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Rubens Jr. pode levar Flávio Dino a derrota histórica…

Patinando na casa de 1% das intenções de voto, candidato do PCdoB insiste em ligar seu nome ao do governador, criando uma situação constrangedora para o comunista, que tem ao menos outros três aliados na disputa

 

Flávio Dino já descartou ter candidato no primeiro turno, mas Rubens Júnior insiste em ligar seu nome ao dele, criando risco de derrota histórica para o comunista

O candidato do PCdoB a prefeito de São Luís, Rubens Pereira Júnior, pode levar o governador Flávio Dino a uma derrota histórica nas eleições de novembro.

Quase sem chances de chegar ao segundo turno – com pouco mais de 1% das intenções de voto – o comunista, que é deputado federal e afilhado do governador, insiste em se declarar candidato de Flávio Dino.

A situação é constrangedora para Dino – que já declarou-se neutro no primeiro turno – por que o governador tem pelo menos outros três aliados na disputa: Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM) e Bira do Pindaré (PSB).

Nas redes sociais, candidato do PCdoB fala que sua campanha representa o time de Flávio Dino na disputa em São Luís

Além disso, a vinculação de Rubens pode levar Dino a uma derrota histórica na capital maranhense, ao ficar de fora do segundo turno das eleições.

Para o governador, essa possibilidade seria desastrosa parta suas pretensões de se tornar liderança nacional.

Mas Rubens Júnior não parece muito preocupado com isso…

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Segundo turno é hipótese cada vez mais provável em São Luís

Números do Ibope mostram que a diferença entre o favorito Eduardo Braide e a soma dos demais candidatos é hoje de apenas 2 pontos percentuais, abaixo da margem de erro, de 3 pontos, o que permite apontar dois turnos na capital maranhense

 

Favorito para vencer em primeiro turno, Braide tem visto sua diferença cair em relação aos demais candidatos, o que deve se intensificar durante a campanha eletrônica

A vitória do deputado federal Eduardo Braide (Podemos) no primeiro turno das eleições de São Luís é hoje uma hipótese quase descartada pelos analistas políticos.

E os números do Ibope divulgados nesta segunda-feira, 21, confirmam a tendência de dois turnos.

A diferença entre o percentual de intenção de votos de Braide – que já foi de quase 15 pontos percentuais – caiu hoje para apenas dois pontos percentuais, índice abaixo da margem de erro de 3 pontos percentuais da pesquisa.

No atual momento das eleições na capital maranhense, Braide teria entre 40% e 46% das intenções de votos; já os demais candidatos somados teriam percentual variando entre 39% e 45%.

Isso caracteriza um empate técnico entre a chance do favorito vencer logo em 15 de novembro e a possibilidade de ir para uma segunda rodada de votações em 29 de novembro.

Disputa acirrada

Duarte Júnior e Neto Evangelista travam uma batalha dura pela chance de disputar um eventual segundo turno contra o favorito Eduardo Braide

A disputa é acirrada também entre os dois principais adversários de Braide pela vaga no segundo turno.

Duarte Júnior (Republicanos) com índice entre 11% e 17%, e Neto Evangelista (DEM) variando entre 7% e 13% estão também empatados em segundo lugar.

Nesta disputa, é possível afirmar também momento de melhor desempenho do candidato do DEM, que diminuiu a diferença entre uma e outra pesquisa Ibope. 

O blog Marco Aurélio D’Eça já havia previsto este acirramento entre os dois principais adversários de Braide, no post “Polarização Neto X Duarte achatará índice dos demais candidatos…” 

E a tendência é que este acirramento se intensifique a partir do início oficial da propaganda no rádio e na TV…

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Polarização Neto X Duarte achatará índices de demais candidatos…

Principal efeito da disputa acirrada entre os dois principais postulantes a um segundo turno com Eduardo Braide é levar a uma queda do próprio Braide, mas, principalmente, à perda de votos entre a turma que vem mais abaixo

 

Duarte e Neto já polarizam a disputa em primeiro turno, ameaçando Braide e se distanciando do pelotão de trás

Análise de conjuntura

As pesquisas de intenção de votos, o volume de campanha nas ruas e a percepção de especialistas têm apontado para uma polarização em São Luís entre os candidatos Duarte Júnior (Republicanos) e Neto Evangelista (DEM).

Os dois disputam acirradamente o direito de ir para um segundo turno contra o favorito, Eduardo Braide (Podemos).

E pelo que se analisa das pesquisas divulgadas, somadas ao volume de campanha já demonstrado pelos dois, esse acirramento tende a transformá-los em protagonistas do primeiro turno.

