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O triste destino do ministro Henrique Mandetta…

Eficiente nas ações contra o coronavírus no Brasil, ministro da Saúde ganhou a antipatia do tresloucado presidente Jair Bolsonaro que já acenou, em pelo menos duas oportunidades, substituí-lo, o que pode ocorrer antes mesmo de a pandemia passar

 

Bolsonaro começou a fritar Mandetta assim que percebeu ele se destacar mais à frente da crise do coronavírus

Se o presidente Jair Bolsonaro agir como Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, está com os dias contados à frente da pasta.

E seu único erro foi ser eficiente e  efetivo no combate à pandemia do coronavírus.

Enciumado com o sucesso do ministro – e diante da decadência da própria imagem como líder do país – o tresloucado Bolsonaro já acenou em pelo menos duas oportunidades que deve substituir Mandetta ao fim da pandemia.

Pior: essa demissão pode ocorrer antes mesmo de a crise do coronavírus passar.

Bolsonaro viu sua imagem virar caricatura no Brasil e no mundo com a defesa de ações arriscadas e de posições até perigosas diante da crise, enquanto Madetta se manteve firme na defesa das restrições sociais.

Desde que perdeu a guerra para o ex-ministro, tendo que recolher suas bobagens e aceitar o isolamento, o presidente passou a ter o ministro como alvo.

e sua vingança será demiti-lo da Saúde mais cedo ou mais tarde.

É Bolsonaro sendo Bolsonaro…

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Bolsonaro já prepara expulsão de quilombolas de Alcântara…

Resolução do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro reafirma as “áreas de interesse do Estado” e orienta a Aeronáutica sobre a remoção das famílias quilombolas do seu território ancestral, com objetivo de abrigar projetos militares dos Estados Unidos

 

Famílias de quilombolas que deverão ser remanejadas de suas áreas ancestrais para atender a interesses dos Estados Unidos em Alcântara

O governo Jair Bolsonaro aproveitou o foco da população brasileira na pandemia do coronavírus para impor ações já previstas no projeto que cedeu a base de Alcântara aos Estados Unidos.

Editada em 26 de março – em plena convulsão social sobre o isolamento por causa da CoVID-19 – a Resolução nº 11 do comitê, assinada pelo chefe do Gabinete Institucional da presidência, general Augusto Heleno, estabelece no inciso I do seu artigo 6º:

– A execução das mudanças das famílias realocadas, a partir do local onde hoje residem e até o local de suas novas habitações.

A resolução prevê, inclusive, controle militar aos corredores que serão disponibilizados à população para acesso à faixa de litoral da “área de interesse do Estado na Consolidação do Centro Espacial de Alcântara”. (Leia aqui a íntegra da Resolução)  

Os interesses dos EUA em Alcântara imporá às comunidades e demais maranhenses restrições ao acesso ás faixas de litoral do município

O documento do CDPEB fere a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho, que estabelece a realização de consulta prévia às comunidades para qualquer alteração social ou geográfica na área quilombola de Alcântara.

Embora admita a consulta pública em seu artigo 4º, a Resolução do Governo Federal aponta tratar-se de mera formalidade, uma vez que a remoção já está decidida no artigo 6º, inclusive com determinação à Aeronáutica para a remoção das comunidades.

O acordo de salvaguardas entre Brasil e Estados Unidos para exploração da base de Alcântara dá liberdade aos americanos para controlar totalmente a área.

E pelo que se vê na Resolução nº 11, fará da cidade uma zona restrita para ações militares yankees…

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O BBB pós-ascensão do bolsonarismo no Brasil…

Num país em que ganhou força política a defesa de noções e conceitos abjetos – como racismo, machismo e a homofobia – até a votação do popular reality show da Rede Globo se transforma em um intenso debate ideológico

 

Disputa entre Felipe Prior e Manu Gavassi ganha ares de batalha ideológica entre bolsomínions e militantes de esquerda

Editorial

O programa Big Brother Brasil apresenta nesta terça-feira, 31, mais um paredão entre seus participantes, o que não seria nada demais para quem não é fã da atração da Rede Globo.

