1

Após cobrança de Zé Inácio, Força Nacional vai atuar em área indígena no MA

Ministro da Justiça Sérgio Moro determinou o envio de tropas federais ao Maranhão para acompanhar situação de área indígena e vistoriar conflitos com madeireiros, que já resultaram em morte de índios

 

No dia 7 de novembro o blog Marco Aurélio D’Eça publicou o post “Zé Inácio pede presença da Força Nacional em área indígena no MA…”

O parlamentar maranhense mostrava, em discurso na Assembleia Legislativa, preocupação com vida dos indígenas maranhenses, sobretudo após a morte de um dos guardiões da floresta em conflito com madeireiros.

Nesta segunda-feira, 9, finalmente, o ministro da Justiça Sérgio Moro autorizou o envio de tropas da Força Nacional na reserva Cana brava Guajajara, onde são registrados os maiores focos de conflito.

 – E quero informar, que nós fizemos um requerimento ao Ministro da Justiça solicitando que a Força Nacional possa vir ao Estado, não só para atuar preventivamente nas terras indígenas, mas também para agir de maneira repressiva. Porque o que está levando a morte de indígenas no Maranhão é a exploração ilegal de terras, principalmente a exploração de madeira – disse Zé Inácio, à época.

A Força Naci8onal permanecerá por 90 dias em terras indígenas, a partir desta terçã-feria, 10.

O período pode ser prorrogado…

1

Zé Inácio pede a presença da Força Nacional em áreas indígenas do MA…

O deputado Zé Inácio subiu a tribuna da Assembleia nesta terça-feira (05) para cobrar do Governo Federal que envie a Força Nacional para reprimir ações de madeireiros em terras indígenas no Estado, que resultaram na morte do líder indígena Paulo Paulino Guajajara, na terra indígena Araribóia, região de Bom Jesus das Selvas.

“O Governo do Presidente Jair Bolsonaro que ignora a política indigenista no Brasil, acha que índio não é um problema que o país tenha que debater. Então ignora e faz com que as ameaças e mortes a lideranças indígenas passem a aumentar. É por isso que uso esta tribuna para solicitar empenho muito maior, além do que já tem do Ministério Público Federal. Eu peço também maior empenho da Polícia Federal, que tem que aumentar o seu contingente na região da terra indígena Araribóia e não só investigar o caso, mas encontrar os culpados pelo assassinato da liderança indígena Paulo Paulino. E quero informar, que nós fizemos um requerimento ao Ministro da Justiça solicitando que a Força Nacional possa vir ao Estado, não só para atuar preventivamente nas terras indígenas, mas também para agir de maneira repressiva. Porque o que está levando a morte de indígenas no Maranhão é a exploração ilegal de terras, principalmente a exploração de madeira”, disse Zé Inácio.

O número de assassinatos de indígenas no Brasil aumentou de 110, em 2017, para 135, em 2018, um crescimento de 22,7%. As informações, levantadas a partir de mapeamento de casos em todo o país feito pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), estão no relatório Violência contra os Povos Indígenas do Brasil – Dados 2018. O levantamento listou no ano passado 22 tentativas de assassinato, 18 homicídios culposos, 15 episódios de violência sexual, 17 casos de racismo e discriminação étnico-racial, 14 ameaças diversas, 11 situações de abuso de poder e oito ameaças de morte.

O CIMI apontou que de janeiro a setembro de 2019 houve um aumento nos casos de invasão e exploração ilegal de terras indígenas. Com dados parciais e preliminares, o conselho alerta para 160 casos de invasão em 19 estados.

O parlamentar voltou a criticar o governo federal ao denunciar que o mesmo foi omisso aos pedidos do governo do estado, via secretaria estadual de direitos humanos, que ainda em setembro deste ano pediu à Funai e ao Ministério da Justiça, em caráter de urgência, que fossem adotadas medidas de proteção aos povoa e as terras indígenas.

