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Decisão do TRE desqualifica pesquisa que mostrou Brandão à frente

Ao ter os números anulados – por que a Justiça Eleitoral entendeu que o “enxerto” de formulários influenciam diretamente o resultado – a JPesquisa fica em xeque para realizar futuros levantamentos no Maranhão

 

Flávio Dino queria criar um clima de virada na campanha de Brandão com pesquisa “enxertada”; mas a Justiça Eleitoral frustrou os planos da dupla palaciana

A decisão da Justiça Eleitoral de anular o resultado da pesquisa do Jornal Pequeno – que apontou o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) à frente na disputa pelo governo – foi um duro golpe nas pretensões do Palácio dos Leões.

Além de por em xeque o próprio instituto em futuros levantamentos, a decisão confirma que o “enxerto” de pelo menos 15% de formulários tinha poder de alterar o resultado final em favor do vice-governador.

No levantamento, Brandão apareceu com 23% das intenções de votos, pela primeira vez à frente do senador Weverton Rocha (PDT), que teve 20%; no dia seguinte, porém, o Instituto JPesquisa admitiu “erros de digitação”.

Sem credibilidade, os números frustraram o projeto do Palácio dos Leões, que era o de promover um clima de virada na campanha do Brandão, para estimular eventuais mudanças de lado.

Coma decisão da Justiça Eleitoral, o jogo segue inalterado, com Weverton Liderando a corrida pelo governo.

Mesmo diante de todo o bombardeio de Flávio Dino…

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JP admite “erro de digitação” em pesquisa que colocou Brandão liderando disputa pelo governo

Em nota divulgada nesta segunda-feira, 14, grupo Jornal Pequeno diz que foram realizadas 72 entrevistas na região Sul, mas informadas “equivocadamente” 317 à Justiça Eleitoral; o instituto garante, no entanto, que os resultados estão “absolutamente corretos”

 

Relatórios mostram que o número de entrevistas realizadas é quase 15% maior que o informado à Justiça Eleitoral

O Grupo Jornal Pequeno, que controla o Instituto JPesquisas, encaminhou nota ao blog Marco Aurélio D’Eça na qual admite “erro de digitação” na pesquisa divulgada domingo, que colocou, pela primeira vez, o vice-governador Carlos Brandão à frente da disputa pelo Governo do Estado.

– Na verdade, houve um erro de digitação em documento isolado – disse o JPesquisas.

De acordo com o JP foram informados 317 entrevistas na região Sul do estado, mas realizadas apenas 72; o grupo garante que “o erro é absolutamente sanável e será informado pelas vias legais ao TSE”.

A pesquisa do JP apontou Brandão com 23% das intenções de votos, três pontos percentuais à frente do senador Weverton Rocha (PDT), que aparece com 20%.

Já na segunda-feira, blogs e portais de notícias divulgaram que houve “enxerto” de quase 15% nos relatórios encaminhados ao TRE depois de a pesquisa já ter sido realizada; segundo o blog Maramais, “a pesquisa acrescentou 244 formulários além do informado ao Tribunal Regional Eleitoral”.

Os esclarecimentos do JPesquisas foram divulgados no blog O Informante, também ligado ao grupo.

– O importante é que o banco de dados está correto. As 1600- entrevistas validadas estão à disposição de quem interessar possa, conforme a resolução vigente – garante o blog. (saiba mais aqui)

O “erro de digitação” da JPesquisas teve forte repercussão na mídia…

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Os obstáculos eleitorais de Carlos Brandão

Além de precisar convencer a opinião pública mais progressista de que é ele, e não o senador Weverton Rocha, o candidato de Flávio Dino, vice tucano ainda tem que convencer a própria base de que pode mesmo chegar ao segundo turno

 

Brandão foi obrigado a espalhar na mídia pesquisa já proibida pela Justiça Eleitoral na tentativa de mostrar força eleitoral aos aliados

A pesquisa Exata divulgada nesta terça-feira, 15, pelo jornal O Imparcial – a primeira de 2022 – desanimou os aliados do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), a ponto de surgir uma pesquisa DataIlha, ligada ao Palácio dos Leões – e já barrada pela Justiça Eleitoral – em que fazem malabarismos de interpretação para colocá-lo em posição de destaque.

O Instituto DataIlha é vinculado diretamente ao governo Flávio Dino.

A base do governo Flávio Dino (PSB) aliada ao vice tucano esperava, já agora no início do ano, que ele aparecesse ao menos mais próximo do senador Weverton Rocha (PDT), o que não aconteceu na pesquisa Exata/O Imparcial.

