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Alessandro Martins agora vai vender Citroën…

Empresário que fez fama, fortuna, inimizades e experimentou a decadência como capitão da marca Volkswagen no Maranhão retorna ao mercado automobilístico cinco anos após ser preso por fraude contra o consumidor

 

O novo momento de Martins: capitão da Citroën...

O novo momento de Martins: capitão da Citroën…

O polêmico empresário Alessandro Martins já divulga até o seu cartão de visitas em sua página no Facebook.

Ele será o novo “diretor-presidente” da Concessionária Citroën na capital maranhense.

Martins foi dono da maior concessionária Volkswagen no Maranhão, e revolucionou o mercado de automóveis, com muito marketing e promoções inusitadas. Mas fez inimigos por todos os cantos, o que resultou em denúncias e ações que resultaram em sua queda.

...E o empresário após ser preso, em 2010

…E o empresário após ser preso, em 2010

Preso em 2010, ele perdeu a marca e ficou fora do mercado por cinco anos.

O comando da Citroën é uma espécie de volta por cima, após inúmeras ações judiciais e perdas milionárias em seu patrimônio.

Segundo informações, Alessandro Martins ainda estaria negociando a compra da principal concessionária Chevrolet no Maranhão, empresa onde ele começou a aparecer como hábil vendedor.

Mas esta é uma outra história…

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Alessandro Martins X Caio Castro…

A história lembra os antigos romances ou finais de novela.

Mas, desta vez, é na vida real.

O carismático ator global Caio Castro conquistou o coração da atriz Monique Alfradique.

Mostrando que, nem sempre, o poder e o dinheiro são necessários para fascinar uma linda mulher.

Pelo visto, neste caso, para tristeza do empresário Alessandro Martins, ainda existem aquelas que preferem arriscar a emoção de viver um grande amor.

No lugar de, simplesmente, assegurar o futuro.

Com o famoso “golpe do baú”.

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Alessandro Martins pode ter feito escola no Maranhão…

Localiza mantém pontos como este mem São Luís

O deputado Raimundo Cutrim denunciou hoje na tribuna da Assembléia Legislativa o que pode ser a repetição do golpe usado pelo ex-dono da Euromar, Alessandro Martins.

De acordo com o parlamentar, locadoras de veículos estão se utilizando dos benefícios que detém por comprar carros em grande quantidade, para revender estes veículos pouco tempo depois, sem repassar os descontos que ganham das locadoras.

Cutrim citou nominalmente a Localiza, uma das que mais anunciam venda de automóveis “semi-novos”.

– As aquisições são para o ativo da empresa. Por força do convênio, 64 delas são obrigadas a manter os veículos em seu poder por um ano e somente após este período se desfazer do bem. Ocorre que, na prática, vemos que as locadoras estão abrindo lojas de vendas de carros usados, o que parece ter se transformado em seu negócio principal – denuncia o parlamentar.

Os descontos oferecidos pelas montadoras aos frotistas variam de 14% a 30%.

Alessandro Martins: golpe e falência

Em 2009, o ex-empresário Alessandro Martins – então dono da bandeira Volkswagen no Maranhão – valeu-se do expediente para lesar as montadoras, enganar consumidores e sonegar impostos no Maranhão.

Martins comprava carros em nome de locadoras, com grandes descontos, e os revendia ao consumidor comum. O atrativo era o preço, menor que o de tabela, mas o problema era que os carros não poderiam ser emplacados, uma vez que as notas fiscais estavam em nome das locadoras.

Descoberto pela promotora de Defesa do Consumidor, Lítia Cavalcanti, após denúncias dos próprios donos de locadoras, o esquema levou à derrocada de Alessandro Martins, que foi preso, teve que pagar uma fortuna em impostos e perdeu a bandeira da Volks.

No caso da Localiza, Cutrim questionou o fato de a empresa manter endereços de venda de veículos diferentes dos anunciados na Internet para aluguel de carros. Todos os carros vendidos têm placas de outros estados.

