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Comissão da Câmara ainda não tem garantias de depoimento de Thiago Bardal…

Preso sob acusação de contrabando internacional e formação de quadrilha, delegado está sob custódia da Secretaria de Segurança e precisa de autorização judicial para ser levado a Brasília

 

PRESO SOB ACUSAÇÃO DE CONTRABANDO, BARDAL PRECISA DE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL PARA IR A BRASÍLIA, para depoimento na próxima terça-feira, 2

Marcada para a próxima a próxima terça-feira, 2, a audiência da Comissão de Segurança da Cãmara Federal com o delegado maranhense Thiago Bardal, ainda não tem garantias de realização.

O delegado responde a investigação de formação de quadrilha e contrabando internacional, e está preso desde o ano passado.

Para viajar a Brasília, precisa de autorização do juiz Ronaldo Maciel, responsável pelo processo em que ele figura como réu.

Além de Bardal, a comissão da Câmara quer ouvir o também delegado Ney Anderson Gaspar, ora licenciado do cargo.

Os dois ex-auxiliares acusam o secretário de Segurança, Jefferson Portela, de determinar espionagem de membros do Judiciário, deputados federais, senadores e até membros do próprio governo Flávio Dino (PCdoB).

A comissão da Câmara Federal já entrou com pedido formal de autorização para que Bardal viaje a Brasília, sob escolta da Polícia Federal.

Jefferson Portela também deve ser ouvido pela Câmara em audiência cuja data ainda deve ser marcada…

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Ao ameaçar deputados, Portela acaba confessando possíveis crimes…

Ao afirmar em entrevista de rádio que “revelará coisas sobre autoridades” maranhenses em sua audiência sobre espionagem na Câmara dos Deputados, secretário acaba por fazer confissão antecipada de sua própria prevaricação

JEFFERSON PORTELA EM ENTREVISTA NA DIFUSORA, EM QUE FAZ CLARA AMEAÇA, escondendo possível prevaricação no exercício do cargo de secretário de Segurança

O blog do John Cutrim repercutiu nesta segunda-feira, 17, entrevista do secretário de Segurança Jefferson Portela em que o próprio acaba por fazer uma espécie de pré-confissão do crime de prevaricação e acobertamento.

Ao dizer que está pronto para ir depor na Comissão de Segurança da Câmara Federal, Portela afirma que vai falar sobre “coisas que estão escondidas aqui” ao revelar sobre “agiotagem, crime organizado e contrabando”. (Veja a íntegra aqui)

Ora, se o secretário vai confessar em Brasília que “existem coisas escondidas aqui [no Maranhão] então ele próprio comete um crime, ao não revelar, como chefe da polícia e da Segurança, essas coisas que estão escondidas.

A confissão de Portela fica pior ainda quando ele afirma haver “gente  aí de paletó e gravata botando gente pra trazer cigarro pra cá, envolvido com agiotagem, tirando onda de autoridade pública envolvida com o crime e estão se tremendo”.

É gravíssima a revelação do secretário, sobretudo pelo fato de ser ele próprio o responsável por manter “coisas escondidas aqui” mesmo sabendo ter “gente aí de paletó e gravata” usando outros para cometer crimes.

Se sabe disso, porque Jefferson Portela nunca tomou atitude?

E se sabe disso, porque usa a informação para ameaçar e não para desbaratar eventuais grupos criminosos?

Denunciado por espionagem de autoridades maranhenses – incluindo senadores, deputados federais e estaduais, desembargadores e os próprios policiais –  Jefferson Portela vai ter que se explicar na Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados.

E ao ameaçar revelar coisas escondidas – numa tentativa de acuar os deputados Aluisio Mendes e Edilázio Júnior, responsáveis pela sua convocação –  o secretário se complica ainda mais.

E acaba por se envolver em possíveis acobertamentos de crimes, chantagem e prevaricação no cargo de chefe da segurança.

Mais coisas a ter que explicar à Câmara Federal…

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Bardal e Ney Anderson vão falar à Justiça contra Portela…

Delegados acusam o secretário de Segurança de manipular informações e ordenar espionagem contra membros do TJ-MA; oitiva será comandada pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Marcelo Carvalho

 

JEFFERSON PORTELA ESTÁ SENDO DENUNCIADO PELOS COLEGAS THIAGO BARDAL JEFFERSON PORTELA que irão depor à Corregedoria Geral de Justiça

Os delegados da Polícia Civil maranhense Thiago Bardal e Ney Anderson Gaspar vão ser ouvidos na tarde desta segunda-feira, 17, pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Marcelo Carvalho.

