Deputado federal Márcio Jerry expõe a foragida Carla Zambelli, mas há outros ícones da covardia que dominou a cena política do Brasil a partir de 2018, incluindo o próprio ex-presidente e seu filho deputado
FUJÕES COVARDES. Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Allan dos Santos escondem-se das autoridades brasileiras
Pensata
O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) expôs nesta quarta-feira, 4, o que está se tornando a face mais covarde do bolsonarismo, ao criticar a fuga para fora do Brasil dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli (PRB-SP).
nos Estados Unidos desde dezembro, Eduardo, filho do próprio ex-presidente, teme voltar ao Brasil e ser preso por conspiração;
condenada a 10 anos de prisão por invadir sistema do Conselho Nacional de Justiça, Zambelli também fugiu para os Estados Unidos.
“Dois expoentes do bolsonarismo fogem do Brasil. É o retrato dessa corrente política adepta de crimes, adoradora de fake news, antipartriota e covarde”, disse o parlamentar maranhense.
Mas não são apenas estes os símbolos da covardia bolsonarista.
Há diversos foragidos dos atos golpistas do 8 de janeiro; também está em fuga desde 2022 – também nos Estados Unidos – o jornalista Allan dos Santos, procurado por criação e disseminação sistemática de fake news.
O próprio Bolsonaro é visto como um potencial foragido
Já chegou, inclusive, a se esconder na Embaixada da Hungria ao primeiro sinal de que poderia ser preso.
Ainda no Brasil, Bolsonaro é réu em processo por golpe de Estado.
Advogado conhecido por ações em favor do ex-presidente e militar ativista em movimentos conservadores – ambos de Imperatriz – pediram abertura de processo contra o vice-governador
DECORO PARLAMENAR?!? Já se encontra na Assembleia o primeiro pedido de abertura de processo contra Felipe Camarão
Chegou à Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 27, o primeiro documento pedindo a abertura de processo contra o vice-governador Felipe Camarão (PT). Assinado pelo advogado Warllyson Fiúza – o Fiúza do Bolsonaro – e pelo policial militar aposentado Fabiano dos Santos Brandão, o documento pede o enquadramento de Camarão nos termos do artigo 31 da Constituição Estadual.
tanto Fiúza quanto Fabiano dos Santos são bolsonaristas militantes;
ambos também têm atuação política em Imperatriz e região tocantina.
“(…) Vêm à presença de Vossa Excelência presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (…) apresentar Representação para abertura de processo disciplinar por quebra de decoro vice-governador”, diz o documento, endereção diretamente à presidente Iracema Vale (PSB).
Na representação, os dois autores citam também artigos do próprio Regimento Interno da Assembleia Legislativa e o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Casa.
Camarão assume o governo interinamente nesta quarta-feira, 28.
Ele fica no exercício do governo até a próxima semana…
Levantamento do Instituto DataM mostra que Eduardo Braide, Lahésio Bonfim e Roberto Rocha, juntos, somam quase 60% dos votos; com Felipe Camarão e Orleans Brandão, base governista patina na casa dos 15%
DIREITA DOMINA. Braide, Lahésio e Roberto Rocha controlam, hoje, praticamente 2/3 do eleitorado maranhense
Os candidatos da oposição ao governo Carlos Brandão (PSB) têm absoluto domínio das eleições de 2026; é o que mostra pesquisa do Instituto DataM, divulgada nesta segunda-feira, 19.
o prefeito Eduardo Braide (PSD), o ex-prefeito Lahésio Bonfim (Novo) e o ex-senador Roberto Rocha, somam quase 60% das intenções de voto;
Braide é o líder absoluto, com 34,3%, quase 20 pontos à frente do segundo colocado, Lahésio Bonfim, que aparece com 15,3% das intenções;
os dois candidatos governistas – o vice-governador Felipe Camarão (PT) e o secretário Orleans Brandão (MDB) – têm, juntos, apenas 15,5%.
ALERTA VERMELHO. Os números do DataM mostram os riscos que o governo Brandão corre de não fazer o sucessor em 2026
Diante dos números, é preciso analisar também o que leva o governo a uma performance tão medíocre, mesmo com toda a infraestrutura de poder e com o controle absoluto das instâncias de poder e da classe política.