Mas, em tempos de ascensão do bolsonarismo, a disputa entre o arquiteto Felipe Prior e a cantora e escritora Manu Gavassi se transformou em mais uma batalha ideológica entre militantes da direita e da esquerda brasileiras.

Tanto que a outra emparedada, a digital influencer Mari Gonzalez, passa praticamente despercebida.

Manu Gavassi é a típica feminista empoderada e de posições sociais estridentes contra posturas consideradas fora da ordem mundial. Seu posicionamento despertou a atenção de militantes de esquerda e artistas, entre elas a atriz Bruna Marquezine.

Tanto que ganhou comentário atribuído à popstar americana Taylor Swift, apontando que o seu adversário não representaria os valores reais do povo brasileiro.

– Eu sou definitivamente #ForaPrior pois não posso apoiar alguém como ele, e acho que os valores dele não refletem os valores brasileiros – diz o texto, em inglês, atribuído a Taylor Swift, depois desmentido pelos próprios fãs de Gavassi.

Típico representante das classes mais caraterísticas da base dos bolsomínions, Prior é apontado pelos próprios bolsonaristas como “politicamente incorreto”.

Seus valores incluem de atitudes abertamente machistas, racistas e homofóbicas até a relativização de práticas bizarras, como a pedofilia e a zoofilia. (Saiba mais aqui)

Ele recebe nas redes sociais apoios igualmente típicos do bolsonarismo, como de jogadores de futebol e de astros sertanejos.

Manifestação de Eduardo Bolsonaro sobre BBB 20: defesa dos valores típicos do bolsonarismo representados em Prior

Mas o que chamou atenção foi o comentário de ninguém menos que Eduardo Bolsonaro – logo ele, que chama a Globo de Lixo?!? – em defesa do arquiteto.

– Tem uma militante de esquerda concorrendo com um cara que é politicamente incorreto e ganhou apoio de quem odeia mimimi, muitos jogadores de futebol, por exemplo – ressaltou o 03 do presidente Jair Bolsonaro, logicamente orgulhoso com mais esta pérola do pensamento bolsomínion.

Prior já havia recebido apoio de figuras como Neymar e Felipe Melo.

Mas a manifestação de um dos Bolsonaro-filhos é que pode ter definido o seu futuro no Big Brother Brasil.

Para o bem ou para o mal…

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Sem quarentena, contaminação por CoVID-19 mais que dobraria no MA…

Prognóstico da Secretaria de Saúde aponta também que o número de contaminados atualmente pode ser 10 vezes maior  que o total de casos registrados, o que seria muito pior sem o isolamento social no estado

 

Com as medidas de isolamento social adotadas pelo governo, Maranhão tem número reduzido de contaminação pelo coronavírus

A Secretaria de Saúde e as autoridades do Governo do Estado apresentaram ontem uma nova metodologia de estudo sobre a proliferação do coronavírus no Maranhão.

Além dos números oficiais de contaminados pela CoVID-19 – e agora também o de mortes – são mostrados ainda novos prognósticos.

O primeiro, mostra como estaria a situação no estado caso não tivessem sido adotadas as medidas de restrição contra o coronavírus; a outra aponta para o total de casos não registrados para cada caso diagnosticado pelas autoridades de saúde.

Nesta segunda-feira, 30, por exemplo, quando o número de contaminados chegou a 22, o governador Flávio Dino (PCdoB) usou pela primeira vez o prognóstico para uma situação hipotética, sem barreiras sociais.

– Se não tivéssemos adotado o isolamento social, este total de 22 já seriam, hoje, 58 contaminados – afirmou Dino, durante entrevista coletiva no Palácio do Leões, mostrando a projeção da curva dos casos nas duas situações, com e sem isolamento.

Flávio Dino e seus auxiliares para a área da Saúde atualizaram ontem os números da CoVID-19 no Maranhão

Nesta terça-feira, 31, quando os contaminados já passam dos 30, o prognóstico leva a crer que os maranhenses com CoVID-19 já somariam quase 70 sem o isolamento social.