Os dois acusam o secretário de Segurança, Jefferson Portela, de ordenar espionagem contra membros do Tribunal de Justiça.

O procedimento na CGJ foi aberto por determinação do comando do TJ-MA, após revelação dos nomes dos desembargadores – são vários – que seriam alvo de Portela.

O caso também será levado à Câmara Federal, também com depoimento de Bardal e Gaspar.

A audiência no Tribunal de Justiça está marcada para as 16 horas desta segunda-feira…

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Espionagem marca governo comunista de Flávio Dino…

Inspirado em excepcional artigo do advogado Abdon Marinho, blog relembra todos os casos que transformam a atual gestão do estado em uma espécie de covil de espiões bancados com recursos públicos

 

MAIS DO QUE NA POLÍCIA CIVIL, A ESPIONAGEM DO GOVERNO FLÁVIO DINO, QUE ENVOLVERIA O SECRETÁRIO JEFFERSON PORTELA ocorreu também sob o comando da PMMA

O brilhante advogado Abdon Marinho expôs as vísceras da espionagem comunista no Maranhão, em excepcional artigo-reportagem publicado no blog Atual7. (Leia aqui)

É inspirado neste artigo que o blog Marco Aurélio D’Eça faz agora uma retrospectiva dos últimos cinco anos de mandato do governador Flávio Dino (PCdoB) para mostrar como ele expôs autoridades, adversários e até aliados em nome dos seus interesses.

Já desde o início do governo a espionagem começou a ser usada como arma de chantagem pelas estruturas palacianas.

Foi assim que, em 19 de maio de 2016, o blog questionou o uso da estrutura da polícia para pressionar agiotas já conhecidos e proteger aliados do governador, como mostrado no post “Agiotagem: os mesmos alvos de sempre?!?”.

O post criticava operações policiais em busca de alvos que poderiam ser citados de cor – “sempre que o governador aparece em maus lençóis” – deixando outros de lado.

E ponderou:

– Bem próximos destes alvos, há gente muito mais poderosa fazendo a mesma coisa, sem ser incomodado por ninguém do governo.

Antes mesmo deste post, o blog Marco Aurélio D’Eça já questionava o uso das estruturas de investigação da Segurança Pública para revelar, em 9 de setembro de 2015 que “Operações contra agiotagem param após atingir aliados de Dino…”

Neste aspecto, é importante voltar ao artigo de Abdon Marinho, para destacar um trecho fundamental no entendimento do esquema de espionagem comunista:

– Desde a “implantação” do governo comunista no nosso estado que se tem notícias de investigações (bisbilhotagem) contra os adversários políticos dos “donos do poder” – lembrou o advogado, para ressaltar que as acusações de Thiago Bardal e Ney Anderson Gaspar contra o secretário Jefferson Portela apenas amplificaram as suspeitas ao nível de certeza.


HOJE ODIADO POR JEFFERSON PORTELA, THIAGO BARDAL JÁ FOI SEU HOMEM DE CONFIANÇA, inclusive durante período de denúncias de outros casos de espionagem comunista

Mas antes mesmo de Bardal e Gaspar, outro episódio – revelado no blog Marco Aurélio D’Eça, em 20 de abril de 2018, depois repercutido em todo o país – revelou que o “Governo Flávio Dino usa a PM para espionar adversários…”

As revelações dos dois delegados – que, a propósito, eram homens de confiança do próprio governo – atestaram mais tarde que a espionagem não se dava apenas sobre adversários, mas contra membros do Judiciário, políticos estaduais e federais, e até aliados que contrariassem a cúpula comunista.

E o restante da história é essa que ganhou as paginas do país…

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Governo tenta desqualificar acusadores para tentar salvar Portela..

Palácio dos Leões usa sua mídia alinhada para atacar os delegados Thiago Bardal e Ney Anderson Gaspar, com o objetivo de tentar desqualificar as acusações de ações criminosas do secretário de Segurança

 

EX-HOMEM FORTE DA SEGURANÇA, BARDAL TINHA ACESSO LIVRE A DINO E PORTELA; agora, vem sendo desqualificado pelo secretário

O governo Flávio Dino (PCdoB) iniciou desde a semana passada uma ofensiva contra o delegados Thiago Bardal e Ney Anderson Gaspar, na tentativa de salvar o secretário de Segurança, Jefferson Portela.

