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Debate da Mirante mantém status de decisivo no processo eleitoral

Encontro com os candidatos, marcado para o dia 12 de novembro, três dias antes do primeiro turno, gera expectativa, sobretudo, pelo fato de alterar cenários em caso de indefinição ou acirramento da disputa

 

Jornalista Clóvis Cabalau, diretor do jornal O Estado, vai coordenar toda cobertura do processo eleitoral, nos veículos do Grupo Mirante

A data do debate da TV Mirante em São Luís – no dia 12 de novembro – manteve o status de decisivo do programa, por ser realizado apenas três dias antes do pleito.

A realização do debate foi confirmada nesta quinta-feira, 17, pela direção da emissora.

Em 2016, o debate da Mirante influenciou diretamente na definição do segundo turno e revelou ao Maranhão a liderança de Eduardo Braide (Podemos), hoje líder em todas as pesquisas de intenção de votos. (Entenda aqui, aqui e aqui)

E ao que tudo indica, este status de decisivo será mantido pelo programa da Mirante, haja vista a indefinição sobre a decisão da eleição – se em primeiro ou segundo turno – e sobre o próprio eventual adversário de Braide.

Estão assegurados no programa todos os candidatos de partidos com representação no Congresso Nacional, além dos que obtiverem ao menos 5% das intenções de voto na pesquisa Ibope que e deve ser divulgada disso antes.

Além do debate, o Grupo Mirante pretende realizar ampla cobertura das eleições, de forma integrada entre seus veículos, com entrevistas, programas, sabatinas e debates, nas rádios, portais e jornal O Estado.

A coordenação jornalística do processo eleitoral no Grupo Mirante é do jornalista Clóvis Cabalau…

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Réquiem a um pulha…

Por Pergentino Holanda

Raríssimas vezes, em cinquenta anos de jornalismo, abri espaço em minha Coluna para reafirmar aquilo que, em momento anterior, eu já havia noticiado. E o leitor cativo desta página sabe que o que aqui divulgo jamais é posto em xeque, portanto não carece de reafirmação, porque o que alimenta uma caminhada tão longa, de credibilidade inabalável, é a matéria-prima da verdade.

Lido diariamente com fatos, com informações certeiras, e não com sofismas. Não tenho tempo – nem a idade me permite isso – para compartilhar inverdades com o ilustríssimo leitor, muito menos para macular reputações alheias em redes sociais, como alguns, desocupados há mais de duas décadas, dão-se ao trabalho de fazer.

Escrevo porque fiz do jornalismo o meu sacerdócio e dele não me divorcio enquanto saúde e entusiasmo para viver eu tiver. Tive oportunidades de me aposentar aos 45, aos 50, aos 55, aos 60, aos 65 anos. Mas optei por continuar trabalhando como um cidadão digno. Fiz a opção por manter a mente ocupada, por servir aos meus leitores, por ser útil à sociedade. Jamais tive vocação para ser um pulha encostado, para ser um incapaz.

Meu convívio com a Academia Maranhense de Letras já dura mais de quatro décadas. Tenho com essa instituição e seus membros uma relação de respeito mútuo, pautada também pela reciprocidade afetiva. Sem qualquer modéstia, conheço a AML e suas entranhas protocolares – incluem-se aí os processos eleitorais – bem mais que alguns aventureiros de plantão, de “biografia fake forjada em artigos enfadonhos”, como dizia meu saudoso amigo Jomar Moraes.

Pela minha histórica proximidade com a Academia Maranhense de Letras, por diversas vezes fui assediado a concorrer a uma vaga naquela respeitada instituição. Nunca aceitei. Optei por manter o distanciamento necessário para me portar como o repórter ético que, na maioria das vezes, obtém a informação privilegiada, ajuda a costurar acordos, apoia os projetos e, como nenhum outro jornalista, abre espaços para divulgação das solenidades da Casa de Antônio Lobo.

À exceção do pulha juramentado, escolha aleatoriamente um acadêmico, meu caro leitor, e pergunte a ele se o que aqui escrevi, na semana passada, sobre o forte movimento que se constrói para a sucessão de Sálvio Dino, tem ou não fundamento. Pergunte ao decano. Ouça os mais antigos e os mais novos na AML. Indague o ex-presidente da Casa.