O principal efeito disto, segundo analistas de pesquisas qualitativas, é um crescimento exponencial tanto de um quanto de outro.

Para estes analistas ouvidos pelo blog Marco Aurélio D’Eça, a tendência é que as estruturas de campanha montadas em torno de Duarte e de Neto levem ambos a um patamar na casa dos 20% de intenção de votos, disputando cabeça a cabeça o direito de ir para o segundo turno, contra Braide. 

Isso se dará ao longo da campanha por um efeito alcançado pela própria movimentação das máquinas dos dois candidatos: o achatamento na intenção de votos, tanto do favorito quanto dos demais candidatos.

A menos, claro, que surja um fato de última hora, o que não se desenha no horizonte; pelo menos por enquanto.

Líder em todas as pesquisas, Braide perderá densidade tanto para Duarte quanto para Neto.

Mas a linha de trás, dos demais candidatos, é que tende a minguar ao longo da propaganda eleitoral, com o eleitor se posicionando cada vez mais pelos três nomes da linha de frente.

O resultado é que muitos candidatos lançados à disputa tendem a sair dela menores do que entraram, pelo definhamento natural no processo de polarização.

Esta perspectiva é vista de cima, dificilmente percebida pelos que estão na labuta diária, emocionalmente envolvidos com as candidaturas.

Mas é assim que será…

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Neutro no primeiro turno, Edivaldo será decisivo no segundo

Com volume de obras e serviços nunca visto em São Luís, prefeito terá forte influência em uma eventual segunda rodada  de votações, tanto se apoiar um candidato quanto se decidir pela neutralidade da gestão

 

Esta manifestação carinhosa da população ao prefeito e à sua esposa faz dele um influente cabo eleitoral no processo eleitoral em São Luís

O prefeito Edivaldo Júnior decidiu não se posicionar nas eleições de São Luís, pelo menos por enquanto.

Mas o volume de obras e serviços que está implantando em São Luís desde o ano passado faz dele o principal cabo eleitoral em um eventual segundo turno.

Sua influência se dará no apoio a um candidato específico, mas também se decidir continuar neutro.

O prefeito tem carisma já comprovado na capital maranhense, o que faz dele um líder popularíssimo, mesmo nos momentos mais difíceis da gestão.

Esse carisma, combinado com o volume de obras e serviços – no Centro Histórico, na chamada classe média, nas comunidades e na zona rural – transforma Edivaldo numa espécie de eleitor privilegiado no segundo turno.

Mas o seu apoio dependerá da postura dos candidatos no primeiro turno…

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Eliziane mobiliza aliados por Rubens Júnior…

Senadora entrou na campanha do candidato do PCdoB envolvendo sua base de apoio e garante que ajudará a levar o deputado para o segundo turno da disputa pela Prefeitura de São Luís

 

Devidamente protegida contra a coVID-19, Eliziane Gama e seu grupo recebe lideranças em apoio ao comunista Rubens Pereira Júnior

Duas vezes candidata a prefeita de São Luís – em 2012 e 2016 – a senadora Eliziane Gama decidiu por todo seu cacife eleitoral na capital maranhense em favor do pré-candidato do PCdoB, Rubens Pereira Júnior.

Ao lado do marido, Inácio Mello, dos militantes do Cidadania e da sua base de apoio na igreja Assembleia de Deus, Eliziane tem reunido com representantes de várias comunidades; com uma certeza em relação à campanha:

– Rubens Júnior vai para o segundo turno; tenho convicção – afirmou a senadora.

Primeira aliada do governador Flávio Dino (PCdoB) a assumir a campanha de Rubens Júnior, Eliziane tem no projeto de chegar ao segundo turno um caminho também para 2022, como um dos nomes do governo na disputa pela sucessão estadual.

O próprio Rubens Júnior já acenou com esta possibilidade, ao receber o apoio do Cidadania, como revelado pelo blog Marco Aurélio D’Eça no post “Rubens Júnior acena para apoio a Eliziane Gama em 2022…”

É com esta certeza que a senadora mobiliza sua base em favor do candidato comunista…

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“O consórcio está mais escancarado”, diz Wellington do Curso

Em entrevista ao jornal O EstadoMaranhão, pré-candidato do PSDB a prefeito de São Luís ressalta que o pool de candidatos estruturados pelo Palácio dos Leões atua desde 2016 e, agora, em 2020,  utiliza posturas até criminosas, como loteamento de secretarias entre eles

 

Wellington apontou para o consórcio de candidatos de Flávio Dino e ignorou o nome de Eduardo Braide, que chama de “o outro candidato mais fácil de vencer”

Pré-candidato a prefeito de São Luís pelo PSDB, o deputado estadual Wellington do Curso denunciou o que chama de consórcio de candidatos estruturados pelo Palácio dos Leões e diz que este grupo age desde as eleições e 2016.