Para isso, o Palácio dos Leões usa a parte da mídia que segue suas ordens na tentativa de desqualificar os dois policiais, que apontam uma série de ações criminosas do titular da SSP.

Na primeira ação, o governo usou jornalistas para dar um ar de crime organizado nas denúncias contra Portela; chegaram a envolver até mesmo os próprios colegas de imprensa, numa atitude que já chegou ao Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas.

Agora, a mídia palaciana divulga um certo Atestado Médico para criar uma ideia de que Ney Anderson sofre de problemas psiquiátricos, o que, na avaliação dessa mídia palaciana, desqualificaria suas acusações.

Há dois problemas na ofensiva de Flávio Dino e Jefferson Portela contra os acusadores:

1 – Thiago Bardal e Ney Anderson eram homens de confiança do próprio Portela, e seguiam suas orientações em cargos do alto escalão da Polícia Civil; têm, portanto, conhecimento do que falam;

2 – As denúncias contra o secretário já estão sendo investigadas por órgãos locais e nacionais; e devem ganhar eco no Congresso Nacional a partir das próximas semanas.

Diante de tudo, fica evidente um ar de desespero do governo em tentar salvar um dos seus quadros mais próximos do governador Flávio Dino.

Só a estratégia kamikaze de defesa mostra-se equivocada…

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Edilázio cobra oficialmente de Flávio Dino auditoria no sistema de espionagem da SSP e afastamento de Portela…

Parlamentar também encaminhou ao procurador-geral de Justiça “Notícia de Fato” pedindo investigação criminal contra o secretário de Segurança; para ele, se o governo quer provar que os delegados que o acusam estão mentindo é promover investigação no aparelho Guardião

 

O deputado federal Edilázio Júnior (PSD) encaminhou oficialmente ao governador Flávio Dino (PCdoB) Ofício em que pede ao governador o afastamento do secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela.

Acusado por delos delegados Thiago Bardal e Ney Anderson gaspar – que eram seus homens de confiança na SSP – de promover espionagem contra autoridades do Judiciário, políticos e adversários do governo, Portela tem afirmado tratar-se de calúnia dos dois colegas.

– Se é mentira dos delegados, porque o governo não faz uma auditoria, supervisionada pelo Ministério Público, e desmonta o factoide – questionou Edilázio, para quem não adianta Jefferson Portela ficar ameaçando os acusadores de processo sem abrir o sistema de espionagem do governo.

Edilázio também encaminhou ao procurador-geral de Justiça Notícia de Fato pedindo abertura de investigação criminal contra Jefferson Portela.

O deputado pede ao Ministério Público que peça judicialmente o afastamento de Jefferson Portela, para garantir a lisura das investigações.

Os documentos do parlamentar vão ser analisados tanto no governo quanto na PGJ…

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Silêncio de Jefferson Portela diz muito sobre escândalo da Segurança…

Secretário tenta encerrar o problema sem manifestar opinião e tentando desqualificar as acusações, que ganham cada vez mais corpo nos meios jurídicos, policiais e judiciais

 

THIAGO BARDAL CHEGOU A SER HOMENAGEADO POR FLÁVIO DINO E JEFFERSON PORTELA; caiu em desgraça por desobedecer ordens do chefe

Não é fácil a situação do secretário de Segurança Pública, delegado Jefferson Portela.

Apontado como cabeça e um esquema de espionagem de membros do Judiciário, políticos, empresários e até gente da própria polícia, ele vai se enredando cada vez mais na teia.

E o silêncio que ele mantém – com poucos ou nenhum esclarecimento das denúncias – só vai piorando sua situação.

Portela é acusado de manipular inquéritos, direcionar investigações e espionar autoridades e  adversários do governador Flávio Dino (PCdoB), além de acobertar investigados ligados ao governo.

E não é nenhum desqualificado a fazer a denúncia.

As acusações são feitas pública e oficialmente por ninguém menos que o ex-Superintendente de Investigações Criminais (Seic), Thiago Bardal, e pelo chefe do departamento contra crime organizado, Ney Anderson Gaspar.

Dois delegados de polícia homenageados pelo próprio governo comunista e até pouco tempo atrás tidos como homens de confiança do próprio secretário.

O silêncio acuado de Jefferson Portela só encontra paralelo em outro silêncio, o do Ministério Público.