Por diversas vezes a AML convidou, sim, pessoas ilustres do meio intelectual para entrarem no seu quadro de membros. Poderia enumerar aqui vários exemplos, todos eles consumados por eleição consensual. É demasiado leviano negar – ou desconhecer, por ignorância – a história da instituição.

Por raríssimas vezes precisei ser tão enfático numa única nota. Mas meu único compromisso é com a informação. E que fique bem claro: não faço concessão ao blefe.

EM TEMPO: fiz questão de ignorar o nome de Lino Moreira para não dar a ele a importância que ele pensa que tem, quando na verdade não passa de um pulha, puxa-saco dos poderosos e “intelectual fake”.

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Senado deve votar segunda o adiamento das eleições

Proposta do senador maranhense Weverton Rocha, aprovada ontem, prevê a discussão sobre as datas do pleito em sessão a partir das 14 horas e, logo em seguida, votação da proposta aprovada no debate

 

O Senado promove na segunda-feira (22) sessão de debates para tratar do adiamento das eleições municipais de outubro durante a pandemia. Os senadores aprovaram requerimento para a discussão do tema durante sessão remota desta quinta-feira (18).

O requerimento 785/2020 foi uma iniciativa do senador Weverton (PDT-MA), que é o relator da PEC 18/2020, que propõe a mudança de data da votação. Segundo ele, a intenção é ouvir convidados na primeira parte da sessão, prevista para ter início às 14h, e depois, a partir das 16h, os senadores discutirão a proposta.

Weverton explicou ainda que se reuniu nesta tarde com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, para discutir o adiamento. Durante a reunião, o senador convidou e o ministro aceitou participar da sessão temática no Senado. Os demais convidados devem ser confirmados até o final de semana.

– Convidei ele para participar da comissão e ele concordou, para que a gente possa juntos conversar. Queremos ouvir especialistas, médicos infectologistas, associações de direito eleitoral, prefeitos e vereadores e, em seguida, abrir para os senadores fazerem suas possíveis intervenções já com as informações novas – afirmou Weverton.

O senador prometeu entregar o relatório sobre a proposta ainda na segunda-feira, para que os senadores tenham tempo de analisar o documento e votá-lo já na terça-feira.

– Estamos correndo contra o tempo, esse é um assunto que movimenta todo o Brasil e não podemos segurar essa matéria – ressaltou.

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Reforma da previdência é feita sem debate com a sociedade, diz Weverton

O senador Weverton Rocha (PDT) afirmou, nesta terça-feira (1), que a reforma da Previdência tem sido feita de forma açodada e sem discussão com a sociedade. De acordo com o parlamentar, o governo insiste que sem a reforma da Previdência o país não sairá da crise econômica, mas o controle do aumento das despesas públicas não tem sido uma grande preocupação governamental.

“Foi criada a expectativa de que a reforma ia resolver todos os problemas do Brasil. Isso não é verdade. Houve um açodamento na apreciação do texto. Qual o motivo disso? O atual presidente passou 28 anos no Congresso e não teve essa pressa toda que o Senado está tendo. Lembrando que Bolsonaro, como deputado, sempre votou contra à reforma da Previdência”, ressaltou Weverton.

Para o senador, não houve um debate claro sobre o tema com a população.

“O Senado não pode se omitir e aprovar açodadamente o texto que veio da Câmara. Essa reforma tem um impacto enorme na vida de cada brasileiro e até na economia dos pequenos municípios, razão pela qual deve ser debatida à exaustão e precisa ser melhorada”, argumentou.

Weverton explica que o se o texto for aprovado como está, o maior prejudicado será o trabalhador.

“O trabalhador que fica na ponta, o eletricista, a professora, o produtor rural, o pescador, o garimpeiro. Eles precisam e devem ter uma aposentadoria justa.

O Senado tem o dever de votar um texto que garanta os direitos dessas pessoas que trabalharam a vida inteira e precisam ter uma velhice tranquila e com recursos”, enfatizou.

O parlamentar criticou ainda a forma como o governo federal tem tratado do assunto.

“Eles falam que a reforma vai cortar privilégios, mas não é verdade. O trabalhador é convidado a pagar conta, o servidor também. E o militar, não, apesar de fazer parte também desse rombo, as grandes empresas e principalmente os bancos não são convidados para pagar essa conta. É no mínimo desproporcional falar que essa reforma está combatendo privilégios”, disse.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) realiza, neste momento, sessão para analisar a proposta.