Além de ver Weverton isolado na liderança, Brandão ainda tem que conviver com a ameaça do senador Roberto Rocha (PSDB) e do ex-prefeito Edivaldo Júnior (PSD) por uma vaga no segundo turno.

Prestes a assumir o governo, o vice governador tem alguns obstáculos a transpor.

Ele precisa convencer a opinião pública mais esclarecida de que é ele, é não Weverton, o candidato de Flávio Dino; tbm precisa convencer o eleitorado de Lula – quase hegemônico no Maranhão – que tem a simpatia do ex-presidente.

Outro obstáculo é o desânimo de sua base aliada, que percebe uma dependência muito forte do vice em relação a Flávio Dino; Brandão é visto como uma espécie de poste do governador.

É claro que o vice-governador tem condições estruturais para garantir vaga no segundo turno, até mesmo em primeiro lugar.

Mas vai ter que convencer a base e a opinião pública de que tem, de fato, viabilidade eleitoral.

E essa não aprece uma tarefa fácil…

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Justiça suspende pesquisas ligadas ao Palácio dos Leões…

Com irregularidades em seus levantamentos, institutos MBO e DataIlha foram proibidos de divulgar seus resultados neste final de semana e podem ser multados em R$ 25 mil diários

 

Os institutos MBO e DataIlha foram proibidos pela Justiça Eleitoral de divulgar suas pesquisas, previstas para este fim de semana.

Há suspeitas  nos números, uma vez que os dois levantamentos apresentaram uma série de irregularidades.

Pelo menos um dos institutos, o DataIlha, tem ligações com o Palácio dos Leões, já que tem relação direta com o secretário de Cidades, Márcio Jerry (PCdoB).

O MBO foi contratado por uma tal Mapito Agroindustrial, ligada a aliados de Brandão na região de Balsas.

Ambos os institutos podem ter multas diárias de R$ 25 mil, caso haja divulgação dos números.

A ação da Justiças Eleitoral é a primeira mostra de que enfrentará páreo duro quem tentar manipular resultados de pesquisas.

Uma outra pesquisa, esta da Econométrica, também está prevista para o início da semana…

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Uma pesquisa que ninguém levou em consideração…

Levantamento do Emet surgiu do nada e foi para lugar algum, ignorado solenemente pela maioria dos candidatos a prefeito de São Luís, que continuam pautando suas ações em números de outros institutos

 

 

Uma pesquisa que surgiu do nada, diz coisa com coisa e aponta para lugar algum foi divulgada em parte da imprensa nesta sexta-feria, 14, mas sem maiores repercussões.

Parte do desprezo da classe política se dá pelo próprio instituto, o Emet, que apareceu de uma hora para outra na campanha.

A outra parte se deu pelos números totalmente divergentes em relação a todas as outras pesquisas já divulgadas, mesmo as que apresentaram dados fortemente díspares.

O tal levantamento foi tão irrelevante quanto ao que mentiu ao eleitor que Rubens Júnior era candidato de Lula.

E nem se está levando em conta quem contratou e quem pagou pela pesquisa…

 

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Fracassa manipulação de pesquisa em favor de Rubens Júnior…

Mesmo com a anuência da Justiça Eleitoral – que finge não estar vendo nada – e com retirada de candidaturas, Instituto DataIlha não conseguiu convencer o povo a despejar intenções de votos no candidato do PCdoB, que mantém últimas posições na disputa  em São Luís

 

Rubens Pereira tem a estrutura dada por Flávio Dino e a anuência da Justiça Eleitoral; mesmo assim, não consegue crescer nas pesquisas de intenção de votos

O grupo do governador Flávio Dino tem feito de tudo para alavancar a candidatura do seu afilhado, Rubens Pereira Júnior (ambos do PCdoB).

Conta para isso, inclusive, com a anuência da Justiça Eleitoral e do Ministério Público, que fizeram vista grossa à manipulação do Instituto DataILha em sua última pesquisa de intenção de votos.

Mesmo assim, não adiantou: Rubens Júnior continua na rabeira da disputa pela Prefeitura de São Luís, atrás de Eduardo Braide (Podemos), Duarte Júnior (Republicanos), Wellington do Curso (PSDB), Neto Evangelista (DEM), Bira do Pindaré (PSWB) e Adriano Sarney (PV).

Para tentar alavancar o candidato de Flávio Dino, o DataIlha inventou duas medidas.