Flávio Dino apontou também que nesta fase da contaminação – em que o contágio já se dá na própria comunidade e não mais por viagem ou contato com viajantes – existe uma possibilidade de haver 10 contaminados para cada caso registrado oficialmente,

Pela avaliação do governador, é possível que o número de contaminados, hoje, no Maranhão chegue a 310. Há, portanto, um grupo de pessoas sem teste e sem sintomas espalhando o vírus – grupo que somaria mais de 600 casos, não tivessem sido adotadas as medidas de quarentena.

O Governo do Estado desqualifica a defesa do tal isolamento vertical, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro; para Flávio Dino, o termo não existe, representando apenas uma “expressão meramente ideológica”.

O números oficiais do Maranhão mostram que, neste caso, o comunista parece ter razão…

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“Bolsonaro precisa ser contido”, dizem presidenciáveis…

Em documento conjunto divulgado nesta segunda-feira 30, o governador Flávio Dino e os ex-candidatos a presidente Ciro Gomes, Guilherme Boulos e Fernando Haddad pregaram a necessidade de renúncia do presidente

Para os quatro presidenciáveis, Bolsonaro precisa ser contido em seus crimes contra o povo brasileiro

Os pré-candidatos a presidente da República Flávio Dino (PCdoB), Guilherme Boulos (PSOL), Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) emitiram nota nesta segunda-feira, 30, em que pregam a necessidade de de o presidente Jair Bolsonaro ser contido e,m suia ações contra a população do país.

– Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está cometendo contra nosso povo – afirmam os presidenciáveis.

Na avaliação de Dino, Haddad, Boulos e Gomes, Bolsonaro atrapalha todas as ações no Brasil contra o coronavírus.

– Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas. Atenta contra a saúde pública, desconsiderando determinações técnicas e as experiências de outros países – afirmaram.

Irresponsável, Bolsonaro circulou por Brasília, desrespeitando determinação de quarentena e estimulando bolsomínions à desobediência civil

Para os quatro presidenciáveis, as ações de Bolsonaro forçam o Congresso Nacional a legislar em meio á emergência. Ele pregam também ações conjuntas e coordenadas dos governadores para evitar o caos gerado pela irresponsabilidade do presidente, criticado no mundo inteiro.

Abaixo, a íntegra da nota dos quatro presidenciáveis:

O BRASIL NÃO PODE SER DESTRUÍDO POR BOLSONARO

O Brasil e o mundo enfrentam uma emergência sem precedentes na história moderna, a pandemia do coronavírus, de gravíssimas consequências para a vida humana, a saúde pública e a atividade econômica. Em nosso país a emergência é agravada por um presidente da República irresponsável. Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas.

Atenta contra a saúde pública, desconsiderando determinações técnicas e as experiências de outros países. Antes mesmo da chegada do vírus, os serviços públicos e a economia brasileira já estavam dramaticamente debilitados pela agenda neoliberal que vem sendo imposta ao país. Neste momento é preciso mobilizar, sem limites, todos os recursos públicos necessários para salvar vidas.

Bolsonaro não tem condições de seguir governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a economia. Comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos, aproveitando-se do desespero da população mais vulnerável. Precisamos de união e entendimento para enfrentar a pandemia, não de um presidente que contraria as autoridades de Saúde Pública e submete a vida de todos aos seus interesses políticos autoritários. Basta! Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está cometendo contra nosso povo.

Ao mesmo tempo, ao contrário de seu governo – que anuncia medidas tardias e erráticas – temos compromisso com o Brasil. Por isso chamamos a unidade das forças políticas populares e democráticas em torno de um Plano de Emergência Nacional para implantar as seguintes ações:

– Manter e qualificar as medidas de redução do contato social enquanto forem necessárias, de acordo com critérios científicos;

– Criação de leitos de UTI provisórios e importação massiva de testes e equipamentos de proteção para profissionais e para a população;

– Implementação urgente da Renda Básica permanente para desempregados e trabalhadores informais, de acordo com o PL aprovado pela Câmara dos Deputados, e com olhar especial aos povos indígenas, quilombolas e aos sem-teto, que estão em maior vulnerabilidade;

– Suspensão da cobrança das tarifas de serviços básicos para os mais pobres enquanto dure a crise;

– Proibição de demissões, com auxílio do Estado no pagamento do salário aos setores mais afetados e socorro em forma de financiamento subsidiado, aos médios, pequenos e micro empresários;

– Regulamentação imediata de tributos sobre grandes fortunas, lucros e dividendos; empréstimo compulsório a ser pago pelos bancos privados e utilização do Tesouro Nacional para arcar com os gastos de saúde e seguro social, além da previsão de revisão seletiva e criteriosa das renunciais fiscais, quando a economia for normalizada.