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Lideranças e instituições discutem desenvolvimento do Maranhão…

GASTÃO VIEIRA É UM DOS DEBATEDORES DA REUNIÃO QUE ACONTECE EM BRASÍLIA sobre o futuro do desenvolvimento do Maranhão

Nesta segunda-feira (2), acontece em Brasília reunião para debater iniciativas de desenvolvimento econômico e inovação para o estado do Maranhão. Representantes do Ministério da Cidadania, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Companhia Energética e Secretaria de Assuntos Estratégicos do estado do Maranhão e o deputado Gastão Vieira, que está capitaneando a proposta.

Segundo Gastão Vieira, o encontro será o início da discussão de estratégia para levar ações que promovam o desenvolvimento local do estado, com foco nas famílias de baixa renda.

“É muito importante pensar o desenvolvimento como um todo, mas a pauta fica ainda mais rica quando a intenção é incluir aqueles que sempre ficam à margem de qualquer estratégia de desenvolvimento econômico. Nós queremos trazer aqueles que mais precisam, porque acredito que se criamos condições para essas famílias, a gente realmente muda a realidade do nosso estado”, disse.

Ainda segundo Gastão Vieira, a previsão é que a partir de indicadores sociais básicos como renda, educação e saúde seja possível identificar com clareza oportunidades para o desenvolvimento social inclusivo.

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Congresso Maranhense de Enfermagem discute importância do profissional da saúde

Após três dias de evento, encerrou neste sábado, 27, o 3º Congresso Maranhense de Enfermagem, que, nesta edição homenageou a reitora da Universidade Federal do Maranhão, Nair Portela Silva Coutinho, por ser enfermeira e a primeira mulher a ocupar um cargo público tão importante para o estado.

Vera Baldez, integrante da Assessoria de Comunicação Médica, instituição que organiza o evento, falou d relevância do reconhecimento da reitora Nair Portela para a sociedade e por ser a primeira mulher a ocupar um cargo tão importante. “Agradeço a todos que vieram prestigiar o evento e participar de uma programação que discute a profissão do enfermeiro no Maranhão. Os profissionais de enfermagem só têm a agradecer por ter a primeira a mulher a ocupar um cargo tão importante, e o que é melhor: representando a categoria de enfermeiros. É uma satisfação ter uma pessoa competente representando esses profissionais, por isso fizemos esta justa homenagem”, explicou.

Para a reitora Nair Portela, homenageada no evento, a enfermagem é uma grande categoria, que está 24 horas presente nas unidades de saúde, que trabalha diuturnamente para atender à sociedade, e isso a faz honrada por fazer parte da classe e, ainda, por ser homenageada nesta terceira edição.

“Esta homenagem já faz parte da minha história! Ficamos alegres pelas coisas que conquistamos, por isso só temos a agradecer a Deus por isso, por conseguimos conquistar esse espaço, que é difícil. Agradeço ainda todo o apoio que tenho tido da categoria, dos meus alunos que amo, dos amigos, porque o cargo que ocupamos não é fácil, ainda mais hoje, em meio a uma crise, fazer gestão na universidade pública federal é uma situação complexa de dificuldade, com as restrições financeiras pela qual todos nós passamos, mas o importante é que vencemos a cada momento e a Universidade não fechou as portas. Estamos em uma restrição financeira para o segundo semestre, mas acreditamos que o governo vai liberar recurso, porque não podemos parar as universidades, estamos em uma luta constante, e eventos como estes nos dão força e entusiasmo para continuar o trabalho. Por isso fico estou muito feliz por esta homenagem”, frisou a reitora.

A palestra de abertura, intitulada “Avanços da enfermagem estética no Brasil, no mundo e no Maranhão”, foi ministrada pela professora e enfermeira Mara Diogo, especialista em Dermatologia e atuante nas áreas clínica, cirúrgica e estética, em São Paulo.