Primeiro tentou manipular o eleitor, apresentando-o como candidato de Lula em São Luís, o que não é verdade; em seguida, tirou da pesquisa candidatos do PSOL, do PL e do PSTU.

A pesquisa DataILha fracassou e revelou apenas que Rubens Júnior é um peso morto dentro da base do governo e tende a levar o governador a uma derrota histórica na capital maranhense.

Veja abaixo os números do levantamento, registrado no TRE ob o número de protocolo sob o número 0027/2020:

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DataIlha manipula pesquisa para favorecer Rubens Jr.

Instituto induz eleitor a decidir-se pelo candidato do PCdoB ao informar, erradamente, que ele teria o apoio do ex-presidente Lula, o que não é verdade; contratados pela empresa Vieira Press, números estão previstos para ser divulgados na próxima quarta-feira, 22, mas devem ter a divulgação contestada

 

Para tentar deslocar-se do “traço” nas pesquisas, Rubens Júnior força a barra do eleitor ao induzi-lo de que tem o apoio de Lula, o que não é verdade

O Instituto DataIlha registrou na Justiça Eleitoral (protocolo nº MA-00027/2020) pesquisa de intenção votos com claras suspeitas de manipulação para favorecer o candidato do governo Flávio Dino, deputado federal Rubens Pereira Júnior (ambos do PCdoB)

O levantamento tenta induzir o eleitor a achar que Pereira Júnior tem o apoio do ex-presidente Lula, o que nunca foi declarado publicamente.

A informação foi dada em primeira mão na manhã desta sexta-feira, 17, pelo blog Atual7

A manipulação da vontade do eleitor por pate da pesquisa se mostra exatamente na pergunta que afirma ser Rubens o candidato de Lula em São Luís.

– O ex-Presidente Lula está apoiando Rubens Júnior para a Prefeitura de São Luís. Rubens Júnior tem o apoio de Lula e é do mesmo partido do governador Flávio Dino. Sabendo dessa informação, [votaria] em [?] – é a pergunta do questionário.

Ao estabelecer a opção do voto logo após informar – mentirosamente, repita-se – que o candidato tem o apoio de Lula, o DataIlha induz o entrevistado a decidir por Rubens (e só por ele) apenas pelo fato de ser apoiado pelo ex-presidente.

Patinando na casa de 1% de votos em todas as pesquisas desde que se lançou à disputa, Rubens Júnior vem tentando se apresentar como candidato de Lula em São Luís.

Mas nunca arrancou nenhum tipo de declaração do ex-presidente.

Nem mesmo o apoio do PT – que seu padrinho Flávio Dino vem tentando obter junto à Executiva nacional do partido – dá garantias de apoio de Lula.

A pesquisa DataILha informou à Justiça Eleitoral que ouviu 1.014 eleitores, entre os dias 13 e 15 de julho, com margem de erro estimada em 3 pontos percentuais.

Diante das suspeitas, no entanto, deve ser questionada na própria Justiça Eleitoral, por candidatos, partidos ou pelo próprio Ministério Público…

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Empresa que não entregou respiradores quer negociar devolução do dinheiro

Biogeoenergy – que recebeu antecipado pelos equipamentos – diz que não negociou com o Consórcio Nordeste de governadores, mas com a empresa Hempcare; revela que só agora, durante a pandemia, começou a fabricar este tipo de produto e diz que pode entregar respiradores se houver interesse dos estados

Acossada pela Justiça, Biogeonergy já admite devolver os R$ 48 milhões dos respiradores, mas quer negociar a forma de devolução

Paga antecipadamente pela compra de cerca de 300 respiradores pelos governadores do Nordeste – sem que tenha entregue os equipamentos – a empresa Biogeoenergy anunciou disposição de devolver o dinheiro recebido, mas de forma negociada.

Para isso, ela protocolou petição ao Superior Tribunal de Justiça, no qual também pediu acesso aos autos do processo criminal que apura o caso.

– A intenção da empresa é devolver aos estados integrantes do Consórcio do Nordeste o recurso recebido o mais brevemente possível, ou entregar os aparelhos, caso haja interesse – disse a BioGeoenergy, em nota encaminhada ao blog Marco Aurélio D’Eça.

Mas o dono da empresa, identificado por Paulo de Tarso Carlos, diz na nota que a empresa “não possui contrato firmado com o Consórcio do Nordeste”.