– Em 2016, fomos vítimas disso. Flávio Dino e seus aliados fizeram de tudo para que nós não chegássemos ao segundo turno. Em 2018, nas eleições para deputado, isso ficou muito mais forte. Tentaram de todas as formas impedir que fossemos eleitos, há relatos de eleitores nossos que receberam até propostas financeiras para não nos apoiar – afirmou o candidato, em entrevista ao jornal O EstadoMaranhão.

Apesar das evidências de que, ao menos este candidatos atuam de forma coordenada por agentes do governo Flávio Dino (PCdoB), os envolvidos negam a existência de consórcio.

Para Wellington, no entanto, esse candidatos têm postura até criminosa.

– Existe um consórcio sim; e agora, este ano, está bem mais escancarado. Mas não irá vencer. A postura é tão criminosa que já dividiram as secretarias do governador Flávio Dino para apoiar os pré-candidatos ligados ao consórcio e até dividiram as secretarias da Prefeitura de São Luís com seus aliados, mesmo antes de ganhar – disse o pré-candidato tucano, embora sem citar nomes.

Na entrevista ao EMA, Wellington do Curso reafirmou apoio do PSDB á sua candidatura, se declarou “mais maduro e experiente que em 2016 e evitou citar o nome do candidato Eduardo Braide (Podemos), de quem seria uma espécie de aliado independente.

Sobre Braide, a quem de chama de “o outro candidato”, Wellington frisou que, em 2016, ele foi escolhido pelo governo Flávio Dino para ir ao segundo turno, “por ter mais chance de superá-lo”.

A entrevista foi publicada na edição desta terça-feira, 28, do jornal O EstadoMaranhão…

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Favorito absoluto, Eduardo Braide ignora provocações de adversários

A exceção de Neto Evangelista, Bira do Pindaré e Carlos Madeira – que também apostam em vaga no segundo turno – candidatos da base de Flávio Dino tentam chamar atenção do deputado que lidera as pesquisas, mas ele prefere continuar dialogando diretamente com a população

 

Avesso ao bate-boca público, Eduardo Braide segue líder nas pesquisas ignorando adversários e com chances de vencer em primeiro turno

O consórcio de candidatos do governo Flávio Dino na disputa pela Prefeitura de São Luís disputa renhidamente entre si uma vaga no segundo turno das eleições de novembro.

Para isso, tentam se destacar polarizando o debate com o favorito na disputa, deputado federal Eduardo Braide (Podemos), que lidera todas as pesquisas, com amplas chances de vencer em primeiro turno.

Já tentaram chamar a atenção de Braide os candidatos Dr. Yglésio (Pros) e Duarte Júnior (Republicanos), ambos ignorados pelo adversário.

Agora, Jeisael Marx (Rede) e o principal candidato do Palácio dos Leões, Rubens Júnior (PCdoB), também tentam fazer-se notar pelo líder nas pesquisas.

E Braide os ignora solenemente. (Entenda aqui)

Dos adversários de Braide, apenas Neto Evangelista (DEM), Carlos Madeira (Solidariedade) e Bira do Pindaré (PSB) – todos com chances reais de ir ao segundo turno – fazem campanha propositiva, discutindo os problemas de São Luís, ignorando o primeiro colocado na disputa. 

Perfil de distanciamento

Dr. Yglésio foi o primeiro a tentar polarizar com Braide; o máximo que conseguiu foi um cumprimento formal e a derrota em um primeiro processo judicial

Eleito deputado estadual em 2010, Eduardo Braide tem uma postura característica que diverge da maior parte da cultura política impregnada no Maranhão.

Auto-isolado, ele é avesso ao toma-lá-dá-cá característico das negociatas que envolvem o meio, e resiste a ser tutelado por grupos ou supostas lideranças.

Este perfil influenciou para o bem e para o mal em 2016, quando saiu de 2% nas intenções de votos para a quase-vitória em segundo turno, como foi estimado pelo blog Marco Aurélio D’Eça em um post ainda em maio daquele ano, intitulado “O Fator Eduardo Braide…”.

De lá para cá, o candidato vem mantendo a mesma postura, tanto em relação a políticos quanto à imprensa; calado e distante, prefere responder às provocações pelo caminho do Direito, com ações judiciais contra o que considera ataques.

