro terminal, em 1995 – foi a licitação na gestão do prefeito Edivaldo Júnior (PDT).

Mas nem isso resolveu os principais problemas de mobilidade, que requer novos corredores de transportes, novas modalidades e maiores investimentos em infraestrutura.

Mas esse debate os candidatos preferem fazer de conta que não existe…

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Zé Inácio conhece programa “Tarifa Zero” em Maricá (RJ)

Em tempos de aumento de passagem em São Luís, deputado maranhense e pré-candidato do PT a prefeito de São Luís foi em busca de experiências de gestão na cidade que está no terceiro mandato do modo petista de governar

 

Ao lado do prefeito, Zé Inácio m,ostra o ônibus vermelho, que garante tarifa zero ao usuário, subsidiada pela Empresa Pública de Transporte

O deputado estadual Zé Inácio (PT) conheceu em Maricá, no Rio de Janeiro, o programa “Tarifa Zero”, que disponibiliza ao usuário de transporte ônibus sem tarifa por toda a extensão do município.

Trata-se de uma excelente discussão em tempos de aumento de passagens em São Luís.

Maricá está no terceiro mandato consecutivo de um petista.

Durante as três gestões municipais do PT, o município tornou-se referência em qualidade de vida e políticas públicas.

Um dos principais programas é o “Tarifa Zero”, com os seus populares ônibus vermelhinhos da Empresa Pública de Transportes (EPT).

Acompanhado do ex-prefeito Quaquá, da deputada Zeidan (PT), Paula Ravanelli, pré-candidata a prefeita de Cubatão/SP, e Márcio Macedo, pré-candidato a prefeito de Aracaju/SE pelo PT, Zé Inácio conheceu a gestão e trocou experiências.

Zé Inácio com as outras lideranças do PT que foram conhecer as gestões exitosas do PT em Maricá (RJ)

Outro programa de sucesso é o Banco Comunitário Popular, responsável pela Moeda Social Mumbuca, a primeira moeda social eletrônica do país.

Diferente de outras moedas já existentes no Brasil, a “mumbuca” faz parte de uma política da prefeitura para complementação de renda de famílias carentes.

Atualmente o Cartão Mumbuca é aceito em 1300 estabelecimentos comerciais da cidade de Maricá e cada beneficiário recebe 130 reais em créditos. Uma iniciativa que estimula o comercio, além de, gerar mais empregos.

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Dois anos depois, nada mudou na Zona Rural…

A imagem clicada dois anos e seis meses atrás: descaso público...

A imagem clicada dois anos e seis meses atrás: descaso público…

A imagem acima é de um ponto de ônibus na Zona Rural de São Luís, registrado pelo vereador Fábio Câmara (PMDB), em 25 de agosto de 2013, e publicado neste blog, no post “Os abrigos de Edivaldo na Zona Rural”.

abrigo2

….E o mesmo local, 30 meses depois: mudou apenas o tipo da madeira usada pelos moradores

Dois anos e cinco meses depois, o blog publica a imagem acima, do mesmo local, mostrando que nada mudou nestes quase 30 meses de gestão. 

– E este abrigo, mesmo assim, só existe por que os próprios moradores fizeram – ressaltou Fábio Câmara.

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Grande São Luís teve 500 assaltos a ônibus em 2015…

Assaltos já resultaram em mortes em coletivos neste ano em São Luís

Assaltos já resultaram em mortes em coletivos neste ano em São Luís

A região metropolitana de São Luís – que tem, além da capital, os município de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa – registrou em 2015 nada menos que 500 assaltos a ônibus em 2015.

O número já é 6,61% superior ao registrado em 2014, e ainda faltam 50 dias para o fim do ano.

As informações são do jornal O EstadoMaranhão, com base em dados do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário no Maranhão.

A média diária de assaltos subiu para 41,67 em 2015.

Os ônibus que fazem linha para Raposa, Vila Luizão e Vila Nova são os mais visados pelos banidos.

E ainda falam 50 dias para o fim do ano, repita-se…

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Recarga embarcada beneficiará 250 mil usuários em São Luís…

Sistema que facilita a compra de créditos do Vale Transporte pelo trabalhador já está disponível nos ônibus da capital maranhense

 transporteCerca de 250 mil usuários do sistema de transporte coletivo de São Luís serão beneficiados com o sistema de recarga embarcada, que garante a validação de créditos de Vale Transporte durante as próprias viagens de ônibus.

