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Lula definitivamente liberado para concorrer às eleições de 2022…

Supremo Tribunal Federal formou maioria, nesta quinta-feira, para confirmar a sentença do ministro Edson Fachin, que anulou as condenações do ex-presidente, proferidas pelo ex-juiz Sérgio Moro; suspensa pelo presidente Luiz Fux, votação está 7X1 pela anulação

 

Com a decisão do Supremo, Lula recupera totalmente os direitos políticos e pode concorrer às eleições de 2022

O Supremo Tribunal federal confirmou nesta quinta-feria, 15, a anulação das condenações do ex-presidente Lula, proferidas pelo ex-juiz Sérgio Moro.

O resultado estava 7X1 pela anulação quando o presidente Luiz Fux decidiu suspender a sessão. Falta apenas o voto de três ministros.

Com a decisão, Lula está definitivamente apto a concorrer às eleições de 2022, em que lidera todas as pesquisas realizadas desde a decisão do ministro Edson Fachin.

No último DataFolha, divulgado nesta quarta-feria, 14, Lula bate Jair Bolsonaro por 54 X 32 em um eventual segundo turno.

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Vitória da democracia, diz Zé Inácio sobre suspeição de Sérgio Moro

Supremo Tribunal Federal confirmou nesta terça-feira, 23, que o ex-juiz foi parcial e se posicionou politicamente para punir o ex-presidente Lula nos processos em que esteve à frente durante a Operação Lava Jato

 

O deputado estadual Zé Inácio (PT) comemorou nesta terça-feira, 23, a decisão do Supremo Tribunal Federal, que considerou o ex-juiz Sérgio Moro s´suspeito para ter julgado o ex-presidente Lula nos processo da Lava Jato.

– Moro agiu com parcialidade e violou princípios constitucionais no julgamento do ex-presidente, quebrando o dever de imparcialidade e usando a operação Lava Jato para perseguir politicamente Lula – disse Inácio.

De acordo com a decisão dos ministros do STF, Moro não poderia ter julgado Lula por ter se posicionado politicamente contra o ex-presidente, o que tornava parcial a sua leitura dos fatos apresentados na Lava Jato.

Para Zé Inácio, ao reconhecer a suspeição de Moro, o STF privilegia o devido processo legal, um dos pilares do Estado de Direito.

– É uma decisão histórica contra o autoritarismo e os abusos da Lava Jato, que perseguiu Lula e o impediu de disputar as eleições presidenciais de 2018, um verdadeiro atentado à Democracia – ponderou o parlamentar.

– Lula é inocente, como sempre defendemos ao longo de todos esses anos. A nossa luta por um Brasil melhor e mais justo continua, com Lula inocente e elegível! – concluiu.

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De como este blog anteviu a anulação dos processos de Lula…

Desde o início das investigações contra o ex-presidente, os posts publicados nesta página mostravam o golpe perpetrado para impedir a participação do PT e criminalizar as esquerdas nas eleições de 2018, o que agora foi confirmado no Supremo Tribunal Federal

 

De máscara, que só retirou no momento da coletiva, ontem, Lula retomou seu protagonismo na história; e influenciou diretamente a Bolsonaro

Editorial

12 de julho de 2017. O blog Marco Aurélio D’Eça publica o post “Condenado por Moro, Lula agora corre contra o tempo para disputar 2018…”.

Tratava-se de uma análise da decisão do juiz da Lava Jato, cuja postura já vinha sendo contestada neste blog desde 2014, quando iniciou-se a fase judicial do golpe que começou a ser montado ainda em 2013, no governo Dilma.

Esta contestação foi resumida em 10 de abril de 2018, no post “As três fases do golpe no Brasil…”, que mostrou a orquestração dos barões de São Paulo com a mídia quatrocentona e parte do Judiciário para impedir Lula de ser candidato presidencial.

Um pouco antes disso tudo, mais precisamente em 18 de março de 2016 – pouco mais de um ano antes da condenação de Lula – o blog Marco Aurélio D’Eça aponta para “O risco iminente de um golpe do Judiciário” , análise da usurpação de poder por Sérgio Moro.

A partir da condenação do ex-presidente petista, este blog passou a cobrar pela anulação do processo em sucessivos posts; chegou a frustrar-se algumas vezes, achando que isso seria possível já na segunda e terceira instâncias da Justiça, o que não ocorreu.