Mas este, o Ministério Público, não vai acordar por um bom tempo ainda…

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Espionagem de desembargadores: o blefe do Tribunal de Justiça…

Não parece coerente que a cúpula do Judiciário maranhense cobre da cúpula da Polícia Civil investigação de denúncia envolvendo essa mesma polícia; fica parecendo apenas satisfação à sociedade

 

FLÁVIO DINO E A CÚPULA DO TRIBUNAL E JUSTIÇA DO MARANHÃO; quem vai investigar a espionagem de desembargadores?

Não fez qualquer sentido a nota do Tribunal de Justiça, divulgada em alguns blogs nesta sexta-feira, 17, informando da cobrança por esclarecimento das denúncias de que a Polícia Civil andou espionando desembargadores maranhenses.

Para lembrar: o delegado Thiago Bardal – acusado de compor uma quadrilha especializada em roubo de cargas e contrabando de uísque – denunciou a um juiz que recebeu ordem do secretário de Segurança, Jefferson Portela para investigar desembargadores. 

Desde a primeira denúncia, Bardal tem reiterado as acusações, pondo em xeque a atuação de Portela à frente da Segurança. (Entenda aqui, aqui e aqui)

Somente nesta sexta-feira, uma nota do Tribunal de Justiça, assinada pelo seu presidente, desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, diz que o Judiciário exige “rigorosa e imparcial investigação de tais denúncias”.

Mas não diz de que autoridade exige essa investigação.

Ora, se o TJ-MA quiser mesmo esclarecer a denúncia de Bardal, o caminho adequado é uma solicitação formal ao Ministério da Justiça para que a Polícia Federal investigue a polícia maranhense.

Pedido que já foi feito, oficialmente, aliás, pelo deputado federal Edilázio Júnior (PSD). (Relembre aqui)

Se não for assim, ficará claro que o tribunal estará apenas jogando para plateia, dando satisfações à pressão dos seus.

Mas sem esperar qualquer resposta efetiva.

É simples assim…

Abaixo, a nota do Tribunal de Justiça:

Tendo em vista matérias publicadas no Blog do ‘Neto Ferreira’ em que o ex-delegado de Thiago Bardal e o delegado Ney Anderson Gaspar acusam, reiteradamente, o Secretário Estadual de Segurança Pública do Estado do Maranhão, Jefferson Portela, de ter determinado suposta espionagem ilegal contra desembargadores e juízes, o Tribunal de Justiça, no exercício de suas funções constitucionais, vem a público e perante as autoridades exigir uma rigorosa e imparcial investigação de tais denúncias.

Desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos
Presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão

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Edilázio manda Ofício a Sérgio Moro sobre ação contra desembargadores…

Com carimbo de “Urgente”, documento pede ao ministro da Justiça que determine investigação das denúncias feitas pelo delegado Thiago Bardal contra o secretário de Segurança Jefferson Portela

 

Edilázio denunciou Jefferson Portela na Câmara e pediu investigação a Sérgio Moro

O deputado federal Edilázio Júnior encaminhou ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, nesta quinta-feira, 4,  pedido de investigação das denúncias do delegado Thaigo Bardal contra o secretário de Segurança do Maranhão, Jefferson Portela.

Em depoimento ao juiz da 2ª Vara Criminal, no dia 8 de março, Bardal revelou que Portela determinou a ele que investigasse quatro desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão

– No aludido depoimento, a citada autoridade policial afirmou que o Secretário de Segurança Pública do Estado do Maranhão, Jefferson Portela, filiado ao partido político do Governador do Estado, PCdoB, determinou que fosse instaurada investigação em face de quatro membros do Tribunal de Justiça do referido estado – destaca Edilázio.

O deputado maranhense ressalta a necessidade da investigação, nem que, para isso, “seja necessária a participação da Polícia Federal”.

– A declaração feita pelo Sr. Tiago Mattos Bardal (ex-chefe da Superintendência de Investigações Criminais), em ambiente judicial, importa em grave violação ao Estado Democrático de Direito por afrontar, violentamente,o princípio da separação dos poderes. Trata-se, objetivamente, de arapongagem executado pelo Poder Executivo em face do Poder Judiciário, na esfera estadual – diz Edilázio, no documento encaminhado a Moro.

O documento encaminhado pelo deputado federal ao ministro da Justiça

O Ofício de Edilázio Júnior elenca uma série de posts do blog Marco Aurélio D’Eça, como fonte para “melhor esclarecimento do ambiente da denúncia”.

Ao ressaltar que a espionagem de Portela contra desembargadores fere o Estado de Direito e a independência entre os poderes, o deputado lembra que a investigação determinada pelo secretário estaria nula de pleno direito.

