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Em documento a Flávio Dino, moradores pedem retomada do porto no Cajueiro

Comunidade se mobilizou em abaixo-assinado com o Sindicato da Construção Civil para a retomada das obras e buscaram também apoio da Assembleia Legislativa para articulação de audiência com o Governo do Estado

 

A área do Porto São Luís vem passando por oras há dois anos, paralisada por causa de ações, agora contestada pelos próprios moradores da área

Moradores do Cajueiro (área Itaqui-Bacanga) e o sindicato dos trabalhadores da construção civil estão à frente de uma articulação para garantir a retomada das obras do Porto São Luís, na área Itaqui-Bacanga. Eles elaboraram e entregaram ao governador Flávio Dino e à Assembleia Legislativa na semana passada um documento com abaixo-assinado onde pedem a volta do empreendimento. Eles também pedem uma audiência com o governador e sugerem a data de 10 de julho.

Os moradores relatam a situação em que ficou a comunidade do Cajueiro com a interrupção da construção do Porto São Luís e a desmobilização do canteiro de obras.

“Perdemos empregos e a comunidade ficou sem as ações de compensação social. A volta do empreendimento é necessária, principalmente neste momento de crise pós-pandemia”, reclamam.

Assinam o documento entidades de moradores da região do Cajueiro, como a Associação Quilombola do Andirobal, União de Moradores Proteção de Jesus do Cajueiro e o Instituto Manancial do Cajueiro. Também assina a carta o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e Construção Pesada de São Luís (Sindconstrucivil). As entidades signatárias representam cerca de 500 famílias que moram e trabalham na região.

“Queremos dizer ao governador e aos deputados que aqui moram muitos trabalhadores que tinham conseguido ou estavam se preparando para ocupar uma vaga de trabalho no Porto São Luís, que o porto já fez muitas melhorias por meio das compensações sociais e também já preparou quase toda a área para o empreendimento, indenizando muitas famílias. Por que o porto tem de sair? Queremos o empreendimento”, afirma Nataniel Barreto, líder comunitário do povoado Andirobal, no Cajueiro.

O abaixo-assinado dos moradores pedindo o retorno das obras de construção do porto, na região do Cajueiro

As obras do Porto São Luís estão paralisadas devido ao impasse na retirada de dois moradores que ocupam uma área do empreendimento em Parnauaçu, uma das comunidades do Cajueiro, e exigem R$ 10 milhões cada um para sair.

Todos os outros vizinhos aceitaram negociar, saíram e já receberam suas indenizações. A questão está na Justiça.

Emprego e ações sociais

No documento as entidades afirmam que a paralisação das obras causou a demissão de 300 trabalhadores da comunidade e do entorno, afetando cerca de 800 pessoas que dependiam diretamente da renda desses trabalhadores. Reclamam também da interrupção de ações sociais e melhorias para as comunidades do Cajueiro que vinham sendo executadas pelo Porto São Luís.

Afirmam que as negociações para a retirada de moradores e as compensações sociais realizadas pelo Porto São Luís desde outubro de 2019, com a intermediação do Governo do Estado, estavam ocorrendo de forma muito favorável para as comunidades. “Com a paralisação das obras, houve retrocesso, não somente na empregabilidade, mas também nas ações de saúde, educação profissional, segurança e acessibilidade”, relatam os moradores do Cajueiro.

A expectativa é de que a construção do Porto São Luís gere 10 mil empregos diretos e indiretos no pico da obra, o que vai garantir trabalho e renda para a população, “aliviando a situação econômica das famílias, principalmente em uma situação pós-pandemia do coronavírus”, diz o documento. Eles concluem o pedido ao Governo do Estado e à Assembleia Legislativa lembrando que: “O empreendimento do Porto São Luís será, sem dúvidas, um remédio pós-pandemia para a crise econômica, uma vez que irá gerar emprego e renda para as famílias maranhenses que tanto estão necessitadas neste momento”.

O Sindicato da Construção Civil também deu apoio à ação dos moradores pela retomada das obras do porto

Reunião online

No mês passado, os moradores das comunidades do Cajueiro que querem a retomada das obras do Porto solicitaram ajuda aos parlamentares estaduais. O deputado Neto Evangelista (DEM) realizou no dia dia 3 de junho uma reunião online da Frente Parlamentar para Desenvolvimento dos Portos e em Defesa das Comunidades quando foi tratado o assunto da retomadas das obras.