Estratégia é evitar confrontos com a base brandonista enquanto os aliados do ministro e do vice-governador Felipe Camarão tentam uma posição mais favorável do governo Lula e do PT nacional
CALAR-SE É MELHOR. À exceção de Othelino Neto – hoje em outro movimento político – todos os dinistas devem evitar provocações na Assembleia Legislativa
Os aliados do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino – e do vice-governador Felipe Camarão (PT) – decidiram evitar qualquer confronto com a base do governador Carlos Brandão (PSB), sobretudo na Assembleia Legislativa. Acuados por Brandão, os dinistas reconhecem que não vivem um bom momento político, diante da clara disposição do governador de não apoiar o vice nas eleições de 2026.
os dinistas vão silenciar na Assembleia, mesmo diante de eventuais provocações dos brandonistas;
a exceção é o deputado Othelino Neto, hoje distante de Felipe Camarão e na oposição aberta a Brandão;
enquanto submergem, os aliados em Brasília tentam posições mais favoráveis do governo Lula e do PT.
O mal momento dos aliados do ministro do STF é simbolizado pelo revés dele próprio.
Flávio Dino pode enfrentar uma dor de cabeça desnecessária, diante do pedido de impeachment anunciado pelo deputado federal Níkolas Ferreira (PL-MG), após o ministro sugerir vice para Felipe Camarão em um evento em São Luís.
“Flávio Dino está interferindo diretamente na disputa política do Maranhão enquanto Ministro do STF, cometendo crime de responsabilidade. O Judiciário deve ser imparcial, não um comitê eleitoral”, declarou o deputado mineiro.
como membro do STF, Flávio Dino não pode envolver-se em questões políticas, partidárias e eleitorais;
Enfrentando dissabores no Maranhão, sem respaldo do PT nacional e do governo Lula – e agora com sua principal referência de liderança ameaçada por um impeachment – os dinistas preferiram a mordaça.
Pelo menos até que tenham momento mais favorável para voltar ao embate…
Na comparação com os também pré-candidatos lulistas Carlos Brandão e André Fufuca, senador pedetista é citado como opção pela maioria do eleitorado do presidente da República
LULISTAS RECONHECEM o senador Weverton Rocha como candidato mais identificado com o presidente da República
Líder na maioria dos cenários na disputa pelo Senado em 2026, o atual senador Weverton Rocha (PDT) é também o preferido quando ao eleitorado é dada a informação de que ele “é apoiado pelo presidente Lula (PT)”.
neste quesito específico, o pedetista tem índices entre 26,7% e 33%, dependendo do cenário;
também na base do governo Lula, Carlos Brandão (PSB) tem entre 24,5% e 29,5% entre lulistas;
o ministro dos Esportes André Fufuca (PP) aparece com 17% nos dois cenários da pesquisa Prever;
a senadora Eliziane Gama (PSD) não foi incluída nestes cenários específicos do levantamento Prever.
No estudo encomendado pelo deputado estadual Dr. Yglésio Moyses (PRTB), o Instituto Prever montou dois cenários nos quais quis saber a influência do presidente Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entre os eleitores da região metropolitana.
RELAÇÃO HISTÓRICA. Weverton é próximo de Lula desde os tempos de movimento estudantil e sempre esteve na base do presidente
Ao eleitor foi pedido que ele se manifestasse sobre as opções para o Senado em dois cenários:
no primeiro cenário, foi pedida a manifestação de voto em Dr. Yglésio e no ex-senador Roberto Rocha caso “apoiados por Bolsonaro”; (Veja quadro)
na relação dos “apoiados por Lula” foram listados o senador Weverton Rocha, o governador Carlos Brandão e o ministro André Fufuca.
Entre os bolsonaristas, Yglésio e Roberto Rocha aparecem tecnicamente empatados, com 14,9% e 17%, respectivamente; quando Rocha é retirado do cenário, Yglésio vai a 20,5% em caso de apoiamento do ex-presidente.
Entre os lulistas, é pouco provável que os quatro pré-candidatos ligados ao ex-presidente – incluindo Eliziane Gama, que não foi incluída no levantamento – saiam todos candidatos, afinal são apenas duas vagas na eventual chapa; a menos que alguns decidam buscar chapas alternativas.
Além de figurar com índices significativos na disputa pelo Senado, deputado estadual é o melhor nome da direita se decidir disputar última vaga de deputado federal, diz pesquisa Prever
DADOS RELEVANTES. Pesquisa Prever dá a Yglésio a possibilidade de estudo amplo sobre os vários cenários da disputa em 2026
A pesquisa do Instituto Prever sobre a intenção de votos do eleitor na Grande São Luís para as eleições de 2026 tem o objetivo de destrinchar os cenários no campo específico da direita maranhense, dos extremistas e bolsonaristas aos conservadores e cristãos, católicos e evangélicos.
E neste cenário, o deputado estadual Dr. Yglésio Moyses (PRTB) é o melhor posicionado.
Dr. Yglésio figura com 8,8% das intenções e votos para o Senado;
ele é também o melhor posicionado candidato a deputado federal;
supera nomes como Allan Garcês, Flávia Berthier e Mical Damasceno.