Em 16 de junho de 2019 – quando estourou as revelações do site The Intercept, que revelaram as armações políticas de Sérgio Moro e do procurador Deltan Dallagnol – o blog Marco Aurélio D’Eça apontou, sem pestanejar: “Julgamento de Lula precisa ser anulado…”

– Independentemente de o ex-presidente ser ou não culpado, a decisão do juiz Sérgio Moro, em conluio com o procurador Deltan Dallagnol, está marcada por posicionamento político e esquemas de forja de provas; e tinha um objetivo: tirar o PT das eleições de 2018 – já afirmava o blog, naquela época.

O blog Marco Aurélio D’Eça sempre registrou a postura política de Dallagnol e de Moro no caso Lula, agora confirmada pelo STF

Nesta época, Moro já era ex-juiz e ocupava cargo de ministro do governo Jair Bolsonaro, eleito graças também às suas manipulações judiciais.

17 de setembro de 2019. O blog Marco Aurélio D’Eça faz auto-referenciação ao lembrar os passos do golpe contra Lula, no post “História vai confirmando o golpe no Brasil…”.

Fritado por Jair Bolsonaro desde agosto de 2019, Sérgio Moro deixou o governo em 24 de abril de 2020, em meio a uma troca de acusações com o próprio Bolsonaro por causa de interferências na Polícia Federal. (Relembre aqui e aqui)

Nesta época, várias ações já questionavam a imparcialidade do ex-juiz e pediam a anulação das condenações de Lula, processos que tramitavam no Supremo Tribunal Federal.

Até culminar na decisão do ministro Edson Fachin, em 8 de março de 2021 – também conhecida como última segunda-feira – anulando todas as condenações impostas a Lula por Sérgio Moro.

O impacto da presença política de Lula fez Bolsonaro mudar sua postura como presidente e deixou Moro em silêncio

O impacto disto já foi medido pelo blog Marco Aurélio D’Eça, nos posts “O Impacto de Lula em 2022”, publicado no dia seguinte; e no post de ontem: “Lula faz o contraponto perfeito a Bolsonaro…”

E esta foi a linha do tempo do blog Marco Aurélio D’Eça para o caso envolvendo o ex-presidente petista, o PT, os barões brasileiros, o ex-juiz Sérgio Moro e o arroto da história chamado Jair Bolsonaro.

História que ainda registrará muitos capítulos até 2022.

Com o blog sempre presente para fazer o leitor entendê-la…

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O impacto de Lula em 2022…

Pesquisa publicada no fim de semana – às vésperas da decisão que devolveu os direitos políticos do ex-presidente – mostra que o petista, agora definitivamente livre , ainda tem força suficiente para embaralhar a sucessão e ameaçar consideravelmente a reeleição do presidente Jair Bolsonaro

 

Lula tem força para conduzir a massa e polarizar o país contra o arroto histórico que significa o governo Jair Bolsonaro

Análise de conjuntura

O peso do ex-presidente Lula no processo eleitoral brasileiro não pôde ser medido na eleição que deu ao país  este “arroto da história” chamado Jair Bolsonaro.

Numa decisão política e parcial do ex-juiz Sérgio Moro, questionada desde o seu início – inclusive neste blog Marco Aurélio D’Eça Lula ficou fora da eleição de 2018, manchada pelos interesses do baronato paulista e da mídia quatrocentona, que tinham o interesse precípuo de apear a esquerda do poder. (Relembre aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e também aqui)

Mas este poder eleitoral do ex-presidente foi medido no último final de semana pelo Instituto Ipec (ex-Ibope), curiosamente, três dias antes de o ministro Edson Fachin anular suas condenações e devolver seus direitos políticos.

A provável candidatura de Lula pelo PT, rearruma, logo de cara, todos as pré-candidaturas da esquerda – do PT ao PSOL, passando por PDT, PSB e PCdoB; influenciará diretamente, por exemplo, a decisão do governador Flávio Dino (PCdoB) visto como o vice ideal para o ex-presidente.

Dino já havia decidido candidatar-se ao Senado, mas pode repensar sua posição, o que abre novo debate sobre a vaga aberta no Maranhão.