Participaram representantes da comunidade do Cajueiro, do Porto São Luís, do Governo do Estado, do Ministério Público, da Defensoria Pública e da OAB/MA.

Saiba mais

O TUP Porto São Luís é a maior obra de infraestrutura atualmente em execução no Brasil. É um investimento conjunto da CCCC, WPR, e Lyon Capital. Terá capacidade de movimentação de cerca de 12 milhões de toneladas por ano, distribuídos em 7 milhões de soja e milho, 1,5 milhão de fertilizantes, 3,5 milhões de outras cargas.

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Cursos gratuitos na área do Porto São Luís ja foram iniciados…

Treinamento é destinado aos moradores do entorno do empreendimento e beneficia cerca de 50 pessoas em várias áreas de formação

 

Começam nesta segunda-feira, 2 de março, as aulas dos cursos de Pedreiro de alvenaria e de Carpinteiro de obras, na área do Porto São Luís, em Parnauaçu, próximo ao Cajueiro (região Itaqui-Bacanga).

Os cursos são destinados a moradores do entorno do empreendimento.

As aulas do curso de Pedreiro são pela manhã, das 8h às 12h, e as de Carpinteiro, à tarde, das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira. 

As aulas ocorrerão na Unidade Móvel da Construção Civil do SENAI/MA, que está estacionada ao lado do escritório do Porto São Luís. Cada curso tem duração de 160 horas (oito semanas). Ao todo, 50 pessoas estão matriculadas.

A iniciativa é do Porto São Luís, em parceria com o Sinduscon, Sindconstrucivil e SENAI/FIEMA, por meio do projeto Comunidade Ativa.

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As duas faces de Flávio Dino e do PCdoB sobre o The Intercept…

Governador que acusa o site de receber financiamento dos EUA – desde que o portal publicou matéria acusando seu governo de ações contra moradores do Cajueiro – é o mesmo que, há menos de um mês, criticava a denúncia contra o editor do mesmo site, Gleen Grenwald, e defendia a liberdade de imprensa

 

Moradores do Cajueiro protestam em frente ao Palácio dos Leões; The Intercept vê negócios do governo maranhense com chineses

O governador Flávio Dino (PCdoB) tem exibido ao mundo, desde a semana passada, as duas faces de sua personalidade política.

Desde que o site The Intercept Brasil – editado pelo premiado jornalista Gleen Grenwald – revelou ações do governo maranhense para favorecer empresários chineses na área do Cajueiro, Dino e seus aliados comunistas passaram a atacar o portal, acusando-o de ser financiado pelos Estados Unidos.

O The Intercept Brasil é o mesmo que revelou no ano passado os esquemas envolvendo o então juiz Sérgio Moro e os procuradores da operação Lava Jato para condenar o ex-presidente Lula.

Até exato um mês atrás Flávio Dino tinha opinião diferente sobre o The Intercept; tanto que saiu em defesa do seu editor, quando este foi denunciado pelo Ministério Público, por vazar as informações da Lava Jato.

– Muito difícil sustentar juridicamente uma ação penal contra direitos constitucionais atinentes ao sigilo de fonte no jornalismo e contra uma liminar do Supremo. Parece mais um terraplanismo jurídico, que está em moda nesses tempos de trevas – afirmou Dino, em seu perfil no twitter.

O próprio PCdoB tinha opinião diferente sobre o site que agora ataca.

Tanto que, em 21 de janeiro, por ocasião da denúncia contra Greenwald, publicou em seu portal a matéria “Comunistas condenam perseguição a Greenwald e defendem imprensa livre”.

Exatamente um mês depois, em 21 de fevereiro, o mesmo site comunista publica nota de Flávio Dino e chama a matéria do The Intercept de “campanha difamatória contra o governo Flávio DIno”.

Greenwald com o ex-presidente Lula: relação com o PT levou às denúncias contra a Lava Jato; e agora contra Flávio Dino

PT no jogo

É claro que as reportagens do The Intercept contra o governo Flávio Dino têm uma razão de ser para além da defesa das comunidades do Cajueiro: seu editor é vinculado no Brasil diretamente ao PT, partido do ex-presidente Lula, que anda incomodado com a ascensão nacional do comunista maranhense.

