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Pico da pandemia ainda não chegou ao Maranhão….

Apesar da festa que o governo Flávio Dino faz da redução no número de contaminados no estado – resultado direto da falta de testes e não por causa de qualquer ação – o índice de alastramento da coVID-19 ainda está em crescimento e leva ao risco de colapso em municípios sem estrutura de saúde adequada

 

A falta de testes tem relação direta com a redução no número de contaminados pela coVID-19 no Maranhão

O governador Flávio Dino (PCdoB), seu secretário de Saúde, Carlos Eduardo Lula, e boa parte do governo e seus aliados na política e na mídia comemoram desde a terça-feira, 12, a suposta redução no número de contaminados pela coVID-19, que naquele dia foi de apenas 166.

Os números reduzidos, porém, não têm nenhuma relação com qualquer ação do governo, mas são resultado direto da falta de testes na rede pública do estado.

Com menos testes realizados, natural que o número de contaminados também diminua.

O fato é que o Maranhão ainda está na linha de subida da pandemia, cujo pico deve ocorrer  apenas no início de junho, conforme estudo da Universidade Federal de Minas Gerais, já publicado no blog Marco Aurélio D’Eça. (Relembre aqui e aqui)

Vídeo distribuído pelo senador Roberto Rocha mostra hospitais fechados em plena pandemia de coronavírus em vários municípios 

Além disso, a doença já se alastra desenfreadamente pelo interior maranhense, chegando a municípios sem a menor estrutura de atendimento para a coVId-19.

Municípios como Viana, Penalva, São João Batista e Matinha – que aparecem no vídeo acima, divulgado pelo senador Roberto Rocha (PSDB) – poderiam ter esta estrutura,  

Essa estrutura não existe, porém, por que foi descontinuada pelo próprio governo Flávio Dino.

Mas esta é uma outra história…

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De como a negligência política tornou o carnaval foco da coVID-19…

Baseado em estudos de especialistas e ações governamentais, desde o dia 3 de fevereiro, quando o Ministério da Saúde publicou portaria com “alerta de emergência”, blog Marco Aurélio D’Eça traçou a linha do tempo da chegada da pandemia ao Brasil, agora que já se sabe que o vírus circulava no país desde janeiro, segundo estudo da FioCruz

 

Eram assim que estavam as ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval 2020, mesmo com o alerta de emergência contra o coronavírus

Reportagem especial

3 de fevereiro de 2020. O então ministro da Saúde, Henrique Mandetta, publica a Portaria nº 188/2020, que declara a “Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional”, diante da gravidade do avanço do coronavírus. (Veja aqui)

O alerta foi encaminhado a governadores, autoridades privadas de saúde e especialistas; também foi criado o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE-nCoV), mecanismo nacional para atuar no combate ao vírus. 

Em outras palavras: todos os que deveriam já sabiam dos riscos do coronavírus.

Faltavam exatos 20 dias para o carnaval.

5 de fevereiro de 2020. A rede britânica BBC publica em sua edição brasileira post com a seguinte pergunta: “Coronavírus deve cancelar o Carnaval e outros eventos que atraem multidões?”.

No longo texto, o site ressalta a força do contágio do vírus, dá voz a especialistas e autoridades sobre os riscos de proliferação da coVID-19, cita estudos e ressalta:

– No caso do Carnaval, a grande aglomeração de pessoas num espaço reduzido, inclusive trocando abraços e beijos, acaba por facilitar o alastramento de qualquer doença. (Leia a íntegra da reportagem aqui)

Faltavam 15 dias para o início do carnaval.

Já próximo do feriado da folia momesca, a Fundação Arthur Bernardes publicou entrevista com o professor Sérgio Paula, do Laboratório de Imunovirologia Molecular do Departamento de Biologia Geral da Universidade Federal de Viçosa (UFV). 

Objetivo: saber até que ponto as pessoas deveriam se preocupar com o coronavírus durante o carnaval.

O professor-doutor afirmou a reportagem da Funarbe que a preocupação deveria se dar com “outros vírus e bactérias”.

– A transmissão vai ser mais comum e eficaz em países temperados. Por causa do frio, a tendência de condensação populacional é muito grande. Elas ficam mais em locais fechados e com contato mais próximo. Entretanto, mais cedo ou mais tarde ele vai chegar aqui, mas será um caso importado de alguém – estabeleceu de Paula.

E começou o Carnaval.