– A opção vai tornar mais fácil a vida do trabalhador no dia a dia, eliminando as concentrações nos terminais de integração para validação de seus créditos – disse o secretário da SMTT, Canindé Barros.

O serviço já havia sido implantado desde junho para os estudantes e agora está disponível também para o trabalhador.

Também já está disponível em todos os ônibus a biometria facial, juntamente com outros serviços que fazem parte do compromisso do prefeito Edivaldo com a licitação do serviço de transporte.

Além da recarga embarcada, também serão implantados o bilhete único e o GPS, que tem como finalidade fiscalizar o cumprimento de rotas e horários de ônibus.

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Procon constata serviço de ferry-boat deficitário…

Denúncias feitas há anos pela deputada Graça Paz, na assembleia, foram todas constatadas em vistoria do órgão nas embarcações que fazem a linha São Luís/Cujupe/São Luís

 

Fiscais do Procon confirmaram as irregularidades nas embarcações e no serviço prestado

Fiscais do Procon confirmaram as irregularidades nas embarcações e no serviço prestado

Uma batalha antiga da deputada Graça Paz (PSL) foi constada hoje, mais uma vez, por um órgão oficial.

O Procon verificou, in loco, a péssima qualidade do serviço de transporte via ferry-boat, em fiscalização pós-denúncia de usuários.

Graça Paz: ações e projetos para melhorar o serviço

Graça Paz: ações e projetos para melhorar o serviço

Foram constatados o não cumprimento à lei da gratuidade para idosos e da tabela de horários, além da ausência de toldos e  pisos apropriados – como o piso tátil que facilita o acesso à passageiros com dificuldade na visão e o antiderrapante, que evita escorregões em dias de chuva.

A condições de higiene da lanchonete do local também foram desaprovadas pela equipe do Procon. A equipe verificou também que o manuseio de alimentos é feito sem o uso de equipamentos adequados, como luvas e toucas. Também foram encontrados produtos sem o prazo de validade afixado.

Graça Paz trava uma luta antiga com as empresas que detém o controle do serviços de ferry-boat.

E todas as denúncias constadas agora pelo Procon, vêm sendo denunciadas por ela há anos. (Releia aqui e aqui)

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A ação judicante de Ângela Salazar e o reconhecimento do CNJ….

Ângela Salazar, legitimada pelo CNJ

A desembargadora Ângela Salazar provocou acalorado debate semana passada no pleno do Tribunal de Justiça ao defender o direito da Câmara Municipal de Vereadores questionar o reajuste das tarifas do transporte coletivo concedido pela Prefeitura de São Luís.

Na verdade, o que estava sendo proposto na ação movida pelo Legislativo municipal é o direito de os cidadãos ludovicenses opinarem sobre o assunto, democratizando a discussão de uma questão que atinge milhares de pessoas na capital maranhense.

Na ação, a Câmara de São Luís propôs que a concessão de reajustes nas tarifas do transporte coletivo fosse, obrigatoriamente, precedida da realização de audiências públicas para discutir o assunto com a população. Uma forma de assegurar que o cidadão – e principalmente o usuário do sistema de transporte – pudesse opinar sobre a questão, fazendo suas críticas e dando sugestões para a efetiva melhoria da qualidade do serviço.

Ao  julgar contra a Câmara e contra o voto da relatora Ângela Salazar, e dos desembargadores José Joaquim Figueiredo dos Anjos e Maria das Graças Duarte, os demais desembargadores que mantiveram o reajuste das tarifas saíram em defesa única e exclusivamente do direto da Prefeitura de decidir sobre a questão.

Basearam-se unicamente na letra fria da lei, sem levar em consideração os interesses dos cidadãos.

Por coincidência, também na semana passada, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) negou provimento a recurso impetrado pelo juiz João Santana contra a eleição da então juíza, hoje desembargadora Ângela Salazar, o que se deu pelo critério de merecimento.

O Conselho afirmou categoricamente que a promoção da desembargadora por merecimento foi legítimo, porque obtido pelo resultado da soma da pontuação conferida aos candidatos inscritos pelos desembargadores votantes.

Os pontos foram suficientemente embasados a demonstrar que a magistrada, no geral, ostentava em seu perfil funcional dados estatísticos referentes a desempenho, produtividade, presteza, aperfeiçoamento técnico e adequação da conduta, superiores aos demais concorrentes.

O que demonstrou, na prática, no julgamento do caso da Câmara…