Em 11 de junho, em entrevista ao G1-Bahia, Paulo de Tarso já havia afirmado ter recebido apenas R$ 24 milhões da Hempcare, mas mostrou-se reticente em devolver os recursos.

– Evidente que o dinheiro foi utilizado para compra de peças para respiradores, para tudo. O dinheiro pertence à empresa, que utiliza no que bem entender. Utilizamos no que bem entendemos. Compramos muitas peças, bastante equipamento. Todo o dinheiro foi gasto com ventilador e caixa da empresa – disse ele, à época. (Leia a íntegra aqui)

A história da compra frustrada

Os governadores pagaram adiantados a uma empresa, que comprou os respiradores de outra, que não era do ramo e começou a fabricá-los só agora, por causa da pandemia

O Consórcio Nordeste pagou R$ 48 milhões pela compra de 300 respiradores que seriam distribuídos aos estados do Nordeste, mas não recebeu os equipamentos. (Entenda aqui, aqui e aqui)

 Apenas no caso do Maranhão, o prejuízo foi de R$ 9 milhões. 

O blog Marco Aurélio D’Eça publicou em junho a linha do tempo da negociação frustrada no post “De como o Consórcio de governadores causou rombo financeiro ao Nordeste…”.

Na nota encaminhada ao blog, a Biogeonergy – que atua no ramo de energia hidráulica e eólica – revela que só começou a vender respiradores a partir da pandemia de coronavírus.

– Após a pandemia que assolou o mundo em 2020, a Biogeoenergy iniciou os testes para produção e comercialização de ventiladores pulmonares para pacientes em tratamento intensivo do vírus Covid-19 – diz o documento. 

O problema é que a empresa não honrou os compromissos de entrega, chegou a negar-se a devolver o dinheiro e agora quer devolver parte dos R$ 48 milhões de forma negociada.

Resta saber se os governadores vão aceitar mais esta…

Leia abaixo a íntegra da nota da Biogeonergy:

Biogeoenergy negocia devolução do dinheiro de ventiladores pulmonares 

A Biogeoenergy protocolou petição no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para negociar a devolução dos valores pagos pela Hempcare na compra de 380 ventiladores pulmonares para o combate ao vírus Covid-19. A intenção da empresa é devolver aos estados integrantes do Consórcio do Nordeste o recurso recebido o mais brevemente possível, ou entregar os aparelhos, caso haja interesse.

De acordo com o empresário Paulo de Tarso, a Biogeoenergy está disposta a buscar uma solução consensual para os problemas gerados através do contrato executado com a Hempcare. A instituição também solicitou acesso aos autos do processo criminal e dos seus conexos.

Paulo de Tarso enfatizou no requerimento que, ao contrário da Hempcare, a Biogeoenergy não possui contrato firmado com o Consórcio do Nordeste.

Sobre a empresa – Biogeoenergy é uma empresa sustentável, atenta as necessidades tecnológicas do País e com a qualidade de vida da sociedade. A instituição oferta tecnologia e equipamentos de excelência para a geração de energia hidráulica e eólica, além de tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU).

Há um ano a Biogeoenergy compõe o grupo Geoterra com o objetivo de implantar projetos de grande utilidade para a população, nas atividades industriais e empresariais de bens de capital, bem como o desenvolvimento de produtos eficientes e de baixo custo.

Após a pandemia que assolou o mundo em 2020, a Biogeoenergy iniciou os testes para produção e comercialização de ventiladores pulmonares para pacientes em tratamento intensivo do vírus Covid-19. 

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De como o consórcio de governadores casou rombo financeiro ao Nordeste

Criado em São Luís em março de 2019, grupo que reúne os nove estados da região fez a primeira compra compartilhada em novembro, anunciando economia de R$ 48 milhões; mas fracassou durante a pandemia de coronavírus, a ponto de o TCEs apontarem “prejuízos financeiros aos estados”

 

Os governadores no encontro que oficializou o Consórcio Nordeste: compras fracassadas de respiradores e suspeitas de fraude e superfaturamento

14 de março de 2019: recebidos em São Luís pelo comunista Flávio Dino (PCdoB), os demais oito governadores da região criam o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste).

Era uma tentativa dos gestores de se proteger de eventuais represálias do presidente Jair Bolsonaro à única região que o derrotara nas eleições de 2018. (Entenda aqui)

Efetivado oficialmente em julho, em reunião em Salvador, o consórcio elegeu como primeiro presidente o governador da Bahia, Ruy Costa (PT) e confirmou sua primeira compra em novembro, anunciando economia de R$ 48 milhões, segundo o portal do Governo do Maranhão. 

