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Com novos prazos eleitorais apresentadores podem voltar ao ar…

Afastados desde o dia 30 de junho, com base no antigo prazo, jornalistas, radialistas e apresentadores que são candidatos às eleições poderão ficar por mais 40 dias em seus programas, de acordo com a Emenda Constitucional nº 107, que adiou o primeiro turno para novembro

 

Profissionais de imprensa que já estavam fora do ar poderão voltar aos microfones, de acordo com interesse das emissoras de rádio e TV

Jornalistas, radialistas e apresentadores de rádio, TV e publicidade que são candidatos às eleições de outubro poderão estender seus contratos pelo menos até o dia 10 de agosto.

Esses profissionais de mídia tiveram que se despedir do público na última terçã-feira, 30, com base no prazo antigo, quando as eleições estavam marcadas para 4 de outubro.

Mas o Congresso Nacional aprovou esta semana o adiamento do primeiro turno para 15 de novembro, o que altera também os demais prazos legais da campanha, incluindo o afastamento desses profissionais.

Em São Luís, pelo menos um dos candidatos a prefeito – Jeisael Marx (Rede) – é profissional de imprensa, e já havia se afastado do posto na TV Band e na Mais FM, como o blog Marco Aurélio D’Eça informou. (Relembre aqui)

Entre os candidatos a vereador estão os jornalistas e radialistas Batista Matos e André Martins, que também poderão continuar por mais 40 dias em seus programas.

Para isso, os profissionais terão que conversar com as emissoras…

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Deputado pede investigação de suposto ato neonazista em São Luís…

Dr. Yglésio encaminhou ofício à Procuradoria-geral de Justiça denunciando o blogueiro de direita que usou símbolos cifrados e fez gesto de saudação`a Adolf Hitler, numa brincadeira sem graça nas redes sociais

 

Ricardo Santos e sua tentativa de fazer gracinha na internet pode custar-lhes uma dor de cabeça na Justiça

O deputado estadual Dr. Yglésio encaminhou à Procuradoria-Geral de Justiça Ofício em que pede abertura de investigação contra o blogueiro Ricardo Santos, por apologia ao nazismo, crime previsto em Lei Federal.

Ex-radical comunista, ex-punk, Santos é hoje um dos radicais de direita alinhados ao projeto de poder de Jair Bolsonaro, embora nenhuma relação tenha com o presidente ou sua família.

Diante do forte debate nacional sobre o uso cifrado de símbolos neonazistas por apoiadores de Bolsonaro, o blogueiro tentou fazer gracinha em seu perfil no Twitter, posando com caixa de leite e fazendo o gesto de saudação a Hitler.

Os gestos – ainda que inocentes, por sátira, ironia ou deboche – estão previstos nos Artigos 20 e 287 da Lei Federal 7.716/89.

Pela gracinha, Ricardo Santos foi ridicularizado até por bolsomínions.

E ainda vai ter que se explicar ao Ministério Público…

Veja abaixo a representação do deputado Dr. Yglésio:

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Abatido, William Bonner traçou cenário pessimista para o jornalismo

 justamente na noite anterior à ação da Polícia Federal para combater as fake news – das quais o jornalista é uma das principais vítimas no país – editor e apresentador do Jornal Nacional mostrou-se extremamente cansado e sem perspectiva na entrevista ao colega Pedro Bial,

 

O abatimento de William Bonner contagiou o entrevistador Pedro Bial, diante do difícil momento em que atravessa o Jornalismo neste período histórico brasileiro

Poucas horas antes do início da operação da Polícia Federal que pilhou um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro envolvidos na disseminação de fake news, a imprensa brasileira viveu um momento de desilusão.

Âncora do principal programa jornalístico do país, o editor e apresentador do Jornal Nacional, William Bonrer, mostrou-se abatido, desiludido e pessimista quanto ao futuro da relação entre imprensa e população.