E destaca, também, no Ofício, outro episódio de espionagem, este protagonizado pela cúpula da Polícia Militar, contra adversários políticos de Flávio Dino.

Leia abaixo a íntegra do documento de Edilázio Júnior a Sérgio Moro:

Brasília, 03 de abril de 2019.

A Sua Excelência o Senhor

Sérgio Fernando Moro,

Ministro da Justiça e Segurança Pública

URGENTE

Senhor Ministro,

Traz-se ao conhecimento de Sua Excelência fato público, amplamente noticiado pela imprensa do Estado do Maranhão, procedente de recente depoimento judicial prestado pelo ex-chefe da Superintendência de Investigações Criminais (Seic) do Maranhão, delegado Tiago Mattos Bardal, que fora exonerado daquele cargo pelo atual Governador do Estado, Sr. Flávio Dino de Castro e Costa, no dia 22 de fevereiro de 2018, após suposto envolvimento em um esquema de milícias, na capital maranhense. No aludido depoimento, a citada autoridade policial afirmou que o Secretário de Segurança Pública do Estado do Maranhão, Jefferson Portela, filiado ao partido político do Governador do Estado, PCdoB, determinou que fosse instaurada investigação em face de quatro membros do Tribunal de Justiça do referido estado.

A declaração feita pelo Sr. Tiago Mattos Bardal (ex-chefe da Superintendência de Investigações Criminais), em ambiente judicial, importa em grave violação ao Estado Democrático de Direito por afrontar, violentamente,o princípio daseparação dos poderes. Trata-se, objetivamente, de arapongagem executado pelo Poder Executivo em face do Poder Judiciário, na esfera estadual.

Com efeito, qualquer indício de irregularidades no adequado funcionamento dos Poderes quer seja no Judiciário, Executivo ou Legislativo, em especial no que toca ao princípio da independência, impõe atuação imediata, célere e igualmente contundente com o fito de resguardar os valores intocáveis do regime republicano.

Considerando os valores constitucionais ameaçados deve-se, por óbvio, garantir imparcialidade e agilidade em processo investigativo a ser imediatamente instaurado.

Oportuno expor que investigação realizada pela polícia civil do Estado do Maranhão, por determinação do Secretário de Segurança Pública do Estado (ora envolvido na gravíssima acusação), estaria fadada ao fracasso e jamais concretizaria o princípio da verdade real. A investigação seria nula por transgressão a princípios paradigmáticos, como legalidade, imparcialidade, isenção e impessoalidade, próprios de um procedimento investigativo justo e sério. 

Na prática, caso admitida fosse uma investigação por parte da Polícia Civil do Estado do Maranhão, estar-se-ia a investigar a autoridade máxima do Estado, no caso, o Secretário de Estado da Segurança Pública, a quem todos os que atuariam no presente inquérito estariam hierarquicamente subordinado ao “investigado”.

Outro fato que corrobora com a flagrante impossibilidade de que qualquer investigação séria e imparcial seja executada por meio da Secretária de Segurança do Estado do Maranhão é o desfecho de outro episódio, (grave) ocorrido no Estado do Maranhão no ano passado, em que Memorando Circular nº 098/2018 Sec-admin/CPI, emitido em 6 de abril pelo Comando de Policiamento do Interior da Polícia Militar, determinava aos “comandantes de área ”que informassem as lideranças que faziam oposição ao governo local ou ao Governo do Estado, e que pudessem “causar embaraços no pleito eleitoral” (vide documento abaixo colacionado).

À época, quando da divulgação acerca do escândalo do referido Memorando Circular, sindicância interna foi aberta pela própria Polícia Militar Estadual.Todavia, até hoje, mais de um ano depois, não há notícia de qualquer desdobramento ou explicação pública sobre os memorandos que determinavam o fichamento da oposição. A suposta averiguação, se efetivamente ocorreu, não gerou qualquer resultado prático, embora evidente a prática de ato incompatível e afrontoso o próprio matiz constitucional da corporação.

exemplo revela a total ineficácia de investigações quando os investigados estão investidos em funções hierarquicamente superior aos que presidirão o eventual inquérito. Há, portanto, uma total inversão da própria lógica de hierarquia. Imaginar que um subordinado irá punir seu próprio chefe é de uma crença pueril.

Neste sentido, observa-se que os órgãos investigativos do Estado Maranhão se encontram subordinados ao próprio governo estadual, de modo que qualquer investigação conduzida pela Polícia Civil do Maranhão importará em averiguação suspeita e parcial, motivo pelo qual se faz imperativa a intervenção Federal no presente caso, mediante atuação da Polícia Federal, a qual poderá conduzir inquirição enérgica e, principalmente, isenta de qualquer influência ou subordinação às autoridades estaduais envolvidas.