Frente a um governo que aposta irresponsavelmente no caos social, econômico e político, é obrigação do Congresso Nacional legislar na emergência, para proteger o povo e o país da pandemia. É dever de governadores e prefeitos zelarem pela saúde pública, atuando de forma coordenada, como muitos têm feito de forma louvável. É também obrigação do Ministério Público e do Judiciário deter prontamente as iniciativas criminosas de um Executivo que transgride as garantias constitucionais à vida humana. É dever de todos atuar com responsabilidade e patriotismo. 

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O exemplo da Itália para Bolsonaro e bolsomínions…

Presidente brasileiro estimula campanha que se espalha nas redes sociais pela liberação da circulação de pessoas nas ruas do Brasil, mesmo diante da pandemia de coronavírus; o erro foi cometido no país europeu, que já supera os 8 mil mortos

 

Itália já não consegue controlar a gestão de mortes no país, após achar que a CoVID-19 seria rechaçada mesmo sem controle social

Editorial

Desde que resolveu fazer campanha contra o isolamento social no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro tem levado uma horda de bolsomínions ensandecidos a também pressionar pela liberação da circulação normal de pessoas país a fora.

São empresários, religiosos, jornalistas e gente comum do povo – muitos sem a mínima informação sobre a Covid-19 – que resolveram emparedar governadores e prefeitos a afrouxar a quarentena.

É um erro, que já foi cometido também na Itália.

O país europeu, que virou epicentro da crise do coronavírus na Europa – e hoje já registra mais mortes do que na China – também minimizou os riscos da Covid-19, relativizando o isolamento social.

E pagou um preço altíssimo por isso.

No final de fevereiro, foi lançada em Milão a campanha “#Milãonãopára”, que ganhou as redes sociais e levou milhares a deixar o isolamento em nome da economia. 

Na época, o país europeu tinha 17 casos registrados.  Após o “liberou geral”, viu o número de novos casos chegar a 4,5 mil em apenas um dia. (Saiba mais aqui)

– Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título #MilãoNãoPara. Era 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. Certo ou errado? Provavelmente errado – reconheceu o prefeito de Milão, Giuseppe Sala.

Irresponsavelmente, presidente brasileiro estimula uma onda de pressão pelo ‘libera geral”, incluindo até mesmo deboches à imprensa

A pressão de empresários, jornalistas e até alguns médicos brasileiros tem levado governadores – incluindo o maranhense Flávio Dino (PCdoB) – a cogitar o afrouxamento do isolamento, numa tentativa de resposta mais política do que sanitária. 

Os italianos ensinam a todo mundo:

– Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus, e aquele era o espírito. Trabalho sete dias por semana para fazer minha parte, e aceito as críticas – lamenta, hoje, o prefeito de Milão.

Esperar entendimento de Bolsonaro e bolsomínions é perda de tempo.

Mas as lições do mundo estão aí para quem quiser ver…

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Proposta de Bolsonaro, “isolamento vertical” é rejeitado em todo mundo

Único país que apostou no afrouxamento da quarentena – usando o que os especialistas chamam de “imunização de rebanho” – Reino Unido decidiu-se pelo isolamento nacional após aumento dos casos de CoVID-19 na população

 

Bolsonaro descumpre todas as medidas de isolamento social e ainda esconde o seu teste para contaminação com CoVID-19

Termo utilizado pela primeira vez no pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, na terça-feira, 24, o “isolamento vertical” foi descartado em todos os países afetados pela pandemia de coronavírus.

Chama-se “isolamento vertical”, segundo Bolsonaro, a quarentena apenas para idosos, pessoas com doenças crônicas e pacientes já contaminados pela CoVID-19.

Mas a proposta de Bolsonaro não encontra respaldo na comunidade científica, muito menos entre especialistas em infectologia.