Polarização, para o bem e para o mal

A vitória de Lula desacredita ainda mais o ex-juiz Sérgio Moro, que foi de herói ao vilão após servir o governo Bolsonaro, que ajudou a construir

Mas, se devolve a esperança para os setores de esquerda e dá novo rumo ao processo eleitoral de 2022, a iminente presença de Lula nas eleições também, traz de volta a polarização ideológica no país.

Incompetente, despreparado, mal-educado, boçal, desqualificado, grosseiro, homofóbico, racista, preconceituoso, machista, corrupto, provinciano, raso, reducionista e incapaz, Jair Bolsonaro se elegeu em 2018 exatamente no rastro desta polarização, que visava apear a esquerda do poder.

Foi o arroto, diante do peso da mão do baronato paulista e da mídia quatrocentona; um erro histórico que transformou um pulha em chefe de poder e de estado, insuflado por setores ignorantes da sociedade brasileira, guardados no armário da história desde o fim da Ditadura Militar.

Com Lula – que goza de força eleitoral importante, como demonstrou o ex-Ibope, mas também tem contra si setores poderosos da sociedade – essa dicotomia polarizada será reacendida; e pode favorecer o próprio Bolsonaro.

É com base nas pesquisas qualitativas e nas análises de conjuntura que Lula deve agora, definir seu papel nas eleições de 2022.

E decidir se sua utilidade será eleitoral ou participativa.

Para o bem e para o mal…

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“Incompetência processual”, diz Flávio Dino, sobre processos contra Lula

Governador do Maranhão diz em suas redes sociais que as ações comandadas pelo ex-juiz Sérgio Moro nunca deveriam ter sido julgadas em Curitiba; a decisão do ministro Edson Fachin, segundo o comunista, “é uma vitória da Constituição”

 

Com direitos políticos recuperados, Lula volta ao jogo da sucessão; e carrega consigo o governador Flávio Dino, como opção de composição

O governador Flávio Dino (PCdoB) avaliou em suas redes sociais que as decisões do ex-juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente Lula são frutos de “incompetência processual agora reconhecida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.

Fachin decidiu anular, nesta segunda-feria, 8, todas as condenações de Lula no caso da Lava Jato, ao reconhecer que as ações nunca deveriam ter sido julgadas em Curitiba.

– Há muitos anos, venho sublinhando que esses processos contra o ex-presidente Lula jamais poderiam ter sido julgados em Curitiba – afirmou Dino.

Segundo o governador do Maranhão, essas decisões equivocadas podem ser corrigidas a qualquer tempo dentro do processo.

– Incompetência processual que pode e deve ser reconhecida a qualquer tempo. Vitória da Constituição. Como ex-magistrado federal, fico muito feliz – disse Dino.

A decisão de Edson Fachin devolve os direitos políticos de Lula e põe o ex-presidente no jogo da sucessão de Jair Bolsonaro.

E o próprio Flávio Dino passa a ser opção de chapa…

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Vídeo da reunião é devastador para Bolsonaro, dizem testemunhas

Presidente deixou claro durante a reunião ministerial do dia 22 de abril que iria mexer na estrutura da Polícia Federal – sobretudo na do Rio de Janeiro, por que investigações poderiam prejudicar seus familiares e aliados

 

O vídeo da reunião do dia 22 de abril mostra claramente o que Bolsonaro pretende com as trocas na Polícia Federal e na superintendência do Rio

Todos os espectadores que se dispuseram a falar do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, exibido hoje, na sede da Polícia Federal, em Brasília, foram unânimes em afirmar: “ele é devastador para Bolsonaro”.

O vídeo foi exibido na íntegra para representantes da Advocacia-Geral da União, advogados do ex-ministro Sérgio Moro, testemunhas arroladas no inquérito e para o próprio Moro.

Segundo as testemunhas, durante toda a reunião Bolsonaro mostrava-se irritado; e manifestou desejo de trocar o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, o diretor-geral da mesma PF, e até o próprio Moro, se este não concordasse com a decisão.

Referindo-se à PF do Rio, Bolsonaro usou frases do tipo “prejudicar a minha família e meus amigo”, e que precisava “saber das coisas”.  

Outras fontes ouvidas pela imprensa ouviram o termo “segurança” usado por Bolsonaro para se referir à superintendência do Rio. 

