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Flávio, Flávio…

Primeiro foi o prefeito aliado de São Mateus; depois, o filho do senador de sua chapa. Agora, cheques de um assessor de Márcio Jerry aparece em mãos de Pacovan, o que bota a agiotagem cada vez mais dentro do governo

 

Dino com jerry: assessor do secretário nas mãos de Pacovan

Dino com Jerry: assessor do secretário nas mãos de Pacovan

Fosse prudente, menos arrogante e reconhecesse seus erros, o governador Flávio Dino (PCdoB) deveria repensar suas relações políticas e eleitorais, que ainda podem trazer-lhe fortes dores de cabeça.

E exigir postura mais adequada dos seus íntimos.

Não bastassem cheques assinados pelo prefeito de São Mateus, Miltionho Aragão, e do filho do senador Roberto Rocha, o vereador Roberto Rocha júnior (todos do PSB), aparece agora com o agiota Josival Cavalcante, o Pacovan, um cheque de um assessor do secretário de Articulação polícia Márcio Jerry, como revelou o blog de Neto Ferreira.

E preciso deixa claro que, no caso de Rocha Júnior e do assessor de Jerry, a princípio, não há crime algum.

Mas, por si só, já é imoral que agentes do “governo da mudança” e seus aliados mantenha relações tão próximas com um personagem que a polícia vê como criminoso e que o próprio governo atua para desbaratar sua quadrilha.

Só a alguém íntimo uma pessoa é capaz de entregar  cheques pessoais, seja por qual motivo for.

A agiotagem, como se vê, ronda o Palácio dos Leões, com a chega de seus novos inquilinos.

E ameaça, cada vez mais, adentrar os cômodos principais…

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Por quê não prender todos?!?

O ex-prefeito de Bacabal, Antonio Lisboa, sendo conduzido à delegacia....

O ex-prefeito de Bacabal, Raimundo Lisboa, sendo conduzido à delegacia….

As operações contra a agiotagem no Maranhão têm o objetivo de prender os envolvidos para colher depoimentos.

São geralmente prisões temporárias de cinco dias – que podem ser prorrogadas por mais cinco – tempo que a polícia maranhense entende necessário para colher informações e arrancar declarações de acusados, geralmente, prefeitos, ex-prefeitos e empresários.

Mas se é necessário prender, por que a polícia não prende os demais envolvidos?

...E o vereador Roberto JHúnior, amigo do governador: livre, leve e solto

…E o vereador Roberto Júnior, amigo do governador: livre, leve e solto

Por quer gente como o prefeito de São Mateus, Hamilton Aragão, e o vereador de São Luís Roberto Rocha Júnior (ambos do PSB) -que tinham cheques assinados por eles nas mãos do agiota Pacovan – também não foram conduzidos à delegacia para averiguação?

Em quê eles são diferentes dos demais? Na aliança com o governador Flávio Dino?

Este blog espera que não…

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Governo em crise, agiotagem surge…

agiotas

As ações da agiotagem têm marcado o governo nas crises…

É impressionante, mas todas as vezes em que o governo Flávio Dino (PCdoB) está em maus lençóis por causa da má repercussão de seus atos, eis que surge uma nova ação das investigações da agiotagem no Maranhão.

Pode ser apenas coincidência, mas que isso ocorre, ah, ocorre sim. (Releia aqui)

Parece até que o governo usa o caso – um dos mais graves da história do Maranhão, por envolver políticos de todos os coturnos – para amenizar seu desgaste popular.

E agora ele sofre mais um desgaste, por conta do caso Dudu…

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Agiotagem cada vez mais perto de Flávio Dino…

Dino com Roberto, cujo filho teria cheques em poder de Pacovan

Dino durante a campanha com Roberto Rocha, cujo filho teria cheques em poder de Pacovan…

Os fantasmas da agiotagem rondam a vida do governador Flávio Dino (PCdoB) desde as eleições de 2010, quando ele passou a receber apoios para disputar as eleições majoritárias, segundo acusam seus adversários.

Mas agora, estes fantasmas assombram mais de perto o comunista.

Dois aliados de peso – ambos do PSB – já foram citados nas investigações sobre agiotagem, o que leva o financiamento clandestino de campanhas para próximo, muito próximo do governador.

O primeiro a aparecer foi o prefeito de São Mateus, Miltinho Aragão (PSB), aliado de Dino desde os tempos de faculdade.