O ministro Henrique Mandetta editou o “”alerta de emergência”, mas ele próprio disse não haver preocupação com o carnaval

26 de fevereiro de 2020. O mesmo Henrique Mandetta que editou a “Declaração de Emergência de Importância Nacional” afirma, em reportagem do UOL, que sua preocupação era mais com as pessoas em viagem do que com o carnaval.

– A nossa preocupação sempre foi as pessoas saírem do Brasil, porque aqui as pessoas estão dentro de um bioma em equilíbrio – afirmou o então ministro. (Leia aqui) 

E o carnaval 2020 passou…

Parte II

Cenário no Maranhão: Folia, festa e “nem aí!”

Flávio Dino curte a folia momesca no Centro Histórico de São Luís, em meio a multidão de foliões; e o vírus já circulava por aí..

No Maranhão, a preocupação com o vírus sequer existia.

A grande discussão no estado – sobretudo na capital, São Luís – era especular sobre o sucesso ou fracasso do carnaval promovido pelo poder público.

3 de fevereiro de 2020. O secretário de Saúde do Maranhão, advogado Carlos Eduardo Lula, publica artigo no Jornal Pequeno – reproduzido pelo site do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) – em que ironiza o pânico com o coronavírus e minimiza os riscos de infecção e de letalidade da coVID-19.

– Quando o carnaval chegar, não precisamos fugir para as montanhas, comprar roupa de astronauta, construir uma casa no subsolo ou nunca mais sair de casa. O coronavírus não nos renderá um apocalipse, mas toda a preocupação em torno da doença poderia nos lembrar de nossas tragédias cotidianas que teimamos em não solucionar – afirmou Lula. (Leia o artigo aqui)  

E o Maranhão se prepara para o carnaval.

7 de fevereiro de 2020. A infectologista maranhense Maria dos Remédios Branco, professora-doutora da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), declarou ao site “Nossa Ciência” não haver motivo para pânico no Brasil com o coronavírus.

– Aparentemente, a gente não teria preocupação com essa doença no carnaval. Aparentemente não se está numa situação, ainda, de se preocupar nesse nível. Mas a gente tem que lembrar da prevenção. E a prevenção desse coronavírus é muito relacionada a hábitos básicos de higiene, que a gente deveria ter em qualquer situação, independente de ter coronavírus – declarou a médica. (Leia aqui a íntegra da entrevista)

O carnaval estava a 13 dias de começar.

23 de fevereiro de 2020. O governador Flávio Dino publica artigo no site do PCdoB – ilustrado com foto do governador abraçado a foliões em meio à multidão em São Luís – em que celebra a folia momesca no Maranhão.

– As milhares de pessoas que lotaram o nosso pré-carnaval anunciaram o sucesso que temos visto no Carnaval do Maranhão 2020, consolidando-se como umas das maiores festas do país, a cada ano com maior participação popular – comemora o governador.

Carnaval era festa, folia e alegria no Brasil. 

Quase três meses após o carnaval é o coronavírus quem faz a sua festa, destruindo famílias, que não podem, sequer, se despedir de seus entes mortos pela coVID-19

12 de maio de 2020. Estudo da Fundação Oswaldo Cruz, publicado no site da instituição, confirma que o coronavírus chegou ao Brasil quatro semanas antes do carnaval, o que descarta o italiano contaminado em São Paulo como a primeira vítima no país.

– O novo coronavírus começou a se espalhar no Brasil por volta da primeira semana de fevereiro. Mais de 20 dias antes do primeiro caso ser diagnosticado em um viajante que retornou da Itália, em 26 de fevereiro, e quase 40 dias antes das primeiras confirmações oficiais de transmissão comunitária, em 13 de março – afirma o estudo, publicado também no blog Marco Aurélio D’Eça. (Reveja aqui)

Esta linha do tempo mostra que a disseminação do coronavírus pelo país ganhou força com a pouca importância dada pelas autoridades de saúde.

E confirma que o carnaval foi, sim, foco de contaminação.

E não há o que discutir quanto a isso…

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Números da pandemia no Maranhão foram previstos em estudo

O blog Marco Aurélio D’Eça publicou em 5 de maio dados da Universidade Federal de Minas Gerais apontando 700 casos por dia a partir do início do lockdown na Grande São Luís; desde então, os números têm subido, superando o prognóstico dos especialistas

 

O Maranhão já superou a marca dos 800 casos de coVID-19 por dia; e os estudos apontam crescimento até chegar ao pico de 1,5 mil, em 5 de junho

O blog Marco Aurélio D’Eça publicou na terça-feira, 5, o post intitulado “Pesquisadores previram colapso de hospitais em São Luís”.