Yglésio aparece em quarto lugar entre os dez pré-candidatos com maior índice de intenção de votos na região metropolitana, registrando 7,6%; no campo da direita, seu adversário mais forte é o deputado federal Allan Garcês (PP), que soma meros 1,2%.
A vereadora Flávia Berthier (PL) aparece com 1,1%;
a deputada Mical Damasceno surge com apenas 1%.
MELHOR BOLSONARISTA na disputa por vagas na Câmara Federal, Yglésio deve apostar na força do ex-presidente na Grande São Luís
Yglésio também supera todos os demais pré-candidatos bolsonaristas quando se restringe seus percentuais aos eleitores por nicho, como os evangélicos; neste segmento, o deputado aparece com 56% das intenções de voto, perdendo apenas para Mical Damasceno, que é filha de pastor e tem 90% no segmento.
Entre os evangélicos, Allan Garcês registra 44% de intenções de voto;
a vereadora Flávia Berthier fica na casa dos 36% neste segmento.
Ex-candidato a prefeito de São Luís e no segundo mandato de deputado estadual, Dr. Yglésio ainda não decidiu qual cargo disputará nas eleições de 2026.
Mas o estudo do Instituto Prever dá a ele o embasamento para a tomada de decisão…
Pré-candidato do Novo a governador preferiu não polemizar diante das críticas da deputada estadual Mical Damasceno e mostrou interesse na unidade do campo conservador em 2026
É ASSIM QUE LAHÉSIO QUER ESTAR COM MICAL. pré-candidato ao governo não passa recibo às criticas da deputada
Análise da Notícia
O tom conciliador adotado pelo pré-candidato do Partido Novo novo ao Governo do Estado, Dr. Lahésio Bonfim – na entrevista-resposta dada ao jornalista Gilberto Léda – diz muito do seu atual momento político. (Leia aqui)
Lahésio foi duramente criticado pela deputada estadual Mical Damasceno, do PSD;(Releia aqui)
na resposta, porém, o pré-candidato buscou não polemizar com a parlamentar evangélica.
“Não acho que seja o momento de derrubar pontes. Eu também tenho críticas a fazer à deputada Mical, mas prefiro que isso seja feito num debate interno, em prol do crescimento da direita no Maranhão. Não somos adversários, podemos ser aliados”, disse o pré-candidato.
Pra isso, o candidato do Novo precisa de uma base forte, que envolva a direita bolsonarista, a direita conservadora, a direita-cristã e até mesmo a extrema-direita.
E isso inclui, também, a deputada Mical Damasceno, que já descartou apoio a Felipe Camarão.
E como diz o próprio Lahésio, a hora é de construir pontes…
Deputada estadual ligada à direita cristã-conservadora comentou também a liberdade da manicure Eliene Amorim, presa desde 2023 por participação no 8 de janeiro
LIBERDADE, LIBERDADE. Mical voltou a pedir a soltura dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília
A deputada estadual Mical Damasceno (PSD) repercutiu nesta terça-feira, 8, em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, o ato realizado pelos setores da direita na Avenida Paulista, em São Paulo, em defesa da anistia do condenados pelo 8 de janeiro, que ela chama de “presos políticos”.
O evento reuniu milhares de pessoas que pedem liberdade e justiça para os que foram detidos após os protestos em Brasília. Mical destacou a importância do movimento e reafirmou seu compromisso com a causa.
“Reafirmo o meu compromisso de continuar clamando por justiça e liberdade para os que clamam por socorro”, declarou a parlamentar.
a deputada também comentou a soltura de Eliene Amorim, presa em março de 2023 por suposta participação nos atos;
para Mical, Eliene – presa após participar do ato em Brasília – foi vítima de perseguição política e nunca deveria ter sido presa.
A parlamentar reforçou que vai seguir lutando pelos brasileiros que, segundo ela, estão sofrendo injustamente nas mãos do Judiciário.
“Não vamos descansar enquanto todos os patriotas forem libertos. Seguiremos firmes em oração e em ação”, concluiu.
Além das provocações do pré-candidato a governador Lahésio Bonfim ao prefeito Eduardo Braide, campo conservador vive clima de guerra entre os vários atores cristãos-católicos-conservadores-e-bolsonaristas
NINGUÉM SEGURA A MÃO DE NINGUÉM; entre os conservadores maranhenses “é cada um por si e Deus contra todos”
Nesta terça-feira, 8, o jornalista Domingos Costa trouxe comentário do deputado federal Allan Garcês (PP) em grupo de WhatsApp, acusando a vereadora Flávia Berthier (PL) de “traidora da Direita” (Veja aqui); na semana passada, a mesma Berthier foi atacada pelo suplente de deputado estadual Felipe Arnon (PL).
mas, no caso de Allan Garcês, o motivo também é eleitoral: a vereadora deve ser candidata a deputada federal.