Entrevistado pelo colega Pedro Bial, Bonner deu sinais de cansaço e expressou um abatimento nunca visto em seu perfil.

– Minha quarentena, eu diria, começou no último ano eleitoral, em 2018. Em 2018, a polarização política chegou a um ponto em que a minha presença em determinados locais públicos era motivadora de tensões. Percebi isso de uma maneira muito ruim, era dentro de farmácias, livrarias, ou mesmo na rua, na calçada. Dentro de padaria, de cinema… – lamentou o jornalista.

Curiosamente, a entrevista de Bonner a Bial se deu na madrugada anterior à ação da Polícia Federal contra as fake news. O apresentador do Jornal Nacional é uma das principais vítimas de pessoas ligadas ao presidente Jair Bolsonaro, muitas delas alvos da operação desta quarta-feira, 27. (Saiba mais aqui)

Para Bonner, o jornalismo vive um dos seus piores momentos, vítima da intolerância político-ideológica e religiosa que se implantou no país.

Mas ele entende que isso ocorre em sua vida por representar um símbolo.

– Eu não falo só de mim, falo de toda uma categoria profissional. Óbvio que eu tenho consciência de que eu sou um símbolo. O que para nós foi o Cid Moreira, eu sou hoje para alguns tantos milhões de brasileiros. Se eu sou o JN, eu sou o jornalismo da Globo, sou a Globo, sou o jornalismo, sou a mídia. Eu simbolizo muitas coisas para muitas pessoas que não me conhecem. Não sabem quem eu sou – desabafou.

A crise entre a política e a imprensa – que se reflete nas ruas, com antagonistas ideológicos indo às visa de fato – levou alguns dos principais veículos, entre eles, a própria Rede Globo, a retirar seus profissionais da cobertura diária do Palácio do Planalto, onde  turbas bolsonaristas os hostilizam diariamente.

Ao ser apresentado por Bial a uma reportagem – de 2006 – em que gravou o JN ao lado do povo, em Juazeiro do Norte, e perguntado pelo colega se achava que isso seria possível novamente, o jornalista da Globo foi direto:

– Acho que não…

Sobretudo em ambiente de extremo fascismo em que o Brasil está mergulhado, completa o blog Marco Aurélio D’Eça.

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Apesar de contestar, Maranhão usa cloroquina contra coVID-19…

Blog teve acesso a protocolos oficiais e a depoimentos de profissionais da saúde que confirmam o uso da substância no tratamento da doença, tanto na rede particular quanto nas redes federal, estadual e municipal na Grande São Luís, endossado por recomendações do próprio Conselho Regional de Medicina

Reportagem Especial

Desde o início da pandemia de coronavírus, o governador Flávio Dino (PCdoB) tem feito duras críticas ao uso da hidroxicloroquina no tratamento da coVID-19, sobretudo com ataques ao presidente Jair Bolsonaro, que defende abertamente o uso da substância.  

Mas o que Dino nunca disse à população – nem ele, nem as outras autoridades maranhenses – é que o medicamento faz parte do protocolo da própria rede pública de saúde no tratamento da doença transmitida pelo coronavírus.

A cloroquina é usada tanto em hospitais particulares quanto nas redes federal, estadual e municipal, seguindo o mesmo protocolo determinado pelo Ministério da Saúde e endossado pelo Conselho Regional de Medicina.

Recorte do protocolo do Ministério da Saúde orienta quanto ao uso da Hidroxicloroquina em pacientes da coVID-19

De acordo com o protocolo do MS, a hidroxicloroquina deve ser administrada na quantidade de 400mg, com “um comprimido de 12 em 12 horas, no primeiro dia.”

– A seguir, tomar um comprimido ao dia, até completar 5 dias – estabelece o documento oficial.  (Veja print)

Uso além do determinado 

Mas há na rede pública quem desobedeça este protocolo e vá além na administração da substância, caso, por exemplo, do Hospital da Mulher, unidade-referência da Prefeitura de São Luís para tratamento da coVID-19.   