Tratava-se de um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais, que apontava também o início do crescimento assustador do número de contaminados no Maranhão.

Naquele dia, quando se iniciava o lockdown judicial na Grande São Luís, a UFMG estimava que o total de contaminados chegaria a 700 por dia exatamente na terça-feira, 5.

Divulgados no final da noite, os números oficiais do Governo do Estado apontaram 498 novos casos naquele dia, 202 a menos que a previsão da UFMG.

Na quarta-feira, 6, caiu para 361,  mas superou a casa dos 500 na quinta, 7, chegando a 520 novos casos.

Na sexta-feira, 8 e no sábado, 9, viu-se o estouro dos números, em pleno lockdown: 856 e 854, respectivamente. 

Os números do domingo, 10, chegaram a 545.

A média desses seis dias é de 605,6 casos/dia.

O mais assustador, porém , é o que o estudo da UFMG prevê para as próximas semanas: o pico do Maranhão se dará em 5 de junho, com 1,5 mil casos por dia. 

Para contrariar esta estimativa, há só uma saída:

Fique em casa!!!

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Projeto de Gastão assegura créditos para empresas afetadas na pandemia

O Projeto de Lei 2.431/20 do deputado federal, Gastão Vieira (MA), e coautoria do deputado e Líder da Bancada do PROS, Acácio Favacho (AP), cria o Programa de Proteção Econômica (PPE), a fim de disponibilizar crédito para o pagamento de tributos e salários, garantido pelo Tesouro Nacional, a empresas afetadas pela pandemia do Coronavírus.

“A criação do PPE tem como objetivo preservar a economia de uma depressão, que seria inevitável em caso de falências em cadeia no setor produtivo e no setor bancário. A quebra do nível de atividade, que atinge um sem número de empresas e governos, tem que ser enfrentada com a expansão do crédito e a manutenção de mínima normalidade institucional nas relações econômicas entre agentes privados, e entre estes e o Poder Público”, explica o deputado Gastão Vieira.

Programa de Proteção Econômica (PPE) – O Programa tem por finalidade a amenizar a queda da atividade econômica e a preservação do emprego formal e da renda, da regularidade fiscal e da garantia de operação de serviços básicos, sendo destinado a empresas que almejam o levantamento de recursos financeiros para o pagamento de tributos federais, distrital, estaduais e municipais, salários e contribuições sociais, inclusive FGTS, e dos serviços básicos (água, sanitário, luz, gás e telecomunicações) necessários ao seu funcionamento.

Segundo o projeto, a operação será garantida pelo Fundo Especial do Tesouro Nacional, e deverá ser paga pelas empresas em 36 parcelas mensais e consecutivas, após o período de carência de 8 meses. A taxa de juros da operação será a Selic, acrescida de uma pequena taxa de administração e de uma taxa para formação do fundo garantidor às operações do programa.

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CoVID-19: Zé Inácio quer melhorar comunicação a familiares de pacientes

O deputado estadual Zé Inácio (PT) propôs a implantação de um serviço de comunicação, o CONTAC CENTER – via aplicativo WhatsApp – no Maranhão, com o objetivo de auxiliar familiares e/ou responsáveis dos pacientes internados com quadro de infecção por COVID-19, fornecendo informações sobre o quadro clínico, dados e orientações relacionadas a estes pacientes.

“Como se sabe, as pessoas infectadas que estão internadas não podem ser acompanhadas de familiares e/ou responsáveis nos hospitais, medida adotada para evitar o aumento do contágio da COVID-19, sobretudo em hospitais, onde o risco de contaminação é ainda maior. Por isso, tendo em vista as dificuldades que os familiares e responsáveis dos pacientes internados enfrentam para obter informações e boletins médicos sobre o quadro clínico destes, faz-se necessário a implantação de um serviço de comunicação”, afirma o deputado. 

Com o crescente número de casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus no Maranhão, o número de internações em leitos de UTI de todo o Estado tem crescido constantemente. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde – SES, o número de casos confirmados ativos já passa de 3.600 (três mil e seiscentos) no Maranhão na data de 06 de maio de 2020.

“Esta é uma medida inovadora e necessária, já que inúmeras famílias sofrem com a falta de informação precisas sobre a saúde de seus entes. Essas informações poderiam ser passadas aos familiares por profissionais de assistência social ou enfermagem via chamada de vídeo”, diz Zé Inácio.