Em seguida, foi realizada a palestra “Cuidados do Idoso e Direitos do Idoso”, pelo promotor do idoso, Augusto Cutrim. Às 14 horas, haverá a palestra com o tema “O papel da Enfermagem no gerenciamento da dor”, ministrada por Érica Brandão, e, para encerrar o primeiro dia do evento, a palestra “A enfermagem na prevenção do suicídio”, pela professora da Faculdade Estácio e do Florence e coordenadora de prática clínica e estágio da disciplina de saúde mental do hospital Nina Rodrigues, Walquíria Silva.

Já a palestra de encerramento “Ética na Enfermagem”, foi ministrada pela homenageada. A reitora Nair Portela frisou que a ética é fundamental na vida, que a ética é decisão é escolha. “É uma das questões mais importantes no contexto de nossa sociedade, tanto da esfera pública quanto das nossas vidas privadas. É no indivíduo que se situa a decisão ética, ou seja, precisamos respeitar a decisão do paciente, cabe a ele escolher os seus valores e as suas finalidades”, explicou.

Ela disse ainda que é fundamental que os enfermeiros ajudem na formação de novos profissionais, contribuindo com a formação daqueles que ainda estão na universidade ou faculdade. Nair Portela lembrou da importância do cuidado para com as crianças e criou o abecedário da ética. “Compus o abecedário para mostrar a relevância dos nossos serviços para a sociedade e o que de bom fazemos, bem como o compromisso que temos em acolher aqueles que mais precisam do nosso cuidado.

A (Atitude – Atenção – Ação), B (Beneficência), C (Cuidado, Compromisso, Consentimento, Comunicação, Consciência), D (Direito, Diálogo, Decisão, Dilema, Desafio), E (Ética, Equidade, Empatia), F (Fé), G (Gratidão), H (Humanização), I (Informação), J (Justiça), L (Liberdade, Legalidade), M (Multidisciplinar), N (Negligência), O (Omissão), P (Prudência), Q (Qualidade), R (Respeito, Responsabilidade, Risco), S (Sigilo), T (Transformações), U (Universalidade), V (Vida, Valores, Verdade), X (X da questão), Z (Zelo)”.

Antes da reitora Nair Portela dar início à sua palestra, os participantes da terceira edição pôde prestigiar as palestras do professor do departamento de Medicina II da UFMA, José Aparecido Valadão, que falou sobre “O papel do Enfermeiro instrumentador dentro da cirurgia bariátrica; da professora do curso de Enfermagem da UFMA, Francisca Georgina, com o tema “Atenção à saúde da criança”; e do enfermeiro pernambucano Gilmar Júnior, “Empreendedorismo na Enfermagem”, o qual falou sobre o que é empreender no ramo da Enfermagem, e que é possível sim, fazer empreendedorismo.

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Assistência à saúde de diabéticos e hipertensos é debatida em audiência pública

A assistência à saúde de diabéticos e hipertensos no Maranhão foi o tema central da audiência pública realizada nesta terça-feira (30) na Assembleia Legislativa pela Frente Parlamentar em Defesa de Diabéticos e Hipertensos, coordenada pelo deputado César Pires. Um dos principais pontos debatidos foi o fechamento do Centro de Medicina Especializada em Hipertensão e Diabetes (Cemesp) e a fragilidade das ações de prevenção das duas enfermidades nas redes municipais de saúde.

A reunião contou com a participação dos deputados Zito Rolim, Helena Duailibe, Roberto Costa, Daniella Tema e Wellington do Curso, e também da secretária adjunta de Assistência à Saúde, Carmem Belfort; o juiz da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, Douglas Martins; o presidente da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMESERH), Rodrigo Lopes; e dos presidentes da Associação dos Diabéticos do Maranhão (ADIMA), Edilson Vanderley, e da Associação Maranhenses de Diabéticos Tipo 1 (AMAD1), Aila, e do médico endrocrinologista Fernando Neves.

Os representantes dos pacientes presentes na audiência relataram inúmeras dificuldades enfrentadas após a transferência do atendimento prestado no Cemesp para o Centro de Especialidades Pam Diamante. Segundo eles, há demora na marcação de consultas, na realização de exames e falta de material para curativos especializados, em decorrência da redução no número de profissionais que dão atendimento especificamente a hipertensos e diabéticos.

Em contraponto, a secretária Carmem Belfort afirmou que o atendimento foi até ampliado com a transferência para o PAM Diamante, e destacou que a falta da prevenção nas redes municipais acaba sobrecarregando a assistência na capital e na rede estadual de saúde.