O parlamentar só deverá estar mais “vulnerável” nos debates que devem ocorrer durante a campanha – se a pandemia permitir.

Mas, neste caso, terá também o trunfo do bate-rebate ao vivo, o mesmo que o levou ao segundo turno de 2016.

E neste caso, a história pode se repetir; basta aos que tentam se fazer notar por ele se enervar a ponto de perder as estribeiras na primeira oportunidade cara-cara.

Aí se repetirá o efeito 2016; mas agora favorecendo a decisão em primeiro turno.

Simples assim…

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Esvaziamento de candidatos dinistas amplia chances de Evangelista

A partir do apoio do PDT, pré-candidato do DEM é o único dentre os aliados do governo Flávio Dino com estrutura partidária capaz de levá-lo ao segundo turno; Duarte Júnior ainda busca partidos de peso e Rubens Júnior já foi descartado pelo próprio governador

 

Neto Evangelista tem conseguido apoio nas comunidades de São Luís; e contará com a estrutura comunitária do PDT em seu projeto

Articulado desde o início de 2019 em um grupo que gira em torno do DEM, do PDT e do PTB, o deputado Neto Evangelista chega à reta final da pré-campanha como o único membro da base do governo Flávio Dino (PCdoB) com chances reais de chegar ao segundo turno das eleições de São Luís.

Neste meio-tempo em que se manteve em silêncio dentro de seu arco de alianças – que pode incluir ainda o MDB e o PSL – Evangelista viu seu adversário interno Duarte Júnior (Republicanos) inflar e esvaziar partidariamente; e Rubens Pereira Júnior (PCdoB) ser descartado pelo próprio Flávio Dino.

O principal trunfo de Neto Evangelista é a aliança entre DEM e PDT, construída logo após as eleições de 2018 e que se mostra sólida, sob o comando do senador Weverton Rocha (PDT) e do deputado federal Juscelino Filho (DEM).

Na base do governo Flávio Dino, atualmente, apenas o ex-juiz Carlos Madeira (Solidariedade) parece ter cacife para fazer contraponto ao democrata na disputa para chegar ao segundo turno.

Melhor posicionado entre os governistas, Duarte Júnior sentiu o golpe da perda do PSL e parece não ter tempo hábil para viabilizar novo partido que possa dar-lhe tempo na propaganda eleitoral.

Pereira Júnior, por sua vez, é uma espécie de piada para os próprios membros da base, sobretudo após declaração de Dino e que não vê chances para a esquerda nas eleições de 2020 nas capitais.

O deputado do DEM tem uma relação de geração com os colegas Pedro Lucas Fernandes e Osmar Filho, o que ajuda na relação com PDT e PTB

Se confirmar mesmo o apoio do PTB e do PSL, e garantir a aliança com o MDB, Neto chega às convenções de agosto como o candidato com maior tempo na propaganda eleitoral, polarizando com o favorito Eduardo Braide (Podemos).

E em um segundo turno, tem condições de viabilizar o apoio tanto do próprio Flávio Dino quanto do prefeito Edivaldo Júnior (PDT), que ainda resiste a se posicionar no primeiro turno.

E aí caberá apenas um caminho à base holandinista: fechar questão em torno do candidato que restou entre os palacianos.

Será isso ou engolir a vitória de Braide…

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De como Flávio Dino opera para impedir candidato de Weverton no 2º turno

Ao mesmo tempo que fortalece seus preferidos – Rubens Júnior, Duarte Júnior e Carlos Madeira – governador atua na tentativa de esvaziar Neto Evangelista, que representa o projeto do senador pedetista; mas a reação se dá na mesma medida

 

O relacionamento de aparência de Weverton e Flávio só existe na aparência; o projeto dos dois para 2022 são diferentes e até antagônicos

Desde que o sinal amarelo acendeu em sua base, o governador Flávio Dino (PCdoB) tem agido para tentar garantir um segundo turno nas eleições de São Luís.

Para isso, ele opera ações que possam fortalecer não apenas o candidato do seu partido, Rubens Pereira Júnior, mas também os aliados Duarte Júnior (Republicanos) e Carlos Madeira (Solidariedade).

Ao mesmo tempo em que fortalece seus aliados, Dino opera também para impedir que o deputado Neto Evangelista (DEM) se consolide.

Para o governador, a presença do candidato do senador Weverton Rocha (PDT) no segundo turno significa uma derrota para si e para o seu projeto de 2022, que inclui o vice-governador Carlos Brandão e a senadora Eliziane Gama (Cidadania).