“O governo Bolsonaro não realizou nenhuma medida para evitar essa tragédia. O documento encaminhado pelo governo do Maranhão foi em setembro. Só depois do conflito, após a morte do índio Paulino, é que o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Mouro, disse, por meio de um a nota em rede sociais, que a Polícia Federal irá apurar o assassinato do líder indígena. Houve provocação por parte do Governo do Estado, houve provocação via Secretaria dos Direitos Humanos do Governo do Estado, e nenhuma resposta houve do governo Bolsonaro. A omissão se dá, e nós que acompanhamos o dia a dia da política nacional, as falas do Presidente Jair Bolsonaro, fica claro que este governo não tem compromisso nenhum com a população indígena, mas, ainda assim, cabe a nós, como parlamentares que representamos o povo do Maranhão, representamos a população indígena do nosso Estado, solicitar providências via Ministério da Justiça”, disse.

Zé Inácio reforçou a necessidade de o governo federal se posicionar e tomar as medidas cabíveis, seja por meio do Ministério da Justiça, que deve aumentar o quantitativo de homens da Polícia Federal para investigar o caso, seja dando suporte ao trabalho da Funai, e principalmente, disponibilizando homens da Força Nacional para atuar de forma preventiva e repressiva à ação dos madeireiros.

O parlamentar recordou que a luta em defesa dos direitos indígenas é um tema que ele já vem abordando desde seu primeiro mandato. Quando em 2015 realizou audiência publica na Assembleia onde foi denunciada a morte de uma liderança indígena Kaapor.

“Eu sou um defensor ardoroso de soluções pacíficas e dialogadas para os inúmeros conflitos agrários vivenciados no campo e nas cidades de nosso Estado. Esta é uma bandeira antiga de minhas lutas pelas causas sociais, notadamente desde a época em que estive desempenhando o cargo de Superintendente Regional do INCRA no Maranhão. Lembro-me que no dia de 11 de julho de 2013, acompanhado do então ouvidor agrário nacional, desembargador José Gercino da Silva, e de entidades representativas do campo maranhense, tivemos uma reunião no Tribunal de Justiça do Estado, com o Desembargador Cleones Cunha, para discutir a criação da Vara Agrária”, disse o parlamentar.

1

Maranhenses terão mais um ano na Força Nacional…

Mal entendido entre o governo maranhense e o Governo Federal ameaçava trazer os cerca de 100 homens que estavam em Brasília a serviço da corporação, mas o secretário de Segurança garantiu a participação da tropa até o fim de 2019

 

Maranhenses da Força Nacional estão sendo trazidos de volta

Os cerca de 100 policiais maranhenses que compõem a Força Nacional devem ficar mais 1 ano em Brasília, sede nacional da corporação.

Um mal entendido na relação entre o governo maranhense e o Governo Federal estava ameaçando a permanência dele.

Dede dezembro, os homens da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil que estão a serviço da Força Nacional haviam sido comunicado da devolução.

Somente na semana passada o secretário de Segurança Jefferson Portela conseguiu reverter a situação.

Alguns, inclusive, já estão seguindo para Fortaleza, onde ajudarão nos trabalhos de combate às facções que tocam o terror naquele estado.

Os maranhenses ficarão na Força até, pelo menos, o final de 2019…

1

Agora resolve?!?

notas

Um comboio de viaturas e homens da Força Nacional chegaram em São Luís na tarde desta terça-feira, 24. O objetivo é combater criminosos que ameaçam com ataques a ônibus desde a última quinta-feira, 19. Os boinas vermelhas vieram após apelo do governador Flávio Dino (PCdoB), que não tem conseguido controlar as facções, que determinam as ordens de dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Agora é esperar que os bandidos respeitem mais a FN. (imagem: Secom/Governo do Estado)

2

Quinze ataques a ônibus em quatro dias; governo tenta negociar com criminosos…

Apelando à Força Nacional para tentar conter a onda de violência determinada pelas facções criminosas que dominam Pedrinhas, governo Flávio Dino chega ao ponto de abrir diálogo com bandidos

 

Flávio Dino e seus Rambos: apelo à força nacional para tentar evitar o caos

Flávio Dino e seus Rambos: apelo à força nacional para tentar evitar o caos

O criminoso Eliakim Machado, o Sadrak, passou a ser o principal interlocutor do governo Flávio Dino (PCdoB) para tentar conter a onda de ataques a ônibus que domina a região da Grande São Luís desde a quinta-feira, 19.

Foi o que revelaram blogs e jornais no fim de semana.

Sadrak, que cumpre pena em Pedrinhas, é o autor das ordens para a queima de ônibus.