Para fins de melhor compreensão da gravidade que envolvem os fatos ora expostos, seguem os links das notícias amplamente divulgadas por toda a imprensa maranhense:

É preciso proteger coronel que orienta espionagem da PM a adversários de Flávio Dino…

 

PM mandou catalogar até juízes e promotores eleitorais…

 

As estranhas coincidências na denúncia de Bardal contra Portela…

Thiago Bardal e mais 12 denunciados por contrabando e quadrilha…

 

Thiago Bardal é mesmo investigado por milícia…

As matérias declinadas são provas irrefutáveis de que, efetivamente, o Governador do Estado, Flávio Dino de Costa e Castro, desde que tomou posse no cargo de chefe do Poder Executivo Estadual vem aparelhando, por meio do seu secretário de Estado de Segurança Pública, as polícias – civil e militar – para perseguir, afrontar e amedrontar todos aqueles que lhe fazem oposição e, agora, visa ameaçar o Poder Judiciário Estadual.

Com efeito, a Carta Magna para proteger, preservar e manter os princípios republicanos e o Pacto Federativo salvaguardado prevê aIntervenção Federal, instrumento excepcional que só pode ser utilizado em situações que se enquadrem nos motivos expressos indicados nos sete incisos do artigo 34 da Constituição, in verbis:

Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:

I – manter a integridade nacional;


II – repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra;


III – pôr termo a grave comprometimento da ordem pública;


IV – garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação;

V – reorganizar as finanças da unidade da Federação que: (…)

VI – prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;


VII – assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:

a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;

b) direitos da pessoa humana;

Desta feita – retratada a gravidade dos fatos e a violenta afronta ao Pacto Federativo, ao funcionamento independente e harmônico dos Poderes e aovalor constitucional vértice do regime democrático – requer a Sua Excelência, na urgência que a gravidade dos fatos impõe, que as medidas pertinentes sejam tomadas para a elucidação dos fatos ainda que, para tanto, seja necessária a determinação de intervenção pela Polícia Federal.

Atenciosamente,

EDILÁZIO GOMES DA SILVA JÚNIOR

Deputado Federal

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Monitoramento de magistrados começou pela PMMA no governo Flávio Dino

Além da investigação de desembargadores – revelada em depoimento do delegado Thiago Bardal – Secretaria de Segurança determinou também a catalogação de juízes e promotores no interior

 

FLÁVIO DINO COM A CÚPULA DO JUDICIÁRIO; denúncia de espionagem e silêncio da toga

Não é de hoje a tentativa do governo Flávio Dino (PCdoB) de monitorar autoridades do Judiciário, como revelou em depoimento o ex-chefe da Superintendência de Investigações Criminais (Seic), delegado Thiago Bardal.

No dia 20 de abril de 2018, o blog Marco Aurélio D’Eça revelou em primeira mão – assunto depois repercutido em toda a imprensa do país – a Circular nº 098/2018, da Policia Militar, determinando espionagem de adversários de Flávio Dino (PCdoB) que pudessem “causar embaraços eleitorais ao governador”. (Relembre aqui, aqui, aqui e aqui)

Numa parte desta Circular há uma tabela, que deveria ser usada por comandantes dos batalhões no interior, para catalogar juízes e promotores, como foi revelado no post “PM mandou catalogar até juízes e promotores…”. (Veja documento abaixo)

TRECHO DA CIRCULAR 098/2018, QUE ORIENTOU ESPIONAGEM de adversários e catalogação de juízes e promotores

A obsessão da cúpula da Secretaria de Segurança Pública – e da PMMA – pela espionagem de autoridades se revelou ainda mais perigosa no final de 2018, já com Flávio Dino reeleito, quando o próprio delegado Bardal encaminhou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) denúncia contra os desembargadores Froz Sobrinho e Tyrone José. (Relembre aqui)

No início de março passado, ele revelou ao juiz da 2ª Vara Criminal, que, além de Tyrone e Froz, tinha ordens do secretário Jefferson Portela para investigar também os desembargadores Guerreiro Júnior e Nelma Sarney.

Algo deu errado e o todo-poderoso da Seic acabou caindo preso, acusado de participação na mesma quadrilha de espionagem que a sua delegacia investigava.

E o resto da história já é de conhecimento público…