“A vereadora de direita [Flávia Berthier] se refere a Eliene como ‘a moça’; e ela diz que não conhece, não sabia nada dessa ‘moça’ presa em Pedrinhas. Ora, você e eu estamos lutando pela anistia de muitos que nem conhecemos, por que acreditamos que todos são presos políticos”,justificou Arnon, em vídeo divulgado nas redes sociais. (Veja abaixo)
A ciumeira na direita maranhense envolve outros personagens, de conservadores cristãos-católicos a bolsonaristas militantes.
E é assim que a direita – conservadora-extremista-cristã-católica-e-bolsonarista – pretende chegar às eleições de 2026 no Maranhão…
*P.S.: a frase que dá título a este post é uma ressignificação da expressão “ninguém solta a mão de ninguém” criada no período da Ditadura por alunos da USP e revivida pela esquerda nas eleições de 2018.
Defesa sistemática de manifestantes que atuaram no 8 de janeiro tem apenas um objetivo: criar as condições para uma “anistia, ampla, geral e irrestrita” que beneficie o próprio ex-presidente
VEREADORA DE SÃO LUÍS NEM SE MISTUROU. Manicure tida por “coitadinha” era de causar problemas nos acampamentos bolsonaristas
Editorial
A manicure Eliene Amorim de Jesus e a cabeleireira Débora Rodrigues compartilham aspectos comuns da vida, além da profissão ligada à estética e à beleza.
as duas formam o rebanho bolsonarista e as duas foram presas pelo 8 de janeiro de 2023;
agora, as duas passaram a ser “torniquete” do bolsonarismo para emparedar o Supremo.
De uma hora para outra, tanto Débora – que já foi solta – quanto Eliene, passaram a ser “vendidas” por bolsonaristas Brasil a fora como gente “desmiolada, sem noção, desinformada e incapaz de ler a realidade concreta”; viraram “coitadinhas presas injustamente por algo que elas nem sabiam que tinha tanta gravidade”.
os bolsonaristas não estão nem aí para Débora Rodrigues e muito menos para Eliene Amorim;
elas são apenas rebanho do bolsonarismo, usadas agora para emparedar o judiciário brasileiro;
e o objetivo é apenas um: criar as condições paras livrar, também Bolsonaro, da cadeia por golpe.
“Tenho recebido algumas muitas mensagens, estão me marcando também, a respeito da moça que está presa aqui em Pedrinhas que estava na manifestação de 8 de janeiro em Brasília. Eu não conhecia essa moça pessoalmente, eu não lembro dela. Ela estava na Praça Duque de Caxias também, mas ela, infelizmente, andava com um grupo de pessoas que não faziam parte do nossos grupo de pessoas ordeiras”, explicou a vereadora – bolsonarista – Flávia Berthier (PL), em vídeo postado com exclusividade pelo blog Marrapá. (Veja a íntegra acima)
A COITADINHA MISSIONÁRIA DO 8 DE JANEIRO. “Sempre criando confusões, agredindo pessoas”, como definiu Flávia Berthier
Este blog Marco Aurélio d’Eça já tratou de Débora Rodrigues, no editorial intitulado “Não foi apenas pichação, estúpido!!!”; mas o fantoche bolsonarista da hora é Eliene Amorim de Jesus.
Em primeiro lugar, ao contrário da imagem traçada agora pelos bolsonaristas que querem usá-la como “torniquete” de Bolsonaro, Eliene não é uma mera “sem noção que nem sabia do 8 de janeiro”; Ela participou ativamente de “marchas bolsonaristas” de toda sorte, entre 2021 e 2022, como revelou a própria vereadora bolsonarista.
Estava, inclusive, no acampamento da Praça Duque de Caxias, montado no final de 2022;
e seu comportamento era “mais eufórico”, eufemismo usado pela vereadora Flávia Berthier.
“Tinha um grupo mais eufórico, que estava sempre disposto; e ela fazia parte deste grupo aí que era um grupo de pessoas que estava sempre criando problemas na praça, sempre criando confusões, agrediam algumas pessoas, agrediram jovens batendo no rosto. Inclusive, eles nunca estavam envolvidos com a gente, que estava com a motivação certa”,explicou Flávia Berthier.
Se quiserem, os bolsonaristas vão encontrar dezenas, centenas, talvez milhares de “sem noção” e “coitadinhos” entre os golpistas do 8 de janeiro; mas é exatamente por ser “sem noção” que eles se tornam alvos fáceis do recrutamento bolsonarista.