Vários palavrões foram usados pelo presidente – como “foder”, “bosta”, “estrume” para se referir a desafetos, entre eles ministros do Supremo Tribunal Federal e os governadores do Rio, Wilson Witzel; e de São Paulo, João Dória. 

O ministro Celso de Melo determinou que a PF faça a transcrição integral do vídeo.

Só depois disso ele decidirá se torna ou não o conteúdo público…  

Com informação de O Globo, Folha de S. Paulo, UOL e G1

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Bolsonaro não quer entregar vídeo de reunião que provaria acusação de Moro

Apesar de o próprio presidente ter admitido liberars as conversas, Advocacia Geral da União recorreu ao ministro do STF, Celso de Melo, alegando que a reunião tem “conversas potencialmente sensíveis e reservadas”

 

A reunião ministerial de Bolsonaro pode comprovar as acusações de Sérgio Moro sobre interferência na Polícia Federal

A Advocacia-Geral da União decidiu entrar nesta quinta-feira, 7, com um pedido de reconsideração ao ministro do Supremo Tribunal Federal , Celso de Melo, para evitar entregar os vídeos da reunião do dia 22 de abril, entre o presidente Jair Bolsonaro e seu então ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Em seu depoimento à Polícia Federal, Moro afirmou que foi assediado por Bolsonaro pela troca da diretoria-geral da Polícia Federal, inclusive nesta reunião.

Na reunião, estavam vários outros ministros, também já chamados para depor.

Celso de Melo havia dado 72 horas para que o governo entregasse, sem corte, todo vídeo e áudio da reunião.

Bravateiro, o próprio Bolsonaro havia declarado que mandaria entregar os vídeos.

Nesta quarta-feira, no entanto, a AGU pediu a reconsideração, alegando que na reunião “foram tratados temas potencialmente sensíveis e reservados, inclusive de relações exteriores”.

A não entrega dos vídeos pode caracterizar obstrução de justiça…

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2022 com Bolsonaro, Lula e Moro ainda é cenário ignorado…

Apesar de já apresentar dados sobre a sucessão do atual presidente, institutos de pesquisas ignoram levantamentos incluindo os três principais pré-candidatos, preferindo desenhar futuro com um ou com outro antagonista concorrendo com o atual ocupante do cargo

 

O cenário de 2022 com Sérgio Moro, Jair Bolsonaro e Lula é o mais provável, independentemente de o ex-presidente estar ou não na disputa

Apesar de ser um cenário provável para o processo eleitoral de 2022, os institutos de pesquisas estão optando por não avaliar – pelo menos por enquanto  – levantamentos que incluam o ex-presidente Lula (PT) e o ex-ministro Sérgio Moro como adversários do presidente Jair Bolsonaro.

A última pesquisa divulgada, por exemplo – do Instituto Paraná – apresentou como principal cenário aquele em que Bolsonaro lidera, com 27% das intenções de votos, seguido por Moro, com 18,1% e Fernando Haddad (PT), com 14,1% e Ciro Gomes (PDT), com 10,3%.

Poderia-se alegar que Lula não entrou por que está com os direitos políticos cassados.

Mas o Instituto Paraná mediu, sim, um cenário com o ex-presidente, mas sem a presença de Moro; e nele, Bolsonaro e Lula ficam em condição de empate técnico, com 26,3% a 23,1% em favor do atual presidente. (Leia aqui)

Sendo candidato ou não, Lula terá forte influência no processo eleitoral, sobretudo com a presença do ex-juiz da Lava Jato, que o condenou à prisão.

O instituto não fez, ou pelo menos não divulgou, nenhum levantamento que incluísse Bolsonaro, Lula e Moro no mesmo cenário.

E este, sim, é o mais provável de 2022…

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Chefão da Lava Jato admitiu: Bolsonaro era o candidato…

Carlos Fernando dos Santos Lima foi um dos coordenadores da operação, e revelou em entrevista à Globo News, em agosto de 2019, que os responsáveis pela investigação optaram pelo atual presidente contra o candidato do PT

 

Carlos Fernando confirmou que a Lava Jato, coordenada por Sérgio Moro, foi usada contra o PT para levar Bolsonaro à presidência

Em meio à demissão do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro – e diante da proximidade do julgamento no Supremo Tribunal Federal da ação que acusa a Lava Jato de ser usada politicamente contra Lula e o PT – uma declaração do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima tem sido relembrada nas redes sociais.