“É preciso eleger prioridades e garantir que a assistência aos hipertensos e diabéticos tenha qualidade. Nós vamos continuar nessa luta, para buscar soluções que assegurem os direitos dos pacientes”, afirmou César Pires ao final do encontro.

Ele concluiu anunciando que a Frente Parlamentar fará visita para verificar in loco o atendimento no PAM Diamante, que vai propor uma reunião com os dirigentes da Secretaria Municipal de Saúde de São Luís e com a Federação dos Municípios do Maranhão (FAMEM) para cobrar mais investimentos na atenção básica.

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Gastão Vieira enquadra ministro da Educação na Câmara….

Além de questionar os métodos de Ricardo Vélez, parlamentar maranhense disse que todo o debate sobre a Educação no país pode ser feito a partir das publicações da própria Comissão da Casa

 

GASTÃO VIEIRA EXIBE PUBLICAÇÕES DA CÂMARA QUE ESTÃO SENDO USADAS, sem citação, pelo Ministério da Educação

O deputado federal Gastão Vieira (Pros) enquadrou nesta quarta-feira, 27,. o ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro, Ricardo Vélez Rodrigues, durante audiência na Comissão da Educação da Câmara Federal.

Lembrando ter sido duas vezes presidente da comissão e conhecer os bastidores do MEC, Gastão advertiu que, antes de discutir o setor educacional no país, Vélez precisa dizer o que quer.

– O senhor falou em Alfabetização, não citou o trabalho, mas vou lhe mostrar aqui. É desta comissão, quando eu era presidente, em 2004. Se o senhor quer discutir Educação Infantil, está aqui o primeiro livro, feito nesta Casa, por esta comissão; quer discutir reforma educativa? Está aqui o segundo livro; quer discutir Ensino Médio Diversificado? Está aqui o terceiro livro; Ensino à distância? tá aqui o livro, todos produzidos aqui – citou Gastão Vieira, exibindo pelo menos 10 trabalhos feitos na comissão.

Gastão lembrou que nos documentos da equipe de Vélez – que o maranhense diz não conhecer, pela primeira vez, em 20 anos de atuação parlamentar – são usados trechos de todos estes estudos, sem citação de fonte.

E ironizou: – Se o senhor quer reforma, basta sentar e mandar seu secretário executar isto que está aqui nos relatórios. E até frases foram usadas nos documentos.

Ao encerrar, Gastão Vieira deu um recado ao ministro:

– É hora de trabalhar, ministro; o seu primeiro conflito ideológico está começando agora; muitos tiveram aqui com o pessoal da esquerda. mas vamos trabalhar, ministro.

Acesse aqui o vídeo da intervenção de Gastão

 

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Sem reformas ninguém vai conseguir governar, afirma Roberto Rocha

Em Entrevista ao Programa Ponto Final, na Mirante AM, nesta segunda (11), o senador Roberto Rocha (PSDB) falou, entre outros temas, sobre economia, Reforma da Previdência e a Corregedoria do Senado.  

Líder do PSDB no senado, o parlamentar maranhense foi forte articulador para a eleição do senador Davi Alcolumbre ( DEM-AP) à presidência do senado. Roberto Rocha também está à frente da Corregedoria do Senado e conduz as investigações acerca do processo eleitoral ocorrido no dia 02 de fevereiro.

“Foi uma eleição muito acirrada e cheia de polêmicas, com cenas lamentáveis que deixaram o senado ruim perante a opinião pública e que a população cobra uma resposta”, analisou o senador.

“As imagens já se encontram conosco em HD, são muitas horas de imagens. E a equipe do meu gabinete se debruçou no final de semana pra ver. Após checar essas imagens, voto a voto, nós vamos pegar o testemunho daqueles que participaram da mesa, sejam senadores ou servidores, para esclarecimento do caso. Penso que nós teremos que fazer uma investigação mais profunda em um ou dois votos”, informou.

Questionado sobre o posicionamento do seu partido diante do Governo Bolsonaro, Rocha afirmou com tranquilidade que não haverá dificuldades, considerando que a agenda prioritária da bancada tucana, no momento, é a mesma do atual governo.