Farmacêuticas conversam sobre a administração além da conta da hidroxicloroquina em hospital da rede pública

O blog Marco Aurélio D’Eça teve acesso a documentos e depoimentos de profissionais de Saúde que confirmam o uso da substância nesta unidade; e teve acesso também a conversas de profissionais de farmácia, preocupados com a aplicação da cloroquina para além do determinado no protocolo oficial:

– Estamos administrando cloroquina por mais de 10 dias – alerta, preocupada, uma das farmacêuticas do HM.

– Estamos fugindo totalmente do protocolo do MS. Mas não estamos sozinhas. Ollhaaaaa!!! – diz a outra, sem ficar claro o que quer dizer o fim da conversa. (Veja print)

A preocupação dos profissionais de farmácia se dá pelos riscos de administração do medicamento além da média determinada no protocolo, que é de apenas 10 dias. A partir do dia-limite, os riscos são graves, e já levou à morte de diversos pacientes na rede particular. (Entenda aqui e aqui)

Nenhuma das autoridades de saúde no estado admitem oficialmente o uso da cloroquina – resultado da postura crítica adotada publicamente pelo governador do estado – mas todos seguem o protocolo endossado pelo Conselho Regional de Medicina, que, inclusive, encaminhou suas próprias recomendações à rede pública.

Pacientes deveriam consentir

O documento do CRM-MA, a que o  blog Marco Aurélio D’Eça também teve acesso, faz o alerta de que o tempo de tratamento pode variar, mas não pode superar 10 dias.

Documento do CRM-MA orienta hospitais a ministrar cloroquina por 10 dias, no máximo. E exige termo de consentimento do paciente

Em “Recomendação” encaminhada também à rede de saúde de Imperatriz, o conselho cita o Parecer do CFM (Conselho Federal de Mdicina) nº 04/2020, que diz, textualmente: 

– Parecer do CFM nº 04/2020 autorizou a prescrição OFF LABEL da hidroxicloroquina no contexto desta epidemia de covid-19, após consentimento livre e esclarecido. Todos os pacientes devem assinar Termo de Consentimento informado (em, anexo).

O termo Off Label destacado no documento do CRM-MA – ainda sem tradução no Brasil, é a expressão médica para uso de medicamento fora da prescrição prevista em sua bula, ou de medicamento ainda não registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. (Saiba mais aqui) 

Tem no hospital; falta nas farmácias

Na semana passada, o blog Marco Aurélio D’Eça publicou post em que pacientes de várias doenças denunciavam preços abusivos da cloroquina nas farmácias de São Luís.

Alguns desses pacientes, acusaram o poder público de ter confiscado estoques da substância, o que gerou a falta nas farmácias.

Nem o governo, nem a prefeitura, nem o Ministério da Saúde se posicionaram oficialmente sobre a denúncia; mas os documentos e depoimentos agora mostram que a rede pública usa, sim, a cloroquina em seus tratamentos.

E isso também pode explicar a falta da substância para quem, de fato, precisa usá-la…

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Eliziane é a parlamentar maranhense com maior espaço nacional…

Senadora que lidera o Cidadania no Congresso tem sido figura constante nas reportagens da Rede Globo e dos principais veículos do país, ocupando espaço semelhante ao do governador Flávio Dino, sobretudo nas críticas ao presidente Jair Bolsonaro

 

Eliziane tem ocupado espaço só comparável ao do governador Flávio Dino nos veículos da grande imprensa nacional

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) ocupou pelo segundo dia consecutivo horário nobre no jornalismo brasileiro, ao ser uma das comentaristas das ações cotidianas – e tresloucadas – do presidente Jair Bolsonaro.

– Ele está descompensado. Suas atitudes demonstram alguém totalmente desequilibrado – afirmou Eliziane, ao Jornal Nacional, da Rede Globo, ao comentar as recorrentes agressões do presidente a jornalistas.