Datava 25 de agosto de 2019, quase um ano depois da eleição.

Ex-coordenador da Lava Jato, Carlos Fernando foi chamado a um debate no GloboNews Painel, com o advogado Walfrido Warde, mediado pela jornalista Renata Lo Prete; Ao responder sobre o alinhamento da Lava Jato à candidatura de Bolsonaro, o procurador afirma, categoricamente:

– Infelizmente, no Brasil, nós vivemos um maniqueísmo, né? Então nós chegamos… Inclusive, no sistema de dois turnos, faz com que as coisas aconteçam dessa forma. É evidente que, dentro da Lava Jato, dentro desses órgãos públicos, de centenas de pessoas, existem lava-jatistas que são a favor do Bolsonaro. Muito difícil seria ser a favor de um candidato que vinha de um partido que tinha o objetivo claro de destruir a Lava Jato.

Renata Lo Prete pergunta, para confirmar: “o senhor está se referindo a Fernando Haddad?”

A resposta de Carlos Fernando é ainda mais enfática:

– A Fernando Haddad, obviamente. Então nós vivemos este dilema: entre a cruz e a caldeirinha; entre o diabo e o coisa ruim, como diria o velho Brizola. Nós precisamos parar com isso. Nós realmente temos que ter opções. Infelizmente, um lado escolheu o outro. E, naturalmente, na Lava Jato, muitos entenderam que o mal menor era Bolsonaro. Eu creio que essa era uma decisão até óbvia, pelas circunstâncias que Fernando Haddad representava justamente tudo aquilo que nós estávamos tentando evitar, que era o fim da operação. Agora, infelizmente, o Bolsonaro está conseguindo fazer. (Entenda aqui íntegra do debate da GloboNews)

A declaração de um dos coordenadores da Lava Jato, dada quase um ano depois da eleição e pouco mais de um ano antes da queda de Sérgio Moro, confirma claramente o uso da operação em favor do atual governo.

E joga mais luz também sobre os motivos da ascensão e queda de Moro do Ministério da Justiça…

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Bolsonaro mostra mágoa e acusa Moro; PGR pede investigação…

Presidente nega tentativa de interferência na Polícia Federal, mas revela que foi acuado pelo ex-ministro da Justiça por indicação ao Supremo em troca da substituição do chefe da instituição; Ministério Público quer levar os dois às barras dos tribunais

 

Terminou em troca de acusações públicas o casamento pós-golpe de Jair Bolsonaro com o ex-juiz Sérgio Moro

Desfiando um rosário de queixumes, lamentações e mágoas, o presidente Jair Bolsonaro negou nesta sexta-feira, 24, que tenha tentado interferir nas investigações da Polícia Federal, como sugeriu pela manhã o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, que pediu demissão.

Mas, ainda assim, o presidente admitiu que a autonomia dada ao ministro no início do governo foi a mesma dada a todos os demais auxiliares.

– Mas autonomia não significa soberania. Se eu não puder trocar um auxiliar diante do ministro eu deixarei de ser presidente – afirmou.

Negando que tenha usado o cargo para tentar submeter a Polícia Federal, Bolsonaro fez uma acusação direta ao seu ex-ministro, acusando-o de tentar trocar a substituição na PF pela indicação ao Supremo Tribunal Federal.

– Ele disse pra  mim: você pode até trocar o diretor da PF, mas só em novembro, quando me indicar para o STF – acusou o presidente.

Pela manhã, Moro fez questão de afirmar que uma eventual indicação ao Supremo nunca fez parte da negociação para virar ministro de Bolsonaro.

Procuradoria pede investigação

Durante o pronunciamento de Bolsonaro, o procurador-geral da República Augusto Aras, pediu que o STF determine abertura de inquérito para apurar as acusações de Moro.

A PGR levanta suspeitas de crime de advocacia administrativa e falsidade ideológica por parte de Bolsonaro, segundo as acusações de Moro; mas põe o próprio Moro na berlinda ao levantar hipóteses de que suas denúncias sejam caluniosas.

O caso aumentou a crise institucional no governo e deve por Bolsonaro e Moro novamente frente à frente.

Desta vez, nas barras dos tribunais…