O governo não admite, mas tem agentes de Segurança negociando uma espécie de acordo de paz com o criminoso, que controla a facção Bonde dos 40 de dentro do Complexo de Pedrinhas.

Leia também:

Com o crime não se dialoga, aplica-se a lei, diz Sebastião Uchôa

Bandido só entende a linguagem da força, diz coronel Ivaldo Barbosa

Para Murad, Flávio Dino se desmoraliza ao apelar para a Força Nacional…

Rendido aos bandidos, Flávio Dino também busca salvação na Força Nacional.

Cerca de 130 homens da FN desembarcam nesta segunda-feira na capital maranhense.

A princípio, devem tentar controlar Pedrinhas, de onde saem as ordem para os ataques, liberando a Polícia Militar para o policiamento nas ruas e a captura de suspeitos.

Enquanto se socorre da Força Nacional, o governo comunista tenta dar ares de normalidade ao cotidiano de São Luís, obrigando as empresas de ônibus a manter suas frotas circulando, mesmo à noite, quando ocorrem a maioria dos ataques.

Mas o clima é de tensão entre os próprios usuários de ônibus…

4

Para Ricardo Murad, governador se auto-demoraliza ao apelar para a Força Nacional…

Ex-deputado diz que, ao apelar ajuda de um governo que ele classifica de golpista, Flávio Dino mostra-se fragilizado e, nem de longe, lembra o arrogante candidato de 2014, que afirmou: “Pedrinhas é uma questão de autoridade do governador”

 

Ricardo Murad mostra fanfarronice de Flávio Dino

Ricardo Murad mostra fanfarronice de Flávio Dino

O ex-deputado estadual Ricardo Murad (PMDB) criticou na tarde deste domingo, 22, em seu perfil no facebook, a apelação do governador Flávio Dino (PCdoB) à Força Nacional de Segurança.

– Boca fala, boca paga.O falastrão recorreu ao ministro da Justiça de Temer, este mesmo que ele chamou de golpista, pedindo a ajuda da Força Nacional para conter a escalada sem precedentes da violência que se alastra por São Luís. Foi atendido no mesmo dia – afirmou Murad.

Para o ex-secretário, no entanto, a questão se desenrola pela incapacidade do próprio governo Dino.

Flávio e Jerry: governo com a imagem e semelhança dos dois

Flávio e Jerry: governo com a imagem e semelhança dos dois

– Ao montar o governo à imagem e semelhança dele e do seu primeiro damo, o desastre estava anunciado. Dito e feito. temos a pior e a mais desqualificada equipe de governo da história maranhense, com raras e honrosas exceções – afirma Murad, para quem o secretário de Segurança Jefferson Portela é a imagem da incompetência do governo.

E, seu perfil no Facebook, Murad postou entrevista do governador, ainda em 2014, ao jornal Folha de S. Paulo, em que Dino desqualifica o então governo pelos mesmos problemas enfrentados em Pedrinhas.

– Confrontado com a realidade, de que sua autoridade nada vale para os criminosos, [Dino] meteu o rabo entre as pernas e, tal qual Roseana, apelou para a Força Nacional – concluiu o ex-secretário.

0

Força Nacional vai levar 300 policiais do Maranhão…

Se a situação da segurança pública no Maranhão já não é das melhores, ela pode piorar ainda mais.

O Governo do Estado foi acionado recentemente pelo Governo Federal para que deixe à disposição da Força Nacional de Segurança Pública nada menos que 300 homens.força-300x188

Isso mesmo: 300!

Para quem não sabe, a chamada Força Nacional é composta por membros das polícias estaduais, com treinamento específico, que são convocados para atuar em situações de violência extrema em qualquer parte do país.

No Maranhão, já houve casos em que o Governo do Estado pediu esse auxílio, na gestão Roseana Sareny (PMDB).

Do blog de Gilberto Léda

7

Na contramão do debate…

Ao pregar a extinção da Força Nacional, o deputado federal Pedro Fernandes se imiscui no debate sobre a presença de tropas federais para ajudar no combate à violência no Maranhão

 

Fernandes: contra a Força Nacional

Fernandes: contra a Força Nacional

O deputado federal Pedro Fernandes (PTB) propôs ontem em conversa com parlamentares do Nordeste, na Câmara, o fim da Força Nacional, tropa de militares formada para ajudar os governos estaduais no combate à violência.