No dia anterior, a senadora maranhense também foi consultada pelo JN sobre o apoio de Bolsonaro a manifestações contra a democracia, e afirmou que “o presidente incita o ódio e chegou ao limite do tolerável”.

Com comentários duros em relação às loucuras de Jair Bolsonaro, Eliziane ocupa espaço exclusivo entre os membros da bancada maranhense

Além do Jornal Nacional, Eliziane tem sido figura presente em noticiários da Folha de S. Paulo, do Estado de S. Paulo e de vários outros jornais e revistas do país.

Nenhum outro membro da atual bancada maranhense no Congresso – senador ou deputado – tem espaço igual ao da senadora, seja qual tema estiver em debate.  

A ocupação de espaços por Eliziane só é comparada à do próprio governador Flávio Dino (PCdoB), outro maranhense com espaço nos grandes debates nacionais.

E tende a crescer com as crises constantes geradas por Jair Bolsonaro…

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César Pires homenageia profissionais do jornalismo…

Deputado estadual decano da Assembleia Legislativa publicou texto de reconhecimento à categoria no Dia do Jornalista, comemorado nesta quinta-feira, 7

 

O deputado estadual César Pires divulgou nesta terça-feria, 7, uma homenagem aos profissionais de imprensa no Maranhão.

– Nossa admiração e respeito pelos profissionais da imprensa, e enorme gratidão pela dedicação diária em informar a população e contribuir, de forma grandiosa, no combate ao coronavírus – pregou o deputado.

Aproveitando a passagem do Dia do Jornalista, o parlamentar lembrou a importância da categoria, mostrou gratidão aos profissionais e parabenizou a ‘todos que exercem o “verdadeiro jornalismo no Maranhão”.

 

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“Não sabemos como ele adquiriu”, diz irmão de Roberto Fernandes

Romualdo Fernandes, que é pastor evangélico, encaminhou áudio em grupos de Whatsapp em que fala da situação do jornalista, pede oração em seu favor, mas mantém as dúvidas quanto a forma como está sendo tratado o caso

 

Um áudio que vem sendo postado em grupos de Whatsapp, desde a última sexta-feira,3 – atribuído ao pastor Romualdo Fernandes, irmão do jornalista Roberto Fernandes – revela a situação do profissional de imprensa contaminado pela CoVID-19.

No áudio, Romualdo pede oração pelo irmão, lembra de suas atividades profissionais, mas revela não haver informações sobre como o jornalista adquiriu a doença.

– Os exames deram positivo para coronavírus. Não sabemos como ele adquiriu, está entubado, com o respirador, está grave, estável, mas a situação é grave – explica.

O anúncio da contaminação de Fernandes pela CoVID-19 foi feito na quinta-feira, 2, após mais de duas semanas de internação no UDI Hospital.

Desde então, no entanto, parece ter havido um pacto de silêncio entre o governo e o hospital, que parece ter contaminado também a própria imprensa.

Silêncio que o blog Marco Aurélio D’Eça vem tentando romper. (Entenda aqui)

Não há boletins sobre o estado de saúde do jornalista e não há informações sobre as circunstâncias de sua contaminação.

O áudio do pastor Romualdo joga as primeiras luzes sobre o assunto, mas é fundamental que as autoridades sanitárias do Maranhão venham a público tratar do caso.

E sobretudo o próprio Hospital UDI…

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Mirante vai testar para CoVID-19 quem teve contato com Roberto Fernandes…

Afastado desde o dia 20 de março, Jornalista testou positivo para a doença transmitida pelo coronavírus, em contraprova anunciada nesta-quinta-feira, 2, e segue internado no UDI Hospital, onde está desde o dia 23

 

Profissionais do Grupo Mirante que tiveram contato com Roberto Fernandes farão testes para a Covid-19

O Grupo Mirante anunciou na tarde desta quinta-feira, 2, que vai fazer testes de Covid-19 em todos os colaboradores que tiveram contato com o jornalista Roberto Fernandes antes de ele ser afastado, em 20 de março.