E foi rejeitada por todos os governos que enfrentam a pandemia.

Mulher e criança observam da varanda de casa, em isolamento social decretado pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson

O Reino Unido foi a única região a segurar ao máximo a quarentena obrigatória, utilizando-se da chamada “imunização de rebanho”, prática de expor a população para imunizá-la rapidamente. 

A estratégia utilizada pelo primeiro-ministro Boris Johnson, foi abortada na última terça-feira, mesmo dia em que Bolsonaro insistiu com o afrouxamento, escandalizando o mundo.

Curiosamente, o discurso de Bolsonaro é o mesmo usado pelo presidente americano Donald Trump, que insiste em pregar o afrouxamento do isolamento social como forma de salvar a economia.

Nos EUA, no entanto, a pressão da opinião pública e dos governadores – que têm autonomia para tomar medidas – estão domando o mentor do presidente brasileiro. (Leia aqui)

O conoravírus proliferou mais rapidamente nas regiões em que as medidas de contenção foram demoradas, a exemplo da Itália, da Espanha e da França – que, aliás, vem reduzindo o número de casos desde que determinou a quarentena obrigatória.

Portão de Brandesburgo, na Alemanha, onde as medidas contra o coronavírus dão maior segurança ao país para conter o avanço da CoVID-19

Alemanha e Taiwan, que tomaram medidas transparentes e em conjunto com toda sua sociedade, desde o início da pandemia, enfrentam a escalada do coronavírus com relativo controle. (Entenda aqui e aqui)

Mesmo no Brasil, estados como o Maranhão – onde as barreiras foram impostas antes mesmo da proliferação do vírus – os casos são reduzidos e as ações de controle são mais facilmente aplicadas, inclusive o isolamento social.

A verticalização do isolamento, como quer Bolsonaro, portanto, é só mais uma atitude tresloucada, que não resolverá o problema do coronavírus.

E deve ser ignorada pelas pessoas sensatas do Brasil e do mundo…

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O triste fim de Jair Bolsonaro…

A repercussão negativa do pronunciamento de ontem mostrou que o presidente da República está só, sem interlocução com a própria equipe, refém dos filhos, e cada vez mais desequilibrado no comando do país

 

O presidente da República é apenas uma caricatura no comando de um país com forte relevância internacional…

Editorial

Nenhum líder político na história do mundo tem tanta capacidade de auto-destruição quanto o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

E esta capacidade é inata à sua personalidade insana, tresloucada e sem a menor noção de modos e maneiras.

Bolsonaro assinou nesta terça-feira, 24, o seu próprio atestado de insanidade.

E encerrou naturalmente o ciclo que o levou ao poder em 2018 – ainda que venha continuar à frente do Brasil até 2022.

O presidente da República do Brasil é um ignorante, um boçal, capaz de levar o país à bancarrota.

Seu modelo de líder é o magnata americano Donald Trump, hoje à frente da maior economia do mundo. Mas é até um crime comparar o fracassado Bolsonaro ao bem-sucedido empresário americano.

Trump elegeu-se presidente em condições normais de temperatura e pressão, dentro de uma campanha corriqueira e de uma eleição tranqulla, ainda que com as turbulências naturais do período.

Bolsonaro só chegou ao poder no Brasil por um arroto da história.

Foi eleito em circunstância extremamente tensa e levado por extremistas, radicais, conservadores, militares e alienados de toda sorte, que se aproveitaram do momento para emplacá-lo, com apoio daqueles que não aturavam mais o ciclo petista iniciado em 2002.

Mas o presidente brasileiro é fracassado em todos os seus empreendimentos.

Fracassou no Exército, de onde saiu com a sanidade mental questionada. Fracassou na Câmara Federal, onde a única coisa que conseguiu fazer foi aparelhar o gabinete para criar um cabide de empregos que comprou mandatos sucessivos para ele e para o filhos, com apoio de rachadinhas e milicianos cariocas.

E fracassou também na presidência da República, fracasso coroado com o contundente discurso em cadeia nacional de rádio e TV, que parece ter sido elaborado ao redor dos filhos, hoje seus principais e – parece – únicos interlocutores.