Para evitar o crescimento de Evangelista – e a consequente vitória de Weverton – Dino opera levando o máximo de legendas e aliados para os seus três palanques, ao mesmo tempo em que impede declarações de apoio ao candidato do DEM.

É por isso, por exemplo, que secretários como Felipe Camarão e Rogério Cafeteira, que são do DEM e têm peso em São Luís, permanecem calados, sem manifestação de apoio ao candidato do partido.

Dino também pressiona o prefeito Edivaldo Júnior, que é do PDT de Weverton Rocha, a seguir com candidato diferente do apoiado pelo PDT, história já contada, inclusive,m no blog Marco Aurélio D’Eça. (Relembre aqui, aqui e aqui).

Live de Ciro Gomes com Weverton Rocha, semana passada: recado direto ao “presidenciável” Flávio Dino

A princípio, Weverton Rocha achou que a disputa na base pelo segundo turno se daria de forma amistosa, vencendo o que fosse melhor.

Mas ele já percebeu a ação que tenta impedir o avanço do seu grupo.

E reage à altura.

Duas manifestações do senador na semana passada mandaram recados claros para Flávio Dino e sua base.

Na primeira, protagonizou live ao lado do presidenciável Ciro Gomes (PDT), em que falou direto ao comunista já no título do evento: “Nós temos projeto para o Brasil e para o Maranhão”. (Assista aqui)

Em outra reação aos comunistas, Weverton atuou fortemente em Brasília para tomar o PSL de Duarte Júnior, candidato do vice-governador Carlos Brandão.

Assim como fez em 2016 com o próprio Edivaldo Júnior – vencendo uma eleição que Flávio Dino já considerava perdida – Weverton sabe que precisa usar todas as armas para levar Neto Evangelista ao segundo turno.

Ele sabe que, indo para um confronto direto com Eduardo Braide, mesmo que seja derrotado, já venceu.

E venceu por tirar do páreo não apenas Flávio Dino, mas seus dois candidatos ao governo, Carlos Brandão e Eliziane Gama.

E essa será a tônica da eleição até novembro…

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Como é e como funciona o consórcio de candidatos de Flávio Dino…

Por mais que o governador e os próprios postulantes neguem, a movimentação de secretários e de aliados em torno de várias candidaturas indica que há, sim, uma lista de nomes do Palácio dos Leões com projetos e missões específicas nas eleições da capital maranhense

 

Três dos candidatos do consórcio dinista: Neto Evangelista, Rubens Júnior e Duarte Júnior; a missão de todos é impedir a vitória de Eduardo Braide

O que têm em comum os pré-candidatos a prefeito de São Luís Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Duarte Júnior (Republicanos), Carlos Madeira (Solidariedade), Neto Evangelista (DEM), Bira do Pindaré (PSB), Dr. Yglésio (Pros) e Jeisael Marx (Rede)?!?

Resposta: todos eles são ligados ao governador Flávio Dino (PCdoB); e, de uma forma ou de outra, recebem apoios ou estímulos do Palácio dos Leões e de auxiliares do governo.

É, portanto, um consórcio de candidatos estimulado pela base governista, embora os próprios candidatos detestem esta definição.

Há um grau de importância dentro do consórcio – exatamente na ordem descrita acima – e uma espécie de missão tácita determinada a cada um dos candidatos, de acordo com sua importância dentro do grupo.

Pereira Júnior, Duarte Júnior e Madeira, por exemplo, são os escolhidos pelo Palácio como preferidos para um eventual segundo turno.

Neste grupo entra também Neto Evangelista, que é o preferido de um subgrupo governista, liderado pelo senador Weverton Rocha (PDT); e, mais atrás, Bira do Pindaré, que, embora desgastado com Flávio Dino, ainda tem simpatizantes e aliados na base, a ponto de lutarem por apoios ao seu projeto.

Dr. Yglésio e Jeisael Marx são os chamados pontas-de-lança, aqueles que cumprirão missões específicas durante do pleito, embora tenham liberdade para tentar viabilizar seus próprios projetos.

Oura característica do consórcio de candidatos de Flávio Dino é a proteção à gestão de Edivaldo Júnior (PDT).

Durante a campanha, o eleitor dificilmente verá deste grupo ataques ao prefeito, salvo interesses próprios de um ou de outro no decorrer do processo.

E assim funciona, tacitamente, o consórcio de candidatos de Flávio Dino, com cada qual no seu quadrado e todos por um objetivo comum: evitar a vitória do deputado federal Eduardo Braide (Podemos) e a ascensão da oposição na capital.

Assim será na campanha…