Fernandes testou positivo para a Covid-19, em contraprova anunciada nesta quinta-feira.

O jornalista está internado desde o dia 23 de março, no UDI Hospital, com sintomas de pneumonia, e foi testado esta semana para a Covid-19. (Entenda aqui)

De acordo com a Mirante, a empresa mantém seu protocolo para combate ao coronavírus, com equipamentos de proteção individual e isolamento social dos colaboradores considerados em grupo de risco.

Mas mantém a programação jornalística diária, com informações e orientações sobre a pandemia.

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Flávio Dino tem obrigação de esclarecer Covid-19 em Roberto Fernandes

Governo do Estado precisa mostrar à população as circunstâncias da contaminação do jornalista, uma vez que sua internação por pneumonia levanta hipótese de proliferação do coronavírus antes dos registros oficiais no Maranhão

 

Roberto Fernandes: confirmação de CoVID-19 10 dias após internação com pneumonia e quase um m~es depois de apresentar sintomas de tosse

A confirmação oficial da contaminação do jornalista Roberto Fernandes, do grupo Mirante, por Covid-19, levantou questionamentos sobre os dados oficiais do Governo Flávio Dino (PCdoB) para a doença no Maranhão.

A contaminação de Fernandes foi confirmada em contraprova realizada no Hospital UDI, onde ele está internado desde o dia 23 de março, a princípio com sintomas de pneumonia.

Segundo apurou o blog Marco Aurélio D’Eça, o jornalista apresentava sintomas antes mesmo do dia 10 de março, 11 dias antes da confirmação do primeiro caso no Maranhão – e quando sequer se falava da contaminação no estado.

No dia 20 de março, a Mirante determinou o afastamento de todos os funcionários com mais de 60 anos – inclusive Roberto Fernandes – que passariam a trabalhar em sistema de home-office.

Somente no dia 21 de março o governo Flávio Dino anunciou o primeiro caso de CoVID-19 no Maranhão.

No dia 23 de março, o jornalista foi levado ao UDI Hospital, onde foi internado na UTI para tratamento de pneumonia.

Somente na terça-feira, 31, veio a público a internação de Fernandes, seguida da informação de que ele havia testado negativo para H1N1 e que se submetera ao teste de Covid-19.

Na quarta-feira, 1º, o resultado deu negativo, e iniciou-se a contraprova, cujo resultado positivo foi divulgando nesta quinta-feria, 2.

Fica portanto a dúvida.

Se apresentava sintomas de CoVID-19 desde antes do dia 15, por que só esta semana o UDI Hospital decidiu fazer o teste no jornalista?

Se ele estava com os sintomas bem antes, significa dizer que houve casos de Covid-19 no Maranhão antes mesmo do primeiro caso oficial, divulgado no dia 21 de março?

Mas se estava com sintomas bem antes, por que não há registro de contaminação de nenhuma outra pessoa do seu círculo de relações profissionais, familiares e de amizade, com as quais ele conviveu até o dia 20 de março?

E se ele não tinha a CoVID-19 quando foi internado em 23 de março e agora confirmou positivo para a doença, significa que ele contraiu o vírus no próprio Hospital?

Com a palavra o governo do Estado e o Hospital UDI…

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Livro aborda história real de transgênero maranhense

“O Outro Lado da Maçã”, de autoria do jornalista Evandro Júnior, será lançado no dia 27 de março, às 19h, na Universidade Ceuma, no Renascença II; obra é baseada na trajetória de vida de Raíssa Martins Mendonça

 

“O Outro Lado da Maçã” é o título do primeiro livro do jornalista, colunista social e blogueiro Evandro Júnior, do jornal O EstadoMaranhão. Com 140 páginas, o romance biográfico é baseado na história da transgênero maranhense Raíssa Martins Mendonça e será lançado durante coquetel no dia 27 de março, às 19h, na Universidade Ceuma, no Renascença II.