Jair Bolsonaro pode conseguir chegar ao final do seu mandato, é bem provável.

Mas este será seu desafio a partir de agora…

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Vídeo compila boçalidades de Bolsonaro e apoiadores…

Empresários como Luciano Hang, Júnior Durski e Roberto Justos, além do filósofo Olavo de Carvalho ridicularizam a quarentena, desdenham do número de mortos pela CoVID-19 e mostram avareza querendo manter o lucro de suas empresas

 

Cada um mais boçal do que o outro: Durski, Justus, Carvalho e Hang só pensam nos próprios bolsos; Bolsonaro, por sua vez, fala por ignorância mesmo

O festival  de boçalidades proferidas pelo presidente Jair Bolsonao e alguns de seus privilegiados apoiadores contra as medidas de combate ao coronavírus ganhou nesta terça-feira, 24, uma compilação em vídeo que ganhou a internet.

No resumo, montado pelo chargista Maurício Ricardo, Bolsonaro solta pérolas desdenhando das mortes causadas pela CoVID-19 e é acompanhado por outras boçalidades, de gente como os empresários Roberto Justus, apresentador da TV Record; Luciano Hang, dono da Havan; Júnior Durski, proprietário do restaurante Madero; e pelo filósofo Olavo de Carvalho.

Olavo de Carvalho chega a questionar a existência do coronavírus e põe dúvidas sobre o número de mortes atribuídas à CoVID-19.

O vídeo do mentor de Bolsonaro, já foi, inclusive, banido do Youtube.

Um dos mais grosseiros é Luciano, o carequinha da Havan, que esnoba o país ao arrotar condições para pagar todos os seus fornecedores “e ainda sobrar dinheiro no bolso”, ao mesmo tempo em que ameaça demitir funcionários se for obrigado a fechar as portas.

– Aí eu vou pra praia. E aí, quem sabe, eu tenha que mandar 22 mil colaboradores embora – afirma o avarento empresário, que no Maranhão tem sociedade com o Grupo Mateus. 

Na mesma compilação, o apresentador Luciano Justus e o empresário Durski desdenham do número de mortes pela CoVID-19.

– Quinze mil mortos para 7 bilhões de habitantes é um número muito pequeno – afirma Justus.

– Nós não podemos, por conta de 5 mil pessoas ou 7 mil pessoas … eu sei que é muito grave, mas muto mais grave é o que já acontece no Brasil. E eu não tenho essa condição de ficar parado assim – completa o dono do Restaurante Madero, que é sócio do apresentador Luciano Huck, da Rede Globo.

O vídeo que ganhou a internet abre e termina com Bolsonaro desfiando suas boçalidades.

Logo no início ele arrota a seguinte pérola sobre a possibilidade de mortes no Brasil:

 – Sim, vão morrer! Em algum que está com deficiência vai pegar o cara no contrapé e vai acontecer [a morte]. Lamento.

Ao final, despeja o vômito na cara da sociedade:

– Quando a chuva tá vindo você vai se molhar; mas se usar uma capinha, passa.

Esta é a gente que chegou ao poder com o arroto da história brasileira de 2018…

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Eleitores de Bolsonaro já percebem sua incapacidade para a crise

Percentual dos que votaram no presidente e apoiam suas ações no combate ao coronavírus é menor do que o percentual dos que vêem em seu ministro da saúde mais preparo para o enfrentamento do problema

 

O evidente despreparo de Jair Bolsonaro para o comando do país já é percebido pelos seus próprios eleitores, segundo o DataFolha

Os próprios eleitores do presidente Jair Bolsonaro já começaram a perceber sua incapacidade para lidar com a crise do coronavírus, que assola o Brasil.

De acordo com pesquisa do Instituto DataFolha, essa faixa de cidadãos brasileiros acredita muito mais no ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ponto-forte do governo no enfrentamento da CoVID-19.

Dos eleitores de Bolsonaro, 56% entendem que ele está agindo corretamente no combate ao coronavírus; já os eleitores que consideram as ações de Mandetta mais adequadas chegam a 64%.

Os dados do DataFolha revelam que, mesmo entre os eleitores do presidente, já há a percepção de que ele não está preparado para o comando do país…