...E o mesmo Dino com Hamilton Aragão, que assinou um cheque encontrado em cofre do mesmo Facovan

…E o mesmo Dino com Hamilton Aragão, que assinou um cheque encontrado em cofre do mesmo Facovan

Um cheque da prefeitura de Aragão apareceu em um cofre apreendido na casa do agiota Josival Cavalcante, o Pacovan. Como solução para o escândalo, arranjou-se uma confissão do tesoureiro da prefeitura, que acabou por pedir demissão.

E agora, a coisa fica bem mais perto de Dino.

O blog de Neto Ferreira revelou, na sexta-feira, a existência de um cheque de R$ 120 mil, em nome do filho do senador Roberto Rocha (PSB), o vereador de São Luís Roberto Júnior, também do PSB.

O senador – que dividiu o palanque de campanha em 2014 com o próprio Dino – ainda não negou a existência do cheque, mas já acusou o golpe: diz que o vazamento tem o objetivo de atingi-lo.

Os dois casos mostram uma certeza: ainda que Dino não se beneficie diretamente dos serviços deste tipo de financiamento de campanha, convive muito próximo dele, por intermédio dos aliados.

E isso não há como negar…

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Roberto Rocha reage, mas não explica cheque do filho com Pacovan…

Bob filho e Bob pai: e o cheque? Está ou não com Pacovan?

Bob filho e Bob pai: e o cheque? Está ou não com Pacovan?

O senador Roberto Rocha (PSB) tem se mostrado indignado nas redes sociais com a informação, divulgada em blogs,  de que um cheque em nome do seu filho, o vereador Roberto Rocha Júnior (PSB), foi encontrado num dos cofres do agiota Josival Cavalcanti, o Pacovan.

Rocha fala de “agente público canalha” por trás do suposto vazamento da informação, mas, em momento algum, diz se é mentira ou verdade a existência do cheque nas mãos do agiota.

De acordo coma s notícias, o cheque de Rocha Júnior em poder de Pacovan é R$ 120 mil.

No desabafo no Facebook, o senador ameaça cobra da Secretaria e Segurança o vazamento da informação. Mas não explica se há ou não há cheque do filho com Pacovan.

E esta, sim, é a notícia essencial no caso…

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Pacovan tem R$ 7 milhões bloqueados pela Justiça…

Pacovan está preso, junto com prefeitos e ex-prefeitos envolvidos no esquema

Pacovan está preso, junto com prefeitos e ex-prefeitos envolvidos no esquema

O desembargador Raimundo Melo, do Tribunal de Justiça do Maranhão, determinou ontem o bloqueio de cerca de R$ 7 milhões nas contas do agiota Josival Cavalcanti, o Pacovan.

Além do dinheiro, foram apreendidos cheques e veículos em poder de outros acusados.

Com o prefeito Edvan Costa foram encontrados, ainda, um revólver calibre 38 e uma pistola 380. Nesse caso, ele responderá por porte ilegal de arma. O caso será julgado pelo desembargador Froz Sobrinho.

Pacovan é apontado como principal financiador de campanhas eleitorais no Maranhão. Para receber o dinheiro investido, ele recebe cheques de contas públicas das prefeituras.

A Justiça também determinou o bloqueio de outros R$ 1 milhão da conta de uma empresa ligada ao esquema…

Com informações de O EstadoMaranhão

 

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Quem são os sócios da agiotagem?!?

agiotas

Por Robert Lobato

Há dois tipos de agiotagem no Maranhão: a privada e a pública.

A agiotagem privada é aquela em que leva determinada pessoa com dificuldades financeiras a procurar um “empréstimo” com terceiros tendo, quase sempre, de deixar uma “garantia real” penhorada que pode ser um carro, terreno, casa ou outro bem qualquer.

Essa atividade já enriqueceu muitos espertos em São Luis, inclusive gente importante que posa de empresário bem sucedido, assim como já liquidou com muitos otários que perderam até as cuecas por conta dessas tenebrosas transações.

Já a agiotagem pública envolve dinheiro dos cofres do erário, principalmente oriundo de pobres prefeituras do interior do Maranhão.

Ao contrário da agiotagem privada, onde a “garantia real” são bens privados, na agiotagem pública a tal “garantia real” é merenda escolar, o posto de saúde, a praça da cidade, o calçamentos das ruas, o asfaltamento das estradas para os povoados etc.

Aliás, a própria cidadania local é a “garantia real” que alguns prefeitos dão à bandidagem. Continue lendo aqui…

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Vai prosseguir?!?

Miltinho e amigos do governo: e agora Dino?!?