O livro foi editado pela Halley S.A. Gráfica e Editora e o projeto gráfico e a capa são assinados por Júlio Rodrigues Júnior.

Com apresentação do escritor José Fernandes, membro da Academia Ludovicense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), e orelhas assinadas pela publicitária Vânia Frazão, o livro traz à tona a difícil e conturbada trajetória de vida da personagem principal, que enfrenta muitas dificuldades para driblar o preconceito da sociedade e chega, inclusive, a tentar a sorte no exterior, em busca de sua felicidade.

Natural do município de Pedro do Rosário, Dorivaldo Martins Mendonça é levado para a capital aos 12 anos de idade, onde passa a morar com uma tia, trabalhando como catador de frutas e pregoeiro. Mais tarde, não aceitando a sua condição sexual, a tia o obriga a retornar às origens.

O menino não desiste de seu sonho de vencer para ajudar a família e volta para São Luís, onde assume uma nova identidade. Depois de muitos altos e baixos, encara a sociedade de frente e, com a ajuda da justiça, adquire um prenome social.

“Dois amigos sinceros surgem no seu horizonte: um juiz que, à distância, torna-se seu conselheiro, e um líder umbandista e legislador municipal profícuo, de quem se torna governanta com total dedicação e que lhe facilita frequentar um curso universitário de Psicologia. Quando a tranquilidade parecia lhe acalentar o espírito, é denunciada e presa por crime de estupro mediante fraude, recolhida à penitenciária, e por aí segue”, resume José Fernandes, na apresentação.

Superação

Com onze capítulos, “O Outro Lado da Maçã” objetiva passar uma mensagem de superação e mostrar um exemplo de luta contra o preconceito de gênero no Brasil. O livro contém lances com conotação de denúncias, a exemplo do tráfico internacional de pessoas iludidas e transformadas em escravas sexuais.

Além disso, mostra a dificuldade de muitas famílias em lidar com a questão da transexualidade e o preconceito enfrentado por muitos transexuais no ambiente familiar, no trabalho e até mesmo dentro das universidades.

“É muito importante praticar condutas que rebatam o preconceito, revelando as experiências preconceituosas vividas na família, na escola e em outros espaços sociais onde ele se manifeste. Escrever sobre essa temática também é um dos caminhos para desmistificar o assunto e acredito que a obra pode levar os leitores a uma reflexão mais profunda, uma vez que apresentamos um conteúdo baseado em uma história real”, diz o autor.

O jornalista ressalta que a maioria das pessoas ignora o fato de que a descoberta da sexualidade é parte de experiências pessoais e não tem necessariamente a ver com a reprodução de modelos.

“A ideologia de gênero é um termo empregado na Antropologia desde a década de 1950 e se refere a características sociais e culturais que compõem a personalidade subjetiva de homens e mulheres. O termo gênero, portanto, não é sinônimo de sexo biológico. Promover a igualdade de gênero nada mais é do que garantir que meninos e meninas sejam livres para agir na escola da maneira como se sintam confortáveis, sem se preocupar em cumprir determinados papeis preestabelecidos”, diz.

Evandro Júnior é formado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e há 20 anos integra a equipe de redatores do jornal O Estado do Maranhão, pertencente ao Grupo Mirante. No matutino, assina também a coluna Tapete Vermelho, posicionada dentro do Caderno PH Revista, publicação semanal do colunista Pergentino Holanda. Comanda, ainda, o Blog do Evandro Júnior, hospedado no Portal Imirante.com, outro veículo do Grupo Mirante.

Em O Estado, é redator do Caderno Alternativo. Além disso, faz parte da equipe de editores do site da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

Escreveu, ainda, o livro infantojuvenil “O Casamento da Princesa Julie”, ainda não publicado.