– As lojas tem inscrição estadual para venda de veículos? E o Alvará? Essas lojas emitem notas fiscais, ou fazem as transferências apenas com o DUT? Os veículos para locação permanecem por um ano na empresa? – perguntou o parlamentar.

Sem dúvida, assunto que vai dar o que falar nas próximas semanas…

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Mais uma de Alessandro Martins…

O polêmico casal Alessandro e Roberta

Não é de hoje que o ex-empresário Alessandro Martins, e sua mulher, a ex-BBB Roberta Brasil, geram notícias na mídia maranhense.

Este blog, inclusive, já divulgou dezenas de histórias entre os dois.

A suposta agressão de Roberta ao marido, com um garfo de churrasco – ou a suposta ameaça de morte que ela diz ter sofrido de Martins, como divulgado em primeira mão no blog de Gilberto Léda – é só mais um escândalo na atribulada vida em comum dos dois.

A relação de Alessandro e Roberta é tumultuada desde o nascedouro.

Quem digitar o termo “Alessandro Martins” no link de buscas deste blog via se deliciar com as notícias sobre o ex-dono da Volkswagen maranhense.

No site antigo, linkado no imirante.com, há outras dezenas de notícias sobre ele.

Praticamente todas negativas.

Com relação a Roberta Brasil, de maior “renome” nacional – para desespero do marido – o acervo é ainda maior.

A “troca de gentilezas” ente os dois, portanto, é só mais um capítulo nesta relação que já dura um bom tempo.

“Notícia ” mais afeita a sites como o de Nelson Rubens ou coisa que o valha no Maranhão.

Por isto, este blog dá o assunto por encerrado…

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Volkswagen pagará R$ 1 mil a quem comprou carro irregular de Alessandro Martins

Volswagen ainda tenta limpar a imagem no MA (14h) – A direção da Volkswagen Brasil e a Promotoria de Defesa do Consumidor firmaram anteontem um acordo para que a empresa pague R$ 1 mil a cada um dos consumidores que compraram carros com notas fiscais irregulares na antiga Euromar, do empresário Alessandro Martins. 

Trata-se de um aditivo ao Termo de Ajustamento de Conduta firmado em 31 de julho. Na época, a Volks se comprometeu a doar caminhonetes ao Ministério Público e à Secretaria de Segurança, além de R$ 900 mil ao poder público – sem falar nas multas por sonegação de impostos – mas nada ficou acertado sobre os consumidores lesados

Causador da fraude, Alessandro Martins perdeu a marca

De acordo com o Aditivo, o pagamento da “Compensação Financeira” aos lesados por Martins não impede as ações legais que cada comprador tenha impetadro na Justiça.

Apesar de o valor parecer insignificante, levando em conta o constrangimento que a situação causou aos usuários, os R$ 1 mil não deixa de ser uma vitória da promotoroa Lítia Cavalcanti, uma vez que a Volks pretendia dar somente R$ 500,00 a cada um deles.

O documento deixa claro que apenas os consumidore que agiram de boa fé terão direito à compensação.

O dinheiro poderá ser recebido em uma das duas novas concessionárias Volkswagen em São Luís – Bremen Veículos LTDA, na Avenida dos Holandeses, e a Automotor Automóveis e Motos do Amapá, na Avenida Daniel de La Touche.

O Aditivo ao TAC 001/2010 PJECC, foi assinado por Lítia Cavalcanti e pelos diretores da Volckwagen, acompanhados do represetante legal no Maranhão, advogado Ulísses César Martins de Sousa.

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Alessandro Martins perde também no TJ e a Euromar fica à beira do despejo

Alessandro Martins tem a vida cada vez mais complicada

O desembargador Jorge Rachid Mubárack Maluf indeferiu mais um recurso por meio do qual o empresário Alessandro Martins tentava se manter no prédio da Euromar, no Jaracaty. Com isso, o empresário deve, finalmente, ser despejado do local.

As informações são do blog de Itevaldo Júnior.