Tanto que Greenwald ganhou um Título de Cidadão Maranhense concedido por um deputado petista, Zé Inácio, que tenta achar data para fazer a entrega da honraria. (Relembre aqui e aqui)

 As matérias do The Intercept começaram a ser veiculadas após Flávio Dino defender uma frente ampla, para além do PT, nas eleições de 2022 – além de engatar reuniões com Jorge Paulo Lemmann, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luciano Huck, antagonistas do PT.

Mas, independentemente de ações, reações e intenções, a guerra travada na esquerda, tendo Flávio Dino como protagonista, só mostra como os embates políticos pouco têm de ideológicos.

Para ver isso, basta pisar no calcanhar de um deles…

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Porto São Luís fecha acordo com mais três famílias de posseiros e divulga nota

O Porto São Luís, na região da comunidade do Cajueiro, vai movimentar cargas do mundo inteiro

O Porto São Luís insistiu na conciliação, com intermediação da Justiça, e conseguiu fechar acordo com mais três famílias de posseiros, das cinco que ocupam a área do empreendimento, na comunidade Parnauaçu, próximo ao Cajueiro.

As duas famílias que permanecem na área do empreendimento recusam-se a dialogar e exigem R$ 10 milhões para deixar o local.

Leia na íntegra a nota divulgada pelo Porto São Luís:

NOTA
PORTO SÃO LUÍS

1 – O Porto São Luís conseguiu acordo com três famílias de posseiros (pessoas que ocupam o terreno, mas não são donas da propriedade), das cinco famílias que ainda estão na área do empreendimento, no povoado Parnauaçu, próximo à localidade Cajueiro (região Itaqui-Bacanga).

2 – Os acordos foram obtidos durante audiências de conciliação – intermediadas pela Justiça – realizadas ao longo desta semana. Neste momento,  somente duas famílias seguem sem acordo. Cada uma está pedindo R$ 10 milhões para deixar a área do Porto São Luís. Os imóveis não têm benfeitorias que justifiquem quantia tão alta.

3 – Diante da recusa dos dois posseiros em sair, seguem paradas as obras do projeto do Porto São Luís de US$ 500 milhões – que deve gerar mais de 3 mil empregos diretos e cerca de 10 mil indiretos no pico da sua construção. 

4 – A presença das duas famílias inviabiliza a retomada das obras, principalmente em função da segurança desses próprios moradores. As equipes de construção do Porto São Luís operam com máquinas pesadas e obedecem a padrões rígidos de segurança. Não é permitido que pessoas circulem próximo a essas máquinas quando estão em operação, pois há um grande risco de acidentes graves. As obras também provocam muita poeira, tornando a área insalubre para habitação.

5 – O Porto São Luís esclarece que, desde que iniciou sua implantação no Cajueiro, tem cumprido as etapas de remanejamento das famílias de posseiros. Nas negociações são oferecidos indenização, pagamento de aluguel, ajuda de custo, apoio para a mudança ou guarda dos pertences, além de preferência nas vagas de emprego que surgem em cada etapa das obras. Cerca de 100 pessoas das comunidades do entorno estavam trabalhando nas obras do Porto São Luís em dezembro, antes da paralisação.

6 – A empresa também mantém negociação e diálogo intermediados pelas equipes de Serviço Social, Comunicação e Responsabilidade Socioambiental com os moradores que ainda se encontram na área do empreendimento. O objetivo é a saída negociada, pacífica e amigável.

7 – O Porto São Luís destaca que tem realizado ações de responsabilidade social na área do seu entorno. As ações já beneficiaram centenas de pessoas com atendimentos odontológico e oftalmológico, e, em março, serão iniciados cursos de profissionalização gratuitos para a comunidade, por meio do projeto Comunidade Ativa. 

8 – Por fim, o Porto São Luís espera que o bom senso prevaleça e as duas famílias que ainda ocupam a área do empreendimento saiam de forma pacífica e negociada, como já ocorreu com cerca de outras 90 famílias.