O deputado sugere ainda que o Contact Center também pode ser adotado pelos gestores municipais.

Contact Center

O Contact Center é, na verdade, uma evolução do modelo tradicional de Call Center. Nesse novo modelo de atendimento, o foco sai um pouco das chamadas telefônicas e se volta para sistemas de atendimento digital mais modernos, a exemplo de e-mails, SMS, WhatsApp e outras redes sociais.

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Mais da metade da população ignora lockdown no MA, diz estudo da USP

Índice de Rigidez do Distanciamento (RDS) usado pela Universidade de São Paulo – e referência no Brasil – revela que apenas 49% dos maranhenses mantiveram o isolamento social total nos dois primeiros dias de bloqueio na região da Grande São Luís

 

A população deu pouca ou nenhuma importância ao lockdown em São Luís, que Flávio Dino insiste em chamar de “um sucesso”

Duas narrativas estão se digladiando desde que foi iniciado o lockdown na região da Grande São Luís para conter o avanço do coronavírus no Maranhão.

A primeira é liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que, a despeito da realidade das ruas nos bairros populares e na zona de comércio, garante que o bloqueio “é um sucesso”.

A outra narrativa, usada por setores da imprensa – que vai às ruas constatar se há comprometimento da população e capta as imagens já amplamente divulgadas – vê erros no lockdown e aponta medidas para evitar o fracasso anunciado.

O gráfico do Índice de Rigidez do Distanciamento, da Universidade de São Paulo, mostra que apenas 49,6% ficaram em casa no lockdown da terça-feira,5

Nesta quinta-feira, 7, estudo da Universidade de São Paulo comprova oficialmente que a narrativa da imprensa, e não a de Flávio Dino, é a correta neste momento.

De acordo com o Índice de Rigidez do Distanciamento (RDS) da USP – hoje usado como referência na análise dos resultados do distanciamento social em todo o país – menos da metade da população aderiu ao bloqueio nos dois primeiros dias de lockdown na Grande São Luís.

Para ser mais preciso: foram 49,6% na terça-feira, 5; e 49,3% na quarta-feira, 6.

Em 6 de maio, o índice de comprometimento da população com o bloqueio foi ainda menor, de 49,3% da população, segundo o estudo da USP

Pior: o índice de distanciamento em pleno lockdown ficou abaixo até mesmo da maior média do distanciamento no Maranhão, que foi de 54,8% no dia 22 de março, o domingo seguinte ao anúncio do primeiro caso de coVID-19 no estado. (Veja os gráficos que ilustram este post)

O RDS da USP atribui aos estados escores que vão de zero a 2, segundo sua rigidez e seu alcance geográfico. Em seguida, soma esses escores às medidas de proibição de aglomeração, fechamento de escolas e de trabalho, atribuindo escalas de zero a 100 para a rigidez do isolamento.  (Entenda aqui)

O maior índice de distanciamento social no Maranhão, de 54,8%, só foi alcançado em 22 de março, um dia depois do primeiro caso registrado no estado

O lockdown determinado pelo juiz Douglas de Melo Martins prevê medidas rígidas de restrição de deslocamentos, como multas e até detenções. 

Mas nem Flávio Dino, nem os prefeitos envolvidos implantaram essas medidas nas cidades atingidas. (Lembre aqui e aqui)

O resultado é o grande – e crescente – número de pessoas nas ruas, situação que o governador insiste em classificar de “sucesso”.

Mas os números não mentem, jamais…

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Movimento Acolhendo Heróis ganha força em São Luís

Projeto que garante hospedagem em hotéis para profissionais de saúde envolvidos no combate ao Coronavírus ganhou adesão de dedetizadora para fazer a devida desinfecção dos quartos usados

 

O movimento “Acolhendo Heróis” – de iniciativa do deputado Neto Evangelista (DEM), em parceria com o deputado Othelino Neto (PCdoB) – vem ganhando força em São Luís. Além do hotel Soft Win, que reduziu suas tarifas para viabilizar a hospedagem dos profissionais de saúde, a empresa Dedetização ADPowers juntou-se à corrente do bem nesta semana.

A ADPowers já iniciou os serviços de sanitização e desinfecção contra vírus e bactérias dos quartos e dependências do hotel Soft Win que vai receber os profissionais da saúde. A limpeza será feita semanalmente.