O prédio da Euromar pertence à Áurea Empreendimentos, de propriedade do empresário Carlos Gaspar.

O contrato entre a Àurea e a Euromar encerrou em agosto de 2008. Desde então, Carlos Gaspar tenta reaver o imóvel, mas Alessandro impede a reintegração de posse com sucessivos recursos judiciais.

No mês de setembro, o juíz José Ribamar Heluy, da 9ª Vara Cível, determinou o trânsito em julgado da ação e o imediato despejo da Euromar.

O recurso ora julgado pelo desembargador Jorge Rachid era mais uma tentativa de protelação por parte de Martins.

Além do despejo, o representante da Volkswagen corre o risco de ter que pagar R$ 2 milhões de diferença de aluguéis atrasados.

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Como a Justiça maranhense protelou ações contra Alessandro Martins…

As sentenças prolatadas pelo juiz José Ribamar Goulart Heluy Júnior em quatro processos envolvendo o empresário Alessandro Martins são um compêndio de como funciona – ou funcionou – os bastidores do Judiciário maranhense.

Martins foi claramente beneficiado pela Justiça – com protelações, contra-argumentações e até decisões judiciais flagrantemente “equivocadas” para dizer o mínimo – como conta Heluy Júnior em seus despachos.

O Processo nº 22212/2008 é um exemplo: Tratava-se de uma Ação de Despejo da Àurea Empreendimentos S/A, de propriedade do empresário Carlos Gaspar, contra a Euromar Automóveis e Peças LTDA. de propriedade de Martins.

A ação informava que havia se encerrado o prazo locatício do prédio da Euromar, e pedia a devolução do prédio, já que Martins não havia exercido o direito contratual de opção de prorrogação.

A princípio, a Ação foi distribuída para a 7ª Vara Civel, onde chegou a haver um despacho. Mas a Euromar pediu a remessa para a 3ª Vara Cível, alegando conexão com outro processo.

Era na 3ª Vara onde ocorriam os benefícios ao dono da Euromar. Sua defesa só não esperava que, naquela vara, estivesse despachando não o juiz titular, mas a auxiliar.

Exemplo: a juiza auxiliar da Vara, julgou procedente a ação de rescisão de contrato, decretando o despejo. Imediatamente Martins entrou com Embargo de Declaração e levou o processo da secretaria. Tinha prazo de 24 horas para devolvê-lo, mas, passados 5 dias, continuava com ele – oficiais de justiça não conseguiam intimar seus advogados.

A mesma juiza auxiliar julgou improcedente os embargos, mantendo a sentença.

O juiz titular da 3ª Vara Civel retornou à função, quando Martins entrou com novo Embargos de Declaração, com efeitos infringentes. Além de acolher os embargos, o juiz titular (a sentença de Heluy Júnior não cita o nome) determinou efeito modificativo, anulando a sentença prolatada pela juíza auxiliar (cujo nome também não é citado).

Entre outras coisas, acatou argumento de que a juíza cerceara o direito de defesa da Euromar e de Alessandro Martins.

A Áurea Empreendimentos interpôs Agravo de Instrumento. Segundo o juiz Joé Ribamar Heluy Júnior, o juiz da 3ª Vara apenas prestou esclarecimentos, sem registrar decisão nos autos.

Após a anulação da sentença, o tal juiz titular da 3ª Vara declarou-se suspeito para julgar o feito – isso dois anos depois de o processo estar tramitando – razão pela qual a ação foi redistribuída à 9ª Vara, onde, finalmente, recebeu sentença; e a Euromar foi condenada também por Litigância de Má-Fé.

– (…) Aproveito para externar a minha surpresa com este processo. Que de simples Resolução, acaba durando quase dois anos apenas em primeiro grau. (…) de tudo se faz para que uma situação permaneça indefinidamente, causando prejuízos a quem de direito. Um processo que teve sentença célere sem necessitar de qualquer meta estabelecida pelo CNJ foi anulada por embargos infringentes – diz o despacho de Heluy Júnior.