São Luís, 22 de fevereiro de 2020

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Porto São Luís entrega novo acesso à comunidade Andirobal…

Nova via de acesso no Andirobal reduz distância dos moradores até o ponto de ônibus

A comunidade quilombola Andirobal, na localidade Cajueiro, no bairro Vila Maranhão, ganhou um novo acesso para embarque no ônibus que atende à área. A nova estrada beneficiará as 41 famílias do Andirobal, que antes percorriam 1,5 km para ter acesso ao ônibus e agora terão o transporte praticamente na porta de casa.

O novo acesso foi construído pelo Porto São Luís, por meio da empresa Rota Nordeste, e entregue aos moradores de forma simbólica na manhã desta quinta-feira, 17 de outubro. 

Na oportunidade, também foi assinada a ordem de serviço para realocação do campo de futebol do povoado. Participaram do ato simbólico, realizado na comunidade, o presidente da Associação Quilombola do Andirobal, Nataniel Costa Barreto, o Natan, moradores e executivos do Porto São Luís e da Rota Nordeste.

O novo acesso do ônibus traz mais segurança aos moradores, pois evita que eles transitem dentro da área do Porto que está em obras. A via tem extensão de aproximadamente 850m, largura de 3,5m e está localizada após a divisa entre o porto e a comunidade.

“A melhoria teve a aplicação de 60 caminhões do material laterita, com espalhamento, umectação e compactação em toda a extensão, fazendo com que a estrada ficasse com melhores condições de tráfego”, detalha o gerente de produção da Rota Nordeste, Cassiano Bronholo.

O trabalho foi executado em 10 dias, no início deste mês de outubro, e realizado com equipamentos de pavimentação especializados para esta atividade.

Líder comunitário Natan Barreto percorre novo acesso com executivos do Porto São Luís e da Rota Nordeste

Campo de futebol

A realocação do campo de futebol foi um pedido da Associação de Moradores do Andirobal. O campo estava situado dentro da área do Porto e agora será remanejado para um local mais seguro. 

O terreno é no Andirobal, tem 30m x 25m, e foi doado pela comunidade. A previsão é de que o campo esteja concluído ainda neste mês de outubro.

“O diálogo com a empresa está permitindo à comunidade realizar sonhos. Há pessoas com problemas de mobilidade, como idosos e cadeirantes, que agora terão o ônibus passando mais perto de casa. Já o campo de futebol é uma área de lazer importante na nossa comunidade, não apenas para os adultos, mas para as crianças. Com o novo campo poderemos buscar convênios para implantar uma escolinha de futebol que reúna a criançada toda do Cajueiro”, afirma o presidente da Associação Quilombola do Andirobal, Nataniel Costa Barreto, o Natan.

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Flávio Dino: agora mais governador e menos candidato…

Acuado pela repercussão extremamente negativa de sua atuação no rumoroso caso da desapropriação da área do Cajueiro, governador comunista voltou-se para seus próprios problemas internos

 

FLÁVIO DINO PERDEU-SE NOS ARGUMENTOS PARA DEFENDER A EXPULSÃO DE MORADORES DO CAJUEIRO e viu sua imagem nacional desmoronar em poucos dias

Em 10 de agosto, o blog Marco Aurélio D’Eça publicou o post “Flávio Dino: muito mais candidato, muito menos governador…”

Tratava-se de uma análise sobre o momento político do comunista, que deixou o estado à própria sorte e decidiu levantar uma cruzada contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL), antecipando a disputa presidencial de 2022.

Talvez até pelo abandono de sua gestão, Dino viu, apenas dois dias depois, sua imagem nacional desmoronar, com a desastrada ação da Polícia Militar no rumoroso caso de desapropriação dos moradores da área do Cajueiro, em São Luís. (Entenda aqui, aqui, aqui e também aqui)

Desde então, o comunista calou-se quanto à disputa presidencial.

Ficou tão mudo – ele e o seus – que nem mesmo a entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que é apresentado como uma das opções da esquerda para 22, levou Dino a se manifestar em redes sociais.

O comunista maranhense vive um momento ruim em seu governo.

A crise financeira ameaça cortes em áreas essenciais, atrasos de salários e perda de investimentos, tudo o que o governador não esperava para este momento.

A DESTRUIÇÃO DAS CASAS DOS MORADORES DO CAJUEIRO foi um golpe nas pretensões presidenciais do governador Flávio Dino

E para piorar veio a crise da expulsão dos moradores do Cajueiro.