De acordo com André Muniz, proprietário da ADPowers, a iniciativa do deputado Neto Evangelista, além de louvável, serve de estímulo para que outras pessoas possam participar desse movimento.

“Eu tenho familiares que estão na linha de frente de combate ao novo coronavírus, e sei a luta que eles estão travando nesse período. Nada mais justo e solidário que retribuir o que eles vêm fazendo por nós. Que nossa atitude sirva de exemplo para outros e que mais empresas venham se juntar à nossa corrente”, disse.

Ronald Luso, gerente do hotel Soft Win, destacou a iniciativa do parlamentar. “Estamos preparados para recebê-los. Educamos nossos colaboradores e adequamos toda nossa estrutura para receber os profissionais da saúde. Parabenizo o Neto Evangelista, que teve essa iniciativa, tão importante para aqueles que não têm condições de bancar sua estadia”, afirmou Luso.

Neto Evangelista agradeceu o apoio que o Movimento “Acolhendo Heróis” têm recebido e disse acreditar que a corrente do bem só tende a crescer.

“Vamos cuidar de quem cuida da gente”, concluiu.

ACESSO

Os interessados deverão solicitar a autorização de ingresso no hotel pelo e-mail [email protected]

Será enviado um formulário que deverá ser preenchido com informações pessoais, assim como local de trabalho, horário do plantão e telefone para contato.

Obedecidos todos os critérios, a hospedagem será autorizada pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogado, dependendo da gravidade da situação.

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“Medidas pífias”, diz promotor sobre ações do governo contra CoVID-19…

Titular da Promotoria de Proteção à Pessoa Idosa, Augusto Cutrim denunciou o governador Flávio Dino por falta de transparência nas medidas adotadas no Maranhão e na divulgação dos valores aplicados na pandemia

 

Atuando na defesa da vida da pessoa idosa, Augusto Cutrim cobrou ações efetivas contra a CoVID-19, e mais transparência na divulgação de dados pelo governo Flávio Dino

É dura a denúncia do promotor de Proteção à Pessoa, Idosa, Augusto Cutrim, contra o governo Flávio Dino (PCdoB), apontado como incompetente na condução do combate à pandemia de coronavírus.

– Medidas que, ao final das contas, não se concretizaram, ou, na sua maioria, foram pífias em seu alcance quando comparadas à realidade, diante das inúmeras denúncias de falta de estrutura da saúde pública no Maranhão – afirmou Cutrim.

Na denúncia encaminhada ao titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, Douglas de Melo Martins – o mesmo que determinou o lockdown na Grande São Luís – o promotor diz que falta transparência nas ações do governo.

– [o governo precisa ser obrigado] a demonstrar e comprovar, com total transparência, […] as medidas efetivamente adotadas e valores financeiros recebidos e despendidos de repasses da União, emendas parlamentares e doações privadas, gastos no enfrentamento da pandemia ocasionada pela propagação do coronavírus – diz o documento. 

Não é a primeira vez que o Ministério Público cobra ações mais efetivas do governo Flávio Dino, apontando incompetência do sistema de saúde no  combate à pandemia. 

No dia 2 de abril, a Promotora da Saúde, Glória Mafra, acionou o governo entendendo ter havido erro nos procedimentos após a morte da primeira vítima de coVID-19 no estado.

– É possível presumir que, após a realização da autópsia do paciente, ocorreu a contaminação da ambiência física do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) desta cidade, o que inclui os instrumentos de trabalho, equipamento, os servidores que realizaram o procedimento de autópsia, além de todos outros dos setores administrativo, serviços gerais, visitantes, etc., posto que ficaram literalmente expostos ao referido vírus – afirmou, à época, a promotora. (Entenda o caso aqui)

Há duas semanas, em discurso na sessão virtual da Assembleia Legislativa, o deputado César Pires (PV) também apontou incompetência do governo maranhense no combate ao coronavírus.

Segundo ele, há fragilidade técnica na equipe de Flávio Dino destacada para o combate.

– Ao contrário do que vemos em outros estados, onde as decisões têm a orientação de infectologistas e outros especialistas, aqui no Maranhão sentimos a ausência de virologistas, infectologistas e demais profissionais da área junto ao secretário de Saúde Carlos Lula – opinou Pires. (Leia a íntegra aqui)

Flávio Dino costuma apresentar, sozinho, dados e ações contra a pandemia de coronavírus, sem auxílio de especialistas da área

O blog Marco Aurélio D’Eça também apontou fragilidade e insegurança na atuação do governo maranhense frente ao coronavírus.