De O EstadoMaranhão, com ilustração do blog

Defensor intransigente do combate à corrupção, o governador Flávio Dino (PCdoB) lançou ontem (5), mesmo que sem intenção, uma carga de pressão incomensurável sobre os ombros dos homens que comandam as investigações de crimes de agiotagem envolvendo prefeituras do Maranhão.

Ao abrir um cofre na casa do agiota Josival Cavalcanti, o Pacovan, homens da Polícia Civil e do Ministério Público encontraram um cheque assinado há menos de uma semana pelo prefeito de São Mateus, Miltinho Aragão (PSB).

O cheque tem data de 30 de abril, e valor de R$ 106.667,00.

À polícia estadual, sobra a responsabilidade de mostrar que decisões políticas não interferirão nos trabalhos. E, ao governador, provar que o discurso de combate à corrupção e a agiotagem não tem coloração política.

Este seria apenas um, pelo pagamento de várias parcelas de um empréstimo contraído pelo gestor. Ocorre que o socialista é um dos prefeitos que se podem considerar próximos de Flávio Dino. Os dois estiveram juntos,por exemplo, em meados do mês passado, no relançamento do projeto Salangô, em São Mateus, como mostram vários registros fotográficos do evento.

Até ontem, uma das críticas às operações de combate à agiotagem de 2015 era a de que a polícia só estava chegando a adversários do governador.

Agora, mesmo que por acaso, chegou-se a um de seus aliados.

À polícia estadual, sobra a responsabilidade de mostrar que decisões políticas não interferirão nos trabalhos.

E, ao governador, provar que o discurso de combate à corrupção e a agiotagem não tem coloração política.

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Agiotagem: só cortina de fumaça…

Editorial

A prisão de empresários e prefeitos ligados à agiotagem, hoje, no Maranhão, foi mais uma etapa das operações da polícia que, parecem programadas para atingir apenas adversários do governo Flávio Dino (PCdoB).

E é por isso que, tanto esta quanto a primeira – que levou para a cadeia o empresário Eduardo Barros, o Imperador – são vistas pelo blog como meras cortinas de fumaça para encobrir problemas na gestão da “mudança”.

E por tal desconfiança ignoradas no noticiário desta página.

A operação de hoje pode ter o condão de abafar problemas bem maiores, mais graves do ponto de vista social, e que ao governo interessa serem jogados para debaixo do tapete.

São ações típicas de “gabinetes de crise” de “guerra de guerrilha”, em que uma ação positiva – em um estado aparelhado ideologicamente – tem o objetivo de encobrir casos negativos.

Casos como a execução do presidente da Câmara de Santa Luzia, filiado ao próprio PCdoB do governador, sinal de que a pistolagem volta a agir com força no “governo da mudança”.

Casos como a morte do estudante Rondinely Ferreira, vítima de um assalto a ônibus, que também parecem ter retornado com força no “governo da mudança”.

Casos como a fuga de menores infratores de um centro de reabilitação no Turu, sinais de que o “governo da mudança” não consegue operar o sistema.

E casos como as mortes em série no Hospital de Coroatá, negadas pelo “governo da mudança” e agora confirmadas em relatório funcional do próprio hospital.

Repetição

E a ação de hoje parece seguir uma orientação orientação política, da mesma forma que parece ter ocorrido na ação do final de março.

Naquela época, o governo sofria desgaste pela fraude descoberta em um projeto de lei, no qual Dino tentou alterar a situação dos oficiais da polícia Militar enxertando em uma Medida Provisória artigo sobre outro assunto.

Flávio Dino também sofria desgaste pelo reajuste da passagem de ônibus em São Luís, que atingia seu principal afilhado político, o prefeito Edivaldo Júnior (PTC).

Na época, a prisão dos agiotas tiraram de foco os temas polêmicos, exatamente como ocorre agora.

Este blog sempre defendeu a investigação séria e rigorosa contra a agiotagem no Maranhão – contra todos os agiotas, não apenas aqueles apontados a dedo.

Mas não aceita que o tema seja usado de forma política para atender a interesses do “governo da mudança”…

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De volta à questão da agiotagem no Maranhão…

Ao todo, 41 prefeituras no Maranhão estão envolvidas com agiotagem, segundo informou a polícia do Estado nesta manhã.

Novamente, o caso será posto em discussão e a expectativa é de que novas evidências sejam encontradas.

Além dos prefeitos, empresários e ex-prefeitos entrarão na lista das investigações. A quadrilha acusada de executar Decio Sá, há dois anos, também será investigada.

É aguardar, conferir e torcer por resultados eficazes…