Para Fernandes, o dinheiro aplicado na FN deveria ser usado para reforçar a Polícia Rodoviária Federal.

A opinião do deputado maranhense surge exatamente no momento em que se discute, no estado, a necessidade de forças federais para ajudar o governo Flávio Dino (PCdoB) a dar conta da violência no estado.

Mesmo assim, Fernandes reconhece a escalada da violência no Maranhão, como em todo o Nordeste.

– Nossas cidades (do nordeste) estão se tornando as mais violentas do país. Nós precisamos definir as causas e chamar o Ministério da Justiça para podermos tratar disso de uma maneira muito séria. O investimento deve passar, também, pelo Fundo Constitucional que deve ser revisto. Se compararmos o Fundo de Distrito Federal veremos uma grande discrepância em relação aos estados do Nordeste – explicou.

Vá entender…

5

Adriano reforça necessidade de auxílio da Força Nacional…

Adriano: a preocuapção é com a segurança

Adriano: a preocuapção é com a segurança

Preocupado com a escalada da violência no Maranhão, o deputado estadual Adriano Sarney (PV) reforçou nesta terça-feira a neceissdade de um auxílio federal ao governo do Maranhão, para o policiamento ostensivo, sobretudo na região metropolitana.

Após vários de seus requerimentos e indicações terem sido negados pela bancada governista na Assembleia, Adriano diz não entender por que o governo se recusa a pedir ajuda, se o próprio governo mostra que a violência está descontrolada.

– Não entendo a resistência em pedir ajuda. O governo Flávio Dino (PCdoB0 não pode se perder na arrogância de acha que pode resolver tudo sozinho – disse Adriano.

Ontem, o parlamentar tentou, mais uma vez, aprovar uma indicação ao governo para que solicite ao Ministério da Justiça o auxílio da Força Nacional, proposta recusada pelos deputados alinhados ao governo.

– O problema da segurança não é uma questão política. É preciso a união de todos para resolver a situação – pregou Adriano.

4

Para Andrea, Flávio Dino é o culpado pela escalada da violência…

Andrea cobra do governador ações mais firmes contra a volência

Andrea cobra do governador ações mais firmes contra a volência

A deputada Andrea Murad (PMDB) apontou nesta segunda-feira (08), o governador Flávio Dino (PCdoB) como o principal responsável pela falência do sistema de Segurança no Maranhão.

– Foi Flávio Dino quem escolheu um secretário infantil, militante político frustrado e despreparado para comandar o sistema de segurança estadual; foi ele quem colocou na reserva, na marra, coronéis da PM com experiência de combate ao crime nas ruas; foi ele quem desestimulou os integrantes das polícias com o aumento irrisório nos vencimentos dos policiais civis e militares; foi ele quem direcionou todo o esforço da SSP para perseguir seus opositores ao invés de cuidar do combate à criminalidade; foi ele quem prometeu dobrar o efetivo de policiais militares; foi ele quem mentiu ao anunciar que 2500 novos policiais militares estariam trabalhando nas ruas imediatamente – ressaltou a parlamentar, em discurso na Assembleia, nesta segunda-feira,08.

Para a parlamentar, a escalada da violência no Maranhão não pode ser considerada dentro de um quadro normal, tolerado pela sociedade. E cobra ações mais duras no combate ao crime.

– O Estado está sendo rendido. E se o Estado está sendo rendido, Flávio Dino precisa mudar a sua estratégia, rever a sua política de segurança, enxergar que existe um erro muito grande dentro da segurança do Maranhão e procurar resolver o mais rápido possível. E com todo respeito ao policial, ao delegado, Jefferson Portela, mas não está conseguindo ser Secretário de Segurança Pública e o governo está criminosamente omisso nessa questão – afirmou.

Andrea Murad lamentou ainda que Dino tenha atuado para impedir a chamada da Força Nacional para o serviço efetivo nas ruas, não apenas em escritórios ou gabinetes

– Enquanto não começar a tratar o assunto, não como a coisa política e ideológica, mas com critérios técnicos, com seriedade, para que ela possa dar certo. Enquanto ficar nessa culpa ao passado ou jogando a bola para frente culpando a mídia, vai continuar acontecendo até chegar a um ponto que não terá volta – concluiu a parlamentar.