Mas o consórcio parece ter perdido o rumo exatamente quando precisava mostrar a Bolsonaro a eficiência da gestão compartilhada, em plena pandemia de coronavírus.

Em 25 de março de 2020 – exatamente um ano após sua criação – o colegiado realizou reunião de emergência, via conferência, para rebater posicionamento desdenhoso de Bolsonaro em relação à coVID-19.

A partir daí, decidiram fazer compras conjuntas de insumos, medicamentos e equipamentos para combate à pandemia.

E deu no que deu.

O consórcio fez duas compras frustradas de respiradores que resultaram em prejuízos de quase R$ 50 milhões aos cofres da região, o que abriu suspeitas de corrupção e má gestão.

Além de investigados em todos os estados, o caso foi levado ao Superior Tribunal de Justiça, por envolver governadores.

Operação como esta do governo maranhense estimulou o Consórcio Nordeste a comprar respiradores em conjunto; mas a compra fracassou e agora virou suspeita

O caso já está sendo investigado pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte, onde a perda é calculada em R$ 4,9 milhões.

Na sexta-feira, 12 de junho, a  Corte de Contas pernambucana fez um “alerta de responsabilização” ao governador, orientando-o a não mais participar de compras conjuntas do consórcio.

– As práticas do Consórcio já se revelaram inábeis, com expressivos prejuízos financeiros ao estado de Pernambuco – afirmou o conselheiro Carlos Porto. 

Segundo o TCE Pernambucano, o prejuízo para aquele estado foi de R$ 13 milhões.

O Maranhão também teve prejuízos milionários.

Segundo denúncias já encaminhadas à Polícia Federal, ao Ministério Público Estadual e Federal, à OAB, à CGU e ao TCE maranhense, o rombo com o fracasso na compra dos respiradores aos cofres maranhenses é de R$ 9,2 milhões.

Anfitrião do encontro que criou o colegiado, Flávio Dino é um dos chefes dos nove governadores investigados no STJ.

E essa é a história do Consórcio Nordeste…

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Ufma investiga suspeitos de fraude em cotas…

Processos podem durar todo o tempo de curso do aluno suspeito, garantindo, inclusive, possibilidade de formatura; Universidade já investigava sete casos envolvendo questões raciais e de gênero no acesso aos seus cursos

 

Mesmo suspeitos de se declararem pretos sem ser, esses alunos do curso de Medicina da Ufma podem se formar e exercer a profissão onde podem ter chegado por fraude

Quase três semanas após estourar denúncias de fraudes em cotas raciais e de gênero no acesso aos seus cursos, a Universidade Federal do Maranhão (Ufma) falou do tema, por intermédio de sua assessoria de comunicação.

Segundo o release, a Ufma já investigava sete casos desde o início do ano; e ampliou a investigação após a campanha de denúncia do perfil “Fraudadores de cotas Maranhão”.

Esta denúncia foi tratada pelo blog Marco Aurélio D’Eça no post “Medicina da Ufma é campeã de suspeitas de fraude nas cotas…” 

De acordo com o release encaminhado pela Ascom/Ufma, as suspeitas de fraude no acesso aos cursos – incluindo as do site “Fraudadores de cotas Maranhão” – referem-se a anos anteriores, quando o sistema era de autodeclaração.

No fim do ano passado, a UFMA aprovou a resolução 1.899-CONSEPE/2019, que instituiu a Comissão de Validação da Declaração Étnico-Racial de Estudantes Pretos e Pardos da UFMA

– Essa comissão tem por atribuição entrevistar os candidatos nas vagas das cotas raciais para aferir as características fenotípicas dos candidatos e verificar e validar a autodeclaração étnico-racial deles – explicou o presidente da comissão, Acildo Leite.

A partir desta comissão de validação, os processos de entrada por cotas podem até ser anulados.

– Uma autodeclaração falsa torna nulo o ato administrativo de matrícula na vaga destinada à cota de pretos e pardos, podendo configurar crime de falsidade ideológica – pontou o procurador da Universidade, Daniel Farah.

Mas no caso dos alunos que já estão efetivamente no curso, a Ufma não estabeleceu prazo para conclusão dos processos de investigação dos casos suspeitos, que, segundo o release, será individualizada.

Em outras palavras, os alunos podem concluir o curso sem que seja concluído o processo.

E muitos poderão exercer a profissão mesmo sob suspeita…