Ele também não vê motivos para a alegação de cerceamento de defesa por apte a juíza auxilair, que prolatou a primeira sentença.

– E mesmo a juzia auxiliar sentenciante tendo reconhecido a tempestividade da contestação (mesmo fora do prazo), ainda foi acusada de ter cerceado o direito a ampla defesa da requerida (Euormar). Cerceamento de Defesa é matéria a ser questionada em apelação – ensina o juiz.

E este é apenas um dos quatro processos julgados por Heluy Júnior entre junho e julho passados. Ainda há outros três.

Cujas historias também serão contadas aqui…

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Alessandro Martins terá que entregar prédio da Euromar; juiz que deu a sentença se surpreende com demora no caso

O juiz José Ribamar Goulart Heluy Júnior prolatou sentença em quatro processos envolvendo o empresário Alessandro Martins e a Áurea Empreendimentos S/A, proprietária do prédio onde funciona a Euromar.

Com as decisões, além de pagar indenização ao dono da Áurea – empresário Carlos Gaspar – Alessandro Martins terá que entregar o prédio, cujo contrato de aluguel venceu desde 2008.

As decisões de Heluy Júnior foram todas contra Martins e Euromar; e a sentença revela, inclusive, como funciona os bastidores de possíveis favorecimentos ao empresário no Judiciário.

Todos os processos estavam adormecidos há anos nas gavetas da 3ª Vara Cível da capital. Curiosamente, após este tempo inteiro – inclusive com decisões no caso, o titular da vara se declarou suspeito para julgar o feito. O processo foi transferido para a 9ª Vara, quando, finalmente, recebeu sentença.

Heluy Júnior chega a expor a surpresa com a demora no processo.

– Difícil mesmo para este juíz é entender como conseguiram amarrar este processo. Quase deram um nó para não ser desatado. Não há nestes autos qualquer motivo para que não seja de logo sentenciado – afirma Heluy Júnior.

No total, tramitavam quatro processos na 9ª Vara relacionados entre si – dois da Áurea Empreendimentos contra a Euromar e dois da Euromar contra a Áuréa empreendimentos.

No despacho, o juiz sentenciante mostrou não ter dúvidas de que as ações da Euromar tinham apenas o objetivo de protelar o processo para se manter indefinidamente no usufruto do prédio.

– É visível a litigância de má-fé (por parte de Alessadnro Martins). Reforça também minha convicção de que este processo durou tempo demais. Daqui a um mês completam dois anos que o contrato de locação expirou e a autora ainda não conseguiu reaver o seu imóvel – diz Heluy Júnior.

Histórico
A briga entre Carlos Gaspar e Alessandro Martins começou em 2006, três anos depois da assinatura do contrato de aluguel do prédio do Jaracaty. O contrato era de cinco anos, e expirava em agosto de 2008.

Em 2006, após descobrir que Martins estava sublocando o prédio – o que era proibido por contrato – Gaspar entrou na Justiça por quebra de contrato. Foi a deixa pra Martins.

Havia uma clásusula no contrato que garantia a prorrogação automática, desde que o interesse fosse manisfesado até um ano antes do vencimento.

Martins não usou esta prerrogativa e preferiu questionar a postura do locador na Justiça. Após o fim do contrato, entrou com ação contra a Áurea, confessando não ter exercido o direito de renovação, usando como argumento o primeiro processo.

Para o juíz Heluy Júnior, não há relação entre os casos. “A primeira ação não suspendeu ou interrompeu o prazo contratual para exercer o direito de opção de prorrogação de contrato”, afirma o juiz.

 Outros dois processos tramitaram na Justiça – Alessandro tentando protelar a permanência (contando com auxílio do sistema judiciário, segundo se supõe do despacho de Heluy Júnior) e Gaspar em busca de reaver seu imóvel.

Além dos R$ 2 milhões de indenização que Alessandro Martins terá que pagar, também será obrigado a deixar po prédio do Jaracaty, obrigado a fazer todos os pagamentos.

Texto alterado às 18 horas para correção de informações