“Temos uma agenda prioritária que é a agenda econômica. Precisamos destravar a economia, fazer o país retomar o crescimento econômico. Não há possibilidade de gerar emprego se a economia não crescer. Emprego é a maior obra social. Na medida em que você promove o desenvolvimento econômico, você, claro, gera emprego”, constatou o parlamentar.

O senador maranhense aponta, ainda, como mudança fundamental para a economia do País, as reformas que virão. No caso, a tributária e a da Previdência.

“Na hora em que o Brasil, ainda no primeiro semestre, se for possível, aprovar a Reforma da Previdência, esse país cresce mais ou menos o que vai crescer o mundo, em 2019: 3,5%. Isso significa que a arrecadação tributária cresce 10%, porque pra cada 1% de crescimento do PIB, cresce 3% a arrecadação tributária. Nós precisamos disso. Nós brasileiros.  Ninguém vai conseguir governar nada, daqui a mais quatro anos, se as reformas não forem feitas. Todo o dinheiro do Brasil vai ser pra pagar a previdência. E não haverá mais dinheiro sequer pra pagar folhas de funcionários”,  concluiu.

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Hildo Rocha apresenta projeto de lei que moderniza a legislação de saneamento ambiental

Em debate, na TV Câmara, sobre mudanças na legislação referente aos serviços de saneamento ambiental, o deputado federal Hildo Rocha foi enfático ao afirmar que “sem atualização da legislação não haverá melhorias nos serviços de saneamento ambiental”. Mediado pela apresentadora Vânia Alves, o debate teve a participação do deputado Afonso Florence (PT/BA).

Hildo Rocha foi presidente da Comissão Especial da Medida Provisória 844/2018, que reformula o Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil. O parlamentar tem demonstrado preocupação com as questões referentes ao setor, em especial, quanto ao que poderá acontecer se o parlamento brasileiro não promover uma reformulação na legislação pertinente ao tema.

“Se  não modernizarmos a legislação referente ao setor de saneamento ambiental, em poucos anos haverá um colapso no abastecimento de água, e sérios problemas decorrentes da precariedade da coleta e tratamento de resíduos domiciliares”, argumentou Hildo Rocha.

Nova proposta já tramita na Câmara Federal

Aprovada no ano passado, na Comissão Especial, a Medida Provisória 844/2018, que foi presidida pelo parlamentar maranhense, poderia representar um grande avanço. Entretanto, o dispositivo perdeu a eficácia no final de dezembro de 2018 por não ter sido votado no plenário da Câmara.

Preocupado com a situação, Hildo Rocha apresentou um Projeto de Lei com teor semelhante ao da MP 844 objetivando modernizar toda a área de saneamento no país.

“O modelo atual está esgotado. É preciso que sejam feitas mudanças na legislação a fim de que sejam criadas condições para atrair investimentos privados para o setor de saneamento – sem abandonar as metas de universalização e qualidade na prestação dos serviços, por isso apresentei um projeto de lei que poderá suprir a urgente necessidade de atualização da nossa legislação”, explicou Hildo Rocha.

Segurança jurídica

O deputado disse que é necessário permitir que empresas da iniciativa privada também possam fazer saneamento.

“O poder público não tem recurso suficientes para investir. Sem investimentos os serviços irão piorar. Então, é necessário atrair investimentos. Mas, para isso os investidores precisam ter a certeza de que irão atuar num ambiente propício para a realização das suas atividades, onde haja a necessária segurança jurídica pois só assim eles terão condições de ofertar serviços eficientes e, consequentemente, promover melhorias no setor”, destacou o parlamentar.

A preocupante realidade

Atualmente, 36% da população brasileira não tem água tratada; mais da metade da população não tem direito ao esgotamento sanitário, nas suas residências. Estimativas do Governo Federal, indicam que, para resolver as enormes carências no tratamento de água e esgoto são necessários recursos da ordem de R$ 300 a R$ 500 bilhões.

“Esses números mostram que algo tem que ser feito urgentemente. No meu entendimento, o ponto inicial dessa mudança é a modernização da nossa legislação. Sem isso a parcela mais pobre da população permanecerá desassistida, a situação irá se agravar. Portanto, o parlamento brasileiro não pode ficar alheio a esse debate” advertiu Hildo Rocha.