No post citado acima, o blog Marco Aurélio D’Eça recomenda a Flávio Dino a renúncia do mandato de governador para se dedicar integralmente à campanha presidencial.

Agora, talvez, o Palácio dos Leões seja o último refúgio do comunista…

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Compra ou desapropriação?!? o que beneficiou a WTorre no Cajueiro?

Documentos mostram que a cadeia sucessória da gleba onde será construído o Porto São Luís passou do Governo Federal para o estadual, que cedeu aos moradores e depois desapropriou em favor da empresa; mas a empresa insiste em mostrar documento de compra

 

ARNALDO MELO ENTRE HILDO ROCHA E O EMPRESÁRIO WALTER TORRE; então governador foi o primeiro a desapropriar a área em favor da WTorre

A cada dia surgem documentos que levam a entender o episódio envolvendo as terras do povoado Cajueiro como um grande esquema com participação de agentes públicos e espertalhões de toda sorte.

O advogado Abdon Marinho publicou no blog Atual7 artigo em que faz a linha do tempo da cadeia sucessória da gleba onde a empresa WTorre  pretende construir o Porto São Luís. (Leia aqui)

E o que se extrai do contundente texto – e dos documentos apresentados – leva a quatro perguntas:

1 – A WTorre comprou a área ou foi beneficiada com a desapropriação do governo maranhense?

2 – Se a empresa já havia comprado, por que o governo teve que desapropriar?!?

3 – Se o governo desapropriou, porque a WTorre teve que comprar?

4 – Se as terras já haviam sido desapropriadas em favor da WTorre, no governo Arnaldo Melo (MDB), em 2014, por que Flávio Dino (PCdoB) decidiu cassar essa desapropriação, em 2015, e depois voltar atrás, já em 2018?

DOCUMENTO ASSINADO POR FLÁVIO DINO, DESAPROPRIANDO A ÁREA EM FAVOR DA WPR; o mesmo Dino havia cassado esta desapropriação em 2015 (imagem: blog Atual7)

As dúvidas se fazem pertinente por que há duas linhas de raciocínio distintas na tentativa do governo comunista e da empresa de justificar a expulsão, na marra, dos moradores da área.

A WTorre emitiu nota sobre o episódio, mas em momento algum fala da desapropriação; a empresa afirma e reafirma que comprou as terras, embora admita que seus documentos não possam ser periciados.

Já o governo diz que a terra foi desapropriada em favor da WTorre e que a desapropriação seguiu rito judicial.

WALTER TORRE E SUA COMITIVA SÃO RECEBIDOS POR FLÁVIO DINO E AUXILIARES, em 2018, quando o comunista voltou atrás e decidiu desapropriar o Cajueiro em favor da WTorre

Há uma mentira coletiva, um mal entendido sobre venda e desapropriação ou uma picaretagem envolvendo agentes públicos e empresariais?

Só a investigação minuciosa do Ministério Público poderá esclarecer todas essas questões.

E quanto mais se mexe, mais fedor exala daquilo que vem à tona…

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A semana em que Flávio Dino pode ter dado adeus à corrida presidencial

Governador maranhense viu sua imagem desmoronar – apesar do silêncio de boa parte da mídia nacional – com uma série de acontecimentos que mostraram o desandar do seu governo comunista

 

A IMAGEM DE AMIGO DOS SEM TETO, CONSTRUÍDA POR FLÁVIO DINO, DESMORONOU COM A OPERAÇÃO NO CAJUEIRO… projeto presidencial pode ser abortado

Se agosto é o mês do desgosto, o governador Flávio Dino (PCdoB) deve estar torcendo para que setembro bata logo as caras. A semana que passou, pode ser marcada como o início do fim da imagem nacional do comunista.

Logo na segunda-feira, 12, a primeira pancada: uma operação obscura da Polícia Militar em favor de uma empresa privada, que desabrigou várias famílias do assentamento do Cajueiro, em área de forte especulação portuária.

A declarações de Dino sobre o caso depuseram contra a imagem que ele passou a vida tentando construir, de defensor dos mais pobres, ligado aos movimentos sociais e, sobretudo, de amigo do MST. (Relembre aqui)

Logo em seugida veio matéria nacional revelando que o Maranhão extrapolou o limite permitido para gastos com pessoal. O estado superou os 60% da Receita Corrente Líquida para pagar servidores.