Em 1º de maio, mostrou a insegurança do próprio governador na tomada de decisões mais radicais, no post “Efetivo na pandemia, Flávio Dino mostra-se inseguro ao tomar decisões…”

Um dia depois, mostrou-se a fragilidade técnica da equipe do comunista e a incapacidade de seus auxiliares de apontar caminhos, no post: “Falta um Mandetta na equipe de Flávio Dino…”

Diante de todas as evidências, que culimaram com a decisão da Justiça sobre o lockdown – assumindo o papel que deveria ser do governador – o Ministério Público decidiu cobrar do mesmo juiz um posicionamento contra o governo.

É aguardar e conferir a decisão de Douglas de Melo Martins…

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Neto Evangelista e Othelino Neto garantem hospedagem a profissionais de saúde que atuam no combate ao Covid-19

O deputado estadual Neto Evangelista (DEM), em parceria com o deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa, anunciou neste domingo (3) o movimento “Acolhendo Heróis” – corrente do bem que reúne uma rede de amigos para garantir hospedagem a profissionais da saúde que trabalham na linha de frente de combate ao novo coronavírus e estão com receio de ir para casa neste período mais crítico da pandemia em São Luís.

O objetivo do movimento, segundo o parlamentar, é facilitar minimamente a vida desses profissionais que estão mais expostos ao risco de contaminação. “São verdadeiros guerreiros, que estão no front dessa luta. E, portanto, merecem toda nossa atenção”, afirmou Neto Evangelista.

Para o deputado Othelino Neto (PCdoB) o momento é de reforçar o cuidado com os profissionais de saúde, em especial daqueles que estão diretamente tratando dos pacientes com Covid 19. “Muitos desejam se isolar, para proteger seus familiares, mas não têm condições financeiras de ir para um hotel”, pontuou.

Uma ala do hotel Soft Win já foi reservada para acomodar os profissionais de saúde que estejam trabalhando em regime de plantão nos leitos hospitalares de clínica médica ou de UTI das unidades que abriram leitos específicos para atender a casos de covid-19. A acomodação inclui café da manhã, a ser entregue nos quartos do hotel.

Os interessados deverão solicitar a autorização de ingresso no hotel pelo e-mail [email protected]

Será enviado um formulário que deverá ser preenchido com informações pessoais, assim como local de trabalho, horário do plantão e telefone para contato. Obedecidos todos os critérios, a hospedagem será autorizada pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogado, dependendo da gravidade da situação.

“Além de preservar a vida de seres humanos e a missão do profissional, estamos contribuindo com a manutenção dos postos de trabalho no setor hoteleiro, que foi bastante afetado pela crise do coronavírus”, concluiu Neto Evangelista.

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Lockdown gerou desorganização e incertezas, critica Dr. Yglésio…

Deputado estadual, que é médico, diz que a forma como foi anunciado o bloqueio gerou pânico na população e a falta de planejamento para a ação pode fazer com que aumente a contaminação pela CoVID-19

 

O primeiro efeito do anúncio do lockdown foi uma correria desenfreada aos supermercados, na noite de quinta-feira

O deputado estadual Dr. Yglésio (PROS) criticou o a forma como o lockdown foi anunciado em São Luís, gerando pânico e incertezas.

Para ele, falta planejamento e critério para a implantação do bloqueio.

Lockdown correto começa com informação. cabe ao governador e prefeitos dizer a população como vai ser feito o fechamento, apresentar o planejamento das ações e o plano de contingência, que engloba ação policial coordenada – disse o parlamentar, em vídeo nas suas redes sociais. (Veja abaixo)

Na avaliação de Yglésio, é preciso, antes de tudo, período para informação clara da população.

Segundo Dr. Yglésio, no lockdown do juiz Douglas Martins – “atendendo à solicitação do Ministério Público e do sindicato dos hospitais também” – o que gerou foi pânico, pela forma como foi anunciado.

– Gerou desorganização e  incertezas; e o chamado efeito despedida. Se eu não sei como vai ser minha vida daqui a dez dias, eu vou para aglomeração, vou me despedir das pessoas, eu vou estar muito mais próximo de outras pessoas que podem transmitir – avaliou o deputado,

Neste caso, segundo o parlamentar, o círculo de transmissão será muito maior.

Deixando claro que não é contra o bloqueio, Dr. Yglésio diz esperar que se corrija os rumos nestes próximos dias para que o lockdown seja efetivamente positivo.