Mais uma vez Flávio Dino se perdeu nos argumentos para tentar se explicar, uma vez que, matéria também da  Globo já havia mostrado que, em 2015, logo após o governo Roseana Sarney (MDB), o Maranhão era destaque exatamente por respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Para completar a semana, pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostrou que mais de 60% das estradas maranhenses estão estado “regular, ruim ou péssimo”.

E mais uma vez, Flávio Dino foi desmoralizado ao tentar se justificar: no momento em que tentava negar os fatos, moradores das MA-026 e MA-006 faziam manifestações para cobrar exatamente a recuperação de rodovias destruídas.

E assim, Flávio Dino foi desmanchando ao longo de uma semana sua imagem de presidenciável.

E não houve Ricardo Noblat que desse jeito… (Não entendeu? Entenda aqui)

 

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Após revelação do blog, WTorre reafirma posse de área no Cajueiro

Blog Marco Aurélio D’Eça repercutiu postagem com contestações à regularidade do terreno em que a empresa quer construir o Porto São Luís e de onde expulsou dezenas de famílias;  a nota paga na TV acabou revelando que a perícia nos documentos não foi feita por impossibilidade da Justiça

PARA COMPROVAR A POSSE DESTE TERRENO, WTORRE APRESENTOU DOCUMENTOS que a própria Justiça disse ser impossível de periciar

Uma nota pública da empresa WTorre, assinada em nome do Porto São Luís – que está sendo divulgada desde esta sexta-feira, 16, nas emissoras de rádio e TV – é uma espécie de resposta ao blog Marco Aurélio D’Eça.

Também ontem, este blog repercutiu dois posts do colega Felipe Mota, que contesta a legalidade da venda do terreno do Cajueiro e aponta que a venda da área à WTorre pode ter sido ilegal. (Releia aqui)

À noite, a WTorre divulgou a nota pública em horário nobre.

A empresa reafirma a legalidade da compra da área, diz que sempre dialogou com os moradores do Cajueiro e contesta a legalidade de escrituras apresentadas por eles.

Mas a nota revela, pelo menos, mais um ponto obscuro.

Segundo o documento divulgado na TV, a WTorre revela nunca ter-se negado a ceder seus documentos para perícia, mas revelou que isso nunca foi feito por que a Justiça considerou impossível.

Traduzindo a nota da própria WTorre confessa que não dá pra saber se seus documentos são verdadeiros ou falsos.

Com a palavra o Ministério Público…

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Blog revela que WTorre foi enganada na aquisição de área no Cajueiro…

Em duas matérias com documentação, Filipe Mota mostra que a área de onde foram expulsas várias famílias pelo governo Flávio Dino fora adquirida em uma espécie de pirâmide financeira

 

MORADOR ACOMPANHA, DESOLADO, A DESTRUIÇÃO DE SUA CASA POR TRATORES escoltados pela Polícia Militar, mesmo sem ordem de desapropriação

O blog do Filipe Mota revelou nesta sexta-feira, 16, com exclusividade, que a empresa WTorre, responsável pela construção do Porto São Luís, na área do Cajueiro, pode ter sido enganada por uma corretora de nome BC3 HUB.

De acordo com Mota, que publicou os documentos, a BC3 “teria se passado como proprietária da área com uma documentação comprovando um ato jurídico de aquisição do imóvel, por meio de títulos de cessão de direitos hereditários (Certidão de Cadeia Sucessória)”.

CERTIDÃO DE CADEIA SUCESSÓRIA “ADQUIRIDA” PELA BC3 HUB; escândalo pode envolver agentes públicos do governo e do Judiciário

Em outra reportagem, o blog revela que a gleba já havia sido assentada, ainda no segundo mandato da governadora Roseana Sarney (MDB), em 2001. E que a Certidão de Cadeia Sucessória não permite a venda da área. (Leia os posts de Filipe Mota aqui e aqui)

O blog Marco Aurélio D’Eça teve acesso a outros documentos, que apontam o desespero da WTorre em regularizar as terras – e o envolvimento de agentes públicos dos poderes Executivo e Judiciário.

Mas esta é uma outra história…